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78. Privilégio dos Bravos


Fic: Primavera em Flor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Maria não conseguiu dormir naquela noite.  Passou todo o tempo revirando-se na cama, mas o sono não lhe veio.  Seus pensamentos a levavam constantemente a Hogwarts, onde Severus se encontrava. 


Assim que o primeiro raio de sol cruzou o céu. ela deixou seu quarto e foi chamar Jean Pierre.  Enquanto o resto da família também despertava, os dois tentaram, sem qualquer sucesso, utilizar a rede de pó de Flu pra voltar ao colégio.


“- Precisamos ir para lá de outra maneira.”, disse Maria.  “- Vamos usar as vassouras ?”


“- Não, mon chèrie !  De maneira alguma devemos fazer isso !  Se Hogwarts estiver sob ataque, acabaremos chamando a atenção com nossa chegada intempestiva.”


“- Mas Jean Pierre, até quando ficaremos esperando ?”


“- Figlia, tenha um pouco mais de paciência.  Se for necessário, mando um de nossos elfos até lá antes que vocês se arrisquem em uma viagem perigosa.”, disse o Dr. Gentili.


“- Está bem.  Mas não podemos ficar esperando para sempre.”


Quanto mais o tempo se passava, mais a preocupação e apreensão de Maria aumentavam.  Demorou mais de duas horas para que ela e Jean Pierre finalmente conseguissem contado com Hogwarts e falassem com um aparentemente sonolento Dumbledore.  Maria, entretanto, não quis conversar com ele pela lareira, mas sim pessoalmente.  Agora mais calmos por saber que o diretor respondera aos chamados e que parecia tranqüilo ao fazê-lo, ela e o haitiano despediram-se afetuosamente dos Gentili e finalmente puderam voltar a Hogwarts.


Quando saíram da lareira que ficava na sala do diretor, os dois imediatamente se depararam com o rosto sorridente de Albus Dumbledore.


“- Albus, o que foi que aconteceu ?  Estávamos tentando voltar para o colégio há horas, mas não conseguíamos qualquer resposta.”


“- Eu sei, minha querida.  Me desculpe por isso.  É que tivemos uma festa grandiosa ontem à noite e eu fui dormir muito tarde.  Para falar a verdade, fui deitar-me quando já estava quase amanhecendo.  Só acordei porque um dos elfos chamou-me quando percebeu que havia alguém tentando usar a rede de pó de Flu para entrar no castelo.”


“- Festa grandiosa ?”, admirou-se Jean Pierre.  “- Mas nos disseram que o monstro havia seqüestrado uma aluna e que por isso você teve que voltar a Hogwarts às pressas.


“- Ah sim !  Mas tudo acabou bem.”, disse o velho bruxo.  “- Por favor, sentem-se para que eu possa lhes contar toda a história.


Dumbledore passou os próximos 15 ou 20 minutos tentando resumir para seus interlocutores todos os fatos que haviam acontecido na noite anterior.  Quando terminou, ficou fitando os dois com seus olhinhos azuis, escondidos por trás das lentes dos óculos meia-lua.


“- Então Lucius Malfoy foi o responsável por tudo ?”, perguntou Maria.


“- O próprio, em carne, osso e maldade.”


“- E acabou perdendo um valioso empregado quando, sem querer, presenteou seu elfo-doméstico com uma pé de meia sujo e fedido.”, disse Jean Pierre sorrindo.


“- O empregado e talvez o emprego, já que os outros conselheiros não estão nada satisfeitos com ele.”, respondeu Dumbledore e continuou: “- Perdeu também o resto da impáfia que trazia consigo quando aqui veio.  O pobre elfo, vendo-se livre das obrigações que tinha para com seu antigo amo, usou de magia contra ele a fim de proteger Harry Potter.  Devo confessar que foi muito divertido ver Lucius Malfoy ser atingido pelo feitiço lançado por Dobby.  Ele acabou rolando pelas escadas e aterrissando como se fosse um monte disforme no patamar inferior.”


“- Ah, essa eu realmente gostaria de ter visto.”, assentiu o haitiano, agora gargalhando.


“- E Hagrid voltou a Hogwarts, Albus ?”, perguntou Maria.


“- Sim, minha querida.  Chegou aqui já eram 3 horas da manhã.  Estava esfuziante de alegria, você precisava vê-lo.  Ah sim ... os exames foram cancelados, é claro.  Eu e Minerva achamos por bem que era melhor assim fazê-lo.”


