CAP. 1 - O INÍCIO
Um grito de horror ecoa pela escuridão noturna, em uma mansão sombria nos arredores de um bosque; mais precisamente na sala de estar, um corpo desaba no chão frio. Um homem de cabelos negros assim como os olhos, arregalados de horror, se encontrava ao chão com uma expressão de terror no rosto mortalmente pálido, o corpo, cheio de escoriações, tremendo de forma descontrolada sob as vestes negras e a respiração descompassada eram os únicos sinais de que aquele homem ainda estava vivo. Passos calmos passaram a ser ouvidos naquela sala e um ser vestido com uma calça e camiseta negra assim como sobre-tudo e com um capuz que ocultava seu rosto se aproxima do homem caído ao chão.
-Você me deu muitas informações valiosas, Nott, mas agora você não tem mais nenhuma serventia. - diz o ser encapuzado em uma voz calma enquanto se abaixava para encarar de frente a figura de Nott; este o olha com o medo estampado em seus olhos.
-P-por fa-favor piedade... - sussurra Nott com a voz baixa e dolorida para o encapuzado em sua frente.
-Um comensal da morte temido como você pedindo por piedade? Você me desapontou agora Nott. - diz o estranho balançando a cabeça negativamente. - Aja como homem e aceite seu destino. - termina com a voz fria como o gelo e dura como o aço. Nott, neste momento, já entrara em desespero, sabia o que viria a seguir mas não sabia como e era isso o que o assustava. O estranho apontou a mão para o peito do comensal que fechou os olhos esperando o último golpe. - Que você apodreça no inferno. - dizendo isso uma aura negra envolveu a mão do estranho. - Black saying. - um raio negro sai da mão do estranho e atinge o comensal em cheio que com um grito de dor é consumido completamente por sombras desaparecendo.
Nenhum som era ouvido após o comensal desaparecer, o estranho se levanta olhando ao redor até que em um sopro anormalmente frio desaparece da mansão reaparecendo em frente a uma outra mansão de aspecto sombrio como o dono, ela tinha um estilo francês com paredes enegrecidas, tinha dois andares, um vasto jardim ficava a sua frente, com mata virgem às suas costas, a propriedade era cercada por muros altos e continha um enorme portão de ferro na entrada logo às costa do ser encapuzado que caminha calmamente até a frente da casa. Após passar pelas grandes portas de entrada, feitas inteiramente de madeira de lei, o estranho se encaminha para um quarto no segundar que tinha a janela de frente para os portões da frente da propriedade, retirou o capuz revelando um rosto jovem e belo de um rapaz de uns quinze ou dezesseis anos, cabelos negros e bagunçados até os ombros, olhos de um verde esmeralda penetrante e sem sentimentos por fim uma cicatriz em forma de raio na testa. Ele se dirigi até a janela e passa a observar a noite com uma expressão neutra na bela face.
-Mestre Harry Potter deseja alguma coisa meu senhor? - pergunta um elfo domestico com uma voz esganiçada e feminina entrando no aposento após bater, fazendo uma profunda reverência e vendo seu senhor retirando o sobre-tudo mostrando que sob a calça e a camisa havia um corpo com músculos definidos e com uma estatura de mais ou menos um metro e noventa.
-Não desejo nada Wend, pode se recolher. - diz Harry Potter para o elfo de forma calma sem se virar. O elfo faz outra reverência e se retira do aposento deixando o moreno novamente sozinho com seus pensamentos que tornam a se voltar para como foi sua vida desde o dia em que foi expulso da casa dos Dursley até o que descobriu hoje.
Flashback
Válter Dursley entra no número quatro da rua dos Alfeneiros acompanha do seu sobrinho, um menino magricelo, aparentando não ter mais do que sete anos, suas roupas eram vários números maiores, com um rosto fino com olhos esmeralda e uma cicatriz em forma de raio na testa parcialmente encoberta pelos cabelos negros. Valter se encaminha para a sala bufando fazendo seu bigode balançar enquanto seu rosto ficava cada vez mais vermelho. O garoto a sua frente sabia que a explosão estava próxima e se preparou.
-Válter o que foi que esse moleque fez dessa vez? - perguntou Petúnia Dursley entrando na sala e olhando com uma expressão de desgosto o sobrinho, seu primo Duda estava logo atrás dela sorriso feliz pelo o que iria acontecer ao primo.
-Esse moleque aprontou mais uma! - grita Válter olhando com ódio para o menino.
-Eu não tive culpa... - tenta argumentar o menino mas é interrompido.
-Fique quieto seu delinquente! Eu estou farto de você e sua anormalidade. - grita a todo pulmão Válter.
-Fale baixo Válter. - diz Petúnia correndo até a janela para ver se nenhum vizinho tinha ouvido.
