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15. Interrogatório


Fic: O Teatro


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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XV


INTERROGATÓRIO


Ela mordeu o lábio inferior e olhou para o teto por alguns segundos. Logo o seu marido bateria na porta do quarto e diria a ela o que fazer; diria, talvez, que Linda poderia simplesmente ignorar a queimação em seu braço esquerdo – ele daria uma desculpa qualquer ao Lorde. Ele sempre dava. Certo?


O breve incômodo se tornou dor. Era como se ácido tivesse sido derramado sobre a sua pele. Linda gemeu baixinho e olhou para a porta. Nada.


Suspirou e se levantou. O relógio de parede marcava três e vinte da madrugada e, no espelho, Linda viu sua imagem cansada e triste. Abriu a porta do quarto, adentrando a pequena sala de estar estava vazia – o que significava que Severo estava dormindo no quarto menor, que ficava à esquerda. Dirigiu-se até ele cautelosamente.


A porta estava totalmente aberta.


Linda o invadiu. A luz fraca dos archotes iluminava precariamente a cama pequena, onde Severo se espremia. A mulher se sentiu ligeiramente culpada por tê-lo obrigado a dormir naquele lugar apertado e frio durante as últimas semanas; prometeu a si mesma que, independente do motivo e do tamanho da briga, jamais expulsaria Severo da sua cama novamente.


Aproximou-se lentamente – a dor agora mais forte, incomodando-a mais. O mero barulho dos passos de Linda foi suficiente para despertar Severo do seu sono inquieto.


- Linda? – Ele se sentou na cama, alerta. – O que houve?


- Você não está sentindo?


- O quê?


O coração de Linda parou por um momento, e ela até esqueceu a dor: o Lorde das Trevas não estava chamando Severo. O seu marido já havia lhe falado que, algumas vezes, o Lorde chamava os seus aliados para conversas particulares; jamais lhe disse, no entanto, o que acontecia nessas conversas.


- A minha Marca Negra está ardendo.


Severo prendeu a respiração e os seus olhos perderam totalmente o brilho. Linda não conseguiu, na meia-luz, ler precisamente a expressão no rosto de Severo; mas sabia que ele não estava tranqüilo.


Ele se levantou e se apressou para perto da mulher.


- Eu vou com você.


- Mas ele não está te chamando, certo?


- Eu sei! Mas eu quero estar lá... caso seja necessário.


Linda sabia que algo estava muito errado. Ele estava pálido demais, estava obviamente temeroso demais... aquilo não podia ser um bom sinal. Lembrou-se do dia em que ganhara a Marca Negra; da forma como Severo tentou impedi-la de se encontrar com o Lorde das Trevas... Lembrou-se de, meses antes, quando ele fora só ao encontro de Lorde e fora terrivelmente torturado.


Aquilo aconteceria novamente, caso Severo desobedecesse às ordens tácitas do Lorde de deixar Linda encontrá-lo a sós?


Pensando naquilo, ela ignorou o seu medo e perguntou:


- O que acontecerá se você for comigo, Severo? Como o Lorde das Trevas vai reagir?


- Linda, você não entende...


- Como?


Severo desviou o olhar.


- Ele não ficará feliz. Mas você ainda não está preparada para vê-lo sem que eu esteja ao seu lado.


- Por quê? Eu estive com ele uma vez; posso fazer isso de novo.


- Não sozinha.


- Eu sei me defender, Severo.


Eu não preciso mais de você – aquelas foram as palavras não ditas. Claro, se Linda soubesse como seria o seu encontro com o Lorde das Trevas, talvez ela tivesse optado pela companhia do marido. Naquele momento, apesar do medo, ela estava confiante.


Severo bufou e deu um passo para trás.


- Você não faz idéia de quem seja o Lorde das Trevas.


- Se você for, nós dois vamos sair feridos. Se eu for só, talvez exista a chance de ele não fazer nada contra mim... Se você puder dizer que eu estou errada, não discutirei. – Severo nada disse. Aquela era a resposta que Linda precisava. – Eu vou só, Severo.


- Tenha cuidado.


Linda respirou fundo e deu meia-volta, encaminhando-se para o seu quarto. Quanto mais rapidamente chegasse à Mansão da sua família, mais rapidamente aquilo acabaria.


XxXxXxX


Linda não esperava encontrar ninguém acordado na Mansão, exceto pelo Lorde das Trevas. No entanto, Narcissa a esperava no rol de entrada usando um robe de seda e com o rosto visivelmente preocupado.


