”I like your pants around your feet and I like the dirt that's on your knees, and I like the way you still say please while you're looking up at me… You're like my favorite damn disease. And I love the places that we go, and I love the people that you know… And I love the way you can't say "No", too many long lines in a row I love the powder on your nose. And now I know who you are, it wasn't that hard. Just to figure you out, now I did, you wonder why.”
Eu não fazia a mínima idéia de como tinha ido parar lá em cima, nas minhas memórias haviam apenas alguns flashes de mãos, sussurros, escadas, lábios e gosto de menta. De cigarro de menta. Eu também não queria pensar, não era necessário no momento, se eu acabasse pensando provavelmente o empurraria para longe de mim e desaparataria antes que pudesse mudar de idéia. E eu não queria mudar de idéia.
Meu corpo bateu contra a parede gelada e negra do quarto dele, em um baque silencioso, minhas costas semi-nuas sentiram a diferença de temperatura fazendo com que todos os meus pelos do corpo se arrepiassem – como se fosse realmente possível que eles se arrepiassem mais. A mão dele deslizou pela minha cintura indo até as costas entre o pequeno espaço que abri afastando pouco meu corpo da parede, seus dedos ligeiros provavelmente procuravam o fecho do meu soutien – em vão.
Meus lábios sugavam os dele com intensidade enquanto ele remexia por todo o pano negro e rendado, ele afastou a boca da minha rápidamente enquanto sua respiração se acelerava cada vez mais, e quando fez menção de dizer alguma coisa, eu o afastei com uma das mãos, e com a outra guiei sua mão até o meio dos meus seios, encaixando seus dedos no fecho brilhante de metal.
- Faça isso antes que eu me arrependa. – ele parou de subto, seus olhos azuis se demorando na expressão do meu rosto.
- Não vou fazer nada que eu acho que você va se arrepender, se não quiser a gente pode...
- Scorpius, era disso que eu estava falando, por favor! – eu pedi, minha voz ansiosa enquanto ele ainda estudava meu rosto.
- Eu não quero que jogue isso na minha cara. – ele falou baixo.
- Scorpius...
- Não Rose, eu falo sério. É bom, eu concordo, mas não quero fazer isso com você se não for porque você também quer.
- Pelas calças de Merlim, Scorpius...
- Rose, pra mim não é só sexo entende? – ele falou baixo, provavelmente envergonhado do que vinha a seguir – Pra mim é fazer amor, é diferente.
Esse era o momento eu que eu devia parar e refletir, mas todo meu corpo parecia estar pulsando de desejo enquanto Scorpius parecia ter escolhido a hora mais imprópria para vim me falar qual é a diferença que ele carregava entre sexo casual e fazer amor, hora me poupe! Não que eu não estivesse feliz com isso, eu estava, mas no momento não era essa felicidade que eu esperava ter dele.
- Olha Scor...
- Sério Rose, eu não vou prosseguir com isso até que você me diga...
Juntei minha boca na dele antes que ele pudesse começar o lenga-lenga e provavelmente mais uma briga, ele parecia estar tentando fazer menção de se afastar para continuar com seus argumentos, eu fui mais rápida e abri o botão de seus jeans, deixando que minha mão entrasse livremente, meus dedos escorregaram pelo elástico de sua cueca, e se fechou nele. Scorpius deu um leve espasmo de surpresa, porém foi o suficiente para que ele finalmente calasse a boca e continuasse com todo o nosso desenvolvimento de situação. Minha mão percorria seu peito livremente enquanto a outra deslizava para cima e para baixo, fazendo com que ele mordesse seu lábio e sugasse minha língua com força, as mãos dele ainda estavam intactas no fecho do meu soutien.
Eu deslizei novamente minha mão para fora de sua calça, ele me olhou atônito, então com a mão que deslizava em seu peito, puxei as laterais da calça para baixo fazendo com que ela se despencasse no chão, o deixando somente de cueca, com aquelas malditas boxers que deixavam aparente cada contorno de seu corpo, desde sua intimidade até mesmo sua bunda – que por Merlin, eu amava demais.
