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2. Irmão mais novo


Fic: Harry Potter e O Enviado da Luz


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 1- Irmão mais novo

Um domingo incomum instalara-se naquele magnífico palácio de cristal e diamantes. O pouco Sol que propiciara uma agradável tarde nos jardins floridos, onde três jovens, Isaias Lion, Juliana Vogel e Felix Farias, se despediam de seus amigos.
Estes três jovens finalmente teriam seu destino mostrado a todos, pois iriam para a Inglaterra, para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.
- Vocês têm certeza que querem ir pra lá? – perguntou uma garotinha que estava sentada no colo de Felix – Com tantas mortes acontecendo?
- Já lhe dissemos que sim minha irmã. – disse Felix – Primeiro, não temos medo de Voldemort, segundo, ficaremos com nossos parentes ou então em um lugar escolhido por Dumbledore e terceiro, estamos sob a proteção de Dumbledore, portanto não temos com o que nos preocupar.
- Que bom que vocês confiam em mim. – disse Dumbledore enquanto ajeitava os óculos sorrindo – Espero que estejam prontos à noite para irmos para a Inglaterra. Agora Isaias , como você não conseguiu um lugar para ficar, gostaria de saber se você aceita ficar na sede da ordem.
- Com prazer professor! – respondeu Isaías imediatamente.
- Então quando chegarmos no ministério você ficará na sala de Arthur enquanto levarei os garotos para suas casas e irei pegar o Harry para a leitura do testamento de Sirius.
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Já era final de tarde quando um jovem acorda assustado com o som de algo batendo em sua janela. Ele é Harry Potter, o menino-que-sobreviveu, o escolhido que acaba de receber o maior jornal bruxo até o momento, O Profeta Diário.
- Toma aqui os dois sicles. – disse Harry rouco enquanto observava o jornal em busca de notícias sobre Voldemort, mas quando finalmente acordou de vez percebeu o que aquela enorme foto do ministro estava fazendo ali.
“Fracassado ou obrigado? Por Nívea Dultz.
Depois dos últimos acontecimentos no ministério da magia, onde vários comensais da morte foram presos e o próprio Você-sabe-quem deu as caras por lá, muitos bruxos estão questionando se Cornelius Fudge é o ministro ideal para representá-los frente à guerra que irá se iniciar contra as forças das trevas.
Vários entrevistados disseram que o atual ministro é um real incompetente e que a situação só chegou a esse ponto, porque ele é um fraco, sedento de poder. No entanto, alguns sonhadores chegaram a afirmar que o Ministro Cornelius Fudge está agindo de tal maneira por efeito da maldição Imperius.
Segundo o Conselho Bruxo, dirigido até o momento por Alvo Dumbledore, o ministro está sendo investigado e caso sejam encontradas provas ele será deposto.”
- É parece que Fudge está encrencado. – disse Harry enquanto observava uma coruja das torres com emblema de Hogwarts chegar.
-Já? Dumbledore deve estar com pressa esse ano, não faz nem uma semana que voltamos de Hogwarts. O que será que tem nela? –disse Harry abrindo-a e começando a ler.
“Harry,
espero que esteja passando boas férias, e que os Dursley estejam te tratando bem. Bem, essa carta é para tratar de um assunto de interesse de seu falecido padrinho Sirius.....”
Uma fisgada no peito o impediu de continuar a leitura só retornando quando uma lágrima solitária escorreu pelo seu rosto.
“....Harry acredite a morte de Sirius não foi culpa sua, quem a jogou pelo véu foi Belatriz, e nomomento certo ela será presa e julgada como a criminosa que ela é. Mas Voltando ao assunto inicial, Sirius deixou toda a fortuna dos Black incluindo propriedades, animais, dinheiro, a sede da ordem, o Azafugaz(Bicuço) e o Monstro. No entanto, como você deve se lembrar a Sra. Narcisa Malfoy também era uma Black portanto ela deveria receber a herança também, mas nós da ordem interferimos em parte no processo e a única coisa que ela poderia ficar seria a casa dos Black(onde fica a ordem), visando que isto causaria um grande embaraço a ordem gostaria que você, quando for receber a herança entrasse em contato com o Monstro para enfim acabarmos com esse processo.
