Capítulo I
- Você não pode estar falando sério. – disse-lhe Gina.
Hermione parou para livrar seu corpo praticamente preso no sopé da escada. Carregava um enorme cavalete de pintor. Sua estatura era média, por isso o cavalete era maior do que ela.
- Sim, eu estou falando sério- Hermione respondeu- Você sabe que eu adoro pintar, e por isso eu preciso desse cavalete.
O cavalete não era pesado, mas desajeitado, e Hermione já descera com ela quatro lances de escada. Abraçava-o agora o conduzindo á porta da frente.
Gina observava-a.
- Você parece estar dançando com um alienígena- Comentou.
- Obrigada por sua ajuda- Hermione sussurrou, com ironia.
Gina ficou com pena da amiga e decidiu ajudá-la, colocando primeiro o cavalete na posição vertical.
- Assim fica mais fácil- comentou Gina- Acho que agora ele não vai cair.
- Acho que não, é mais fácil eu cair. - Respondeu Mione
E as duas juntas, apesar da dificuldade, levaram o cavalete até o carro. Gina pegou em seguida as malas e os volumes que estavam no hall do edifício, e acomodou-os no carro.
- Porque você decidiu se mudar? –Gina lhe perguntou.
- Bem, uma pessoa nunca pode convidar ninguém para ir a sua casa morando com Claire e Jeny. Elas brigam o tempo inteiro.
- E agora que vai morar sozinha, Mione, porque não cuida da sua vida social?- Sugeriu Gina dando a partida no carro- Olhe... Se importa se passarmos antes no supermercado? – ela pediu – Não tive tempo de fazer compras ontem e minha geladeira está vazia. Não tenho nada para o almoço.
- Almoce comigo. Hermione convidou- Tenho todo o tempo do mundo hoje. Não preciso mais esvaziar a máquina de lavar, cheia de roupas de outra pessoa, antes de lavar as minhas, não preciso ficar na fila do telefone; Tampouco esperar para tomar banho todas as manhãs. Que benção, meu Deus!
---------------------------------------- ------------------------------------------------------------
Tudo o que queria, pensa Draco, era paz e um banho.
O vôo noturno de Nova York a Londres estivera cheio e atrasado. Agora, havia tanta gente no aeroporto que uns empurravam os outros junto a esteira das malas. Algumas pessoas gritavam tanto em seus celulares, que Draco não ouvia nem seus próprios pensamentos.
Uma recepcionista indicava o caminho da saída. Olhou para Draco e suspirou. Alto e com um corpo atlético, Draco continuava com seus lindos cabelos platinados, mas agora muito mais atraente que nos tempos de escola. Parece um artista de cinema, ela pensou. Já tivera chance de conhecer muitos milionários no aeroporto, mas nenhum com aquele ar decidido.
- Eis o grande avanço tecnológico- Draco comentou com sarcasmo. – Pelo qual eu e os de minha classe somos responsáveis.
A moça encarou-o. Os olhos acinzentados do cavalheiro iluminaram-se com um sorriso de zombaria. Ela sorriu também e relaxou um pouco. Pegou seu telefone portátil e perguntou:
- O senhor quer avisar alguém?
- Não, obrigada. – Draco sacudiu a cabeça.
Naturalmente, o atraso não seria um problema para o proprietário da Tremayne International. Sem dúvida um exército de assistentes o aguardava no aeroporto.
E ele confirmou:
- Bates me espera o tempo que for necessário. Para isso ele é pago.
A recepcionista não duvidou.
Bates quem quer que fosse, faria exatamente isso. Draco tinha a segurança do homem que nunca fora desobedecido. Por certo ficaria livre bem depressa daquela desordem ocasionada pelo atraso.
Mas ele parecia cansando, a recepcionista notou.
Não mais do que cansado, gasto. Porém, apesar de sua exaustão, sorriu.
- Obrigado- disse- Apreciei sua ajuda. Adeus.
Apertaram-se as mãos.
- Adeus- a recepcionista respondeu- Se eu fosse o senhor iria para casa e daria uma boa descansada.
