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3. Detenção Meteórica


Fic: Só o Amor Salva


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Cap. 3 – Detenção Meteórica


 


Snape acordou cedo, pois sua primeira aula do dia começaria apenas às 10hs. Resolveu, então, ir à biblioteca estudar.


Mas ao sair do dormitório masculino deu de cara com ela, a francesa desconhecida de Durmstrang.


- Durmstrang agora se mudou pra cá?


- Não, eu me mudei pra cá. – ela se virou para as escadas. – E um bom dia pra você também.


“Metida.” – ele pensou, olhando-a sair do salão comunal, vazio àquela hora.


Ele foi à biblioteca.


Ela estava lá.


Florence viu quando ele entrou.


Viu ele ir para o meio das estantes, e ouviu resmungos, provavelmente ele não encontrara o que queria.


Madame Pince foi até ele.


- O que procura, Sr. Snape?


- Poções Avançadas, a última edição.


- Ah, a Srta. Dellacourt acabou de pegar o último exemplar. Por que não senta com ela, acredito que os dois estudam pelo mesmo objetivo.


Ele resmungou, bufou e se sentou noutra mesa.


Ele queria muito ignorar a presença dela. Mas depois de 2 minutos parado, com a pena na mão, olhando para ela, pensando, sem perceber, no quanto ela era linda com aquela expressão concentrada, ele se irritou consigo mesmo, jogando a pena na mesa, bufando.


Pode ouvir ela rindo.


“Srta. Dellacourt.” – desdenhou ele, em pensamento.


Havia algo nela que o irritava, muito, desde que a vira pela manhã.


“Que raios ela estava fazendo em Hogwarts?”


- Devia aprender a fechar sua mente, Sr. Snape. – ela sussurrou.


Ele a olhou, ódio em seus olhos.


- Não devia entrar na mente dos outros sem permissão, Srta. Dellacourt. – ele rosnou.


Ela ignorou completamente o comentário dele.


- Bem, respondendo sua pergunta, estou aqui para prestar os N.O.M.s, assim como você e outras centenas de alunos. Se quiser, pode sentar aqui comigo. Sou ótima em Poções, posso ajuda-lo.


- Não-preciso-de-ajuda. – ele falou entre dentes.


- Então, tá.


Florence voltou aos estudos, esquecendo-se completamente dele.


Snape bufou, levantando-se e indo sentar com ela.


- Poderíamos estudar juntos? – perguntou, polidamente.


- Claro, qual seu nome?


- Snape.


- Seu primeiro nome. – pediu ela.


- Severus Snape.


- Florence Dellacourt, prazer, Severus. – ela lhe sorriu.


Snape ficou vidrado por um minuto.


- Poderia não fazer mais... isso? – ele rosnou.


- Desculpe-me. Sem mais sorrisos. Vamos começar por Poções?


- Sim.


Dez minutos de discussões e eles não mais brigavam. Descobriram, ao invés, uma grande companhia.


As horas se passaram e eles não perceberam.


- Que horas temos aula, agora, Severus?


- As 10hs.


- Nossa! Então, já estamos atrasados!


E eles saíram correndo em direção a sala de Transfiguração.


McGonagall os olhou interrogativamente.


- Posso saber o motivo do atraso?


- Estávamos estudando na biblioteca, Prof McGonagall. – disse Snape.


- Certo. Sentem-se.


- Onde posso me sentar, professora? – perguntou Florence.


- Pode sentar comigo, Srta. Dellacourt. – disse um rapaz.


Ela o olhou: cabelos escuros, uniforme da grifinória, expressão conhecida, sabia quem ele era.


- Nem em um milhão de anos, Black.


Sirius sorriu, amuado.


- Srta. Dellacourt, sente-se ao lado do Sr. Snape, já que se conhecem.


E ela sentou.


***


A comida em Hogwarts era muito melhor que a de Durmstrang.


Almoçou ao lado de Snape.


Rumavam para a biblioteca, quando...


- Achou alguém para lhe aturar, Seboso?


Potter e Black apareceram por trás deles.


- E quem é você? - ela olhou Potter dos pés a cabeça, como se ele fosse algo nojento grudado no chão do corredor.


- James Potter, grifinório. – ele respondeu.


- E tem orgulho disso? – desdenhou ela.


- Você vai me pagar, novata!


- Diga quando, Potter.


- Perto do lago, em 15 minutos.


Ela olhou para Snape que concordou com a cabeça.


- Nos vemos em 15 minutos.


***


Os marotos já estavam no lago.


- Vocês não vão fazer isso, não é? – disse Lupin.


- Não enche, Remus. A novata não sabe com quem se meteu.


- Eu acho que vocês é que não sabem.


- Do que você está falando? – perguntou Black. – Eu conheço ela e...


- Ela é de Durmstrang. – interrompeu Lupin. - Uma escola conhecida por sua ênfase em magia negra.


- E daí? – perguntou Potter.


- Vocês pararam para pensar que Dumbledore a colocou para fazer os N.O.M.s com a gente, sem ela ter cursado nem 1 semana de aula aqui? – esclareceu Remus.


