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33. Situações constrangedoras - I


Fic: Nós... Irmãos ?


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Gente, primeiramente eu queria dizer que amei os comentários e que se não fossem eles eu provavelmente não teria postado.


Obrigadissimo pelo apoio de vocês!


E a primeira parte quem narra é a Lucy.


Boa Leitura!


 


__________ 


 


O som estava alto demais e Lucy mal podia ouvir Lily ao seu lado, mas estava bem assim, ela não estava muito a fim de conversa, ver os casais a sua volta se pegando não era algo muito agradável pra se fazer quando estava sozinha, e ela não poderia dizer como tudo aquilo (a festa, ou suruba pelo modo como os casais agiam) havia chegado naquelas proporções, ela tinha pensado que James havia chamado só alguns amigos íntimos, mas era como se a notícia de uma festa na mansão dos Potter fosse fogo em um palheiro, menos mal, quem sabe ela não se arranjava com alguém por ali? Só que quem não estava gostando de toda essa gente era Lily, que via meninas dando em cima de James e nada podia fazer.


- Lucy! Luuuuuuucy, fale comigo! Que desânimo! Nunca te vi pra baixo desse jeito, ainda mais no meio de uma festa! O que você tem?


- Ahn? Ah... não sei. Toda essa pegação em volta...


- Ah! Vai me dizer que você ta assim amuada por que o professor Vítor, gostosão, não tá aqui? – Lucy fez cara de espanto, afinal, COMO ELA SABIA? – É, eu sei que ele ta te dando uma moral dos diabos. – E a ruiva completou com uma piscada cúmplice. – Mas ah, já que ele não tá aqui, vamos curtir eu e você, as únicas solteiras do grupo. Vou pôr uma música pra gente dançar.


Lily saiu, deixando Lucy sozinha por um breve momento, já que uma estava fazendo companhia à outra. Os casais Dori e Remus e Vini e Anna não estavam à vista, James, por sua vez, dançava com um grupo de meninas (o que fez Lily corar de raiva quando viu). E Lene e Sirius, bom, Lene parecia não estar na festa... e Sirius estava sozinho, parado a alguns metros de onde a morena se encontrava. Estranhando o fato, mas sem deixar transparecer, ela sorriu e deu uma piscada para o rapaz, que retribuiu com um sorriso diferente, levemente enigmático... ao mesmo tempo em que Lily chegava junto com as batidas da música que ela tinha escolhido, bem mais dançante que a anterior.


As duas subiram no sofá onde estavam sentadas, e o ouvir as primeiras palavras da canção, Everybody look at me... me... Lucy entrou no clima (bem sensual, aliás) da melodia e começou a mexer seus quadris no ritmo, fazendo com que várias pessoas realmente se voltassem em sua direção para admirarem seus movimentos, cada vez mais lascivos, inconscientemente. E não só ela chamava a atenção, mas a ruiva ao seu lado também, que com toda a sua graça de dançarina conseguiu prender os olhares de um bom punhado de rapazes... entre eles James, que se dividia entre desejar cada vez mais a moça e sentir ciúme dos outros rapazes que faziam o mesmo.


- I wanna see you all on your knees, knees, you either wanna be with me or be me... – a morena cantava, de olhos fechados, balançando a cabeça no ritmo, fazendo com que uma cascata de fios negros lhe caísse nos olhos, e quando ela os abriu pra sacudir a cabeça pra trás, ainda rebolando, com os braços pra cima, percebeu um olhar quente sobre ela. Era ele, Sirius, quem ainda a encarava firmemente, os olhos escuros de desejo, um sorriso um pouco menos misterioso, um tanto quanto indecente dessa vez.


Ela voltou a dançar, dessa vez de olhos abertos, fingindo não ter percebido o que a expressão que ele tinha no rosto queria dizer, mas checava de rabo de olho a todo momento o rapaz, e sua face não negava que ele estava gostando do espetáculo, além de acompanhar tudo sem perder uma cena sequer. Aquilo acabou deixando-a desconcertada, embora sem uma razão aparente, e Lucy desceu do sofá para ir até a cozinha, que estava vazia, sabe-se lá por quê, em busca de um copo de água bem gelada, afinal, aquela performance toda tinha deixado-a com muita sede. Foi até lá e tomou sua água tranquilamente, ouvindo ainda o final de Maneater, e quando se encostou à borda da pia pra deixar o copo, uma pressão inesperada surgiu, comprimindo seu corpo contra o granito.


- E aonde você pensa que vai assim? – Uma voz máscula soprou forte contra sua nuca, fazendo com que ela se arrepiasse inteira, enquanto duas mãos agarravam firmemente a sua cintura; tão firmes quanto o olhar que ela tinha recebido há poucos minutos.


- Sirius! Você... O que é isso? Me solta...


- Não solto não... você acha que é assim que você faz, fica rebolando lá em cima feito louca, quase me mata do coração... – E ele respirou mais alto, colado na orelha dela, fazendo-a estremecer mais uma vez. –E agora vem aqui e me manda te soltar?