-Escute aqui moleque. - diz Válter entredentes para se impedir de gritar, agora ele estava purpura e Harry já estava vendo a hora em que a veia na testa do tio fosse explodir. - Eu não quero saber como que você foi parar naquele telhado... - começou o tio e Harry pensou em dizer que foi porque ele estava correndo do Duda e seu grupo que queria bater nele mas desistiu. "Ele não vai acreditar e eu só vou piorar a situação.", pensa enquanto vê o tio continuar a falar. - O que eu sei é que você não vai mais nos incomodar como sua esquisitices. Me siga moleque e não fale nada. - diz se dirigindo novamente a porta, mesmo estranhando o moreno o segue entra no carro vendo o tio ligando e dirigindo até uma cidade longe da rua dos Alfeneiros e que o moreno não conhecia. Parando o carro Válter retoma a palavra. - Desce.
-Para que? Onde estamos? - pergunta o menino estranhando o tio.
-Sem perguntas moleque e desce logo. - esbraveja o tio. Harry preferindo não arrumar mais confusão desce do carro e vê que o tio não faz o mesmo e sim torna a ligar o carro e arranca. Harry estava tão chocado que não conseguiu reagir e apenas viu o tio ir o deixando para trás naquele local desconhecido. A tarde já estava dando espaço para a noite e o moreno continuava olhando para o lugar que o tio desapareceu até que finalmente percebeu que fora abandonado.
E agora? O que eu faço? Pra onde eu vou? Essas e outras perguntas martelavam a mente do moreno que já estava caminhando a algum tempo sem rumo pela aquela cidade desconhecida. A noite já caiu e deixou a cidade apenas iluminada pelas luzes das casas e dos postes. Harry decide achar um lugar para poder passar a noite e com isso na cabeça ele percebe que estava de frente a um parque, dando de ombros ele pula o portão com dificuldade e adentra o parque procurando um lugar com algum tipo de proteção contra a possível chuva que se armava sobre a cidade. Depois de andar por uns vinte minutos o moreno encontra uma pequena ponte de pedra na entrada do bosque que havia no parque, a ponte estava cruzando o que deveria ter sido um lago que agora estava seco, vendo que aquele seria o melhor abrigo que ele poderia encontrar ele se dirigi para a ponte e depois se senta embaixo da mesma olhando para os lados vendo se não havia nada perigoso por perto. Após ter certeza de que não havia nada além dele mesmo ali Harry se deita para descansar e acaba pegando no sono.
Depois de algumas horas Harry acorda sobressaltado após ouvir um barulho próximo a ele, se levantando e pegando um galho quebrado perto de si segue em direção do barulho com passos vacilantes, sem perceber ele vai se embrenhando cada vez mais no bosque escuro e sombrio. Enquanto caminha Harry ouvia vários sons diferentes de animais noturnos como corujas e morcegos até que vê uma pequena clareira em sua frente. Reparando melhor na pequena clareira o moreno percebe que havia um vulto no centro da clareira, dando mais alguns passos até a entrar adentrá-la ele percebe que o vulto era a mulher mais bonita que ele já havia visto em sua vida, ela era loira com os cabelos até o meio das costas e brilhante, tinha olhos azuis como o céu de um dia sem nuvens, um leve sorriso, a pele era branca como a neve o que contrastava com a túnica negra que ela usava. A mulher ficava apenas o observando e Harry já estava ficando desconfortável sobre aquele olhar penetrante que ela lhe dirigia.
-Hum... oi... - diz o moreno de forma constrangida. A mulher apenas aumentou o sorriso. - Hum... já está tarde sra. é perigoso para sra. andar sozinha por esse bosque...
-Não se preocupe comigo pequenino, mas o que um garoto como você está fazendo sozinho nesse bosque e a essa hora? - pergunta a mulher de forma doce e carinhosa. Harry fica em dúvida sobre falar ou não a verdade para uma estranha, mas decide pela verdade pois aquela mulher lhe inspirava confiança.
-Meu tio... bem... ele me deixou aqui... - conforme ia falando sua voz ficava cada vez mais baixa assim como os olhos que passaram a fitar o chão. O constrangimento o fez corar.
-Não precisa ficar com vergonha. - diz a mulher de forma carinhosa enquanto ergue o rosto do moreno uma mão. Harry estava surpreso, não havia visto ela se aproximar. A surpresa o fez se esquecer da vergonha e encará-la nos olhos, aqueles olhos azuis pareciam um mar que o arrastava para suas profundezas. - Por que seu tio o abandonou? - torna a perguntar com o mesmo tom carinhoso.
-Eu... é que as vezes coisas estranhas acontecem comigo, acho que ele está certo... - diz Harry sem desviar o olhar daqueles olhos azuis.
-Acha que ele está certo em que? - pergunta com um tom levemente curioso e com o cenho franzido.
-Quando ele me chama de aberração... - diz o moreno finalmente conseguindo desviar seus olhos para os lados. Ele ouve uma exclamação de choque.
-Nunca, jamais deu ouvidos a uma barbaridade dessas. - diz a mulher de forma firme e uma expressão firme enquanto volta a faze-lo encará-la. Harry a encarra em dúvida. - Você não é uma aberração! Você nasceu com um dom que aquele humano despresível teme por não entendê-lo. - diz agora de uma forma raivosa que assustou um pouco o moreno pois a expressão antes serena agora era mais como uma fera selvagem. Involuntariamente ele deu um passo para trás, vendo isso a mulher retorna a sua expressão serena com uma pontada de arrependimento. - Não tenha medo de mim pequenino, não irei fazer mal a você.