Potter e Black se olharam.


Ao longe vinham Florence e Snape.


- Tarde demais, mas obrigado pelo aviso, Remus. – disse Potter.


- Vamos atacar antes, James. – disse Black.


***


Eles estavam a menos de dez metros quando Florence percebeu a intenção de Potter.


- Prepare-se, Severus. Eles não vão esperar a gente chegar mais perto. Consegue acertar eles dessa distância?


- Talvez.


- Então, tente. Agora! Expulso! – e Potter voou longe.


- Expelliarmus! – gritaram Black e Snape ao mesmo tempo, mas ambos erraram.


- Mobiliarbus! – falou Florence.


E uma árvore se chocou contra Black, que ficou desacordado sob ela.


Potter levantara, mas não por muito tempo.


- Locomotor Mortis. – disse Snape.


E Potter foi ao chão, as pernas se debatendo.


- Mas o que significa isso?! – gritou McGonagall, que vinha correndo até onde eles estavam.


- Finite Incantatem. – disse ela, apontando para Potter, e olhou para os três. - Detenção, a todos! Snape e Dellacourt, levarei vocês dois ao Prof. Slughorn. E Potter, enfrentar dois sonserinos sozinho...!


- Eu não estou sozinho, professora. Ela – e ele apontou Florence. – ... jogou uma árvore contra Sirius!


- Mas, o quê?! Onde ele está? – exclamou McGonagall.


E Potter mostrou a árvore caída em que Sirius estava debaixo.


- Srta. Dellacourt, em um único dia aqui conseguiu armar uma confusão dessas! Vou ser obrigada a relatar isso ao Diretor. – disse McGonagall, brava.


- Me desculpe, Prof. McGonagall, mas, acredite, foram eles quem começaram. – disse Florence, com a cara mais inocente do mundo.


- Não interessa! Vão agora ao seu diretor. Sr. Snape, você sabe onde fica a sala dele. E espero que expliquem a ele o que aconteceu aqui.


- Sim, Prof. McGonagall. – concordou Snape.


***


Bateram na porta da sala do Prof. Slughorn.


- Já sabe o que vai dizer a ele? – perguntou Florence.


- A verdade, não é?


- Não. Deixa que eu explico o que aconteceu.


- Certo.


Slughorn abriu a porta.


- Sr. Snape, - e olhou para ela – E a senhorita deve ser Florence Dellacourt, certo?


- Sim, senhor.


- Mas o que os traz à minha porta? – perguntou Slughorn.


- Nós fomos mandados aqui pela Prof. McGonagall. – começou Florence, inocentemente.


- Por quê?


- Porque estamos em detenção. – disse ela.


- Por que motivo? A senhorita chegou aqui ontem. – ele a olhou estranhando.


- Porque Black e Potter nos atacaram no lago e revidamos. – disse Snape.


Slughorn respirou fundo.


- Certo, vejo que vocês se tornaram amigos. A Srta. Dellacourt, em menos de 24hs, já tomou para si as suas inimizades, Severus. – e ele olhou de um para o outro, que pareceram ligeiramente envergonhados. – Entrem. Vocês vão cumprir uma noite de detenção na sala de Poções, limpando caldeirões.


- Quando, senhor? – perguntou Snape.


- Hoje à noite, estejam as 20hs na sala de Poções.


***


Voltavam da sala de Slughorn quando encontraram McGonagall num corredor.


- Espero que tenham contado a verdade ao Prof. Slughorn. – disse a professora.


- Sim, senhora. Teremos uma detenção hoje à noite, limpando caldeirões com as unhas. Lhe parece satisfatório? – perguntou Florence, irônica.


- Não, Srta. Dellacourt. E mantenha esse tom e serei obrigada a informar ao Diretor.


- E ele faria o quê? Me colocaria em detenção? – retrucou Florence.


- Não, ele comunicaria aos seus pais sua malcriação.


E ela olhou para a cara vermelha de raiva de McGonagall e sorriu.


***


Eram 19hs.


Eles estavam na sala de Transfiguração, estudando.


- Acho melhor irmos jantar, Severus. Daqui à uma hora temos de cumprir uma detenção.


- Humpf, nem me lembre disso. – rosnou ele.


E ela sorriu olhando pra cara emburrada dele.


Snape empacou por dois segundos inteiros.


- Eu já te pedi... – grunhiu ele.


- Ok, mas não entendo como isso te afeta tanto. Eu to sempre me controlando perto de você! – exclamou ela.


- Vamos jantar duma vez. – disse ele, emburrado.


***


20hs.


Estavam à porta da sala de Poções.


- Pronto para a detenção mais rápida da sua vida, Severus?


- O que você quer dizer? – perguntou ele, estranhando.


- Você verá!


Bateram.


- Boa noite. Deixem suas varinhas aqui sobre a minha mesa, nas bancadas estão os caldeirões a serem limpos esta noite. – disse Slughorn.


Eles fizeram como o professor pedira, pegaram as luvas e panos e produtos sobre a mesa dele após deixarem as varinhas e se encaminharam aos primeiros dois caldeirões.


