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80. Do começo ao fim


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 80


 


Autora: é um capitulo NC. Acho que é bem light, mas quem não gosta, não leia.


 


 


 


Do começo ao fim


 


 


 


 


O passado e o futuro não existiam naquele quarto. As paredes eram forradas por papel de parede laranja, e os tapetes e roupas de cama eram claros. Não era de muito bom gosto, mas era do jeitinho que um quarto decorado por Rony deveria ser.


Acolhedor e simpático. A cama era fofa e convidativa. Muitas almofadas e travesseiros. Ela olhou em volta esperando que ele fechasse as cortinas. A luz que vinha da rua atrapalhava o clima que ele deseja criar.


Hermione esperou, de pé em frente a cama, contemplando aquele quarto quase com adoração. Seria tão feliz ali!


Fechou os olhos quando sentiu as mãos de Rony pousarem em seus ombros, ele atrás dela, muito perto, seu hálito quente em seu pescoço quando ele falou próximo ao seu ouvido:


-Está nervosa? – perguntou docemente.


-Não – ela disse sincera – Deveria estar, mas não sinto nada além de vontade de estar aqui.


-Isso é bom – ele disse sorrindo contra sua pele, e salpicando um beijo despretensioso em seu ombro.


Eram esses pequenos gestos que a cativavam.


Rony correu ambas as mãos por seus ombros, descendo por eles pelos braços. Um carinho sem presa, sem afobamento. Hermione tentou virar e ele segurou-a pela cintura, sussurrando em seu ouvido:


-Ainda não.


Ela não questionou. Fechou os olhos e ficou esperando. Rony seguiu com as mãos novamente para cima, afastando seus cabelos ondulados para o lado,  correndo os dedos por suas costas, e as laterais do seu corpo. Ela teve que conter o impulso de se contorcer sobre seu toque.


Provavelmente sabendo o que isso faria a ela, ele correu os dedos por sua nuca, descendo sempre até achar o zíper do vestido no centro das costas. Hermione abriu os olhos esperando por isso.


Ele parou propositalmente, segurando o pequeno pingente do zíper com os dedos, esperando para sentir o quanto isso a provocava. Sentindo o calor aumentar muito, ela se moveu, trocando o peso do corpo de um pé para o outro, e desejou não estar de salto. Subitamente todas as sensações do seu corpo estavam mais fortes. Mais consciente de sua pele e de que era mulher.


O zíper correu sobre seus caixilhos, e as duas metade do tecido se separaram, mostrando a ele a pese lisa e branca, nua e macia. Ele dobrou o tecido, deixando-o solto em sua cintura, até cair ao chão.


Hermione soltou um suspiro profundo ao sentir o ar bater em sua pele despida. Vestia apenas a calcinha pequena e clara, com laterais rendadas, e os sapatos de bico fino, em tom negro.


Ela esperou que ele a virasse ou a abraçasse, mas ele continuou longe, mantendo uma distancia agoniante.


-Rony... – tentou expressar em palavras o tamanho do sentimento que tinha, mas ele a parou.


-Ainda não – ele repetiu, e ela esperou.


Por alguns segundos ele a abandonou e ela ouviu o som de suas roupas. Sentiu-se subitamente consciente da própria nudez e da sua fragilidade. Sentiu-se assim, até ter o contato quente de suas mãos de volta ao seu corpo.


Rony encostou-se um pouco nela, deixando que sentisse o quão nu também estava e ela recostou-se contra ele, sentindo suas mãos darem a volta em sua cintura e abraçarem-na. Entregue, esperou.


Ele ergueu uma das mãos para acariciar seu cabelos, enquanto descia beijos suaves por seu pescoço. Eram contatos muito leves, como asas de borboleta, e ela mal sentia, mas reagia. Sua pele estava arrepiada ao contato de sua respiração e ao calor de seus lábios. Os pêlos de seus braços se ouriçaram, assim como seus seios enrijeceram.


Ele podia ver isso, pois era mais alta, e podia ver o quão linda era nua e entregue. Rony quase não podia seguir com a sedução, pois era uma tortura para ele mesmo. Mas faria daquela primeira noite, a mais especial de sua vida.


Seus beijos seguiram para seu queixo, enquanto ele a mantinha colada em seu corpo. Hermione sentia o contato rijo de seu peito contra suas costas, de suas coxas trabalhadas contra suas pernas finas. Sentia sua masculinidade pressionando e deixando-a alerta do quanto ele também a queria. Essa constatação a fez gemer baixo, apreciando os beijos que seguiam para sua boca.