Nos encaramos por alguns segundos, analisando um ao corpo do outro, e ele agilmente soltou o fecho, libertando meus seios do soutien negro rendado, as mãos dele foram rápidas, acariciavam meu seio gradativamente, primeiro devagar, curioso, e logo em seguida em circulos, os apertando levemente, seus dedos encontraram meu mamilo, e ele deslizava um dedo contra o outro, mantendo o mamilo entre eles. Eu soltei um gemido prazeroso, mas de alguma forma parecia não ser o suficiente pra mim, eu queria mais, mais ainda do que ele estava me proporcionando, abaixei sua cueca e ele movimentou suas pernas tentando se livrar delas o mais rápido possível, instintivamente eu colei meu corpo no dele, uma perna de cada lado, ele apertou o abraço, e a nossa proximidade sendo separada por somente um fiapo de pano fino e transparente parecia me levar a lua, então quando eu pensava que as coisas não podiam me deixar ainda mais fora de mim, ele abaixou o rosto e tudo o que eu pude sentir foi sua lingua quente em meus seios, e seus lábios o sugando, era impossível que eu conseguisse ainda manter os meus gemidos presos na garganta, agora estavam um tanto mais sonoros e prazerosos, enquanto ele mordiscava meu mamilo, sua mão desceu até minha calcinha, a abaixando com a ajuda de uma das minhas mãos, eu entreabri as pernas, e ele escorregou sua mão por entre elas, um sorriso debochado no rosto.
- Eu não sabia que você ia gostar tanto assim.
- Cala a boca – eu falei grifando cada uma das palavras entre minha respiração entrecortada.
- Eu não preciso ficar calado.
- Scorpius, por Merlin fale menos e faça mais. – eu pedi baixinho, quase implorando.
- Porque, você quer um pouco mais? A brincadeira está boa o suficiente pra você?
A voz dele era provocante, enquanto ele deslizava a mão dedilhando entre minhas coxas, eu podia sentir, estava prestes a subir em cima dele, meu corpo estava tão quente que eu poderia entrar em combustão, eu estava me perguntando porque eu havia demorado tanto tempo para finalmente ficar com ele, ele parecia estar percebendo, estava cada vez mais cheio de sí, e cada vez mais presente, eu podia sentí-lo contra a minha pele, ele estava pronto pra hora que eu achasse melhor, eu sabia que ele estava somente esperando o momento em que eu dissesse o ok.
- Você não faz idéia... – eu sussurrei, incapaz de não responder as suas provocações, eu estava conhecendo um lado meu completamente ignorado, e a melhor parte é que eu estava gostando, eu estava gostando muito.
- Pode ficar melhor você sabe?
Sua voz sumiu da minha mente assim que senti seu dedo me penetrar, devagar, eu mordi o lábio com força e juntei meus braços ao redor do pescoço dele, era bom demais pra ser verdade, então ele afundou o dedo mais uma vez, com um pouco mais de força, e eu gemi alto, Scorpius parecia estar muito contente consigo mesmo...
- E pode ficar ainda melhor do que isso.
Então ele me soltou de subto, me pegando no colo, caminhou em passos lentos – e torturantes – até a cama de lençóis esmeraldas, a luz do quarto estava fraca, o deixando com um ar aconchegante, então ele me deitou na cama, e quando eu procurei seu rosto pude ver que no topo do dorcel de sua cama havia um espelho.
Ele parecia ter tentado fazer do quarto um típico quarto de suíte de luxo de motel, eu tinha certeza, mesmo que nunca tivesse colocado os meus pés em um. Meu reflexo no espelho era deplorável, eu estava suada, isso era facilmente notável, meus cabelos estavam bagunçados, minhas bochechas rosadas, as sardas desalinhadas davam ainda mais uma visão de [i]deplorável[/i], e me ver nua, não era muito confortável. Scorpius ainda permanecia em pé, me olhando, um sorriso bobo nos lábios.