- Mas não era pra você... bom, não foi de propósito! Me solta agora... – Não que ela não estivesse gostando da situação, mas ele estava raspando de leve sua barba na nuca dela, e aquilo estava descontrolando-a. – Tinha mil caras lá, e eu não estava rebolando pra você, Sirius. Faça o favor de me soltar!


- É, eu sei que poderia ser pra qualquer cara, mas sou eu quem está aqui, prensando você contra a pia, e pegando nessa sua bunda maravilhosa.


Ela riu, não acreditava no que ouvia.


- O que você quer? Que eu queira você? Pois bem, eu quero. Agora me solte, você não quer ir tão longe com essa brincadeirinha.


- Não é brincadeira… - E começou a beijá-la no pescoço, enquanto erguia suas mãos pra barriga dela, por dentro da blusa solta que usava.


- Você está indo… - suspiro – longe demais, Sirius… longe demais… você não tem idéia do que – suspiro – está fazendo…


- Cala a boca, menina, você acabou de dizer que também me quer. – E nesse momento ele virou-a de frente pra ele, ficando a cinco centímetros de seus lábios – Então pára de reclamar, e deixa que eu cuido da situação...


Lucy não se manifestou, e partindo do pressuposto de que quem cala, consente, Sirius cuidou mesmo da situação, tratando de consumar primeiro aquele beijo que estava a caminho. A boca dele colou-se a dela com urgência e desejo, numa seqüência quase brutal em que a língua dele foi forçando passagem ao encontro da dela; ele a ergueu no ar e a pôs sentada sobre o tampo da pia, sem romper o contato entre os dois, e ela abriu as pernas, pra que ele pudesse se acomodar entre elas, com as mãos na sua cintura, puxando-a o mais que podia contra si próprio. A garota entrelaçou suas pernas na cintura do rapaz, e alisava toda a extensão daquelas costas largas, desde os ombros até o cós da bermuda azul-marinho de tactel que ele usava, prendendo-o o mais forte com as pernas, trazendo-o contra ela, reduzindo a distância entre os dois ao máximo que a física podia permitir. Lucy mordeu de leve o lábio inferior do moreno, o que fez com que ele desse um breve gemido antes de escapar da mordida e escorregar sua boca pro pescoço alvo dela, onde deixou uma marca bastante avermelhada e acabou por descompassar completamente a sua respiração. Suas mãos estavam emaranhadas no cabelo dele, dando suaves puxões, enquanto sua cintura era tocada firmemente por dentro da blusa, e os lábios de Sirius hesitavam em alcançar seu decote.


A morena estava perdendo o pouco de autocontrole que lhe restava, quando foi recostada pelos braços fortes que estiveram lhe envolvendo até então; e uma das mãos ergueu sua blusa até a altura dos seios, expondo sua barriga para as carícias orais do rapaz. Ele foi beijando-a desde a altura do cós do short que usava (era jeans com a barra desfiada, curtíssimo por sinal, capaz de mostrar quase a totalidade das suas pernas e de levar Sirius ao deleite) em direção ao seu sutiã, e destruindo nesse ponto a sanidade da garota, que tentava erguer a camiseta dele o máximo possível, com as mãos em contato direto com seus ombros. A pele exposta dela foi logo sendo coberta por várias marcas extremamente vermelhas, cada uma delas sendo acompanhada por um gemido lânguido que escapava da boca seca de Lucy, instigando ainda mais o autor daquilo a continuar seu trabalho cada vez mais impudico; antes, porém, foi interrompido pelas mãos dela, determinadas de uma vez a arrancarem a camiseta branca dele, que impedia a visão total daquele peitoral maravilhoso, que ela explorava com firmeza.


Livre da peça de roupa, Sirius, de cabeça erguida, pôde reparar no ar de contentamento na face de Lucy, e voltou à sua ocupação concupiscente ainda mais satisfeito e caloroso, gemendo baixo, pressionando cada vez mais seu membro rígido por cima da roupa contra as penas dela, expressando claramente todo o seu desejo contido; e ela sentia perfeitamente o que ele queria mostrar naquelas condições, ela também o ansiava tanto quanto ele... sem conseguir se controlar mais, Sirius trouxe suas mãos até o fecho frontal do sutiã preto e o abriu, dando passagem para que primeiro as suas mãos, e depois os seus lábios pudessem alcançar os seios dela, fartos e rosados, que aos olhos de Sirius pediam por carícias. Ela se arrepiou por completo ao ser tocada daquela maneira, quase selvagem; e seu corpo contorceu-se involuntariamente quando a boca dele, quente e úmida, começou a estimulá-la, sugando inicialmente com delicadeza, e depois com toda a vontade que ele parecia ter. Sirius era habilidoso no que estava fazendo e aquela sensação estava levando a garota quase ao paraíso, totalmente entregue, ofegando de maneira desesperada, como se o ar não lhe preenchesse os pulmões. Aquele ruído de respiração descompassada ia enlouquecendo Sirius pouco a pouco, completamente; a cada instante ele se pressionava cada vez mais contra ela, movimentando-se num ritmo próprio, e tudo o que ela podia fazer era apertar ainda mais suas pernas contra a cintura dele e implorar mentalmente pra que ele não parasse.


