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17. Capitulo 17 – Aula de Duelo


Fic: O Despertar das Sombras


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capitulo 17 – Aula de Duelo


 


 


A sala de aula em que eles teriam Aulas de Duelos com o Professor Sirius Black estava definitivamente acima de qualquer expectativa que os alunos poderiam ter. A sala era quase do mesmo tamanho do que o salão principal de Hogwarts e estava devidamente decorada por todos os tipos de armas, haviam espadas, adagas, bastões e arcos e flechas ao redor da sala, embora estivessem pendurados de maneira adequada na parede.


 


Além das diferentes armas também haviam fotos espalhadas pelas paredes, imagens que retratavam criaturas das trevas de diferentes tipos, havia fotos de lycan’s e de vampiros, assim como de dementadores e gigantes.


 


Ao contrario do que muitos deles haviam imaginado, não havia nenhuma cadeira ou mesa onde eles poderiam se acomodar, a maioria dos alunos se lembrava das aulas de duelos que eles haviam tido uma vez a quase três anos atrás e perceberam a diferença entre as duas salas, nessa não havia nenhum tablado próprio para duelos.


 


Havia porém diversos tatames próprios para lutas corporais espalhados pela sala, embora houvesse um tatame central onde obviamente seriam as lutas principais. Quando olharam para a frente da sala onde deveria ficar a mesa do Professor Black, eles encontraram mais fotos, com a diferença que essas pertenciam a movimentos de luta trouxa o que deixou alguns alunos surpresos e a maioria dos sonserinos desconfortáveis.


 


Harry observava curiosamente todas as figuras ao redor da sala e secretamente estava impressionado com o que via, talvez ali finalmente ele poderia ter uma aula de verdade e não aquelas coisas que ele aprendera antes de completar um mês de treinamento.


 


Draco e os outros grifinórios também observavam a sala, mas o ar de surpresa e espanto era de tal intensidade neles que Harry conseguia sentir aquilo sem nem mesmo olhar em direção aos garotos, então Harry suspirou sabendo que teria um trabalho imenso com eles, pois eles mal sabiam duelar e não tinham nenhuma habilidade em oclumência.


 


Naquele momento a porta atrás dele abriu-se novamente e dessa vez quem entrou foi o próprio Professor de Duelos que deu uma olhada geral para os alunos enquanto entrava parando levemente um segundo a mais no moreno de olhos verdes antes de continuar a seguir seu caminho para a frente da classe.


 


- Bom dia alunos. – disse Sirius em tom de voz alegre fazendo alguns alunos sorrirem de volta enquanto a maioria das garotas suspirava olhando para o belo professor. – Os alunos de Hogwarts foram divididos em três categorias. Na primeira categoria estão os alunos do primeiro e segundo ano, na segunda categoria os alunos do terceiro, do quarto e do quinto ano, e por ultimo a terceira categoria que terá os alunos do sexto e sétimo ano, que são vocês. A partir de hoje será assim que vocês terão aulas de duelo, pois sinceramente acredito que seja mais produtivo do que dar aula para cada turma em separado. Antes que eu comece a explicar como irão funcionar nossas aulas, deixem que eu faça a chamada.


 


Harry observou todos os alunos enquanto o padrinho fazia a chamada, sua mente se expandia conforme ele tocava diferentes consciências e aprendia o que eles sabiam, o moreno ouvia pensamentos que não eram seus e enquanto a chamada durou o moreno foi capaz de saber de que lado cada aluno daquela sala estava na guerra, a quem eles apoiavam e quais seus principais ideais, assim como descobriu que alguns alunos do sétimo ano já eram comensais da morte e possuíam a marca negra, o que o deixou surpreso foi descobrir que não eram apenas sonserinos, mas havia também grifinórios, corvinais e lufa-lufanos no meio.


 


- Aqui Professor. – respondeu Harry quando o professor de duelos chamou pelo seu nome desviando a atenção do moreno por um segundo e assim cortando a ligação que o mantinha com todas as mentes daquela sala.


 


- Muito bem. – disse Sirius assim que ele terminou de realizar a chamada e colocou o livro em que marcava a presença dos alunos de lado.


 


Naquele momento todos os alunos estavam prestando absoluta atenção nas palavras do professor, afinal aquela aula era bastante esperada desde que Dumbledore havia anunciado que eles a teriam, pois muitos queriam aprender tudo o que pudessem devido aos vários ataques que vinham acontecendo ultimamente.


 


- Nossas aulas serão divididas da seguinte maneira. – disse Sirius olhando para os alunos a sua frente, reparou que todos os alunos, sem exceção, olhavam diretamente para ele prestando absoluta atenção em tudo o que ele estava falando, o que o deixou extremamente satisfeito, principalmente pelo fato de seu afilhado parecer tão interessado na aula. – Luta corporal ou artes marciais, que são conhecidas como luta trouxa, duelo com armas, que irão variar desde as adagas e espadas até machados e tridentes, e também duelo mágico. Ainda não sei exatamente como vamos dividir essas categorias dentro das três horas que nós teremos todas as aulas, mas como nós teremos três dias da semana para trabalharmos, pensei em abordar um assunto diferente por dia, assim nós trabalharíamos tudo de uma única vez ao invés de vermos um item e depois voltarmos para prosseguir com o próximo, como seria o mais indicado nessa situação. Alguma objeção quanto a isso?


 


Após a pergunta do professor todos os alunos ficaram em silêncio, alguns estavam pensando no que poderiam aprender naquelas aulas enquanto os outros apenas esperavam o inicio daquela aula, mas todos balançaram a cabeça negativamente, pois sabiam que o professor estava esperando uma resposta dos alunos.


 


- Ótimo. – disse Sirius com um sorriso enorme brincando nos lábios dele. – Então hoje iniciaremos com as artes marciais. Alguém saberia me dizer o que exatamente são as artes marciais? Sim, Srta. Granger...


 


- Bom professor, as artes marciais são sistemas de diferentes práticas para treinamento de combate, geralmente, sem o uso de armas de fogo ou outros dispositivos modernos, embora aja algumas exceções. – Hermione respondeu com um pouco de orgulho na voz, afinal praticamente nenhum estudante de Hogwarts tinha mais conhecimento do que ela, talvez com a exceção de um certo moreno de olhos verdes. - Hoje, as artes marciais, além de serem praticadas como treinamento militar, policial e de auto-defesa, também são praticadas como esporte.


 


- Tudo bem Senhorita Granger, alguém mais? – Sirius interrompeu a garota que olhou para o professor emburrada. Como ninguém mais levantara a mão ou se disponibilizara para continuar a explicação, Sirius olhou diretamente para seu afilhado. – Senhor Potter? Poderia continuar a explicação de onde a Senhorita Granger parou?


 


- A origem do termo artes marciais é ocidental e latina, uma referencia às artes da guerra e da luta. – Harry começou a explicar em um tom neutro, olhando para o homem que era seu padrinho com o cenho franzido. – Sua origem é vinculada ao deus da guerra greco-romano Marte, assim as artes marciais, segundo esta mitologia são as artes ensinadas pelo Deus Marte aos homens.


 


- Pode continuar Harry. – Sirius disse um pouco empolgado com o conhecimento que o afilhado parecia ter sobre o assunto.


 


- As artes militares ou marciais são todas as práticas utilizadas pelos exércitos no desenvolvimento de treinamento e habilidades para o uso em guerras, não importando a origem ou o povo que a criou. – a voz do moreno percorria toda a sala, afinal todos se encontravam em completo silêncio ouvindo a explicação de Harry, então o moreno continuou com a voz um pouco mais baixa. – Hoje em dia, o termo artes marciais é utilizado para todos os sistemas de combate de origem oriental e ocidental, com ou sem o uso de armas tradicionais. No oriente existem outros termos mais adequados para a definição destas artes, como Wu Shu na China e Bu-Shi-Do no Japão, que também significam artes de guerra ou “Caminho do Guerreiro”.


 


- Muito bem Harry. – disse Sirius sorrindo largamente, afinal nem mesmo ele poderia explicar melhor aquilo e ele havia estudado muito sobre aquilo nos últimos anos. – Poderia nos dar alguns exemplos de artes marciais?


 


- Bom, não existe uma arte marcial melhor do que a outra, pois todas tem suas qualidades, suas vantagens e seus defeitos. – respondeu Harry com frieza, lembrava-se muito bem pelo que tivera que passar para aprender a lutar. – Mas como as mais conhecidas temos o Kung Fu, o Caratê, a Capoeira, Aikido, Ninjutsu, Judô, Bushido, Kempo, Kendo, Jiu-Jitsu, Muay Thai, Taekwondo, Boxe, entre muitas outras.


 


- Excelente Harry, vinte pontos para a grifinória pela explicação. – disse Sirius com p sorriso ainda brincando nos lábios e quando viu a careta emburrada de uma certa monitora-chefe da grifinória apressou-se a acrescentar. – E mais dez pontos para a grifinória pela resposta da Senhorita Granger. Hoje, nós começaremos com a mais fácil, por assim dizer, das artes marciais. Mas não pensem que aprender Caratê será tão fácil assim.


 


Sirius viu a empolgação que a maioria dos alunos sentiu ao saber que teriam uma aula daquele estilo logo de cara, mas o animago previa que aqueles mesmos alunos iriam choramingar quando soubessem  que ele estava planejando para o final da aula.


 


- Fico feliz em ver que estão empolgados, mas me digam, quantos de vocês saberiam me explicar o que vem a ser exatamente o caratê? – Assim que terminou a pergunta o Professor de Duelos viu várias mãos se elevarem no ar, o que o fez sorrir satisfeito antes de apontar para um aluno da sonserina do sétimo ano. – Se importaria de explicar, Senhor Zabine?