“- Concordo plenamente.  Não há mesmo necessidade para tal.”, assentiu ela


“- Lockhart, pelo que pude perceber, também não saiu ileso de toda essa aventura.”, disse Jean Pierre.


“- Não mesmo.  Será enviado para St. Mungus, mas acho muito difícil que venha a recuperar a memória.  Apesar de tudo o que ele aprontou aqui, não pude deixar de penalizar-me com sua condição.”


“- E Severus ?  Onde está ?”, perguntou Maria subitamente, interrompendo Jean Pierre que acabara de abrir a boca para fazer outra pergunta.


“- Deve estar em seus apostentos.  Para falar a verdade, eu não o vi na festa de ontem.  Você sabe que ele não é muito afeito a grandes comemorações.”, respondeu o diretor.


“- Você se incomoda de que eu vá até lá ?”


“- É claro que não, minha querida.  Tenho certeza de que ele ficará felicíssimo em revê-la.”


Maria pediu licença aos dois homens e saiu sem mais demora do gabinete de Dumbledore, dirigindo-se para as masmorras.


Assim que chegou em frente dos aposentos de Severus, ela bateu à porta e mesma abriu-se lentamente ao seu primeiro toque.  Maria entrou e viu que ele estava de costas para a porta e para ela, olhando fixamente uma parede nua que ficava à sua frente.


“- Severus, fico tão feliz em ver que você está bem !”, disse ela, aproximando-se.  Mas ele não se virou para fitá-la, permaneceu imóvel no lugar onde estava.


“- O que foi que aconteceu ?”, perguntou Maria, com voz preocupada.


Só então Severus virou-se na direção dela, mas ainda sem dirigir-lhe os olhos, que agoram estavam pregados no chão.


“- Você soube o que aconteceu aqui durante sua ausência ?”, disse ele, em voz muito baixa.  Era como se pronunciar qualquer palavra lhe fosse extremamente doloroso.


“- Sim, Albus me contou assim consegui voltar para cá.  Estava muito preocupada, mas ele me tranqüilizou.  Felizmente tudo acabou bem.”


“- Não Maria.  Ainda não acabou.”  Severus finalmente olhava para ela, seus olhos negros carregados de tristeza.  Sua mão agora agarrava-se com tal força ao espaldar de uma cadeira próxima, que seus dedos ficaram totalmente arroxeados.  Sua voz ainda era apenas um murmúrio.


“- O que você quer dizer com isso ?  Albus me falou que o monstro era um basilisco e que Harry o matou.  Portanto, não há mais perigo para o alunos e, além de tudo isso, ainda teremos um estoque enorme do sangue dele, que é o ingrediente que nos falta para produzir a poção “Semper Fidelis”.  Não poderia haver fim melhor para esta história macabra.”


“- E o diretor lhe contou sobre o diário ?”


“- Contou sim.  Mas ele também foi destruído, não é ?”


Severus não respondeu.  Não imediatamente.  Apenas retirou retirou a mão do espaldar da cadeira que lhe servia de apoio e virou-se novamente para a parede.  Era visível que ele não estava bem.  Era claro como dia que alguma coisa muito séria o incomodava.


“- Severus, por favor, me diga o que o aflige.”, pediu Maria.


“- O diário que enfeitiçou Gina Weasley pertenceu ao Lorde das Trevas.”, disse ele, após alguns segundos de silêncio.


“- Sim, mas ele não mais poderá fazer mal a ninguém através do diário.”


“- Maria, o Lorde das Trevas está de volta.” – Desta vez a voz dele era forte e clara.  Mas, quando finalmente virou-se para ela, seus olhos novamente não a fitaram.  Entretanto, Maria pode claramente ver que lágrimas lhe corriam pelas maçãs do rosto.  Ela tentou aproximar-se dele, mas ele não permitiu, dando um passo para trás.  “- Não há escapatória, meu destino está selado.”, disse ele por fim.


“- Severus, não entendo.  Por favor, me explique o que está acontecendo.”


“- Eu não posso arrastar você comigo para a morte.  Não posso, não devo e não quero.”


Maria não sabia o que falar.  Apenas ficou olhando para ele, esperando que ele continuasse o que tinha para dizer.


“- Minha vida é cercada de escuridão, meu destino é sombrio.  Eu jamais deveria ter me permitido aproximar-me de você, jamais deveria tê-la exposto ao meu mundo.  Nós somos opostos.  Você é luz e eu sou trevas, você é alegria e eu tristeza e martírio.  Você é doce, suave, cristalina como a água, livre como o vento.  Eu sou amargo, áspero, lúgubre e preso a amarras que são impossíveis de serem desatadas.  Sua alma é luminosa e a minha é obscura.  Seu caminho é belo e o meu tenebroso.  Não há futuro para você ao meu lado.”