Sirius então soltou-a e começou a abrir seu short, sem que Lucy esboçasse reação nenhuma, além do olhar ansioso na direção do que ele fazia. Ele abriu o zíper e puxou a peça de roupa pra baixo, até a metade do quadril, deixando aparecer a calcinha azul que ela estava usando.


Foi quando o fato mais inesperado (e extremamente indesejado) aconteceu.


 


-x


 


Lucy abriu os olhos, dando de cara com as paredes tão conhecidas de seu quarto, envolta por um lençol de linho branco, que também era dela, ou seja: aquele absurdo todo não tinha passado de fruto da sua imaginação.


- O que? Como assim, foi um sonho? EU NÃO PEGUEI SIRIUS BLACK EM CIMA DA PIA? Cara... que frustrante ._. ai... ele parecia pegar TÃO bem... cara... será que ele pega a Marlene daquele jeito? Meu Deus... eu to babando! – Babando era força de expressão, mas Lucy tinha acordado toda suada e molhada daquele sonho tão... realista. – Droga,infelizmente ele não me deseja loucamente... que pena! Ah... droga, acho que eu acordei cedo demais. Pelo menos eu tenho tempo de ficar aqui sonhando acordada até ter coragem de levantar e... – Seu pensamento (e seu plano) tinham sido interrompidos por batidas na porta. – Droga... o que será que minha governanta quer? Será que eu tava gemendo sozinha na cama e ela ouviu? Ai meu Deus, só me faltava essa! Deixa eu ver!


Lucy levantou e foi abrir a porta.


Não era a sua governanta.


- ...


- Oi Lucy... eu vim...


- AAAAAAAAAAAAAA! O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO AQUI? VOCÊ NÃO DEVIA ESTAR AQUI!


Era Sirius.


E ela bateu a porta na cara dele.


- Lucy! O que foi que eu fiz? O que aconteceu?


Ai meu Deus, AI MEU DEUS, AIMEUDEUS, AIMEUDEUS, O QUE ELE TÁ FAZENDO AQUI? SERÁ QUE ISSO NÃO FOI UM SONHO? SERÁ QUE EU BEBI DEMAIS E NÃO ME LEMBRO? AIMEUDEUS TO EM PÂNICOOOOOOOOOO! MEU JESUS O QUE EU FAÇO? AI MEU DEUS! AI! EU BATI A PORTA NO NARIZ DELE! AI AI AI AI AI AIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIAIAIAIAIAIAI AAAAAAAI


– Sirius, desculpa! – Ai, eu vou ter que abrir pra ver o que ele quer! Droga! O que foi que eu fiz?


- Lucy! O que ta acontecendo? Você se assustou? – Ela abre a porta.


- ...


- Fala comigo!


- ... – O susto dela, que já tinha sido grande, foi aumentado pelo fato dele estar usando exatamente a mesma roupa que ela tinha visto no seu sonho. – Ai meu Deus. Ai meu Deus. Ai caramba, eu não sonhei, eu peguei ele meeeeeeeeeeeeesmo, AAAAAAAAAAAAAAI MEU DEUS, ELE CHIFROU A LENE COMIGO, não é possível que aquilo não foi sonho! Não to acreditando! Cara! O que eu faço?


- Fala comigo! Eu to ficando preocupado com você!


- ...ai... na-não é nada, Si-Sirius... é que eu tive um pesadelo estranho e acabei de acordar, foi só isso! Pelo menos eu acho que era um pesadelo...


- Pesadelo, é? E foi comigo? Porque você tomou um susto tão grande!


- Bom, foi...


- Por acaso eu era algum tipo de estuprador que te forçava a fazer sexo comigo em cima da mesa? – Ele disse, num tom descontraído, agindo do mesmo modo que ela na outra vez que os dois estavam em uma situação quase parecida; mas a reação dela foi completamente inesperada.


- Não! Claro que não! Não tinha nada de estuprador! Muito menos de sexo! E muito menos de mesas! Por que isso agora? – E ela foi abaixando a cabeça ao mesmo tempo que ficava vermelha, ok, isso não tinha nada a ver com ela.


- É... Lucy, desculpa eu estar te constrangendo, eu também não tinha percebido que você estava de pijama...  - Puts!


- Eu to de pijama? – A garota olhou pra baixo, agora prestando atenção no que via, e ficou roxa de vergonha ao constatar que estava usando nada além de uma blusinha de alcinha branca, que desalinhada como estava expunha metade do seu decote às vistas dele, e uma calcinha de renda verde, nem um pouco decente praquela situação. Amaldiçoou-se mentalmente seiscentas vezes por ser preguiçosa o bastante pra nunca vestir o pijama, e mais seiscentas vezes por não ter trocado de roupa antes de ter ido abrir a porta. O estado de choque em que se encontrava era tão grande que prendeu sua completa atenção por uns instantes, e Sirius agradeceu a todos os santos, anjos e entidades místicas por ela não poder sequer levantar a cabeça, assim não pôde perceber também as... respostas que o corpo dele estava dando à situação.


- Olha, eu vou esperar do lado de fora, pra você poder se trocar, depois você vai lá.


- Ai! Ai meu Deus Sirius, que vergoooooooonha, que situação! Desculpa! Ai, Lucy Noelle Christhini Safada Azarada Cauldwell, você é um monstro, a descoordenação em pessoa. Aaai! Droga!


