N/A: Olá pessoal!!! Essa é a minha primeira fan fic e espero sinceramente que gotem. ATENÇÃO -> A cada fim de capítulo eu coloco umas palavrinhas de minha própria autoria que está sempre relacionado ao capítulo lido (vocês perceberam isso facilmente pois está bem claro...).
COMENTEMM E BOA LEITURA!!!!
Eram por volta das duas da manhã. Virgínia voltava de uma boate totalmente exausta. Cambaleou um pouco para a direita e quase caiu em um monte de lixo. Sentia uma vontade enorme de quebrar a cara dele. Como Harry fez aquilo com ela? Xingava-o mentalmente de tudo quanto era nome, queria voltar lá e arrancar os cabelos daquela sem vergonha que beijava seu namorado. Pareciam um desintupidor de pia. Queria muito.
Virgínia tinha agora vinte anos. Há dois anos terminara os estudos em Hogwarts e há dois anos namorava Harry Potter. Simplesmente, Harry Potter. Morava com o seu gato Fill em um apartamento no largo Grimauld. Gostava da independência que adquirira, afinal, se ainda morasse com a família não poderia, nem em sonhos, sair para uma boate e voltar as duas da manhã! Não tinha ninguém a vigiando, não tinha ninguém a controlando. Era o que precisava agora, um pouco de sossego.
Bendita poça de lama onde enterrou os pés ao dobrar uma esquina. Acabou sujando todo o seu pé, já que tirara os sapatos e os carregava na mão direita, pelo menos era o que achava. Percebeu que alguém lhe estendera a mão para lhe ajudar a se levantar. Os dedos longos e pálidos estavam gelados, mas carinhosos.
-Obrigado…
Pelo menos foi o que ela achou ter dito antes de desmaiar.
A dor de cabeça era enorme. Suas têmporas latejavam, sua boca estava com um gosto estranho e seus olhos lacrimejavam diante à luz forte que entrava pelas janelas de vidros do quarto. Quando percebeu que aquela cama não era sua, aquelas janelas não eram de seu apartamento e aquele lençol que cobria seu corpo não era o seu, já era tarde, pois um homem alto de cabelos enormemente loiros e num penteado milimétricamente penteado para trás apareceu com uma bandeja de café da manhã nas mãos.
-Bom dia. –Ele falou sentando-se ao pé dela.
Virgínia encolheu-se toda, parecia uma criança assustada, nada comparado à mulher que era na noite anterior.
-Calma… Sei o que está pensando. –O homem continuava a dizer enquanto levantava-se e caminhava até a porta de correr de vidro que dava para uma sacada. –Com certeza deve estar pensando, como veio parar aqui, quem sou eu e poxa, por que está quase nua? –O loiro virou-se para ela e continuou. –Garota, você estava muito bêbada, sabia?
Virgínia detestou o tom de voz daquele rapaz, o modo como ele a olhava, o modo como ele sorria, absolutamente tudo! Até o modo como ele andava a irritava. Afinal, quem era aquele cara?
-Bem, eu vou te responder, meu nome é Draco Malfoy, eu te trouxe para minha casa, porque você desmaiou em meus braços nessa madrugada enquanto andava tonta pela rua e a pergunta mais importante: Eu não abusei de você!
A ruiva estava tremendo de raiva e poderia xinga-lo naquele momento, mas seria mal agradecida se o fizesse. Por fim, respondeu tentando parecer serena:
-Muito obrigado Draco Malfoy.
O menino surpreendentemente respondeu:
-Não seja cínica, sei que não gostou de mim, posso ver em seu olhar. Não precisa agradecer. Quero dizer, não costumo fazer isso com todas que desmaiam em meus braços no meio da noite, não é mesmo? Mas, por favor, queira tomar o café da manhã que trouxe para você, deve estar com fome.
A ruiva aproximou-se da bandeja de prata devagar e pegou uma torrada quentinha. Estava com fome, mas aquele ambiente a enojava de tal forma, que preferiria ter dormido na rua.
“O que esse cara tem de errado? Não fica preocupado se eu for uma assassina, não? E como ele pode ser tão observador? Ele me irrita! Fala sério, por que ele não transaria comigo? O que eu tenho de errado? Tudo bem, que antes eu estava toda suja e com um bafo daqueles, mas não sou de se jogar fora. É só eu tomar um banho que me transformo numa princesa!” Ela pensava enquanto engolia a torrada.