Gentilmente, ele girou-a em seus braços, até estar envolvida por seus braços, peito com peito, sem espaços. Ela foi beijada quase instantaneamente ao momento que viu seus olhos novamente.


Um beijo longo, profundo e molhado, que deixou sua cabeça tonta. Era muito bom estar em seus braços, mas aquele não era um beijo de amor, era um beijo de paixão, e ao contrário de satisfazê-la, a incendiava ainda mais.


Quase sem perceber ela dobrou o joelho, roçando-se contra ele, pedindo mais, oferecendo mais. O beijo intensificou-se ele mordeu seus lábios causando nela um gemido particularmente alto, mas Hermione revidou, beijando-o mais forte, mais avidamente.


Ele não esperava outra coisa dela, e quando o beijo acabou, ele atacou seu pescoço deixando os beijos castos de lado, queria deixar vários chupoes ali, queria marcar sua pele, e marcar sua alma.


Ela jogou a cabeça para trás oferecendo o caminho para seu colo, como quem oferece um presente, e segurou mais forte em seus braços fortes, sentindo as juntas dos dedos ficarem doloridas. Eles estavam quase dobrados, num aperto muito forte, esquecidos que havia uma cama logo ali.


Uma pálida lembrança, mas que voltou a mente dele, ainda que fizesse uma besteira no tapete. Queria que essa noite fosse perfeita, por isso afastou-se, olhando para ela com amor e desejo e ela recuperou-se o bastante para olhar para ele do mesmo modo.


Corada, ofegante, mas capaz de entender para onde ele a levava. Soltou-se dele, perto da cama, e por um segundo ele pensou se ela não desistira. Mas para seu total alivio e gratificação, ela tirou a calcinha,se expondo a ele da forma mais crua e natural que poderia acontecer.


Homem e mulher, juntos, sem medos ou pudores. Como a natureza manda e como os seres humanos obedecem. Ou assim deveria ser em todos os casos.


-Deita – ele disse rouco, passando os olhos por todo o seu corpo. Ele puxou as cobertas para longe, revelando o lençol macio e deixando a cama livre para os dois, pois ao chão ficou edredom e almoçadas.


Obediente, ela deitou na cama, esperando. Rony olhou para ela deitada em sua cama, esperando por ele, era a visão mais maravilhosa quer alguma vez pensou ter. quantas e quantas vezes não sonhara com isso? Perdera a conta!


Ela corou com seu olhar, ele notou. Um olhar profundo que diz mais que deseja. Que se expõe e a envaidecia.  Ocupando seu lugar ao seu lado, ele tocou sua cintura, fazendo-a deitar de costas contra os travesseiros, seus cabelos castanhos espalhados pelo tecido.


-Quero te amar todinha – ele confessou – não sei nem por onde começar...


Ela riu o corpo jovem balançando deliciosamente diante de seu olhar guloso. Fazer Hermione rir sempre fora uma meta em sua vida, quebrar sua seriedade e trazer um lindo sorriso a sua face.


-Comece por onde quiser – ela ofereceu, sem malicia, apenas sinceridade – Estou nas suas mãos, para fazer o que quiser comigo.


Ele pensou um segundo em meia dúzia de posições que sonhara no passado, nos acampamentos. Afastando esse pensamento adolescente, ele soube o que deveria fazer.


Mediu sua decisão, em seus olhos castanhos, antes de beijá-la novamente. Um beijo que reacendeu a chama ainda quente que estava em seu ventre, alertando-a do desejo insaciado.


Ele subiu sobre seu corpo, e o roçar de seu corpo e seu peso, causou um grande frisson dentro dela, que dobrou os joelhos, trazendo-o mais perto e mais intimo. Ele quebrou o beijo, descendo para seus seios. Ela não queria mais esperar, mas também não podia ignorar aqueles carinhos deliciosos.


Rony apertou com as duas mãos seus seios medianos, adorando a sensação do peso e da rígidos dos bicos contra a palma de suas mãos. Ela era muito sensível ali e quase desfaleceu sob seus lábios, esfregando-se contra ele  com aflição.


Sentindo sua necessidade, ele afastou sua perna direita, o mais escancarado que pode, e desceu uma das mãos ali. Enquanto molhava seus mamilos com chupoes e mordidinhas, ele resvalou um dedo por sua intimidade, dando-lhe o que achou ser algum alivio.


