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11. Capítulo 11


Fic: Second Life. SS-HG. NC 18.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Second Life
Capítulo 11

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Escrita por Lariope
Traduzida
por Ligia e Dinha Prince
Betada
por Thayz Phoenix


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Ela se sentou ao ouvir a voz de Dumbledore e o ruído de seu rosto verde surgindo na gotejante chama. Onde estava? E por quanto tempo estivera babando sobre os ombros de Snape?


“Bom dia, Severus, Hermione,” ele falou rispidamente. “Severus, eu sugiro que você envie Hermione ao quarto dela imediatamente. Os elfos domésticos estão confusos sobre onde entregar os presentes de Natal.”


Natal? Oh, por Deus. Dormira aqui a noite toda?


Snape piscou e falou calmamente, “Certamente Alvo. Isso é tudo?”


“Sim,” o Diretor respondeu. “Isso é tudo. E Feliz Natal.” Então, ele se fora.


“Desculpe-me, Professor Snape. Não tive a inte—“


Ele sacudiu a mão dispensando o agradecimento. “Pelo quê? Por ser a única pessoa nesse castelo que demonstrou um pouco de preocupação por meu bem-estar? Não pense nisso. Você está perdoada.”


Ela se levantou e se espreguiçou silenciosamente, sem saber como replicar. Este era um Snape que nunca tinha visto, tinha urgência em escapar dele antes que ele, repentinamente, começasse a descarregar maldições.


Dobrou a manta, colocando-a no sofá e pegou sua mochila. “Qual o horário que devo retornar?” perguntou.


“Retornar?”


“Para minha aula?”


Snape sacudiu a cabeça. “É Natal, Senhorita Granger.”


Ela concordou, sentindo-se esquisitamente rejeitada.


Ao entrar na lareira, pausou e olhou para trás. “Feliz Natal, Professor Snape.”


“Para você também”. O rosto dele permaneceu sem nenhuma expressão, mas não havia nenhum veneno em sua voz.


Ela rodopiou por entre as chamas.

***


Hermione apareceu no Salão Principal para o café da manhã, mas não olhou para Snape. Em vez disso, ela acenou brevemente para o Diretor quando se sentou na mesa da Grifinória. Comeu sozinha, como tinha sido hábito durante os feriados, embora não esteja sendo tão prazeroso como antes. Apesar de a mesa ter sido reduzida bastante no tamanho, ela parecia muito pequena sentada lá.


Além do apressado ‘Bom dia’, Dumbledore não falou com ele durante o café. Snape trocou gracejos com o restante do corpo docente e comeu sua refeição silenciosamente. Não era um apreciador dessas refeições nos feriados e da forçosa sociabilidade de seus colegas. Preferia ter comido em seus aposentos, mas pensou que era melhor não irritar mais o Diretor.


Quando terminou de comer, disse um ‘Feliz Natal’ aos colegas e rapidamente deixou o Salão, subindo as muitas escadarias para a Torre da Astronomia. Uma grossa camada de neve tinha caído durante a noite e ele desejara olhá-la sobre os jardins, limpo de estudantes e de suas tralhas. Divertiu-se com os flocos e ao apreciar o silêncio da escola coberta de neve. Isso o fez sentir-se seguro, como poucas coisas faziam.


Envolvendo a sobrecasaca em si firmemente, caminhou para fora da Torre. O ar doía por causa do frio, mas era limpo. Com tudo o que sofrera, ainda sempre se sentia limpo e renovado pelo severo vento do inverno. A Floresta Proibida pareceu vitrificada pelo gelo, estava tocado pela idéia que um diferente tipo de Transfiguração tinha ocorrido àquela noite. Tudo parecia mudado: a cabana do Hagrid, erguida numa colina, normalmente deteriorada e sem valor; o Lago Negro, que tinha sido enfeitiçado de branco pelo gelo e neve. Recostou-se contra o parapeito e respirou profundamente, sentindo a brisa cortar sua garganta e corroer seus pulmões. Pensando que parte do que ele amava ver no mundo era o fato que era somente uma alma solitária para testemunhando o mundo fresco, desejou vagamente pela presença da Senhorita Granger e de sua insuportável tagarelice que o fez verdadeiramente aproveitar os feriados.