- Ele lhe espera na biblioteca.


Linda nada disse – não estava com paciência para ouvir a esposa do seu tio. Apressou-se pelos salões e escadarias da Mansão, até chegar à grande porta de carvalho que delineava a entrada da biblioteca dos Malfoy.


- Entre, Linda Marie.


Relutante, Linda entrou na biblioteca. O local estava muito iluminado – ao contrário do que correu na última vez em que ela o visitou. O Lorde das Trevas sentava-se numa grande e confortável poltrona, exibindo uma postura elegante; tal qual a de um soberano... o que ele, de fato, acreditava ser. Sob a luz, a sua pele estava mais pálida do que nunca, exibindo as veias translúcidas que tracejavam o seu rosto deformado. Linda respirou profundamente e assustou-se quando a porta atrás de si fechou-se com um baque.


O autocontrole ameaçava lhe escapar; mas ela não permitiria. Respirou fundo mais uma vez. Enfrentara o Lorde uma vez; o enfrentaria novamente.


Fez uma ligeira reverência.


- Milorde.


O Lorde das Trevas cravou os olhos carmins nela.


- Você anda se comportando melhor?


- Eu não acho que tenha me comportado mal, Milorde. Tudo o que eu fiz, até hoje foi para favorecer o senhor e o meu marido.


Os lábios finos de Voldemort partiram-se num sorriso sinistro. Ele se levantou.


- A sua atitude no Halloween ainda tem repercussões.


Linda assentiu. Potterwatch. Não seria muito inteligente mentir.


- O senhor está falando daquela rádio? – Ela deu um sorriso debochado. – São apenas crianças.


- Apenas crianças que estão se fazendo escutar.


- Talvez. Mas eu duvido que sejam levados a sério. Eu, sinceramente, achei engraçado. – O lorde ergueu uma sobrancelha, exigindo uma explicação. – A forma como eles me citaram; como a salvadora de Neville Longbottom. E, é claro, a música... Não podemos dizer que eles não são criativos.


- Eu não gosto que os meus aliados sejam mencionados como potenciais partidários de Potter.


- Bem, Longbottom não parece pensar isso de mim. Foi ele quem eu vi escutando a rádio. Aliás, eu não reportei nada a Severo porque achava que o senhor acompanhava as transmissões – deu um sorriso frio. – Pelo visto, estava certa.


O Lorde não respondeu; apenas deu alguns passos em direção à Linda. Ela colocou as mãos nos bolsos das vestes assim que as sentiu tornarem-se trêmulas – o Lorde não deveria ver o quanto estava insegura.


- Há quanto tempo você tem a Marca, Linda Marie?


- Duas semanas.


- Ainda assim, ainda não tivemos chances de conversar.


Ela ofegou e desviou o olhar.


- Estamos conversando agora, Milorde.


- Sim, sim... – Pela sua visão periférica, Linda viu um sorriso maléfico deformar o rosto dele. Mais dois passos. O fétido odor que ele exalava tornou-se evidente. – Olhe para mim, Linda Marie.


O coração dela congelou. Severo não estava ao seu lado, para ajudá-la a convencer o Lorde de que ele não deveria entrar em sua mente. Linda estava só, vulnerável... e tinha a mais absoluta certeza de que não seria prudente usar a sua oclumência. Lentamente, nervosamente, os seus olhos se encontraram com as fendas avermelhadas do Lorde das Trevas... e ela não pôde fazer nada, se não deixar a sua mente ser invadida. Um turbilhão de pensamentos se passava pela sua cabeça... todos à disposição de Voldemort.


Linda tentou manter-se longe de algumas conversas que eram abruptamente interrompidas pela sua memória demasiadamente editada pelo uso constante da penseira; ainda assim, o Lorde era poderoso demais. Ele acessou tudo – da mais tenra infância de Linda, às noites nada inocente dos tempos da faculdade.


Por fim, uma breve dor de cabeça anunciou que o Lorde havia terminado a sua violação. Ela tornou-se ofegante.


- Você tem muitas lacunas. O que está tentando esconder?


Linda respirou fundo, desviando novamente os seus olhos. Não conseguiu manter as suas mãos firmes e nem conseguiu controlar as batidas do seu coração, que parecia querer pular do seu peito.


