FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

20. Enfrentando o medo


Fic: O Despertar do Arcana Spiritum


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Um tempo depois Doby vai chamar Hermione que desce e segue até um salão de festas, onde fica encantada com a decoração feita por Harry. No amplo salão havia ao fundo uma orquestra, onde os instrumentos tocavam por mágica, sem músicos, a iluminação era feita por velas, postas estrategicamente, em um caminho de pétalas de rosas vermelhas e brancas, até a mesa que era iluminada por algumas velas ao redor, e mais ao fundo havia um circulo de velas onde poderiam dançar e alguns candelabros nas paredes dando um clima de meia-luz ao salão, o local onde dançariam também era iluminado pela luz da lua que entrava por duas amplas janelas e davam de frente pro local.

-Agora poderemos aproveitar melhor à noite, e prometo que vai ser como no começo do nosso casamento! –fala de forma galante enquanto Hermione se aproximava, e beijando carinhosamente suas mãos quando ela chegou à mesa.

-O jantar parece estar ótimo. –fala tentando esconder o nervosismo, e observando a mesa cuidadosamente posta.

Durante a noite eles conversaram bastante e Hermione por diversas vezes teve visões de acontecimentos que Harry relatava, depois do jantar dançaram por mais um bom tempo, com Harry se esforçando pra fazer um clima romântico e sedutor pra deixá-la completamente envolvida.
Já no meio da madrugada Hermione acabava de se aprontar pra dormir, sentia-se cansada com tantas mudanças e novidades, mas ao sair do banheiro encontrou Harry esperando-a, vestindo apenas a calça do pijama. Ela pensava em dizer que estava cansada ou com dor de cabeça, mas antes que pudesse começar a falar algo, foi puxada e envolvida em um beijo apaixonado e sensual que a fez esquecer até seu nome.

Hermione acorda sonolenta, ainda sem saber onde estava até se ver no mesmo quarto em que acordara na manhã seguinte, só que desta vez encontrava-se nua em baixo dos lençóis.

“Isso é loucura! Não pode ser real, mas se não é real como eu me lembro do meu casamento e de tantas outras coisas, eu devo ter sofrido um acidente de trabalho, é isso, eu estava desenvolvendo um feitiço novo e algo deu errado, mas é assim mesmo tentativa e erro! Isso é real, eu sou casada com o Harry e tenho uma filha linda, tenho uma vida perfeita!” –pensa enquanto se espreguiça.

-Bom dia amor! –Harry fala se jogando na cama e beijando-a.

-Bom dia querido... já está vestido? –pergunta ao vê-lo pronto pra sair.

-Vou buscar nosso anjinho, enquanto a senhora se livra dessa preguiça toda, então quando chegarmos, nós podemos levá-la pra dar um passeio, e a cansamos bastante pra ter a noite só pra nós de novo. –fala o fim charmosamente, a beijando mais uma vez.

-E será que ela não poderia ficar com os padrinhos mais uma horinha? Assim eu poderia ir com você. –Hermione fala sorrindo travessamente e puxando a camisa dele.

-Adoro suas idéias. –fala com um sorriso maroto, antes de ser beijado longamente.

O dia transcorre tranqüilamente, onde Hermione fica um pouco na casa de Lupin que casara com Tonks e tinham um filho, mas ela já esperava outro. Depois passaram uma boa tarde da manhã e da tarde num parque de diversões, voltando pra casa no fim do dia, a tempo dela e Harry fazerem uma partidinha amistosa de quadribol, revezando Lily entre uma vassoura e outra.

No dia seguinte, Hermione tinha ido até o trabalho e depois de terminar um relatório bem chato, estava voltando da sala do chefe quando esbarrou sem querer em alguém.

-Me desculpe, eu não estava prestando atenção! –a mulher que havia se chocado com ela se desculpa.

-Tudo bem, não foi nada!...Gina! –Hermione que a ajudava a catar uns papéis, olha pro rosto da moça e se depara com Gina.

-Senhora Potter! –fala rispidamente, arrependida de ter sido cordial com a morena.