- É exatamente isso que farei.
E era verdade. Ele estava tão cansado que sentia seus ossos doerem; mas não se preocupava. Olhou para a multidão. Tudo o que tinha a fazer era esperar mais alguns segundo e Bates cuidaria de todos seus problemas.
- Draco- Alguém o chamou.
Não podia ser Bates, pois ele o chamava de Sr. Malfoy. Seria Carla? A ex- Sra. Malfoy? Não, era Viola Sunden, que tencionava ser a segunda Sra. Malfoy.
- Draco, aqui!
Olhou para Viola que se aproximava entusiasmada. Chegou perto dela.
- Viola- sussurrou, sem nenhum entusiasmo. - O que faz aqui?- estendeu-lhe a mão.
Porém Viola não estava interessada em boas maneiras. Atirou-se nos braços de Draco.
Ele quis se esquivar, mas o cansaço atrasou suas reações. E Viola agarrou-o com força e beijou-o na boca.
- Querido! – exclamou. – Como você demorou a chegar!
Draco colocou sua valise no chão e , segurando –a pelos pulsos, a fez se afastar.
- Viola, estou exausto- queixou-se.- Não tenho forças para conversar.
- Nesse caso não precisamos falar. – Viola aninhou-se no peito dele. - Oh, como é bom tê-lo de volta. Pensei tanto em você!
Porque será que aquilo não lhe soava verdadeiro?, Draco se perguntava. Examinou-a com cuidado: cabelos despenteados, mas com arte; longas e bem feitas pernas; saia muito curta, um palmo acima do joelho; uma blusa decotada vermelha, a mesma cor das unhas e dos lábios.
- Pensou em mim? – Draco disse secamente.
- Comecei a imaginar que o tivesse perdido para sempre. Seu avião atrasou tanto! Esperei séculos.
- Não precisava ter vindo. Bates estará aqui.
- Oh, não. Ele não virá. Mandei-o embora. Dei-lhe um dia de folga.
- Você fez isso?
- Achei que estava na hora de nós dois termos uma boa conversa. Esta será uma ótima chance. Vamos sair daqui.
Draco apanhou sua valise, e a seguiu.
Viola fora ao aeroporto no próprio carro: um modelo esporte vermelho da cor de suas unhas. Quase novo, com apenas três meses de uso. Há algum tempo já insinuava a Draco que gostaria de ganhar de presente um carro de corrida. Ao perceber que só havia interesse da parte dela naquele relacionamento, Draco foi aos poucos se afastando. Por isso agora Viola queria conversar.
- Você acha este um bom momento para conversarmos? Esquece-se que não durmo há três dias? Estou muito cansado .
- Mas só quero falar sobre o descanso de nossas vidas- ela protestou.
- De sua vida- Draco corrigiu-a.
Mas Viola prestava atenção e não escutou. Ou fingiu que não escutava. Draco sacudiu os ombros. Se era assim que ela queria, assim fosse.
Jogou a valise no assento traseiro, deitou seu banco, apertou o cinto de segurança e fechou os olhos.
Viola começou imediatamente a falar. Quando chegaram na estrada para Londres, elas estava no meio de uma palestra que pareceu ensaiada com muita antecedência.
Draco lamentava a ausência de Bates, mais e mais a cada minuto que se passava. Porque as mulheres gostavam tanto de fazer drama por qualquer coisa? E nas horas mais inconvenientes?
- É bobagem deixarmos as coisas como estão- Viola protestava com energia- Somos ambos adultos, ambos sabemos o que queremos.
- Sabemos, sim- ele concordou secamente.
Foi a resposta certa. Habilidosa, ao menos. Mas Viola não era pessoa adequada para entender entrelinhas, e esboçou um sorriso indulgente.
- O problema com você, Draco, é que tem medo de compromissos. Errou uma vez, e acha que vai errar de novo.
- Não, não errarei porque não arriscarei uma segunda vez. Falou tão baixo que ela mais uma vez não o escutou.
- Você centraliza todos os sentimentos no trabalho, para não arriscar ter problemas emocionais. O mundo está cheio de homens assim.
