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76. PINGOS DE CHUVA


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 76


 


 


PINGOS DE CHUVA


 


 


 


Gina soltou um suspiro de alivio quando a camisola saiu de seu corpo. Harry estava nu, ao seu lado, e olhar seu corpo era a coisa mais deliciosa desse mundo e agrupava entre suas pernas uma umidade desconhecida nos últimos anos. Poucos toques, deixá-la tão quente, era uma novidade trazida diretamente de seu passado adolescente.


Nua, e exposta, ela sentiu a mesma alegria de sentir-se livre, ir embora, e uma sensação estranha vir tomar seu lugar. Os olhos de Harry passearam por suas curvas e ela quis se cobrir.


O ar que antes lhe faltava, parecia agora sufocá-la mais pesado e forte. Harry beijou-a por alguns minutos e ela quis lhe contar dessa sensação estranha que crescia em seu peito. Ele se afastou e sorriu, traçando um caminho de carinhas suaves sobre seus seios e ela quis gritar e mandá-lo parar.


Mas apenas virou o rosto, olhando para o lado. Fechou os olhos, sentindo-a a boca úmida correr por seu pescoço, e nem notou que suas pernas estavam fechadas, seus braços rígidos ao longo do corpo e sua respiração pesada. Ela não notou, apenas querendo que isso terminasse logo de uma vez.


-Gina?  -ele chamou baixo, notando tudo isso que ela era incapaz de notar.


Ela abriu os olhos e olhou para ele, por um segundo tendo a impressão de estar em outro lugar, com outra pessoa.


-Gina, olhe pra mim – ele segurou seu queixo e ela fixou o olhar nele – não precisa ser hoje. Você não está bem, não precisa ser hoje. – ele disse calmo, sentindo-se mal ao achar que estava lhe impondo algo.


-Harry, eu quero  -ela disse com a voz sufocada – eu...acho que desaprendi – ela revelou, sentindo o peso dessa constatação.


-Desaprendeu? – ele acariciou seus cabelos.


-Eu...hã... – ela olhou para outro lugar que não fosse ele -...hum...é que eu...


-Pode falar  -ele incentivou.


-Só fazia o que Greg pedia – ela colocou para fora, tentando não sentir-se péssima.


-Consegue lembrar como era entre nós, antes dele?  -ele perguntou compreensivo, tentando entender que as marcas que a tornavam esquiva e amedrontada era ainda mais profundas do que ele poderia supor ou julgar.


-Lembro- ela sorriu um pouco – mas não sei mais ser assim, Harry...não sei.


-Porque não fecha os olhos e finge que nunca fez isso com ninguém?  -ele sugeriu notando sua confusa – finja que é a primeira vez que um homem te toca. Esqueça de mim, esqueça de Greg. Esqueça dos namoricos que teve antes de mim – ele disse para vê-la sorrir mais solta – esqueça que é mãe, ou que é mulher. Apenas deixe acontecer...


-Não vai ficar decepcionado comigo?  -ela perguntou, pois nos últimos meses, Greg vivia reclamando que ela era uma geladeira, e coisas assim...


-Gina, você é linda, me deixa louco só de te olhar. Como poderia ficar decepcionado? Além disso, sei que por trás do seu receio, está a minha Gina, louca para sair e brincar  -ele fez graça novamente e ela riu, soltando o corpo sem notar.


Harry deixou-a rir, e a beijou. Não rápido ou direto. Foi se aproximando devagar, vendo-a fechar os estonteantes olhos azuis aos pouquinhos, o queixo erguido em sua direção. Roçou seus lábios com os seus e beijou-a.


Um beijo delicado que foi se aprofundando aos poucos, mais forte, sem exigir. Apenas oferecer.


Ofereceu seu carinho, sem amor, sua paciência e coração.


Harry não pedia, somente oferecia e essa constatação a levou a abraçá-lo pelos ombros, deixando-o deitar sobre ela.