-Quem é você? - pergunta o moreno não a ouvindo e com a voz tremida de medo.
-Eu sou a única que pode te ajudar agora. - diz com um sorriso triste ao ver que ele desconfiava dela. Harry agora estava intrigado.
-Me ajudar no que? - pergunta a olha de forma desconfiada.
-A controlar seu dom pequenino. - diz de forma calma dando um passo a frente e vendo que o moreno não se afastou se abaixa até ficar mesma altura que ele. - Você está destinado a ser grande, mas precisar aprender a se controlar para que acidentes como o de hoje não se repita. - diz baixinho enquanto com a mão direita faz uma leve carícia no rosto do moreno que sente a região tocada esquentar com um calor que não era nada parecido com a timidez que sentia mas sim um calor gostoso de se sentir, algo que ele nunca havia sentido, algo como ele só viu nos livros que lia escondido. Pela primeira vez desde que se entende por gente Harry sentiu o calor materno. Com essa conclusão ele sorri de forma involuntária o que fez o sorriso da mulher aumentar. - Venha comigo pequenino que eu irei te treinar, mas saiba que o treino será duro e você terá que conseguir tudo por suas próprias habilidades. - diz de forma simples mas com a expressão séria. Harry abre os olhos e a encara nos olhos duvidoso. Mas o que ele tinha a perder? Fora abando nado pelos tios, estava sozinho no mundo. Era melhor aceitar a oferta dela do que ficar parado ali.
-Tudo bem. - diz tentando manter manter o nervosismo camuflado mas falhou ao ouvir sua voz tremer. Ao ouvir isso a mulher se levante lhe estendendo a mão, mas o moreno continua a encarando e por fim torna a falar. - Mas antes, a sra. ainda não me disse o seu nome.
-Me chamo Ariana, muito prazer Harry Potter. - diz Ariana de forma simples. O moreno arregala os olhos surpresos, tinha certeza que não havia dito seu nome. Vendo a surpresa nos naqueles olhos esmeralda acrescenta: - Ire lhe explicar tudo pequenino, mas não aqui. - ao terminar ela faz um aceno com a mão esquerda e um portal negro aparece às suas costas. Agora sim Harry estava chocado mas quando ia perguntar como ela tinha feito aquilo é interrompido. - Me siga, como disse irei te explicar tudo. - dizendo isso ela atravessa o portal. Harry olha para Ariana desaparecendo pelo portal e mesmo relutante ele o atravessa fechando os olhos ao sentir uma densa camada de ar a sua frente no instante que o cruza.
Ao abrir os olhos o moreno se depara com um lugar totalmente diferente do bosque em que se encontrava a segundos atrás. O solo era rochoso sem nenhuma vegetação, o céu era vermelho como se o dia estivesse raiando sempre apesar de não haver nenhum Sol, em sua frente, ao longe, era possível avistar uma cadeia de montanhas enormes e seres sobrevoando seus picos, a sua direita se via um lago que não se avistava a outra margem, a sua esquerda ficava visível ao longe o que parecia uma floresta de árvores escuras e imponentes e às suas costas ficava uma casa simples feita de madeira escurecida. Ao pé da porta Ariana se encontrava o esperando pacientemente, o moreno se encaminha em direção a casa rodando a cabeça em todas as direções possíveis para não perder nenhum detalhe.
-Entre que irei lhe explicar. - diz ela quando o moreno chega ao seu lado. Os dois entram na casa e Harry observa que ela era simples mas confortável, eles se encaminham para duas poltronas que haviam na sala se sentando um de frente para o outro e se encarando. - Bom pequenino, peço que primeiro me ouça dizer tudo e depois você poderá tirar suas dúvidas, tudo bem?
-Sim. - diz o moreno extremamente ansioso.
-Muito bem, você se lembra de tudo o que seus tios falaram dos seus pais? - pergunta Ariana e o moreno apenas concorda com a cabeça com uma expressão de desagrado, ele sempre odiou a forma como seus tios se referiam a seus pais. - Não passa de mentiras. Seus pais, assim como você é, eram bruxos. - diz de forma calma, vendo uma expressão de incredulidade no rosto do moreno ela indaga: - Vejo que você não acredita, então como me explica o fato de você pular um simples lata de lixo e ir parar no telhado da escola? Ou o fato de quando sua tia cortou seus cabelos contra sua vontade e no dia seguinte ele estava grande novamente? - após terminar aguarda em silêncio enquanto o moreno quebra a cabeça tentando achar uma resposta lógica para aqueles fatos estranhos que aconteceram em sua vida, mas enquanto pensa ele se pergunta como ela sabia de tudo isso.
-Como você sabe de tudo isso? - o moreno verbaliza a pergunta que passou a martelar em sua cabeça.
-Eu te observo a distância a mais tempo do que você imagina pequenino. - diz suavemente enquanto sorria. - Mas você não respondeu minhas perguntas.