-Que isso Gina, me chama de Mione, afinal você sempre foi minha melhor amiga. –Hermione começa incerta.

-Eu fui, e me arrependo muito disso! Não pense que esqueci de tudo, aliás pra você é senhorita Weasley. E com licença, tenho mais o que fazer, não posso perder tempo. –fala de forma grosseira e se afastando rapidamente, não deixando Hermione se aproximar.

Hermione passa o resto do dia mal com o encontro mal sucedido com sua ex-melhor amiga, ela não conseguia imaginar como poderia viver sem Gina pra trocar confidencias, falar sobre os assuntos femininos mais banais ou de suas angústias e preocupações.

Ao chegar em casa mais uma surpresa desagradável, Rony estava duelando com Harry que parecia proteger sua filha do ruivo.

-Ora, ora, não é que a vadia sangue-ruim resolveu chegar! –Rony fala rindo da situação.

-Mamãe! –sua filha se joga em suas pernas e ela mais que rápido pega a menina no colo.

-Hermione, saia daqui com Lily. –Harry fala olhando furiosamente pro ruivo a sua frente.

-Nem pense nisso! Expelliarmos -Draco Malfoy que chegava por trás de Hermione a desarma e bloqueia a passagem.

-Então tinha mais um como imaginei! –Harry fala friamente, e Hermione percebe mais cinco comensais desacordados no chão da sala e um na escada.

-Mas o que ta acontecendo aqui? O que significa isso tudo? –pergunta completamente confusa.

-Ora Granger, o tempo passou e você ficou burra é? –Malfoy fala debochado.

-Nós queremos a menina pra trazer nosso mestre de volta! –Rony fala em tom sombrio.

-Em pensar que um dia te chamei de amigo, você me dá nojo Weasley! –Harry fala empunhando a varinha mais firmemente, gesto retribuído pelo comensal.

-Isso não está acontecendo...não pode ser... –Hermione fala chocada com aquilo que via, então uma forte pontada na cabeça a faz por sua filha no chão e cair ajoelhada. Em sua mente imagens passavam rapidamente, Rony a beijando a força, Harry e ele duelando a seguir, Rony traindo a ordem e matando seus pais, Rony indo morar com Malfoy e virando seu irmão , Rony e Draco lutando lado a lado a Voldemort contra ela e Harry, Harry ferindo Rony quase que mortalmente. –Não, nós éramos amigos, isso não pode ter acabado assim, não podemos ter feito isso uns com os outros! –fala entre lágrimas, e cenas dos testes e vem a sua mente –Parem de lutar, nós três somos amigos, Rony você é como um irmão pra nós. –fala desesperada.

-Pare de falar bobagens Hermione! Esse verme traidor não merece respirar, muito menos ser considerado amigo de alguém! –Harry fala com nojo.

-Eu que te recusei Potter, você é que é o traidor, foi você quem traiu primeiro, eu só devolvi! –fala com ódio.

-Parem! Vocês não vêem que isso é um absurdo! –fala chorando e se pondo entre os dois, enquanto Malfoy apenas ria e Lily ficava apavorada.

Harry a empurra pra longe, protegendo-a de um feitiço lançado por Rony. Os dois começam a duelar.

-Não, isso não é real... –ao falar isso a forma translúcida de Akhenaton surge a frente dela e uma voz longínqua fala gravemente.

-Você está casada com o homem que ama, tem uma filha linda e saudável, um emprego estável no ministério, esse é o futuro que você sempre quis não é? –Ak fala vendo ela olhar a cena que passava em câmera lenta, e onde Harry parecia estar levando a melhor sobre os dois comensais.

-Não, mesmo que Harry vença, esse não é o futuro que sempre quis. Eu nunca desejaria perder a amizade dos Weasley, o Rony nunca poderia virar um comensal, nunca mataria meus pais, ele era como um irmão pra mim e pro Harry, nunca nos faria mal, nunca seria cruel... não, ele é nosso amigo, ele definitivamente não é assim! Gina nunca nos abandonaria por nada, nunca seria fria e rancorosa, a sra e o sr Weasley sempre foram como pais pra nós, nunca nos virariam as costas! Isso é uma ilusão, eu não posso viver uma ilusão. –fala se erguendo e sentindo-se voltar a sua forma de 16 anos.

