12/02/2006 15:04 (Paula)
Snape entrou na floresta por um caminho escondido perto do campo de quadribol. Andou um bom pedaço até não sentir mais as proteções mágicas contra aparatação. Estacou. Não estava sozinho. Sentiu que tinha alguém ali perto. Ouviu um suspiro. E por incrível que parecesse esse suspiro lhe era familiar... Foi seguindo seu instinto até perto de
um grande carvalho. Com o coração batendo na garganta viu Hermione sentada em uma grande raiz que saltava da terra. Abraçando os joelhos, olhando para frente ela não notou a presença do Mestre de Poções. Snape se esqueceu momentaneamente do que tinha ido fazer na floresta proibida. Ficou observando a garota por um tempo, tentando entender o que estava acontecendo ali. Notou os olhos dela um pouco tristes, mais ainda assim brilhantes. Não gostou daquele olhar. Uma angústia inexplicável subiu por sua garganta, e ele precisava saber o porque. Sabia que ela lhe odiaria por toda a eternidade pelo que ele iria fazer agora, mas não pode conter o nervosismo. Temia por ela. Puxou a varinha rápida e silenciosamente. Passou a mão pelo rosto e falou.
- Hermione...
Essa se voltou para ele assustada, encarando o homem amado nos olhos, mas não teve tempo de dizer nada. Ele sussurrou o feitiço...
- Legilimens...
Uma terrível dor nasceu em sua cabeça, e por um momento tudo ficou escuro. Depois sua mais recente lembrança começou a se passar em sua mente de novo. O vulto negro abraçando-a, as mão frias acariciando sua pele, suas costas pernas, rosto, enxugando suas
lágrimas. O beijo gelado da morte, que a fez ter arrepios de medo e prazer, reviveu esses momentos. Mas no instante que ela se separou do vulto negro a memória se findou, e ela encarava Severus Snape novamente nos olhos. Um medo crescente tomando conta de todo
seu corpo... "Ele viu. Ele sabe o que eu senti...". Snape estava lívido. Tremia. O rosto sem expressão. O Lorde das Trevas havia conseguido o que queria, da maneira mais fácil possível. Ela não amava o Lorde. Sabia que não. Mas nesse momento sentia-se traído. A última coisa que esperava no mundo era aquilo...
- Severus... Não, por favor deixe-me lhe explicar...
- NÃO! - gritou ele, o ódio tomando conta de seu sangue como um poderoso e letal veneno - Por quê? É minha única pergunta... Eu quero uma resposta clara...
- EU NÃO SEI!! Não sei o que deu em mim... Não sei porquê... Aconteceu, eu senti e ponto.
- Entende o quanto isso dói pra mim não é?.. Eu estava quase largando tudo por você, por sua segurança, ia acabar com o plano elaborado da Ordem... Tudo por você, tudo por sua segurança... O que você quer que eu faça agora?! Hã?? O que acha que devo fazer?? RESPONDA-ME, EU PRECISO SABER!!
A cada palavra que ele falava seu tom de voz aumentava. No final da frase ele segurava Hermione pelos braços e ela podia sentir que ele sentia apenas por seu olhar. Ela conhecia o homem que amava. A menina sabia que não podia controlar seu corpo, mas os sentimentos de prazer que haviam fervido suas entranhas naquela tarde não compensavam a dor que ela sentia agora, dor por ter magoado aquele por quem ela daria a própria vida. Snape logo retomou a posição fria e distante. Soltou Hermione sem nenhuma cerimônia. E voltou a falar, agora muito baixo. As palavras escapavam cheias de amargura.
- Vou ao encontro dele agora, talvez eu não volte vivo de lá... Ele deve ter percebido que você sentiu prazer com ele, e vai acabar comigo para deixar o caminho livre para ele...
- EU TE AMO! Não! Ele não vai te matar! Eu vou até o inferno te buscar! Ninguém vai tirá-lo de mim! – as lágrimas escorrendo por sua face desesperada.
