Cap. 22 - O Último Perdão
Dia do Baile.
Florence saiu do grande salão antes de Snape.
Hoje era o último dia para a entrega do trabalho final de poções, foi direto para as masmorras. Snape chegou um minuto antes da hora de sempre no laboratório que eles estavam usando. Florence já estava lá, sentada numa poltrona, apenas olhou pra ele. Nada foi dito. A tensão podia ser sentida no ar. Florence já havia separado alguns ingredientes sobre a bancada, ao lado da balança.
- Vamos começar? – perguntou ele.
Ela não respondeu, apenas levantou da poltrona e começou a picar os ingredientes.
Ele se pôs ao seu lado na bancada e trabalharam em silêncio.
Iniciaram o cozimento da poção.
Ela mexia, ele anotava.
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Quase uma hora de silêncio incômodo depois, eles inverteram as funções.
Ele mexia a poção, Florence fazia as anotações.
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Num dado momento, em que a poção se aproximava do final do cozimento, Snape mexia ininterruptamente. Florence se aproximou para verificar a coloração e textura do líquido do caldeirão. Estavam próximos. Ela sentiu-se arrepiar pela proximidade em que seus corpos estavam. Snape largou a colher de mexer a poção e se virou para ela, impedindo-a de se afastar.
- Flor, eu...
- É Srta. Dellacourt, Sr. Snape. – disse ela, seca.
- Não... por favor... - ele suplicou, levando uma mão ao rosto dela, numa carícia. – Me escute... eu não queria...
- Pare, Snape. – ela retirou a mão dele de seu rosto.
Mas ele a puxou de encontro ao corpo e a beijou.
Florence tentou empurrá-lo no primeiro instante, mas quando Snape envolveu sua cintura mais fortemente, colando seus corpos, ela se entregou. Não podia dizer não à ele. Não deveria beijá-lo, mas seu coração queria continuar... afastar as lembranças da noite passada. E as mãos dele desciam às suas coxas, a boca em seu pescoço.
- Imbecil. - ela sussurrou.
- Eu sou. - ele voltou ao seu rosto, negros suplicantes em verdes escuros indecisos. - Sou um imbecil, sou um teimoso dos infernos... um imprestável, só te faço chorar, mas eu amo você! Flor, eu amo você... - ele parecia desesperado.
- Eu devia te odiar...
Snape investiu sua língua sobre os lábios macios, a boca dela se abrindo imediatamente. Ele a sentou na bancada, ficando entre suas pernas, as mãos por debaixo da saia do uniforme. Florence abria os botões da camisa dele, descendo-a pelos ombros, arranhando seu peito.
Ele gemeu em seu pescoço. Uma das mãos dele passou a abrir sua blusa, enquanto a outra alcançou a varinha nas vestes e murmurou feitiços para a porta. Ele abriu completamente a blusa, revelando um sutiã delicado de renda branca e desceu beijos por entre os seios dela, indo até o ventre e retornando aos seios, uma mão em suas costas e o sutiã foi rasgado. Dos lábios, ele desceu ao bico dos seios, lambendo e mordiscando, um de cada vez.
Florence gemia, se esfregando mais contra ele, a cabeça atirada para trás, uma mão enfiada nos cabelos negros, incentivando-o a continuar. Snape desceu uma mão até o meio das pernas dela, sentindo a umidade que encharcava sua calcinha. Ela o encarou, descendo as mãos para abrir as calças dele, liberando seu membro, acariciando-o, a língua umedecendo os lábios sensualmente, olhando em negros, suplicando por seu toque. Ele gemeu em meio a um sorriso, levando as mãos ao lado do corpo dela, retirando sua calcinha, subindo a saia. Ele desceu beijos dos lábios às coxas dela, fazendo-a gemer de excitação por ele estar tão próximo de seu centro. Um dedo passou a acariciá-la enquanto ele voltava à sua boca, silenciando um gemido, penetrando um dedo nela.
- Pare, por favor...
- Quer que eu pare? - a voz rouca de desejo, e ele se afastou um pouco, parando as carícias.
- Não podemos, não aqui.
- Tarde demais. - ele se aproximou, os lábios brincando novamente com seus seios.
- Mas alguém pode entrar... - ela arfou.
- Ninguém vai entrar aqui, vão morrer procurando nossa porta no corredor e não vão encontrá-la. - ele murmurou rouco, antes de beijá-la.
Ela lhe sorriu em compreensão, agarrando-o mais fortemente com as pernas, seu corpo implorando pelo dele, seus sexos muito próximos. Como sempre seus corações batiam altos e juntos em seus ouvidos. Snape afastou-lhe as pernas e encaixou-se, empurrando seu corpo contra o dela, entrando por inteiro, fazendo-a gritar de prazer e apertá-lo perigosamente. E ele começou a se movimentar, metendo nela cada vez mais rápido. Seus olhos vidrados nas reações do corpo dela a cada investida, os gemidos altos, as mãos em seus ombros e costas, o arranhando.
Florence deitou para trás na bancada, e Snape teve uma visão de seu membro entrando e saindo dela. Ele diminui o ritmo, observando enquanto se enfiava por completo dentro dela, ouvindo-a gemer, sentindo-a se fechar ao seu redor, apertando-o, tornando quase impossível que ele se controlasse. Snape parou, completamente enfiado dentro dela e gemeu.
- Não... não para. - ela ofegava de prazer.