-Tem certeza que quer continuar? Você pode morrer na próxima prova, você pode nunca mais ter Harry perto de você, o que são alguns amigos diante da morte iminente? –Ak fala de modo tentador, querendo tentá-la a ficar.

-Eu nunca abandonaria meus amigos, eu nunca abandonaria o Harry e eu NÃO vou morrer! Eu vou conseguir, venha o que vier, eu nunca vou desistir! –fala firmemente e sentindo tudo girar novamente.

-Bom dia Harry! –Harry que acabara de acordar ouve Dumbledore falar ao seu lado.

-Bom dia professor. –Harry responde se vendo na enfermaria, e olhando Dumbledore que estava a seu lado. –O que aconteceu? –Harry pergunta meio confuso.

-Você estava discutindo com o senhor Malfoy na aula de DCAT, quando desmaiou, então o trouxemos pra cá, você não deveria deixar de comer, pode ficar seriamente doente. –Dumbledore fala repreendendo-o, mas sem ser agressivo ou muito duro.

-Como você quer que eu coma, com a Hermione internada num hospital entre a vida e a morte! –fala de modo agressivo, mas estranha o olhar vago do diretor, que parecia olhar através da parede. –O que aconteceu? Me fala!

-Eu sinto muito Harry, mas a Hermione morreu no St. Mungus ontem à noite, você estava desacordado e achamos melhor deixá-lo des... –foi interrompido pela explosão de todas as janelas da enfermaria.

De repente Harry começava a gritar coisas como “Não pode ser”, “Ela prometeu que não ia me deixar”, “Eu vou me vingar”, fora os xingamentos a Voldemort, Belatriz e a ele mesmo por não ter matado Belatriz, tudo isso enquanto as macas se moviam confusas pelo quarto, os travesseiros voavam com os lençóis e Harry Potter chorava ajoelhado no chão. Dumbledore apensa via tudo sem poder fazer nada, se sentindo impotente, e se contentando em deixar escapar algumas lágrimas.

Harry foi estuporado e deram lhe um pouco de poção da paz, pra que ele se acalmasse. No mesmo dia, à noite, ele foi liberado e por onde passava, todos lhe davam os pêsames pela morte de Hermione, principalmente os grifinórios que estavam no salão comunal, que na mesma hora ficou silencioso. Harry apenas foi para seu dormitório, onde Rony e Gina que também não pareciam muito bem apenas o abraçaram e choraram junto com ele.

No dia seguinte de manhã, a aula transcorreria normalmente e apesar de não querer ir, a professora McGonagall foi pessoalmente buscá-lo, fazendo um grande discurso de como Hermione gostaria que ele seguisse em frente. Ele realmente tentou, mas não dava, tudo lembrava Hermione, passeava pelos corredores e pelo jardim, vendo varias coisas que fizeram juntos, lembrando de cada coisa boa e ruim que viveram juntos, passando pela sala precisa onde relembrou os encontros escondidos que tinham, e um espectro de Hermione apareceu na sua frente.

-Por que? Porque você foi embora? Por que teve que ser você e não eu? O que vai ser dos nossos planos? Da nossa vida juntos... Como eu vou poder viver sem você? –começa a perguntar em meio a lágrimas, ajoelhado aos pés daquela imagem, projetada pela sala precisa.

Rony chegou logo depois, levou-o dali e pediu que Dumbledore lacrasse aquela sala. Rony e Gina procuravam estar em volta dele o tempo todo, pra evitar que Harry fizesse alguma besteira . Então dois dias depois, ele disse a Rony que ia conversar sobre um trabalho com Snape e voltou à sala de poções u pouco depois da aula. Snape já não estava mais na sala, provavelmente estaria na sala dos professores, então se aproximou da mesa com as poções da aula, pegando a que o professor tinha feito como demonstração, bebeu tudo, e se sentou no chão, encostado na mesa esperando aquele veneno fazer efeito, segundo tinha entendido, dentro de duas horas estaria morto, seria rápido e indolor.