Como se ele a tivesse evocado com seus pensamentos, viu-a cruzar os jardins; uma partícula luminosa na infinita extensão branca. Ela vestia seu pesado casaco sobre a capa e um cachecol da cor da sua casa, seus cabelos ondulando conforme o vento como uma nuvem castanha. Sorriu levemente com malícia. Isso lembrava-lhe um pouco do Salgueiro Lutador. Foi uma pena não ter aceitado a sugestão da aula. Não queria corrigir redações hoje ou preparar tediosas poções para a Ala Hospitalar. Não tinha nenhum familiar com quem celebrar os feriados de fim de ano, nem troca de presentes nem refeição de festa; fora o banquete em Hogwarts. E ainda, frequentemente, sentia um estranho desejo de passar esses dias isolado. Lecionar para ela hoje poderia ter sido quase festivo.


Ela se voltou para frente do lago e enfeitiçou um buraco na neve. Lentamente, um banco de gelo apareceu onde havia sido somente uma pequena elevação lisa no solo branco. Observou a firmeza dela, aparentemente satisfeita por sentar e observar o sopro de neve cruzando a superfície gelada do lago. Recusando-se a dar qualquer crédito a mais para a idéia que abolira firmemente, saiu do parapeito e fez o seu caminho de volta a seus aposentos.


Uma vez dentro, andou a passos largos pela sala e rapidamente verificou suas prateleiras em busca do livro que queria. Sentiu uma pressa incomum, porque, no caso, deveria sentir falta dela, já que era uma excelente oportunidade para instruí-la sobre plantas comestíveis e fungos. Ninguém mais estaria nos jardins naquele tempo, e poderia dar a ela uma aula prática sem o risco de ser interrompido por olhos curiosos. Procurou o livro e, ao pegá-lo, acelerou para os jardins.


A luz estava quase ofuscante, refletindo tudo naquela imensidão de neve. Parou e piscou, os olhos procurando por uma familiar ruptura de cores. Lá. Ela tinha permanecido no banco, negligente com o frio e com o vento. Novamente, empacado pelo quão pequena ela parecia, uma luz, uma minúscula mancha contra um grande e imperdoável quadro vivo. Marchou pela neve na direção dela.


“Senhorita Granger,” falou, surpreendendo-a.


A cabeça dela sacudiu, e ela sorriu para ele. “Professor Snape. Só estava aqui fora apreciando o tempo.”


Ele bufou. “Terá sorte se não congelar no banco. Está apropriadamente vestida?”


“Como?”


“Está com frio?”


“Não, senhor. Lancei um Feitiço de Aquecimento. Eu... eu gosto de olhar a neve. O mundo parece limpo outra vez. Novo.” 


Ele acenou brevemente.


“Imaginei se você gostaria de ter uma aula sobre alimentação em uma vida selvagem. Quando terminar de admirar gotas de água congelada, é claro.”


Ela deu-lhe um olhar longo e um tanto quanto divertido. Finalmente, levantou do banco. “Certamente, senhor.”  



“Bom. Venha.” Lutou por entre a neve em direção a Floresta Proibida com a Senhorita Granger em seu encalço.


Uma vez que estavam sob a cobertura das árvores, onde a camada de neve era fina no solo, ele utilizou a varinha para limpar uma parte da vegetação rasteira.


“O que você vê?”


“Faias. Folhas. Lama. Fungos.”


Ele encarou-a desdenhosamente. “E o que, diga-me, de tudo isso é útil?


