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7. O Baile


Fic: Só o Amor Salva


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Cap. 7 - O Baile



Noite do baile de final de ano.


Snape esperava por Florence no salão comunal, junto com outros vários rapazes que também esperavam por seus pares.


Ele vestia roupas pretas, uma espécie de fraque, só a camisa de baixo era branca.


- Mulheres! Por que demoram tanto para se arrumar? - vários garotos reclamavam.


A porta do dormitório feminino se abriu e saíram duas meninas de lá. Nada de Florence. Snape estava mais do que impaciente, andava de um lado para outro em frente à lareira. Novamente, a porta abriu. Uma outra garota saiu.


Ele bufou.


Resolveu se sentar no sofá, de costas para a escada dos dormitórios.


Dez minutos depois, Snape estava sozinho no salão comunal.


Mas logo ele sentiu um calor na orelha esquerda.


- Demorei, Sev? - sussurrou ela.


Ele se levantou, aproximando-se dela, pegando em sua mão. Florence deu um giro, sorrindo, radiante.


Um vestido roxo escuro, tomara-que-caia, vestia o belo corpo de 15 anos dela, uma estola prata nos ombros, brincos delicados. Os cachos marrom-dourados presos num coque despenteado.


Ele a puxou para que parasse de girar, seus corpos e rostos ficaram a centímetros.


- Você está... linda. – murmurou ele.


- Você também. - ela repousou as mãos em seu peito.


Muito próximos.


Ele estava perdido em verdes escuros brilhantes.


Florence se inclinou pra frente, seus lábios se encostaram, levemente.


Snape sentiu uma onda elétrica irradiar de seus lábios, invadir seu corpo.


Foi rápido, displicente, quase inocente.


Os lábios dela, sedosos, macios e rosados roçando levemente sobre os lábios finos dele.


E foi inesperado, Snape ficou sem ação ao ver aquela menina linda queimar seus lábios num beijo casto.


Ela ia se afastar, mas ele a impediu, puxando seu lábio inferior. Florence levou a mão ao rosto dele, entreabrindo a boca ao sentir a língua dele roçar seus lábios.


Mas foram interrompidos.


- Me desculpe! - um segundanista entrava no salão comunal, apavorado.


- Já estávamos de saída. - Florence sorriu para o menino, antes que Snape o azarasse.


O casal passou pelo menino de braços dados.


Mas não sem antes Snape olhar feio para ele.


***


O Grande Salão estava magnificamente decorado. Do céu enfeitiçado nevava, mas os flocos desapareciam antes de tocarem o chão ou as pessoas.


- Lindo! - ela suspirou.


- Não fazem festas assim em Durmstrang?


- Não. Nós até temos festas no final do ano, mas nosso telhado não é mágico. Nem nossos banquetes são tão magníficos quanto os daqui. E - ela olhou em pretos. - as companhias lá, não são tão agradáveis. - Florence sorriu tentando fazer ele estupidificar-se.


- Você não me afeta mais tanto. - ele sorriu de canto.


- Não? – estranhou ela.


- Não. É só eu me concentrar, premeditar que você vai sorrir, aí eu consigo me desviar.


Eles sentaram numa mesa ainda totalmente desocupada. Snape olhava pra ela, como se quisesse dizer algo.


- O que há, Sev? - ela falou baixo.


- Eu... estava pensando onde a senhorita estava hoje pela manhã?


- Ahm, e eu lhe devo explicações, Sr. Snape? - ela lhe sorriu, marota.


- Sim. - ele a olhou interrogativamente, uma sobrancelha erguida.


Ela aumentou seu sorriso, Snape paralisou.


- Desculpe... – pediu ela.


Mas ele logo "acordou".


- Então, onde esteve? – perguntou ele.


- Em Hogsmead, na minha casa.


- Tem uma casa em Hogsmead, mas estudava em Durmstrang? – estranhou ele.