Hermione agora acordava na enfermaria da escola, se sentia fraca e estava com fome, mas no geral até que estava bem. Assim que nota o despertar inesperado, Madame Pomfrey vai até a jovem.

-Bom dia srta Granger! É realmente um prazer vê-la acordada, depois de três meses já estávamos ficando sem esperanças. –fala primeiro, animada, e depois com ar pesaroso.

-Três meses? Eu fiquei inconsciente tanto tempo assim? –pergunta espantada.

-Sim, mas agora não se preocupe com nada, vamos fazer alguns exames e depois poderá receber seus amigos! –a enfermeira fala sorrindo e se afastando, enquanto Hermione pensa feliz na recepção do namorado.

Duas horas e meia, depois a porta da enfermaria se abre e Gina entra correndo e se joga sobre a morena.

-Ah, mal acreditei quando disseram que você tinha acordado! Eu senti tanto a sua falta! –Gina fala abraçando-a fortemente e chorando bastante.

-Ei, que isso gatinha, achou que eu ia deixar meu gato solto por aí com esse bando de interesseiras dando em cima dele? –fala bem humorada, e sente Gina apertá-la mais. –O que foi? Aliás, cadê aquele gato ingrato? Não me diga que ele andou ronronando por aí? –fala enciumada e afastando Gina que tentava parar de chorar.

-O Harry ficou furioso com o que aconteceu, esteve muito deprimido, então houve um ataque ao ministério, ele insistiu pra ir e Voldemort... ele... eu sinto muito, mas agora Hogwarts é o último forte de resistência da Inglaterra, estamos em guerra. –Gina fala cabisbaixa.

-Não, não pode ser verdade, o Harry não pode estar... –ela não consegue dizer mais nada por alguns segundos, apenas deixa algumas lágrimas, tímidas, rolarem pela face. –Onde ele está? –pergunta com certa dificuldade, mas parecendo firme e decidida.

-Não sei, Dumbledore não deixa ninguém saber. –Gina fala de modo ressentido.

-Vamos ver se ele não deixa! –Hermione que estava com roupas normais, pega sua varinha sobre o criado mudo e sai como um raio da enfermaria, com Gina correndo atrás falando pra ela ir devagar e que ela não poderia fazer esforço.

Era hora do jantar e um silêncio enorme pairava sobre o salão, até que Hermione abre as portas do salão comunal com um estrondo, e os alunos e seus pais se levantam de um salto, vendo a morena entrar com tudo e ir direto pra mesa dos professores.

-Como você pode? Como deixou ele ir com vocês enfrentar Voldemort? Não é possível que não soubessem que ainda não era a hora! –Fala furiosa, indo até Dumbledore.

-Hermione se aclame, tudo t... –antes que Dumbledore pudesse explicar algo, ela já o havia jogado longe sem nem mesmo usar a varinha.

-Você é um irresponsável! Estuporasse ele, algemasse-o, fizesse qualquer coisa menos levá-lo naquele estado! –Fala indo até ele e levanto a cabeça dele pela gola. –Como você pode ter deixado isso acontecer? –fala furiosa e não conseguindo conter as lágrimas.

-Acalme-se Granger, ou vou ter que usar minha varinha em você! –Snape a ameaça, apontando sua varinha pra ela, que pouco liga.

-Hermione pare, por favor! –a mãe dela fala se aproximando da mesa dos professores.

-Deixe-o, filha, tente se controlar. –o pai dela pede se aproximando da filha.

Hermione larga o diretor e vai abraçar os pais, que a abraçam bem forte e amparam suas lágrimas.

Algumas horas depois, Dumbledore leva Hermione até uma parte secreta do jardim, onde o tumulo de Harry se encontra, deixando-a a sós pra se despedir do rapaz.

-Porque você fez isso? Porque não me esperou? Não confiava em mim, achava que eu ia te deixar sozinho? –fala emocionada e com a voz embargada, mas sem chorar.