Enquanto ele saía, ela tratou de revirar a pilha de roupas usadas, procurando qualquer coisa que fosse mais apropriada pra situação. Acabou por colocar um short jeans (talvez tão indecente quanto o do sonho) e uma malha preta de mangas compridas por cima da blusa branca.


 Eu não existo. Não, eu não existo de verdade. ISSO É SACANAGEM! SACANAGEM DAS BRABAS, ah meu Deus, que vexame, eu acordo depois de ter um sonho erótico ao extremo com o cara e dez segundos depois ele bate na minha porta! Como se não bastasse isso, a maluca aqui dá um berro e bate a porta na cara dele, e no final, pra coroar a cena, eu me dou conta que to vestida igual uma biscatinha pronta pra seduzir ele! Argh! Nem que eu quisesse seduzir ele mesmo, eu teria usado uma blusa mais bonitinha... – Seu cérebro estava à beira de uma pane enquanto ela escovava os dentes no banheiro da suíte. – Agora, GEEEEEEEEEEEEENTE DO CÉU, será que isso foi um sonho mesmo? Afinal, o que ele veio aqui pra me dizer? E CADE MINHA MALDITA ESCOVA DE CABELO? Ainda vou ter que fazer o coitado esperar! Não é possível! Assim minha reputação com ele vai pro esgoto!


Mal sabia ela que do lado de fora do quarto, Sirius estava implorando aos céus pra que ela demorasse o máximo de tempo possível, ou pelo menos o necessário pra ele se “acalmar”.


- Meu Deus, o que eu vi lá dentro é a entrada pro Inferno... se eu pegasse uma mulher daquela uma vez só, eu ia cometer tanto pecado que minha alma já ia estar condenada pro resto da Eternidade, até quem sabe as três próximas reencarnações. Cara, ela é muito boa... muito boa!E eu não posso nem pensar nisso agora! Se ela abrir a porta e me ver nesse estado, vai ser a coisa mais vexatória que aconteceu na minha vida! Droga, droga, droga!


Suas divagações foram interrompidas pelo barulho da maçaneta e a voz da sonolenta habitante daquele quarto, que finalmente tinha conseguido se arrumar.


- Oi, Sirius? É, me desculpe pela demora, eu não conseguia achar meus chinelos...


- Ah, imagine Lucy, eu nem percebi.


- Ah... então, o que você veio me dizer mesmo?


-São duas coisas, a primeira é pra te chamar pro churrasco que vai ter hoje lá na casa do James e a segunda é que a Lily me mandou avisar pra você se eu te visse que ela quer se encontrar contigo pra falar sobre algo que ela não quis me falar ainda, e que é realmente importante, deve ser sobre ela e o James, e aí como eu estava passando perto da sua casa mesmo resolvi entrar e falar, mas eu não sabia que você estava dormindo; aí eu encontrei sua governanta lá embaixo e ela disse que eu podia subir e bater. Desculpe o incômodo e o constrangimento todo. - Ele não pode evitar um sorriso sacana, ele sabia que não tinha ido ali por acaso, ele estava ali de propósito, mas ela ficou hipnotizada no sorriso que a arrepiou até o final da espinha, pois era igualzinho o que ela tinha recebido no sonho, pqp, ela estava enlouquecendo – Não sei se já te disseram, sabe, mas você tem umas coxas enormes...


– Não, nunca disseram, mas obrigada pelo elogio Sirius, não sabia que você reparava em mim! – Ela devolveu ironicamente, concluindo a frase com uma piscadela, ok, agora era ela que estava brincando com ele, exatamente o contrário da ultima vez.


- Ah, o que é isso, claro que eu reparo! Ainda mais tendo você de calcinha na minha frente, realmente não teria como não ter notado. – Outro sorriso malicioso, e dessa vez o clima ficou estranhamente sério, deixando Lucy sem saber o que responder, mas ela sabia que ele tinha pegado mais pesado que ela, era uma pena ela não ter pensado em nada muito constrangedor da outra vez. Os dois não queriam pensar em Lene


- Ah, pare de ser abusado! – Foi a única coisa que ela conseguiu articular antes de uma risada, pra descontrair o momento. – Obrigada pelo recado, acho que vou ligar pra Lily agora. Vamos, eu acompanho você até a porta! – E ela o levou até o portão, despedindo-se dele com um beijo no rosto, pra logo depois entrar no hall da casa e agarrar o telefone.


- Oi? Alô, Lily? Sou eu né. Então, o Sirius veio aqui falar que você precisava falar comigo! Ai, espera. Agora sou EU quem precisa falar com você. E você vai vir até aqui. Ta? Vou esperar mesmo. Tchau, beijo!


 


-Ok, certo Lucy, agora se controle, você não está ficando louca e você não passou a noite com Sirius, foi só um sonho e você esta afetada por isso, somente isso e nada mais que isso. Pronto. Agora vá dar um jeito na sua juba. – Disse ela pra si mesma, enquanto respirava lentamente, tentando ficar o mais calma quanto fosse possível e subia para dar um jeito no cabelo.