- Você disse cheio?- Draco suspirou- Não diga!
- Minha terapeuta diz que todos os homens de sucesso na vida perderam contato com a criança que está dentro deles. O problema é...
Draco desligou sua atenção. Quando Viola começava a falar sobre sua terapeuta, desistia de discutir. Oh Bates, Bates, por onde anda você? Ele queixava-se mentalmente.
Viola continuou analisando a personalidade de Draco durante os quinze quilômetros seguintes. Não fazia pausa nem nos semáforos. O monólogo continuou além da ponte de Westminster, através do centro comercial movimentado dos sábados, e na silenciosa praça Geórgia, onde Draco morava.
De quando em quando, ele olhava pela janela, não a contradizendo nem a encorajando. Enfim Viola estacionou o carro na porta da casa dele, e fitou-o.
- Bem?- disse.
- Bem o quê?- ele perguntou?
- O que pretende fazer?
- Sua terapeuta, Santo Deus, não é de minha conta.
- O quê?- Viola ficou transtornada.
- Essa bobagem toda! Você não disse que eram idéias de sua terapeuta?
- Claro que não.
Viola achou que ele, despenteado e suando, assemelhava-se a um demônio, a um demônio zombateiro e indiferente. Começava a se perguntar se sua estratégia havia sido proveitosa.
Mas era uma mulher esperta e trabalhara no mundo de negócios havia muito tempo. E se existia uma coisa que aprendera era não desanimar ao primeiro contratempo. Sabia que levar Draco Malfoy ao altar não seria uma tarefa fácil.
- Eu lhe contei o que madame Piroska disse porque é o que também penso. Ela esclareceu tudo para mim.
- Nesse caso, fico contente por você. - Draco respondeu amavelmente
Ele desafivelou o cinto, e saiu do carro; pegou suas bagagens e despediu-se dela.
- Draco, não fuja assim de mim- Viola queixou-se- Olhe nos divertimos um pouco na vida, mas não somos mais crianças. Precisamos de estabilidade, e nos damos muito bem.
Era difícil falar sobre sexo, as dez horas numa brilhante manhã, com um carro entre o interlocutor e o objeto de sua atenção. Porém Viola fez o melhor que podia. Sem conseguir o efeito desejado, contudo. Abandonou sua tática e acrescentou:
- Você não pode me manter em estado de espera para sempre.
- É isso que estou fazendo?
- Sabe que é. Nunca sei em que ponto ficamos. Você...
A brecada de uma perua em mau estado de conservação interrompeu-a.
- Oh, isso é demais- ela exclamou- Vamos entrar e tomar um café, por Deus!
- Não, não quero café nenhum. - Draco respondeu- Foi bom ver você.
Atrás deles, duas moças com jeans desbotados descarregavam a perua. E Não faziam em silêncio. Draco estremeceu.
- E agora chega, Viola!- ele disse.
Mas Viola não se convenceu.
- Draco...
- Nada de café. Olhe, sinto muito se o que fiz a iludiu. A verdade é que não fui talhado para o casamento. Nada do que você possa falar vai mudar a decisão que tomei.
Viola engoliu em seco. Corou. Mas não disse nada.
Ouviu-se um ruído brusco, seguido de gargalhada jovial. Era a ultima gota. Furioso, Draco foi para perto das duas moças.
Um cavalete de pintor caíra sobre a cerca da casa ao lado. As suas moças fitaram-no e emudeceram.
- Esta é uma área residencial- Ele protestou com voz gelada.
- Bem, desculpe-nos por respirarmos. - Umas delas disse.
Era a mais baixa das duas, com cabelos lisos e ruivos. Sua companheira tinha pernas longas e cabelos ondulados e castanhos.
- Nesse caso, respirem em silêncio. Draco replicou.
- Tenho direito de mudar meus móveis- a mais alta disse, encarando-o sem medo. Ninguém jamais fitara Draco daquele jeito, muito menos uma mulher. - Sinto muito se o incomodamos, mas mudança não é uma atividade silenciosa.
-Mudança? Quer dizer que vão se mudar para cá?