- Você consegue ser ainda mais linda do que eu pensava... – sua voz era um sussurro.
Eu pensei em responder que ele era mais romântico do que eu teria esperado, até mesmo nos meus sonhos mais bizarros, mas eu não queria quebrar o clima, eu estava ansiosa para conhecer o que poderia ser melhor. Graças a Merlin eu não precisei perguntar para lembrá-lo, ele pareceu se recordar de que ainda havia alguma coisa que pretendia me mostrar, e subiu na cama, suas mãos abriram minhas pernas, e ele se ajoelhou entre elas, ele abaixou o rosto, seus olhos fechados. Eu estava começando a entender qual era seu próximo passo.
- Scorpius, você não precisa... – mas eu nunca terminaria a frase.
Eu jamais teria dito a ele que não precisaria fazer aquilo se não quisesse, porque quando seus lábios começaram a beijar abaixo da minha cintura, eu realmente tive vontade de o puxar para baixo mais rápido para que ele acabasse logo com a tortura, porque ele havia achado graça em me provocar, beijando aqui e mordiscando ali, todo o caminho até a abertura entre as minhas pernas, sua mão chegou antes dos lábios, entreabrindo um pouco, minha respiração parecia prestes a se cortar, quando ele encostou os lábios e sugou. O gemido alto teimou em sair novamente – e agora ele sairia com muito mais frequência, eu havia acabado de perceber. Ele parecia estar gostando tanto quanto eu, os pelos de sua nuca estavam completamente arrepiados, eu apertei minha mão em sua bunda, – era inevitável, admito – e ele começou a penetrar a lingua devagar, tão devagar que parecia estar fazendo propositalmente, eu queria que ele colocasse rápido, que colocasse mais vezes, talvez com um pouco mais de força, mas ele parecia estar aproveitando todo o meu sofrimento, e ia cada vez mais devagar.
- Scorpius, vai, eu tô pronta.
- Essa não é a resposta que eu quero ouvir. – ele falou baixo se afastando, e meu corpo se contorceu devido a sua falta.
- Não brinque comigo! – eu começava a ficar ligeiramente brava, será que ele não estava entendendo? Eu queria, queria ali, queria agora, era tão simples, porque ele não podia andar logo com isso?
- Eu quero que você me diga o que você quer. Com todas as letras.
Eu não ia pedir pra que ele continuasse com a coisa da língua, eu tinha vergonha demais pra isso, e mesmo que eu estivesse aproveitando ao máximo, eu queria algo mais, derrepente a lingua parecia pouco, eu queria ir até o fim. Eu queria senti-lo dentro de mim, sentir seu corpo no meu.
- Eu quero, te sentir em mim. – eu falei baixo, ligeiramente constrangida. Maldito espelho.
- Como? – ele perguntou provocante, agora seu corpo estava em cima do meu, o contato era maior, e ele estava tão perto que eu podia simplesmente levantar um pouco o corpo e forçá-lo a fazer isso logo.
- Não brinca... – eu pedi, minhas mãos o procurando entre as minhas pernas.
- Trapaça. Eu quero que você diga.
- Eu quero transar com você, agora será que pode por favor andar logo com isso? – pedi antes que eu me arrependesse de falar, ele deu um sorriso torto.
- É bom saber que eu te deixou louca de tesão, vou usar isso mais vezes.
- Muito engraçado. – rosnei.
- Se vier brigar comigo você vai embora de liso.
- Vai me chantagear agora é?
- E se eu quiser?
- Não seja criança! – resmunguei colocando as mãos em seus ombros e fazendo força para que ele saisse de cima de mim, e ele se sentou.
- Não sou – ele respondeu divertido.