- É. Fui buscar este vestido e estes sapatos. E fui pedir à Tiffany para arrumar minhas coisas, pois vamos viajar nas férias.


- Tiffany?


- Minha elfa.


- Vai viajar para onde? – quis saber ele.


- Para a casa da minha madrinha. – ela sorriu.


Snape, que olhava os professores que chegavam, virou-se rapidamente para ela.


- Você vai pra minha casa? - um sorriso se formando nos lábios.


- Você, por obra do acaso, mora lá. - ela brincou.


- Era de minha mãe a carta que você lia no salão comunal, noite passada?


- Sim. – ela corria os olhos pelo salão. - Veja lá, Severus, Frank e Alice. Vamos convidá-los a sentar conosco?


- Claro.


Snape se levantou e foi até o casal. Logo os três vieram em direção à mesa que Florence estava e os quatro iniciaram uma conversa sobre as expectativas de cada um nos N.O.M.s.


Potter e Lupin, que acompanhava Lily, passaram por sua mesa.


- Sozinho, Potter? - provocou Snape.


Lily olhou feio para Potter e então para Snape.


Florence cutucara Snape para que ficasse quieto e se levantou para se apresentar à Lily.


- Sou Florence Dellacourt. - ela fez um mesura.


- Prazer, eu sou Lily Evans.


Lupin pegou a mão de Florence e levou aos lábios.


- Sou Remus Lupin.


- Enchantè, Monsieur Lupin. - brincou ela, com sotaque francês. - Não querem sentar conosco?


Lupin olhou para Lily que assentiu.


- Aparentemente só cabem 3 casais nesta mesa, Potter. - comentou Snape.


Potter deu as costas, enfurecido.


***


Dumbledore levantou da sua cadeira, silenciando a todos.


- Chegamos a mais um final de ano. E eu não vou fazê-los esperar mais um minuto sequer para festejarem o fim das provas. Que entre agora, a banda convidada da noite, As Esquisitonas!


E um palco magicamente apareceu e uma música alta começou. O povo todo se aglomerou na pista, em frente ao palco.


Florence e Snape ficaram sozinhos na mesa. E ela o puxou para que fossem para a pista. Ao levantarem, Snape a puxou de encontro a ele, tomando-lhe os lábios, num beijo suave, quase casto. Florence provocou ele, mordendo seu lábio inferior, olhando em nos olhos negros. Não conseguia se controlar, cada vez que ficava muito perto do corpo dele o seu próprio incendiava.


- Vamos dançar? – murmurou ela.


E eles foram para a pista. Uma música mais lenta começando a tocar. Snape abraçou-a pela cintura com uma mão, a outra segurando a mão direita dela.


Florence gostava muito de dançar e, embora não conhecesse a música d'As Esquisitonas, estava realmente gostando do som e da companhia. Snape dançava muito bem. E estar assim, nos braços dele, as peles se tocando, era irresistível e delicioso. Um arrepio correndo em sua espinha quando Snape desceu as mãos por suas costas.


- Que tal se nós pararmos um pouco, Sev. - ela falou em seu ouvido, murmurando, arrepiada. - Estou morrendo de sede.


- Por mim, tudo bem. Não aguento mais esses sapatos sociais. Mas não te pisei, não é? - perguntou preocupado.


- Não. Você dança muito bem...  - ela sorriu.


- Então, vamos. - ele a pegou pela mão, indo para fora da pista.


Sentaram novamente na mesa.


- Vou pegar uma bebida para nós. – disse ele, beijando-a nos lábios, antes de ir à mesa de bebidas.


***


- O que você vê nele? – perguntou Potter, jogando-se sobre a cadeira ao lado dela.


- Se veio me provocar, está assinando seu atestado de burrice. – advertiu Florence.


- Não. Estou falando sério. - ele a olhou, sério demais; a camisa social amassada, para fora da calça, a gravata desfeita.


- Mesmo? – perguntou Florence.


