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14. Potterwatch


Fic: O Teatro


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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XIV


POTTERWATCH


Os jardins da Mansão Malfoy pareceram ainda mais escuros quando eles chegaram ao lado de fora. Severo percebeu Linda respirar profundamente, enquanto apertava o próprio braço esquerdo – no exato local onde agora ardia a Marca Negra. Esperou que ela falasse alguma coisa, mas Linda não o fez; simplesmente começou a se encaminhar com passos largos e decididos para o ponto do quintal onde era possível a aparatação.


Ao chegar, ela o esperou. Severo não tinha certeza se a esposa queria que eles desaparatassem juntos, então nada fez.


- Você não vem?


A voz dela estava fraca; quase fantasmagórica. Ele quis dizer alguma coisa – qualquer coisa – mas nenhum som saiu dos seus lábios. Severo, assim, apenas se aproximou, segurou a mão de Linda e desaparatou.


Ao chegar ao Castelo, bastou um menear de sua varinha para que Severo abrisse os portões e quase imediatamente perdesse Linda de vista – a mulher disparou como um raio para dentro da propriedade, logo sumido na escuridão.


Severo, por sua vez, atravessou os jardins com um passo lento e cadenciado, até que, depois do que pareceu muito tempo, chegou ao seu escritório.


Severo...”


Ele não olhou para a imagem de Alvo Dumbledore, que ainda estava em sua moldura, aparentemente o esperando. Severo sabia que tinha coisas mais importantes e urgentes para fazer naquele momento; depois falaria com o ex-diretor. Sem responder, seguiu para a pequena sala de estar.


Linda ainda estava lá, sentada no sofá. A mulher havia despido a capa de viagem, o casaco e a camisa, de forma que agora, trajando apenas o sutiã negro, tinha os braços totalmente desnudos e podia olhar para a tatuagem recém adquirida. Severo se aproximou cautelosamente.


- Está doendo?


Ela não o olhou; os seus olhos continuavam fixos na tatuagem inflamada.


- Um pouco.


- Eu tenho uma pasta analgésica com extrato de Isanthus brachiatus. Você quer?


- Não... O que está me incomodando não é a dor, Severo.


Severo assentiu, sentando-se na beirada da mesinha de centro de frente para Linda.


- Desculpe-me.


Linda finalmente ergueu o seu olhar – os olhos acinzentados agora estavam confusos e um vinco de preocupação se formava em sua testa.


- A escolha foi minha.


Não. Não foi. – Ele sabia que, no fundo, Linda jamais faria aquela escolha.


- Mas eu---


Ela suspirou, aborrecida.


- Pare de se culpar por tudo que acontece a sua volta! Por Merlin! Você não tem que colocar o peso do mundo sobre os seus ombros, Severo! Eu escolhi ser marcada! Dumbledore escolheu a morte! Lílian confiou na pessoa errad---


- Pare – Ele a interrompeu irritadamente.


Linda mordeu o lábio e desviou o seu olhar. Ela já deveria saber que aquilo era terreno proibido; depois de tantos anos, ela já deveria conhecer os assuntos nos quais ela não podia tocar.


- Desculpe-me – ela disse, depois de alguns segundos. – Mas é verdade.


Severo não respondeu; apenas levantou-se a anunciou:


- Eu tenho que ir. Ainda tenho que falar com McGonagall, procurar por Longbottom e ver como Amico está.


O ar de irritação do rosto de Linda sumiu completamente: agora ela encarava-o um pouco mais pálida.


- Você não vai ficar comigo?


- Eu voltarei em uma hora, mais ou menos.


Linda se levantou, ficando muito perto dele.


- Eu não precisarei de você daqui à uma hora! Eu preciso que você fique ao meu lado agora!


- Sinto muito.


Ela mordeu o lábio inferior e assentiu. Os olhos acinzentados cravaram-se nos dele, frios.


- Quantas desculpas você acha que eu vou aceitar antes de decidir que isso tudo não vale a pena, Severo? – Ele abriu a boca, mas Linda o interrompeu. – Hoje eu pus em meu corpo o símbolo que representa tudo que eu mais desprezo. E eu fiz isso por você. E, mesmo assim, você continua a me afastar de você... Por favor, Severo, não ache ruim quando eu não quiser mais a sua companhia.


- Eu tenho responsabilidades, Linda.