-Se você quiser tomar um banho, tem um…
-Por que tirou as minhas roupas? Não precisava tanto se o objetivo era me pôr na cama.
O rapaz virou a cabeça para o lado direito de um modo intrigante e com um sorriso no rosto, aproximou-se de Virgínia e ajoelhando-se ao lado dela respondeu:
-Se você quisesse ficar resfriada ou algo do tipo era só falar, estava toda molhada, porque caiu numa poça enorme de lama!
Agora que o via de tão perto, era um pouco mais assustador. Os olhos semicerrados eram de um tom azul acinzentado, nenhum vestígio de espinha, as sombracelhas escuras, o queixo arredondado e perfeito, os lábios finos eram tentadores.
-Por que você não transaria comigo?
De repente Virgínia se ouviu fazendo aquela pergunta, que foi tão involuntária quanto aquele beijo.
O rapaz não recusou, muito pelo contrário, atirou-se ainda mais sobre ela e logo estavam os dois deitados na cama entrelaçados num beijo imoral e desejado.
Podia-se ver, agora, o loiro sobre Virgínia. Fazia-lhe carinhos nos ombros e braços, sentia os dedos dela em sua nuca, sentia os seios dela sob aquele lençol branco e quando fez menção de tira-lo dentre eles, a garota pareceu despertar daquele louco transe.
-Não, não… Espere.
-O que foi? –Ele perguntou ansioso.
-Desculpe, mas… Eu não posso fazer isso. Eu tenho um namorado. –Virgínia levantou-se da cama e correu para o banheiro.
Por que mentiu, afinal? Não tinha namorado algum. O Harry, tecnicamente era passado. Desde uma da manhã Virgínia Weasley não tinha namorado. Mas, mentira para o rapaz por detrás daquela porta de carvalho. Estavam se beijando ardentemente há dois minutos atrás, estavam abraçados, se desejavam.
Recostou a testa na parede fria, que se aquecia com a água que caía do chuveiro. Sentia o sabonete com cheiro de chocolate escorrer pelo seu corpo, sentia os cabelos avermelhados em seus olhos, sentia lágrimas escorrerem por eles, sentia o coração doer.
-Suas roupas… Estão em cima da cama, depois que terminar o café, se quiser uma… Se quiser uma carona estarei lá embaixo. –O menino avisou-a e pelo jeito parecia ter se aproximado da porta do banheiro. Logo depois, pôde ouvir a porta do quarto se fechando.
Desligou o chuveiro, se enrolou numa toalha branca que encontrou e saiu do banheiro. Pôde examinar melhor o quarto em que dormira. Se o relógio não estivesse errado, eram dez horas da manhã. O cômodo era amplo, bem arejado e iluminado, o teto era cor de avelã, as paredes eram brancas com uns dois quadros, um deles, Virgínia reconheceu, era de Leonardo da Vinci e outro ela não conhecia. Tinha uma cômoda ao lado da cama de casal com um abajur cor de avelã, assim como as cortinas e os tapetes daquele quarto. Tudo parecia perfeito, tudo em seus devidos lugares, nada que não estivesse combinando.
Encontrou as roupas lavadas em cima da cama como ele havia dito. Do ponto do quarto que estava, Virgínia podia ver a sacada, com uns vasos de plantas. Era bonito de se ver e incrível de acreditar que aquele rapaz morava sozinho. Quero dizer, como ele podia manter tudo tão perfeitinho? Nem Virgínia conseguiria, mal conseguia deixar seu quarto arrumado!
Colocou a saia preta e a blusa vermelha, pôs os sapatos pretos (afinal, estavam mesmo em suas mãos na madrugada.) e deixou para carregar no braço o casaquinho preto. Prendeu os cabelos como pôde e após tomar um pouco do iogurte e comer mais uns dois pedaços de torrada, pegou a bolsinha vermelha e desceu a escadaria de madeira branca.