 


 


 


______________ (Lily narrando) _____________


Eu levantei relativamente tonta e totalmente aérea sobre os acontecimentos da noite anterior, isso é... até e abrir os olhos e ver a alça da minha blusa pendurada no trinco da porta, uau, o que eu fiz?


Fui buscando as informações na memória e graças a deus eu percebi que eu mesma, muito obrigado, tinha tirado a alça, é obvio que eu não ia tirar a minha roupa daquele jeito, ia? Ou melhor, é obvio que eu não ia deixar um cara tirar a minha roupa daquele jeito...


Ai Deus, eu pensava que eu estomago ia pular de mim e descer as escadas rolando, obviamente eu estava muito nervosa, e obviamente eu estou dizendo obviamente demais, mas é que hellou! Eu ESTOU muito nervosa, fala serio, acho que poderia ficar aqui nesse quarto pra sempre e não sair nunca mais, isso é.. se eu não soubesse que tem um Sirius Black maníaco lá embaixo que provavelmente me levaria, pra encarar o James, nas costas exatamente como um saco sujo de batatas, então eu ignorei todos os pedidos do meu corpo/mente/alma/coração/seja lá o que for, e tadam, eu levantei, isso mesmo caro amigo, eu levantei da minha cama gostosinha e quentinha e fui pro banheiro, haha, só pra desencargo de consciência, eu vou te dizer o que aconteceu depois da gente ver o por do sol. (que romântico)


Foi assim, eu deitei minha cabeça no ombro dele, (haha, disso eu lembro) e ele ficou fazendo carinho no meu cabelo, então a gente conversou um pouquinho e começou o frio, te juro que quase morri do coração quando tive que eu mesma colocar a minha roupa, obviamente eu não estava muito ciente na hora que eu estava ficando praticamente pelada, mas deixa isso pra lá.. então a gente voltou embora, logo depois deu colocar as minhas roupas, e ele me beijou na porta do meu quarto, exatamente do mesmo jeito como aconteceu antes.. você sabe, no dia que eu fui pro quarto dele e tals.. bem, então eu entrei no meu quarto, fui tirando a roupa e jogando pra tudo quanto é lado, e desmaiei na cama.


Nada emocionante, eu sei.


Mas poxa vida, você queria que eu fizesse o que? Não ia tirar a roupa do guri lá né (sim, eu estou evitando o nome dele) E bem, foi assim que terminou.


Depois dessa missão cumprida (contar pra vocês), eu fui pro banheiro, nem ousei me olhar no espelho, fui lavando o rosto e pedindo pra Deus pra não ficar com a cara toda inchada, aleluia meu pedido foi atendido, então eu fiz xixi (você bem que podia ficar sem essa né? Haha, isso que  acontece com quem cuida da vida dos outros) e terminei as minhas obrigações higiênicas e fui caçar uma roupa, isso mesmo, caçar, porque eu preciso de algo pro calor e que tampe alguns roxos que eu sei que existem (é claro que ele tinha que me marcar né, haha, não seria James se não fizesse isso, ai eu teria que ficar preocupada mais ainda, tentando descobrir quem fez aquelas maldades comigo).Após segunda missão do dia cumprida, eu fui criar coragem pra descer as escadas e não tropeçar no caminho e me esborrachar no chão , terceira missão  já completa, eu fui andando em direção a cozinha.


 


-Bom dia! – eu disse pros dois, eu não ia falar um oi pra cada um, esqueceu que eu não quero dizer o nome dele?


-Acordou tarde Lily, ficou fazendo o que até altas horas? – Adivinha quem foi o ser maravilhoso que disse isso? Graças a Deus só estava eu, ele, e o J.. na cozinha, ou não, porque poderia estar só eu e o Sirius e daí eu não precisaria me esconder embaixo da mesa, não que eu tenha feito isso.


-Lindo dia né Sirius, parece que você acordou feliz. – eu disse mudando de assunto drasticamente enquanto dava um beijinho na bochecha dele e me sentava ao seu lado, de frente (por uma cadeira) de J... (sim, eu não direi o nome dele).


-Não tão feliz quanto o caro Jay aqui, parece que ele teve uma ótima noite. – Ai meu deus, o Sirius tirou o dia pra me matar, puta que pariu, eu esqueci de pedir pra Deus me livrar disso também.


-Então Lily.. – começou J.. olhando pra mim, com o rosto encostado nas mãos e o cotovelo apoiado na mesa – eu e o Sirius estávamos pensando em fazer alguma coisa hoje a tarde, um churrasco só pra gente sabe, meu pai me ligou e ele disse que só volta sexta, e a mãe me pediu pra dizer que te ama e que tá com saudade e que não é pra você esquecer que segunda vocês vão comprar um vestido.


-Uau, vocês vão me ignorar? – perguntar Sirius fingindo irritação.


-Você estava nos constrangendo Sirius.. – comecei na defensiva. – Mas a gente te ama.


-Não pensei que vocês estivessem constrangidos enquanto se pegavam loucamente no carro.


-Ok Sirius, a gente está te ignorando a partir de agora. – eu disse brincando, obviamente eu queria fugir dali e enforcar o Sirius com um barbante, não necessariamente nessa ordem.