Mas a sua voz continuou firme. O show tinha que continuar. Pensou rápido na desculpa dada por Severo há duas semanas.


- Minha vida conjugal, Milorde. Eu não acho que seja conveniente que alguém tenha acesso a ela. Nem mesmo o senhor.


Ele deu mais dois passos em direção a ela. Perto demais.


- No entanto eu tive acesso a vários desses momentos. Não apenas com o seu marido.


Linda corou. Os seus olhos cravam-se no chão e a angústia fez lágrimas começarem a se formar no canto dos seus olhos. Mas elas não podiam cair! Ele não podia desconfiar dela!


Tentou controlar o medo.


- Não me interessa esconder o meu passado; apenas a minha vida com Severo, porque o respeito. Mas é quase impossível esconder todos os momentos que tive com ele ao longo dos nove anos em que estamos juntos.


- E, ainda assim, a sua memória é cheia de falhas. Na madrugada, no meio da tarde... no escritório de Severo. Devo, então, supor que o casamento de vocês está maravilhoso?


- Desculpe-me, Milorde, eu não vou discutir a minha relação conjugal.


O Lorde das Trevas a rodeou. Linda ouviu a sua risada rouca e perigosa soar por detrás dela. Uma das mãos frias pousou em seu pescoço e afastou ligeiramente os cabelos loiros. Mais um passo. O Lorde estava tão perto que Linda pôde sentir a respiração pesada e quente em seu pescoço. O hálito sepulcral impossível de ignorar. Fechou os olhos e rezou, angustiada, para que o homem se afastasse... para que o que ela temia não acontecesse.


A voz do Lorde saiu baixa e bem perto do seu ouvido... ameaçadora.


- As mulheres Malfoy têm fama de serem frígidas. Eu vou acreditar que você é uma exceção à regra; que você é uma putinha... e assim vou fechar os olhos para o fato que você, obviamente, está tentando esconder algo.


- Eu juro, Milorde, eu não estou tentand---


- Calada! – Linda apertou os olhos e sentiu o medo aumentar. A primeira lágrima escapou pelos seus olhos quando ela sentiu o Lorde se aproximar mais, colando o seu corpo ao dela. Um dos braços longos e frios formou um semicírculo ao seu redor, quase a abraçando... apenas de forma que a varinha ficasse diretamente apontada para o pescoço de Linda. – Não abuse da minha inteligência, Linda Marie, ou você pode se arrepender. Agora me diga o que você conversou com Severo no escritório dele? Você estava exaltada, dizendo que ele “não era o homem com quem você casou; que as convicções dele estavam mudando”... Você mencionou a lealdade dele nessa guerra. E a memória some. O que acontece depois?


Ela respirou fundo, desesperadamente buscando controle.


- Por que, Milorde? Severo é um comensal fiel, e eu sou fiel a ele! Por favor...


- Ainda assim, Bella duvida dele. Responda-me, Linda Marie! – Ele apertou a varinha contra o pescoço dela. Linda deu um gemido baixo, contido. – O que aconteceu depois?


Ela engoliu seco. Tinha que mentir. Não podia dizer das suas dúvidas; não podia deixar o Lorde saber que um dia acreditou que Severo estivesse o espionando.


- Nós fizemos amor.


- Não fizeram. Vocês estavam brigando. Sobre algo que me interessa, e eu quero saber exatamente o que!


- Eu juro, Milorde, nós não conversamos nada além do que o senhor viu.


- E como foi?


Linda sentiu mais duas grossas lágrimas escaparem pelos seus olhos. Pensou em se manter calada, mas quando sentiu a varinha ser pressionada mais fortemente contra o seu pescoço, ela rapidamente disse:


- Ele me beijou! Logo depois disso, ele me beijou!


- E então?


- Milorde, eu---


- Eu fiz uma pergunta!


- Ele me arrastou para a mesa e nós---


- Que posição?


- O quê?!


- Você me escutou Linda Marie!


- Arm... Eu de costas para ele, debruçada sobre a mesa... – Ela sentiu o Lorde inalar demoradamente o seu pescoço e todo o seu corpo tremeu de asco. Ele fez um ruído com a garganta, pedindo que ela continuasse, enquanto ela sentia, em suas nádegas, a crescente ereção dele. Sentiu-se violada. Mas apenas continuou a mentira. – Depois fomos pro quarto e... – ela soluçou. – Eu não sei por que o senhor está me perguntando isso!