-Eu... eu não sei como fiz aquilo... - responde derrotado.
-Você fez o que os bruxos chamam de magia involuntária. Isso é muito comum em bruxos jovens pois eles ainda não tem controle sobre sua magia, entende? - Harry apenas concorda com a cabeça absorvendo tudo o que Ariana falava. - Voltando ao seus pais... os dois eram bruxos e poderosos, sua mãe era o que se chama de nascida trouxa, ou seja, nascida em uma família que não tinha nem um pingo de sangue mágico; já seu pai era um bruxo sangue-puro que significa que ele era um bruxo nascido em uma família inteiramente mágica por gerações. Eles se conheceram e, depois de muita insistência do seu pai, se acertaram em Hogwarts, a melhor escola de magia e bruxaria da Europa fica na própria Inglaterra. Antes que me interrompa. - diz ao ver que o moreno iria interrompe-la. - Você só é chamado a cursar o primeiro ano com onze anos. Depois de saírem de Hogwarts seus pais se casaram, mas naquela época uma guerra estava irrompendo pelo mundo bruxo, Tom Marvolo Riddle, um bruxo com uma obsessão por poder e uma pureza de sangue que nem mesmo possuía pois ele era um mestiço, filho de uma bruxa com um trouxa, começou uma guerra. Por odiar tanto os trouxas, como seu próprio pai, ele abandonou o próprio nome adotando um novo que todos os bruxos temem pronunciar, Lord Voldemort. Ele buscou todo o conhecimento possível de magia negra que existe no mundo, se tornou o bruxo das trevas mais poderoso de todos os tempo. A grande maioria dos puros-sangue decidiram seguí-lo, mas haviam aqueles que se recusaram, como seu pai. - diz ao ver que o moreno iria lhe perguntar sobre seu pai. - Voldemort estava ganhando mais e mais espaço e seus seguidores também aumentavam rapidamente; quando a guerra estourou, Voldemort e seus comensais da morte, como são chamados seus seguidores, começaram uma caçada aos trouxas e nascidos trouxas, eles promoveram verdadeiras carnificinas de inocentes. Os Ministérios da Magia dos países em que ele promovia a guerra não conseguiam conte-lo pois muitos dos bruxos que trabalhavam nos próprios Ministérios eram a favor dele. Foi neste tempo de guerra em que seus pais saíram da escola e se casaram, seus pais se tornaram aurores, que são aqueles que você conhece por policiais, enfrentava de frente a guerra como guerreiros honrosos que erram, mas então, depois de três anos enfrentando Voldemort e seus comensais, sua mãe descobre estar grávida e logo em seguida uma profecia foi feita, nela dizia que aquele com o poder de vencer o Lord das Trevas se aproximava, nascido daqueles que o desafiaram por três vezes, nascido ao final do sétimo mês. Um dos comensais ouviu esse pedaço da profecia e contou a Voldemort que não querendo arriscar ficou louco para descobrir e matar esse escolhido. E só havia duas possibilidades: a criança que Alice Longbottom carregava em seu ventre e a criança que crescia no ventre de Lílian Evans Potter. - neste momento Harry já estava aterrorizado.
-M-mas... e-eu... - tentar falar o moreno sem conseguir articular uma frase coerente.
-Calma Harry. - pedi Ariana ao ver que o moreno estava entrando em pânico. Harry a olha e respirando fundo se controlar um pouco. - Depois de descobrir que só o filho dos Potter's ou o dos Longbottom's se encaixavam na profecia Voldemort começou a caçar as duas família por toda a Inglaterra e com isso eles foram obrigados a se esconderem. Assim nasceu as crianças, Neville Longbottom nasceu em trinta de julho e Harry James Potter nasceu em trinta e um de julho. Voldemort decidiu matar o que ele considerava mais perigoso para ele: você, ou seja, o mestiço pois ele sendo um mestiço chegou onde chegou então ele acreditou que você seria o que lhe causaria mais problemas. Os Potter's passaram mais de um ano escondidos até que a traição de Pedro Pettigrew levou Voldemort ao seu esconderijo em Godric's Hollow. Isso aconteceu na noite de trinta e um de Outubro, seu pai vendo Voldemort entrando mandou sua mãe pegá-lo e fugir mas os feitiços protetores haviam prendido vocês dentro da casa. Lílian, sua mãe, tentando protege-lo se trancou em seu quarto enquanto James, seu pai, ficava para enfrentar o Lord das Trevas, ele lutou bravamente mas não conseguiu resistir por muito tempo sem morto em seguida. Voldemort seguiu até o quarto em que sua mãe e você se encontravam e após arrombar a porta disse a sua mãe que ela não precisava morrer mas Lílian não deixaria que ele lhe fizesse mal e implorou a ele que não o mate-se, não se importando com os apelos de Lílian, Voldemort a matou para depois ir em sua direção mas quando usou a maldição da morte em você algo deu muito errado para ele e muito certo para você. - Harry que já não segurava mais as lágrimas a olha confuso. Ariana o olhava de forma triste mas era preciso ele saber. - Quando sua mãe deu a vida por você ela criou uma proteção de amor a sua volta que impediu o ataque do Lord das Trevas o enviando de volta a ele e lhe salvando deixando apenas com essa cicatriz na testa. Ela conseguiu salvar sua vida mas o preço foi muito alto.