Em menos de 1 minuto, Snape ainda esfregava, Florence já havia terminado.


- Mas... como você fez isso? – ele a olhou espantado.


- Segredo... mas me deixe ajuda-lo...


Ela pôs a mão desenluvada dentro do caldeirão, espalmou-a, fechou os olhos se concentrando e...


- Foi assim que eu fiz... – disse ela.


O caldeirão estava limpo, limpíssimo!


Passaram aos outros caldeirões, limpando tudo em menos de 20 minutos.


E foram até a mesa de Slughorn que corrigia alguns trabalhos.


- Professor, nós já acabamos. – disse Florence.


- Como? – ele os olhou, confuso.


- Já terminamos de limpar os caldeirões, como o senhor pediu. – disse ela.


Slughorn levantou de sua cadeira, aparvalhado, e andou pela sala.


- As varinhas de vocês...?


- Estavam o tempo todo sobre sua mesa, senhor. – disse Snape.


- E vocês terminaram em menos de meia hora... – murmurou Slughorn, sem entender. – Certo. – ele voltou à mesa e lhes devolveu as varinhas. – Acredito que estão dispensados.


E os dois saíram.


Snape estava espantado com as habilidades da novata.


Da bela e inteligente novata, diga-se de passagem.


- Como você fez aquilo? – perguntou ele.


- Mágica sem varinha.


- Mas... – ele respirou fundo. – Eu já tinha ouvido falar, mas nunca tinha visto.


- Pois eu faço. Mas não espalhe, do contrário seremos obrigados a cumprir detenções pelas férias adentro. – pediu ela.


Entraram no Salão Comunal da Sonserina.


- Boa noite... – disse Florence, e deu um beijo no rosto dele.


Snape levou um minuto inteiro para se recompor.


Ela esperou que ele “voltasse ao normal”, ficou parada na frente dele.


- Boa noite, Florence. – murmurou Snape.


E, então, ela subiu ao dormitório feminino.


Ele ainda ficou parado ali um tempo, sentindo o perfume dela no ar.


***


Florence tomou um banho, vestiu-se e agora estava deitada.


Provavelmente não dormiria.


Pensamentos interessantes, altos, de cabelos e olhos negros invadiam sua mente.


***


Algum tempo depois, Snape foi para o dormitório masculino, tomou um banho e agora estava deitado, olhando pela janela.


“Amanhã, não vou deixar passar de amanhã.”


Convidaria ela para o baile de final de ano, nem que isso lhe custasse a vida.


Ninguém além dele levaria Florence ao baile.


“Nem por cima do meu cadáver!”


***


1 dia antes dos N.O.M.s.


2 dias para o Baile de Final de Ano.


Snape acordara decidido.


Rapidamente desceu as escadas e chegou ao salão comunal. Era muito cedo, havia apenas uma pessoa lá. Ela lia concentrada uma espécie de guia. Ele se aproximou.


- Aparentemente, gosta de acordar cedo, não? - perguntou ele irônico.


- Que susto, Severus! – reclamou Florence.


- Desculpe. Mas o que você tanto procura aí?


- Uma pessoa. – disse ela.


- Decerto você deve pensar que eu sou um idiota. - retrucou ele, com frieza. Ela levantou a cabeça o olhando, surpresa. - Naturalmente, se você está olhando um guia de endereços bruxo é porque está à procura de alguém.


- É minha madrinha, quem eu procuro. – ela disse, chateada.


- E não a encontrou?


- Não.


- E ela mora aqui na Inglaterra? – perguntou ele.


- Sim. Ficou amiga da minha mãe quando ela veio estudar inglês aqui. – disse Florence, ainda olhando para o guia.


- Sabe o nome completo dela?


- Sim. Mas só o de solteira. Não sei dizer se ela casou ou teve filhos ou mesmo se já morreu.


- E o nome dela é...? – perguntou ele, impaciente.


- Eileen, Eileen Prince.


Snape ficou parado olhando para ela com cara de quem não acreditava.


- Sua mãe se chama Francì Dellacourt? – perguntou ele.


Florence o olhou, entre espantada e temerosa, perguntando:


- Sim! Como você sabe?


- Porque a sua madrinha, Eileen Prince, se casou e teve um filho. Portanto, você não vai encontrá-la no guia pelo sobrenome Prince.


- E eu a encontrarei como? – quis saber ela.


- Snape. - e ele lhe sorriu de canto.


- Ela é sua... mãe?


- Até antes de eu vir pra cá, sim. – brincou ele.


- Mas... o que mais você sabe sobre minha mãe? – ela precisava saber até onde ele conhecia a história.


- Nada, apenas que elas se conheceram aqui, enquanto sua mãe fazia um curso. Francì engravidou, minha mãe foi a madrinha. Seu pai proíbe você de entrar em contato com ela, desde os seus... dez anos?


- Sete. Mas isso é incrível! É o que podemos chamar de coincidência...


- Quer escrever à ela? – perguntou ele.


- Sim! Agora!


- Vamos até o corujal. Ela vai ter um ataque quando ler sua carta.

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