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82. A Face nas Sombras


Fic: Primavera em Flor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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O trabalho de tradução da Enciclopédia foi retomado no dia combinado.  Entretanto, Maria e Severus só puderam começar a trabalhar à noite pois Dumbledore anunciou, durante o café da manhã, que decretara aquela segunda-feira como “descanso da primavera”.  Com isso, instituira que o feriado deveria ser usado apenas para diversão, proibindo qualquer atividade laborativa antes do pôr-do-sol. Severus ficou deveras irritado com o tal “decreto” e ficou irremediavelmete furioso quando o velho lhe informou que as aulas de Defesa contra as Artes das Trevas seriam canceladas até o fim do período letivo.  Ainda tentou argumentar com Dumbledore, mas este estava irredutível.


“- Não consigo entender o motivo do cancelamento.”, disse ele pela quarta vez, assim que entrou com Maria no laboratório de poções logo após o jantar.


“- Gilderoy foi enviado ao hospital ...”, respondeu ela, contemporizando.


“- Mas eu poderia das as aulas no lugar dele.”


“- Você ficaria por demais sobrecarregado, meu querido.”


“- Não Maria, o diretor não me quer no posto.  Só há essa explicação.”


Vendo que não adiantaria argumentar com ele, Maria tentou desviar sua atenção para outro assunto.  “- Precisamos terminar a compilação dos volumes que faltam.  Quem sabe não encontramos alguma outra poção interessante ...”


“- Sim, e isso nos leva ao outro “decreto” de hoje !  Foi um absurdo nos proibir de trabalhar durante o dia !  Nossos planos de adiantar a tradução foram por água abaixo.”, respondeu Severus, com ar exasperado.


“- Meu querido, não fique assim.  Não gosto de vê-lo tão chateado.”


“- Você tem toda razão.”, concordou Severus.  “- Não adianta mesmo ficar aborrecido por algo que está fora do meu controle.  O melhor que tenho a fazer é dedicar-me às tarefas que tenho para cumprir.”


“- E que não são poucas, não é ?”


“- Sim, não são poucas.  Novamente você tem razão.”, disse ele, já dirigindo-se à estante que continha os livros ainda não traduzidos.  “- Aqui está o volume 73.  Você começou a traduzi-lo, mas não teve tempo de terminar.”


“- É mesmo ... parei assim que finalizei a compilação da poção “cópia do avesso”.  Depois disso não tivemos mais oportunidade para trabalhar na enciclopédia.”


“- Então vamos recomeçar de onde paramos.”


Ela assentiu com a cabeça, pegou o livro e o levou até a mesa de trabalho.  Sentou-se e, como de costume, começou a traduzir as páginas do livro com uma rapidez impressionante.


Ambos ficaram em silêncio absoluto enquanto realizavam suas tarefas pois, com o suprimento de sangue de basilisco em mãos, Severus agora dedicava-se a produzir a poção “Semper Fidelis”.


Depois de mais de duas horas de intensa atividade, Maria levantou-se da cadeira com o livro que traduzia em mãos e passou a vagar pelo laboratório.  A princípio o Mestre de Poções, totalmente absorvido em seu trabalho, pareceu não dar-se conta deste fato.  Mas depois não pode deixar de notar a agitação dela, que parecia muito interessada no que estava lendo.


“- O que foi ?”, perguntou ele.  “- Algum poção digna de nota ?”


“- Ah sim, com certeza.  Estou curiosíssima com uma fórmula que achei na penúltima página deste volume.”


Severus levantou-se de imediato e foi até ela.  Ele a conhecia bem e sabia que ela não ficaria intrigada por pouco.


“- Do que se trata ?”


“- Ainda não entendi direito.  Preciso dedicar-me um pouco mais para compreender a utilidade.”


“- Então não vou importuná-la.  Continue a compilação e leve o tempo que precisar.”


“- Está bem.  Vou traduzir e depois analisamos tudo juntos.”


“- Você não precisa finalizar a tradução hoje ... pode continuar o trabalho depois ... não quero vê-la exausta.”


“- Eu consigo terminar ainda hoje.  Não se preocupe.  Além do mais, você sabe que não dormirei direito enquanto não tiver toda a compilação pronta.”


“- Eu sei bem o quanto a senhorita é dedicada ao trabalho.”


“- Tenho que ficar à sua altura neste quesito, meu senhor.”


Severus resignou-se diante da teimosia dela e percebeu que o melhor a fazer seria deixá-la trabalhar em paz.  Voltou então para a mesa a fim de continuar o preparo da poção à qual se dedicava.  Ela também retornou a seu lugar de trabalho e sentou-se, ficando ali, totalmente concentrada, por mais de duas horas. 


Depois que terminou de escrever, leu e releu várias vezes o pergaminho que tinha em mãos até que, dando-se por satisfeita, entregou-o a Severus.  Ele pegou o pedaço de papel que lhe foi dado e começou a lê-lo imediatamente.


“- A Face nas Sombras ?”, admirou-se, assim que deu com os olhos no título da poção.


“- É isso mesmo.”, concordou Maria.


“- Hum ... peculiar ... deixe-me ler os ingredientes ... 2 folhas de artemísia, 1 estrela de anis, 1 galho pequeno de funcho, 1 pitada de açafrão, 2 cravos da Índia, 1 pau de canela, suco de 2 frutos imaturos de papoula, uma pitada de pó de chifre de bicórnio, 1 pequeno pedaço de pele de Ararambóia bem picada, 2 cascas pequenas de Wiggen e 3 gotas de muco de verme.”


“- Interessante, não é ?”, perguntou ela.


“- Parece-me uma mistura de ópio ou láudano e absinto, contendo também alguns ingredientes da poção Polissuco e da poção Wiggenweld.”