 


- Claro que não Professor Black. – o sonserino disse com sarcasmo olhando em direção ao professor com arrogância. – O caratê ou karatê, em japonês conhecido como karate ou karate-dõ, que significa “caminho da mão vazia”, é uma arte marcial com origem no Japão, desenvolvida a partir do kenpõ chinês. O caratê é predominantemente uma arte de golpes como pontapés, chutes, socos, joelhadas, cotoveladas e golpes com a palma da mão aberta, bloqueios de articulações, lançamentos e golpes em áreas vitais também são ensinadas, dependendo do estilo. Um praticante do caratê é denominado “carateca” ou “karate-ka”.


 


- Senhor Malfoy, poderia continuar a explicação? – Sirius interrompeu o sonserino que fechou a cara no mesmo instante, enquanto o loiro da sonserina apenas olhava interrogativamente para o professor já que não havia levantado a mão, mas como um bruxo de puro sangue ele deveria saber que Draco havia tido aulas desde pequeno.


 


- O caratê é uma forma de budo, caminho marcial, enfatizando as técnicas de percussão atemi waza (como defesas, socos e chutes) ao invés das técnicas de projeções e imobilizações. O treino de caratê pode ser dividido em três partes principais: Kihon, Kata e Lumite. – Draco respondeu de maneira desdenhosa e com arrogância fazendo com que um certo moreno ao lado dele sorrisse enviesado para ele, mas o sonserino ignorou o moreno e continuou a explicar. – Kihon, que são os fundamentos, é o estudo dos movimentos básicos. Kata, que significa forma e padrão, é uma espécie de luta contra um inimigo imaginário expressa em seqüências fixas de movimentos. E Kumite, encontro de mãos, é a luta propriamente dita. Em sua forma mais básica é combinada com movimentos predeterminados entre os lutadores para, posteriormente, alcançar o jyu kumite que é o combate livre e sem regras. A forma de luta desportiva é mais conhecida como Shiai-kumite.


 


- Muito bom, dez pontos para a sonserina por resposta. – disse Sirius olhando para os alunos procurando o próximo para responder, afinal a historia a respeito das modalidades de artes marciais sempre eram extensas embora necessárias.


 


Quando perguntou qual aluno saberia responder mais sobre o caratê ninguém levantou a mão, nem mesmo Hermione, mas Sirius viu os olhos do afilhado brilharem em zombaria e aquilo serviu como uma confirmação para de que o afilhado sabia de mais alguma coisa, mas deixou passar e resolveu continuar a explicação ele mesmo.


 


- Originalmente a palavra caratê era escrita com os ideogramas, “mãos vazias”, se referindo a dinastia chinesa Tang ou, por extensão, a mão chinesa, refletindo a vasta influencia chinesa nesse estilo de luta. – a voz do professor era calma e percorria todos os cantos da sala, a maioria dos alunos ouvia atentamente a explicação, mas Harry olhava para suas mãos de maneira entediada. – O caratê é provavelmente uma mistura de uma arte de luta chinesa levada e Okinawa por mercadores e marinheiros da província de Fujian com uma arte própria de Okinawa. Os nativos de Okinawa chamam esse estilo de Okinawa-te (“mão de Okinawa”). Os estilos de caratê de Okinawa mais antigos são o Shuri-te, Okinawa-te e o Tomari-te, assim chamados de acordo com os nomes das três cidades em que eles foram criados. No ano de 1820, Sokon Matsumura fundiu os três estilos e criou o estilo shorin (pronuncia japonesa para a palavra chinesa shaolin), que é também a pronuncia dos ideogramas “pequeno” e “bosque”. O nome shorin foi dado posteriormente por Choshin Chibana ao estilo idealizado pelo mestre Mastumura. Entretanto os próprios estudantes de Matsumira criaram novos estilos adicionando ou subtraindo técnicas ao estilo original. Gichin Funakoshi, um estudante de um dos discípulos de Matsumura, chamado Anko Itosu, foi a pessoa que introduziu e popularizou o caratê nas ilhas principais do arquipélago japonês. O caratê Funakoshi teve origem na versão Itosu no estilo shorin-ryu de Matsumura que é comumente chamado de shorei-ryu. Posteriormente o estilo de Funakoshi foi chamado por outros de shotokan por seu apelido shoto, o kanji kan, que significa prédio ou construção, e portanto shotokan significa “Prédio de Shoto”.


 


Sirius fez uma pausa na explicação e olhou para os alunos enquanto ia até a pequena mesa que havia próximo a parede e pegava uma garrafa de água abrindo-a em seguida e bebendo vários goles do liquido antes de colocá-la novamente em cima da mesa.


 


- Como muitas das artes marciais praticadas no Japão, o caratê fez a sua transição para o karate-do no inicio do século XX. – Sirius voltou a explicar enquanto observava as mais diferentes expressões nos alunos, sabia que alguns estavam claramente confusos com os nomes estranhos, e ele iria aproveitar esse detalhe para incentivar a pesquisa entre os alunos. – O do em karate-do significa caminho, palavra que é análoga ao familiar conceito de tao. Como foi adotado na moderna cultura japonesa, o caratê está imbuído de certos elementos do zen budismo, sendo que a prática do caratê algumas vezes é chamada de “zen em movimento”. As aulas frequentemente começam e terminam com os curtos períodos de meditação. Também a repetição de movimentos, como a executada no kata, é consistente com a meditação zen pretendendo maximizar o autocontrole, a atenção, a força e velocidade, mesmo em condições adversas. A influencia do zen nesta arte marcial depende muito da interpretação de cada instrutor. – fazendo mais uma pausa Sirius levantou os olhos observando o afilhado que olhava para o chão distraidamente, então resolveu fazer um pequeno teste com ele. – Senhor Potter, poderia prosseguir a explicação e dizer a seus colegas o que sabe sobre os estilos de luta provenientes do caratê?


 


- É claro. – concordou Harry depois de levantar os olhos e observar os olhos do padrinho descobrindo rapidamente o que ele queria provar com aquela pergunta feita de repente, então o moreno resolveu dar a ele o que queria. – No caratê há um grande numero de estilos e escolas, os mais conhecidos atualmente são Shotokan, a escola Shotokai, Shorin-ryu, Goju-ryu, Uechi Ryu, Wado-ryu e Shito-ryu. Todos eles foram criados na primeira metade do século XX. O Kyokushin (“verdade final”) é outro estilo muito popular, apesar de mais recente. Alem desses, existem: Shobayashi, Matsubayashi-ryu, Kobayashi-ryu, Matsumura Seito e Matsumura Motobu. A partir desses se originaram estilos como Chito-ryu, Shorinji-ryu (Kempo) e Shorei-ryu. Outros estilos importantes incluem o Seido, Shudokan, Shukokai, Isshin-ryu e Shindo-jinen-ryu. Alguns mestres do caratê criaram estilos que são a combinação de vários estilos, como o JIKC (Japanese International Karate Center) ou o Kata shubu do ryu. Em termos de artes marciais, há que se notar que a palavra Escola nao tem o mesmo siginificado no uso comum. O carate é uma arte marcial que se subdivide em diversos estilos, o Shorin-ryu sendo um dos mais antigos entre eles, cada estilo (ryu) é uma forma particular de se praticar uma determinada arte marcial. Nesse sentido, membros de estilos diferentes terão nomes diferentes para golpes semelhantes, katans e kihons próprios, diferentes progressões de faixa e até mesmo metodologias de ensino variadas. O que une os diferentes estilos é a consciência de que são como galhos de uma mesma árvore, no caso a arte marcial em questão. As escolas (kan), por sua vez, são visões particulares de um determinado estilo, muitas vezes elas se originam como tributos a Mestres muito graduados e, algumas vezes, acabam se transformando em estilos propriamente ditos, como foi o caso do estilo Shotokan, que deve ser mais corretamente chamado de Shotokan-ryu (uma vez que Shotokan seria a Escola de Shoto e Shotokan-ryu seria o Estilo da Escola de Shoto). Uma Escola, em termos de artes marciais, não é, portanto, um local de aprendizado de técnica, mas um conjunto de idéias dentro de um estilo. Os locais de aprendizado são chamados de Dojos, sendo estes filiados a alguma Escola. É neles que as pessoas aprendem Karate.


 


- E você saberia nos dizer o que seria Dojo kun, Senhor Potter? – perguntou Sirius meio impressionado e meio orgulhoso do conhecimento que o afilhado possuía.


 


- Dojo kun é o conjunto de cinco preceitos (kun) que são normalmente recitados no começo e no fim de cada uma das aulas de caratê no dojo, que é o local de treinamento. – respondeu Harry com a voz inexpressiva mesmo tendo os olhares de todos os alunos em cima dele, tanto pelo conhecimento que o garoto demonstrava possuir como pela segurança que aparentava na voz do moreno. – Estes preceitos representam os ideais filosóficos do caratê e são atribuídos a um grande mestre da arte do século XVIII, chamado Tode Sakugawa.


 


- Excelente Harry, mais quinze pontos para a grifinória. – exclamou Sirius se adiantando e se aproximando um pouco mais dos alunos, em seguida Sirius apontou para o loiro sonserino. – O primeiro preceito Senhor Malfoy.


 


- Hitotsu jinkaku kansei ni tsutomuru koto. – Draco falou com a voz firme e segura. – Isso significa “Esforçar-se para a formação do caráter”.


 


- Ótimo. – Sirius concordou com a cabeça antes de voltar seus olhos para outro sonserino, afinal não poderia ser injusto. – Senhorita Parkinson?


 


- Eu não sei. – exclamou Pansy com a voz fria e calma embora estivesse fervendo de raiva por dentro por não saber aquilo.