- Eu sei. Eu entendo – ela deu um sorriso bizarro, que não foi acompanhado pelo seu olhar; Severo imaginou se esse era o sorriso que o Lorde vira naquela noite. – Vá brincar de ser diretor, Severo. Eu vou me dopar com a poção do sono sem sonhos e sequer perceberei a sua ausência.


Dizendo isso, Linda arrastou-se para o armário de poções e, assim que encontrou a que estava procurando, entrou no quarto.


Severo suspirou e massageou a têmpora, sentindo uma pontada que denunciava o início de uma dor de cabeça. Amanhã falaria com a esposa – amanhã, os dois estariam mais calmos. Se ele tentasse conversar com ela naquele momento, acabaria falando coisas que não deveria, e certamente ouviria coisas muito indesejadas. No mais, ele não mentiu ao dizer que tinha responsabilidades.


Colocando novamente a sua máscara de indiferença, Severo começou a se encaminhar em passos largos para a sala de McGonagall.


Não demorou a chegar ao escritório da vice-diretora. Bateu educadamente na porta antes de abri-la – para a sua surpresa, Longbottom já estava lá.


- Snape – Ela cumprimentou brevemente. – Entre, por favor.


Severo adentrou o aposento e logo se acomodou numa cadeira ao lado de Neville – não pediria para a velha lhe ceder o gabinete. Ela já o adiava o suficiente.


- O que houve durante a minha ausência?


- Eu tive um pouco de trabalho para fazer com que os alunos fossem dormir, mas consegui. E agora estou conversando com Neville, tentando decidir a punição dele.


Severo franziu o cenho e olhou McGonagall quase de uma forma divertida. O sarcasmo em sua voz foi inevitável.


- Você não vai dizer que isso é um trabalho para os Comensais da Morte?


- Não – ela respondeu muito seriamente. – A punição não é por subir no palco e cantar uma musiquinha, Snape! É por ter seqüestrado e aprisionado um homem. Apesar de esse homem ser um Comensal da Morte, eu estava dizendo a Neville que isso é uma escola, e não um campo de guerra. O que ele fez foi muito grave; passível de expulsão.


Longbottom congelou nem sua cadeira ao ouvir a última palavra.


- Você não acha que expulsão é um tanto radical?


- É uma punição condizente ao delito. No entanto, Neville tem interesse nos estudos e tira boas notas; eu acho que ele poderá honrar o nome da escola no futuro... Eu já tirei 150 pontos da Grifinória e anunciarei a suspensão da Srta. Weasley e do Sr. Finnigan, que participaram do ataque, pela manhã. O caso de Neville é mais complicado.


- Eu acho que, como diretor, eu devo decidir a punição para o Sr. Longbottom.


- Não. Eu sou a diretora da Grifinória e os alunos dessa casa são de minha responsabilidade.


Severo fechou os olhos e respirou fundo lentamente, tentando se acalmar. Não discutiria com McGonagall.


- Posso sugerir, então? – Ela assentiu, visivelmente cautelosa. – Suspenda Weasley e Finnigan por duas semanas; assim eles perderão provas. Quanto a Longbottom, creio que repetidas doses da Maldição Cruciatus foram mais que suficientes para que ele entendesse a gravidade da sua conduta – McGonagall e o garoto o olharam, incrédulos. – Se você consegue ser justa, Minerva, eu também consigo.


- Francamente, isso me surpreende, Severo – Ela o tratava pelo nome de batismo pela primeira vez desde a morte de Dumbledore, Severo notou. – Eu acho que você está certo.


Severo deu um meio-sorriso e se levantou.


- Está tarde. McGonagall, escolte o Sr. Longbottom até salão comunal da Grifinória, por favor. No mais, eu estou reassumindo o meu posto; pode se recolher e deixar os problemas da escola comigo.


McGonagall assentiu e, sem mais o que dizer, Severo deu meia-volta e começou a percorrer o caminho da ala hospitalar.


Chegando ao segundo andar, Severo invadiu a enfermaria sem pedir licença. Madame Pomfrey olhou-o com um pouco de medo – os Carrow certamente a informaram sobre quem fora responsável pelas terríveis feridas em Amico. A curandeira, no entanto, não se mostrou nem um pouco solidária aos seus pacientes: murmurando um breve pedido de licença, ela saiu.


Severo aproximou-se dos irmãos. Amico parecia um tanto dopado e Aleto o olhava com o mais puro ódio.