- Não mesmo... NINGUÉM vai me tirar de você! Mas, cedo ou tarde alguém vai tirar você de mim... Eu te amo... – dizendo isso, andou até ela rapidamente, passando o braço forte em torno da cintura delicada da menina, e puxando-a para si com força. O beijo foi demorado, lento e profundo. Úmido pelas lágrimas dela. Hermione agarrava o mestre pelo pescoço, desesperada.
- Não Severus, por favor não se despeça, por favor! Não! Não me deixe! Não vá! Me perdoe! Não, por favor! NÃO!!!
Dando as costas para ela Snape aparatou.
Hermione caiu de joelhos sobre as folhas secas. As mãos cobrindo o rosto. As lágrimas encharcando as mangas da blusa. O céu magnífico em tons alaranjados sobre ela anunciava a chegada da noite fria e perigosa. Se ela não saísse dali agora não saberia voltar para o castelo. Srta. Granger não se importava com isso nesse momento...
- Não faça isso com ele! Por favor não faça...
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Ao chegar a grande mansão onde Voldemort se escondia, Snape...
13/02/2006 13:35 (Ana Banana)
..... Estava mais enfurecido do que nunca. Não saberia a que ponto iria chegar ao olhar para aquele monstro imundo, a quem um dia fora capaz até de servir... Chegando ao corredor que o levaria a Voldemort, deu de cara com aquele insuportável do Rabicho.
- Oh, sim, você de novo, Milorde já esp... ooohh!..
- Saia da minha frente, capacho inútil, antes que tenha que dar um sumiço em você também!
- Também?? Como assim?? O que vai fazer?? MILORDE, MILORDE!.. Cuidado!!
Quase ao final da escada, Snape pára e encara como se fosse a última coisa que fosse fazer na vida. O "homem" a quem sua doce menina pertenceu há muito pouco tempo atrás e isso fazia sua dor e sede de vingança muito fresca!
- Sabe o que sempre admirei em você, Voldemort??. Você realmente nunca foi um homem de meias palavras... E a sua perseverança e capacidade de conseguir o que quer... Invejáveis! – Snape já não sabia mais se o que dizia fazia mesmo sentido... – E é assim que conquistou seus maiores inimigos... Passando por cima de tudo e de todos... Sabe por quê?? Insegurança! Voldemort, você nunca foi nada, nunca amou, nunca foi amado e você sabe que isso o destruiu... E é por isso que perde para o POTTER!..
- NÃO OUSE, SNAPE, NÃO OUSE!
- Sim, eu ouso, pois você fez pior! Você não pode ver felicidade! Sabe?? você, você... – Snape agora já estava tomado por uma fúria incontrolável... – Você é um maldito deplorável!!
Voldemort ria, ria muito...
- Ora, Snape... Sejamos francos... Você sempre me invejou. Foi servir de pufe de estimação do Dumbledore por finalmente cair em si que não poderia chegar aos meus pés... Mas sim, Snape... Teve uma coisa que você pode ter com toda a intensidade que um homem poderia atingir... Hermione... Mas sabe Snape, como você mesmo disse, não há nada que eu quero que eu não possa ter e eu a tive!..
Snape agora, tentava conter a sua respiração ofegante, mas estava quase que rosnando (Tá, Tá... Essa foi péssima...) para Voldemort, porém uma força maior o fazia querer ouvir o que o Lorde das Trevas tinha a dizer.
- Sim, meu caro... EU a tive... E posso afirmar que para uma simples garotinha nascida trouxa (Putz, essa foi de foder!!), não deixa a desejar...
- BASTA!! NÃO QUERO, NÃO POSSO MAIS, CALE-SE!!!!
Quando Snape estava a postos para atacar Voldemort e vice-versa, os dois, prontos para um duelo tiveram suas atenções desviadas pela voz que vinha da porta de entrada.... Hermione estava desesperada...