 


- Senhorita Bonés? – chamou Sirius fazendo a garota da lufa-lufa olhar surpresa para o professor, mas ela apressou-se em acrescentar, afinal tinha aulas de artes marciais desde os dez anos de idade e estava bastante familiarizada com o caratê.


 


- Hitotsu makoto no michi o mamoru koto. – a voz da garota saiu meio tremula, mas foi audível para todos os estudantes presentes naquela sala, Sirius sorriu levemente com a resposta. – Que significa “fidelidade para com o verdadeiro caminho da razão”.


 


- Muito bem, mais alguém conhece algum dos preceitos? – perguntou Sirius em tom calmo analisando cada um dos alunos.


 


- Hitotsu do ryoku no seishin o yashinau koto. – disse um aluno do sexto ano da corvinal chamando a atenção de Sirius que olhou para o garoto, que parecia surpreso por ter se pronunciado. – Quer dizer “Cultivar o intuito do esforço”.


 


- Hitotsu reigi o omonzuru koto. – Zabine falou com arrogância na voz, afinal não queria deixar os outros ganharem e ao mesmo temo queria mostrar o conhecimento que tinha, o deboche pelo código estava evidente na voz do sonserino enquanto ele falava, não escondendo que não respeitava o caratê. – Quer dizer “Respeito acima de tudo”.


 


- Hitotsu keki no yu o imashimeru koto. – a voz gelada e levemente sombria de Harry ecoou pela sala fazendo alguns se arrepiarem surpresos pelo tom de voa que o grifinório estava utilizando. – Que significa “Conter o espírito da agressão”.


 


- Excelente, dez pontos por cada resposta, o que nos deixa com vinte pontos para a grifinória, vinte para a sonserina, dez pontos para lufa-lufa e corvinal. – falou Sirius com um leve suspiro antes de continuar. – Muito bem pessoal, uma hora da nossa aula já se passou, portanto vamos aproveitar as duas horas que ainda nos restam para aprendermos alguns movimentos. Primeiro quero que vocês se espalhem pela sala, afinal não queremos nenhum acidente por vocês estarem muito juntos, não é mesmo? Isso, assim mesmo...


 


Durante as próximas horas, os alunos aprenderam movimentos básicos de caratê. É obvio que havia alguns sonserinos arrogantes que não quiseram realizar os movimentos simples, pois se diziam terem muita experiência em artes marciais e que não voltariam a se tornarem iniciantes, o professor apenas deu de ombros enquanto mostrava os movimentos básicos aos outros alunos, já Harry odiou participar do restante daquela aula.


 


Era como retornar a ter dez anos de idade, onde ele aprendera todos os estilos de artes marciais, mas ele praticou os golpes apenas por uma questão de consideração para com seu padrinho e os amigos que estavam ao lado dele aprendendo pela primeira vez aquele tipo de coisa, o que surpreendeu Harry quando observou a dificuldade que os amigos tinham em executar movimentos simples como aqueles, exceto Draco que já conhecia as artes marciais.


 


O moreno jamais imaginara que os alunos nunca houvessem recebido aquele tipo de treinamento antes, mas pelo que ele conseguia ver apenas os alunos de puro sangue que possuíam bastante dinheiro é que tinham um pouco de experiência em artes marciais, já os outros pareciam um bando de calouros de primeiro ano.


 


Ali estava mais um tópico para ele colocar no programa de treinamento que estava pensando em colocar em pratica com os amigos, se eles quisessem é claro. Afinal não podia obrigar ninguém a entender como as coisas seriam em breve, podia apenas torcer para que eles tivessem percepção o bastante para verem que a guerra estava explodindo por todos os lados e que ninguém poderia escapar dela.


 


Sirius continuava demonstrando os diferentes movimentos básicos do caratê, movimentos de ataque e de defesa. Os alunos repetiam rapidamente os movimentos demonstrando um pouco da vontade que sentiam de aprenderem algo novo que era mais pratico e que a maioria deles desfrutava de realizar, sem contar que aquilo poderia muito bem salvar a vida de qualquer um deles.


 


Quando a aula estava chegando ao final, muitos alunos já conseguiam executar algumas seqüências de movimentos de ataque e treinavam com seus colegas, um golpeava enquanto o outro defendia os golpes desferidos e depois eles trocavam de posição, simulando uma pequena luta entre os dois envolvidos, Harry havia ficado com uma garota da corvinal que era puro sangue e já havia treinado caratê antes, mas pela visão que Harry tinha ela não era tão boa quanto pensava, mas limitou-se a seguir as ordens do padrinho.


 


- Muito bem, por hoje chega pessoal. – a voz de Sirius ecoou pela sala fazendo todos os alunos pararem o que estavam fazendo e voltarem seus olhos para o professor. – A aula está chegando ao fim, mas antes que vocês saiam, eu vou querer dois metros de pergaminho sobre as Artes Marciais e sobre o Caratê para a próxima segunda feira. Estão dispensados.


 


Os resmungos acompanharam os alunos que pegavam seus devidos materiais e saiam pela porta da sala, o animago olhava para aquilo com um sorriso perverso nos lábios, embora os alunos não soubessem ainda havia muito dever de casa para eles fazerem, principalmente nas próximas duas aulas que ele daria ainda aquela semana.


 


Mas aquilo fazia parte do ensino e os alunos precisavam estar familiarizados com a parte teórica tanto quanto a parte prática. Enquanto os alunos saiam pela porta da sala, Sirius observava o afilhado andar calmamente, como um bom auror ele sabia reconhecer os movimentos calculados de alguém que sabia lutar como ninguém, e pela primeira vez Sirius concordou com o que Silvia havia dito sobre seu afilhado, afinal ninguém que não possuísse um vasto treinamento militar poderia se mover daquela maneira, que parecia casual e letal ao mesmo tempo.


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As aulas de segunda feira continuaram agitadas, na sala de poções os alunos precisaram preparar diferentes poções que visavam aumentar o conhecimento dos alunos em poções de cura, como sempre Snape parecia ranzinza e frio com os alunos da casa grifinória, mas até mesmo com os sonserinos ele parecia estar inquieto, era como se alguma coisa estivesse incomodando o Professor de Poções e ele não soubesse como agir.


 


A aula de Defesa Contra as Artes das Trevas na terça feira foi totalmente pratica e a Professora Silvia ensinou aos alunos diferentes feitiços de ataque e defesa, principalmente feitiços escudos mais fortes e resistentes que o Protego, o que deixou Harry agradavelmente surpreso com a professora, sabia que ela escondia alguma coisa e a oclumência dela era tão poderosa que o moreno sabia que apenas conseguiria visualizar algo se forçasse as barreiras mentais que ela possuía.


 


As horas pareciam correr rapidamente e quando os alunos perceberam a quarta feira chegara assim como as aulas daquela manhã, os deveres começaram a se acumular para os alunos, principalmente os que estavam no quinto e sétimo ano, pois teriam de realizar os exames de NOM’s e NIEM’s no final daquele ano.


 


Ao contrario da maioria dos alunos, Harry não tinha nenhum dever para fazer, pois os fazia todas as noites assim que as aulas acabavam, ele sabia que talvez fosse um pouco de trapaça a maneira como ele o fazia, mas o moreno não se incomodava com isso.


 


Todos os dias no dormitório ele executava um feitiço que colocava nos pergaminhos tudo o que ele sabia sobre determinado assunto, no caso os deveres escolares, é claro que havia algumas coisas que ele deliberadamente deixava de lado, como no caso dos vampiros e lycan’s que ele apenas deixara impresso no papel o necessário, assim como em alguns deveres de poções, afinal alguns segredos deveriam continuar ocultos.


 


Na quarta feira a tarde os alunos do sexto e sétimo ano tiveram a segunda parte das aulas de Duelo que seria duelos com armas, todos os alunos estavam ainda mais empolgados do que antes sobre aquilo, afinal de contas a maioria deles havia adorado a aula de artes marciais, mas o que eles estavam realmente esperando seriam as aulas de sexta feira onde teriam a terceira parte das aulas que seria Duelo Mágico.


 


As aulas de duelos com armas foram bastante apreciadas naquele dia onde Sirius fizera uma demonstração de luta com ninguém menos que seu amigo Remus Lupin, durante toda a aula Harry permaneceu afastado dos dois, mas sentia que o professor estava ansioso para apresentá-lo ao amigo, que Harry sabia se tratar de um lobisomem.


 


Mas durante a aula o moreno prestou bastante atenção nos movimentos que ambos os homens realizavam durante o duelo, Harry tinha de admitir que eles eram rápidos e seus movimentos eram em sua maioria bastante eficientes, mas a habilidade dos dois amigos demonstrava que eles já tinham uma vasta experiência em combate armado.


 


Em seguida os alunos passaram a treinar os movimentos uns com os outros, todos os alunos haviam escolhido as armas que preferiam para utilizarem naquele dia, os alunos que não possuíam armas próprias haviam pegado as da escola emprestadas para as aulas. Harry preferira utilizar sua própria espada que ele sentia queimar em suas mãos, o moreno sabia muito bem que ela queria ser livre novamente e o moreno não via a hora de quebrar o selo que a mantinha retida, mas ele ainda precisava esperar algum tempo.


 


Naquela aula em questão Harry fizera dupla com Draco que também estava portando uma espada. O moreno ficou levemente surpreso por descobrir que o sonserino era bastante habilidoso em esgrima, o duelo entre ele e o sonserino rendeu um belo treinamento físico para Harry mesmo ele não tendo se cansado nem um pouco.


