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21. Tragédia


Fic: O contrato - Cap 37


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Cap. XXI


 


 


Assim como cada indivíduo presente naquela festa, Harry ficou chocado com o grito vindo do lado de fora da casa, e saiu correndo desembestado acompanhado por um mutirão de gente que tentava entender o que acontecia.


 


Assim que se encontrou sob a noite escura e fria seu cérebro assimilou, mas demorou em conectar os fatos: uma multidão enfurecida se reunia em frente a seu portão, e a cada piscada que seus olhos davam o número de pessoas parecia dobrar. Vários deles portavam armas rudimentares como pedaços de ferro, madeira, correntes, garrafas de vidro cheias com líquido inflamável e um trapo incandescente no gargalo eram arremessadas quintal adentro, todos berravam enfurecidos num coro incompreensível.


 


_ O que diabos está acontecendo? – perguntou Harry para si mesmo. Olhou ao redor e percebeu que a mesma expressão de pavor se repetia na absoluta totalidade dos rostos visíveis, e dos não visíveis também.


 


Parecia que subitamente todas as pessoas que estavam naquela festa haviam se esquecido da importância que é o ato de respirar para a manutenção da vida humana.


 


Harry olhou novamente em direção aos invasores e viu que agora eles tentavam escalar a grade. Os seguranças da entrada já haviam se escafedido há muito, e a frágil barreira criada pelo muro estava prestes a ceder. Virou-se para trás novamente e identificou Marvin entre os presentes.


 


_ MARVIN! RÁPIDO, LIGUE PARA A POLÍCIA! EU VOU TENTAR APAZIGUAR A SITUAÇÃO! – gritou já andando em direção aos desordeiros e com a adrenalina em níveis absurdos no sangue.


 


Caminhou a passos apressados até uma distância que julgou segura:


 


_ O que vocês querem? – perguntou em voz alta e clara, mas não conseguiu ouvir a resposta, pois ela saiu de, no mínimo, umas 30 bocas diferentes. – Quem é o líder de vocês? Vocês pelo menos têm um?


 


Quando Harry fez essa pergunta dois ou três deles agiram como se Harry estivesse falando com eles, outros apontavam para um rapazote que estava parado no meio de tantos outros, e, por intuição, Harry presumiu que se tratava daquele jovem a liderança daquele piquete.


 


_ Porque vocês estão fazendo isso? O que vocês querem? – direcionou-se ao rapaz, cuja idade rodeava os vinte anos.


 


_ JUSTIÇA!!!! – Gritou com o braço em riste no ar e foi seguido por toda a horda que lhe acompanhava


 


_ Justiça contra o que? O que nós fizemos? – tentou novamente Harry começando a temer por sua segurança sob a intimidação daquela enorme massa humana que lhe subia as grades do muro com as mãos nuas e se balançava como macacos selvagens.


 


_ NADA! VOCÊS SIMPLESMENTE NÃO FIZERAM NADA!!! O País está em crise e vocês passam a tarde jogando pólo nos seus campos gramados sobre seus cavalos valiosos, as pessoas passam fome na fila de desempregados e vocês tomam chá das 5 com talheres de ouro, o país entra em guerra e vocês dão uma festa de luxo! JÁ CHEGA! Já se passou tempo demais com essa mordomia gratuita pra uma classe inútil e chauvinista como esses porcos da nobreza. Buckingham vive na paz celestial enquanto nossos irmãos, pais e amigos estão sendo convocados neste momento para morrer congelados num front de batalha num inferno distante de casa! Se nós temos que sentir na pele, vocês também terão... AVAAAAAANTE! – gritou o jovem líder, indicando a casa com o braço direito, e então instaurou-se o caos.