O Lorde das Trevas ainda permaneceu um tempo com o corpo colado ao dela, respirando o seu perfume e escutando os soluços e o choro copioso. A varinha não mais a pressionou, porém deslizou lentamente pelo pescoço e pelo decote de Linda antes de se afastar. A outra mão do Lorde acariciou o seu quadril.


- Milorde, por favor... Por favor...


Ele beijou o pescoço dela, e Linda sentiu o seu corpo novamente se contorcer em asco. O seu estômago revirou e ela temeu vomitar ali mesmo, na frente do Lorde. Soluçou, sabendo que não podia se afastar...


Mas, para o seu alívio, o próprio Lorde se afastou. Quando ela abriu os olhos, ele já estava de frente para ela, com um sorriso macabro estampando o seu rosto. A ânsia de vômito voltou.


- Eu te assustei, Linda Marie?


Ela desviou o olhar, enxugando as suas lágrimas.


- Sim.


- Seria uma idéia tão asquerosa? Ter-me dentro de você?


Mais um arrepio cruzou a sua espinha.


- Eu sou fiel---


- Ao seu marido, eu sei. E você deveria ficar muito feliz que ele é o meu aliado... Porque agora você já sabe qual a primeira coisa que eu farei se um dia descobrir que Bella está certa. – Ele sorriu. – Que bom que ele indubitavelmente está ao meu lado, certo? – Linda mais uma vez não respondeu, soluçando. – Não conte sobre esse nosso encontro para o seu marido.


Com as mãos trêmulas, ela enxugou rapidamente as suas lágrimas, mas ainda não o olhou. Deu um passo para trás, querendo manter toda a distância possível daquele ser.


- Posso ir-me, então?


- Não – Ela deu um gemido angustiado. – Não antes de você me dizer que vai dar um jeito de não mais ser citada naquele programa ridículo.


- Eu continuo com a opinião de que o senhor não tem que se preocupar com esse tipo de mídia! Publicações como O Pasquim são muito mais visíveis e perigosas! – Ela disse sem pensar.


O Lorde aproximou-se – Linda instintivamente se afastou, esbarrando no gabinete de Lúcio. Os lábios do Lorde curvaram-se, provavelmente relembrando a cena que ela descrevera ter com o seu marido. Mordeu fortemente o lábio inferior, para evitar lágrimas.


- Isso é verdade. Então porque você não se faz uma Comensal útil e me diz como calar Xenófilo Lovegood?


Linda, tentou olhá-lo.


- A filha dele estará no Expresso Hogwarts para as férias de natal; ela é a única coisa que Xenófilo tem. Se ela fosse seqüestrada, ou posta em risco... com certeza se calaria.


Os lábios do Lorde partiram-se num sorriso maquiavélico.


- Muito bem, Linda Marie. Agora você pode ir.


E foi nesse momento que ela não se importou mais em esconder os seus sentimentos. Os seus passos foram rápidos e decididos. Quase caiu da escada e não escutou as palavras que Narcissa, quando a viu sair tão alterada, proferiu preocupadamente. Quando chegou ao ponto de aparatação, as lágrimas já tinham voltado com força total, escorrendo em cascata do eu rosto. Sentiu o asco e o desespero e o nojo tomarem conta do seu corpo, fazendo-a querer queimar todos os lugares onde o Lorde havia tocado. Sentiu o mesmo por Severo, por ele ter deixado que ela fosse àquele encontro; por ele não ter insistido; por ele não tê-la protegido. Onde estava ele? Por que não estava ao seu lado, para impedir... o que poderia ter acontecido. Ao pensar naquilo, o seu estômago não agüentou e ela vomitou.


XxXxXxX


O seu corpo tremia quando Linda chegou aos portões de Hogwarts. Ela tentou manter as pernas firmes e respirou fundo algumas vezes, passando freneticamente a mão no rosto numa tentativa vã de perder totalmente a vermelhidão causada pelo choro e a apatia do enjôo. Por fim, sentindo-se um pouco mais calma, fez rapidamente o seu caminho até os seus aposentos, ignorando qualquer pessoa que falasse com ela no caminho.


Passou como um raio pelo escritório, e, finalmente, chegou à sala de estar, onde Severo a esperava com uma garrafa de uísque de fogo.


Ele imediatamente se levantou, observando a expressão apática da mulher.


- O que ele te fez?