”I like the freckles on your chest and I like the way you like me best. And I like the way you're not impressed while you put me to the test, I like the white stains on your dress. I love the way you pass the check and I love the good times that you wreck, and I love your lack of self respect while you're passed out on the deck, I love my hands around your neck. And I know who you are, it wasn't that hard just to figure you out. Now I did, you wonder why… Why not before, you never tried. Gone for good, and this is it.”
Eu rolei os olhos nas órbitas, se ele queria brincar, eu iria brincar também. Me provocar e me deixar na vontade não era nem um pouco justo, e se eu dissesse eu sabia que ele responderia “Mas eu não sou justo”, então preferi retomar a situação aos meus modos. Eu nunca deveria ter saído do controle. A verdade é que eu nunca havia imaginado que faria isso, e sempre que alguém fazia qualquer comentário eu achava que nunca teria coragem, mas no momento, eu queria, queria mesmo fazer isso, eu queria que ele sentisse todo o prazer que eu estava sentindo, e não era justo que as coisas fossem melhores pra mim porque ele queria me fazer sentir bem, seria justo que eu lhe proporcionasse algum prazer também. E foi pensando nisso que eu colei os lábios nele, e os deslizei devagar até embaixo.
Então foi a vez dele de gemer de prazer.
Suas mãos apertaram minha cintura com força, meu corpo estava todo curvado sobre a cama, entre suas pernas, eu deslizava os lábios novamente para cima devagar e sugando com um pouco de força, o corpo dele respondia com alguns espasmos, minha lingua percorreu toda a superficie de seu corpo, fazendo circulos e minha boca se encaixou nele denovo, subindo e descendo agora um pouco mais rápido.
Quando eu estava realmente aproveitando tanto quanto ele, ele me afastou rápido e me empurrou pra cama, seu rosto estava vermelho, e seus olhos se demoraram nas sardas acima dos meus seios, ele abaixou o rosto até o meu pescoço o mordendo com força, eu podia sentir seus dentes puxando minha pele, mas não doía, era prazeroso, os lábios dele percorreram meus ombros, meu colo e encontraram meus seios, sua lingua os circulando e seus dentes rasparam em meus mamilos, a mão dele desceu pelo meio dos meus seios, e sua boca já estava beijando minha barriga abaixo do umbigo, ele desceu novamente mordiscando minha pele, sua mão novamente encontrando o meio das minhas pernas, e sua lingua, ele me sugava enquanto penetrava devagar com os dedos, eu já estava com o corpo arqueado quando ele levantou a cabeça, o olhar decidido, eu procurei seus lábios com os meus sentindo que finalmente havia chegado a hora e então o medo tomou alguns segundos do meu tempo.
Ele me abraçou e posicionou o corpo corretamente por cima do meu, de modo que estávamos quase nos encaixando, ele arriscou mais um olhar.
- Você quer?
- Quero. – respondi certa, sussurrando e de forma provocativa.
Então finalmente aconteceu.
Ele se encaixou entre as minhas pernas, começando devagar e cuidadoso, meu corpo de um espasmo, e então uma dor.
Apertei os olhos com força, fincando as unhas nos ombros dele, eu sabia desde o começo que nem tudo seriam flores, mas eu estava disposta, e não havia prêmio sem luta, a dor era rápida, e era agora minha batalha ganha. Quando finalmente aliviei o aperto das unhas em seus ombros Scorpius parece ter se libertado de todo o seu cuidado excessivo, ele se movimentava indo e vindo rápido, nossos corpos em uma dança sincronizada, o suor escorria de seu cabelo, descendo pelo pescoço, eu sabia que estava gemendo, que [i]ele[/i] também estava gemendo, eu só podia sentir o calor aumentando, e quanto mais quente ficava, mais eu queria ele dentro de mim, mais forte e mais fundo eu esperava que ele chegasse, eu estava quase [i]desesperada[/i] de desejo, ele começou a acelerar mais um pouco, e cada vez mais rápido, e eu me senti perdendo o controle, meu corpo estava em êxtase, uma espécie de frenesi, em espasmos, a sensação era tão boa que eu queria que não passasse jamais, e derrepente eu relaxei, senti o abraço dele ficar mais carinhoso, e um beijo na minha bochecha suada e vermelha.