 


O moreno observara os outros amigos e as armas que cada um deles havia escolhido para utilizar, Rony escolhera um machado de prata com alguns entalhes em negro, Gina preferira um sabre que era a arma mais ágil que existia, Hermione optara por uma espada katana samurai, Luna pegara um arco e flecha, mas como aquele era um duelo de armas ela acabou utilizando uma espada também, assim como Neville.


 


Antes do professor pedir para que os alunos escolhessem as armas que eles preferissem ou que achassem que serviria melhor de acordo com cada um, ele havia feito uma breve explicação sobre cada uma das armas.


 


Sirius havia explicado que a espada por ser uma arma que pode atingir o corpo todo do adversário, deve-se jogar numa posição mais ereto, vertical assim sendo, ela é uma arma boa para jogadores mais altos, especialmente aqueles que não tem tanta agilidade para se flexionarem como no florete ou no sabre. Não quer dizer que os esgrimistas ágeis não possam jogar, mas nota-se que é, das três armas, a mais adequada aos indivíduos altos. Outro motivo para não se agachar muito com o jogo da espada é para não deixar o joelho muito a frente, pois poderá ser facilmente um alvo exposto. A lâmina, mais dura de todas as armas desse estilo produz um som forte e pontiagudo.


 


Harry não concordava totalmente com a explicação, uma vez que ele era um dos caras mais altos da escola e tinha extrema facilidade em utilizar a espada ou qualquer uma das outras armas, sendo a katana e o sabre suas outras armas preferidas para se utilizar em um duelo, além do mais ele sabia que era uma das pessoas mais rápidas e ágeis do mundo, embora ele não quisesse se vangloriar por esse pequeno detalhe.


 


Já Lupin explicou que o sabre é a arma de duelo mais violenta e ágil, sendo que a lâmina deste é mais flexível de todas as armas desse estilo. O atacante pode usar o seu sabre como um chicote em que a lâmina flexiona tanto que nem o bloqueio do adversário poderá bloquear a parte frontal da lâmina do adversário que se dobra por cima da lâmina do defensor. O sabre exige muita rapidez e um preparo físico muito grande, pois o duelo é muito rápido considerando que o golpe pode ser feito não só com a ponta, mas com a lámina também, tanto quando o atacante vai para frente (corte) com a lâmina, como quando retorna (contra-corte) com a lâmina. Em contraste aos golpes violentos da lâmina, também é comum o esgrimista ser golpeado, durante um combate, e nem sentir.


 


Ninguém melhor para descrever como funcionava um sabre do que alguém que o possuía como arma, pensara Harry quando ouvira Lupin falando sobre os principais movimentos que eram possíveis ser feitos com um sabre, o dele era prateado com o cabo em azul petróleo, o que deixou Harry surpreso pela estranha combinação de cores para um sabre.


 


- Katana é o sabre longo japonês. Surgida no período Muromachi, era a arma padrão dos samurais e também dos ninjas para a prática do kenjutsu, a arte de manejar a espada. Tem gume apenas de um lado, e sua lâmina é ligeiramente curva. A espada Katana era muito mais do que uma arma para um samurai: era a extensão de seu corpo de sua mente. – Sirius havia explicado enquanto mostrava a espada longa de cerca de sessenta centímetros, na opiniao de Harry aquela era uma arma mortal e fascinante e se ele não houvesse sido escolhido pela sua própria espada, com certeza iria querer portar uma arma com aquela, embora ele possuísse uma katana em sua casa, devidamente acompanhada pela wakizashi. - Forjadas em seus detalhes cuidadosamente, desde a ponta, até a curvatura da lâmina eram trabalhadas totalmente a mão. Assim, os samurais virtuosos e honrados faziam de sua espada uma filosofia de vida. Para o samurai, a espada não era apenas um instrumento de matar pessoas, mas sim uma forma de fazer a justiça e ajudar as pessoas. A espada ultrapassava seu sentido material; simbolicamente, era como um instrumento capaz de "cortar" as impurezas da mente.


 


Os alunos haviam ficado bastante interessados nas explicações sobre as diferentes armas, Rony parecera hipnotizado enquanto Lupin dizia as principais qualidades de um machado e suas propriedades em batalha assim como a potencia que cada golpe poderia alcançar. Já Harry prestara atenção no que eles haviam explicado independente de qual arma fosse, afinal já conhecia todas elas assim como os devidos estilos de luta, embora preferisse de longe a espada.


 


Aquela aula acabou da mesma maneira que a aula de duelos anterior, Sirius pediu que eles escrevessem dois metros de pergaminho sobre todas as armas que eles haviam visto na aula, além de explicar em que estilos de luta elas poderiam ser mais bem utilizadas.


 


Da aula de Duelos, o moreno deu um jeito de despistar os amigos e dirigiu-se sorrateiramente pelos corredores do castelo em direção aos jardins, já fazia algum tempo que ele pretendia visitar o guarda caça e conversar com a farosutil, pois ela parecia um pouco solitária e ele sempre tivera uma grande afinidade com as cobras.


 


Enquanto caminhava pelos jardins Harry analisava todo o terreno ao redor e processava o que já sabia sobre a segurança do castelo, sabia que o castelo assim como toda a propriedade ao redor era protegida por poderosos encantamentos. Também sabia que era impossível se aparatar dentro do castelo, embora ele conseguisse fazer tal coisa o que queria dizer que outros também poderiam realizar essa mesma façanha.


 


Também tinha conhecimento de que o salgueiro lutador protegia uma das entradas secretas ao castelo, embora fosse idiotamente simples burlar esse pequeno obstáculo. Havia ainda as proteções anti-trouxas rodeando o castelo, tinha conhecimento de que se um trouxa chegasse até os arredores de Hogwarts encontraria uma propriedade em ruínas com uma placa de advertência, isso ainda sem contar as proteções naturais que haviam ao redor do castelo, como o relevo montanhoso que era possível observar de longe, o lago negro também era outro obstáculo perigoso assim como a floresta proibida, todos eles possuíam animais perigosos que muito poucos bruxos seriam capazes de enfrentar e ainda permanecerem vivos.


 


Tecnicamente, a escola era um lugar bastante seguro e de difícil acesso para uma invasão, mas as falhas eram visíveis, pois se Voldemort realmente quisesse invadir a escola ele conseguiria e não teria muita dificuldade, a única coisa que realmente o impediria eram os feitiços antigos que protegiam a escola desde que ela havia sido construída, mas ele poderia muito bem atravessar a floresta proibida e matar quem se intrometesse em seu caminho, como Isabel havia feito.


 


Enquanto andava em direção a cabaça do guarda caça Hagrid, o moreno decidiu que a escola precisava de proteções extras imediatamente, mas ele sabia que o velhote jamais concordaria, por isso iria precisar ser um pouco paciente.


 


Naquele momento Harry sentiu uma energia familiar próximo a porta de entrada do castelo onde ele havia acabado de atravessar e quando se virou deparou-se com um garoto da corvinal olhando diretamente para si, ele deveria ter dezessete anos mais ou menos, mas o moreno reconheceu quem era imediatamente, afinal já o havia visto nos dias anteriores na escola, mas ainda não sabia o que ele estava fazendo em Hogwarts.


 


Quando o corvinal virou as costas e voltou a entrar para dentro do castelo o moreno resolveu que descobriria o que ele fazia ali o mais rápido possível, mas no momento ele tinha algumas outras prioridades, por isso virou-se e continuou caminhando para a cabana de Hagrid que ficava razoavelmente longe do castelo.


 


Harry chegou em frente a cabana e subindo os degraus que davam acesso a porta bateu três vezes e esperou uma resposta que não veio, então bateu novamente e apenas o silêncio o recebeu. Então sem cerimônias Harry girou a maçaneta encontrando a porta aberta e em seguida adentrou dentro da cabana do guarda caça de Hogwarts.


 


Assim que adentrou a cabana o moreno franziu levemente as sobrancelhas tentando imaginar como alguém poderia conseguir viver em um lugar tão apertado e pequeno como aquele, embora sem duvida que fosse aconchegante e bastante caseiro, mas lembrando-se dos lugares em que ele tivera que dormir enquanto estava na rua e nos últimos quatro anos enquanto tentava se manter vivo no mundo dos demônios, Harry acabou percebendo que aquele lugar nem era tão mal assim, julgando em comparação com o que ele conhecia.


 


Havia diversos itens mágicos espalhados por todos os lados, o moreno viu vários pelos de unicórnio pendurados próximos de um armário na parede e tentou imaginar para que o guarda caça utilizaria aquilo, não chegando a uma boa conclusão já que a única coisa que sabia que pelos de unicórnio fossem úteis eram em poções ou na fabricação de varinhas, além de serem extremamente resistentes e poderiam ser utilizados para se amarrar algo.


 


Também conseguiu identificar muitas plantas espalhadas pelas paredes e em cima de uma mesa que estava em frente a um fogão a lenha, havia três cadeiras ao redor da mesa e um sofá no canto do que parecia ser a sala de entrada e cozinha ao mesmo tempo. Uma chaleira fervia alguma coisa no fogão e outras duas panelas continham o que o moreno achou que fosse algum tipo de comida diferente, pos além do cheiro ser horrível seria difícil alguém se aventurar a comer aquela gororoba, até mesmo ele poderia cozinhar melhor do que aquela pasta que ele podia observar na panela e isso que cozinhar não era uma das habilidades proveitosas que o moreno possuía.


 


Foi quando o moreno ouviu um silvo baixo e audível que somente poderia pertencer a uma cobra, então virou os olhos na direção do canto da cabana, mas não havia nenhum sinal da serpente ali, mas quando o moreno ouviu novamente o silvo percebeu que ele vinha do lado de fora da cabana e em seguida dirigiu-se rapidamente para a porta da cabana saindo em seguida e dando a volta ao redor do casebre deparando-se com um cercado mágico e no centro dele a enorme serpente de três cabeças se destacava, pois as três cabeças apreciam discutir mutuamente.