Bem, faia de madeira é algumas vezes utilizada para varinhas, acho que não com muita frequência. E os fungos, suponho. Mas não saberia qual poderia ser seguro para comer.


“Na base das faias, é comum achar em excesso os cogumelos comestíveis, deve encontrá-los se precisar de comida. Aqui,” falou, apontando para um laranja, um cogumelo de cabeça franzina com obtusas nervuras azuis, é um Chanterelle. “É comestível e razoavelmente saboroso. Você vê os outros?”.


“Este,” ela falou, indicando um outro cogumelo que ele tinha apontado.


“Se você comesse este, Senhorita Granger, estaria violentamente doente dentro de uma hora.” Ele cutucou a parte de cima do cogumelo com o pé. “Este é um cogumelo Jack-o-lanterna. Perceba as muitas finas laminas em vez de nervuras.


Ela se curvou e observou atentamente o cogumelo. “Entendi.”


“Lembre-se disso,” ele falou. Ela acenou e o olhou como se desejasse ter algum pergaminho.


“Se estiver precisando de cogumelos para comer, Senhorita Granger, muito provavelmente não terá suas anotações disponíveis. Você tem que guardar estas coisas na memória.” Ele limpou o caminho um pouco mais.


“Este”, falou, apontando para um espinhado e encaroçado cogumelo, “é um cogumelo Morel, também encontrado em faias. É seguro comê-lo, mas tome cuidado para não confundir com o Falso Morel.” Fatiou o cogumelo longitudinalmente com a varinha, mostrando a ela o buraco no talo do Morel. “Um Falso Morel estará preenchido com uma substância macia. Seu consumo é fatal.”


“Professor Snape?” ela perguntou, seu rosto sério e focalizado como seria se ele lhe estivesse explicando as etapas da poção do Morto Vivo.


“Sim?”


“Isso é — quero dizer, Dumbledore colocou isso em meu curso de estudo?”


“Está insinuando que eu escolheria passar meu feriado de Natal olhando cogumelos na neve?”


Ela fixou os olhos nele, sua voz era calma e séria. “Estou perguntando se acha que, em um futuro próximo, irei surrupiar a vegetação rasteira para comer.”


“Sabe muito bem que não tenho idéia de quais são os planos do Diretor para você.”


“Não estou perguntando o que você sabe. Estou perguntando o que você acha.” (N/T²: Oieeeeeeee!!)


“Ele me pediu para não pensar. Dupla proteção, Senhorita Granger.”


Ela o olhou por um longo período, tão longo que ele desejou olhar para outro lugar, mas não o fez.


“Não quero arriscar você ou a mim mesma. Mas, parece um insulto para ambos acreditarmos que não podemos ver o significado disso tudo,” ela falou.


“O que somente serve para realçar a importância dessa aula,” ele replicou brevemente. Odiou-se levemente por um momento. Estava claro o que tudo significava: os disfarces, a Oclumência, os Feitiços de Proteção, as aulas sobre comida e a medibruxaria. Ela estava a caminho de uma corrida. E ainda, não teria — não poderia – dizer a ela sobre, não poderia tranqüilizá-la. Poderia somente ensiná-la.


Ela acenou e procurou um grande espaço limpo na neve para sentarem. Ele se abaixou lentamente, com medo do modo como o frio penetraria em suas juntas, mas percebeu, para seu alívio, que ela conjurara uma almofada e lançara um Feitiço de Aquecimento sobre o jardim congelado. Então poderiam sentar confortavelmente. Ele cruzou as pernas e abriu o livro.


“Aqui está a lista dos cogumelos comuns na Grã Bretanha,” ele falou. “Escolhi faias, não só porque estão prontamente disponíveis para estudo, mas também porque são comuns, e porque não tenho nenhuma esperança de que você guarde o texto inteiro na memória. Parece-me que é melhor focar num único habitat.”


A Senhorita Granger levou o livro para seu colo e curvou-se sobre ele. Seus olhos moviam-se rapidamente sobre o texto, de trás para frente.


