Adeus Solidão
No auge da guerra, quando Hogwarts estava sitiada e os dois lados bem definidos, um amor além de qualquer suspeita surgiu. De um lado, uma menina forte, decidida, certa do que queria. Do outro, um rapaz dividido entre orgulho, poder e razão. Duas personalidades distintas... dois corações marcados por mortes e solidão... um sangue puro e uma nascida trouxa... Draco e Hermione...
As mais tensas batalhas desenrolavam-se todos os dias. Baixas ocorriam em ambos os lados. Lutos não eram permitidos! Tiravam a atenção daqueles que precisavam lutar para vinga-los. Mas uma paixão teimava em crescer cada vez mais. Um sentimento mútuo que fora conhecido de uma forma perigosa...
No fervor de um duelo que parecia ser até a morte, Draco desarma Hermione. A castanha estava visivelmente temerosa, mas também passava satisfação. Sua vida de alegrias passou por seus olhos. As lágrimas escorriam quando ela via seus pais e amigos sorrindo para ela... pareciam pesar toneladas quando ela lembrava-se de um desejo contido por um preconceito bobo... estava mais do que na hora de revelar...
- Quer dizer suas últimas palavras? – pergunta Draco, sério.
- Quero sim... – responde Hermione, chorosa – quero dizer que eu... eu sempre...
- Fala de uma vez que eu tenho mais o que fazer! – pede Draco, nervoso.
- Eu sempre... te... – Hermione respira fundo, enxugando a lágrima – te amei, Draco Malfoy.
- C-como?! Você não sabe o que diz!
- Mate-me logo, por favor... fico tranqüila em saber que é por suas mãos que vou morrer...
- Granger... – Draco gira sua varinha rapidamente, conjurando um feitiço que os cerca por uma densa fumaça.
Daisuki to omou kara ne kizutsu ittari tomadottari
Eu digo que gosto muito de você apesar de ferirmos os sentimentos um do outro, por isto fico confuso
Tsumetai hoho wo yose atte kokoro ga umareta
Vamos juntar nossos rostos gelados e assim fazer nascer um sentimento mais forte...
Itsumo ima sugu ni aitai
Quero sempre te encontrar o mais rápido possivel
Quando Hermione abriu os olhos, a primeira coisa que viu foram cortinas de seda voando com o vento suave que soprava. Ela levantou-se bruscamente para pegar sua varinha, mas a viu posta sobre a mesinha de cabeceira de forma bastante acessível e estranhou. Não poderia ser o paraíso ou o inferno. Era tudo muito real... era a Mansão Malfoy.
Aqueles quadros que ostentavam o orgulho de uma familia rígida e preconceituosa estavam imóveis. Desde que a guerra estourou era assim em toda parte. A grifinória deu uma boa olhada ao redor e bateu seus olhos num rapaz que dormia com a mão na cabeça, como se estivesse refletindo. Ela aproximou-se dele com cuidado, pois entendera que ele não a matou pelo simples fato de corresponder seus sentimentos.
- O que está fazendo?! – pergunta Draco, acordando de repente ao sentir a respiração de Hermione próxima a ele.
- Não queria te assustar. – responde Hermione, sorrindo.
- Por que está rindo?! – pergunta Draco, nervoso.
- Calma, eu entendi tudo, ok? Sei que você gosta de mim também, por isso não me matou.
- Eu não te matei por isso!
- E por que foi então? – pergunta ela, desafiadora.
- Porque eu... você... a guerra...
- Não fala mais nada, certo? – diz Hermione, beijando-o em seguida.
Mukuchi ni naruhodo suki yo yasashi sa doushitara mieru no
Te amo tanto a ponto de perder as palavras. O que eu preciso fazer para ter seu carinho?
Dakishimete motto tsuyoku atataka na mune wo shinjiru yo
Me abrace mais forte e então acreditarei em seu grande coração
Sayonara solitaire ashita he
Dando adeus para solidão e seguir para o amanhã
Nos dias que se seguiram, o casal começou a dividir o tempo que tinham. Quando não estavam planejando táticas para derrotar o oponente, estavam aos beijos nos lugares mais escondidos possíveis. Os encontros duravam os mais variáveis tempos. Iam desde alguns segundos até horas de declarações bobas e carinhos intensos.