- E porque não?
Viola tomou a palavra:
- Querido...
Draco ignorou-a. E perguntou ás moças:
- Vocês são refugiadas?
- Claro que não. Eu vou tomar conta da casa dos Mackenzy. – Dessa vez a moça, menos beligerante estava furiosa. E Draco apreciou a chama dos olhos dela.
- Prove que não são refugiadas. - ele intimou-a
- Querido...
A Sra. Harding me entrevistou. - disse a jovem o enfrentando
- Oh!- Lisa Harding era irmã de Bob Mackenzy, e Draco a conhecia de vista.
- Quer ver minhas referências?
- Conversarei sobre isso com a Sra. Harding- ele respondeu. Estava ainda mais irritado, pois reconhecia que perdera já uma batalha nessa guerra.
- Querido- Viola enfim conseguiu falar- não é o momento para você se enfurecer tanto, cansado como está. - E olhando para a moça de cabelos castanhos:- Você não pode deixar essa coisa aí.- Ela olhava para a perua- Garanto que não vai querer que seja guinchada, vai?
- Não é possível guinchar um carro daqui, porque isso concorreria para desmerecer essa área- respondeu imediatamente a moça de cabelos castanhos.
Mas Viola revidou:
- Você não imagina o que posso fazer quando ponho uma coisa na cabeça. Por isso pegue suas coisas e suma daqui, já!
- Está me ameaçando?
Viola foi tomada de surpresa. Jamais sonhou que uma moça tão modesta ousasse enfrentá-la. Tocou o braço de Draco como a lhe pedir ajuda.
Mesmo cansado como estava, ele tomou a defesa de Viola.
- A Sra. Sanden tem razão. Esta área é reservada a residentes apenas. A policia pode remover qualquer carro irregularmente estacionado.
- Não vamos nos demorar. Estamos apenas descarregando.
As duas moças pegaram uma enorme caixa com quadros.
- Cuidado! – Viola gritou. - Eu processo vocês se riscarem meu carro.
- Mesmo? – a de cabelos castanhos desafiou-a.
E, quando as duas foram pegar o cavalete, Draco resolveu ajudá-las e colocou-o, sozinho, dentro de casa. O desajeitado objeto escorregou e duas mãos e bateu na porta do carro de Viola, fazendo um longo arranhão.
Furioso, Draco jogou o cavalete longe, de novo de encontro a cerca.
- Se você tiver estragado meu cavalete, vai ter de me comprar outro.
- Não seja ridícula. - Draco disse. E entrou em casa.
Com um último olhar a seu carro maltratado, Viola seguiu-o.
- Eu já lhe disse Viola, nada de café, nada de conversa. Vá embora. - Draco ordenou com firmeza.
E foi o que Viola fez. Mas não sem antes ameaçá-lo.
- Você vai pagar por tudo o que você está fazendo Draco, e não se esqueça que você arranhou meu carro, você vai ter que pagar!
- Me mande à conta Viola, mas agora VÁ EMBORA! – Draco falou completamente irritado.
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
- Céus! – exclamou Gina, quando a ‘tempestade’ passou. Você realmente o pôs no lugar. Nunca a vi agir assim.
- Tampouco eu- Hermione respondeu. Seu corpo todo tremia. Não sei o que deu em mim.
- Não sabe?
- Não. Hermione estava intrigada. Você sabe?
- Eu diria que seus hormônios encontraram um opositor valioso.
- Como? – Hermione estava horrorizada.
Gina riu muito.
Elas levaram tudo para dentro. Na verdade. Muitas coisas tiveram de ficar no hall, até que Hermione decidisse onde os colocar. Mas ao menos não ocupavam a calçada como antes. Hermione começou a preparar o café.
Gina examinou a cozinha. Toda branca, Com molduras de cromo.
- Parece mais um laboratório do que uma cozinha- comentou Hermione, não muito entusiasmada- Mas ainda, as máquinas são todas iguais. Tenho medo de tentar lavar uma blusa no fogão.
- E o tamanho desse fogão! – Gina comentou. – Parece uma barcaça.