A escada era longa e tinha detalhes de vidro cor de esmeralda assim como as cortinas que escondiam os raios do sol. A casa parecia vazia, não tinha ninguém além dela. Ficou um pouco assustada, mas logo se acalmou ao encontrar Draco Malfoy sentado em um dos sofás brancos da sala de estar. Estava sozinho e seu olhar estava perdido em um canto da sala branca, que tinha uma lareira elétrica (apagada no momento), um vaso enorme de planta com uma samambaia linda, vários livros em uma estante, um cinzeiro de vidro e uns dois abajures perto do sofá de leitura e do sofá em que o loiro estava.
-Bem… Eu já vou indo. –Ela falou discretamente ainda movida pela emoção que a consumira há uns vinte minutos atrás no quarto branco.
Draco levantou-se de um salto e fitando-a por uns instantes, perguntou secamente:
-Vai querer uma carona?
-Hã… -Virgínia pensou em recusar, mas não seria uma má idéia ele a levar em casa. -… Eu aceitaria, muito obriga…
-Pare de me agradecer por tudo. Não precisa. –Pegou as chaves do carro em cima do sofá de leitura e caminhou apressado para a porta e abrindo-a esperou que a ruiva passasse um pouco descontente, mas aquilo não o afetou. Trancou a porta e tirando o carro da garagem subterrânea, aguardou pacientemente que a moça entrasse no banco do carona.
O carro era preto e ainda tinha cheirinho de novo.
-Onde você mora?
-Em um apartamento no Largo Grimauld.
-Ok.
Metade da viagem foi tranqüila. Virgínia reconhecia o lugar ao passo que avançavam no trajeto. Draco Malfoy morava em um condomínio fechado de frente para o mar. Eram no máximo vinte mansões como a dele, que parecia ser a mais bonita e a mais cara, também. O mar estava calmo, só se viam maresias bonitas de serem admiradas.
Metade da viagem fora feita em silêncio, até que Virgínia disse:
-Acho que… Bem, você não sabe o meu nome, não é mesmo?
-E?
Ela engoliu em seco, pelo visto, Draco ficara marcado com a recusa dela.
-Você não gostaria de saber? Eu gostaria…
-Não precisa ser simpática a essa altura do campeonato, ok? –O menino olhou-a pelo retrovisor e ligou o rádio. Tocava uma música romântica e muito bonita, mas ele logo tratou de trocá-la.
E logo ali na frente tiveram de parar em um sinal e a ruiva continuou:
-Meu nome é Virgínia Weasley.
Ele não apareceu ter escutado, pois o som estava muito alto.
-Meu nome é… -Ela alteou a voz, mas não deu em nada. Enterrou-se no banco da frente rapidamente e desligou o rádio.
-Ei, o que deu em você?
-Meu nome é Virgínia Weasley.
O sinal abriu.
-E daí? Como eu sou idiota, isso é para que eu aprenda a não recolher bêbadas pelas ruas!
-Eu não sou bêbada!
Buzinas gritavam.
-Há não? Então como me descreve o seu estado nesta madrugada? Ops, espera aí, você não deve se lembrar, porque estava muito bêbada!
As buzinas continuavam soando.
-Cale a boca! –Virgínia totalmente irritada, voltou para o banco de trás e vociferou. –Coloca logo esse carro pra andar, tem gente querendo passar pelo sinal!
O loiro ficou nervoso e com impaciência acelerou e fez com que o resto da viagem fosse entediante.
Pararam em frente a um prédio cor de salmão com um estacionamento externo e outro subterrâneo. A rua estava calma, como devia ser o Largo Grimauld. Vírginia abriu a porta e saiu do carro e para sua surpresa Draco fez o mesmo.
-Enfim, é aqui você mora? Estava bem longe de sua casa esta madrugada senhorita Weasley. Da próxima vez ande com uma babá e entre numas aulas para aprender a beber, valeu?
Mas a menina não pôde dizer nada, porque Draco já tinha acelerado e estava longe.
-Merda! –Ela murmurou vermelha de raiva, assim que chegou em seu apartamento e percebeu que esquecera o casaquinho no banco do passageiro do carro de Draco Malfoy. –Como pude me esquecer do meu casaco? Eu o estava carregando no braço. Merda! –Abriu a porta. –Eu amava aquele casaco, agora já era. Perdi! Ai, que raiva. Que droga de dia!
"Você me apareceu
Vestido assim
Um anjo vestido de carmim.
Oh anjo de carmim
Por que choras assim?
Me trazes a água
Mata minha sede
Me enrola em seus cabelos
E me deixa ser feliz.".