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8. Capítulo 8


Fic: Êxtase Mortal - Concluída


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 8


 


Gina seguiu a recomendação de Minerva e pediu moluscos, depois se permitiu o luxo de comer um pouco do autêntico pão fermentado da cesta de prata que estava sobre a mesa. Enquanto comia, ofereceu a Minerva um perfil de Fitzhugh e os detalhes de sua morte. 


- Você gostaria que eu lhe dissesse se ele seria capaz de tirar sua própria vida? Se estava pré-disposto emocional e psicologicamente?


Gina arqueou uma sobrancelha. 


- Essa é a idéia. 


- Infelizmente eu não posso fazê-lo. Digamos que todos nós somos capazes, dadas às circunstâncias e o estado emocional.


- Não posso acreditar nisso. - replicou Gina com tal firmeza que Minerva sorriu. 


- Você é uma mulher forte, Gina. Você se fez forte, racional, resistente e útil. É uma sobrevivente. Mas se recorda do desespero, da impotência e da inutilidade.


Sim, Gina se recordava, recordava o tempo todo. Mudou a posição na cadeira. 


- Fitzhugh não era um homem inútil.


- A superfície pode ocultar um grande tumulto interior. - A doutora levantou uma mão antes que Gina pudesse interrompê-la - Mas estou de acordo com você. Dado seu perfil, seus antecedentes, seu estilo de vida, não o definiria como um possível candidato ao suicídio, e menos ainda como uma característica tão violenta e impulsiva.


- Ele era violento. - assentiu Gina - Enfrentei-o nos tribunais pouco antes desse acontecimento. Era um tipo arrogante e seguro de si, cheio de seu próprio sentido de importância, como sempre.


- Estou certa que isso é verdade. Só posso dizer que alguns... muitos de nós, em momentos de crise, ao defrontarmos com um problema pessoal, seja do coração ou da mente, optamos por colocar fim a nossas vidas antes de viver com aquilo ou mudá-lo. Nem você nem eu saberemos que crise podia estar sofrendo Fitzhugh na noite de sua morte.


- Isso não é de grande ajuda. - murmurou Gina - Está bem, deixe-me descrever mais dois casos. - Brevemente, com a falta de paixão característica de um policial, relacionou os outros dois suicídios - Fazendo uma análise padrão... 


- O que tinham essas pessoas em comum? - perguntou Minerva - Um advogado, um político e um técnico. 


- Talvez uma lesão no cérebro. - Tamborilando com os dedos na toalha de mesa, Gina franziu o cenho - Ainda tenho algumas cordas para puxar antes de obter todos os dados, mas poderia ser o motivo. Por trás de tudo isso poderia haver um motivo fisiológico antes que psicológico. Se existe uma conexão, tenho que a encontrar.


- Está se afastando de meu terreno, mas se encontrar dados que relacionem esses três casos, ficarei feliz em colaborar.


Gina sorriu.


- Eu estava contado com isso. Não tenho muito tempo. O caso Fitzhugh não pode ter prioridade indefinidamente. Se não conseguir algo já para convencer ao comandante de que mantenha aberto o caso, terei que passar para outro. Mas por agora... 


- Gina? - Reeanna se deteve junto à mesa, deslumbrante num vestido longo com as cores do arco íris - Oh, que surpresa agradável. Estava fazendo uma pequena refeição com um sócio e me pareceu familiar.


- Reeanna. - Gina deu um sorriso forçado. Não se importava de parecer uma vendedora de rua ambulante junto a essa atrativa ruiva, mas a aborreceu que ela lhe interrompesse o almoço – Acertou. Doutora Minerva, Reeanna Ott. 


- Doutora Ott. - Minerva lhe estendeu uma mão com elegância - Ouvi falar de seu trabalho e o admiro.


- Obrigada, e o mesmo digo eu. É uma honra conhecer uma das melhores psiquiatras do país. Li vários artigos seus e me pareceram fascinantes.


- Que lisonjeador. Por que não se senta e juntasse a nós para a sobremesa?


- Eu adoraria. - Reeanna olhou interrogante para Gina - Não estarei interrompendo algum assunto oficial, não é?