Mas que serviu apenas para causar mais tumulto. Hermione conteve um grunhido ao contado do dedo grosso e assanhado. Ele rolou a ponta do dedo por seus grandes lábios, até encontrar o que procurava, a umidade que se escondia ali dentro. Não forçou o contato, mas apenas a fricção era o bastante para endurecer suas costas e deixar seu corpo tenso.


Hermione era toda instinto, ele pensou. Algumas mulheres satisfaziam-se com o sexo, mas ele notara que Hermione gostava de mais. Ela gostava do corpo contra corpo, gostava de boca, de língua e de dedos. Gostava do corpo inteiro, grudado, junto, unido.


Ela gostava por inteiro e era uma das coisas que ele mais amava nela.


Sentindo que não agüentaria muito tempo, ele desceu os lábios por seu colo, até seu umbigo, afastando suas mãos que corriam por suas costas masculinas. Tinha muito tesão ali para que se desse ao luxo de ser tentado. Tinha um limite como homem, e estava a beira de ultrapassá-lo apenas para satisfazê-la.


Ela retesou as coxas contra ele, quando ele rolou a língua sobre seu umbigo, mostrando a ele o quanto era sensível naquele pequeno local.  Incentivado, Rony, desceu mais, saindo de seu ninho, ele se ajoelhou no colchão, segurando seus quadris para mantê-la no lugar.


-Rony, por favor...  –ela pediu, os lábios entreabertos pedindo mais e mais.


Ele quase se desviou, beijando-a rapidamente, antes de voltar a sua tarefa. Seguindo com as mãos por seus gradis, levantou-os um pouco para passar as mãos em suas nadegas macias, que definitivamente, ele exploraria mais até o fim daquela noite.


Ela gostava disso, pois gemeu muito enquanto ele apertava a carne macia entre os dedos e aproveitando esse momento de desejo, ele finalmente cumpriu a tarefa que desejava.


Provou-a com a língua num contato forte. Nada de toques suaves ou gentis, ela quase gritou agarrando-se as suas costas. Ela gostava de ser levada ao limite e era ali que ele queria chegar.


Seu carinho intimo intensificou-se para um profundo beijo intimo.  Lábios, língua e dentes, unidos para enlouquecê-la. Hermione fechou fortemente os olhos, sucumbindo deliciosamente ao ataque sensual.


O aperto em seus ombros másculos diminuiu e  ela mordeu os lábios quando o prazer a cegou. Uma corrente muito forte e a percorreu e ela deliciou-se naquela sensação de realização. Suas pernas tremeram, e ela sentiu Rony se mover, erguendo-as. Abriu os olhos, olhando para ele em meio às sensações que a faziam suspirar e gemer. Ele estava no lugar que ela tanto o queria, olhando para ela.


Delicadamente, ele se posicionou, segurando o membro na entrada de seu sexo, que muito úmido, era um convite irrecusável. Num carinho ousado ele a provocou um pouco antes de empurrar. Ela não percebeu que estava imóvel e olhando fixamente para eles, até ter os lábios roubados em um beijo forte. Distraída com o beijo quase não notou nada, até sentir uma dor precipitar-se por seu corpo.


-Hum hum – ela gemeu em seu beijo e ele se afastou.


Não parou ou deu atenção aos seus gemidos. Teria que ser assim, não tinha outro jeito. Era a primeira vez que tinha um ‘problema’ desses em mãos, mas não tinha outro jeito.  Aparentando aprovar, ela trancou as pernas em volta do seu quadril estreito e Rony empurrou-se com mais força, fechando os olhos e fazendo força para não gozar.


Era muito bom!  Por mais que ela gemesse ou reclamasse, para ele estava ótimo demais! Deixando o egoísmo de lado ele a beijou, enquanto se empurrava de leve agora, tentando vencer a ultima barreira.


Ela jogou a cabeça para trás,quando finalmente, num empurrão mais forte ele ultrapassou a dolorosa barreira. Juntos, unidos, ela o abraçou forte, quando ele começou a se mover.


A dor havia passado, mas ainda estava ali, presente num misto de dor e prazer que a deixou em chamas. Era tão íntimo, tão profundo, tão único e imutável que ela achou improvável que alguém pudesse separá-lo dela depois disso.


Era seu. Seu amor, seu homem e sua vida. E era maravilhosa a sensação de prazer que percorria seu ventre a cada investida. A delicadeza havia passado junto com os gemidos de dor de Hermione, e agora o ritmo era mais longo e forte.  Ele agarrou com força seus quadris movendo-a e ditando o ritmo, ate que ela entendeu e começou-a se mover contra ele.