O beijo acabou, mas não foi o fim, as sim um começo. Ele desceu beijos doces e suaves por seu pescoço. E ombros, causando arrepios e tremores que ela adorou sentir.


Se fechasse os olhos lembraria dessa sensações quando namoravam, mas não fechou os olhos, para não confundir passado e presente. Queria gostar hoje, e não confundir o tanto que gostava antes.


Observou-o descer para seus seios e tocar suavemente nos seios fartos e muito maiores que eram na realidade. Ele já sabia que não poderia apertá-los ou sugá-los, pois ela amamentava, mas ele não se furtou a beijar os mamilos e mordicar a pele ao redor. Com mãos suaves e beijos úmidos que a fizeram arquear as costas e se esfregar contra ele.


Ele ficou muitos minutos dedicado a causar-lhe prazer e arrepios por todo o corpo. Sentindo-se absurdamente quente e acessa, ela o puxou para um beijo molhado e longo, que pedia que ele não esperasse mais.


-Harry...- ela sussurrou adorando  o contato intimido, entre suas pernas. Seus quadris masculinos acomodados ali, pressionado e pedindo mais.


-ainda não – ele sussurrou, fugindo de suas mãos e descendo o corpo em beijos cálidos por sua barriga e umbigo. Ela quase ficou tensa, imaginando que ele veria os sinais da gravidez e acharia feio.


Mas lembrou-se que não haviam tantos sinais assim. Contrariando sua mãe, que achara que ficaria enorme por causa dos doces e guloseimas, ela conseguiu a proeza de ter uma menina bem criada, e que sugava todas as suas calorias indesejadas mamando praticamente o dia todo e sofregamente. E se fosse totalmente sincera, admitiria, sob tortura, claro, que havia alguma magia ali em seu abdômen e coxas. Algumas poções certas poderiam esconder até as mais feias estrias e celulites, mas Harry não precisava saber disso, não é?


Ela sentiu o mundo rodas quando ele separou suas coxas finas, e colocou a cabeça ali. Sua mente tentou loucamente lembrar de coisas importantíssimas como se havia se depilado corretamente, ou se estava suficientemente limpa ou...


-Você é linda – ele disse, observando, analisando e gostando do que via.


Ela sorriu corando, pois sentia-se novamente com quinze anos com ele nos corredores de Hogwarts se perguntando se era tão bonita quanto Cho, sua ex, ou tão experiente quanto ele...


-Estou tão feliz em ser sua, Harry... não quero que nada estrague esse momento...- era um mudo pedido de desculpas por qualquer defeito que ele pudesse achar.


-Eu te amo, e não tem nada em você que eu não ame – ele disse subindo e lascando um beijo rápido em seus lábios convidativos – agora, feche os olhos e relaxe.


-Harry, não precisa... – ela sorriu admirando seu corpo, seus contornos e achando o suficiente.


-Precisava antes, e precisa agora  -ele disse sério – Nós dois, Gina, nunca fomos tímidos um com o outro, ou de achar que o outro merece menos. Eu quero te dar o prazer que você merece. Esqueça qualquer outra bobagem que já tenha ouvido ou pensado. E se eu achar que está pensando em Greg ou em como era com ele novamente, eu paro na hora. – ele disse ficando realmente bravo – estamos conversados?


Ela ficou um pouco sem fala, mas um sorriso nasceu em seu rosto, em resposta a tanto testosterona e ela concordou, deitando novamente contra os travesseiros, quieta e relaxada.


Harry acariciou o interior de suas coxas, preparando-a para o que pretendia. Sentiu um pequeno tremor de antecipação percorrê-la e agradeceu a Merlin que ela houvesse finalmente se entregado.


Não esperava que fosse fácil, assim de primeira, mas ela estava realmente tirando-o do sério com suas barreiras imaginarias.  Se achar feia, se achar insuficiente, se achar em divida com ele, só por ter aceito sua filha...eram absurdos impensáveis!