- Sim. - ele estava realmente falando sério. - O que você fez pro Snape se apaixonar por você?


- Eu não sei te dizer. Acho que quando coloquei os olhos nele eu soube que...


- Soube que se apaixonara. - ele respirou fundo, parecia desolado. - Eu sei como é isso.


- Mas o que há com você? - Florence o olhou, entre espantada e curiosa.


- Hogwarts inteira sabe, não vai fazer mal você saber também... - ele suspirou, triste. - Eu sou apaixonado pela Evans, desde a primeira vez que a vi.


- Lily? Mas ela, pelo que eu vi e já ouvi, não te suporta.


- Eu sei. Mas, eu queria te perguntar... como você fez isso?


- Isso o quê, criatura? – exclamou Florence, tentando não rir.


- Snape sempre foi fechadão, caladão, na dele, rude com quem tentasse se aproximar. Só costumava andar, e isso nem sempre, com uns caras boca-braba da Sonserina. Eu quero saber o que você fez pra que ele se apaixonasse por você, quero ajuda para conquistar a Evans. – Potter bebeu mais um gole da garrafa de cerveja amanteigada que tinha na mão.


- Eu não fiz nada. Apenas, aconteceu.


Ele estava atirado sobre a mesa, quase chorando.


- Quanto você bebeu, Potter? – perguntou ela.


- Um pouco.


- Por que não a convidou para vir com você ao baile? – perguntou Florence.


- Eu tentei, mas ela... ela me rechaçou. Aí, eu pedi para Remus convidá-la...


- Para que nenhum outro a convidasse. - ela sorriu. - Muito sonserino da sua parte.


Ele a olhou, e por cima do ombro dela pode ver Snape vindo, com um vinco entre os olhos.


- Bem, seu par vem aí. Eu, - ele fungou. - vou indo.


E Potter saiu, abalado, sentando noutra mesa, observando Lily conversar com Lupin.


***


- O que ele queria? - perguntou Snape, bravo, sentando.


- Ele... queria saber o que foi que eu fiz para que o mais fechadão e carrancudo da escola se apaixonasse por mim em dois dias. – murmurou ela, sorrindo.


- Por que? - um sorriso enviesado.


- Não negou... quer dizer que você está apaixonado por mim.


Florence se aproximou mais dele, seus rostos muito próximos. Ele olhou em verdes e se aproximou. Ela afogou-se nos olhos dele.


- Obviamente. – murmurou ele.


E ele roçou os lábios sobre os dela, capturando o inferior, mordiscando. Ela suspirou sobre seus lábios. Ele passou ao pescoço dela.


- Vamos para um lugar mais reservado? - ele ronronou em seu ouvido.


Ela se arrepiou, mal conseguindo responder. Ele se levantou, oferecendo o braço a ela, que aceitou.


***


Ao saírem, Potter os olhou e sorriu, triste.


- Ao menos alguém está feliz... o ranhoso. Quem diria...


Ele riu, triste, e entornou mais uma garrafa de cerveja amanteigada que os sonserinos contrabandearam para dentro da festa.


***


Snape levou Florence até a Torre de Astronomia.


- Aqui é lindo, Sev... - murmurou Florence, encantada.


- Você não chegou a ter aulas de astronomia, mas é aqui a sala.


- Tem aulas aqui durante a noite?


- Sim.


Ela estava encostada na amurada, admirando o céu, uma brisa gelada cortava o ar.


Snape se aproximou por trás dela, envolvendo sua cintura, o rosto em sua nuca.


Florence se arrepiou, deitando o corpo em seus braços.


- Flor... - ele chamou, em seu ouvido.


- Flor?


- Se você pode me chamar de Sev, eu também posso te dar um apelido ridículo.


Ela se virou de frente pra ele, sorrindo.


- Você é tão linda...


- Você acha? - ela brincou.


- Com certeza. - ele a beijou, brincando com seus lábios. - E minha... - ele sussurrou.