 


- Idiota. – Harry ouviu quando se aproximou do cercado e sorriu baixinho o que chamou a atenção da serpente de três cabeças que olhou diretamente nos olhos do moreno.


 


- O que esse humano imbecil acha que pode querer? – silvou a cabeça de serpente da esquerda fazendo as outras duas concordarem enquanto olhavam para o moreno.


 


- Conversar. – Harry sibilou em língua de cobra para a serpente e imediatamente o espanto tomou conta das três cabeças que passaram a olhar para Harry mais atentamente do que antes, dedicando um pouco mais de respeito ao humano.


 


- Você fala. – afirmou a cabeça do meio sibilando as palavras, as três cabeças olhavam absolutamente interessadas para Harry, inclusive a cabeça que apenas sibilava.


 


- Sim, eu falo. – concordou Harry com a voz divertida encarando as três cabeças de serpente, em seguida sibilou novamente. – Meu nome é Harry Potter e eu sou aluno do sétimo ano da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. E você seria...


 


- Mordred. – sibilou a serpente de volta agora completamente assombrada por um bruxo e humano estar interessado em saber o nome de uma serpente, normalmente os humanos as chamavam apenas de cobra.


 


- É um prazer te conhecer, Mordred. – sibilou Harry em um tom que acreditou ser amigável olhando para a serpente. – Sabe, eu ouvi você sibilando na aula de Trato das Criaturas Mágicas, e sinceramente concordo com você quanto aos alunos e os humanos em geral, a maioria deles são uns verdadeiros ignorantes no que se trata das Criaturas Mágicas.


 


- Os humanos não passam de tolos. – sibilou a serpente em concordância com o que o moreno acabara de dizer.


 


- Nem todos os humanos são tolos minha cara Mordred, alguns sabem respeitar os animais mágicos e um deles é o Hagrid, o meio gigante que cuida de você. – Harry sibilava para a serpente que ficou curiosa com o que ele dizia e ao mesmo tempo não gostava muito das afirmações feitas. – O Hagrid é uma das pessoas que mais gosta de Criaturas Mágicas, principalmente as mais violentas e perigosas como você.


 


- Se você diz. – sibilou a serpente em um tom de voz não muito convencido, mas que fez Harry abrir um pequeno sorriso no rosto sabendo que a partir daquele dia a cobra veria o meio gigante com outros olhos.


 


- Você consegue senti-lo? – perguntou Harry de repente se aproximando do cercado que separava ele e a serpente.


 


- Quem? – sibilou Mordred revelando curiosidade no tom de voz que utilizara para fazer a pergunta para Harry.


 


- O Basilisco. – sibilou Harry em resposta fazendo a cobra dar um “pulo” de surpresa antes de passar a encarar Harry de maneira intensa e levemente sombria. – Parece que sim, não é mesmo? Afinal de contas, ele é o Rei das Serpentes.


 


- Como sabe sobre isso humano? – sibilou a cobra em um tom perigoso que fez Harry ficar instantaneamente alerta, sabia que a cobra não conseguiria atingi-lo antes que ele a matasse, mas seria um desperdício, afinal um animal daqueles era muito raro.


 


- Eu apenas sei sobre ele. – retrucou Harry em sibilos olhando friamente para a cobra, sentia que ela estava pronta para dar o bote a qualquer momento, em seguida acrescentou em voz fria e levemente agourenta fazendo a serpente ter um leve arrepio que a fez desistir de tentar atacar, pois sentira que se o fizesse não viveria mais um único minuto de vida. – Posso sentir a magia negra que envolve o basilisco daqui.


 


- Tome cuidado humano, pois ele é muito perigoso. – sibilou Mordred finalmente percebendo o que ele estava pretendendo fazer quando se encontrasse com o basilisco. – Se não possuir a maior fraqueza dele, sua espada pode ser útil.


 


- Não se preocupe, pois eu saberei o que estou fazendo. – sibilou Harry olhando divertido para a enorme serpente que parecia levemente preocupada com ele, o que o deixara surpreso. – Quando foi a ultima vez que você conversou com outro ofidioglota?


 


- Você é o primeiro humano com quem eu converso. – respondeu Mordred em sibilos baixos. – Há outros como você?


 


- Muito poucos. – respondeu Harry em tom de voz pensativo, na verdade nunca parara para saber quantos ofidioglotas existiam no mundo, na verdade tirando ele e o próprio Lorde das Trevas, ele sabia de apenas mais dois.


 


- Alguém vem vindo. – sibilou a serpente depois de alguns segundos sem nem mesmo se mover, a informação deixou Harry instantaneamente tenso enquanto seu poder agia de maneira inconsciente e sua aura aparecia ao seu redor formando uma espécie de escudo, a serpente olhou para aquilo surpresa afinal era uma demonstração de magia que ela nunca havia visto antes.


 


- É o Hagrid. – disse Harry em tom de voz relaxado fazendo sua aura desaparecer enquanto seu corpo saía da posição de combate.


 


O meio gigante rodeou a cabana e apareceu no campo de visão do moreno no exato instante em que Harry se afastava do cercado e caminhava em direção ao professor de trato das criaturas mágicas. O meio gigante estava vestido com seu habitual casacão o que fez Harry sorrir divertido, sabendo que cada um tinha suas manias.


 


- Harry, que surpresa agradável. – disse o meio gigante assim que avistou o garoto, o homem abriu um sorriso meio largo e que o moreno pode ver mesmo com a barba espessa que o professor possuía. – Entre, que tal bebermos alguma coisa?


 


- Por mim tudo bem Professor. – disse Harry em um tom amigável e jovial, sabia que o meio gigante poderia se tornar uma boa fonte de informação, tudo o que ele precisava era ter um pouco de paciência e esperar.


 


- Me chame de Hagrid apenas. – falou o meio gigante abrindo a porta de sua cabana e assim que Harry adentrou o casebre e acomodou-se no sofá próximo a mesa, Hagrid voltou a falar. – Me chame de professor apenas nas aulas, aqui somos amigos.


 


- Obrigado Hagrid. – concordou Harry dando um meio sorriso que surpreendeu-se por ele ser sincero e não fingido.


 


- Então, a que devo a hora de ter sua visita? – perguntou Hagrid com voz alegre enquanto servia uma xícara de xá para o garoto que a aceitou apenas por educação, pois podia sentir que a cozinha não era lugar para o meio gigante.


 


- Eu estava sem nada pra fazer e então pensei em dar uma passada aqui, pra saber se você poderia me falar mais sobre meus pais. – disse Harry sendo um pouco sincero, pois realmente estava interessado em conhecer um pouco mais da historia de seus pais, afinal ele não conseguira muitas informações sobre o período em que Lílian e Tiago estiveram em Hogwarts, suas informações eram sobre o período depois de Hogwarts.


 


Depois de Harry falar isso, o meio gigante passou a falar sobre os tempos em que os pais do moreno estavam na escola, principalmente as armações que os marotos costumavam fazer. Hagrid comentou que Lílian era uma das poucas alunas que sempre vinham até a cabana dele para apenas passar o tempo e conversar, pois ela havia se tornado uma grande amiga do meio gigante desde o primeiro dia de aula quando ele guiara ela e os outros alunos do primeiro ano até onde Minerva McGonagall esperava para levar os alunos a seleção.


 


O meio gigante também contou algumas coisas que haviam acontecido com seus pais antes deles começarem a namorar no sétimo ano de ambos, disse como a menina ruiva passara a ver o maroto com outros olhos e passara a confiar mais em Tiago até o ponto em que os dois acabaram se tornando namorados.


 


Harry ouvia tudo atentamente, tinha algumas poucas informações sobre cada um dos pais, mas nada tão detalhado como o que Hagrid estava lhe contando e ao mesmo tempo que o meio gigante relatava as aventuras de seus pais na adolescência Harry visualizava as lembranças que Hagrid tinha daquela época, tudo parecia voar como num filme na mente do moreno que via as cenas passando rapidamente e se tornando lembranças próprias.


 


- Bem, é melhor eu ir agora. – disse Harry calmamente depois de estar dentro da cabana do meio gigante a quase duas horas, já estava na hora do jantar e depois ele ainda precisava terminar de fazer os deveres que os professores passaram naquele dia, embora isso não fosse dar nenhum trabalho ao moreno.


 


- Volte qualquer hora, Harry e então poderemos conversar melhor. – disse Hagrid um pouco emocionado pelo filho de Lílian e Tiago estar o visitando.


 


- Até mais Hagrid. – disse Harry e dirigiu-se para dentro do castelo indo diretamente para o salão principal.


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Como eles estavam no sétimo ano e portanto o ultimo na escola de bruxaria, os deveres e as aulas eram mais extenuantes e rígidos do que a maioria dos anos anteriores, talvez os alunos do quinto ano sofressem tanto quanto os do sétimo.


 


A sexta feira amanheceu quente e ensolarada, o que deixou muitos alunos animados, afinal aquele era o ultimo dia de aula e depois eles teriam o final de semana para descansar, mesmo que a maioria dos alunos ainda precisasse terminar de fazer os deveres escolares que os professores haviam passado durante a semana.


 


Naquela manhã os alunos do sexto e do sétimo ano de todas as casas iriam ter a terceira parte das aulas de duelo, ou seja, as aulas de duelo mágico. Muitos alunos estavam esperando por essa aula a semana inteira, Harry estava interessado nas aulas, era verdade, mas apenas como estivera com as outras duas aulas de duelos anteriores, pois queria ver o que os professores iriam passar para os alunos, sabia que Sirius iria trazer Lupin para ajudá-lo novamente.