- Parece que terminamos com essa parte do programa. - Gina olhou para o garçom que se aproximava da mesa chamado pelo gesto discreto de Minerva - Somente um café, da marca da casa. 


- O mesmo. - disse Minerva - E uma porção de mousse de uvas silvestre. Sou fraca.


- Sou assim também. - Reeanna sorriu radiante para garçom como se este fosse preparar pessoalmente o prato escolhido - Um café com leite e uma porção de torta de chocolate. Estou tão farta da comida processada que quando estou em Nova York tenho que aproveitar. - confessou a Minerva.


- E por quanto tempo ficará na cidade? 


- Depende em grande parte de Potter. - sorriu para Gina - De quanto tempo será útil para ele me manter aqui. Imagino que dentro de umas poucas semanas me enviará e a Willian para o Olympus.


- Pelo que entendi é uma grande empresa. - comentou Minerva - Todas as imagens que vi nos noticiários e nos canais de entretenimento me pareceram fascinantes.


- Potter gostaria de vê-lo funcionando na próxima estação. - Reeanna percorreu com uma mão as três argolas de ouro envelhecido que levava em torno da garganta - Já veremos. Potter geralmente consegue o que quer. Não concorda, Gina? 


- Ele não estaria onde está se se conformasse com um “não”.


- Certamente que não. Você acaba de chegar de lá. Chegou a ver a galeria auto-eletrônica? 


- Brevemente. - os lábios de Gina se arquearam ligeiramente - Tínhamos... muito que ver em muito pouco tempo.


O sorriso de Reeanna foi lento e malicioso. 


- Imagino. Mas suponho que usou alguns dos programas instalados ali. William tem muito orgulho de seus jogos. E você chegou a mencionar que tinha usado o programa de holograma da suíte presidencial do hotel.


- O fiz. Usei-o várias vezes. É impressionante. 


- O crédito maior é de William, refiro-me ao desenho, mas eu também tenho parte do mérito. Pensamos em utilizar o novo sistema para melhorar o tratamento de viciados e de certas psicoses. - Mudou de posição enquanto lhe serviam o café e a sobremesa - Pode ser que isso lhe interesse, doutora Minerva. 


- Sem dúvida. Parece fascinante. 


- E é. Terrivelmente caro neste momento, mas esperamos refiná-lo e abaixar seu custo. Claro que para o Olympus Potter queria o melhor... e o está tendo. Como a andróide Lisa. 


- Sim. - Gina lembrou-se da assombrosa andróide de voz sensual - Eu a vi.


- Estará no serviço de relações públicas e atendimento ao cliente. É um modelo superior que levou meses para ser aperfeiçoado. Seus chips de inteligência não são comparáveis a nenhum no mercado. Terá capacidade para tomar decisões e aptidões superiores aos modelos que podemos adquirir na atualidade. William e eu... - Interrompeu-se com uma risada - Olhe para mim, não consigo ficar afastada do trabalho...


- É fascinante. - Minerva comeu com delicadeza um pedaço de mousse - Seu trabalho sobre os padrões de ondas cerebrais e a influência genética na personalidade, e sua aplicação na eletrônica são convincentes, inclusive para uma psiquiatra convencida como eu. - hesitou e olhou a Gina - Pensando bem, sua experiência talvez possa dar outro enfoque nesse caso em particular que Gina e eu discutíamos.


- Sim? - Reeanna escolhia com o garfo alguns pedaços do bolo de chocolate evitando sua cobertura.


- Hipoteticamente. - Minerva estendeu as mãos, muito consciente da proibição de fazer consultas extra-oficiais.


- Certamente. 


Gina tamborilou os dedos na mesa. Preferia o enfoque de Minerva, mas depois de considerar as opções decidiu ser mais expansiva. 


- Aparentemente se trata de morte auto-afligida. Nenhum motivo conhecido, predisposição desconhecida, sem estímulo de drogas, nem histórico familiar. Padrão de conduta normal até o momento da morte. Não há indícios de depressão ou mudanças de personalidade. O indivíduo é um homem de sessenta e dois anos de idade, profissional de sucesso, muito culto, financeiramente estável, bissexual, com uma relação estável com um membro do mesmo sexo. 