Accio cogumelos!” ele falou e quase sorriu quando dois deles desmancharam-se com o movimento. Ela riu, e o som repicou como sinos pelo vento do inverno.


Ele a observou pegar um cogumelo laranja brilhante e examiná-lo. “Jack-o-lanterna”. ela falou, colocando-o de lado.


“Decore-o, Senhorita Granger. Você não ia querer que nenhuma de suas bobas companhias o comesse por engano.”


Ela o encarou asperamente, então sorriu maliciosamente e baniu o cogumelo com a varinha. Ele acenou, e ela escolheu um cogumelo púrpura com um chapéu convexo, virando as páginas do livro à procura de um igual.


Blewitt de árvore?” ela perguntou.


“Certamente. O melhor é cozinhá-lo, mas é comestível desta forma. Algumas pessoas relativamente se divertem com ele.”


Ela o pôs nos bolsos da roupa, colocando os outros em seu colo. Pegou todos aqueles que eram parecidos, e inspecionou-os cuidadosamente, adicionando-os ao monte.


Hermione trabalhou incansavelmente, pegando cogumelo depois de cogumelo, comparando-os com o livro e depois banindo ou adicionando ao monte que crescia no seu colo. Ele observou seu trabalho, ocasionalmente confirmando a identificação dela ou adicionando um comentário sobre preparação ou degustação. A testa dela enrugavam-se em concentração, e seus cabelos chicoteavam furiosamente seu rosto. Várias vezes, ela parou e soprou os cachos para a base do pescoço, fracassando e, então, todos os pedaços sacudiram livremente pelo vento, dançando alegremente sobre sua cabeça. Ela bateu neles distraidamente. Suas bochechas e nariz estavam num ardente rosa, contrastando com os flocos de neve. Ele percebeu que era isso o que mais gostava nela. Nunca, nenhuma vez, ela reclamara da situação ou perguntara quanto tempo ainda teriam que fazer aquilo. Ela simplesmente se adaptou à tarefa com um adequado interesse, determinada a completar a lição o quanto antes.


Quando a pilha de cogumelos a serem examinados chegara a quase nada, e a pilha no colo dela crescera o suficiente para alimentar três adolescentes desesperados, ele a parou.


“Bom trabalho,” falou, interrompendo-a quando ela pegou um dos cogumelos remanescentes. “Aquele, é claro, é o Agário-das-moscas, o cogumelo das histórias. Muito fácil de ser reconhecido e muito venenoso. Livre-se dele.” Ela aceitou e virou-se. Um fio de seu cabelo roçou nos lábios dele.


“O próximo passo da aula, é claro, depois da identificação positiva, é --”


“Comer um,” ela falou.


“Sim.”


Ela remexeu na pilha e escolheu um Morel. Fatiou do início ao fim com a varinha e inspecionou o espaço no talo.


“Sem substância macia,” ela falou. “E as lamelas estão num sentido só. Parece estar bom.”


Ela cortou uma fatia do cogumelo e levou até os lábios. De repente, ele fora tomado pelo pânico.


“Não!” Snape disse, quase fazendo-a derrubar o cogumelo.


“O quê? Você concordou comigo! Isto é um Morel.”


“Deixe-me ver.” Ele o pegou, mas ela sacudiu a cabeça vigorosamente.


“Não. Sua vida é mais valiosa que a minha, Professor. Eu vou comer isso.”


“Ninguém come então,” ele disse firmemente.


“Está louco? Você falou que é parte da aula! Qual é a razão de me ensinar a achar comida se não posso consumi-la? Confio no meu trabalho, professor. Eu vou comê-lo.”


“Se confia em seu trabalho, então não deveria se preocupar comigo —”


“Não — Olhe. Você…” Ela o olhou atentamente, especulando sobre como ele poderia interpretar suas palavras. “Você se arrisca demais por mim.”


