Cap. 13 - Ah, a Torre
Snape notou que Florence ficara bastante magoada com ele. Ela não aceitara o acompanhar à biblioteca, ela simplesmente fora para o pátio, para os testes de quadribol, e depois para o salão comunal da Grifinória com Lily e Lupin. Snape não sabia o que iria fazer, mas tinha certeza que fazê-la chorar não estava na lista. Ainda na biblioteca, uma idéia lhe ocorreu. Mandaria uma carta, já que falar, para ele, era muito difícil, escreveria o que estava sentindo:
"Flor,
Me desculpa.
Eu sou um idiota.
Eu amo você, mais do que posso ser capaz, um dia, de expressar ou merecer.
Eu sou pobre e isso me incomoda. Mas eu vou dar um mundo pra você um dia. A mim você já tem. Pra sempre.
Não quero mais vê-la chorar.
Eu sou um asno, um imbecil por fazê-la chorar.
Você é muito mais do que eu mereço ou merecerei um dia. Mas... eu te amo. Não consigo falar isso com a frequência que eu quero, que eu sinto, mas eu a amo a cada dia mais.
Me perdoe.
Parabéns por ter passado no teste para batedora do time de quadribol da Sonserina. Você ainda não me contou, mas eu soube por Regulus Black, que acabou de passar aqui na biblioteca.
Meu humor altera, minha paciêcia é quase inexistente. Mas eu amo você. E, sim, eu sou egoísta demais para mantê-la ao meu lado sem fazê-la chorar. Mas eu amo você.
Severus Snape.
PS: Aceita passear pelo lago com um imbecil, às 19hs?"
Era o melhor que conseguiria escrever. Não era bom com sentimentos. Nunca dera atenção à isso. Respeitava e amava sua mãe e apenas ela. Nunca se importara com garotas, com o amor. Mas isso era antes. Antes de Florence entrar em sua vida e enlouquecê-lo em dois dias. Respirou fundo e foi ao corujal.
***
A conversa no salão comunal da Grifinória corria solta. Florence tentava disfarçar, mas já fazia mais de 15 horas que não ficava com Snape. Precisava dele. Seu corpo precisava da presença dele, dos toques, da voz confortadora e sexy em seu ouvido. Ela suspirou.
- Não tente mais disfarçar, Florence. - falou Lily.
- Está muito óbvio? - ela sorriu triste.
- Muito. - falou Lupin.
Ouviram um barulho e uma grande coruja-das-torres entrou no salão comunal, pousando ao lado de Florence. Assustada, ela retirou-lhe a carta e ofereceu de seu suco, que a coruja aceitou.
- De quem é, Florence? – perguntou Lily.
Ela reconheceu a letra apertada.
- É de Severus. Será que aconteceu alguma coisa? - ela preocupou-se e tratou de abrir logo.
- E então? – perguntou a amiga.
Lágrimas vieram enquanto Florence lia.
- Aconteceu alguma coisa, Florence? - perguntou Lupin.
- Não... nossa! - ela levou a mão à boca, fechando os olhos, permitindo às lágrimas que descessem. - Não é nada grave... Lily, Remus, isso aqui é um pedido de desculpas e... uma declaração. E um convite para um passeio mais tarde, no lago.
Lily pegou a carta e leu.
- Isso aqui é lindo! - ela exclamou. - Eu nunca que imaginei que Severus poderia ser tão romântico. Responda agora! - Lily lhe alcançou um pergaminho e uma pena.
E Florence escreveu:
"Sev
Eu amo muito você e você está desculpado (desta vez).
E eu aceito seu convite para um passeio, me espere no salão comunal às 19hs.
Sua Flor."
***
Eram 18hs quando Florence foi para o salão comunal da sonserina. Foi para o dormitório, tomou um banho, se vestiu linda e desceu para o salão comunal. Ele já estava lá. Seu coração deu um salto ao vê-lo esperando por ela. Florence parou em frente a ele.
- Você está linda. – murmurou Snape.
- Pra você. - ela se aproximou mais dele.
Snape tomou os lábios macios e rosados para si, sentindo a língua quente dela pedindo passagem por seus lábios, que ele consentiu. Tinha urgência e saudade naquele beijo, as mãos dele em sua cintura, as dela mergulhadas em negros muito lisos. Separaram-se quando o ar lhes faltou, olhando um nos olhos do outro.
- Me desculpe...