Acreditando que você irá aceitar, estarei aí daqui a dois dias para buscá-lo e levá-lo ao ministério para terminarmos com isso tudo.
Atenciosamente,
Alvo Dumbledore.”
Ao terminar de ler aquela carta ele não soube o que fazer, ele havia herdado toda a fortuna dos Black, mas ia ter de enfrentar um processo contra os Malfoy e encontrar o verme do Ministro.
O seu dia vinha até sendo calmo depois de ler as cartas recebidas pela manhã, os gritos de sua tia eram ouvidos a distância toda vez que queria que ele fizesse alguma coisa, sem contar que seu tio teve de passar o dia todo na rua e seu primo que passou o dia no quarto treinando boxe portanto não o vendo o dia inteiro. Já era tarde da noite quando Harry viu pela janela, enquanto observava a rua, seu primo sair escondido e se encontrar na esquina com sua gangue onde falou baixinho por alguns minutos, armando alguma coisa obviamente. Apesar de saber que isso seria totalmente imprudente Harry pegou sua varinha e desceu pelos canos que seguiam ao lado da janela de seu quarto, não sabia ao certo o porque de ter feito isso apenas fez.
Seguindo por alguns minutos viu que cada vez que o primo avançava para o Largo das Magnólias as portas e janelas se fechavam não por magia e sim por medo. Aquelas pessoas que ali moravam, já sabiam quem Duda Dursley era e o perigo que representava, sem contar o ar de tristeza e melancolia qe rondava por todo o mundo desde a fuga dos dementadores.
- Absurdo. – foi a única coisa que saiu da boca de Harry.
Quando a gangue chegou ao parquinho ele ouviu um grito ao longe e várias risadas vindo dos brutamontes, esgueirando-se até uma árvore ali perto viu o que o que a gangue e Duda faziam, toda a noite.
Duda e seus amigos estavam espancando um garotinho de no máximo 11anos, de cabelos negros e revoltos e bastante magro, tentando se proteger com os braços e as pernas ele chorava silenciosamente só gritando quando a dor era demasiada, Harry começava a sentir o sangue ferver quando algo estranho aconteceu, uma luz forte ofuscou a visão de todos e segundos depois os amigos de Duda estavam todos jogados no chão a uns 5 metros do garotinho, que olhava aturdido para eles. Logo Harry entendeu, aquele não era um garoto comum, ele era um bruxo.
Segundos depois Duda levantou rapidamente dando um soco no queixo do garoto dizendo:
- E agora? Aprendeu a me respeitar?
- Vai ver se eu to em sua casa! – resmungou falho o garoto
- Ora seu! – disse Duda levantando o punho que foi segurado por Harry
- Que feio Dudoca, batendo naqueles que tem respostas à altura pra você? – soltando o punho de Duda e pulando na frente do garoto
- Moço! Por favor, me ajude! – disse com uma voz esganiçada atrás de Harry
Harry não queria se meter em confusão, mas não podia negar um pedido de ajuda, ainda mais que era contra Duda.
- Está bem. Mas não saia de trás de mim. – disse Harry – Duda! Deixe esse garoto em paz! Ele é igual a mim, possui “aquele” segredo.
- Segredo? – resmungou baixinho Duda aturdido – Não pode ser aquele homem monstruoso disse que você era o único em um raio de quilômetros.
- Ele estava certo, este garoto ainda não foi pra “lá”! Agora dêem o fora daqui!
- Como ousa falar assim com o Dudão! – disse um garoto de uns 17 anos, mas com corpo de 20.
- Quieto, Jacob! – gritou Duda quando ouviu algumas sirenes – Vamos sair daqui!
A correria foi grande, cada um correndo para um lado, incluindo Harry e o garoto que conseguiram escapar após subir numa arvore próxima ao gradeado de proteção do parque. Quando se distanciaram o suficiente Harry parou ainda um pouco ofegante mas já olhando sério para o largo onde via a polícia colocar alguns dos jovens incluindo Duda dentro dos carros.
- E então? Você está bem?
- Estou sim, só uns cortes, nada demais. Obrigado moço, pela ajuda. Agora acho que já vou, tenho que encontrar comida e um lugar para dormir – disse saindo