Chegou um momento em que as coisas estavam cada vez mais sem controle. A vontade de sentir um ao outro mais intimamente era maior a cada beijo. Foi em um dos encontros na Mansão Malfoy que Draco decidiu que já estava mais do que na hora de ir mais além.
Eles estavam já deitados na cama do rapaz, as mãos dele percorriam toda a extensão das curvas na castanha, que gemia a cada toque mais voraz. Logo, os dedos escapavam sob as roupas dela, que estava se contendo para não livrar-se da única coisa que impedia de sentir Draco dentro dela. Eles rolavam, beijavam-se, estimulavam-se, desejavam-se... consumiam-se...
A menina logo sentou-se nas pernas de Draco, tirando a blusa e o sutiã. Seus seios balançavam levemente, quase implorando para que fossem apalpados por Draco. o loiro não pensou duas vezes e levantou-se para suga-los, deixando Hermione perdida em sensações, puxando os fios de cabelo dele que caiam sobre o rosto dele.
Aproveitando-se da situação, a castanha livrou-se da camisa do rapaz, que girou para a esquerda e a colocou deitada na cama para tirar a roupa que ainda restava nela e nele mesmo. Com carinho, ele acariciava a intimidade dela, sussurrando sem parar o quanto a amava. Ela contorcia-se na cama sentindo sua excitação aumentar cada vez mais... precisava tê-lo naquele instante, senão morreria!
Chiisana watashi dakara zenbu demo tarinai yone
Por eu ser sou tão pequeno eu posso lhe oferecer tudo e não parecerá suficiente
Nanni mo kakusanai de anata ni agetai
Esta mão que não conseguem esconder nada, quero dá-la a você
Mada shiroi yoake wo miokutte
Nós ainda veremos um lindo por do sol...
Draco a penetrou com carinho como nunca havia tratado uma mulher na vida. Hermione ainda era virgem, a dor que sentia era inevitável, porém bem superada pela vontade de sentir o prazer máximo de um amor verdadeiro. Como ela sonhou com aquele momento e, numa época bastante improvável, pôde desfrutar de uma forma tão intensa...
Foram diversos instantes de prazer e carinhos. O mundo estava de pernas para o ar do lado de fora, mas nada parecia importar. Depois de o gozo veio, eles ainda ficaram abraçados na cama, sorrindo e planejando um futuro que parecia incerto. Mal sabiam eles que, nesse exato momento, Voldemort sucumbira diante de sua própria ganância, sendo morto por seu próprio feitiço.
Com dos dedos entrelaçados, eles juravam amor eterno e, aconteça o que acontecesse, eles estariam sempre juntos...
Konnani daiji na hito ni doushite meguri aetano to
por que fui encontrar uma pessoa tão importante?
Itai hodo tsunagu yubi de sabishi sa kienu yume wo miru no
Segurando estes dedos que quase machucam, vejo que o sonho não some na tristeza
Sayonara solitaire
Adeus solidão
Dias depois, todos os comensais foram presos. Hogwarts festejava enquanto Hermione estava triste. Toda a família Malfoy fora condenada ao beijo do dementador. Ela não sabia o que fazer, pois apenas sua palavra não iria salva-lo. Seu coração estava apertado, mas algo a fazia sentir-se pior. Ela estava grávida...
Quando ela descobriu foi uma alegria impar. Ele estava presente quando numa fumaça azul um rostinho delicado de criança apareceu para Hermione. Eles tiveram mais uma vez planos para fazer, porém estes foram interrompidos pela prisão repentina do loiro.
Preocupados com a felicidade da amiga, Harry e alguns outros alunos e professores resolveram depor a favor de Draco. Foi questão de dias para que ele fosse solto e nomeado único herdeiro de toda a herança da familia...
Alguns meses depois, Draco e Hermione estavam se casando. Ambos eram jovens, mas tinham uma carreira brilhante pela frente e, agora, um filho para cuidar e dar amor.
Mou hitori jyanai kara ashita mezameru no anata to
Porque não estou mais só, o amanhã chega e eu estou contigo...
Daisuki na hito dakara ne sobani iru mamotteru
É uma pessoa que amo muito que está ao meu lado, que quero proteger
Anata he tsunagaru daichi ni umerete yokatta
Agradeço por nascer nesse mundo em que estou junto de você...