“- Continue lendo e você verá que é mais do que isso.”


Severus voltou seus olhos para o pergaminho, atendo-se agora ao modo de preparo da poção.  “- A ordem dos ingredientes deve ser obedecida com cuidado.  No primeiro dia de lua minguante, deve-se juntar as folhas de artemísia à estrela de anis e macerá-las bem até que formem uma pasta.  Deixar descansando até o primeiro dia da próxima lua nova.  Então acrescentar o galho de funcho e o açafrão.  Não macerar, apenas deixar que estes ingredientes sejam naturalmente absorvidos na mistura anterior.  No primeiro dia de lua crescente, juntar os cravos da Índia e a canela.  Todos os ingredientes do caldeirão agora devem ser bem amassados de modo que se misturem completamente.  No primeiro dia da próxima lua cheia, fazer cortes transversais nos frutos imaturos da papoula e deixar que seu sumo leitoso saia.  Então, juntar este sumo aos outros ingredientes.  Mexer tudo vigorosamente até que a mistura fique adquira tom verde-escuro e bolhas densas comecem a formar-se.  Reservar novamente e, no primeiro dia da próxima lua cheia, adicionar a pele de Ararambóia picada e pó de chifre de bicórnio. Reservar outra vez até o primeiro dia da lua cheia seguinte quando deve-se adicionar a casca de Wiggen e o muco de verme.  Aguardar até a próxima lua cheia para misturar novamente todos os ingredientes e, feito isso, conjurar o feitiço “Corpus Mutatis Mutandis”.  Hum ... mais uma expressão latina.”  (69)


“- O que você achou ?”, perguntou Maria com ansiedade.


“- São muitos ingredientes, mas nada que não se possa ser arranjado.  O preparo é bem demorado.  São quase 4 meses até que a poção esteja finalizada.”


“- E para que você acha que serve ?”


“- Bom, você não traduziu essa parte ... entretanto ... pelo detalhes informados, parece-me que serve para ludibriar ou enganar, mudar a aparência de alguém.”


“- E o que o faz a chegar a esta conclusão ?”


“- Primeiro, é claro, por causa do feitiço que acompanha o preparo da poção.  Depois por causa dos ingredientes:  A artemísia, junto com a estrela de anis e o funcho, também chamado de erva-doce, são a base para o preparo do Absinto, popularmente conhecido como “Fada Verde”.  Esta bebida, como sabemos, tem teor alcoólico muito elevado e engana os sentidos, embebedando rapidamente a quem a toma.  O suco da papoula é base para o ópio, poderoso alucinógero, que já era conhecido pelos sumérios há cerca de 6 mil anos como “suco da planta da alegria”.  Este ingrediente, o açafrão, os cravos da índia e a canela são usados na fabricação do láudano de Sydenham que é uma poderosa bebida sedativa.  Finalmente, a pele de Ararambóia picada e o pó de chifre de bicórnio são conhecidos ingredientes para a poção Polissuco.  Só não consigo entender a utilidade da casca de Wiggen e do muco de verme. Estes são parte fundamental para a fabricação da poção Wiggenweld, que é utilizada apenas na cura de ferimentos e nada tem a ver com mudança de aparência.”  


“- Bom, talvez porque a pessoa que beba esta fórmula possa ficar seriamente ferida já que os ingredientes da mesma me parececem muito nocivos a qualquer organismo.”, sugeriu Maria.


Severus olhou para ela com admiração.  “- E você me disse que era péssima em poções ! Sua observação foi absolutamente brilhante !”


“- Muito obrigada, meu querido.”, disse ela em tom de mofa.


Severus balançou a cabeça, obviamente desaprovando a modéstia dela.  “- Então quem tomar desta poção deverá ficar com aparência alterada.”


“- Certamente.”, concordou Maria.


“- Somente o rosto ?”


“- Não, “face” era uma maneira simplificada que os Celta-Élficos tinham para denominar a aparência geral, incluindo-se corpo e rosto. Por isso a palavra “corpus” faz parte do feitiço.”


“- Mas de que maneira será feita esta mudança ?  Quem utilizar a poção ficará mais baixo, mais alto, mais magro, mais gordo ?”


“- Isso não importa muito, você não acha ?  O objetivo é apenas enganar a visão, esconder a verdadeira identidade.”


“- Você tem toda razão.  Esta fórmula pode ser muito útil em nossa guerra contra os Comensais da Morte.  Afinal, poder camuflar-se é fator fundamental em qualquer batalha.  Só não entendo a estranha fascinação que os Celta-Élficos tinham por charadas.”


“- Você se refere ao título da poção, não é ?”


“- Sim, por que “A Face nas Sombras” ao invés de “muda aparência” ou coisa semelhante ?  Não seria muito mais fácil de entender se não fosse tão cheio de rebuscamentos ?”


“- Eles gostavam de usar este tipo linguagem hermética, meu querido.  Falavam assim no seu dia-a-dia e a Enciclopédia apenas retrata este costume.”


“- Bom, acaba fazendo todo sentido quando você explica.”, disse Severus, sorrindo para ela.  “- Agora vamos terminar o trabalho por hoje.  Amanhã retomamos de onde paramos.”


“- E o que você sugere que façamos agora que estamos liberados ?”, perguntou ela, fitando-o com olhar maroto.


“- Farei o que você quiser, contanto que o façamos juntos.”


Maria não falou mais nada, apenas o pegou pela mão, conduzindo-o para fora do laboratório e ambos seguiram em direção aos aposentos dele.


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(69) “Corpus” – em latim – “corpo”.  “Mutatis Mutandis” – em latim – “mudando o que tem que ser mudado”

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