Havia percepetivelmente um clima de extrema excitação no ar. Desde que Dumbledore anunciara que Hogwarts ia sediar um Torneio Tribruxo, não se falava outra coisa na escola, Harry nunca tinha vivenciado um começo de ano letivo tão excitante.
Agora,Harry estava enfileirado entre Rony e Hermione de frente ao castelo esperando as delegações de Beauxbatons e Durmstrang. Harry ouviu um clique e imaginou ser Colin Creevey. Todos conversavam baixinho, cada umc= com teorias diferentes sobre a chegada dos estrangeiros. - Espero que eles sejam bonitinhos! Ouviu Parvati Patil comentar com Lilá Brown entre risinhos. - E as garotas hein cara? Dizia um garoto da Corvinal. Hrry começou a ficar constrangido e estava absorto em seus pensamentos quanto um leve cutucão nas costas o despertou.
- Harry,Harry! Sussurrou uma voz conhecida no seu ouvido.
- Cedrico?!
- Como vai? Estava querendo falar con você...
- Hum... O que houve?
- Será que você pode se encontrar comigo naquela sala de aula de frente a tapeçaria da Rulfina, A Esquizofrênica no quarto andar hoje depois do jantar?
- Hum, posso sim.
- Então quando eu me levantar você sabe que eu to indo pra la, belesa?
- Diggory! Porque o senhor não está na fila dos alunos do sétimo ano? - Falou uma McGonagal exasperada.
- Hum, desculpe professora, eu fui avisar ao harry que sua gravata estava mal colocada. - E falando isso saiu. Harry ficou sentindo o cheiro amadeirado no ar até ele desaparecer aos poucos.
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O jantar daquela noite estava excepcional. É claro que a comida em Hogwarts sempre foi uma delícia, mas o jantar daquela noite incluía pratos que Harry nunca tinha provado na vida. Porém, Harry não estava com os pensamentos no jantar, nem nas delegaçãoes de Beauxbatons, que tinha chegado numa espécie de carruagem voadora e Durmstrang que desembarcaram de um navio, seus pensamentos vagavam em Cedrico Diggory, seus cabelos cor de chocolate, seus olhos que pareciam pedras preciosas e o modo como ele sorria.
Quando Dumbledore se levantou, a atenção do garoto se desviou com concentração e o diretor começou: - Chegou o momento - disse Dumbledore, sorrindo para o mar de rostos erguidos.- O Torneio Tribruxo vai começar. Eu gostaria de dizer algumas palavras de explicação abres de mandar trazer o escrínio...
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Logo depois do jantar, Harry inventou que tinha deixado derrubar uma coisa no Salão Principal e deixou Rony, Hermione e uma turma de alunos extremamente excitados e correu pra uma sala de aula vazia, vestiu sua capa de invisibilidade e foi se encontrar com Cedrico.
- Hum, Cedrico? Disse ele quando ia abrindo a porta da sala de aula.
- Ja to aqui. - Cedrico estava encostado de frente a uma janela, sua silhueta recortada ao luar, seu cabelo esvoaçava lentamente com a brisa que entrava na sala e mesmo no escuro seu sorriso simetricamente perfeito era perceptível. Harry parou de respirar. Você ta bem? Tá meio vermelho.
- Ah, sim, é que eu vim correndo. - mentiu Harry, voltando a respirar.
- Que bom que você veio, fiquei preocupado depois, de alguem pegar você andando pelos corredores à noite.
- Tudo bem, eu tenho meus meios. Mesmo assim, duvido que com a excitação do Torneio alguém fosse me perceber.
- Falando nisso, acho que vou me inscrever no torneio.
- Sério?
- Humhum, eu ja sabia antes, papai trabalha no ministério e me contou. è a oportunidade que eu esperava.
- Cedrico,não é meio perigoso?
- Você tá preocupado comigo Harry? E agora Cedrico estava bem próximo a ele.
- Er... sabe, você é Hogwarts, torço por você.
- Só isso? - Agora ele podia sentir seu hálito quente e aquele conhecido cheiro amadeirado.
- Ahn.. é que.. er...
E Cedrico deu-lhe um beijo. Um beijo doce, era como se Harry estivesse flutuando, os lábios de Cedrico moldavam-se ao dele como se fossem feitos um para o outro, seus braços encaixavam Harry no seu corpo e ele podia sentir seu peitoral definido, onde ele repousou a mão, aos poucos sua língua foi explorando cada centímetro da boca de Harry, enquanto suas mãos tocavam suavemente seu rosto. Cedo demais, Cedrico se separou de Harry,dando uma leve mordida nos lábios do Harry.
- Sabe Harry, eu não devia estar fazendo isso. Mas desculpe, sempre quando eu estou com você assim eu não consigo me controlar. Você deve estar achando que eu sou um louco sei la, quando eu te beijo sem ao menos saber se você também quer me beijar.
- Mas Cedrico...
- E foi por isso que eu te chamei aqui hoje, pra te pedir desculpas por aquele beijo na floresta e... bem, por esse beijo aqui também. Eu não tenho o direito de fazer isso com você.
Harry estava confuso, será que Cedrico não percebia como ele se sentia?
- Acho que eu não devia mais fazer isso, por isso não devia mais falar com você aqui. Mas ainda espero que você torça por mim no torneiro, se eu for escolhido.
Dizendo isso, deu um leve beijo na face de Harry, que percebeu que seus lábios estavam marejados e saiu sem dizer mais nada. Harry ficou parado ali, por vários minutos, tentando entender o que estava acontecendo. Na verdade, era mais fácil enfrentar o Voldemort do que entender essa situação.