Hermione queria dizer o quanto era maravilhoso, mas não tinha voz. Ou consciência. Em dado momento a única coisa que pode fazer, foi agarrar-se a ele e gemer. O parco prazer de antes, nem se comparava com  o que sentia agora.


Ele achou o passo certo, e ela arquejou, o peito jogado para frente, ao sabor de seus beijos e chupões. Ele entrava e saia com rapidez, empurrando-a mais perto a cada segundo. Era quente, era unido, era profano e luxurioso. Era perfeito!


Perto demais, perto demais, perto demais...era a única coisa que podia pensar, vendo sob as pálpebras fechadas as luzes milhares e sentindo o corpo ascender em direção a uma tensão que a deixou rígida da cabeça aos pés ate ser atacado por uma onda crescente de calor e formigamento que a consumiu num glorioso gozo que lhe arrancou gritos.


 Ele diminuiu o ritmo, contraindo  o rosto e o corpo ao ser levado em suas ondas de prazer. Ainda não era seu momento, mas era delicioso.


-Rony...meu amor... – ela tentou falar, mas sem ar, as palavras mal saíram.


Tocou seu rosto, tentando explicar o que sentia, o quanto o amava, mas ele mordeu seu dedo, sorrindo. Era um sorriso vitorioso e ela sorriu também, querendo um beijo.


Ele se ergueu um pouco a beijando profundamente, com todo seu amor, e paixão. Ela ergueu o quadril para acompanhá-lo, pois ainda estava dentro dela rijo e tenso.  Terminando o beijo ele puxou o corpo com cuidado, e ela gemeu ao sentir-se vazia, como se fosse inconcebível ficar longe dele.


-Eu te amo – ele disse puxando-a com ele, e ela sorriu aquecida pelo desejo e pela declaração, ainda sem saber exatamente o que ele queria.


-Rony, você não...?


-Hum, vire-se  -ele pediu sem poder perder tempo falando. Estava com os olhos fixos em seu corpo, pois agora sem a preocupação de estragar aquele momento especial restava-lhe o pensamento fixo de que iria aproveitar muito aquele corpo e aquela mulher que tanto desejava.


Um pouco tremula do recente orgasmo, e ansiosa pelo que viria, se virou, parando quando ele segurou-a antes que deitasse completamente.  Ele segurou seu quadril, ajudando-a a ficar sentada de joelhos. Ela sentiu um arrepiou de expectativa ao entender o que ele queria.


Rony se posicionou, empurrando-a para frente, com as duas mãos apoiadas no colchão e a penetrou novamente.  Poderia ser o completo erotismo da posição, ou a ausência total de qualquer dor ou incomodo, mas foi ainda melhor que da primeira vez.


Gemendo sem pudor, e sem se importar em ser ouvida ela se empurrou contra ele em cada empurrão de Rony. Os movimentos começaram vagarosos, mas em dado momento, ele mergulhou profundamente, incapaz de reunir autocontrole suficiente para ser delicado. Foram poucas investidas dessa vez. Bastaram alguns movimentos para que ele apertasse seu quadril com força e se libertasse finalmente.


Gemendo, e gozando muito, ele achou que nada poderia ser mais perfeito. Era um orgasmo longo e forte, como deveria ser o prazer de um homem saciado. Hermione foi tragada por outro orgasmo, mais suave, era verdade, mas não menos intenso, e se viu tremendo ao sentir o prazer dele dentro de seu corpo. Nunca, nem em seus sonhos mais vividos de adolescente, poderia imaginar que era assim.


Respirando difícil, ela tentou se mover, descobrindo que os músculos de suas pernas não a obedeciam mais. Rony separou-se dela quando Hermione tentou se mexer. Ajudou-a a deitar, e segurou-a por trás, abraçado ao seu corpo. Ela respirava fundo varias vezes procurando por ar, e os dois descansaram nos travesseiros sem falar nada ainda.


Alguns instantes depois, Rony passou uma das mãos por seus cabelos, notando que ela estava com os olhos fechados, a respiração mais calma. Sorriu amplamente, Hermione havia pego no sono.


Nua, satisfeita, e adormecida, em seus braços.


 


 


Autora: demorou porque reescrevi duas vezes. Não queria que ficasse vulgar, mas Tb não queria ser superficial.  Espero ter achado um meio termo....


Bjs!

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