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75. Jornais velhos


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 75


 


 


 


Jornais velhos


 


 


 


Hermy escutava sua irmã falando sem parar. Sara se movia pela sala, mostrando aos pais os passos da dança francesa que sua tia Fler lhe ensinara. Era uma dança graciosa e delicada, que as veelas costumavam dançar para seus pretendentes.


Algo que uma menina bonita como Sara deveria aprender, segundo sua tia. E que a bobinha e feinha, Hermy definitivamente não precisava conhecer! Bem, ela não dissera isso, mas nem precisava!


Hermy maneou a cabeça, e se aproximou do pai, sentando seu colo. Rony não era bobo para não saber que Hermy precisava mais da sua atenção do que Sara.


-Vai me contar da suas férias? – ele perguntou gentil, fazendo a filha sorrir – Se divertiu com seus tios?


-Sim – ela disse pouco animada – tio Gui me levou para conhecer o banco, e os duendes de lá. Sabia, pai, que eles são iguais aos daqui? Pois é! Fiquei mais tempo com tio Gui do que em casa.


Rony já imaginava isso. Fler não era do tipo que tinha paciência para meninas como Hermy, inteligentes e doces. As próprias filhas eram megerinhas arrogantes.  Gui não se importava, pois afinal, como pai, via beleza em tudo que as filhas faziam, mas eles...nossa, as meninas eram insuportáveis!


-E sentiu nossa falta em meio  a tanta novidade? – ele perguntou apertando a filha que riu.


-Senti sim, papai – ela o abraçou pelo pescoço – senti falta sua, da tia Gina, da vovó e do vovô! Ah, e da minha priminha! Ela deve estar enorme!!!!! – realmente crianças exageravam as vezes – e da tia Hermione também. Ela não voltou mais aqui?


-Hermione está na casa da sua tia- ele ficou tenso, encarando o olhar da filha e entendo que mentir. – mas podemos ir ver sua priminha amanhã. É domingo e podemos ir conhecer a casa do Harry.  O que acha?


-O que acha do que papai? – Sara perguntou interrompendo sua dança e olhando invejosa para a atenção que o pai dava a Hermy.


-De uma visita a casa nova do tio Harry amanha. – ele contou olhando para a filha com atenção. Ela era tão bonita, e tão animada, lembrava muito Gina quando pequena.


-Ele tem uma piscina, não tem? Casa de rico sempre tem uma piscina! Será que podemos tomar banho nela? – ela perguntou ansiosa e Rony riu.


-Se estiver quente, porque não?  -ele estendeu a mão e Sara apanhou-a indo ficar presa em seu abraço junto com a irmã – Aposto que Harry vai gostar de ter dois golfinhos em sua piscina!


-Sereias, papai! – Hermy corrigiu – os trouxas acham que as meninas viram sereias no mar e não golfinhos!


-Ah, é mesmo! – ele riu, admirando a filha.


-Papai, porque não temos uma piscina também? – Sara perguntou.


-Porque o papai ainda não ganhou na loteria bruxa – ele brincou arrancando delas sorrisos. Era sempre a mesma justificativa divertida quando pediam algo que nai poderiam ter.


-Eu disse as meninas que se não fosse tão cabeça dura, aceitaria que meu pai nos desce uma – Mary afirmou criando nas meninas expectativa.


-Não é teimosia querer que vivamos dentro de nossas possibilidades  -ele contestou olhando para as meninas – existem pessoas que não tem nada, nem um teto, e vivem felizes. Somos agraciados, e temos um lar, comida na mesa, vocês duas tem roupas, boa escola, brinquedos. Não precisam ter nada além que possamos comprar com nosso trabalho. Se um dia pudermos ter uma piscina, então teremos. Mas não me oponho se o seu pai quiser construir uma piscina para ele e chamas as netas – ele disse sério.


As meninas não disseram nada olhando para  a mãe.


