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13. A Marca


Fic: O Teatro


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XIII


A MARCA


Severo desaparatou nos fundos da Mansão Malfoy e suspirou. Planejara passar um ou dos minutos ali, tentando colocar os seus pensamentos em ordem, porém Narcissa já o esperava. A loira trajava um robe de seda negra e tinha os braços cruzados e uma sobrancelha erguida numa óbvia demonstração de irritação, deixando claro que os acontecimentos do Halloween estavam perturbando a vida em sua casa.


- Ele não está feliz.


Severo sabia que ela se referira ao Lorde das Trevas – o pensamento fez um arrepio cruzar a sua espinha e ele sentiu os pelos da sua nuca se eriçarem.


- Eu não esperava algo diferente.


Com passos largos, ele começou a fazer o seu caminho para a casa, desviando-se da grande piscina e evitando a grama verde e as flores de Narcissa. A loira seguia em seu encalço.


- Você sabe o que isso significa, não sabe? É a desculpa que ele estava esperando para---


- Eu sei! – Ele disse um pouco mais alto do que esperava. Respirou fundo. – Eu sei.


- Severo – Narcissa disse, pondo uma mão em seu ombro e forçando-o a parar. Ele parou; mas não se virou. – Eu me preocupo com Linda Marie. Conheço-a desde quando comecei a namorar Lúcio; ela era praticamente uma criança! Eu sei que ela não vai suportar se---


- Da minha mulher, cuido eu.


Dizendo isso, ele se desvencilhou da mão de Narcissa e atravessou rapidamente para a porta de entrada da mansão. Em sua mente, começou a contabilizar: Linda deveria estar terminando de fazer as suas malas naquele exato momento; depois ela provavelmente hesitaria por alguns minutos, mas, devido à discussão que tiveram, ela certamente o obedeceria. Ele tinha certeza, no entanto, que ela não iria para nenhuma das propriedades deixadas por Dumbledore; acabaria numa das inúmeras casas da sua família, provavelmente na França ou Suíça – ele sequer saberia como procurá-la. E aquilo era bom. Quanto mais longe ela estivesse, mais segura estaria.


Ele suspirou, atravessando a porta aberta. O hall de entrada estava excepcionalmente escuro, mas a sala estava bem iluminada. Assim que ele a adentrou, viu Bellatrix sentada num grande sofá perto da lareira – ela não o olhou; apenas continuou a delinear cachos em seus cabelos e olhar para o fogo que crepitava. Lúcio estava ao seu lado, com similar expressão de tédio e, em pé num local escuro, estava o Lorde das Trevas. Severo lentamente se aproximou deste último, tentando ignorar os demais.


- Milorde.


Ele reverenciou o Lorde das Trevas, tentando ao máximo manter a sua dignidade. Ele sabia que uma das coisas que o Lorde apreciava nele era o fato de que nem sempre o tratava como um Deus; apenas como um superior.


Os olhos do Lorde das Trevas procuraram os seus, mas Severo não retribuiu o olhar. Ainda não estava suficientemente calmo para mascarar as suas lembranças e calar seus pensamentos.


- Onde está a sua esposa?


- Dormindo, eu suponho.


- Por que demorou tanto? Faz quinze minutos que lhe convoquei.


Severo deu um sorriso frio.


- Podemos ter essa conversa em particular, por favor?


O Lorde das Trevas apenas assentiu brevemente e começou a fazer o conhecido caminho para a biblioteca dos Malfoy. Apenas quando começou a andar, Severo pôde sentir os olhos de Bellatrix cravando-se nele; certamente a bruxa estava achando que o Lorde das Trevas o puniria ali, na frente dela e de Lúcio e Narcissa.


O caminho para a biblioteca foi curto, porém teve duração suficiente para que Severo pudesse controlar a sua ansiedade. Ele estava mais uma vez pronto para contar ao Lorde das Trevas as meias verdades que dirimiriam a sua ira.


- Você sabe por que está aqui, Severo? – Ele perguntou, assim que pôs os pés no cômodo. Severo não respondeu de imediato; primeiramente fechou a porta atrás de si e acendeu as velas que iluminariam o local.