- Que isso sirva de lição. Foi apenas um aviso. Se você pensar em tocar novamente a minha esposa, você morrerá.


Aleto desviou os olhos dos de Severo, mas Amico o encarou. Com a voz fraca e arrastada, devido às poções, disse:


- Isso vai chegar aos ouvidos do Lorde.


- Já chegou – Mentiu. – E ele acha que eu estive muito certo em fazê-lo. O Lorde inclusive me perguntou por que eu te deixei sobreviver.


- Mentira!


- Mentira? O Lorde conhece muito bem a minha esposa e sabe a quem ela é leal... Tanto que ela ganhou hoje a Marca Negra. Linda é uma de nós, agora. E, por estar ao meu lado, está muito acima de vocês dois.


- Mentira!


Severo quase riu – ele sabia que Amico via a Marca Negra como a maior das honrarias concedidas pelo Lorde das Trevas. Apesar de ter trabalhado para o Lorde durante toda a primeira guerra, Amico apenas conseguiu ser marcado no ano anterior; sete meses depois da sua própria irmã.


- Na próxima vez que você vir a minha mulher, peça para que ela lhe mostre o braço esquerdo. Boa noite.


Ele não ouviu os protestos de Amico. Apenas queria voltar para o seu quarto e tentar dormir. Assim, cansado, ele subiu as escadas... Mas, ao chegar a seu escritório, bufou: o retrato de Alvo ainda estava lá, esperando-o.


Severo.”


Ele crispou os lábios e encaminhou-se lentamente para o seu gabinete.


- Eu não estou com humor para escutar você me julgando ou se metendo em minha vida particular.


Como quiser.” Alvo disse sem qualquer benevolência. “O que você pretende fazer com Neville?”


- Nada.


Seria sensato aplicar ao menos uma detenção.”


- Eu já falei sobre isso com McGonagall; eu não vou fazer nada. Ele já foi punido... ou você não ouviu sobre o uso da maldição cruciatus?


Eu soube. Mas os Carrow e o Lorde das Trevas vão cobrar.”


- A decisão não é sua, Dumbledore! Não mais! – Bradou. Esperou uma resposta, mas a imagem do ex-diretor nada disse. Severo tentou acalmar a sua voz. – Amico vai encontrar qualquer desculpa para colocar o garoto em detenção, de agora em diante. Ele vai usar maldições imperdoáveis contra ele. Longbottom não precisa de uma detenção para ser punido!


Depois de considerar aquela resposta por um tempo, Alvo disse:


O que aconteceu no encontro com Voldemort?”


- Nã..dele! – Respirou fundo. – Linda foi marcada.


E por que você não está com ela agora? Minerva estava resolvendo muito bem os problemas da escola.”


- Eu pensei ter dito para você não se meter em minha vida pessoal.


Eu ouvi a discussão de vocês.” Severo fechou os olhos e cerrou os dentes. Controlar a sua raiva naquele momento estava quase impossível. “Ela já está se cansando, Severo. A paciência de Linda Marie não vai durar para sempre. Ela vai acabar odiando você! Conte a verdade a ela!”


- Não! Agora ela está ainda mais perto do Lorde das Trevas; a única coisa que eu devo fazer é incitar as dúvidas dela. Quanto mais ela pensar que eu estou do lado do Lorde, mais segura ela estará.


Ela? Ou o seu disfarce?”


Pela primeira vez na noite, Severo olhou o retrato do ex-diretor. Alvo tinha um semblante malicioso que em nada combinava com ele.


- Os dois.


Às vezes eu penso que você se importa mais com a sua vingança.”


- Você se engana. Eu não colocaria a vida dela em risco por isso. E eu apenas continuo enquanto ela estiver segura. Boa noite, Alvo.


E, sem querer mais ouvir, encaminhou-se para a saleta... Mas, enquanto fechava a porta, não pôde evitar ouvir as últimas palavras do amigo:


Ela já está em perigo, Severo”.


Tentando ignorar, ele se encaminhou para o quarto, onde teria um pouco de paz.


A porta estava trancada.


XxXxXxX


Não estar falando com o marido tinha um lado muito ruim: como Linda não gostava de sair e não avisar, fazia duas semanas que ela não visitava a sua casa e não via os seus amigos em Hogsmeade. Foi por isso que ela se animou tanto naquele sábado, quando os alunos de Hogwarts fizeram uma excussão ao vilarejo, e ela pôde acompanhá-los.