“- Severus, não fale assim.”, disse ela, novamente tentando aproximar-se dele.


“- Não, por favor, não chegue perto de mim.  Se você chegar mais perto eu perderei a coragem de fazer o que tem que ser feito.” – A voz dele agora estava trêmula e ele a fitava com intensidade.  “- É tarde demais para mim, meu amor.  O caminho que tenho para trilhar é tortuoso e dele não há escapatória.  Não posso permitir que você me acompanhe e também se perca.  Minha querida Maria, eu a libero do compromisso que tem comigo.”


Havia tanta tristeza nos olhos dele, tanta agonia, tanta dor.  Maria não podia acreditar no que seus ouvidos escutavam.


“- Severus, eu o amo.  Não vou afastar-me de você a não ser que tenha certeza de que meu sentimento não é correspondido.”


“- Você precisa afastar-se de mim.  Você precisa deixar-me.  Eu lhe imploro que faça isso porque eu não tenho forças para fazê-lo.”


Maria não disse mais nada.  Ficou olhando para ele por um longo tempo até que pareceu finalmente ter tomado uma decisão.  Ela então deu um primeiro passo, que para horror de Severus, não foi voltado para a porta de saída e sim em direção a ele.


“- Eu acredito que nós temos um futuro juntos.”, disse ela, chegando-se até seu amado, acariciando-lhe o rosto e puxando-o para si.  “- Na verdade, meu amor, eu não vejo outro futuro para mim a não ser ao seu lado.”


Severus não tentou sair, não tentou rejeitá-la e não desviou os olhos negros que agora a fitavam, ainda cheios de tristeza.


“- Você corre grande risco ficando perto de mim.  Dei minha palavra ao diretor de que protegeria Harry Potter com a minha vida se fosse preciso.  A posição que exerço agora já é perigosa.  Com a volta do Lorde das Trevas, minha situação ficará ainda muito pior pois devo fazê-lo acreditar que ainda estou a seu lado.”


“- Sei que será difícil, mas vou estar com você para apoiá-lo.”


“- Maria, minha querida, serei execrado por todos os que me consideram como aliado.  Chegará um tempo em que minha mera presença em Hogwarts será considerada ameaça, serei chamado de traidor. Os próprios Comensais da Morte me exigirão provas de que ainda sou fiel à “causa” e não posso falhar em lhes dar demonstrações palpáveis de minha fidelidade.  Viverei em uma constante “corda bamba”.  Para cumprir minha missão, deverei conciliar meus verdadeiros propósitos e os atos ignominiosos que precisarei cometer.  Terei que mentir, fingir, magoar, ferir, vilipendiar, destruir e, até mesmo ... matar.”


“- Eu sei que será obrigado a fazer coisas horríveis, mas tenho certeza de que não fará o mal por vontade própria.”


“- Sim, mas se continuar próxima a mim, você ficará enredada nesta trama suja.  Não posso permitir que pague por crimes que eu cometi.  Os pecados são meus e somente eu devo ser punido por eles.”


“- Não me importam os riscos se eu puder enfrentá-los com você.”, disse ela, passando os braços em volta do pescoço dele e beijando-o levemente nos lábios.


Severus agora tentou mas não conseguiu resistir ao contato com o corpo dela.  Os dois haviam passado alguns dias longe um do outro e a falta que sentia dela era dolorosa e quase insuportável. 


“- Sinto-me um covarde por não tomar a atitude que sei ser a mais certa.  Sinto-me vil e fraco por não conseguir afastá-la de mim, protegendo-a como é meu dever fazer.”, murmurou ele.


“- Não há covardia no amor.  A demonstração verdadeira e desinteressada deste sentimento é privilégio dos bravos.”, disse ela.


“- Ah Maria ... eu a amo demais ... não consigo viver sem você.  O mundo não existe quando você não está por perto e simplesmente não importa quando você está junto de mim.” 


Os braços de Severus se enlaçaram em volta da cintura de sua amada, seus lábios procuraram pelos dela com avidez, suas mãos passearam pelo corpo dela, apertando-a contra seu corpo, prendendo-a em um laço de carícias, liberando as amarras da paixão que a ambos consumia.  Não houve mais necessidade de qualquer palavra.

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