- Não, para ser sincero. Acredito que o incidente que ocorreu hoje na escola deva ser pauta de uma reunião; mas não a essa hora da noite. Eu tenho muito que fazer em Hogwarts e não me sinto confortável em ter McGonagall como minha substituta; especialmente numa hora como esta.


Os lábios do Lorde se curvaram numa espécie de sorriso maléfico – mais uma vez, o arrepio cruzou a espinha de Severo.


- Sempre racionalizando, Severo.


- Eu não estou procurando desculpas, Milorde. Mas é fato que os ânimos estão exaltados na escola. Eu realm---


- Cale-se. – Severo fechou os olhos e respirou fundo, irritado. Mas obedeceu. – Bellatrix me narrou uma história interessante. É verdade que, mesmo depois que eu ordenei a execução do perturbador, a sua mulher o protegeu?


- Sim, no momento em que ele se revelou ser um aluno.


O Lorde calou-se por um momento, aparentemente considerando.


- Ele não era apenas um aluno, Severo. Era Longbottom.


- Apenas uma criança. O senhor sabe que aquele garoto não tem nada parecido com os pais. Ele não é uma ameaça.


- Isso quem decide sou eu, certo? – Severo crispou os lábios e assentiu. – Eu compartilhava da sua opinião, Severo, mas, ao que parece, ele não é tão bobo quanto nós pensávamos.


- Talvez ele apenas ainda esteja enfurecido por estarmos caçando Potter, Weasley e Granger. O garoto não é muito bom em fazer amizades; pelo que observei ao longo dos anos, eles eram os únicos que o suportavam.


- Ele não fez isso sozinho, Severo.


- Teve ajuda da namoradinha de Potter, certamente.


O Lorde olhou-o mais uma vez, mas sem tentar invadir a sua mente. Severo relaxou – estava indo bem. O Lorde não tinha mais a sua postura ameaçadora.


- Vigie-o. – Severo assentiu. – Mas não foi para falar sobre isso que eu te chamei, Severo.


Severo parou de respirar por um momento, seu coração acelerando. Ensaiou um sorriso amarelo.


- A minha esposa é... difícil de controlar.


- Ela era uma criança na primeira vez que eu ascendi ao poder. Marco a ensinou a me respeitar. Quando começou a estudar na França, no entanto, ela pareceu esquecer os ensinamentos do pai. Quando Linda Marie fez quinze anos eu exigi que ela viesse estudar no Reino Unido, onde eu poderia mantê-la vigiada e onde Lúcio e Marco poderiam cuidar para que as idéias certas entrassem em sua cabeça; não queríamos, afinal, que o fiasco de Andrômeda Black se repetisse. Foi quando a sua esposa se recusou a vir que eu soube que havia algo muito errado com ela.


- Isso foi há muito tempo.


- Não me interrompa. – Severo, mais uma vez, respirou fundo e se calou. – A sua esposa não apenas se recusou a ser treinada para integrar o meu exercido, como também participou de movimentos estudantis contra mim; mas isso foi há muito tempo. Como eu não tive tempo de dar uma lição nela quando ela merecia, decidi não fazer nada depois que voltei. Decidi que era passado; perdoado e esquecido. Decidi que ela tinha crescido e que eu tinha coisas mais importantes para lidar. No entanto, encontrei-a casada com um mestiço. Ostentando o vulgar nome Snape, ao invés de Malfoy. Tive, então, a imediata impressão que ela não tinha mudado. Mas Marco me convenceu que a sua Marca Negra, Severo, fora fator determinante na hora de Linda Marie lhe escolher como marido. Eu não estou mais tão convencido.


Severo ficou calado por um tempo. Quando teve certeza de que o Lorde terminara, disse:


- Eu não creio que ela tenha feito absolutamente nada para diminuir o seu convencimento, Milorde.


- Ela não fez, de fato. Mas ela tem o histórico, Severo. Eu não confio em sua esposa. – O olhar do Lorde tornou-se vazio, distante. – Você não entende a importância de Linda Marie.