O vento gelado que soprava forte e o frio do inverno que se aproximava com uma velocidade assustadora não afetaram o humor de Linda – que já visitara e limpara a sua casa, conversara com os seus vizinhos e com Andrew Weiss e, agora, pretendia fechar o dia com uma dose de hidromel e com as fofocas de Penelope Jane Rosmerta. Com isso em mente, ela se encaminhou pelas ruas lotadas até o Três Vassouras.


Exatamente como esperado, o bar já estava apinhado de alunos. Linda teve que se espremer para poder chegar até o balcão, onde Rosmerta parecia muito mais atarefada que o comum. Ao ver Linda, a atendente deu um sorriso cansado.


- Linda Marie! Pensei que você tinha se esquecido dos amigos!


Linda sorriu.


- Não... São apenas alguns probleminhas.


- Entendo! Você vai ficar no vilarejo até mais tarde, não? Depois que essa confusão passar?


- Não se--- AI! – Linda sentiu um líquido quente se esparramando em suas costas e, ao olhar para trás, viu um setimanista corvinal que olhava desolado para o seu copo de cerveja amanteigada, agora meio-vazio. O garoto murmurou um pedido de desculpa e continuou a tentar abrir caminho pelo bar; derrubando o líquido em mais duas pessoas no caminho. Linda rolou os olhos. – Esse casaco era caro.


Rosmerta riu-se.


- Fique numa mesa; apenas assim você poderá permanecer relativamente limpa.


Linda olhou ao seu redor – como esperado, todas as mesas do bar estavam ocupadas. No canto esquerdo, no entanto, ela pôde ver Minerva McGonagall, que se sentava sozinha. Em sua mesa, ainda havia uma cadeira vazia.


- Eu estarei na mesa de McGonagall – anunciou a Rosmerta. – Quando você puder, me traga uma dose de hidromel, por favor.


A atendente assentiu, e Linda começou a se encaminhar para a mesa de McGonagall.


- Oi – Ela disse, chamando a atenção a velha. – Posso me sentar?


Minerva deu de ombros e Linda interpretou aquilo como um sim.


- Eu pensei que você não viria a Hogsmeade.


Linda suspirou.


- Eu não perco nenhuma oportunidade de sair daquele castelo.


- Hogwarts era um bom lugar, antes de--- Bem, eu realmente preciso dizer de quem é culpado por transformar a escola num inferno? – Minerva tomou um pequeno gole do que parecia ser uísque de fogo. – Hogwarts era o meu lar.


- Eu sinto muito.


Minerva deu um sorriso amargo.


- Você sente muito... – rolou os olhos. – Posso tirar uma dúvida, Linda Marie? – Linda assentiu. – Quando você ia à sede da Ordem da Fênix e jantava conosco, você já sabia que Alvo estava com a sentença de morte assinada?


Linda baixou a cabeça e, sinceramente, respondeu:


- Não. Eu não fazia idéia. Ele também me enganou.


- Se é assim, como você pode ficar ao lado dele? Como você consegue?


A loira pigarreou, percebendo que não tinha mais uma boa resposta para aquela pergunta. Assim, ela disse o que a sua mãe diria:


- Ele é o meu marido.


- E você o ama?


Linda relutou por um momento.


- Sim.


Minerva suspirou, tomando um grande gole da sua bebida.


- Eu amava Alvo, sabia? Ele apenas me via como uma grande amiga, é claro... Mas ele foi o grande amor da minha vida. Como você se sentiria se o seu marido fosse assassinado e você tivesse que morar com o homicida?


- Eu odiaria.


- Não, Linda Marie. Você odiaria o assassino, a esposa do assassino, e qualquer pessoa que pudesse nutrir algum sentimento bom pelo assassino.


Linda tentou sorrir.


- Eu entendo, Minerva.


- Obrigada.


- Você quer que eu saia?


- Eu estou tentando ser cortês, porque acho que você tem pouco a ver com o que o seu marido faz... No entanto, já está na hora dos alunos voltarem ao castelo, e eu agradeceria se você pudesse avisar aos que estão na rua.