- SNAPE, NÃO, VOCÊ NÃO PODE!! ELE É MAIS FORTE!!
- HAHAHAHAH... Ora, ora Snape, até a mulher que ama (Fez questão de enfatizar esta palavra) o acha fraco. Quanta decadência! HAHAHAHA!
- Hermione, saia daqui! Penso que já tinha me despedido de você...
- Como você é idiota, Snape... Cruzes (hauhauah)... É A MIM que ela procura!..
- JAMAIS!! VOCÊ ME DÁ NOJO!! COMO PODE PENSAR QUE VIRIA PROCURÁ-LO??? DEPOIS DE TUDO... DEPOIS DE......
Hermione não conseguia disfarçar a sensação de prazer que teve ao mencionar o "fato" ocorrido... "Como posso? É ELE, o bruxo mais odiado, mais repudiado, mais poderoso, mais obscuro...", pensava e isso a deixava ainda mais excitada, "...Mas não...". Ela não sabia o que pensar, estava confusa, estavam em sua frente o homem que amava e o homem que a deixara louca há alguns instantes...
13/02/2006 14:41 (Paula)
Fechou os olhos por um momento. Imagens difusas vieram em sua mente. Encontrões nos corredores da escola, suspiros ofegantes, beijos apressados e desesperados, olhares profundos. Os olhos negros de Snape olhando para ela, loucos de desejo. Quando ele lhe disse "Eu te amo" pela primeira vez... A expressão de ódio, quando ele a viu com Voldemort... Mais do que tudo, o último beijo trocado com o Mestre... A dor dele, o desespero dela... Nenhuma sensação no mundo era igual aquela... Era o amor em seu outro disfarce. Ele sentia o que ela sentia. A ligação entre eles era muito forte. Amava-o demais. Esqueceu-se de Voldemort, esqueceu das mãos dele sobre ela. Existiam outras mãos frias que ela realmente preferia... Murmurou para o Lorde das Trevas:
- Sou sua, faça comigo o que quiser...
- NÃO! NÃO FAÇA ISSO, HERMIONE, NÃO!! – Snape gritava, a mão que segurava a varinha tremia.
- Mas... – disse ela – Se encostar um dedo que seja em Snape, nunca me terá, entendeu?!
- Auahuhauhauh, menina tola... – Gargalhando com gosto – Eu tenho tudo o que quero, não percebeu ainda!?
- Ah, é!? E se eu fizer isso?! – apontou a varinha para sua própria têmpora e começou murmurar – Avada...
- NÃO!! – Gritaram em uníssono.
- Não faça isso meu amor, não por favor, não!..
- Então... – perguntou ela ignorando Snape
- Não faço acordos com gente da sua laia, sangue ruim... Mas vou abrir uma exceção... Eu a quero... Vá embora Snape... Vá e nunca mais apareça aqui... Mas antes...
- Antes o quê!?
- Eu proponho, ou melhor, lhe obrigo menina... Voto perpétuo.
- Ahh, Meu Deus...
- Deve prometer me servir e ser fiel a mim, e eu prometo não fazer nenhum tipo de mal a Severus Snape...
- Não, Hermione!! Não!! Eu não valho tanto a pena assim!! Não!! Por favor, não!!
Todas as sensações prazerosas que ela vivera com aquele ser medonho, sumiram, como se alguém tivesse apontado uma varinha para sua cabeça e gritado Limpar... Uma tristeza inexplicável tomava conta de seu ser...
13/02/2006 15:31 (Ana Banana)
“Não posso me entregar assim, tem de haver uma saída...”.
Hermione pensava, mas quanto mais o fazia, menores eram suas possibilidades de achar uma possibilidade.
- E então?.. É você ou ele... Será mesmo que o amor é a maior arma, Snape?? Vamos ver se a sua doce garotinha vai se entregar por amor!!