Mas ele piscou pra mim, e eu entendi o porque de toda aquela exposição, ele estava tentando quebrar o gelo e fazer com que eu e o J... conversássemos depois de tudo que aconteceu, então eu pisquei que volta pra ele e me virei (com a quarta missão quase completa) para J...


-Mas vocês estavam pensando em que mesmo? – eu perguntei distraída, eu já tinha esquecido.


-Um churrasco, nada muito assim.. só pra gente mesmo.


-E a Lucy, e você sabe, a Dori, Anna, Lene, Remus... aah,  o povo. – completou Sirius.


-Gostei, mamãe me disse pra não ficarmos sozinhos em casa mesmo.


-Bom, já que ta tudo certo, eu vou ir atrás das coisas e vou avisar o povo. – falou Sirius se levantando.


-Passa na Lucy – eu pedi, então completei – Fala pra ela vir pra cá assim que puder.


-Ok, e não se enrosquem aqui na cozinha, o Vinicius ainda não acordou, mas vai acordar logo... caso queiram se pegar um pouco, arrumem um quarto, o meu esta disponível, só não usem a cama. – brincou Sirius, e eu corei até o coro cabeludo, putz, ele tinha que sair deixando o clima pesado desse jeito.


Assim que eu ouvi a porta bater eu olhei pra baixo, comecei a passar manteiga no meu pão e fui sentindo meu rosto esquentar cada vez mais.


-Não liga pro que ele diz, ele fez aquilo só pra te deixar assim. – disse J... delicadamente enquanto mexia com a colher.


-Eu sei, só não entendi muito bem porque de tudo isso, eu meio que pensei que ele estivesse tentando acalmar as coisas, não atiçar mais ainda. – Ok, eu disse isso sem pensar.


-Realmente... – e assim como acontece nos filmes, ele ia continuar a falar mas foi interrompido pelo meu ilustríssimo irmão, e bem, o Sirius tinha razão, era melhor a gente não ficar na cozinha mesmo, não que a gente fosse realmente ficar, você sabe.. só to dizendo pra desencargo de consciência.


-Bom dia.. – resmungou  Vini sonolento, ele se jogou na cadeira e então começou a preparar seu café, ele ficava extremamente irritado quando minha mãe não estava aqui, ele tinha acostumado a ter tudo prontinho.


Só que ele começou a conversar com J... e eu pensei que talvez ele estivesse até que feliz, provavelmente a noite dele com a minha amiga tinha sido bem boa, apesar de eu não querer sequer pensar nisso.


A Lucy me ligou assim que provavelmente o Sirius havia saído de lá, ela estava tão atarantada que eu pensei em não ir na casa dela imediatamente e dar um tempo dela se arrumar, sei lá. O que foi uma péssima idéia, passou-se mais uns vinte minutos com a gente ali conversando, até que meu irmão perguntou que horas a gente tinha voltado.


-Cedo – eu disse assustada.


-Mais ou menos cedo. - disse James ao mesmo tempo, e obviamente meu irmão ficou com aquele ponto de interrogação no rosto que demonstrava que ele não estava entendendo nada e estava desconfiando de algo.


-Ah, não era tarde, era cedo. – eu disse amistosamente pro J..., meu irmão parecia desconfiado demais pro meu gosto.


-Não era cedo, mas também não era tarde Lily.. – ele entendeu a deixa e a gente continuou com a conversinha.


-Ah, fala sério, você dirige igual a minha avó, você tem razão quando disse que foi mais ou menos cedo, o tempo que você demorou vindo de lá pra cá foi enormemente desnecessário.


-Enormemente desnecessário é um expressão desnecessária, sabia? – Então a gente começou a brigar (não era de verdade, eu acho), meu irmão logo se esqueceu do que tava perguntando e foi tentando amaciar a briga, então eu decidi sair dali e disse que ia pro Castelo um pouco, eu estava com medo de ficar ali e acontecer de soltar outro bola fora, e eu nem me toquei que tinha que ir na casa da Lucy, se tivesse lembrado teria saído correndo pra lá.


Recusei o pedido de J... pra me levar até lá, eu já sabia o caminho, então eu fui sozinha, completamente consciente do fato de que não deveria estar ali. Passei correndo pelo enorme corredor e entrei ofegante naquele mini-teatro,  e pensando nisso eu comecei a divagar sobre como eles tinham dinheiro, teria custado provavelmente o preço da casa pra construir aquele mini-castelo aqui, ou até mais, só que deixei isso pra lá e fui ouvir um pouco de música, eu estava moída demais pra dançar.


Eu deitei no palco gelado,com os pés quase relando no chão (não era muito alto o palco) e fiquei esperando o chão esquentar, a musica nem estava muito alta, mas eu sentia um pouco de dor no ouvido e talvez por isso eu não tenha ouvido alguém se aproximar.


Eu só percebi que J... estava ali quando ele ficou no meu campo de visão, então ele deitou do meu lado (assim, sem mais nem menos) e eu deitei inteira no palco, com meus pés não mais tocando o chão, no que ele me imitou.


-Desculpa, eu não queria ter que meio que brigar com você lá embaixo. – ele disse.