-Não seria um bom momento para contar, Rony?  -ela sustentou seu olhar, provavelemtne desafiando-o a ter coragem.


Ele olhou para as filhas junto dele, achando prematuro. Elas estavam em casa a poucas horas.


-Contar o que, pai? – Sara pergunto um olhando em expectativa.


-É uma coisa que sua mãe e eu decidimos, mas não vamos falar disso agora.  – ele sorriu para acalmá-la.


-Porque não? – Mary perguntou olhando para as duas com desaprovação. – Seu pai decidiu ir embora, Sara. Ele vai nos deixar.


Rony não acreditou que ela houvesse dito isso. Não daquele jeito. Assim, sem dó nem piedade. Com aquela expressão de ‘nada aconteceu hoje’. Como quem dá bom dia.


-Papai? – Sara se afastou dele olhando com pavor.


-Não é assim, querida – ele tornou a segura-la, tentando mantê-la perto, para sentir-se acolhida –sua mãe e eu temos problemas como qualquer casal, e vamos nos separar. Mas isso não tem nada a ver com vocês duas. Pretendia contar com  mais calma. Explicar o que está acontecendo...


-O que está acontecendo é que seu pai tem outra – Mary olhou para ele com raiva, pondo para fora o que a corroia – Seu pai vai nos deixar por causa daquele outra! Hermione Granger!


-é verdade, pai? – Hermy perguntou, mais calma, porém incrédula.


-Não! – ele não acreditou que pudesse passar por isso! – Não fale como se fosse algo vil! Nosso casamento está em crise, e deveríamos ter nos separado a muito tempo. Me separar de sua mãe, não quer dizer que estou me separando de vocês duas! Bem pelo contrario! Vamos nos ver todos os dias, e vamos nos falar sempre!


-É mentira – Mary afirmou com voz aguda, como uma lamina cortante – ele vai nos esquecer quando formar outra família. Ele só quer saber dessa mulher, que está tirando-o de nós! Ele sequer lembra da gente, ou não faria isso! Logo agora, quando preciso tanto dele comigo! Vejam do que ele é capaz: abandonar a nos três, justamente agora, que estou esperando um filho!


-Mamãe? – Sara virou-se para ela chocada, e então para o pai – Vamos ter um irmão?


Rony não respondeu nada. Então, era esse o assusto que ela queria tratar.


-Subam para o quarto – ele pediu tentando se controlar – em poucos minutos eu subo para falar com vocês.


-Mas pai... – Hermy tentou protestar.


-Por favor, eu tenho que falar com sua mãe.


Quando o pai agia assim, era porque uma briga estava se armando e elas subiram sem reclamar. Na sala, Rony olhou bem para ela, medindo-a de algo a baixo.


-Sei que está pensando. Que fiz de propósito outra vez. – ela disse, a fachada serena dando lugar a uma Mary frágil e desesperada – achei que ia te perder para sempre. Foi por isso que eu...


-Está mesmo grávida? – ele a cortou.


-Sim, fale com madame Albertina, minha medibruxa se não acredita  -ela pôs as mãos sobre o ventre, emocionada – Estou grávida, Rony. Vamos ter um filho, e quem sabe dessa vez não é um menino, para carregar seu nome e jogar quadribol com você no jardim e...


-Pode não ser meu – ele cortou novamente – Existe um homem freqüentando essa casa na minha ausência – notou seus olhos se arregalarem, mas não deu-lhe tempo para mentir – Não me interessa quem é. Não queria saber. Muito menos quero saber a quanto tempo está acontecendo, mas quero saber se não é dele a responsabilidade.


-Por Merlin, Rony! É claro que é seu! – ela disse exasperada.


-Uma mulher que tem mais que um homem, não pode afirmar com certeza – ele disse, falsamente calmo. – existem exames trouxas para saber isso antes do nascimento. Não assumo esse filho sem ter certeza que é meu.