- Não – Severo respondeu, tomando cuidado com as suas palavras. – O senhor não parece se importar com o que as esposas dos seus outros aliados fazem.


- Acontece, Severo, que o pai dela é o meu financiador. E, apesar de Marco Malfoy ser um servo leal, há uma pessoa a quem ele deve mais obediência que a mim.


- Cécile.


- Sim. Se um dia Linda Marie decidir se colocar contra mim, Cécile ficará do lado dela; ela sempre apoiou a filha. E, conseqüentemente, Marco me abandonará. Agora você entende o perigo? Sem dinheiro, sem guerra.


- Linda jamais---


- Linda Marie é uma vergonha. Ela é fraca, ela é influenciável! Eu não gosto que ela tenha acesso àquele quadro de Dumbledore.


- Eu posso mandá-la de volta para Hogsmeade.


O Lorde das Trevas deu um passo em direção a Severo.


- Eu tinha outra coisa em mente. Vigília.


- Eu posso manter um olho nela.


Os lábios do Lorde partiram-se, e deles soou uma risada quase maléfica.


- Eu prefiro ficar pessoalmente encarregado da tarefa. E você sabe qual é a melhor maneira de fazer isso...


Severo engoliu seco, vendo o que ele temia se tornar realidade. A idéia de marcar Linda estava vibrante na mente do Lorde, ele podia sentir isso...


- Não acho que seja necessário.


- Eu não perguntei a sua opinião. Eu quero ver Linda Marie. Agora.


XxXxXxX


Ele aparatou nos portões de Hogwarts. Assim que se viu sozinho, relaxou o corpo. Um vinco de preocupação imediatamente apareceu em sua testa e ele mordeu o lábio inferior, fazendo uma oração silenciosa para que Linda o tivesse obedecido e tivesse fugido.


- Hagrid! – Ele disse, assim que passou em frente à cabana onde o meio-gigante morava. Ele não demorou a abrir a porta, segurando o seu cachorro e com uma inconfundível cara de poucos amigos por trás dos seus pelos espessos. – Você viu a minha mulher passar por aqui?


- Depois que você saiu, ninguém mais deixou o castelo.


E, sem mais uma palavra sequer, fechou a porta.


Severo crispou os lábios, mais nervoso. As suas mãos tremiam e estavam começando a ficar úmidas. Ele fechou os olhos, sentindo uma dor latente em sua cabeça. Rapidamente adentrou a escola e subiu as escadas, até chegar aos seus aposentos...


...e lá encontrar a sua mulher. Ela vestia a sua capa de viagem e, ao seu lado, havia três malas; mas ela sentava no sofá da ante-sala, estática. Olhou-o nervosamente, levantando-se.


- Desculpe-me. Eu não podia sentir novamente a aflição que senti naqueles meses que você sumiu!


Severo fechou os olhos, tentando buscar paciência.


- Você não escutou nada do que eu disse.


- Desculpe-me...


- Linda, pela primeira vez em sua vida, faça o que eu estou mandando! Se você for agora, ainda dará tempo!


- De quê, Severo?! Do que eu estou fugindo?!


Mais uma vez, tentando organizar os seus pensamentos, ele deixou-se derrubar no sofá. Enterrou o rosto entre as suas mãos; sinceramente não queria ver a expressão de Linda quando ele revelasse que o seu maior medo estava quase concretizado:


- Ele vai marcar você.


Um silêncio perturbador seguiu-se a isso. Ele sempre se achou um homem muito corajoso; espantou-lhe, então, a relutância que sentiu para erguer o rosto e encarar a mulher.


Linda focalizava o nada. O seu rosto, apesar de mal iluminado pela luz fraca dos archotes, mostrava-se muito mais pálido que normalmente. Ele sentiu urgência de dizer alguma coisa, de mandá-la ir embora... mas, surpreendentemente, nenhuma palavra saiu dos seus lábios. Assim, foi ela quem falou primeiro – com uma voz fraca demais, rouca demais:


- Eu não fiz nada de errado.