 


Assim que terminaram de tomar o café da manhã os alunos se dirigiram para a sala de duelos, pois estavam ansiosos para terem a primeira aula de duelo mágico, pois era nessa aula que todos eles estavam interessados desde o início, não que algum deles se arrependesse por ter assistido as outras duas aulas, afinal elas poderiam ser muito úteis em um combate futuro, mas como bruxos estavam mais interessados em magia.


 


A sala de aula estava da mesma maneira que os dois dias anteriores, exceto que não havia mais tatames ao redor da sala e sim apenas uma demarcação no centro da sala que representava um círculo onde eram realizados os duelos mágicos, que também poderiam ser feitos em tablados parecidos com mesas compridas.


 


- Bom dia meus alunos. – disse a voz do Professor Black da entrada da sala e quando os alunos se viraram para olhá-lo não foi surpresa para a maioria ver Lupin junto com o professor. – Hoje teremos a aula de duelo mágico.


 


Assim que Sirius adentrou a sala ele fez um breve movimento com a varinha e imediatamente a sala passou a se modificar lentamente. Logo, no centro da sala surgiu uma enorme plataforma que possuía o símbolo das quatro casas do castelo nas laterais, assim como surgiram quatro enormes taças de cor negra, em cada taça havia um símbolo de uma das casas de Hogwarts. A primeira da direita era da grifinória, em seguida vinham corvinal, lufa-lufa e sonserina.


 


Harry olhou para aquilo de maneira inquisidora, afinal ele não sabia para que aquelas taças estranhas seriam utilizadas, o moreno observou Sirius e Remus se aproximando do centro da sala e subindo em cima do tablado.


 


Draco se aproximou e postou-se ao lado do moreno enquanto os dois ficavam observando os professores conversando em voz baixa. O moreno viu Gina, Rony, Hermione, Luna e Neville se aproximando e depois de cumprimentarem os dois garotos, eles se colocaram ao lado do moreno e do loiro da sonserina.


 


- Antes de começarmos gostaria de dizer algumas regras. – Sirius disse chamando a atenção dos estudantes que pararam de cochichar e passaram a prestar atenção ao que o Professor Black estava falando. – Em nossas aulas haverão apenas duelos em duplas, aqueles que desejarem participa dos duelos deverão colocar seu nome escrito em pergaminho dentro da taça correspondente a sua determinada casa.


 


- Serão as taças que irão escolher os oponentes, se você deseja duelar com alguém de sua própria casa primeiro deverá avisar a mim ou ao Professor Black. – Remus continuou a explicação mostrando para os alunos que já estava bastante familiarizado com as aulas. – Não toleraremos nenhum comportamento idiota ou violência além da permitida em duelos mágicos, os estudantes que lançarem feitiços não permitidos para o duelo serão imediatamente excluídos das aulas de duelo mágico e ainda terão que responder ao diretor.


 


Enquanto os professores explicavam as regras para os duelos o moreno observava os estudantes e sorriu enviesado ao perceber a obvia rivalidade entre as casas pela maneira com que os estudantes se encaravam e se desafiavam apenas com os olhares. Inicialmente Remus e Sirius pediram para os alunos lançarem alguns feitiços para testarem até que nível os estudantes poderiam ir, houve diversos gritos de feitiços estuporantes e de desarmes, além de feitiços protetores.


 


Durante a primeira hora de aula os dois professores passavam entre os alunos ajudando aqueles que demonstravam possuir alguma dificuldade na execução dos feitiços que normalmente eram utilizados em um duelo.


 


Harry executava os feitiços que eram pedidos de maneira mecânica, pois estava entediado com aquilo que ele poderia denominar como feitiços para crianças aprenderem, pois ele certamente aprendera a executar aqueles feitiços logo nos primeiros dias que tivera contato com a magia, por isso ele ficava apenas observando os alunos.


 


Ele analisava aqueles que poderiam ser aproveitados futuramente durante a guerra, é obvio que todos precisariam aprender muito até o final do ano ou então morreriam muito cedo, mas ele estava analisando os alunos, procurando por possíveis aliados que ele pudesse ter entre os alunos, pois já havia decidido treinar algumas pessoas.


 


Os primeiros escolhidos já estavam definidos, mesmo que os mesmos não soubessem que fariam parte de um grupo de elite que ele iria treinar para estar na frente de batalha quando a hora certa chegasse, mas ele deixara a dúvida na mente de cada um deles no final de semana passado e durante os dias que haviam se passado o moreno os havia flagrado na biblioteca até altas horas da noite pesquisando sobre a vida do Lorde das Trevas e sobre as lendas que envolviam a Lendária Câmara Secreta, além dos lugares onde provavelmente se encontrava a entrada.


 


Mesmo sem saber, Rony, Hermione, Draco, Gina, Neville e Luna já faziam parte do grupo de alunos que ele escolhera para treinar e os transformar em verdadeiros guerreiros, iria escolher mais alguns durante os próximos dias e depois os treinaria. Ele também estava vendo o corvinal que estivera o seguindo dois dias antes, ainda não sabia o que o filho de um dos membros da irmandade estava fazendo em Hogwarts, pelo menos ele nunca tivera noticias de nenhum deles em uma escola de magia antes, afinal eles tinham seus próprios mestres e treinavam em família normalmente, então ficava a questão do motivo de Ryan Cooper estar naquele momento dentro de uma escola de magia e pelo que vira na mente de alguns alunos, o garoto havia se transferido para Hogwarts a cerca de quatro anos, exatamente na época em que ele próprio fora para o mundo dos demônios. Antes desse fato Ryan, ele e Sophia haviam sido bastante unidos, pelo menos de certa forma já que dentro de uma irmandade era praticamente impossível se fazer amigos verdadeiros.


 


A única coisa que o moreno poderia pensar naquele momento era que Ryan estava ali para se vingar, mas porque esperar durante quatro anos sem fazer nada, pois mesmo com o treinamento inicial que Ryan tinha ele poderia muito bem fazer um grande estrago em Dumbledore, pois o velho era muito apegado a magia, ao contrário deles que usavam tudo o que podiam em um combate, principalmente agilidade e velocidade.


 


Quando Sirius disse que eles deveriam colocar seus nomes nos cálices para poderem duelar, o moreno viu Ryan se adiantando e colocando o nome dentro do cálice da corvinal dando uma olhada demorada em sua direção, então Harry sorriu enviesado enquanto escrevia o próprio nome em um pergaminho de aparência velha e o depositava na taça da grifinória em seguida, o moreno viu muitos alunos olhando com medo em sua direção, afinal depois do que ele mostrara que era capaz de realizar magicamente, dificilmente alguém estaria interessado em enfrentá-lo em um duelo, principalmente um onde a magia era o único requisito.


 


Assim que depositou seu nome no cálice o moreno virou-se de costas para o mesmo e olhou diretamente para Ryan, os olhos de ambos se encontraram enquanto o moreno manipulava o cálice da corvinal e o da grifinória, queria enfrentar o amigo naquele momento e depois daria um jeito de conversar com o amigo.


 


Logo Sirius e Remus ativaram o sorteio de alunos que se enfrentariam e os primeiros duelos começaram a acontecer. A maioria dos duelos consistia em gritos de feitiços de desarmamento por parte dos estudantes, além disso os alunos conseguiam em sua maioria bloquear alguns poucos ataques e lançar outros durante muito pouco tempo e sempre acabavam atingidos por simples feitiços estuporantes o que fazia a cabeça do moreno balançar negativamente com a falta de preparo que os alunos estavam demonstrando.


 


Naquele instante a taça da sonserina brilhou fortemente e o nome de Draco Malfoy pairou no ar, logo em seguida a taça da grifinória tornou-se vermelha escarlate antes do nome de Rony Weasley se elevar no ar. Os alunos que estavam, assistindo apenas bateram palmas breves, mas quando perceberam quem seriam os oponentes ficaram mais interessados, afinal todos sabiam que Rony Weasley e Draco Malfoy se odiavam desde o primeiro ano em Hogwarts.


 


Draco olhou para o ruivo sarcasticamente antes de começar a caminhar em direção a plataforma de duelo, o ruivo o seguiu rapidamente fervendo de raiva e querendo derrotar o sonserino em frente a toda a escola.


 


- Isso sim vai ser interessante. – sussurrou Harry em tom debochado olhando para os dois garotos que subiam em cima da plataforma e se preparavam para iniciar o combate.


- Eu não diria isso. – Hermione disse ao lado de Harry em um tom de voz levemente preocupado com as conseqüências daquele duelo.


 


Todos os alunos assistiram enquanto Draco e Rony se cumprimentavam antes de iniciar o duelo, o sonserino fez um movimento de desprezo indicando que o grifinório poderia iniciar o combate quando ele quisesse.


 


- Estupefaça. – gritou Rony fervendo de raiva enquanto olhava para o sosnerino, pois se havia algo que ele não suportava eram os insultos a sua família e o desprezo dos sonserinos, principalmente se isso viesse de Draco Malfoy.


 


Draco conjurou um protego que bloqueou facilmente o feitiço lançado pelo ruivo e em seguida contra-atacou com um feitiço de desarmamento que foi rapidamente esquivado pelo ruivo. Nesse momento o ruivo relaxou enquanto lançava a azaração do corpo preso no sonserino, o loiro bloqueou o encantamento com um gesto displicente de sua varinha e um feitiço protetor não-verbal, um sorriso de escárnio apareceu nos lábios do sonserino irritando ainda mais o grifinório, que resolveu jogar mais pesado.


 


- Everte Statum. – Rony lançou o jato de luz verde que disparou em direção ao sonserino que esperou até que o feitiço estivesse a poucos metros de si antes de conjurar um feitiço refletor que enviou o feitiço direto para o ruivo.