-Foi ela quem te envenenou contra mim, não foi?  -ela disparou, ofendida e magoada.


-Importa quem está envenenando ou não? Hermione voltou a dois meses. Nos estamos a seis anos envenenados um com o outro. Não coloque a culpa nela!


-Ah, e a culpa é minha?  -ela satirizou.


-Foi sua a idéia de me dopar.  –ela acusou.


-Foi sua sorte! – ela apontou o dedo na sua direção – estava se destruindo, destruindo sua vida, sofrendo e se magoando, e eu apareci te oferecendo um novo caminho! Uma chance de ser feliz! Eu te dei duas filhas para que amasse e tivesse uma razão para viver! Eu dei anos da minha vida para te ver feliz! Eu  te deu meu amor, minha dedicação! Deveria me agradecer!  -ela gritou.


-Não vou te agradecer. Não vou dizer mais nada, Mary. Ter contado para as meninas desse jeito foi o limite. Sabe que as leis bruxas beneficiam o pai, não sabe?   -ele perguntou direto – não queria chegar a isso, mas vou levá-las comigo hoje.


-O...O que quer dizer com isso? – ela ficou estática.


-Quer dizer que estou saindo dessa casa com as minhas filhas – ele virou-se, sem dar mais atenção a ela.


-Não pode fazer isso! são minhas filhas! – ela gritou indo atrás dele – Rony, são minhas filhas! Não pode tirá-las de mim!


-Posso e vou! – ele voltou-se furioso – Não tem um pingo de amor por elas! Só pensa em si mesma! Se o juiz decidir que ficam com você, eu não posso fazer nada, mas agora, elas vão comigo!


-Não, não vão! Elas não podem ficar sem a mãe! Rony!


Ele a ignorou e subiu para o quarto das meninas. Elas estavam no corredor, ouvindo a conversa. Pareciam dos ratinhos assustados olhando para os dois com olhos arregalados de medo e susto.


-Papai, não podemos ficar longe da mamãe – Sara disse corajosamente – por favor, papai!


Ele olhou do rostinho assustado de Sara para o de Hermy, que não parecia dividir a mesma opinião com a irmã. Ele poderia perguntar, mas isso separaria ainda mais as duas irmãs. E não era dele o direito de fazer isso.


-Sua mãe e eu temos muitos problemas e é lamentável que presenciem. São meninas inteligentes e espertas. Sabem o quanto eu amos as duas, não sabem? – elas concordaram com a cabeça, olhando desconfiadas para os pais – Quero que venham comigo. Pelo menos por essa noite.  –ele pediu – Sara? Venha comigo, sou seu pai, por uma noite.


-Papai...  –ela parecia irredutível e ele não agüentava ver suas filhas chorarem. Sara segurou sua mão e implorou – fica com a gente, pai. Por favor...


-Eu não posso – ele abraçou a filha – o casamento com sua mãe acabou. Eu sinto muito – ele sentiu a dor ao ouvir seu choro e sentir seu corpinho tremer contra o dele. Rachou seu coração – Sara, eu sinto muito.


-Não vai embora agora, pai – Hermy pediu, não tão triste assim, mas apenada da irmã.


-Rony – Mary se aproximou e ele teve que fazer força para não afastá-la – fique mais uma noite, para conversamos. Disse coisas horríveis, e na frente das meninas – ela acariciou os cabelos de Sara que chorava nos braços do pai – Era mentira, meus amores. O papai não vai nos deixar desse modo. Eu estou sofrendo...queria feri-lo, mas o papai nunca vai deixá-las, mesmo se separando de mim. Me perdoem, queridas, por dizer isso.


Sara abraçou a mãe, e Hermy também. Por entre o abraço, Hermy olhou para ele e sorriu. Era um sorriso triste de quem sabe que é usada. Quando fgora que sua filha amadurecera a ponto de reconhecer esse sentimento, ele não savia. Mas sabia que em parte, a culpa era sua.

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