- Não é o que ele pensa. Ele não confia em você, Linda, por isso quer mantê-la perto.


Ela respirou fundo, finalmente olhando-o. Os olhos acinzentados estavam mortos, e, para a surpresa de Severo, secos.


- Eu não quero.


- Eu sei. Por isso mandei você deixar Hogwarts. Eu quero que você vá.


Ela abriu a boca algumas vezes, como se tecesse a melhor forma de verbalizar os seus pensamentos. Finalmente disse:


- O que muda?... Quando se é marcado?


- Nem pense nisso---


- Responda!


Severo assentiu e tentou manter a sua voz calma.


- Ele não vai lhe convocar para missões, então... bem, ele saberá onde você está a todo tempo. Será impossível fugir dele. Se algo der errado, Linda, você terá também uma sentença de morte, simplesmente por não ter como se esconder dele.


- Se algo der errado?


- Se as coisas não terminarem como eu planejo.


- Basicamente, então, se ele te matar, eu também serei assassinada? – Ele assentiu. – Me parece justo.


Ele ainda viu um sorriso torto e sofrido se formar no rosto de Linda antes de enterrar novamente o rosto em suas mãos.


- Eu não vou permitir---


- Eu sei o caminho para a casa de tio Lúcio. É minha casa também, caso você não lembre. Eu vou, Severo. Eu posso fazer isso.


- Você ficará mais segura longe.


- Você me quer ao seu lado? – Ele a olhou como se a resposta fosse óbvia; o que, de fato, era. – Então eu vou ficar. Eu juro que nunca mais vou te desobedecer... depois de hoje.


Severo se levantou.


- Nesse caso, o Lorde das Trevas não ficará feliz se o deixarmos esperando.


Dizendo isso, ele e Linda começaram a sair. Ele soube que estava fazendo algo muito errado assim que cruzou a sala da direção e viu o retrato de Alvo o olhando incisivo; quando sentiu a pele gelada da sua mulher contra a sua e percebeu as suas mãos ligeiramente trêmulas. Mas, ainda assim, ele não conseguiu recuar. Apesar de toda a sua racionalidade estar gritando para livrar a sua esposa daquela armadilha possivelmente mortal, uma parte – essa muito poderosa e egoísta – da sua mente alegrava-se porque ela ficaria ao seu lado. Se ele morresse, pelo menos passaria os últimos dias na companhia dela.


Durante todo o caminho ele quis dizer alguma coisa – qualquer coisa – que acalmasse Linda, mas não conseguiu pensar em nada.


Eles aparataram juntos no quintal dos Malfoy – desta vez ninguém o esperava. Sem tirar as suas mãos das dela, guiou-a até a sala. Não havia ninguém lá, exceto o Lorde das Trevas.


- Aqui está ela, Milorde.


Linda o reverenciou, sem jamais cruzar o seu olhar com o dele.


- Aproxime-se. – Disse numa voz tão baixa que mais parecia um sibilo.


Linda relutantemente largou a mão de Severo e deu dois passos em direção ao Lorde das Trevas. As mãos de Severo deslizaram, quase que por instinto, até a sua varinha – se necessitasse atacar rapidamente, o faria.


- Milorde? – Ela disse, numa voz surpreendentemente firme.


Severo observou a forma como o Lorde das Trevas a estudava – os olhos vermelhos a analisavam minuciosamente. Apesar das expectativas de Severo, a mulher continuou com a sua respiração tranqüila.


- Explique-me as suas atitudes.


- Se uma criança deve ser morta, que seja longe dos terrenos de Hogwarts. O escândalo seria grande demais.


- Mas eu tinha ordenado.


- O senhor ordenou a execução de um Comensal traidor. Não de um aluno. Eu simplesmente achei que, antes de qualquer coisa, o senhor deveria ser consultado.