 


O feitiço cortou o ar acertando o grifinório diretamente no peito, fazendo o garoto ser jogado violentamente pelo ar e bater com as costas no chão da plataforma. O ruivo gemeu dolorosamente enquanto os sonserinos gritavam em apoio a humilhação que o Weasley estava sofrendo naquele momento.


 


- Rictusempra. – gritou Rony enquanto se levantava rapidamente apontando a varinha para Malfoy, um jato de luz vermelha cortou o ar rapidamente.


 


Draco apenas desviou-se para o lado fazendo o feitiço chocar-se contra a parede as costas do loiro fazendo o feitiço extinguir-se. Daquela vez Draco lançou dois feitiços estuporantes contra o grifinório que conseguiu bloquear um deles com um forte feitiço escudo ao mesmo tempo em que se desviava do segundo feitiço.


 


- Sorupto. – Rony executou o feitiço que eles estavam treinando na ultima reunião que haviam tido, e o jato de luz atravessou a plataforma acertando um poderoso feitiço escudo conjurado por Draco bem a tempo de receber o impacto.


 


- Agora é minha vez Weasley. – sibilou Draco assim que os efeitos do ultimo feitiço do ruivo se desvaneceram, o ruivo olhava surpreendido par ao sonserino afinal não era fácil conjurar um feitiço escudo tão poderoso como aquele. Lactos.


 


A azaração atravessou o ar violentamente, mas foi devidamente defendida por Rony que bloqueou com um feitiço escudo. Então, a partir desse momento duelo ficou mais acirrado e ambos os alunos passaram a trocar feitiços seguidamente, ele lançavam feitiços de ataque e defesa quase ao mesmo tempo, demonstrando a habilidade que ambos possuíam, mesmo que eles não utilizassem feitiços mais poderosos do que meras azarações.


 


O duelo entre os dois durou cerca de vinte minutos e quando Sirius finalmente os interrompeu, Rony e Draco estavam com cortes feios por todo o corpo e ambos arfavam pesadamente, a respiração dos dois saía em golfadas de ar, mas nenhum deles queria que o duelo terminasse, muito pelo contrário, os dois estavam dispostos a continuar até que um deles saísse vencedor.


 


- Eu já disse que o duelo acabou Senhores e nenhum dos dois foi o vencedor, houve um empate e fim da história. – Sirius disse em tom definitivo enquanto para os dois que estavam sendo curados pelo Professor Lupin. – Vamos para o próximo e ultimo duelo de hoje.


 


A taça da corvinal brilhou em um tom de azul céu e em seguida o nome de Ryan Cooper pairou sobre a taca dos texugos, imediatamente o garoto dirigiu-se até o tablado enquanto era ovacionado pelas garotas de todas as casas demonstrando o sucesso que ele tinha entre a população feminina do castelo, o moreno observou o amigo lançar sorrisos discretos em direção as garotas enquanto acenava de maneira nem um pouco discreta. Ryan, assim como Harry, possuía os cabelos negros como o carvão, embora os dele não fossem desgrenhados e permanecessem muito bem penteados, os olhos do corvinal eram azuis e as maças do rosto dele eram mais suaves do que as do moreno da grifinória, que tinha as expressões faciais duras e intensas.


 


Exibido, pensou Harry enquanto observava o cálice da grifinória brilhar em vermelho antes de mostrar o nome de Harry Potter, e diferente de antes um silêncio quase mortal atravessou o salão, afinal os alunos sabiam do que ele era capaz de fazer, mas logo as garotas começaram a gritar também, todas elas muito interessadas em entrar nas boas graças do moreno da grifinória, afinal de todos os garotos da escola com certeza ele era o que elas achavam mais sexy.


 


Harry ignorou os gritos femininos e caminhou calmamente em direção a plataforma se colocando diretamente em frente de seu oponente. Os dois alunos se encaravam sem nem mesmo piscar, a seriedade de ambos chegou a assustar alguns alunos, mas então de repente Harry direcionou seus olhos para os professores Remus e Sirius que estavam no lado direito da plataforma, porém antes que um deles dissesse qualquer coisa Harry se adiantou.


 


- Professores, com a concordância de vocês gostaria de impor regras para esse duelo em especial. – disse Harry em tom firme e determinado.


 


- Quais? – perguntou Sirius em tom incerto, não gostara daquilo e se fosse apenas por ele jamais concordaria, mas sabia que as regras dos duelos poderiam ser alteradas para um duelo em especifico se os dois duelistas estivessem de acordo.


 


- Nesse combate haverá apenas duas regras. – disse Ryan em tom de voz neutro, o que surpreendeu a todos os outros na sala de aula que não esperavam aquela anuência do corvinal, pelo menos não tão rapidamente. – A luta somente irá terminar quando um de nós desistir ou então não tivermos mais capacidade para continuar duelando. E não será permitido o uso da maldição imperdoável Avada Kedavra.


 


- Concordo. – disse Harry ainda olhando para o padrinho e para Remus que ficaram chocados com aquilo, pois um combate assim poderia muito bem levar a morte de um dos estudantes, mas antes que um deles pudesse fazer qualquer coisa a voz do garoto da corvinal voltou a chamar a atenção dos professores.


 


- Iniciaremos o combate assim que um de vocês derem o sinal. – disse Ryan olhando de maneira determinada para o grifinório que voltou a encarar o oponente.


 


- Muito bem. – disse Sirius sem muita opção, visto que o duelo havia sido aceito por ambos os participantes. – Comecem.


 


- Magnatus. – gritou Ryan assim que o sinal de inicio foi dado por Sirius, a maldição negra foi em um jato vermelho incandescente na direção do moreno.


 


Poucas eram as pessoas que souberam do que se tratava aquele feitiço e os que sabiam prenderam a respiração ao verem o feitiço negro sendo lançado por um aluno em direção ao outro. Harry desviou-se para a direita e o jato vermelho passou a poucos centímetros do corpo do moreno acabando por acertar a parede atrás de Harry, que rachou de fora a fora pela intensidade e poder que haviam sido utilizados naquele feitiço.


 


- Vejo que você se tornou bom em fugir, Potter. – disse Ryan com sarcasmo enquanto observava o estrago que seu feitiço causara.


 


- E vejo que você aprendeu alguns truques novos, Ryan. – Harry disse em tom debochado e desafiante. – Vamos ver por quanto tempo mais você agüenta. Hesquan!


 


Um jato de luz amarelada disparou da ponta da varinha de Harry dirigindo-se rapidamente na direção do corvinal que ficou um pouco surpreso pelo fato do moreno estar utilizando magia negra avançada tão rapidamente, mas recuperou-se agilmente enquanto executava um feitiço não-verbal e fazia com que uma redoma esbranquiçada o envolvesse, quando o jato de luz amarela chocou-se contra a barreira protetora que o corvinal havia conjurado foi refletido com o dobro de força em direção ao grifinório, naquele momento Ryan sorriu de maneira fria, sorriso que sumiu quando observou a maneira como Harry apenas elevava a varinha negra executando um pequeno encantamento conjurando uma redoma prateada ao redor de si que em seguida absorveu a carga do feitiço como se ele não fosse absolutamente nada.


 


- Ryan, você pode fazer muito melhor do que isso. – Harry disse em tom sarcástico e provocativo enquanto sorria friamente para o corvinal, Ryan então irritou-se o suficiente para lançar um outro feitiço negro que também foi defendido pelo moreno.


 


- Crucio. – gritou Ryan em tom frio disparando um jato de luz vermelha que atravessou o ar e chocou-se violentamente contra o peito de Harry.


 


O moreno chegou a dar dois passos para trás pelo impacto e violência da maldição da dor, mas o efeito do feitiço de Ryan durou apenas um segundo e logo depois ele já estava completamente atento e focado novamente, somente então percebeu que a maldição curciatus fora apenas um truque para distraí-lo do real objetivo do corvinal.


 


Os alunos em volta que assistiam ao combate ficaram surpresos pelas palavras “amigáveis” que os dois alunos estavam trocando, prova de que eles já se conheciam, embora ninguém soubesse precisar de onde. Mas a sala toda ficou em choque quando viram o corvinal utilizar uma maldição imperdoável que atingiu Harry Potter diretamente no peito, mas nada deixou a sala mais quieta e silenciosa do que a percepção de que a maldição nem mesmo havia feito efeito no moreno da grifinória e aquilo parecia ser esperado pelo corvinal, pois ele avançava contra o Potter.


 


Ryan avançou correndo em direção ao moreno que apenas observou o corvinal por um instante, quando o corvinal se encontrava a apenas três passos de onde Harry estava ele deu um impulso pulando e dando um mortal de frente por cima do moreno e ainda no giro apontou a varinha em direção a cabeça do moreno.


 


- Extin. – o sussurro do moreno foi praticamente inaudível e apenas os alunos que se encontravam mais próximos da plataforma foram capazes de ouvir.


 


O feitiço de cor negra que estava para acertar o moreno foi simplesmente dissipado, como se ele não fosse absolutamente nada, o que fez muitos alunos se engasgarem surpresos enquanto olhavam para os duelistas com os olhos arregalados.


 


- Fragate. – gritou Ryan assim que colocou os pés no chão ciente de que Harry conseguira bloquear seu ataque anterior.


 


Harry desviou-se tão rapidamente para o lado esquerdo que ele pareceu um borrão aos olhos de todos os presentes na sala, o feitiço de cor acinzentada passou raspando por onde o moreno se encontrava, aquele feitiço, apesar de não ser mortal poderia causar um grande estrago em quem fosse atingido, pois rasgava a carne deixando a visão dos ossos da pessoa.