 


Harry escapou por pouco da mira de uma garrafa de coquetel molotov* que lhe passou zunindo pela orelha e que, em seguida, se fez em cacos no chão próximo a seus pés. Com o vidro se espatifando o conteúdo da garrafa se espalhou e o fogo se alastrou num círculo no chão obrigando Harry a se afastar. Nesse meio tempo aquilo que restava de grade terminara de ceder sob o peso dos homens que se penduravam nela e a porta do inferno se abriu: entraram todos de uma vez como uma manada em debandada devastando tudo que encontravam pelo caminho.


 


Harry virou-se na direção oposta e começou a correr para sair da linha de ataque tendo que, volta e meia, olhar para trás para se desviar de outro coquetel ou alguma pedra descomunal que era lançada em sua direção.


 


Na sua frente podia ver centenas de pessoas em pânico, a gritaria era geral. Cada convidado bem vestido de Harry estava naquele momento mais preocupado com a própria pele do que com qualquer outro assunto que seja.


 


Várias pessoas rumavam em direção a seus carros em meio ao desespero da fuga. Harry percebeu que aquilo seria um erro fatal.


 


_ NÃO! VÃO PRA DENTRO DE CASA! PROTEJAM-SE! DEIXEM OS CARROS! – gritou a plenos pulmões. Mas nem todo mundo obedeceu, principalmente os homens, que estavam demasiadamente preocupados com a integridade de seus porches e corséis. A Harry nada restava fazer.


 


Ao fim da corrida alucinante chegou aos pés das escadas que davam acesso à mansão, as quais os degraus Harry subia pulando de quatro em quatro. Em direção oposta iam seus convidados vendo na fuga a melhor chance de sobrevivência, Harry discordava:


 


_ NÃO! NÃO SAIAM! POR FAVOR! FIQUEM DENTRO DA CASA! É MAIS SEGURO. – gritava tentando puxar alguns junto com ele, mas desistiu de tentar lutar contra duas multidões ao mesmo tempo.


 


Chegou ao patamar da casa entrou hall adentro empurrando algumas pessoas no chão e levantando-se agilmente para trancar a porta em seguida.


 


Foi o tempo certo para evitar a invasão, mas ele sabia que sua fortaleza não era cem por cento segura.


 


_ SE AFASTEM DAS JANELAS! – gritou para todos os que ainda estavam dentro da casa ao mesmo tempo em que era ajudado por algumas pessoas a formar barricadas com os pesados móveis nos pontos mais frágeis.


 


De dentro da casa tinha-se uma visão privilegiada do que acontecia do lado de fora. Os revoltados faziam questão de diminuir à pó qualquer objeto que parecesse, no mínimo, importante para alguém e, nesse embalo, foram destruídos carros, janelas, plantas, charretes e até a estátua de uma fonte já havia sido decapitada.


 


Harry assistia abismado à destruição de sua propriedade, mas sua mente não parava – Será que todos estão bem? – pensou lembrando-se que tinha entes sinceramente queridos entre todas aquelas pessoas amedrontadas.


 


Saiu procurando sua mãe apressado. Não demorou a encontrá-la num canto sentada junto a Gina, ambas com a aparência em desalinho, mas ainda com aquela pose classuda muito característica delas.


 


_ Vocês estão bem? – perguntou preocupado


 


_ Posso dizer que já tive dias melhores – respondeu Lilian com a voz tensa.


 


Gina exprimia toda sua fragilidade em cada poro da pele.


 


_ Onde estão todos? Marvin, Ron?


 


_ Estamos aqui – respondeu Rony que se aproximava pela esquerda junto com Marvin – estávamos terminando de barrar as portas dos fundos, a polícia já está a caminho. Os rebeldes estão destruindo tudo! A maior parte das pessoas correu para fora quando começaram a invadir e agora estão sendo atacadas, já incendiaram dois carros, alguns conseguiram fugir para o bosque, mas os que não serão trucidados!


 


_ Deus do céu, que pesadelo... – lamentou Harry com as mãos no rosto.


 


_ Ainda bem que pelo menos algumas pessoas ficaram em segurança – comentou Marvin olhando pelo salão apinhando de gente.