- Impedimentos físicos? 


- Nenhum. Histórico de saúde impecável. 


Reeanna estreitou os olhos concentrada tanto no perfil que lhe passavam como na sobremesa que levava a boca lentamente. 


- Algum problema psicológico, tratamento?


- Nenhum. 


- É interessante. Gostaria de ver o padrão das ondas cerebrais. Está disponível? 


- É material confidencial neste momento. 


- Hummm. - Reeanna ficou pensativa e bebeu um gole de seu café com leite - Sem nenhuma anomalia física ou psiquiátrica conhecida, nem vício ou consumo de substâncias, ficaria inclinada a suspeitar de um problema cerebral. Talvez um tumor. Mas imagino que nada apareceu na autópsia. 


Gina pensou na pequena mancha, mas negou com a cabeça. 


- Não um tumor. 


- Há classes de predisposição que escapam ao scaner e a avaliação genética. O cérebro é um órgão complicado e segue despistando as mais elaboradas tecnologias. Se pudesse ver seu histórico familiar... Bem, fazendo uma suposição bruta... eu diria que seu homem tinha uma bomba genética que não foi detectada nas análises normais. Tinha chegado a um momento de sua vida em que seus fusíveis simplesmente se esgotaram.


Gina arqueou uma sobrancelha. 


- E fundiu?


- Vamos dizer que sim. - Reeanna inclinou-se em sua direção - Todos somos programados no seio materno, Gina. Como somos, quem somos. Não só a cor dos olhos, a estatura e a pigmentação da pele, mas também a personalidade, gostos, intelecto ou escala emocional. O código genético nos é carimbado no momento da concepção. Pode modificá-lo até certo ponto, mas o essencial permanece inalterável. Nada pode mudá-lo.


- Somos tal como éramos ao nascer? - Gina lembrou-se do quarto nojento, de uma luz vermelha piscando e uma menina enrodilhada num canto com uma faca ensangüentada nas mãos. 


- Exato. - Reeanna sorriu radiante.


- Mas você não citou o meio, o livre arbítrio, o instinto básico do homem de melhorar. - contrapôs Minerva - Nos considerar criaturas meramente físicas sem coração nem alma, e sem escolhas ao longo de nossa vida nos rebaixa a condição de animais.


- É isso que somos. - respondeu Reeanna agitando o garfo no ar - Compreendo seu enfoque como terapeuta, doutora, mas o meu como fisiologista vai por caminhos diferentes, por assim dizer. As decisões que tomamos ao longo de nossa vida, o que fazemos, como vivemos e em que nos transformaremos foi gravado em nossos cérebros enquanto nadávamos no útero. - virou-se para Gina - O sujeito em questão estava destinado a tirar sua própria vida nesse momento, nesse lugar e dessa forma. As circunstâncias poderiam ter mudado, mas o resultado teria sido o mesmo. Era seu destino.


Destino? Pensou Gina. Tinha sido seu destino ser violada e maltratada por seu pai? Converter-se em menos do que um ser humano, e lutar para escapar daquele abismo? 


Minerva agitou a cabeça lentamente. 


- Não posso concordar. Um menino que nasce na miséria em Budapeste, que é separado de sua mãe ao nascer e criado num ambiente privilegiado em Paris, rodeado de amor e atenção, refletiria esses cuidados e essa educação. O meio afetivo e o instinto humano básico de melhorar não podem ser deixados de lado.


- Eu concordo até certo ponto. - respondeu Reeanna - Mas o selo do código genético, aquele que nos predispõe ao sucesso ou ao fracasso, ao bem ou ao mal, anula tudo mais. Mesmo nos lares que existe amor e toda a atenção, crescem monstros; e nos cantos mais sórdidos do universo, a bondade, inclusive a grandeza, sobrevive. Somos o que somos, e o resto é aparência.


- Se assino sua teoria - disse Gina devagar - o sujeito em questão estava destinado a tirar a própria vida. Nenhuma circunstância nem mudança no meio poderia tê-lo impedido.