Ela não tinha mais o que falar; especialmente depois de Minerva ter declarado que a odiava. Assim, Linda apenas se levantou saiu do bar – apesar de Rosmerta ter acabado de chegar à mesa onde ela estava, finalmente trazendo a sua bebida. Nas ruas, encontrou alguns grupos de sonserinos e poucos corvinais espalhados.


Foi, no entanto, num beco escondido próximo ao Cabeça de Javali que Linda viu uma cena interessante: era um grupo de grifinórios. Ela imediatamente distinguiu Neville Longbottom – que exibia um olho roxo e alguns cortes no rosto – Ginevra Weasley e Simas Finnegan; não reconheceu as duas garotas que os acompanhavam. Nas mãos de Neville havia o que parecia um rádio. Linda se aproximou com cuidado, para ouvir o que o aparelhinho dizia:


...lobisomens e outros tipos de mestiços, que agora estão, definitivamente, ao lado de Você-Sabe-Quem.”


Então, ouvintes, fiquem longe de lugares escuros! Obrigado, Remulus! Agora temos a presença ilustre do nosso amigo Rodent, que acaba de receber uma carta da nossa amiga Guida! E então, Rodent? O que se pode dizer sobre a vida em Hogwarts?”


Bem, River, a nossa... ‘enviada’ Guida, como você acabou de dizer, nos enviou uma carta. Ela disse que os Carrow encontraram uma nova maneira de punir os nossos amigos: maldições imperdoáveis!”


Mesmo? Bem, o que mais poderíamos esperar de uma escola dirigida por um Comensal? Desde quando isso vem acontecendo?”


Desde o incidente do Halloween que vocês bem conhecem: aquele, no qual Comensais usaram a maldição Cruciatus várias vezes contra Neville Longbottom e ele foi salvo – pasmem – pela esposa do Seboso!”


Sim, esse incidente deu muito o que falar.”


De qualquer forma, Guida aponta – de uma maneira muito bem humorada – que pessoas como Neville estão até preferindo as maldições! Elas são mais rápidas, e, se eles são liberados logo das ‘detenções’, tem mais tempo para arquitetar novos passos da resistência na escola.”


Como está a resistência?”


Nós já falamos com os ouvintes sobre a Armada Dumbledore. Pois bem: ela foi ressuscitada – acho que todos vocês sabem muito bem por quem! Alunos de Hogwarts que ainda não sabem como ingressar, aliás, apenas tem que perguntar à Murta. Eu posso garantir que os professores da Armada são os melhores! Mas se lembrem de manter a discrição: aparentemente, os Carrow e o Seboso desconhecem a existência da Armada ou o seu ponto de encontro! E, por Merlin, sejam DISCRETOS ao discutir a guerra pelos corredores! Segundo Guida, Neville já levou algumas detenções por discursar com alunos contra Você-Sabe-Quem!”


Pobre Neville! Aparentemente, os Carrow estão fazendo dele o seu bode expiatório!”


Talvez... Mas Neville não tem medo deles.”


Excelente! Esse Longbottom está fazendo jus ao sobrenome!”


Com certeza, River! Guida disse também que acha que a quantidade de alunos na escola diminuirá depois do feriado do natal. Muitos alunos, especialmente os grifinórios, não pretendem voltar para a escola, com medo dos Carrow. Nosso conselho é: não façam isso! Apenas na escola vocês podem se manter verdadeiramente informados do que está acontecendo na guerra; e é melhor vocês estarem na escola para influenciar quem ainda está neutro – ao invés de deixá-los sob influência de Snape, dos Carrow, de Draco Malfoy e Cia. Além do mais, e eu sei que é duro ouvir isso, nenhuma casa do Reino Unido está segura. Na escola, vocês tem mais chances de sobreviver.”


Muito obrigado, Rodent! E muito obrigada também a você, Guida, caso você esteja nos ouvido! O Potterwatch fica por aqui! Tentaremos entrar no ar o mais rápido possível e, como sempre, continuem lutando e ajudando Harry Potter como puderem – nossa próxima senha será ‘drops de limão’, em homenagem a Dumbledore! Para terminar, como nos foi lembrado o incidente do Halloween, ficamos com o Hino da Resistência! Até a próxima!”


Então a mesma melodia que Linda ouvira na noite do Halloween começou a tocar. A voz do cantor, porém, era muito diferente; mais grossa e melódica – que lembrava os cantores de jazz negros:


.-.