Ela olha a lapide e se concentra na foto de Harry, ver o sorriso dele era demais pra ela, então se deita sobre a lapide e começa a chorar. Em sua mente milhares de cenas passam em alta velocidade, muitas deles juntos fazendo juras de amor, planos pro futuro, os beijos, os carinhos, as declarações de amor.

-O que vai ser da minha vida sem você? –fala pegando a varinha e com um aceno faz uma adaga aparecer –Como vou dormir sem seus braços pra me aninhar, sem seu calor pra me aquecer, sem seu sorriso pra iluminar meu dia, sem seus olhos pra eu me perder... –ela fala chorando e cortando os pulsos com a adaga, sem deixar de olhar a foto dele.

Harry está sentado na mesma posição há dez minutos, e sente o veneno começar a fazer efeito, sua vista começa a ficar um pouco turva, um frio começa a lhe invadir, e recordações começam a saltar em sua mente, até que começa a misturar realidade e fantasia. Uma Hermione aparece na frente dele.

-Acha que fazendo isso vai conseguir alguma coisa? Você tem uma missão aqui Harry, tem que derrotar Voldemort, proteger nossos amigos, não pode se render assim. Não me apaixonei por um covarde! –fala firmemente.

-Mas sem você, por que eu iria querer continuar? Eu não posso viver sem ter você em meus braços. –fala deixando algumas lágrimas caírem.

-Eu posso não estar mais em teus braços, mas sempre estarei em seu coração, você sabe disso, já conversamos lembra? Juramos estar sempre juntos, não importa como. –fala acariciando o rosto dele.

-Por isso mesmo, eu estou indo encontrar você. –fala sorrindo.

-Eu não quero, não agora. Primeiro você tem que deixar todos a salvo, quero que seja feliz, que tenha boas histórias pra me contar. Você tem um destino a cumprir, então cumpra, pra que possamos nos reencontrar! –fala o fim de modo autoritário e desaparecendo a seguir.

“Você tem razão, não pensei em ninguém, eu vou continuar, e depois que isso tudo acabar e eu me vingar por você, nos reencontraremos de novo!” –pensa se levantando, um pouco zonzo, e pegando o vidro do antídoto que estava sobre a mesa, desmaiando após beber o conteúdo.

Harry acorda no salão em frente aos juízes, com Maat lhe chamando.

-Você está se sentindo bem, Harry? –pergunta preocupada.

-Acho que sim, o que aconteceu? –fala ao perceber que estava dentro do pentagrama e de frente pros mesmos anciões que falaram das provas.

-Na prova seis você tem de abdicar de seus mais sinceros desejos, e na prova sete tem de lidar com seu maior medo, até achei que você iria ser derrotado quando tentou se matar, mas ao tomar o antídoto você conseguiu mostrar que havia superado a prova. Agora teremos seu julgamento. –fala observando-o levantar.

-Julgamento, como assim julgamento? Eu não passei das sete provas? –pergunta confuso e irritado.

-Como já dissemos anteriormente, o senhor seria julgado pelos seus atos e conduta e, portanto só teria direito de tentar dominar o Arcana Spiritum se passasse pelo nosso julgamento. –um dos anciões responde.

-Acalme-se Harry, vamos terminar logo com isso. –ela pede tentando acalmá-lo.

-Tudo bem, e quando vai ser esse julgamento? –ele pergunta tentando conter o nervosismo.

-Vai ser agora. –a anciã fala e a imagem das lutas de Harry com os guardiões começa a passar em frente a eles, terminando com a cena dele bebendo o veneno.

-O senhor tem consciência da brutalidade e violência com que ágil? Inclusive tentando matar os guardiões do fogo e do ar. –um outro ancião fala.

-E como os senhores queriam que eu fizesse? –pergunta irritado.

-O que ele quis dizer, é que ele estava surpreso e nervoso com o teste, mas depois reconheceu que a força não leva ninguém a lugar nenhum, passou a usar a magia, e também teve um comportamento irrepreensível nas provas seguintes. Sei que pareceu instável no começo, mas depois mostrou que pode usar a inteligência. –Maat fala sobriamente, tentando concertar a má impressão dos juízes.

-Isso ainda não justifica, inclusive devemos lembrar-lhe da falta que cometeu ao se intrometer na prova do ar? –o ancião que presidia fala em tom repreensivo.