- Exatamente. A predisposição estava ali, oculta. Provavelmente um evento desencadeou seu aparecimento, mas poderia se tratar de uma bobagem, algo que passaria desapercebido em um teste padrão de ondas cerebrais. A pesquisa sobre o comportamento que o Instituto Bowers trabalha tem evidências consistentes mostrando o padrão genético do cérebro e sua indiscutível influência na conduta. Posso conseguir discos sobre o tema, se assim desejar. 


- Deixarei esse tipo de estudo para você e para Dra. Minerva. - disse Gina deixando seu café de lado - Tenho que voltar a delegacia. Agradeço seu tempo, Minerva. – levantou-se - E suas teorias, Reeanna.


- Eu gostaria de discuti-las com mais tempo. Em outra ocasião. - Reeanna estreitou sua mão e a agitou calorosamente - Dê recordações minhas a Harry.


- O farei. - Gina se voltou ligeiramente quando Minerva levantou para beijá-la no rosto - Entrarei em contato. 


- Assim espero, e não só quando tenha um caso que discutir. Diga uma “oi” para Luna por mim quando a encontrar.


- Claro.


Enganchou sua bolsa no ombro e se encaminhou à saída, detendo-se brevemente para sorrir com desdém para o maitre.


- Uma mulher fascinante. - comentou Reeanna deslizando a língua lentamente na parte posterior da colher - Com um grande autodomínio, algo irritável, e pouco acostumada, e algo arredia, às demonstrações espontâneas de afeto. - Riu ao ver a Minerva arquear uma sobrancelha - Desculpe-me, são ossos do ofício. Deixo William louco com isso. Não era minha intenção ser desagradável. 


- Estou certa que não. - Minerva sorriu e a fitou com olhos calorosos e compreensivos - Com freqüência me surpreendo fazendo o mesmo. E você está certa, é uma mulher fascinante. Fez-se a si mesma, o que temo, posso fazer cair por terra sua teoria da marcação genética. 


- Realmente? – Obviamente intrigada, Reeana se inclinou para ela - A conhece bem? 


- Tanto quanto é possível. Gina é uma pessoa reservada. 


- Você é muito afeiçoada a ela. - observou Reeanna com um assentimento de cabeça - Espero que não me interprete mal se lhe disser que não era o que eu esperava quando me inteirei que Harry ia se casar. Que se casasse me pegou de surpresa, mas imaginei que sua esposa seria o cúmulo do refinamento e sofisticação. Uma detetive de homicídio que leva um arma como qualquer outra mulher leva um colar de família não era a concepção que eu tinha para a esposa de Harry Potter. No entanto eles se combinam. Pode-se mesmo dizer... - Adicionou com um sorriso - que é destino.


- Nisso eu tenho que concordar com você.


- Agora me diga Dra. Minerva, qual a sua opinião sobre o cultivo DNA?


- Oh, penso que... - Feliz, Minerva se acomodou para começar uma animada discussão.


 


Sentada diante do computador em sua escrivaninha, Gina reorganizava os dados reunidos sobre Fitzhugh, Mathias e Pearly. Não conseguia encontrar nenhuma ligação, nenhum ponto em comum. A única correlação real entre os três era o fato de que nenhum deles tinha apresentado tendências suicidas antes do fato.


- Probabilidades de que os casos estejam relacionados. - pediu Gina.


 


Calculando. Probabilidade de 5,2 %.


 


- Em outras palavras, nenhuma. - Gina suspirou pesadamente e franziu o cenho quando um airbus passou estrondosamente, fazendo vibrar a pequena janela - Probabilidades de homicídio no caso de Fitzhugh partindo dos dados conhecidos até o momento. 


 


Com os dados até o momento conhecidos, a Probabilidade de homicídio é 8,3 %.


 


- Renda-se, Gina. - disse num murmúrio - Deixe estar. 


Propositalmente girou devagar em sua cadeira e observou o denso tráfico aéreo do outro lado da janela. Predestinação. Destino. Código genético. Se passasse a acreditar nisso, que sentido teria seu trabalho... ou sua vida? Se não tinha alternativa nem possibilidade de mudar as coisas, para que lutar para salvar vidas ou fazer justiça aos mortos quando a luta fracassaria? Se tudo era codificado fisiologicamente, apenas tinha seguido seu destino vindo à Nova York, lutado contra a escuridão para se transformar em alguém.