O Lorde olhou intrigado para Linda – provavelmente confuso pela voz firme e semblante calmo. Severo sentiu uma onda de orgulho preencher o seu peito; sempre que, em seus pesadelos, o Lorde das Trevas se encontrava com Linda, ela sempre era óbvia demais; sempre demonstrava demais o seu medo. Aparentemente, a sua mulher tinha muito mais valor do que ele lhe creditava. O calor em seu peito tornou-se novamente angústia quando ele percebeu um novo brilho nos olhos do Lorde: o brilho de um legilimente.


Depois de um breve silêncio, o Lorde disse:


- Você é uma boa oclumente.


- Severo me ensinou. Eu não conseguiria olhar para o senhor, se soubesse que você visualizara a minha intimidade.


- Eu não procuraria por isso.


- É incidental. Na procura por respostas, certamente passaria por... alguma lembrança imprópria.


Ele olhou novamente para Severo, e ele limitou-se a assentir, como se concordasse com a mulher. Aquela era a desculpa que ele usava para não deixar o Lorde das Trevas entrar em sua mente, e ele sempre a aceitou. Severo sabia que o Lorde não aceitaria aquilo de Linda; mas que não a assediaria na tentativa de fazê-la baixar sua guarda enquanto estivesse presente.


O Lorde assentiu, e Severo quase suspirou ao perceber que, por enquanto, o Lorde aceitaria a desculpa de Linda e ficaria longe da sua cabeça.


- A quem você serve, Linda Marie?


Severo ouviu uma pequena risada vinda de Linda.


- Eu sou uma Malfoy, Milorde. Uma Malfoy não serve; ela é servida.


Um breve sorriso maquiavélico tomou conta dos lábios do Lorde das Trevas.


- De fato. Ótima resposta, Linda Marie.


- Boa pergunta, Milorde.


- Mas eu a reformularei: de que lado você está?


Ela pareceu considerar um pouco antes de responder.


- Do lado do meu marido. Sempre.


- E de que lado o seu marido está?


- Até onde eu sei, Milorde, ele sempre esteve ao seu lado.


O Lorde riu-se e voltou a olhar para Severo, aproximando-se dele. Severo percebeu os ombros de Linda caírem brevemente, como se ela tivesse suspirado de alívio.


- Viu, Severo? Não é tão difícil controlar a sua esposa.


Linda virou-se. Severo apenas permitiu-se olhar para o seu semblante muito rapidamente: ela parecia ter envelhecido trinta anos. A pele estava macilenta e pálida e não havia sequer sombra do seu costumeiro sorriso.


- Como eu disse, Milorde – ele tentou controlar a urgência em sua voz. – Linda é inofensiva.


- Isso não foi o que eu vi, Severo. – O alivio passou, e Severo viu-se novamente tenso. – Eu vi que ela é fiel a você, apenas isso. Cuide para que as coisas continuem assim. E eu cuidarei para que ela se torne fiel a mim.


Dizendo isso, o Lorde voltou-se novamente para Linda – o rosto dela se transformou de imediato, de vazio para confiante e vívido.


- O seu braço esquerdo, por favor.


A relutância dela pôde ser vista apenas por Severo, em seus olhos. Mas não no braço, que imediatamente estendeu-se para o Lorde, ou na manga que ela erguia, revelando a pele alva. O Lorde não prolongou o martírio:


- Morsmordre.


Uma luz verde esmeralda deixou a varinha e envolveu o braço de Linda. Como se fosse atingido por um poderoso ácido, o braço dela começou a borbulhar e o cheiro de queimado invadiu o local – Severo viu Linda morder o lábio com tanta força que chegou a sangrar.


Toda a luz verde juntou-se para formar em seu braço o desenho da Marca Negra, queimando, perfurando, invadindo, envenenando... e ela se manteve inerte, mais uma vez surpreendendo Severo. Quando, por fim, a luz morreu, deixando apenas uma grande ferida inflamada e a tatuagem que ondulava, o Lorde sorriu satisfeito.


- Pronto. O meu gado já está marcado. Agora vá.


E os passos do casal ecoaram na mansão.


XxXxXxX


Reviews, por favor!


Eu sei que a maioria de vcs não dava crédito nenhum a Linda... Bem, nem mesmo o Sevvie dava, certo?! Hehehehe!

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