Procurando tirar isso da cabeça, ele dedicou-se ao carinho mais intimo que conhecia, desde os quinze anos quando Cho o surpreendera com suas mãos abusadas.


Gina gemeu, no instante em que sua língua a tocou.  Áspera e inquieta, sua língua a percorreu em todos os recantos mais secretos, usando os dedos para expor ainda mais. Seus gemidos cresceram, assim como a febre em sua pele e em sua região pélvica. Ela não lembrava mais dessa sensação.


Do fundo do coração, não lembrava mais como era estar tão excitada a ponto de gritar. De precisar tanto de alguém a ponto de agarrar seus ombros com unhas fincadas na pele tensa e musculosa.  Mas ela o fez, agarrando suas costas, e arranhando a medida que a sensação crescia, tentando trazê-lo mas perto, mais intimo, mais profundo.


Não falava palavras conexas,mas ele entendia, e quando se moveu, subindo por seu corpo, buscando sua boca, no mesmo instante em que seus quadris estreitos e másculos encontravam o caminho entre suas pernas tremulas, empurrando gentilmente em sua úmida latejante.


Ela jogou a cabeça para trás, apertando os olhos, e achando que não suportaria mais. Firme, grosso,duro. Eram palavras, chulas, sabia, Harry era mais que isso, mas nesse momento, era só o que podia pensar., tão intimo, tão forte, os movimentos ganharam vida e ela amaciou os apertos em seus ombros, acariciando seus cabelos, e empurrando-o contra seus seios, enquanto enlaçava suas nadegas com as pernas e acompanhava seu vai e vem rápido com movimentos desordenados.


Não sabia mais corresponder a esse tipo de paixão, mas aprendia rapidamente, e como andar de bicicleta, ela achou a marcha certa, e esqueceu de Harry, esqueceu do mundo, gritando seu nome quando o prazer a cegou e ao mesmo tempo a tornou capaz de ver com a maior clareza do mundo.


Harry finalmente permitiu-se gozar, ao sentir seu prazer. Ela demorou a sentir, e ele quase morreu se contendo e segurando ao máximo possível, para não frustrá-la, mas ao se libertar ele a apertou com mais força, mordendo seu pescoço e desejando que nunca tivesse fim.


Durou segundos, instantes eternos, que se revelaram horas para seus corações pesados de saudade.


Os movimentos se acalmaram aos pouquinhos e Harry afastou-se o bastante para beijá-la. Com calma e serenidade, para dizer-lhe de outra forma o quanto fora perfeito e inesquecível.


-Olhe para mim – ele pediu acariciando seus cabelos e seu rosto – me deixe ver seus olhos.


Gina abriu os olhos, mirando nele toda sua emoção e felicidade.


-Você é meu amor  -ele disse saciado e lânguido, saindo de sobre ela, mas a trazendo para seu peito, num abraço apertado. – E esse agora é nossa vida. Sem medos, sem inseguranças. Temos folgas em branco a nossa frente, e iremos escrever nossa historia. É isso que quer, Gina?


-Sim – ela disse suave, mas convicta, ainda vitima do prazer recém re-descoberto.


-Então diga que me ama –ele pediu, pois dessa vez tinha outro simbolismo, era amor, do tipo que nada teme, nada esconde e ela entendeu.


-Eu te amo, Harry – tocou seu rosto, olhando fundo sem seus olhos – eu te amo.


-Eu também te amo – ele disse esperando que ela soubesse que era verdadeiro e imutável.


Gina sorriu, descansando o rosto em seu peito e deixando que ele acariciasse seus cabelos e suas costas. Era tudo para ela. E era maravilhosamente perfeito...


 


 


 


 


Autora: Propagandinha: amanhã depois das dez da noite, tem atualização na fic A descoberta Inesperada 5.


 


A primeira bomba já caiu na cabeça do Rony, mas não é a mesma que vai cair na cabeça da Hermione. A bomba da Gina está por vir.


 


Atualização a  cada dois dias daqui para a frente, ok?


 


Bjos!!!

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