Isso o fez congelar. Lembrou-se do modo como ela o olhara na noite anterior. Os olhos dela tinham-no fitado inteiramente e sistematicamente. Ela buscara nele, não só o sangue, mas a dor, ele sentira isso, lembrando do olhar dela que se demorara em seu rosto, ponderando sua expressão. E então, como claramente ela caíra na almofada tão aliviada quanto sua postura demonstrara.


“Nós dois o comeremos,” ele declarou.  Uma estranha idéia dançou por sua mente — um trouxa chamado Shakespeare, e os dois terminando mortos na neve como um tipo perverso de Romeu e Julieta. Ele achou a imagem curiosamente recomfortante.


Ela concordou e fatiou o cogumelo de novo, enquanto ele o segurava. Snape mastigou e engoliu um pedaço, seus olhos não deixando o rosto dela enquanto ela fazia o mesmo.


“O que fazemos agora?” ela perguntou.


“Agora esperamos.”


Ficaram sentados em silêncio, vendo a neve cair do alto das árvores. Alguns poucos passarinhos de inverno pularam dentre os galhos. Ela se recostou, escorando-se sobre as costas das mãos. “Como você geralmente passa seus feriados?” perguntou.


“Como?”


“O que você faz nos feriados — quando não está ensinando Grifinórios insuportáveis a sobreviver numa floresta?”


Ele lançou os olhos a ela, e percebeu que estava caçoando dele. Criança impertinente. Ele sorriu e sacudiu a cabeça. “Geralmente completo a divertida tarefa de corrigir redações de estudantes,” ele declarou, e ela deu um sorriso largo.


“Você sempre permanece em Hogwarts?”


“Eu tenho aversão a cozinhar para mim mesmo,” ele respondeu simplesmente.


O silêncio reocupou o local, pontuado ocasionalmente pelo ranger dos galhos congelados e o som dos animais no fundo da floresta. O sol estava acima de suas cabeças, mas onde sentaram havia a sombra da floresta.


“E você?” ele finalmente perguntou.


“Eu cresci fora de Londres,” ela falou. “Meus pais são dentistas. Um tipo de trouxa médico dos dentes.”


“Meu pai era um trouxa,” Snape falou tranquilamente. “Eu sei o que é um dentista.”


“Oh!” Ela replicou. “Eu não sabia. Bem, meus pais fecham o consultório por alguns dias nos feriados. Fazemos as coisas tradicionais. Muita comida, presente e outras coisas.”


Por um momento, lamentou por ela, estar tão longe da família no Natal, comendo cogumelos na neve ao invés das refeições quentes e especiais preparadas por sua mãe.


“Pensei que sentiria saudade de casa,” ela falou de repente. “Porém, estou aproveitando essa folga. É muito esquisito voltar para um mundo sem magia.”


“De fato,” ele falou. “Muitos nascidos trouxas tem dificuldade com isto.”


“Mesmo? Eu achei que tivesse uma idéia do que esperar uma vez que deixasse Hogwarts.”


“A maioria acha que tem de preferir um mundo ou o outro e escolher em conformidade. Como você mesma disse, é difícil viver entre os dois.”


Ele não acrescentou que estavam em tempo de Guerra, e que provavelmente ela teria poucas chances uma vez que os Comensais da Morte tomassem o poder: desistir da magia e viver escondida, ou lutar e viver escondida. Também falhou ao não apontar a ela que sua escolha já tinha sido feita efetivamente noite em que se casaram.


“É, você cresceu entre os dois,” ela disse, sem ter noção dos pensamentos dele.


“Eu cresci,” ele falou brevemente. “E preferi a magia.”


“Assim como eu, eu acho.”


Ele não estava surpreso com a declaração. Raramente tinha visto uma nascida trouxa apropriar-se da magia como ela fizera. Não era só pelo talento dela, mas o modo como permaneceu firme com amigos como Potter, ocupando um lugar de notoriedade na guerra do mundo mágico que já existia antes de conhecer magia, muito antes dela nascer.