- Então foi assim que meus pais foram... - era impossível para o moreno terminá-la.
-Sim. - responde de forma suave o encarando de forma piedosa. - Após essa tragédia, Alvo Dumbledore o entregou a sua única família viva, seus tios, para eles cuidarem de você. Aquele velho o entregou a seus tios sabendo o quanto eles odiavam magia e tudo relacionado a mesma.
-Então meus tios sabiam de tudo? - pergunta surpreso.
-Sabiam e era exatamente por isso que eles te tratavam tão mal. Dubledore fez isso para afastá-lo do mundo mágico, deixando você na completa ignorância sobre magia e assim poder lhe explicar da maneira mais vantajosa para ele, ou seja, fazendo você admirá-lo para poder te controlar. - o tom suave deu lugar a um tom sério e claramente desgostoso com a forma que agiram em relação a ele.
- Esse Dumbledore fez tudo isso para que? - pergunta um pouco confuso.
-Você, como eu disse, será grande e é exatamente isso que fez Dumbledore querer você ao lado dele. Dumbledore é um humano desprezível que se faz de bondoso enquanto controla e manipula todos ao seu redor. Ele, mesmo sabendo que seu padrinho, Sírios Black, acusado e condenado pela traição ao seus pais, era inocente o deixou ser preso em Azkaban, a prisão bruxa, onde está preso a seis anos.
-Quer dizer que eu tenho um padrinho que foi preso injustamente pela traição dos meus pais e que ele ainda está preso por que Dumbledore não quis ajudá-lo? - Harry estava chocado e raivoso com o que aconteceu com o padrinho mesmo não o conhecendo, afinal um inocente é um inocente e não merece pagar por crimes que não cometeu.
-Dumbledore não quer ele solto pois ele poderia pedir sua guarda e assim você iria saber do mundo bruxo antes do que ele quer tendo uma visão que não seria a que ele quer te passar. - explica Ariana com a voz demonstrando tanta revolta quanto o moreno. - Mas por agora você não deve se preocupar com ele pois ele será o menor dos seus problemas. - vendo a careta de confusão prossegue. - Voldemort, apesar de ter caído quando tentou te matar, não morreu. Ele ainda está vivo mas muito debilitado e escondido para poder se recuperar. Dentro de alguns anos ele irá voltar mais poderoso do que nunca e você deve estar pronto para enfrentá-lo.
-EU? - diz chocado e temeroso pois segundo ela Voldemort já era o mais poderoso bruxo das trevas de todos os tempos e se ele vai voltar mais poderoso ainda... "Definitivamente eu estou ferrado.", pensa desesperado.
-Sim, você se lembra da parte da profecia que lhe falei? - pergunta recebendo um aceno de concordância. - O restante dela é: mas a criança terá um poder que o lord desconhece... e um terá de morrer nas mãos do outro... pois nenhum poderá viver enquanto o outro estiver vivo... aquele com o poder de derrotar o lord negro nascerá quando o sétimo mês findar... - um silêncio aterrorizante para o moreno caiu na sala. Harry estava tremendo de tão abalado que ficou com aquela revelação.
-E-eu... eu n-não vou c-conseguir... - diz gaguejando. Como que ele poderia vencer o maior bruxo das trevas de todos os tempo se não conseguia nem ao menos enfrentar seu primo?
-Se acalme Harry... eu não pedi para você vir aqui para entrar de férias. - diz de forma suave porém firme. Harry a olha temeroso pelo que descobrira e confuso que o que acabara de ouvir. - Eu irei treiná-lo pequenino, você vai receber um treinamento árduo mas que dará seus frutos. Seras um ser que muitos temeram e outros muitos admirarão.
-Mas... eu não entendo... por que eu? - pergunta Harry um tanto perdido.
-Porque você, pequenino, é o portador de um poder imenso que só precisa ser lapidado. - diz de forma suave e carinhosa enquanto se inclina para frente até poder fazer uma carícia no rosto do moreno. Com o toque Harry se sente mais calmo e já traça um objetivo: vingar a morte de seus pais e a injustiça feita a seu padrinho. Ariana que desde o começo da conversa observava o que se passava na mente do moreno sorri. - Isso, meu pequenino, faça o que tem de fazer para conseguir sua vingança mas sem deixar-se tornar como eles.
-Como você sabe o que estava pensando? - pergunta o moreno de olhos arregalados.