- Você já foi desculpado, Sev...
Sem nada dizer, ele logo voltou a fechar os milímetros entre seus lábios para outro beijo estarrecedor. Os lábios quentes dela eram tentadores demais, um convite para experimentar os gostos lá dentro, e ele invadiu a boca doce com a língua, ganhando um gemido deliciado dela.
- Acho melhor irmos... – murmurou ela, quando seus lábios descolaram.
- Verdade, - ele ronronou em seu pescoço. - Vamos.
***
O passeio pelo lago foi maravilhoso. Beijos e carinhos, toques e mãos atrevidas. Voltaram à tempo do início do jantar no grande salão.
- Quer dar mais uma volta? – convidou ele, quando terminavam o jantar.
- Onde, Severus?
- Na... Torre de Astronomia. – murmurou ele.
Ela o olhou, travessa. E eles saíram do salão, em direção a Torre.
***
Florence caminhava entre as luzes das aberturas, Snape a observava.
- Você fica linda ao luar...
- Mentiroso! - ela começou a correr, rindo dele, que tentava pegá-la.
Mas Snape a alcançou e segurou-a nos braços, colando-a na parede com o corpo.
- Linda, maravilhosa... - ele a prensou mais, ficando entre as pernas dela, tomando seus lábios possessivamente, as mãos indo às pernas dela, subindo por debaixo da saia. - Gostosa... - ele desceu ao pescoço, indo ao colo.
- Só sua... - ela gemeu, entregue.
Snape sorriu entre seus seios.
- Abaffiato. - ele apontou a varinha para a torre, e a guardou nos bolsos. - Minha... toda minha. - ele sussurrava, a voz rouca de desejo.
Ele passou as mãos por debaixo da blusa que ela usava, acariciando os seios por sobre o sutiã.
- Você gosta disso, não? - a voz dele, muito rouca, voltou ao seu ouvido.
Florence fechou os olhos e suspirou.
Snape sorriu pelo canto dos lábios perante a falta de resposta dela. Ele então puxou o sutiã um pouco para o lado, acariciando diretamente o mamilo intumescido. Florence gemeu sobre os lábios finos. E ele continuou com a mão sob a blusa dela, enquanto a outra mão agarrou sua bunda e ele pressionou seu membro rijo contra o meio das pernas dela.
- Ah, Sev... - as mãos dela agarraram os cabelos negros, gemendo.
Snape soltou um gemido rouco, abafado, mordendo o pescoço dela, sob o ouvido. Ele desceu pelo pescoço, por entre os seios, passando para a barriga e subindo a boca por debaixo da blusa dela.
Florence tomou consciência do que ele pretendia segundos antes de sentí-lo fechar os lábios sobre seu mamilo, lambendo. Foi impossível não gemer.
Snape voltou aos lábios dela, se esfregando impetuosamente no meio das pernas dela.
- É melhor pararmos... - ela pediu arfando, tocando-o o membro rígido sobre a calça.
Snape suspirou em seu pescoço, retirando a mão dela de seu membro, voltando o rosto para ela.
- Tem razão. - ele a beijou, apaixonadamente, tentando acalmar o desejo que fazia incendiar sua pele.
Eles se arrumaram, roupas foram desamassadas, lábios foram desinchados, cabelos arrumados. Voltaram ao salão comunal da Sonserina, sem fazer barulho. Estava tudo vazio.
- Vai ser muito difícil dormir. - ela comentou, suspirando.
- Eu vou direto para o chuveiro. Um banho bem frio talvez me acalme. - ele rosnou.
Ela se arrepiou, foi em direção às escadas dos dormitórios, mas parou se escorando na parede entre as escadas.
- Sev... - chamou, manhosa. - Eu estou sentindo um calor... - e desceu as mãos ao meio de suas pernas, sentindo a calcinha encharcada.
- Eu não sou de ferro, Srta. Dellacourt. - ele falou entre dentes, visivelmente tentando se controlar.
Ela lhe sorriu, deliciada com o efeito que tinha sobre Snape, tão forte, tão orgulhoso, simplesmente descontrolado por seus encantos, louco de desejo por seu corpo.
- Boa noite, Sev. - e ela subiu, lentamente, os quadris balançando de maneira sensual.
Snape sentiu a pressão em suas calças tomar proporções insuportáveis, apenas um banho frio não resolveria. Teria que dar um jeito de esvair esse desejo sozinho.