Ao ouvir Voldemort falar, uma idéia quase que instantânea percorria a mente de Hermione, sem pensar muito, deixou-se levar pela sorte, já que não havia muitas opções:
- Sim, Voldemort, amor... Aquilo que você sentiu hoje! Diga-me, Lorde das Trevas, não foi a melhor sensação?? Amar, ser amado, mesmo que por alguns instantes?? Você mesmo sentiu, agora sabe... – Hermione sentiu por um instante que pisara no calo de Voldemort e esperou a pior reação de todas. "Não deveria ter ido tão longe, agora está tudo perdido!".
- NÃO ME FAÇA RIR, SANGUE-RUIM ESTÚPIDA!
- Não finja que não se sentiu o melhor homem do mundo naquele momento! O que você procura: Ser o melhor... Tão simples!
Hermione percebeu que Voldemort começava a suspirar...
- Não se recorda, Milorde?? O toque suave das minhas mãos, os meus beijos... Todo aquele calor criado pelo atrito dos nossos corpos?? ((Uiaa!! ;))...
Snape se mordia de ciúmes e raiva, mas entendeu onde Hermione pretendia chegar.
...
Um silêncio invadiu o ambiente... Os três pareciam esperar uma reação dos outros dois, porém Voldemort fez as honras:
- SUA MALDITA, COMO PÔDE?? COMO PÔDE SE ATREVER A DESAFIAR OS MEUS SENTIMENTOS?? PENETRAR EM MINHA MENTE A PONTO DE NÃO ME DEIXAR ESQUECER E ME FAZER ESCRAVO DE UM SENTIMENTO TÃO RIDÍCULO?? – Nem ele mesmo podia acreditar em suas falas... Estaria ele???? Não... Jamais!!!
- NÃO... NÃO SUPORTO VÊ-LA E NÃO PODER TE TOCAR, TE BEIJAR... JAMAIS CONSEGUIRIA TÊ-LA POR PERTO ASSIM... EU... EU A AMO...
Os três pareciam ter ensaiado a expressão de espanto. Não havia mais nada que pudesse ser dito, a não ser:
- VÁ!! EU QUERO QUE VÁ!! E NUNCA MAIS PENETRE EM MINHA MENTE, NÃO OUSE!! SUMAM, AMBOS!! VOCÊS E ESSE SENTIMENTO REPUGNANTE QUE FAZ DE PESSOAS DIGNAS (olhando direto para Snape) VERDADEIROS INCOMPETENTES ABOBADOS!! SAIAM JÁ DAQUI!!!
13/02/2006 15:53 (Paula)
Snape não esperou uma segunda ordem. Com um desejo fervoroso de se vingar do Lorde, puxou Hermione enlaçando-a pela cintura bem na frente de Voldemort. Tocou os lábios da amada com a ponta dos dedos frios e trêmulos. Ela teve um arrepio, fechou os olhos e eles aparataram.
Apareceram no quarto de Snape...
13/02/2006 17:32 (Elza)
Enquanto os dois se abraçavam por ter saído vivos de lá, Voldemort percebeu a jogada deles e se sentiu mais idiota ainda por ter agido sem pensar daquela forma insana.
- Ah, mas esse infeliz me paga! E Hermione será minha! Somente MINHA... Eles vão sentir na pele...
Enquanto isso no quarto do Prof. Snape...
- Me desculpe se eu...
Antes que Hermione terminasse de falar, Snape fez um sinal de silêncio... Passou a mão na nuca de Hermione... Ela sentia um enorme prazer com aquela mão acariciando seus cabelos, seu pescoço e suas costas, e ao mesmo tempo em que passava pelas costas, Snape beijava o pescoço de Hermione... Ele tirou a capa dela, desabotoou a blusa lentamente... Observou o lindo sutiã de renda rosa-bebê e percebeu o olhar meigo de Hermione... Ele se derretia ao ver essa linda menina apaixonada, com o corpo ainda em desenvolvimento...
13/02/2006 17:54 (Ana Banana)
Snape foi interrompido por um desabafo da garota:
- Ah, Snape, tive tanto medo!