-Não senhor, mas tente levar em consideração o momento que meu descendente passava. Ele havia acabado de sair de uma luta terrível com bruxos enviado por outro, amante das trevas, para matá-lo, e deixaram sua noiva entre a vida e a morte. Era uma pressão e uma confusão de sentimentos muito grande, ele é um bom rapaz, só estava mal influenciado, mas mostrou seu caráter nas provas 6 e 7, além de ter agido com muita perícia e estratégia na prova da terra. Sei que não costumam levar a vida dos herdeiros em consideração, mas nesse caso em especial, os senhores viram que apesar de todas as provações reais e perdas sofridas, ele resistiu corajosamente como um homem honrado, inclusive não matando a bruxa das trevas que matou seu padrinho e que ameaçou matar a família dele se não a matasse, devo inclusive acrescentar que minutos depois a mesma bruxa, deu sua vida pra tentar tirar a vida de meu descendente, sendo impedida pela coragem e pelo amor de sua noiva que se pôs entre ele e o feitiço, recebendo ela mesma o feitiço da morte. –Maat apela pros bons antecedentes de Harry, a fim de justificar os atos dele, e esclarecendo seus objetivos.

-Você tem uma certa razão, iremos discutir o caso e voltaremos com a sentença. –a ancião fala recebendo apoio dos demais, que a seguem pra sala ao lado.

-Obrigado Maat, eu não teria conseguido me conter, juro que depois disso vou trabalhar mais a minha paciência. –Harry agradece meio encabulado.

-Vou cobrar isso! –fala bem humorada fazendo-o rir um pouco –Agora se sente, eles vão demorar um pouco. –fala se sentando no chão, e fazendo sinal pra que ele sentasse do lado.

Algumas horas se passam até que os anciões voltam e reassumem suas posições.

-Nós, em comum acordo, decidimos que você tem o direito de ser julgado pelo próprio Arcana Spiritum, e sendo assim, eu, em nome dos Marrillins, te concedo a sabedoria e o poder supremo do espírito da origem e do infinito, pra que ele julgue seus atos. Se suportar a tentação, e for julgado como bom, terá o conhecimento e o poder de épocas imemoráveis, e passará a ser um de nós. Que o espírito julgue ! –quando o presidente fala a última frase, as linhas do pentagrama se incendeiam e os símbolos indecifráveis, começam a se iluminar se dividindo entre azul, vermelho, branco e verde.

Harry sente seu corpo esquentar, e uma energia enorme tomar conta de si, podia ouvir um cântico ao fundo, mas só conseguiu ouvir claramente as palavras Gloriam, Honorem, Cognitio, Hereditas, Imperium . Então um frio intenso se apoderou dele, uma sensação de vazio muito grande o tomou, e de repente era como se nenhum dos seus sentidos estivesse funcionando, mas conseguia sentir as batidas do seu coração, o sangue correndo em suas veias, os impulsos elétricos no sistema nervoso, era como se tivesse perdido em si mesmo, até o som grave de um rugido surgir de dentro de si, e fazer tudo apagar.

-Bom dia Harry! –Harry que acabara de acordar ouve Dumbledore falar ao seu lado.

-Bom dia professor. –Harry responde se vendo na enfermaria, e olhando Dumbledore que estava a seu lado. –O que aconteceu? –Harry pergunta meio confuso.

-Você estava discutindo com o senhor Malfoy na aula de DCAT, quando desmaiou, então o trouxemos pra cá, você não deveria deixar de comer, pode ficar seriamente doente. –Dumbledore fala repreendendo-o, mas sem ser agressivo ou muito duro.

-Hermione, o que aconteceu com ela? –pergunta desesperado ao lembrar-se da sétima prova.

-Acalme-se Harry, ela está em um lugar seguro, creio que passando pelas mesmas provações que você passou. Na verdade ela iniciou o processo um pouco antes. –Dumbledore fala pensativo.

-Eu sei, os juízes deixaram escapar algo, mas como ela está? Porque eu já voltei e ela não? –pergunta preocupado.