“Acho que nós podemos aceitar, com alguma certeza, que não vamos morrer de dor por causa do veneno do cogumelo,” ele declarou, levantando-se, já que não tinha o desejo de discutir mais nada sobre o passado.


Ele ofereceu a mão para ajudá-la a levantar, e ela aceitou. Quando ela levantou, o amontoado de cogumelos caiu de seu colo. Abaixou-se para pegá-los e colocar no casaco, e uma forte rajada de vento fez gotas caírem das árvores e levantou seus cabelos, livrando-os do laço. Ela piscou com aquilo tudo voando em sua direção, verdadeiramente cegando-a. Soltou a mão dele, levantando as suas para controlar os cachos, e ele a fitou, achando divertida sua batalha com o cabelo. Ele sentiu um ímpeto de afeto por esta situação simplória, menina impossível; adorável, insuportável grifinória; sua bravura fez com que ele a alcançasse e utilizasse as duas mãos para prender os cabelos dela atrás da orelha. E então, segurando seu queixo na palma das mãos, curvou-se e beijou-a.


Os lábios dela estavam frios, ele buscou aquecer a profundidade da boca de Hermione com sua língua. As mãos dela abriram seu casaco, e ela deu um passo para junto dele, enroscando seus braços, comprimindo-se mais firmemente em seu aperto quando o beijo aprofundou-se. Ele ouviu a precipitação, o implacável som do vento, ou talvez fosse o acelerar de seu pulso no ouvido, já que todo o seu corpo pareceu de repente ter acordado.


Que diabos estava fazendo?


Ele a soltou repentinamente e deu um passo para trás.


“Eu peço desculpas, Senhorita Granger. Isso foi realmente inapropriado.”


“Inapropriado?” ela balbuciou.


“Eu — perdoe-me.” Empurrou o livro para as mãos dela. “Tome.”


Ela pegou o livro, ainda olhando para óbvia confusão dele. Snape passou por ela e caminhou a passos largos para o castelo.


“Professor Snape!”


Ele a ouviu chamá-lo sob o vento, mas continuou sem olhar para trás. O que tinha pensado? Beijar uma estudante? Não uma estudante—sua esposa! Sua mente tagarelou e justificou. Sua esposa. Pensou de novo no quão pequena ela parecera nos jardins extensos cobertos de neve.


Essa menina seria seu fim.


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Obs: Agário-das-moscas é o Amanita muscaria. Gente, como eu tenho medo desse cogumelo! –Q


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Oi, gente. Aqui é a Thayz! A beta irresponsável. Bem, eu prometi uma surpresa, não foi? Não me esqueci dela, não. =)


É que uma série de acontecimentos meio que atrasou tudo. ._.


Primeiro, foi EdP, que me deixou numa crise depressiva. Não levem a mal, amei o filme, mas chorei séculos pela morte de Dumbledore. Mais pelo Sev que pelo próprio Dumbledore. Coisa horrível de se dizer, mas é verdade. T.T


Segundo, foi que peguei uma gripe terrível. Fiquei realmente mal. Ainda nem estou 'curada' totalmente, mas bem melhor. Aqui está o capítulo. Tenho que agradecer à Dinha Prince pela ajuda imensa. Obrigada.


A surpresa não foi por água abaixo, pretendo continuar com  meus planos; só sinto que vai demorar um pouco mais do que antes.


Querem uma dica? Aí vai: Enigma do Príncipe é o filme do Sev, não é?


Espero que tenham gostado do capítulo, eu particularmente, achei adoravél, principalmente o final. *-*


E qualquer erro, desculpem-me. Só avisar, que eu edito.


Ah! A Ligia está um pouco sumida, com alguns problemas de conexão, então vou adiantando as coisas com a Dinha, ok, pessoas? =)


Beijinhos e até o próximo!

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