Vou contar a você


O que está acontecendo


Pior é o cego que não quer vê


E pior o homem que vive temendo


Mas eu não temo e não silencio;


Com coragem e pesar eu anuncio:


Você-sabe-quem voltou


E voltou para espalhar o terror


.-.


Nossos amigos ele quer matar


E a voz do nosso povo ele quer calar


Por isso, amigo, te digo


Abra os olhos, e cante comigo


Vamos resistir enquanto formos vivos


.-.


O terror não vai me dominar


Contra Voldemort eu vou lutar


E se a morte me encontrar


Com coragem vou enfrentar


Pois sei que preciso o fazer


Não me importarei em morrer


Se, no fim, eu puder cantar


Que o terror não vai me dominar


.-.


Voldemort, o grande ditador


Cheio de ódio, vilania e desamor


O mundo ele quer dominar


Independente do sangue que vai jorrar


Suas idéias desprezam o “sangue-ruim”


Mas somos todos humanos, isso sim


E contra ele devemos lutar


Para seus preconceitos derrubar


.-.


Seus aliados são da morte comensais


O que mostra que os seus propósitos não são banais


Temos Yaxley, Gibbon e Westes


Temos lobos, vampiros e outras pestes


.-.


Nossos amigos eles querem matar


E a voz do nosso povo eles querem calar


Por isso, amigo, te digo


Abra os olhos, e cante comigo


Vamos resistir enquanto formos vivos


.-.


O terror não vai me dominar


Contra Voldemort eu vou lutar


E se a morte me encontrar


Com coragem vou enfrentar


Pois sei que preciso o fazer


Não me importarei em morrer


Se, no fim, eu puder cantar


Que o terror não vai me dominar


.-.


Bellatrix Black, a fria assassina


Não é sádica; é louca. Dizem que até alucina


Lúcio Malfoy é rico, contribui com o ouro


Mas se tiver que agir, fica nervoso


Em Hogwarts temos os Carrow, conhecidos irmãos


Matam e torturam, jamais negarão


E exemplificando as bestas temos Fenrir


Estripar criancinhas é o que o faz rir


E o que dizer sobre Snape, nosso o diretor?


Sabe-se lá quantos já massacrou!


Dumbledore por suas mãos padeceu


Foi enganado, traído e depois morreu!


É mestiço, mas comunga dos velhos preconceitos


Quiçá em seu próprio sangue ele via defeitos


Mas hoje é elite: com uma Malfoy ele casou


E com serviços sujos, o seu sangue ele limpou.


.-.


Nossos amigos eles querem matar


E a voz do nosso povo eles querem calar


Por isso, amigo, te digo


Abra os olhos, e cante comigo


Vamos resistir enquanto formos vivos


.-.


O terror não vai me dominar


Contra Voldemort eu vou lutar


E se a morte me encontrar


Com coragem vou enfrentar


Pois sei que preciso o fazer


Não me importarei em morrer


Se, no fim, eu puder cantar


Que o terror não vai me dominar


.-.


Por tudo isso, meus amigos, eu vos convoco à luta!


Sejamos fortes, resistamos à força bruta!


Pois enquanto lutarmos a luz persistirá


E, por fim, venceremos e a paz retornará!


.-.


O terror não vai me dominar


Contra Voldemort eu vou lutar


E se a morte me encontrar


Com coragem vou enfrentar


Pois sei que preciso o fazer


Não me importarei em morrer


Se, no fim, eu puder cantar


Que o terror não vai me dominar


.-.


A melodia lentamente cessou e todo o barulho que a rádio trazia calou-se.


- Quer dizer que eu limpei o sangue do meu marido? Ou que eu me casei com ele porque ele conseguiu limpar o seu sangue com “serviços sujos”?


Os grifinórios pareceram congelar. Linda esperava que a garota Weasley viesse com uma desculpa qualquer; mas foi Neville quem se virou.


- Nós não fizemos a música, Sra. Snape.


Linda deu um meio-sorriso.


- Você é famoso, agora, Sr. Longbottom?


- Eu apenas faço o que acho certo.


Ela assentiu.


- Então seja mais inteligente. Vocês estão numa escola cercada por Comensais, dirigida por Comensais e vigiada pelo próprio Lorde das Trevas. Você, Longbottom, é provavelmente um dos mais observados; então não deveria estar escutando abertamente essa rádio; você sabe que os Carrow estão em Hogsmeade. Imagine se eles estivessem comigo? Ou será que você realmente gosta de ser torturado?