- Quem lhe deu esse poder sobre mim, Sr. Snape? - ela murmurou.


- Você. Aceita? – murmurou ele, em seu pescoço.


- Aceitar? O quê?


- Ser... minha namorada? – ele falou, meio tímido.


- Posso pensar?


- Eu entendo... - ele se afastou dela. - Você não quer se envolver com alguém como eu.


- Alguém como você? Como assim, você tem 4 braços, 4 orelhas e duas bocas, por acaso?


- Pobre e mestiço. – rosnou ele.


- Cala a boca, Severus. Foi uma brincadeira... eu não preciso de tempo para descobrir o que eu soube desde o primeiro dia em que te vi.


Ela se aproximou dele, encurralando-o contra a parede, beijou seus lábios, mordendo, provocando.


Snape enlaçou sua cintura, ela levou uma mão ao seu rosto, a outra mantendo em seu peito.


Ela não dissera se aceitava ou não seu pedido, mas era o sinal que ele precisava para tornar o beijo verdadeiro. Ele roçou sua língua nos lábios macios e ela aceitou. Suas línguas dançavam, brigavam, lançavam choques por seus corpos. Estavam ofegantes, Snape desceu por seu pescoço, a sensação dos beijos dele sobre sua pele queimava como fogo, e enquanto a língua percorria seu pescoço ficava muito difícil, até mesmo pra ela, tão controlada, pensar noutra coisa que não fosse Severus Snape.


Resistir?


Impossível.


O vento frio que antes cortava a torre, não mais era sentido pelo casal. Florence não se permitia pensar em mais nada, deixando-se levar pelas emoções que ele despertava em seu corpo e mente. Um choque que nada tinha a ver com os calores que Snape lhe causava ou com o vento frio, passou por seu corpo.


"É ele!"


Ela o empurrou na parede, o olhando, incrédula. Snape a olhou, sem entender.


- O que houve? - ele arfava, como ela.


- Eu não acredito... - ela passou as mãos em seu rosto, sorrindo, lágrimas nos olhos. - Isso existe... de verdade.


- O que existe, Flor? - ele secou uma lágrima que caía.


Ela baixou os olhos, sorrindo, deitou a cabeça no peito dele, ouvindo seu coração.


"Bate exatamente como o meu... como minha mãe disse que seria."


- Você não acreditaria se eu contasse. - ela murmurou.


- Tente.


- Minha mãe e meu pai, eles eram abençoados pelo que se conhece por Encantamento.


- O Encantamento, que une duas pessoas de tal forma que... – Snape a olhou, incrédulo. - Flor, isso realmente existe?


- Sim. E ela me disse que eu tinha muitas chances de ser, também, abençoada. Eu nunca acreditei muito nisso, de duas pessoas se amarem de tal forma que suas mentes se unam, que ficar longe um do outro se torna impossível... eu não acreditava, até agora. - ela o olhou.


- Até agora? Você está dizendo que acha que... nós?


- Sim... - ela sussurrou. - Seu coração bate no mesmo ritmo que o meu, sente... - ela pôs a mão de Snape sobre seu peito.


- Então...?


- Então... se isso realmente for verdade, explica por quê eu e você não nos desgrudamos desde que nos vimos. – explicou Florence.


- Significa que você, linda, inteligente, - ele a apertou mais contra seu corpo, sussurrando em seu ouvido. - ... gostosa... é toda minha, sem chance de escolha?


- Exatamente. – riu ela.


Snape sorriu, malignamente.


- Não faça mais isso. – ela sussurrou sobre seus lábios.


- O quê?


- Sorrir assim... você fica muito sexy. – sussurrou ela.


Snape tomou os lábios dela, possessivo.


- Você fica mais linda assim, ofegando, nos meus braços. Seus olhos brilham, seu corpo fica mais quente. Por que?


- Eu sou meio veela, você já deve ter percebido...