 


Em seguida Harry deu apenas um passo para frente, mas foi como se ele tivesse dado vários, pois no instante seguinte estava em frente ao corvinal o agarrando pelo pescoço e o levantando do chão como se ele fosse um boneco de pano.


 


- Qual é Ryan, desse jeito não vai ter nenhuma graça. – disse Harry em um tom sutilmente mais profundo e frio, os olhos do moreno estavam escurecendo de maneira lenta enquanto Ryan olhava para o grifinório com um pequeno sorriso nos lábios.


 


- Você fala demais Harry. – Ryan disse com um pouco de dificuldade enquanto deixava sua própria varinha cair no chão.


 


Os alunos que estavam assistindo aquele duelo não entenderam exatamente o motivo do corvinal ter deixado a varinha cair, nem mesmo o professor tinha certeza sobre o que aquilo podia significar, afinal a desistência do duelo teria que ser feita verbalmente.


 


Alheio ao que os alunos estavam pensando, Ryan apontava as duas mãos em direção ao peito do grifinório enquanto o encarava diretamente nos olhos, o corvinal não era tolo e sabia que Harry podia sentir seu poder crescer enquanto o duelo ficava mais sério, assim como ele tinha certeza que Harry também poderia bloquear seu ataque facilmente se ele assim quisesse.


 


Uma pequena luz começou a brilhar nas palmas das mãos do corvinal, logo uma pequena esfera estava se formando em cada uma das mãos, as esferas eram azuladas e estavam começando a crescer levemente, tudo isso acontecendo em poucos segundos.


 


Então ambas as esferas foram chocadas contra o peito de Harry que largou o corvinal enquanto era jogado violentamente para trás, girando um mortal no ar e caindo em pé a menos de dois metros do final da plataforma. O moreno sorria naquele momento, um sorriso frio e predatório, era sempre divertido duelar com as pessoas que sabiam utilizar magia sem varinha e Ryan era muito bem treinado, disso Harry sabia, pelo menos com o básico o corvinal se dava bem.


 


De repente o corvinal sorriu como se soubesse de um segredo que o moreno não sabia e que o deixou com um pé atrás, afinal conhecendo Ryan como ele conhecia sabia que boa coisa não deveria ser, o que foi confirmado logo em seguida.


 


Uma aura azulada passou a circular o corpo do corvinal deixando os alunos que assistiam o duelo boquiabertos com a demonstração de poder, mas Harry percebeu o que aquilo significava verdadeiramente e cerrou os dentes se preparando para combater de verdade, então guardou sua própria varinha dentro de seu sobretudo negro.


 


O moreno deixou sua aura negra circular ao redor de seu corpo enquanto observava os movimentos de Ryan, deixaria que ele fizesse o primeiro movimento e então depois veria o que poderia acontecer. O corvinal não o deixou esperando, pois no momento seguinte ao pensamento do moreno ele levantou ambas as mãos em direção a Harry e dois jatos de água dispararam do nada e se transformaram em poderosas adagas.


 


Harry sorriu ao ver esse ataque, mas limitou-se apenas a erguer sua mão direita e conjurar uma barreira negra que absorveu as adagas rapidamente, mas quando a barreira se dissolveu o moreno surpreendeu-se ao ver mais cinco adagas de água vindo em sua direção, o que o fez perceber que Ryan havia crescido e aprendido alguns truques. Bem, aquilo era fichinha para alguém com a experiência em combates que Harry tinha, mas resolveu fazer o jogo do corvinal enquanto saltava e se desviava das adagas com um giro mortal fazendo as laminas passarem a milímetros do corpo do moreno deixando quem assistia sem fôlego.


 


- Então, você aprendeu mais alguns truques. – comentou Harry em tom casual enquanto olhava para o corvinal logo após ter aterrissado em pé depois do giro mortal que havia feito. – E ainda aprendeu a controlar um elemento da natureza.


 


- Pra você ver como as coisas mudam. – disse Ryan em tom debochado arrancando um pequeno sorriso do grifinório.


 


- Pelos velhos tempos? – perguntou Harry em tom divertido enquanto esticava a mão direita e uma sombra passou a exalar da mão direita do moreno até que formou-se um sabre completamente negro, parecia que era feito completamente de sombras.


 


- Com toda certeza. – concordou Ryan também esticando a mão direita e fazendo surgir uma espada na mão dele, com a diferença que a dele parecia ser feita completamente de água, embora antigamente ele e Harry utilizassem espadas reais.


 


Os dois movimentaram-se tão velozmente que ninguém conseguiu ver os movimentos deles, mas quando ouviram o choque de duas lâminas se encontrando olharam para o meio da plataforma encontrando o corvinal e o grifinório medindo forças, nenhum conseguia mover o outro para frente ou para trás.


 


Então Ryan curvou sua mão esquerda fechando-a em um punho e tentou acertar um soco no rosto do moreno que sem retirar a espada da pressão que a mesma fazia contra a arma do corvinal curvou-se para trás em um movimento que muitos diriam ser impossível de se realizar, mas em seguida Harry voltou a posição normal enquanto acertava uma joelhada no estomago do corvinal que perdeu o fôlego por um instante.


 


Ryan se recuperou rapidamente e atacou Harry com rapidez e força, os movimentos de ambos eram brutais e muito rápidos, a maioria deles os alunos apenas conseguiam ouvir o choque das lâminas se encontrando, e cada vez que isso acontecia parecia com um trovão em dia chuvoso e de tempestade, os dois eram realmente poderosos.


 


Durante os dez minutos seguintes os dois garotos trocaram golpes em cima de golpes, os alunos e os dois professores assistiam de maneira hipnotizada o embate, aquilo era realmente algo maravilhoso de se ver.


 


Naquele momento os dois combatentes estavam cada um em um lado da plataforma se encarando em desafio, o corvinal arfava levemente e tinha vários cortes espalhados pelo corpo enquanto que Harry continuava com a respiração normal e não sofrera nenhum golpe, prova de sua superioridade em combate.


 


Como se fossem um só, os dois se movimentaram rapidamente de encontro um do outro, o sabre de energia negra do moreno chocou-se com a espada feita de água sólida produzindo um choque ainda mais violento do que qualquer outro. No mesmo instante a espada feita de água quebrou-se no meio e o sabre de sombras atravessou a guarda do corvinal, mas quando estava para atingir em cheio o peito de Ryan, o moreno desviou a lâmina e a parou bem rente ao pescoço do corvinal que paralisou no mesmo momento.


 


Os alunos e os dois professores olhavam embasbacados pelo duelo e pelo desenrolar do mesmo, estavam completamente impressionados e não sabiam se batiam palmas para os dois ou se ficavam com medo do poder deles.


 


- E então? – perguntou Harry com a voz fria e sem nenhum sentimento o que fez Ryan estremecer, mesmo já tendo ouvido aquele tom de voz vindo do moreno antes era sempre difícil ouvi-lo de novo, principalmente quando a voz era direcionada a si.


 


- Eu desisto, você venceu. – disse Ryan rapidamente quando Harry pressionou levemente o sabre de energia negra contra seu pescoço, em seguida o moreno de olhos verdes afastou-se do corvinal enquanto balançava a mão direita no ar fazendo com que o sabre de sombras simplesmente se dissolvesse no ar.


 


Então os dois encararam-se nos olhos em completo silêncio, ao redor deles as outras pessoas presentes na sala não sabiam o que esperar do desenrolar dos acontecimentos. Então de repente o inesperado aconteceu, Ryan abriu um sorriso de orelha a orelha enquanto o braço direito dele se levantava se encontrando no ar com a mão direita de Harry.


 


As mãos de ambos se apertaram e eles meio que mediram forças, ficando nessa posição por outro minuto interminável antes dos dois se soltarem e repentinamente se abraçarem em cima da plataforma, o que deixou todos completamente surpresos e em duvida sobre o que aquilo poderia significar, embora a resposta fosse óbvia.


 


 


 


 


Agradecimentos especiais:


 


Toddy: que bom que gostou do capitulo anterior, nos próximos capítulos mais coisas sobre Voldemort vão aparecer, assim como no próximo vem a fuga de Isabel, vamos ver o que vai rolar. Com certeza deve ser uma tortura par ao Rony precisar estudar e pesquisar, mas é a vida. Abraços.


 


Deco: e ai cara, realmente faz algum tempo que você anda sumido, mas liga não cara. Já fico satisfeito sabendo que você continua lendo minhas historias, e que bom que gosta delas. Fico feliz que tenha gostado das lutas e das maquinações idiotas do Dumbledore, a historia da Sophia vai aparecer muito em breve, talvez nos próximos capítulos, quem sabe. Espero que goste do capitulo. Abraços.


 


Trinity: Capitulo postado, espero que goste dele, novo personagem apareceu, qual será a importância dele? Beijos. Ah, eu vi sua nova fic e já comentei, mas vou dizer que ela ta super demais, esperando pelo próximo.


 


D a n i l o: ai cara, postei, espero que goste do capitulo que mesmo sendo em aula teve um pouco de ação. Abraços.


 


Enry Almofadinhas Black: parei na melhor parte cara? Poxa, foi mal, mas a fic precisa de um suspense de vez em quando, mas garanto que no próximo capitulo a Isabel foge da Fortaleza de Voldemort. Abraços.


 


James V Potter: que isso cara, se preocupa não, espero que tenha gostado do capitulo anterior, e desse também é claro. No próximo capitulo vamos ter um pouco de ação, espere pra ver. Quanto a Isabel ser o par do Harry, eu realmente pretendo colocar os dois juntos, mas até o final da fic ainda tem muito chão e eu posso acabar mudando de opinião. Abraços.


 


 

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