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11. O Banquete de Abertura


Fic: Só o Amor Salva


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Cap. 11 - O Banquete de Abertura


 


Ao chegarem em Hogsmead, subiram os seis na mesma carruagem. Hagrid ficou pasmo.


- Podem me explicar...? – disse o meio-gigante.


- Nada não, Hagrid. - respondeu Potter.


- Como, nada? Se minha memória não falha... esta senhorita aqui - ele apontou para Florence. – ... atirou, recentemente, uma árvore na cabeça do Sr. Black! – ele apontou para Sirius.


- É uma trégua, Hagrid. – disse Lily, rindo.


- Uma trégua? - ele olhou desconfiado para Potter e Snape. - E vai durar mais ou menos até quando? Só pra mim saber.


- Pelo menos até o final do banquete de abertura você pode ficar tranquilo. - falou Black, num sorriso cínico, encarando Snape.


***


Se o guarda-caça se espantou em vê-los juntos, o que dizer, então, dos que os viram entrando no grande salão.


Pettigrew estava à porta do salão aguardando os amigos.


- Hey, Peter! - cumprimentou Potter, seguido por Lupin e Black.


- He-ey! - ele os olhou, nervoso, alternando para Snape e Florence.


- Snape e Florence... bem estamos dando uma trégua no momento. - Black comentou ao amigo desentendido. - Bizarro, não?


- Aham, bastante. – Pettigrew estava assustado.


McGonagall pediu silêncio. Dumbledore se levantou de sua cadeira, olhando para todas as mesas, parando por um segundo sobre os grifinórios e sonserinos que, até então, conversavam cordialmente ao fundo do salão.


- Aos que já estavam conosco antes, bem-vindos de volta, aos que estão iniciando o primeiro ano, muitas felicidades! - ele se curvou sorrindo aos primeiranistas que aguardavam a Seleção. – Profª. McGonagall, tenha a honra. – ele sentou.


- Muito bem. - falou McGonagall, indo à frente dos primeiranistas. - Quando eu chamar seus nomes, venham até aqui, sentem-se no banco e colocarei este chapéu em suas cabeças.


E a Seleção se seguiu tranquila. Corvinal e Sonserina receberam, cada uma, 12 alunos. Dos outros, 18 foram para Grifinória, 15 Para a Lufa-Lufa.


***


Após o banquete, Lily e Florence conversavam com Lupin na mesa da Grifinória.


- Onde está Severus, Florence? – perguntou Lily.


- Ele já foi para o Salão Comunal, com Nott e Travers, ambos do sétimo ano. – disse ela, chateada.


- Informações sobre os N.I.E.M.s? – perguntou Lupin.


- Infelizmente não creio que seja isso, Remus. – disse Florence.


- Isso é ruim. - comentou Lily.


- Eu sei. Nas férias ele recebeu cartas de Abraxas e Lucius Malfoy, assim como do Nott e do Travers.


- É realmente muito ruim. – disse Lupin.


Florence sorriu, triste.


- Você viu onde James foi? - perguntou Lily, sabendo que isso alegraria a amiga casamenteira.


- Saudades? Ou seria ciúmes? – brincou Florence.


- Nada disso! Apenas...


- Não precisa me explicar, Lily. Amar é mesmo complicado... - ela suspirou. - Vi James subir as escadas, creio que para o salão de vocês, com Black e Pettigrew.


- Srta. Dellacourt? - Dumbledore chegou por detrás deles.


- Prof. Dumbledore, como vai o senhor?


- Ótimamente bem. Me acompanha até minha sala?


- Claro. Boa noite, Lily. - beijou o rosto da amiga, fazendo o mesmo com Lupin. - Boa noite, Remus.


***


Ela se sentou em frente à mesa do Diretor.


- Aceita um chá? – ofereceu Dumbledore.


- Sim, obrigada.


- Então, querida, como foram as férias?


- Ótimas, diretor. Fiquei com minha madrinha, fiz amizade com Lily e James...


- E quanto ao Sr. Snape? – o diretor foi direto.


- Ahm... estamos namorando.


- Posso acreditar que não contou nada a nenhum de seus novos amigos, incluindo Severus? – perguntou Dumbledore.


- Eles não sabem e não saberão de nada sobre a minha vida.


- Eileen também não comentou nada na frente do filho?


- Não, nada.