 E se nesse código tivesse realmente uma mancha que tinha apagado esses primeiros anos de sua vida, seguiria neste momento apagando pequenas porções de sua vida?


E poderia esse código reaparecer a qualquer momento e transformá-la no monstro que tinha sido seu pai?


Não sabia nada sobre outros parentes de sangue. Sua mãe era um espaço em branco. Se tinha parentes, tios ou avôs, todos estavam perdidos no vácuo escuro de sua memória. Não tinha ninguém em que basear seu código genético, a não ser o homem que a tinha maltratado e violentado quando era ainda uma criança, até que, tomada de dor e terror, o tinha golpeado pelas costas.


E o matado.


Sangue em suas mãos aos oito anos de idade. Por isso tinha se transformado em uma policial? Tentava constantemente lavar esse sangue com leis e o que alguns continuavam chamando de justiça? 


- Tenente? - Hermione apoiou uma mão no ombro de Gina, quase pulando quando Gina sobressaltou-se - Desculpe-me. Você está bem? 


- Não. - Gina pressionou seus olhos com os dedos. A discussão durante a sobremesa tinha lhe perturbado mais do que pensara - Apenas uma dor de cabeça. 


- Tenho alguns analgésicos do departamento.


- Não, obrigada. - Gina tinha medo de medicações, mesmo os legalmente permitidos - Já vai passar. Não tenho mais sugestões sobre o caso Fitzhugh. Neville transmitiu todos os dados conhecidos sobre o jovem do Olympus. Não consigo encontrar nenhuma conexão entre ele, Fitzhugh e o senador. Não tenho nada mais para atribuir a Leanore e Arthur. Poderia pedir um detector de mentiras, mas é inútil. Não conseguirei manter o caso aberto mais vinte e quatro horas.


- Você ainda acha que os casos estão correlacionados?


- Quero que estejam, é diferente. Não estou sendo muito impressionante em sua primeira missão como minha auxiliar, verdade?


- Ser sua auxiliar é a melhor coisa que poderia me acontecer. - Hermione enrubesceu um pouco - Ainda que ficássemos presas nos mesmos casos os próximos seis meses, ainda assim estaria aprendendo.


Gina se recostou na cadeira. 


- Você se satisfaz com muito pouco, Hermione. 


Hermione deslocou o olhar até encontrar com os de Gina. 


- Que nada, quando não consigo o melhor, fico insuportável. 


Gina se pôs a rir e passou a mão por entre seus cabelos.


- Puxando o saco, oficial? 


- Não, tenente. Se fosse assim, faria uma observação pessoal, como o fato que é nítido que o casamento lhe fez muito bem. Ou que nunca teve um aspecto tão espetacular. - Hermione sorriu quando Gina bufou - Desse modo iria saber que estou puxando o saco.


- Está anotado.


Gina considerou um momento e depois balançou a cabeça.


- Você não disse que sua família é Livre-free-Agers?


Hermione não revirou os olhos. Mas o quis fazer. 


- Sim, senhora.


- Artistas, fazendeiros, de vez em quando um cientista, e montões de artesãos, mas não policiais.


- Eu não gostei de tecer tapetes.


- Você saber tecer?


- Só se me ameaçar com um laser.


- O que aconteceu então? Sua família aborreceu você e por isso decidiu jogar tudo para o alto e entrar em um campo afastado do pacifismo? 


- Não, tenente. - Confundida ante a linha de interrogatório, Hermione encolheu os ombros - Minha família é grande. Ainda temos uma bela união. Não compreendem o que faço ou o porquê quero fazer, mas nunca tentaram por obstáculos. Simplesmente decidi ser policial, do mesmo modo que meu irmão quis ser carpinteiro e minha irmã fazendeira. Um dos princípios mais fortes do movimento é a expressão pessoal.


- Mas então você não entra no código genético. - murmurou Gina e tamborilou os dedos na escrivaninha - Você não se encaixa. Hereditariedade e meio ambiente, padrões de genes... tudo isso deve influenciar de diferentes modos.


- Os rapazes maus desejariam que isso tivesse acontecido. - disse Hermione com seriedade - Mas estou aqui, mantendo a cidade segura. 