-Essa é uma das habilidades que você aprenderá, a habilidade de ler mentes e manipulá-las a seu favor. - explica enquanto se levanta e o moreno a acompanha excitado com a possibilidade de já começar a treinar. - Tenha calma, ainda não começaremos seu treinamento pois você precisa descansar. - dizendo isso ela se dirige a uma porta que o moreno não havia reparado e adentra ela com o moreno em seus calcanhares. Ao passar por ela Harry se depara com um pequeno corredor com duas portas ao lado direito e duas ao lado esquerda, Ariana o conduz a primeira porta a direita entrando em um quarto simples com uma cama ao lado esquerdo encostada a parede, um pequeno armário encostado na parede a direita de frente para cama, uma parta ao lado do armário que o moreno deduziu levar até um banheiro e uma janela na parede em frente a porta. - Esse será o seu quarto pelo tempo que ficar aqui.
-Certo. - diz o moreno enquanto percebe que não sabe onde exatamente está mas quando ia abrir a boca para perguntar Ariana responde.
-Você está em um mundo paralelo ao seu, a minha morada desde a traição que sofri. - e com essa resposta enigmática ela se retira do quarto deixando o moreno mas intrigado ainda. Decidindo perguntar depois o moreno se dirige a porta ao lado do armário e vê que realmente era um banheiro com apenas o necessário, um chuveiro, um sanitário e uma pia com espelho. Após um banho demorado, para tirar toda a terra que estava em seu corpo por ter deitado no chão, volta para o quarto e olhando dentro do armário vê que havia algumas vestes simples e negras. Vestindo uma calça o moreno desaba na cama dormindo logo em seguida por conta do cansaço.
Fim do Flashback
Enquanto se lembrava de como naquela noite, a anos atrás, havia sonhado com tudo o que Ariana lhe disse Harry vê ao longe um vulto branco se aproximando em alta velocidade, em alguns segundos uma ave com as penas todas brancas e um porte imponente e elegante pousa em seu ombro de forma suave.
-Como foi sua noite Silver? - pergunta o moreno enquanto acariciava as penas da fênix albina, uma ave que raramente foi vista pelo mundo sendo Silver uma das últimas existente. A bela ave emitiu um nota harmoniosa que fez um leve sorriso brotar nos lábios do moreno.
Voltando a encarrar a noite, sem interromper as carícias em Silver, Harry se lembrou de como um simples feitiço de Ariana o havia livrado dos óculos e do árduo treinamento que teve naquele mundo estranho, lutas, manuseio de armas, no qual se identificou com a espada, controle sobre sua magia com ou/e sem varinha, lembrou de como ficou ao saber que sua varinha era feita com fibra de coração de dragão, duas penas da Silver, que havia sido dada de presente a ele poucos dias depois de chegar naquele mundo, enrolados com um fio de pelo de unicórnio, duelos mágicos e com armas, animagia, defesa e ataques mentais, magia antiga e artes das trevas antiga e pura; o moreno perdera as contas de quantas vezes esteve frente a frente com a morte e as criaturas horrendas que teve que enfrentar e matar para não virar lanche. Ele sentia orgulho de se lembra que matou sozinho uma criatura medonha, que se assemelhava a um dinossauro, com apenas nove anos, foi realmente um feito já que o bicho se movia muito rápido e ainda cuspia ácido pela boca. Se lembrou do olhar satisfeito de Ariana ao saber de seu feito e de como depois desse dia fora enviado até as montanhas que lá haviam para buscar sua espada; se lembrou também dos obstáculos que teve que superar naquelas montanhas, das criaturas antigas e ferozes que habitam e que eram completamente selvagens e agressivas, lembrava-se também das cicatrizes que ganhou até conseguir alcançar a caverna no topo da montanha mais alta e de como ficou fascinado ao observar pela primeira vez sua arma.
Magnífica, essa foi a primeira palavra que lhe veio a mente naquele momento. Era a espada mais linda e mortal que ele sequer havia imaginado, ela era do estilo oriental, uma katana de lamina azulada que emitia um brilho sem vida, o cabo de um violeta repleto de runas em vermelho sangue e com uma bainha negra como a noite. Harry sente, toda vez que a empunha, a aura poderosa e sem vida da lâmina maldita.
-Elisabeth.- sussurra sorrindo enquanto se lembra do nome que ela mesma havia escolhido como seu. Com Elisabeth ao seu lado ele pode desenvolver mais ainda sua habilidades e também lembrou-se do dia em que despertou todo o seu poder.
Flashback
Harry, agora seus quatorze anos, estava em mais um dia de treinamento extremamente puxado; desde que conseguira Elisabeth seus treinos haviam ficado muito mais puxados pois segundo sua mestre ele deveria estar a altura de sua espada mas para isso ele deveria se esforçar mais e era exatamente isso que ele estava fazendo enquanto duelava, a mais de quatro horas, com três espectros criados por Ariana. Eles eram poderosos o que já havia causado vários ferimentos no moreno que suava a camisa para poder ter chances de vencê-los.
Após uma defesa complicada por parte do moreno os quatro oponentes passaram a avaliar-se. A situação não estava nada boa para Harry com dois espectros a sua frente, um a direita e outro mais a esquerda e o terceiro as suas costas; apesar da pouca idade o moreno tinha uma expressão compenetrada e observava tudo com olhos clínicos avaliando as possibilidades e os possíveis passos dos oponentes que pareciam fazer a mesma coisa. Nenhum movimento era feito pelos quatro, todos esperavam a movimentação do outro, Harry sentindo uma movimentação de ar às suas costas percebendo que o terceiro espectro vinha em sua direção se prepara.