Hermione ainda chorava e nem podia acreditar que tudo dera certo! (Pelo menos por enquanto, porque ninguém mexe com o todo “foderoso” e sai de boa ;D)
- Eu ainda não posso acreditar! O que é que você tem menina? Você fez o que nenhuma mulher havia feito antes... Voldemort??
- Não sei como... Ai, me abrace, estou tão assustada!
- Está tudo bem agora! Eu estou aqui.
Snape tentava disfarçar, mas alguma coisa o avisava que não poderia ser tão fácil assim, afinal, era o Lorde das Trevas de quem falavam... Precisava esquecer tudo aquilo... Então beijou Hermione como nunca a beijara antes... Era um calor, uma paixão tão intensa que nenhum dos dois poderia descrever... Ele a deitou em sua cama da forma mais carinhosa e acariciou-a... Despiram um ao outro, peça por peça dando intervalos para mais beijos e carícias (Aii.. Ti vergoínhaa ;O), tentavam provocar ao máximo a excitação...
- Shh!
- Algo errado, Granger?? – Sabia que a provocava chamando-a assim.
- Ouvi passos...
- Sim... Esconda-se, minha querida (Snape?? Querida? Não, nada a ver, mas enfim...)
Hermione deslocou-se com a velocidade de um gato para trás das quinquilharias que Snape costumava manter em seus aposentos.
TOC-TOC
(Toc, toc é foda, mas vocês entenderam)
- Sim?
- Professor?
Snape abriu a porta. Mal podendo acreditar que fora interrompido por...
- MALFOY?? Que é que pensa que está fazendo?? Sabe que horas são?? Sabe quantas regras da escola está infringindo por andar desacompanhado pelos corredores á essa hora??
Draco com sua petulância, entrou no quarto olhando diretamente para o cabide que segurava uma capa e um cachecol vermelho e amarelo...
- Pelo jeito não sou o único a infringir regras por aqui, PRO-FES-SOR...
Puxando a cortina que escondia Hermione seminua e ainda ofegante.
- E digo mais, para uma sangue-ruim até que ela é... É aceitável nesses trajes, ou melhor, sem eles...
Snape teve um ataque que revelava ao mesmo tempo raiva e desespero.
- VOCÊ É UM INSOLENTE MALFOY! Não acredite que só porque te defendo durante minhas aulas vou deixar isso passar, 50 pontos a menos para a Sonserina!
- Ah, sim Professor, vamos ver quantos pontos o MINISTÉRIO vai tirar do se-nhor quando souberem das suas aventuras docentes...
- Você não se atreveria... Não vou me submeter a chantagens vindas de alunos, seu pirralho prepotente!
- PIRRALHO?? HAHAHAHA... Não me faça rir! A menos que Granger (Dizendo com nojo) tenha mentido sua idade, o que é típico das mulheres sangue-ruim, temos a mesma idade...
Snape sentiu que não escolhera um bom adjetivo para insultar Malfoy naquele momento.
- Escute aqui! Já disse que não vou me submeter a esse tipo de coisa...
- Sabe... Há uma coisa que o senhor pode fazer por mim...
- Mas você é mesmo um imbecil... Acha mesmo que eu tenho medo de você?
- Snape... – Hermione, como sempre (Bom, nem sempre) sensata, olhou para Snape como quem diz: controle-se!
- Muito bem... O que é que você quer? Não ouse abusar do meu bom-humor, garoto...
- Sim, posso sentir que está de bom humor! Mas deixa isso pra lá... Bom Snape, o que eu...
- PROFESSOR SNAPE (Hauahua, tava faltando essa!)
- Se ela pode, eu posso!
Snape avançou no garoto que de branco foi para transparente, mas como sabia que Malfoy era um belo de um choramingão, resolveu se conter, para alívio de Mione que agora passava despercebida por trás de Draco em direção a porta e piscava para Snape que entendera o que a garota queria dizer...
