A semana passou e logo chegou sábado, porém a sensação de tudo ruir e ser descoberto não saía da cabeça de Stephanny, ela já tinha em mente como conseguir a verdadeira horcruxe, porém isso seria muito arriscado e desastroso se o seu plano fosse descoberto. Mas seus pensamentos logo se desfizeram quando Henry Terdison, entrou em sua sala, em uma bela manhã de verão.
_ Entre, Terdison, e feche a porta.
Quando Harry fechou, sentiu o ar ficar mais abafado, de repente não ouviu o burburinho dos pássaros da janela e percebeu que a sala estava protegida por magia.
_ E então como está se sentindo?
_ Quer que eu seja sincero?
_ Mas é claro, por favor!
_ Furioso.
_ Seria um tolo se não se sentisse assim, afinal você é um Potter, e geralmente eu consigo irritar Potter’s.
_ Por que não me disse o seu plano?
_ Porque você não aceitaria.
_ Mas é claro que não! Você por acaso ia aceitar no meu lugar?
_ Não. Mas eu ouviria os meus padrinhos, se tivesse um.
_ Então é verdade que você é minha madrinha?
_ É, sua mãe queria assim. Creio que Sirius nunca falou sobre mim.
_ Por onde você esteve todos esses anos?
_ No mundo, viajando para cada lugar que você não acreditaria. Mas sei o que você quer saber, e o que eu posso te dizer Harry, é que eu fiz uma promessa, a um velho amigo, que iria ajudar não só a mim, mas a você também.
_ Era Dumbledore?
_ Sim. Mas não vamos falar disso agora. Preciso conversar com você sobre Dolores Umbridge. O que você sabe dela, Harry?
_ Ela é uma péssima professora de Defesa contra a Arte das Trevas.
_ E só isso?
_ É o que eu sei.
_ Sei o jogo que está fazendo Harry, e não vai adiantar, nem eu nem tampouco Sirius vamos deixar você se arriscar para capturar essas horcruxes.
_ Mas serei eu a derrotá-lo, portanto não vai fazer difer...
_ Vai fazer toda a diferença, você enfrentá-lo quando ele estiver mortal, do que ele estiver imortal Harry. Nós precisamos de você vivo, e não morto, por isso me ajude dizendo o que a sua antiga professora poderia querer com a horcruxe.
Harry caminhou pela sala por um tempo, queria argumentar, dizer tudo que queria fazer, mas era impossível mudar a opinião da Stephanny e foi a contra gosto que ele disse:
_ Eu não sei, talvez ela não saiba o que é.
_ Acha que ela esta usando uma horcruxe sem saber o que é?
_ A Umbridge não é tão inteligente, ela xingou centauros aqui na escola, além do que o próprio Mundungo não sabia o que era quando vendeu para ela.
_ Você tem razão talvez ela não saiba, mas mesmo assim vai ser arriscado tirar o medalhão dela.
_ Você tem alguma coisa em mente?
_ Sim, mas não posso te contar.
_ Por favor, eu não vou contar nada para ninguém, sabe disso.
_ Eu sei Harry, mas quando se é torturado nossas defesas se abaixam e até os melhores bruxos contam coisas que juraram que não iam contar. Portanto para sua própria segurança é melhor não saber de nada.
_ Mas...
_ Mas, nada senhor Terdison, foi muito bom a sua visita e acredite na próxima aula terá mais matérias a respeito disso.
Harry saiu derrotado da sala, sabia que era difícil dobrar Stephanny, quase impossível, mas estava com raiva de si mesmo, afinal podia ter sido mais intransigente e talvez conseguido. Pois não gostara nenhum pouco do disfarce que ela tinha arranjado. Ser Henry Terdison, não era o que ele esperava fazer nessa guerra, afinal o garoto que ele se disfarçava era um verdadeiro zumbi, vivia perambulando pela escola e muitas vezes sumia sem deixar rastros, mas ninguém se importava, todos estavam acostumados com esse comportamento e os professores também.