Linda olhou-o, num acesso de raiva. Todo o medo e o asco que sentira enquanto estava naquela biblioteca com o Lorde das Trevas, de alguma forma reverteu-se novamente em cólera.


- E o que isso te importa?! Se ele tiver me feito alguma coisa, o que você vai fazer?!


- Linda, eu fiz uma pergunta. – Severo se aproximou. Para quem não o conhecia, o veria como autoritário; mas Linda sabia que ele estava com medo. Aquilo não a comoveu. – Responda agora.


- O que você vai fazer, Severo?


Sobressaltou-se quando o homem avançou para cima dela, segurando com força os seus braços e chacoalhando-a levemente. O seu olhar era perigoso.


- O que ele fez com você?!


- Se você se preocupa tanto, não deveria ter deixado que eu tivesse sido marcada! Não deveria ter me deixado ir ao encontro dele!


Ele respirou fundo, aumentando a força nos braços dela e fechou os olhos. Culpa! Ela o conhecia, aquilo era culpa! A cólera de Linda apenas aumentou.


- Se ele tiver feito qualquer coisa--- se ele tiver tocado em você---


- Você realmente se importa tanto assim?


- Claro que sim!


Ela deu uma risada sarcástica, desvencilhando-se dos braços dele.


- Quando ele me marcou você nem se importou! Se ele tivesse me torturado você não faria nada! Mas arriscaria tudo se ele tivesse “me tocado”?! – Rolou os olhos. – Um pouco tarde para posar de marido protetor, Severo.


- Você não entende! Você não é homem, não tem como entender! – Ele bufou mais uma vez. – O Lorde das Trevas tem uma maneira peculiar de mostrar às suas Comensais que elas devem obedecê-lo. Eu falei com ele inúmeras vezes e deixei claro que não deixaria que ele fizesse isso a você.


Ela o olhou novamente. As lágrimas voltaram a aparecer em seus olhos.


- Você o obedece, Severo. Não o contrário.


O rosto dele tornou-se lívido ao ouvir isso. O seu rosto era uma confusão de fúria, temor, desespero e culpa. Sempre a culpa. As suas mãos foram à sua varinha e, com um menear, ele fez todas as roupas de Linda sumirem.


- SEVERO!


Ele não a escutou. Aproximou-se e afastou os cabelos loiros do pescoço de Linda e o examinou – exatamente no ponto onde o Lorde a houvera beijado. Em seguida afastou rudemente os braços que Linda usava numa tentativa de cobrir os seios e os olhou, os analisou. Foi apenas então que Linda percebeu que ele procurava por marcas.


Severo se ajoelhou aos pés dela e, como um louco, procurou nas coxas e na região pélvica qualquer coisa que denunciasse que o Lorde poderia tê-la tratado como uma das demais Comensais da Morte.


Por fim, depois de nada encontrar, ele respirou fundo e recostou a cabeça no ventre de Linda.


- Linda – ele disse lentamente – jure, por favor, que ele não fez nada.


Ela deixou uma lágrima cair. Foi apenas naquele momento que ela realmente acreditou que ele não ficaria de braços cruzados caso o Lorde tivesse feito algo contra ela. Um calor invadiu o seu peito e ela acariciou os cabelos dele. Soube que não poderia contar exatamente o que havia acontecido... aquilo era suficiente para um homem como Severo. E, pensando bem, aquele não era um assunto que ela tinha vontade de revisitar. Assim, Linda apenas negou com a cabeça.


- Ele não fez nada.


Severo suspirou e a olhou. Culpa. Culpa e angústia.


- Jure.


- Eu juro.


Severo lentamente se levantou e tirou a sua camisa, entregando-a a Linda. Ela logo a usou para cobrir o seu corpo.


- Eu sinto muito.


Ela suspirou. Derrubou-se no sofá e enterrou o rosto em suas mãos.


- Eu não agüento mais, Severo. Eu não sei mais o que fazer... Estou infeliz.


Ele assentiu, sentando-se ao lado dela. A abraçou e beijou a sua cabeça.


- Eu sei; e também não sei o que fazer.


- Será que isso tudo vai acabar um dia?


- Não sei.


Linda afastou-se e o olhou.


- Não me deixe só novamente.


XxXxXxX


Então, terminei a faculdade! Yey! Agora eu posso voltar a postar um cap por semana, geralmente todo domingo ou segunda!


E revisem!!! Por favor!!! xD

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