-Sem problemas, não seria exatamente normal se a gente convivesse em paz mesmo. – eu brinquei, eu estava extremamente nervosa de estar deitada ali naquele palco com ele deitado tão perto de mim e com o rosto virando pro meu rosto.


-É meio estranho tudo isso né, geralmente a gente não se suporta, mas vive...


Eu ri antes dele terminar, eu nunca pensei que teria esse tipo de conversa com ele, na verdade, eu meio que sentia que nosso relacionamento seria apenas brigas e uns amassos ás vezes, não que eu quisesse me submeter a esse tipo de coisa, mas ah, é complicado.


-Acho que a explicação pra isso é que a gente tem química. – eu disse depois que parei de rir, então eu comecei a ficar mais nervosa ainda, ele estava em silencio.. e pensando na besteira que eu poderia ter dito, eu tentei consertar – Ou não, talvez um pouco.. sei lá...


-Na verdade eu acho mesmo que a gente tem química, creio que a gente se entende quando não estamos conversando.


-Realmente...


Então aparentemente o assunto morreu, e novamente eu pensei que tinha que dar um jeito de fazer a conversa fluir sem ter que brigar com ele, mas ele disse algo antes:


-Eu não queria que fosse assim sabe, a gente brigando o tempo todo mas se vendo escondido – Ainda bem que ele disse “se vendo” ao invés de “se pegando”que é o que se encaixaria melhor.


-Você queria que fosse como então? - Sim, eu precisava saber.


-Sem a parte das brigas sabe.. – ele disse maroto, rindo um pouco da situação e eu fui relaxando um pouco, meu corpo estava tenso.


-É, eu acho que seria bom se a gente não brigasse tanto, mas parece que é mais forte que eu, você consegue me irritar de uma maneira sem igual. – Ok, eu estava relaxada demais agora, provavelmente deveria ser um pouco mais delicada.


-É um dom, eu sei.. – brincou ele, mas continuou – só que você também me irrita, não sei porque, mas de alguma forma sou suscetível ao seus comentários.


-É um dom – eu brinquei, então fiquei em silêncio, eu não sabia o que dizer.


-Eu poderia propor um acordo de paz, você sabe.. mas sei lá, não parece muito sensato, não acha?


-Concordo, mas sinceramente, não acho muito sensato, tampouco, a gente brigar feito loucos na frente dos outros e depois “se ver” numa boa.


-A gente não “se viu” exatamente numa boa – brincou ele – Esqueceu que eu tive que te obrigar?


-Ah é, verdade.. – eu ri com ele, entre a gente o nosso relacionamento era fácil, eu pensei, então disse isso pra ele, que concordou comigo.


-Tem razão Lily, mas eu não sei o que fazer..


-Nossos pais teriam uma síncope se descobrissem o quanto a gente se entende quando eles não estão aqui. – Sim, eu queria por as coisas em panos limpos então.


-Meu pai me disse pra ficar longe de você – ele disse culpado, eu totalmente fiquei assustada, então perguntei:


-Por quê? – Será que era obvio que eu ia me atirar em cima dele? Eu pensei assustada.


-Porque ele sabe como eu sou. – ele disse simplesmente, mas havia uma nota de culpa da voz dele.


-E como você é? – eu perguntei curiosa, obviamente não estava entendendo a conversa muito bem.


-Eu sou o tipo de menino que meninas como você não se envolveriam, se fossem sensatas.


-Ok, fui chamada de insensata por tabela, mas eu quero saber que tipo de menina eu sou, porque eu não estou entendendo nada. – eu disse simplesmente, e eu nem me chateei por ter sido chamada de insensata, eu estava mais preocupada em decifrar o que ele dizia.


-Bem, eu posso só te dizer que eu sou o tipo galinha, que usa e joga fora sabe, e é exatamente por saber disso que meu pai me proibiu de me aproximar de você.


Ok, a sinceridade dele me assustou, eu sabia que ele provavelmente era desse tipo, mas eu não pensei que ia ouvi-lo dizer que era assim.


-Ele te proibiu? – eu ignorei a parte do usar e jogar fora.


-Exato, e disse que se eu te magoasse ele faria picadinho de mim, e ele falou sério... mas eu nunca pretendi te magoar ou coisa assim, irritar talvez, mas não magoar.


-Então não tem motivo pra você ficar assim... você não desobedeceu ele.


-Você está esquecendo da parte do ”fique longe dela”. – ele completou sem me olhar.


-Ainda dá tempo, eu prometo não dizer pro seu pai as maldades que fez comigo. – eu disse meio brincando apesar de falar serio, mas não sabia se era muito verdadeiro o fato de ainda dar tempo.


-Eu não acho que de tempo, e eu também não quero ficar longe de você, eu acho. – ele concluiu rindo, provavelmente percebendo que estava falando “eu acho” demais.


Ri com ele, mas eu queria saber o que aconteceria então.


-E..? – eu perguntei, querendo que ele concluísse seu pensamento.


-E... eu não sei... o que você acha?


-Eu acho que a gente deveria parar de brigar, diminuir só um pouco.. e bem, eu não acho que você deva ficar longe de mim e também não acho que você vai me magoar ou sei lá o que... na verdade, eu acho que você deveria fazer o que tem vontade de fazer. – Ok, eu espero que isso não tenha parecido tão meloso quanto eu pensei que fosse.