"É agora.", pensa o moreno empunhando mais firmemente Elisabeth vendo os outro dois espectros se aproximarem para atacá-lo, com um mortal para trás ele se desvia do golpe horizontal da espada do terceiro espectro e ainda no ar golpeia a cabeça do mesmo em diagonal que explode em uma nuvem negra de fumaça, pousando no chão com calma ele já se defende de um golpe vertical do primeiro espectro, a força do golpe faz os pés do moreno afundar até as canelas e com um giro acerta um chute nas costelas do espectro que voa uns cinco metros para a direita do moreno que não perde tempo observando sua queda e já se desvia com sutileza do segundo espectro que visava atingi-lo no pescoço com sua espada, aproveitando o movimento horizontal do ataque o espectro torna a investir contra Harry mudando o ataque para a diagonal sendo bloqueado e logo teve que desviar de um forte soco do moreno que visava atingí-lo no rosto acertando um chute nas pernas do moreno que cai de costas para o chão rolando para a direita a tempo de ver uma espadar acertar exatamente onde a instantes atrás estava sua cabeça. Harry se levanta rapidamente para desviar para o lado esquerdo e ver um feitiço roxo passar ao seu lado, ele não precisou se virar para saber que foi o primeiro espectro que o havia atacado, preferindo pensar primeiro no segundo o atacava novamente com um sequência complexa de golpes de espadas com socos e chutes, Harry bloqueia um golpe de espada que se acertasse iria partí-lo ao meio e em seguida, aproveito o fato do segundo espectro ter lançado outro feitiço, puxa o segundo espectro pelas veste e o coloca em sua frente para receber o feitiço de extinção e ser destruído. Aproveitando da nuvem negra que surgir com a explosão do segundo espectro Harry se movimente tão rápido que o olho humano seria impossível de acompanhar e em menos de um segundo já se encontrava as costas do último espectro em pé, este sentindo a movimentação às suas costas se vira rapidamente a tempo de ver o moreno sorrir de forma selvagem e observar a espada que carregava emitir um brilho de excitação antes de sentí-la decepar sua cabeça. Com um suspiro de cansaço mas com o sorriso satisfeito Harry ouve palmas.
-Meus parabéns pequenino, você foi muito bem apesar do tempo que levou para vencer. - diz Ariana de formar orgulhosa porém séria, Harry a encara incrédulo. - Você demorou muito sim, teria derrotado eles a muito mais tempo se tivesse usado todo o poder que tem mas você insisti em não despertá-lo. Entre que tenho algo sério para falar com você. - o moreno a segue até dentro da casa e senta em uma das poltronas da sala vendo em seguida Silver entrar pela janela e pousar em seu ombro lhe beliscando a orelha carinhosamente o que o faz acariciar sua plumagem. O encarando de forma séria Ariana começa. - Hoje aconteceu o que eu já lhe dissera, Voldemort retornou.
-O QUÊ? - grita o moreno se levantando da poltrona furioso fazendo Silver se assustar e voar para o quarto do moreno soltando uma nota indignada. -Como que isso aconteceu? Aquele desgraçado...
-Harry se acalma, eu já tinha te dito que isso aconteceria era apenas questão de tempo. - diz Ariana de forma séria e calma, o moreno a encara por algum tempo até respirar fundo e começar a andar de um lado para o outro.
-Como que isso aconteceu? - pergunta entredentes para se impedir de gritar furiosamente.
-Através de uma magia antiga e uma poção somados ao ossos do pai, carne de um servo e o sacrifício de um inimigo. - responde ela de forma neutra. Harry para e a observa, sabia que faltava algo.
-E o que mais? - pergunta esperando a história inteira.
-O servo que lhe deu carne foi Peter Pettigrew. Ele estava disfarçado, vivendo escondido desde a prisão do seu padrinho mas quando Sírios fugiu de Azkaban e provou que era inocente capturando Pettigrew o traidor conseguiu fugir mais uma vez em sua forma animaga, um rato, correndo para procurar seu mestre e o ajudando a preparar seu retorno. O inimigo sacrificado foi Cedrico Diggory cujo pai fez parte da primeira Ordem da Fênix.
-Então aquele traidor fugiu a ainda ajudou Voldemort retornar matando um inocente. - conclui Harry com dificuldade, a raiva e ódio estava quase transbordado em seu inteiro, a aura assassina que desprendia de seu corpo era palpável. Ariana apesar de também estar furiosa via que essa notícia estava fazendo o que o treinamento não havia conseguido que era fazer o moreno a sua frente despertar todo o seu poder que ainda estava adormecido; sem que o moreno percebesse ela o transporta para um dos quartos que ela havia preparado para o despertar dele e lançando as proteções necessária aguarda silenciosamente em um canto.