- Eu te amo, Rose Weasley.
- Eu... – eu hesitei, mas não era hora para calcular, não era hora para comprar brigas e nem fingir. Estávamos só nós dois, e eu senti o desejo e obrigação de ser sincera, levei a mão até o rosto dele o acariciando carinhosamente – Eu também Scorp, te amo muito.
”I like your pants around your feet and I like the dirt that's on your knees, and I like the way you still say please while you're looking up at me, you're like my favorite damn disease. And I hate the places that we go, and I hate the people that you know… And I hate the way you can't say "No", too many long lines in a row, I hate the powder on your nose. And now I know who you are, it wasn't that hard just to figure you out, now I did, you wonder why. Why not before, you never tried, gone for good, and this is it.”
Permanecemos calados por um tempo, estar nos braços dele parecia imensamente suficente, só nos braços dele, com os nossos corpos ainda nus, tão próximos debaixo da coberta esmeralda, eu podia me esquecer da vida e ficar ali infinitamente, quem sabe assim não teríamos mais tantos problemas e provocações a resolver? Era uma solução, uma solução inaceitável.
Meu celular tocou, a música repetitiva embalando o quarto em eco, quando finalmente consegui encontrá-lo andando pelo quarto e embrulhada em um dos lençóis. Era Lilly, em uma video-chamada, maldita fosse, eu sabia todas as suas intenções.
- Oi Lils. – atendi colocando o telefone da orelha.
- Quantas vezes eu te disse que não adianta por o telefone na orelha porque tem camera externa? Eu posso ver Scorpius deitado na cama dele perfeitamente. – Merda.
- Diga Lills, qual é o problema? – perguntei fingindo que não havia ouvido e retirado o telefone da orelha e ficando ao alcance da camera.
- Meu Merlin, você está nua! – e sua voz parecia ter ecoado pelo corredor, ei eu disse corredor?
- Lilly onde você está? – perguntei me aproximando da porta do quarto pé ante pé.
- Estou tentando descobrir onde você está e... – então abri a porta dando de cara com ela.
Seu rosto ficou ligeiramente púpura e ela adentrou o quarto rápidamente fechando a porta às suas costas. Seus olhos iam das roupas espalhadas pelo chão aos lençóis, e finalmente encontrando Scorpius na cama.
- Sua noite foi boa hein Escorpião Albino – ela disse, tentando não parecer envergonhada.
Scorpius parecia extremamente confortável, tinha as duas mãos atrás do pescoço, o lençol o tampava da cintura pra baixo, e ele não parecia nem um pouco envergonhado de que seu corpo inteiro estivesse cheio de arranhões, ou sequer que seu pescoço estivesse com algumas marcas aqui e ali.
- Melhor impossível, quem sabe um dia você não descobre, Potter? Quando Hugo finalmente desistir do seu irmão.
- Haha, muito engraçado. – ela retrucou revirando os olhos nas órbitas – Rose, vamos descer. Hugo está a qualquer momento de vir atrás de você.
- E é melhor que ele não me encontre nessas condições... – resmunguei – Lilly pode dar licensa? É que eu preciso trocar de roupa.
- Como se eu nunca tivesse te visto pelada! – ela soltou indignada.
- Mas se quiser me ver tanto assim, Rose pode tirar uma foto e te presentear – Scorpius brincou.
- Ok, entendi, eu estou do lado de fora. Ew Scorpius...
- Eu adoro você também Potter... – ele retrucou se levantando assim que a porta bateu.
Caminhou até onde eu estava e me puxou para um abraço beijando o topo da minha cabeça, e acariciando meus cabelos. Eu o abracei, e ele se afastou devagar, indo em direção as roupas do chão, vestindo sua cueca e calça e me ajudando a encontrar as minhas roupas. Quando finalmente estávamos vestidos, ele me deu a mão, e abriu a porta, Lilly já não estava mais ali, então ele continou caminhando de mãos dadas comigo em direção à escadaria.
