Cap. 19 - O Melhor Natal
Manhã do dia seguinte...
Eileen acordou e notou que a afilhada não estava na cama. Aparentemente, Florence nem havia dormido ali. Ela saiu no corredor, a porta do quarto do filho estava fechada. Foi à biblioteca, ela também não estava lá. Nem na cozinha, ou no pátio, ou em qualquer outro lugar da casa que já tivesse olhado.
- Só há um lugar... - Eileen sorriu, voltando à cozinha. - Bom dia, Tiffany.
- Bom dia, Mestra Snape.
- Sabe onde está Florence?
- Mestra dormiu no quarto com o menino Severus. – guinchou a elfa.
- Como eu desconfiava. – ela respirou fundo. - Arrume o café, sim. Com certeza eles acordarão com fome.
&&&
Snape acordou sentindo um peso sobre seu peito. Abriu os olhos e encontrou Florence dormindo em seus braços, nua como ele. Sentiu seu corpo relaxado pela atividade da noite, e o perfume dela e seu próprio misturados no edredom. Ele acariciou o rosto da amada, tirando os cabelos que a cobriam. Verdes escuros se abriram, sonolentos.
- Bom dia, Sev... - ela sorriu.
- Bom dia, Flor.
Eles ouviram um barulho na cozinha.
- Sua mãe já deve ter acordado...
E ele a olhou, meio apavorado, procurando o relógio na mesa de cabeceira.
- Com certeza, já passa das dez...
- Será que... ela sabe? – perguntou Florence, nervosa.
- Minha mãe, com certeza, já te procurou por toda a casa e, não tendo te encontrado, confirmou com sua elfa que você dormiu aqui.
- Então, ela juntou dois mais dois e... que vergonha.
- Arrependida? - ele a olhou, sério.
- Nunca. - ela se aproximou dele, beijando seus lábios. - Eu amo você.
- E é minha. – constatou ele.
Ela riu.
- Adoro isso... oficialmente sua, agora, Severus.
- Vamos descer e encarar umas perguntas? – convidou ele, sério.
- Não vai ser possível evitá-las, não é?
- Não.
- Posso tomar um banho aqui, no seu banheiro? – pediu ela.
- Só com uma condição.
- Que condição?
- Que eu possa tomar banho também...
- Claro, por que não? – ela não entendeu.
- ... com você. - ele a olhou malicioso.
Ele a pegou no colo, levando-a até o banheiro, beijando-a ao colocá-la no chão.
Entraram sob o chuveiro, se beijando, as mãos tocando onde alcançavam, sem se contentar. Snape a ergueu do chão, as pernas dela envolvendo seu quadril, as respirações já descompassadas. Ele completamente duro, ela molhada de desejo por ele. Ele atacava seu pescoço e seios, esfregando-se em sua entrada, fazendo-a gemer, agarrar seus cabelos, arranhar seus ombros.
- Sev... agora. – gemeu ela.
- Por que... que eu não consigo me controlar? - ele murmurou e meteu nela, fundo. E ela gemeu, deliciada. - Você é muito gostosa... eu não consigo mais... me segurar. – e ele a estocava, violentamente.
- Não pare, não pare...
E ela gozou, apertando seu membro, suas pernas se fechando em sua cintura, seu nome sendo repetido, seus cabelos puxados. E ele não mais segurou, despejando-se dentro dela. Florence desceu as pernas, cairia se ele não a tivesse segurado.
- Uma vez, eu li que o sexo com uma veela é muito melhor do que com uma mulher comum... - ele começou a dizer, ainda ofegando. - Mas não imaginava que isso tornava impossível de resistir... mesmo que eu quisesse, eu não conseguiria parar de meter em você... - ele passeou as mãos pelo corpo dela. - Seu cheiro é um afrodisíaco... e sua pele...
Eles se olharam, perdidos nos olhos um do outro. Um beijo leve e apaixonado se seguiu, por longos minutos.
- Feliz natal, Severus. – murmurou ela.
- Esse é o melhor natal de toda minha vida. - ela sorriu, beijando-o de leve. - E você é meu melhor presente, Flor...
- É melhor nós terminarmos esse banho antes que sua mãe venha atrás de nós... e as perguntas se tornem ainda mais embaraçosas.
&&&
Já era quase meio-dia e nada dos dois descerem. Eileen estava sentada na varanda dos fundos da casa, lendo o Profeta Diário.
- Sra. Snape, Tiffany prepara o almoço ou espera? - a elfa apareceu na porta.
- Não, Tiffany, pode tirar a mesa do café e começar o almoço. Aqueles dois, pelo jeito, não vão descer tão cedo.
Mas ela estava enganada. Dez minutos depois, pôde ouvir os passos na escada e vozes que conversavam. Eileen foi para a sala.
- Bom dia, crianças. – disse Eileen, sorrindo.
- Bom dia, madrinha.
- Oi, mãe.
- Feliz natal. - ela abriu os braços e Florence foi a primeira a abraçá-la.
- Feliz natal, madrinha.
- E meu filho não me dá um abraço?
- Feliz natal, mãe. - ela a abraçou.
- Venham comigo até a varanda, sim. – pediu Eileen.
Eles a seguiram e se sentaram juntos na rede, Eileen na cadeira.
- O que quer que tenha acontecido esta noite... – começou Eileen.
- Mãe, eu me responsabilizo.
- Meu filho. - ela riu. - Eu duvido muito que a responsabilidade seja apenas sua. Está estampado no rosto dos dois. - Florence corou violentamente. - Não tem por quê se sentir envergonhada, Florence. Mais cedo ou mais tarde era óbvio que isso aconteceria. E eu sabia que não demoraria a acontecer, desde aquela noite que peguei vocês na cozinha... eu só quero pedir que vocês se cuidem.
- Eu pedi para Madame Pomfrey uns vidros de Poção Contraceptiva, antes de vir pra cá.
- Que bom, Florence. Eu quero netos, mas não antes que os dois sejam capazes de sustentá-los. – disse Eileen, sorrindo.