Harry não conseguia pensar em mais nada a não ser a notícia de que o assassino dos seus pais havia retornado com a ajuda do traidor que condenou seus pais a morte e seu padrinho a anos de prisão. O ódio estava fazendo o moreno enxergar tudo vermelho, ele queria matar o rato desgraçado e o maldito assassino; algo começou a pulsar no peito do moreno que não deu atenção. Os olhos antes de um verde esmeralda estava pouco a pouco escurecendo até que ficou em um verde musgo gélido e sombrio, a pulsação em seu peito aumentou ao ponto de deixá-lo ofegando pela pressão que fazia em seus pulmões, algo parecido com bolhas parecia se formar em sua garganta e então quando elas eclodiram de sua boca saiu um rosnado furioso e selvagem capaz de gelar a espinha de qualquer criatura. Enquanto a pressão voltava aumentar em seu peito o moreno sentiu um dor profunda em sua alma mas não se deixou emitir qualquer ruido de sofrimento, ele sentia como se algo estivesse preso a muito tempo dentro de si e que agora queria sair na forma daquela energia pulsante. Andava de um lado para o outro do cômodo com as mãos fechadas em punhos tão fortemente que chegou a cortar suas palmas com as unhas, o sangue escorria e pingava não chão mas o moreno ignorava-o como também ignorava o fato de estar tremendo fortemente de fúria; uma aura negra começou a circulá-lo fazendo seus cabelos e vestes balançarem em um vento inexistente.
Com um flash Harry se lembra das palavras de Ariana: "Você demorou muito sim, teria derrotados eles a muito mais tempo se tivesse usado todo o poder que tem mas você insisti em não despertá-lo.". Agora ele entendia o que ela falara, ele podia sentir um poder imenso aprisionado dentro de si querendo sair e agora que sabia de sua existência ele iria despertá-lo e usá-lo para vingar todos aqueles que ele perdeu para aqueles desgraçados. A pulsão estava com força total, parecendo um outro coração batendo acelerado e aumentando de tamanho de forma que tomou todo o peito do moreno e em seguida todo o corpo até o ponto que fez o moreno ter que parar de andar. Harry sentia aquela energia se expandindo dentro de si chegando até a cabeça onde causou uma dor gigantesca o fazendo levar as duas mãos a cabeça e se ajoelhar, mas isso não faria ele desistir então forçou aquela barreira aprisionava sua real magia. Com um urro bestial que fez todas as criaturas que ouviram tremerem de medo e fugirem a barreira se rompe.
Ariana que só observava sorria feliz por finalmente ele estar despertando todo o poder que havia sido concedido a ele. Quando o viu cair de joelhos ao chão com as mãos na cabeça sabia que estava quase terminado, ela podia sentir a magia crescendo nele até que com um urro poderoso ela sentiu o lacre se romper. O moreno havia ficado mais pálido do que já era, Ariana viu que os olhos dele haviam ficado completamente negros e a magia expandir de forma brutal para fora do corpo dele, era simplesmente magnífico ver tal poder. O quarto caiu em uma escuridão total, a magia negra que exalava do corpo do moreno havia consumido toda a luz do lugar e então passou a retroceder para dentro do corpo do moreno até sobrar somente uma aura tão negra que só era possível ver os contornos do moreno e o brilho demoníaco que aqueles olhos negros emitiam. Harry sentia o poder correndo por suas veias, pulsando junto com o sangue, aquela sensação era inexplicável ele sentia que podia vencer qualquer um. Com a ligação que havia se formado desde que havia tocado Elisabeth pela primeira vez, Harry a sentiu vibrar de contentamento por ele. Enquanto olhava para as próprias mãos e flexionava os dedos sentindo o poder correr por eles o moreno não sentiu a aproximação de Ariana.
-Satisfeito com o que tem agora? - pergunta ela com um sorriso feliz e orgulhoso sendo respondida por outro sorriso maior ainda. - Que o verdadeiro treinamento comece. - ao fim da frase os dois desaparecem do local.
Fim do Flashback
Enquanto via Silver voar de seu ombro para o poleiro dela o moreno relembra de como foi os dois anos seguinte ao seu despertar, foi complicado mas ele conseguiu controlar todo seu poder. Relembrou de como voltou para o mundo dos humanos a uma semana atrás, de como descobriu sobre a herança astronômica que seus pais lhe deixaram, incluindo a mansão que agora morava e de como conseguiu chegar até Nott e arrancar tudo o que podia dos planos de Voldemort. Lembrar disso o fez perceber que amanhã tinha um compromisso marcado com o diretor de Hogwarts, Alvo Dumbledore, para acertar a sua 'transferrência' da escola americana Fênix Dourada para a inglesa. "Algum galeões foram o suficiente para que confirmassem que eu estudei lá desde os onze anos.", pensa de forma sarcástica.
-Que o jogo comece. - diz de forma neutra pensando em seu primeiro embate com Alvo Dumbledore.
N/A: finalmente postei... foi mal a demora mas quando eu tinha acabado o cap. eu vi que não estava como eu queria então refiz ele... vou tentar postar mais rapidamente... espero que esteja bom, ele é como um prólogo e a partir do próximo a fic vai decorrer normalmente.
Até a próxima att.