- Farei muito exercício indo da geladeira ao fogão- Disse Hermione com um sorriso.
- Se esse lugar não ensinar você a cozinhas, nada mais o fará.
- Nada. Mas se Deus tivesse intenção de nos fazer cozinhar, não teria inventado a pizza para viagem.
- Não diga isso- Gina protestou.
Ela ensinava Economia Doméstica na mesma escola em que Hermione dava aulas de artes. E usava suas horas livres escrevendo um livro de receitas. Hermione o ilustrava, apesar de não saber distinguir molho mechamel do arroz-doce. De tempos em tempos Gina a convidava para ir a sua casa onde morava com o marido Harry, e fazia o possível para que a amiga remediasse essa sua falha na educação, ensinando-a a cozinhar. Mas a luta era imensa.
- Uma vez podendo ter um microondas, nada mais é necessário- disse Hermione com um sorriso de satisfação. – Desde que eu não confunda os botões com os do alarme contra ladrões.
- Ladrões?- Gina repetiu, assustada. – Acha que são comuns aqui?
- Talvez. Estamos num bairro de milionários. Um deles é meu vizinho.
- Mesmo? Como sabe?
- A senhora Harding me contou. Ah encontrei o café!- Hermione exclamou, fechando a porta do sétimo armário que vasculhara.
- Por favor, quero forte e sem açúcar. Mas diga-me uma coisa, Mione, o que você achou do seu vizinho?
- Não sei ainda. É velho, acho, e anti-social.
- Ele pode ser parecido com Napoleão, mas velho não é - Gina opinou.
- Nem anti-social- Hermione corrigiu o que dissera antes. – Não com uma loura daquelas ao seu lado.
- Concordo. Você é muito bonita Mione, e atraente. Trate de conquistá-lo.
- Eu?
- Claro. Seus alunos adoram você.
- Eles gostam de mim porque fazem uma baderna na sala de aula e eu agüento tudo com paciência. Permito até que levem CDs para ouvir nos intervalos.
- Me admira Simon não protestar contra isso. Ás vezes, o barulho é ensurdecedor- Gina queixou-se. – Mas não há dúvida de que o diretor gosta mesmo de você.
Hermione de um pulo. As atenções de Simon Grove estavam começando a lhe causar embaraços. Ignorava se suas colegas há haviam percebido. Não queria que se confirmassem os boatos que começavam a se espalhar pela escola.
- Ele, eu e Liam Brooke estamos ensinando uma dança moderna aos alunos de séries mais adiantadas. Hermione observou.
- Liam Brooke? Cuidado com ele, Mione. Liam é muito galinha você sabe, ele vive pegando a mulherada lá da escola.
- Mas não vai conseguir nada com esta mulher aqui- Hermione comentou, contente por desviar o assunto pra outra pessoa.
- Não? Tem certeza?
- Absoluta.
Gina encarou-a com curiosidade.
- Por quê? Ele é divertido, atraente ,e tem muita outras qualidades, Harry que não me ouça falando isso- Gina disse rindo. A não ser que você ame alguém às escondidas? Ama Mione?
- NÃO! – Hermione riu muito.
- Então, porque não dá uma chance ao atraente Liam, só diversão boba.
- Por três belas razões. Primeira: ele não me atrai. Segunda: não me envolvo com homens que trabalham comigo. Terceira: ele nem olha pra mim direito.
- Wow, como assim ele não te atrai?- Gina quis saber. - Todas as mulheres da escola são louquinhas por ele.
- Acho que sou diferente- Hermione sacudiu os ombros.
- Não tão diferente. Você tem vinte e três anos, não está comprometida com outro homem. Qual o problema?
- Sei lá Gina, não tenho tempo para ficar pensando nessas coisas amorosas.
- Ah, mas se você pensar assim, nunca vai ter mesmo. Hoje em dia nesse mundo conturbado ninguém nunca tempo para nada, percebeu? Minha amiga, com certeza você não sabe o que está falando.
- Ta bom, você pode até ter razão. Hermione admitiu. Ela acabou de tomar seu café e disse: - Vou só pôr meu material de pintura no jardim e depois sairemos para almoçar. Muito obrigada por ter me ajudado tanto.