Harry sabia que aqueles cortes eram fundos, e também sabia o que era passar fome, afinal seus tios já o tinham proibido de comer durante vários dias no passado, além do que passar a noite em um banco de praça não deve ser nada confortável.
- Espere garoto! Não seria melhor você ir com um dos policiais? – questionou Harry
- Não! – respondeu o garoto rapidamente – Eles me mandariam para algum reformatório ou orfanato. Eles são terríveis. Já vou indo...
- Espere Venha, vamos a minha casa. Esses ferimentos estão muito fundos e você pode comer lá. Além do que temos algo a conversar.
- Sério moço? – disse o garoto sorridente
- Claro!Agora vamos, já está ficando tarde. – disse Harry enquanto via um corvo estranho no alto de uma casa.
Eles andaram um pouco e logo já estavam na casa dos Dursley subindo a escada para o quarto de Harry quando Petúnia apareceu.
- O que é isso moleque? Trazendo mendigos para casa! Ponha-o para fora! – esbravejou Petúnia Dursley.
- Você não tem nada haver, e nem que se preocupar com quem eu trago para essa casa, que também é minha! – disse Harry aturdido enquanto punha o garoto para dentro do seu quarto – A propósito, vá cuidar do seu Dudinha. Ele acaba de ser levado, mais uma vez, para a delegacia.
Após alguns segundos Harry deslizou até o chão ainda encostado na porta que fechara grosseiramente.
- Muito bem garoto! – disse Harry virando-se para o armário e pegando uma caixa com algodão e uma poção para curar pequenos ferimentos – Você tem pais?
- Não.
- Ninguém de sua família mora aqui por perto?
- Não, estão todos mortos, só sobrou eu......
Harry olhou para ele com um misto de pena e carinho, afinal eles eram bem parecidos....
- Qual é mesmo o seu nome? – voltando a por poção nos ferimentos
- T-Thiago. – disse enquanto gemia com o ardor da poção
Harry sorriu, era o mesmo nome de seu pai, será que o destino estava brincando com ela mais uma vez?
- O meu é Harry, Harry Potter. – disse olhando para ele – Olha eu sei que você deve estar com fome e provavelmente precisando descansar, mas precisamos conversar – Harry deu uma para estratégica e disse – Thiago, você é um bruxo.
Um silêncio constrangedor se instalou no lugar até que Thiago disse ofegante, quase rindo:
- E-e-eu s-sou o-o quê?
- Um bruxo Thiago- repetiu pegando umas mudas de roupa antigas dele no armário.
- Não pode ser! Isso não existe! – disse balançando a cabeça negativamente.
- Não é porque você sofreu tanto que é magia não existe. Me diga, você nunca fez nada acontecer quando você estava apavorado ou zangado? Algo como o que aconteceu no parque?
Thiago olhou pela janela. Pensando melhor ele já tinha feito cada coisa estranha pra se defender.
Thiago olhou para Harry, sorrindo, e viu que ele ria abertamente.
- Viu? – disse Harry – Você é um bruxo! Agora venha, vá tomar um banho e ponha essa roupa enquanto pego alguma coisa pra você comer e depois você pode dormir em minha cama.
- O-obrigado Harry. – respondeu Thiago
- Você ficará mais protegido aqui. Parece que você é “da família” agora....
- Eh parece que sim. – disse o garoto em meio a lágrimas – Primo né?
- Naão.... está mais para irmão mais novo. – riui Harry dando um cascudo nele e o pondo para dentro do banheiro.
Naquela noite, Thiago dormiu muito feliz, como ele a muito tempo não conseguia, porque agora tinha onde ficar e se alimentar além de ter o carinho de uma pessoa que até algumas horas atrás não o conhecia, mas agora era seu irmão mais velho.





P.S: Esse é o primeiro capítulo, tá meio pequeno mas depois eu aumento nos outros, espero que esteja bom e que vocês comentem aki além de votar em mim!!! bem é isso fui!

P.S 2: EDITADO!!!

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Comentários: 1

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Enviado por Bárbara JR. em 01/04/2011

Posso falar uma coisa? Me deu uma vontade de chorar nesse capítulo AUSHAUSH'   muito lindo (=

Nota: 5

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