Ele riu, a voz rouca de desejo, fazendo-a tremer e fechar mais as pernas ao redor dele.
- Não pretendo parar...
Ela sentou novamente na mesa e ele recomeçou, com mais força, mais rápido e fundo e, num gemido alto dela, repetindo o nome dele incontáveis vezes, ele se despejou dentro dela, um gemido abafado pelos lábios macios que tomaram os seus. Eles afastaram os lábios, suas testas se tocando, os olhos ainda fechados, as respirações se normalizando. Ele se retirou de dentro dela.
- Me perdoa...?
Ela riu.
- Aparentemente, você já foi perdoado. - ela fechou a blusa e ficou séria. - Mas essa é a última vez, Severus. Entendeu? Você não será mais perdoado, por qualquer besteira que faça. Esse é seu último perdão. - um movimento da varinha e ela arrumou os cabelos.
Ele beijou seus lábios.
- Eu nunca mais vou lhe dar motivos pra que tenha que me perdoar, ou para que você chore por mim. - ele terminava de se arrumar.
Ela sorriu abertamente. Ele ficou paralisado por um tempo.
- Severus... - ela o chamou. - Nós temos uma poção para terminar. Pode me devolver minha calcinha?
Ele lhe entregou a peça rendada e ela vestiu, descendo da mesa.
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Noite.
Snape esperava pela namorada no Salão Comunal da Sonserina, ansioso. Depois de saírem do laboratório, Florence viera para os dormitórios e ele não a vira mais durante todo o dia.
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Florence se olhou no espelho. Vestia um longo vestido rosa escuro, sem costas, levemente marcado na cintura por um corpete delicado, a saia caindo até seus pés, leve e solta. Os cabelos presos pela metade, deixando os cachos caírem pelos ombros. Calçou os sapatos prateados e saiu dos dormitórios. Regulus estava saindo do dormitório masculino.
- Flor! Você está linda! - ele a fez girar, no melhor estilo amigo-gay. - Vocês estão nas boas?
- Sim. - ela suspirou, sorrindo feito boba.
- Não ouso perguntar o que aconteceu para que vocês voltassem, mas depois a senhorita há de me contar tu-di-nho! Linda! Ah, se eu gostasse... - brincou ele.
- Eu jamais ficaria com você! - riu ela.
- Eu sei, Flor... nossa! Snape vai matar meio salão de inveja!
E os dois amigos desceram as escadas. Snape ficou parado a olhando se aproximar.
- Você está... perfeita. - ele falou se aproximando dela, enlaçando sua cintura, tomando-lhe os lábios, possessivamente.
- Com licença... - Regulus interrompeu. - Mas o baile é lá no Grande Salão e você não vai perder a chance de desfilar com ela, linda desse jeito, não é? Meu irmão vai querer te matar.
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E eles foram para o grande salão. Chamando a atenção de todos por onde passavam.
Lily e Potter se aproximaram, Sirius apenas olhou para onde Snape e Florence estavam.
- Olá! - Lily cumprimentou os amigos.
- Bom vê-los juntos. - disse Potter e apertou a mão de Snape.
- Lily? - Florence olhou para a amiga, apavorada. - Mas, o quê é isso na sua mão?
- Ah, é... um anel.
- Um anel? - ela pegou a mão direita de Lily. - Isso aqui é um anel de noivado!? - e ela olhou para Potter.
- É. Eu pedi Lily em casamento.
- E você aceitou? - Florence pareceu horrorizada.
- Claro.
- Meus pêsames, Lily. - brincou Florence, abraçando a amiga, em seguida. - Estou muito feliz por vocês!
- Nunca achei que você teria coragem, Potter. - e Snape voltou a apertar as mãos com Potter. - Parabéns.
- Obrigado.
Florence abraçou o amigo.
- Que ótimo! Pra quando?
- Fevereiro, dia 14. – respondeu Lily.
- ...14 de fevereiro? Que clichê, James! - falou Florence, debochando do amigo. - Mas muito romântico!
As duas amigas se abraçaram de novo.
- Parece que vamos nos ver muito, Snape. – disse Potter.
- Por que diz isso?
- Não dou 1 semana pra que você faça o mesmo.
- Hum.
- Mas, eu tenho que dizer, espero, sinceramente, que os filhos de vocês se pareçam com Florence. – zombou Potter.
Snape apenas olhou pra ele, uma sobrancelha arqueada e falou:
- Espero que os seus puxem a inteligência da mãe.
Potter riu e disse:
- Snape fez uma piada!
As meninas riram, Snape apenas curvou o canto dos lábios, envolvendo a cintura da namorada, puxando-a de encontro a si.
E os dois casais entraram no salão colorido.
Snape apenas dançou uma música, lenta, com Florence, as outras ela dançou com Regulus. E apenas com o amigo-gay.
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Já eram 2 e meia da manhã.
- Vamos para o salão comunal pegar nossas coisas? - perguntou Snape à namorada.
- Vamos, sim. Hey, Lily! Nos vemos amanhã?
- Depois do almoço.
- Os Evans vão almoçar lá em casa. - falou Potter.
- Nossa! Que rápido... então, se não nos vermos amanhã, saberei que seu pai matou James. - comentou Florence.
- Não diga isso! - falou Lily.
E os dois casais saíram, cada um para seu canto.
Florence e Snape entraram na lareira do salão comunal da Sonserina, indo para casa. Para as férias mais quentes da vida deles.
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Julho 1977
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Nota da autora: graandes mudanças por aqui!
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