- Quando precisar é só pedir. Em especial para trabalha nessa cozinha maravilhosa.
- Venha quando tiver vontade, Gi. A senhor Harding falou que eu poderia fazer tudo nessa casa, dentro do razoável, é claro.
- O que isso quer dizer? Nada de orgias romanas?
- Isso mesmo. Hermione Respondeu.
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Assim que Draco fechara a porta na cara de Viola. Alicia Bates, a governanta, apareceu, vindo da cozinha.
- Você deve estar muito cansado depois dessa viagem- ela disse. – Quer o desjejum agora? Ou prefere só café?
Draco esperava essa descrição da parte do Bates, que trabalhavam em sua casa havia anos, desde que ele era menino.
- Mulheres! – Draco exclamou. – Eu preciso é de uma dose de uísque. Que tal no servir no escritório?
- Sabe- a Sra. Bates falou, um pouco sem jeito. – O Dr. Davison chegou ontem á noite. Trabalhou até tarde no escritório e...
Draco suspirou, Andrew Davison era um velho amigo seu e pesquisador de fama. Mas deixava qualquer sala onde trabalhava na mais completa desordem.
- Você quer dizer que o escritório parece ter sido atingido por um ciclone, e que não sabe por onde anda a garrafa de uísque, e menos ainda se está cheia ou vazia?
- Mais ou menos isso- a Sra. Bates respondeu, sorrindo.
- E imagino que Andrew ainda esteja dormindo. Quer dizer que os papéis dele estão espalhados por toda parte e você tem receio de mexer neles?
- Você disse que o trabalho do Dr. Davison era muito importante.
- Disse, não disse? E é verdade. Só peço a Deus que me livre de meus hóspedes.
- Porque não se senta no jardim? – a Sra. Bates sugeriu- A amanhã está linda e o lugar é bastante confortável. Servirei seu desjejum lá.
- Alicia está tentando me acalmar?
- Apenas tentando ser prática- a governanta garantiu-lhe.
- Muito bem, seja como você quiser. Apenas cuide para que ninguém se aproxime de mim até que eu me sinta de novo um ser humano normal.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Gina foi embora. Precisava devolver o carro á sua prima. Hesitou, contudo, preocupada com Hermione.
- Está tudo bem? – perguntou- Acho que você deve saber o que está fazendo. Mas, se sentir sozinha, por favor não hesite em me telefonar.
- Ok, eu prometo Gininha querida. Hermione respondeu rindo.
- Então, tchau, se cuida sua maluca.
- Você também, tchau. Manda um beijo pro Harry. As duas se abraçaram, e Gina enfim partiu.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Draco estava passando perto do telefone quando o aparelho tocou. Atendeu-o.
Viola nem esperou que ele dissesse "alô" para protestar:
- Não pense que me viu pela última vez.
- Você não devia dirigir e telefonar ao mesmo tempo- ele declarou calmamente.
- Estou lhe mandando a conta do concerto do carro.
- E eu terei muito prazer em pagá-la.
- É melhor mesmo. Pensei que fossemos ter uma terrível discussão.
- Já tivemos- Draco respondeu. – Não temos nada mais a nos dizer.
- Aí é que você se engana. Tenho muito mais a lhe dizer.
- Ok. Mande-e a conta do carro, Viola.
- Oh, não. Não vou deixá-lo sair dessa assim.
Draco retesou o corpo. Mas, antes que pudesse pedir uma explicação, ela berrou:
- Você me deve algo, Draco, e vai pagar. Acredite-me.
E desligou o telefone.
N/A: hello there! então minha primeirissima fic! Tipo, nao tem beta, ou seja qualquer erro que encontrarem me perdoem, mas é que deve ter escapado, e tals. Espero que gostem... amanha eu vou postar o segundo capitulo. Brigada! Beijos
Mais um pedido básico que todos os autores fazem... DEIXE UM COMENTÁRIO, pode até me xingar nele. UHAUAHAUHAUA, até mais!