-Eu não sei Harry, ela deve ter tido mais dificuldades que você, agora fique aí e descanse, vou pedir pra trazerem algo pra comer e também avisarei aos seus amigos que está melhor, eles vão adorar te rever. –fala indo em direção a porta e no mesmo tom sereno de sempre, fazendo Harry ficar meio desconfiado.

-Não fique assim Harry, se ela for mesmo a menina forte que parece, logo, logo, estará despertando. –Maat fala de modo tranqüilizador, se sentando na cama de frente pra ele.

-Eu não sabia que você apareceria aqui, aliás, como você tem certeza de que ela vai superar, por que o normal seria que ela acordasse primeiro.

-Eu sempre vou aparecer pra você, por que faço parte de seu sangue, mas apenas você pode me ver e ouvir. Quanto a Hermione, é normal que ela demore mais, já disse que a situação dela é muito delicada, se você estando saudável teve tanta dificuldade imagine ela que está entre a vida e a morte. –Harry abaixa a cabeça e parece se esforçar pra não chorar –Não fique assim querido, se ela é descendente do Ak, pode acreditar que ela vai conseguir, não há e nunca houve alguém tão cabeça dura e irritantemente resistente e companheiro quanto aquele bárbaro. –fala rindo ao lembrar do amigo, e ao ver a cara de Harry apenas sorri dizendo que depois explica.

Depois de comer, Harry recebeu a visita de Gina e Rony que lhe disseram que Voldemort estava quieto e que tudo estava aparentemente calmo, tirando as insistentes reportagens sobre Harry e Hermione. Gina lhe disse que ela e Rony haviam assumido as aulas da AD, e que haviam descoberto que Vítor Krum e Cho Chang tinham um caso secreto.
No dia seguinte Harry voltou a sua rotina normal e recebeu alguns horários extras pra compensar as aulas que havia perdido. De forma discreta recebeu cumprimentos de todos os membros da AD, além de ter tido permissão pra visitar os pais de Hermione e lhes explicar o que estava acontecendo com a filha deles, além de convidá-los a sair do esconderijo em que estavam e se mudarem pra antiga mansão Black, enquanto a casa deles estava sendo devidamente protegida pelos membros da Ordem da Fênix.

N/A: Oi, desculpem a demora, mas tava meio enrolada com Harmonia, o cap 20 ta aqui e o 21 sai até o próximo sábado, se não houver imprevistos.

N/A²: Bom acho que vocês ja viram que uso um pouco de Latim nas fic's, então pra quem não entendeu as palavras que Harry ou viu foram Gloria, Honra, Conhecimento, Herança e Poder, qualquer duvida sobre essas ou outras expressões da fic é só mandar um comentário perguntando.

N/A³: Apartir de agora a fic ganha um novo dinamismo, e já no cap 21 Harry dá o troco em Voldemort pelas noites mal dormidas e dores de cabeça, rsrsrssrsrsrsrs, aguardem!

Agora pequenos agradecimentos a algumas pessoas que sempre comentam a minha fic, se esquecer alguém me desculpe:
Paulinho:garoto esperto, descobre tudo nas minhas fic's rsrsrs
Mione 03: ta sempre no msn e comentando aqui.
Isa:presente desde o inicio, muito obrigada por sempre ler e comentar
suelen granger: tb ta desde o começo, muito obrigada pelos comentários e elogios
Jão: eh o q mais me cobra, mas pode cobrar mesmo, assim eu tento postar mais rápido
Marizinha Potter: Você acertou, foi o Harry, mas é normal ele tava inteiro né, a Mione coitada, tava quase morrendo quando começou as provas.
Fefys Malfoy: adoro seus comentários, não se preocupe que o cap 21 terá muito romance e alguns casais novos.
_PoNTaS_: Continuei e ainda vou continuar muito, não tenho nem idéia de quantos caps essa fic vai ter rsrsrsrs.

Aos outros que lêem, comentem e continuem lendo, em breve fic nova no ar, podem me chamar de louca, mas eu tive umas boas idéias e resolvi começar mais dois projetos e como sempre vão ser H/H.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.