- Assim, pelo menos por enquanto, me parece melhor. - Dumbledore suspirou. - Seu pai a procurou, não é?


- Sim, no dia do baile do final do ano letivo. Não lhe contei porque não tive tempo. – explicou Florence.


- O que ele queria?


- Nós... fizemos um acordo.


- Um acordo? – estranhou Dumbledore.


- Ele não se meterá na minha vida, se eu também não interferir nos planos dele. – disse Florence.


- Não pretende tomar partido na guerra, Srta. Peverell. - não era uma pergunta, era uma afirmação.


Ela o olhou, séria, ao ouvi-lo chamá-la pelo sobrenome de seu pai.


- Não. – respondeu ela, por fim. - Tenho planos de estudar Poções na França, talvez conseguir um estágio em Beauxbottoms. Fazer um mestrado na área.


- E quanto ao Sr. Snape?


- Não posso prolongar essa relação para além de Hogwarts. - ela olhou para o chão, triste. - Seria perigoso demais para ele...


- E o Encantamento?


Ela levantou a cabeça, olhando em azuis. Lembrou-se das palavras do seu pai. "Dumbledore acha que sempre sabe de tudo. Muitas vezes ele acerta."


- Se meu pai pode resistir, eu também conseguirei. – disse ela.


- Devo imaginar que seu namorado não sabe de suas intenções em se mudar para a França?


- Não, Severus não sabe. Mas, aparentemente, ele tem outros planos dos quais eu também não faço parte.


- Do que está falando? – estranhou Dumbledore.


- Ele tem andado muito com Nott, Travers... se correspondido com Malfoys e outros. Eu temo que...


- Que ele se torne um dos seguidores de seu pai. – completou o diretor.


- Sim.


- Eu já venho reparando nisso desde o final do ano letivo que passou... mas achei que, com a sua chegada, ele mudaria de opinião.


- É uma escolha sem volta, Dumbledore. - ela falou, séria.


- Eu sei. Muitos ex-alunos meus, brilhantes e poderosos como Severus, ou apenas com grande potencial financeiro como os Malfoys, ou burros demais para terem certeza do que querem...


- Crabbe e Goyle. - ela comentou, sorrindo.


- Exatamente, eles se envolveram com as atividades de seu pai. – ele respirou fundo. - Vou manter um olho em Snape a partir de hoje, Florence. Mas me fale de sua amizade com alguns Grifinórios, fiquei extremamente interessado em saber como isso aconteceu.


- Lily e James se gostam, eles são predestinados.


- Você já pode ver? – perguntou Dumbledore, curioso.


- Já. Sabe me explicar o motivo de isso acontecer? – quis saber Florence.


- É simples. Você já tem em seu sangue um fabuloso poder, a sedução veela. Mas sedução e desejo nunca foram garantia de amor. Mas o Encantamento, sim. Esses dois poderes, juntos, lhe dão um dom, o de poder ver e, por conseqüência, ter a chance de ajudar, casais predestinados a se acertarem.


- Estamos ajudando James a conquistar Lily. – disse ela.


- E está dando certo?


- Acho que sim, mas Potter é muito cabeça-dura.


- Seu namorado também é, talvez até mais que o Sr. Potter. – riu Dumbledore.


- Eu sei...


- Alguém mais, além de Lily e James? – quis saber ele, curioso.


- Alice e Frank Longbottom.


- Sempre pensei que eles combinavam! – exclamou o diretor, ficando sério depois de rir. – Você é bastante amiga do irmão de Sirius Black, não?


- Sim, eu adoro Regulus.


- Por que ele tem faltado tanto? No final do ano letivo ele não apareceu, a mãe dele me enviou uma carta do St. Mungus avisando que ele estaria internado, isso procede?


- Sim. Regulus tem uma doença não conhecida. De tempos em tempos ele tem desmaios, alucinações, insônia. – explicou Florence.


- E ele continua internado?


- Acho que sim. Sirius falou que Reggy deverá ser liberado em, no máximo, duas semanas.


- Certo.


- Era só isso, Diretor?


- Sim, querida, pode ir correndo para os braços de seu namorado. Um bom ano letivo pra você.


- Obrigada, Diretor. Uma boa noite para o senhor. - ela se levantou e foi à porta.


- Boa noite, minha filha.


E Florence saiu.


 

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