- Hermione... se por acaso começar a ter um impulso inexplicável de tecer um tapete...


- Você será a primeira a saber, tenente. 


O computador de Gina emitiu dois apitos anunciando a entrada de dados. 


- O relatório adicional sobre a autópsia do jovem. - Gina gesticulou para que Hermione se aproximasse - Enumerar qualquer teste padrão anormal do cérebro. 


 


Anomalia microscópica, hemisfério direito do córtex cerebral, lóbulo frontal. Quadrante esquerdo. Inexplicável. Pesquisa e análise ainda em processo.


 


- Bem, bem... acredito que acabamos de encontrar uma abertura. Visualizar o lóbulo frontal e a anomalia. - Na tela apareceu o corte transversal do cérebro - Aqui está. – surgiu um rápido excitamento no estômago quando Gina bateu na tela - Está mancha, vê? 


- Não consigo ver direito. – Hermione se inclinou até ficar quase recostada contra a face de Gina - Parece um defeito na tela. 


- Não, é um defeito no cérebro. Quero zoom do quadrante seis em vinte por cento.


A imagem deslocou-se, e a seção com a anomalia encheu a tela.


- Parece mais uma queimadura do que um orifício, não é? – Gina disse quase para si mesma - Mal dá para enxergar, mas que classe de influência poderia ter no comportamento, na personalidade e na tomada de decisões?


- Eu costumava tirar boas notas em Anormalidades Fisiológicas na Academia. - Hermione encolheu seus ombros - Me saia melhor em psicologia, e melhor ainda em táticas. Mas isso está além da minha capacidade.


- Da minha também. - admitiu Gina - Mas há uma conexão, a primeira que temos. Visualizar a seção transversal da anomalia cerebral de Fitzhugh, arquivo 12871. Dividir tela com a imagem. 


A tela ficou imprecisa. Gina soltou uma maldição e deu uma pancada com as costas da mão fazendo aparecer no centro da tela uma imagem trêmula.


- Filho da puta. Este material atrasado que temos que utilizar aqui... Fico me perguntando como conseguimos fechar algum caso. Baixe todos os dados para o disco, seu imprestável!


- Talvez se o enviasse para a manutenção. - sugeriu Hermione e recebeu um rosnado por toda resposta. 


- Era esperado que o revisassem durante minha ausência. Esses babacas da manutenção parecem não saber o que fazer com seus dedos. Vou utilizar um dos computadores de Harry. - Surpreendeu Hermione arqueando uma das sobrancelhas e bateu o pé no solo, impaciente, enquanto esperava a máquina baixar as informações - Algum problema com isso, oficial? 


- Não, tenente. - Hermione mordeu a língua e decidiu não mencionar a série de códigos que Gina estava disposta a infringir - Nenhum.


- Ótimo. Faça os trâmites necessários para conseguir o scaner do cérebro do senador e compará-lo.


Hermione deixou de sorrir. 


- Você quer que eu bata de frente com aquele pessoal de Washington? 


- Sua cabeça é bem dura para suportar a pancada. - Gina pegou o disco e guardou no bolso - Chame-me quando tiver alguma coisa. Na mesma hora.


- Sim, tenente. Se encontrarmos uma conexão. Precisaremos de um perito.


- Sim, pode ser que eu tenha uma pessoa. - Gina pensou em Reeanna, girou e acrescentou - Comece a ser mover, Hermione.


- Agora mesmo, tenente.


 


 


 


Agradecimentos especiais:


 


Bianca: o Jess realmente é bastante suspeito com o brinquedinho eletrônico que ele tem, por isso não vou dizer se ele é ou não o assassino, mas posso garantir que ele tem algum tipo de envolvimento, talvez não com o verdadeiro assassino. Beijos.


 


gilmara: vou ser sincero garota, não foi o Jess, pelo menos não os assassinatos. Mas ele é extremamente culpado por esse comportamento meio selvagem do Harry e da Gina, mas esse lance até que eles curtiram muito, mas o Jess vai dar um passo maior do que pode e vai forçar Harry a fazer algo que ele não iria querer, o que vai denuncia-lo para a ruiva, espere pra ver. Beijos.


 


 

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