- Scorpius o que você...
- Eu te disse que eu não pretendia fazer sexo casual, aceite as consequências sendo minha namorada. – ele respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
Eu me senti incapaz de abrir a boca, todo aquele desejo louco e selvagem me fez esquecer a raiva no momento, meu corpo queria o dele com tanta vontade que eu havia sido capaz de deixar o tesão falar tão mais alto, alto o suficiente para me fazer esquecer por alguns minutos de que ele havia beijado minha prima, e não só ela.
Enquanto desciamos as escadas com todas as pessoas nos encarando e comentando entre sí, a raiva foi novamente corroendo dentro de mim, e toda a satisfação que ele exibia no rosto começou a se dissolver no meu, eu tentava deixar o sentimento falar mais alto, mas a voz de Leslie soou atrás de mim.
- Estúpida, ela acha mesmo que ele vai levar a sério. Ele só queria transar com ela, é tão óbvio. Tirar a pureza da filha de um dos heróizinhos patéticos, devo lembrar de dar a ele os parabéns um dia desses.
Não sei se ele ouviu o comentário, na verdade nem teria feito diferença que ele tivesse ouvido, eu sabia que era apenas uma provocação, mas o resultado de uma provocação após a outra é o desastre certo. A voz dela parecia ecoar dentro da minha cabeça tendo como fundo de tela a imagem de Scorpius e Nique se atracando no meio de todas as pessoas, e derrepente minha mente começava a imaginar falas de acordo com a forma como todos aqueles sonserinos me encaravam, raiva, agonia, nojo, admiração, e cada um me dizia coisas que o meu intimo tentava reprimir para não estragar o momento. Eu estava começando a me desesperar, e a mão dele parecia estar dando choque, eu queria soltá-la o mais rápido possível.
- Estamos ferradas, são quase cinco da manhã, precisamos ir pra casa, amanhã é n’A Toca Rose, sinto muito. – Lills falou me puxando pelo braço.
- O QUE É ISSO NO SEU PESCOÇO ROSE HERMIONE WEASLEY? – Hugo berrou no meio de todas as pessoas.
- O que você tá falando? – perguntei aérea, minha cabeça estava girando.
- Seu pescoço, tá literalmente roxo. Com marquinhas de dente e aquelas marcas fundas de quando se fica vermelho como sangue. – Lilly respondeu constrangida.
- Você precisa me salvar, eu não posso aparecer n’A Toca assim! – entrei em desespero, não sabia se pela situação em sí, ou se tudo estava junto e agora o meu pescoço e derrepente tudo estava dando errado.
- Eu não sei nenhum feitiço que possa dar um jeito nisso, sinto muito! – Lills respondeu, tentando reprimir o riso.
- Papai vai te matar... – Hugo resmungou.
Ele realmente me mataria se sequer imaginasse a origem do rosto, Scorpius não dava atenção a conversa, parecia satisfeito demais me exibindo entre as pessoas, eu era seu precioso Troféu, eu havia caído em sua lábia, eu era uma qualquer, como todas as outras, e mesmo que ele negasse, eu havia sido o sexo casual, selvagem e louco em seu andar de cima, eu me odiava por isso.
- Sinto muito Malfoy. – falei alto chamando a atenção dele, que me olhou confuso – Esquece tudo o que aconteceu, a gente nunca daria certo. Eu não sou um troféu.
Antes que ele pudesse reclamar ou me impedir, girei os calcanhares mentalizando o quarto de Lilly, tudo o que eu queria era simplesmente deitar na cama, dormir e me esquecer de tudo. Me esquecer dele, de cada um dos detalhes do seu corpo, dos caramelos destacados em sua barriga, de suas tatuagens, de suas mãos espalmando meu corpo, da voz dele dizendo que me amava.
Eu precisava esquecer da melhor noite da minha vida.