- Enfim... Você pode, sabe... É... Me dar umas dicas...
- Dicas? – e dera aquela levantada de sobrancelha.
- Sim, bem, é... Sabe, como você faz...
- Faço o quê, seu vermezinho?.. Fala de uma vez, infeliz!
- Mulheres, sabe?? Como agir com elas...
- HAUAHAUHAUAHAUAHAUAH.... Você veio até mim, uma hora dessas me pedir dicas??? Oras Malfoy, pelo que eu soube, aliás por você mesmo, isso nunca foi problema para você... Mas não... A verdade veio à tona não, é? Achou que era fácil, foi??
- Bem, sabe, eu e a Pansy namoramos e ...
- Mas você não a amava...
- É óbvio que não!
Draco respondeu como se fosse a pergunta mais absurda que alguém já o fizera na vida...
- E agora, Malfoy, presumo que alguma garota o tenha fisgado, não? Está apaixonado, Draquinho? Hauhauahhah!
- Eu?? Apaixonado?? Faça-me o favor! Nunca... Eu... É, só preciso de umas dicas para, você sabe... Agradar mais as mulheres... E NÃO ME FAÇA PIADAS OU DESISTIREI DO NOSSO ACORDO!
- Acordo? Pois sim... – Snape estava até se divertindo com tudo isso, afinal sabia que Draco era um perdedor, mas nunca imaginou que seria presenteado com tão decadente prova!
- E quem é que você quer agradar?
- Ah... Uma garota...
- Não me diga?? Achei que era o Potter!
- EU DISSE SEM PIADAS!
- Hahaha, aiai, muito bem, muito bem... Vamos por partes... Primeiro, como é o seu relacionamento com a ga-ro-ta? Hauhauahaa...
- Bom, nós já conversamos, mas sabe, nós meio que nos desentendemos...
- Imagino, não é nada comum alguém se entender com você...
Draco já nem ligava para as tiradas de Snape. Continuava concentrado no que o professor diria a seguir:
- Bom, e ela tem alguma noção do que você sente por ela?
- O que eu sinto por ela?? Ora, eu não sinto nada por ela! Só quero... Sabe... Impressioná-la...
- Porque sente algo por ela...
- Não sinto!
- Sente, sim... – Snape se divertia cada vez mais
- NÃO SIN-TO!
- Muito bem... – Abafando mais uma vez o riso... – Você tem que ser frio, sabe? Elas gostam disso... Mas deixe-a experimentar um pouco... Escute, UM POUCO da sua gentileza... Se é que você tem alguma... {{KKK ;P}}
- OLHA QUEM FALA!
- Bem, acho que você não quer mais aulas...
- Não, me .... Desculpe... É... Professor...
- Aliás, ela é muito bonita? Por que se for dobre seus
cuidados...
- O quê?? Você só pode estar brincando! Ninguém contraria
a beleza de Gina... Ela é simplesmente.... UMA TRAIDORA DO SANGUE IMUNDA!.. – Draco tentou se desvencilhar da revelação que fizera a pouco, mas Snape não perdoou (Pra variar XP)
- Ahhh, então você, o senhor do mais puro sangue que pode existir, apaixonado por Gina Weasley?? Da mais desclassificada família da qual já se ouvira falar??
- NÃO ESTOU APAIXONADO, NEM POR ELA, NEM POR
NINGUÉM! JÁ CHEGA!
Draco saiu batendo os pés como se fosse uma criança que
acabara de levar uma bronca. Ao virar a esquerda em direção às masmorras viu alguém com uma capa perambulando pelo corredor.
“Potter! É hoje que te pego!” (Ooow, no bom sentido) {{huhauhUAHuahUHAUhauh xDDDDD}}
Draco escondeu-se atrás de um busto e esperou “Potter” passar e então o pegou pelo braço e virou-o imprensando-o contra a parede e já partindo para os xingamentos de sempre, quando olhou bem para “ele”:
- Weasley??? Mas... Como???
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