 


A observação de Marvin desencadeou uma sucessão de lembranças na mente de Harry, que baixou as mãos lentamente do rosto:


 


_ Onde está ela? – questionou olhando no rosto de cada um e fazendo-os olharem entre si


 


_ Não a vejo desde que você foi lá fora... – respondeu Rony pesaroso.


 


Diante daquele fato Harry se afobou e saiu procurando Hermione como um cão farejador.


 


Sentiu uma leveza singular ao identificar suas costas entre a multidão. Ela estava parada em frente a uma janela e mirava o caos do lado de fora. Harry foi se aproximando devagar, quando estava a menos de 3 metros de distância ela virou-se de supetão como se soubesse que ele estava ali. Sua expressão era de pavor.


 


_ Harry... os estábulos, eles estão indo para lá! – disse mortificada


 


Aquela leveza que Harry havia sentido ao ver que ela estava bem bateu asas e voou.


 


_ O que?!


 


_ Veja – disse ela apontando pela janela que observara – há um grupo grande indo naquela direção, e eles estão com fogo! Eles vão colocar fogo nos estábulos!


 


Harry não queria acreditar nos seus olhos: vários pontos chamuscantes podiam ser vistos ululando no escuro.


 


_ Essa não... – disse, e começou a puxar uma mesa pesada que reforçava a porta


 


_ O que você está fazendo?! – interrogou Hermione surpresa com a atitude dele


 


_ AGORA CHEGA! EU VOU ACABAR COM ESSES DESGRAÇADOS UM POR UM! – berrou liberando de vez a porta e escancarando-a em seguida.


 


_ NÃO! – gritou Hermione – VOCÊ É LOUCO! ELES VÃO TE TRUCIDAR! – disse tentando puxá-lo de volta pela camisa, mas ele estava dotado de tamanha fúria e energia que precisaria mais do que um puxão para segurá-lo.


 


Harry correu como um condenado pela segunda vez naquela noite.


 


Depois de vencidos alguns metros a visão se tornou clara: Hermione estava certa, de novo Harry avistou o jovem líder daquela rebelião e ele estava claramente preparando uma tocha para incendiar o estábulo.


 


A adrenalina de Harry liberou sua descarga derradeira daquela noite. Ele correu como nunca havia feito na vida em direção ao rapaz e berrou:


 


_ SEU FILHO DA PUTA!


 


Os companheiros dele, que até então não haviam percebido a investida kamikaze de Harry, chegaram a se mexer, mas ele veio com tamanha velocidade que qualquer reação seria tardia. Quando Harry estava a poucos centímetros do alvo se inclinou e atingiu o rapaz com o ombro e, graças à força do impacto, carregou-o bem por uns três metros antes de cair ainda grudado a ele bem em cheio numa poça d’água oriunda da chuva do dia anterior.


 


Em seguida começaram a trocar socos sérios um contra o outro enquanto ainda rolavam pela, agora, poça de lama.


 


Teriam ficado se machucando ali a noite inteira se não fosse por um puxão extremamente forte que erguera o corpo de Harry quase completamente do chão. Já de pé virou-se para ver o que interferira na briga e pensou que gostaria de não ter virado: havia um armário humano atrás dele. Um homem que já havia passado a muito dos dois metros de altura e de uma centena de quilos. Era a encarnação moderna de qualquer besta mitológica grande, peluda e sem cérebro.


 


O homem-mobília havia armado o braço direito como um gancho para desferir um soco e Harry já se preparava mentalmente para se despedir de seu maxilar quando, surpreendentemente, os olhos do agressor perderam o foco, seu corpo amoleceu e ele caiu no chão como uma tora de madeira de lei no meio de selva.


 


Harry piscou algumas vezes ao ver quem havia abatido a besta.


 


Hermione estava parada com um porrete na mão e arfava com a outra mão apoiada no joelho. A barra do belo vestido branco estava empapada de lama.


 


_ Você... realmente precisava... correr desse jeito...?