Neville não respondeu. Weasley veio ajudá-lo.


- Sra. Snape, nós não estamos fazendo nada de errado.


- Não. Mas eu já sei das reuniões da Armada Dumbledore, sei que o Sr. Longbottom é um tipo de líder, e sei que basta seguir vocês para encontrar os alunos a ser punidos. Sei também a senha para o próximo programa, onde eu poderei descobrir mais detalhes.


- Por favor, não diga nada ao diretor.


Linda rolou os olhos.


- Próxima vez escolha melhor o local para escutar a sua rádio... Agora está na hora dos alunos voltarem para a escola. – Linda virou-se para ir embora... Mas, antes, deu meia-volta para encarar novamente o rosto pasmo da ruiva. – E eu escolheria outro codinome. “Guida” é muito óbvio!


XxXxXxX


As informações que ela havia conseguido com a rádio podiam ser importantes; e, como Linda jurara estar do lado do marido, passou o resto do dia se perguntando se deveria iniciar uma pequena trégua para discuti-las com Severo.


Quando, no fim da noite, foi aos seus aposentos, encontrou o marido na sala de estar, confortavelmente sentado no sofá enquanto bebericava um copo de uísque de fogo. Ele não a olhou quando ela entrou.


- Boa noite.


Severo ergueu uma sobrancelha.


- Está falando comigo?


Ela crispou os lábios e se aproximou, sentando de frente para ele – aquele era o momento de maior proximidade que eles tiveram em semanas.


- Eu acho que tenho que te contar uma coisa.


- Sim?


- Eu escutei acidentalmente o Potterwatch, hoje.


Severo descansou o uísque na mesa de centro, ao lado esquerdo de Linda. De repente, ela tinha a sua total atenção.


- Eles disseram algo importante?


- Eu não tenho certeza.


- Quanto você ouviu?


- Cinco minutos, talvez.


- Quem estava ouvindo? Eram alunos? – Linda assentiu. – Eu tinha banido qualquer tipo de aparelho de rádio na escola. Aqueles grifinoriozinhos ardilosos conseguiram contrabandear. Quem?


- Eles não estavam na escola; logo você não pode puni-los por isso, Severo.


Ele franziu o cenho.


- Você não vai me contar?


Linda considerou por um tempo. Por fim, decidiu o seu dilema.


- Não.


Severo suspirou, massageando levemente a sua têmpora com a ponta dos dedos.


- Ok... O que foi dito?


- Algumas coisas sobre... – Linda mordeu o lábio e desviou os seus olhos dos olhos de Severo. – Sobre as férias. Eles aconselharam alunos a voltar para a escola, independente da vontade dos seus pais.


- Só isso? – Linda balançou a cabeça em resposta. – Tem certeza? – Assentiu novamente. – Eu escutei à rádio, Linda.


Ela sentiu o rosto ficar quente. Forçou-se a olhar novamente nos olhos do marido – Severo tinha o rosto cansado. A opacidade nos olhos negros fez Linda sentir-se ligeiramente culpada pela mentira; mas tentou não demonstrá-la.


- Então por que perguntou?


- Por que você mentiu?


Linda crispou os lábios.


- Era a coisa certa a ser feita, Severo. Eu não me arrependo.


- Eu sou o seu marid---


- Caso você não tenha notado, faz quinze dias que nós não nos falamos; que sequer dormimos no mesmo quarto! Então me desculpe se eu não me sinto na obrigação de relatar a você cada acontecimento da minha vida! – Severo não respondeu. – Com licença.


Dizendo isso, Linda se levantou e começou a encaminhar-se para o seu quarto.


- Linda! – Ela parou, mas não se virou para encarar o marido. – Faz quinze dias que você não fala comigo.


- Eu sei! E eu gostaria de continuar assim!


Linda entrou no quarto e fechou a porta com um baque. Deitou-se em sua cama, pensando em como tinha chegado àquela situação, e o que exatamente ela podia fazer para sair dela... em algum ponto da noite, pensou até em sair; viajar para longe e, caso o Lorde das Trevas quisesse procurá-la, que fosse.


Depois disso, o seu corpo começou a se entregar ao cansaço. Linda estava num estado letárgico, quando, pela primeira vez, sentiu a sua Marca Negra arder.


XxXxXxX


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