- Não só eu. Mais da metade da escola ficou paralisada na primeira vez que te viu. - ele falou, emburrando.


- Ciúmes?


- Sim. E, com ou sem Encantamento, você ainda não respondeu à minha pergunta.


- Você não me perguntou nada, não me lembro... - ela perguntou, ingenuamente, brincando com os botões da camisa dele.


- Aceita ser minha? – perguntou ele.


- Sua o quê?


- Minha, minha namorada.


Florence se arrepiou, perdida nos olhos negros dele.


- Mas você me conhece há apenas dois dias... – murmurou ela.


- Mas, como você mesma disse, você pertence a mim.


- Hmm, adorei esse "pertence"...


- Eu tenho tendência a ser possessivo, Srta. Dellacourt. - ele olhou em verdes molhados por lágrimas contidas.


- Eu serei o que você quiser que eu seja. Faça o que quiser comigo, Sr. Snape. – sussurrou ela.


- Nunca diga isso a um sonserino...


Snape a virou, colando-a na parede. Ele capturou sua boca em um beijo avassalador, suas mãos foram à cintura dela, pressionando-a contra seu corpo, como se pretendesse uma fusão dos dois à parede da torre. Ela brigava com os primeiros botões da camisa dele, já tendo afrouxado a gravata. Ele desceu uma mão pelas costas dela, sentiu-a gemer em seus lábios, desceu ao colo dela, voltando ao pescoço e riu suavemente quando ela arqueou o corpo de encontro ao seu.


- Sev... acho melhor nós pararmos. - ela sussurrou, a respiração descompassada.


- Também acho... - ele apoiou a cabeça em seu pescoço, aspirando o perfume maravilhoso que se desprendia dela. - Você tem um perfume...


- Pra você.


- Só para mim?


- Da maneira que você sente, sim. Da mesma forma que pra mim, - ela deitou a cabeça em seu pescoço, cheirando, mordiscando-o. - Você tem um cheiro que...


Ele se sentiu arrepiar, a pressão em suas calças se tornando insuportável.


- Realmente, é melhor irmos.


***


Ao chegarem no salão comunal da sonserina, vários casais estavam nos sofás e cadeiras.


Florence lhe deu um selinho e se virou para subir as escadas do dormitório feminino.


Snape ficou a olhando por trás, subindo as escadas, e um calor subiu por seu corpo. Ele foi até ela, a puxando, colando-a na parede, tomando seus lábios num beijo possessivo.


Suas línguas dançavam em um ritmo quente, entrelaçando-se em perfeita sintonia. As mãos dela percorriam o peito dele, uma perna erguendo-se ao lado dele. Ele pousou uma das mãos em sua coxa, puxando-a mais para si, ficando entre as pernas dela.


Florence gemeu deliciosamente em seus lábios.


Snape desceu ao seu pescoço, a mão apertando e movendo-se em sua coxa.


- Sev... por favor, pare.


Ele parou, ela desceu a perna.


- Parece que cada vez fica mais difícil te soltar... – murmurou ele.


- Eu sei. E só vai piorar.


- Melhorar, você quer dizer? - ele a olhou malicioso.


- Boa noite, Sev. - e ela foi em direção às escadas.


- E meu beijo?


- Não me arrisco a chegar perto de você novamente. – riu ela. - Que horas vamos amanhã de manhã?


- Após o café. Quem acordar primeiro...


- ... espera o outro. Boa noite.


- Boa noite, Flor.


***


Florence tomara uma ducha.


O calor do corpo de Snape ainda no seu próprio. Ainda podia sentir a pressão dele contra ela na parede.


Adormeceu, arrepiada.


***


Snape demorou a dormir.


O perfume dela impregnara-se em seu corpo, mesmo depois do banho.


"Deliciosa, linda, inteligente... e minha."


Adormeceu com um sorriso nos lábios.


“Minha.”


 


 

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