 


_ Que diabos você está fazendo? Isso é perigoso!


 


_ NÃO ME DIGA! Você sai... – mas Hermione não terminou a frase, pois fora empurrada por um dos invasores que esbarrou nela enquanto corria.


 


_ HEI! – gritou Harry que se apressou em tomar o porrete da mão de Hermione, que estava sentada no chão, para defendê-los dos que avançavam. Ele estava vendo o cerco se fechar contra os dois quando, milagrosamente, começou a ouvir a sinfonia mais calmante já composta pelo homem: a sirene da polícia.


 


Os homens que o cercavam começaram a olhar entre si, apreensivos, e em perfeita simultaneidade começaram a debandar cada um para um lado diferente numa fuga desordenada.


 


Harry aproveitou a deixa para se abaixar:


 


_ Você está bem? – perguntou ajudando Hermione a se levantar


 


_ É claro que estou, mas eu acho que você tem problemas maiores pra resolver – disse ela indicando um lugar às costas de Harry com os olhos.


 


Ele virou-se e percebeu que, apesar de sua intervenção heróica, conseguiram botar fogo num dos estábulos e era logo o dos mais frágeis: filhotes e matrizes


 


Harry correu para tentar salvar os animais, mas o fogo já estava muito alto. O grito agonizante que saia de dentro do lugar era insanamente amedrontador. Ele arriscou-se e conseguiu, pelo menos, abrir a porteira e permitir que vários animais escapassem. Entrou, mas a fumaça era tanta que seus olhos ardiam em brasa mal havia passado o batente de entrada.


 


Tentou ignorar a ardência ocular e prosseguir, mas foi forçado a retroceder porque seus pulmões não suportaram a densidade e temperatura do gás preto que subia como uma pilastra infinita através do céu escuro.


 


Quando se fez novamente fora do estábulo viu que a situação havia mudado: não havia sinal da presença dos invasores, só o rastro de destruição que eles deixaram. Várias viaturas da polícia estavam paradas com as luzes de sirene ligadas bem no meio do que costumava ser o seu jardim. Havia pessoas vagando pela área, uns sujos de terra, outros de sangue, mas todos completamente desgrenhados, pareciam zumbis completando um bizarro cenário pós apocalíptico que se montara em sua casa. Alguns animais com postura apática vagavam por entre os carros e as pessoas.


 


Sua Mãe, Marvin, Gina, Rony e Hermione estavam todos reunidos ao pé da escada principal. Certificado que estavam todos bem, Harry voltou-se novamente para o colosso de fogo que se erguia soberano atrás dele.


 


Seus joelhos cederam e ele acabou pateticamente caindo sentado, submisso àquela força monstruosa, que naquele momento carbonizava alguns de seus preciosos e queridos animais, ainda vivos, numa tortura infernal.


 


Ficou sentado no chão, impotente, por alguns segundos antes de ouvir uma nova sirene, mas dessa vez a do corpo de bombeiros. Viu o grande caminhão vermelho percorrer o caminho, os homens vestidos com roupas pretas descerem e começarem a fazerem seu trabalho, tudo isso em câmera lenta.


 


No mais profundo abismo da tristeza Harry deixou o corpo cair para estirar-se de vez no chão úmido, fechou os olhos na esperança de que quando os abrisse descobriria que tudo não havia passado de um pesadelo, o pior de sua vida, mas ainda assim, nada mais que um pesadelo.


 


 


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N/A: Oi pessoal! Desculpem-me a demora para postar mas é que eu estava de mudança, aí vocês já viram, né?


Mas agora que eu já estou devidamente assentada em Vitória tudo volta ao normal...


Bom, talvez mais tarde eu acabe atrasando novamente os posts porque eu vou começar a faculdade e talz... mas podem ficar tranquilos que de FORMA NENHUMA eu vou deixar que essa fic entre em hiatus ou acabe antes do fim, se é que vocês me entendem....


Sem mais delongas! Tchau! E até o cap. 22... Beijos!

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