-Tem algo que eu quero fazer, mas não vou. – ele disse maroto, totalmente enigmático.


-E o que é?


-Te beijar. – ele sorriu, e então disse – Eu vou esperar você fazer isso, se você quiser.


-Você pode esperar bastante, sabia? – eu perguntei rindo, querendo ignorar o gelo no meu estomago.


-Tudo bem, eu sou um cara paciente. – ele sorriu pra mim, nossos corpos estavam mais próximos agora e aquilo simplesmente não parecia suficiente pra mim.


Então eu me inclinei na direção dele, fui chegando mais perto bem devagar, querendo aproveitar ao máximo os segundos antes de beijá-lo, mas rapidamente meu rosto estava perto demais e aí nos já estávamos se beijando. Era incrível a sensação da boca dele na minha, tinha gosto de desejo, só que agora parecia mais com carinho, e meu coração batia como se eu estivesse prestes a pular de um penhasco sem proteção alguma.


Não era como ontem que a gente se pegava loucamente, agora as coisas estavam mais calmas e era maravilhoso daquele jeito, mas a gente tinha que se soltar uma hora.


-Viu oh, a paciência é uma virtude, Deus ajuda quem tem. – ele brincou e eu deitei minha cabeça em seu peito, eu estava um pouco confusa.


-E agora? Como vai ser? – eu perguntei enquanto fazia carinho nele, eu me sentia tão boba.


-Não sei, o que você quer? – Ele perguntou enquanto mexia na minha franja, jogando ela de um lado pro outro.


-Eu sei o que eu não quero, e eu não quero nossos pais nos nossos pés. – eu disse rezando pra ele entender o que eu estava querendo dizer realmente.


-Eu também não quero isso, então algumas possibilidades já estão descartadas.


-É – eu concordei e nós rimos, fazia um barulho engraçado quando ele ria, já que eu estava com o ouvido encostado no corpo dele. – Sabe, eu não quero um titulo, entende?


-Algo do tipo, “ficante”, “namorado”, “rolo”, “pega escondido”? – ele perguntou me olhando, virando meu rosto pra olhar pra ele também.


-Exatamente isso, é isso que eu não quero entende.


-Entendo, mas isso não ajuda muito.. sabe.. o que seríamos? - Boa pergunta, ponto pra ele.


-Que tal algo inédito? – eu pedi. – É só que eu não quero ter que me preocupar nem ter responsabilidades muito menos ter que enfrentar alguém, entende?


-Entendo, ou não. – ele disse confuso, obviamente ele tinha toda razão de estar assim, nem mesmo eu estava entendendo tudo muito be,


-Eu quero estar com você, mas eu não quero estar com você, entende?


-Ah, então você quer abusar do meu corpinho sem ter que se preocupar, é isso? – ele brincou, mas eu percebi que ele meio que entendeu o ponto.


-É, eu quero abusar de você. – eu brinquei.


-Ok, mas você não acha isso muito superficial? – ele estava falando sério agora, e eu percebi que realmente ele tinha entendido o ponto.


-Eu acho que facilitaria as coisas, pelo menos por enquanto, entende, é tudo muito confuso, você é meu irmão, na verdade não é, mas é como se fosse, ou deveria ser como se fosse, e a gente briga tanto, mas daí depois a gente ta se amassando como se o mundo fosse acabar, e ai então é como se fossemos puro mel, eu realmente não consigo me encontrar dentro dessas versões de nós dois. – eu disse um pouco rápido demais, mas ele conseguiu me acompanhar.


-Eu também não,mas eu quero ver você, já que não temos um título. – ele brincou, e eu suspirei aliviada dele ter entendido o que eu queria dizer, já que nem eu entendia muito bem.


-Eu também quero ver você.. – eu concordei antes de beijá-lo de novo, ai deus, aquela sensação era tão boa, tão reconfortante. E então nós ouvimos passos.


Um saiu de perto do outro o mais rápido do que alguém possa dizer liquidificador-com-defeito, e obviamente meu coração estava saindo pela boca, até que eu ouvi risos, e percebi que era o desgraçado do Sirius que estava rindo de nós parado a uns seis metros de distancia. Se eu pulasse eu poderia alcançar ele e tirar sua cabeça fora.


-Porra Sirius! Que susto cara! – berrou James sem perceber que estava dizendo palavrão, ele estava vermelho e totalmente enraivecido.


-Consciência pesada que fizeram vocês pularem longe um do outro? Ah, não respondam, não precisa.. e que bom que vocês seguiram o meu conselho, mas acho que a Lily merece mais conforto, não acha? – ele estava se divertindo muito, obviamente.


-Sirius, eu pensei que fosse o Vinicius ou sei lá quem, quase morri do coração.


-Por falar em morrer do coração, cara Lily, vou esquecer que me ignorou e dizer que a Lucy está te esperando lá na sala, estranhamente ela recusou minha oferta de vir até aqui. – ele sorriu tão sacana que Lily teve um pressentimento do porque da afobação da amiga, então se lembrou do bolo que tinha dado nela.


-Putz, esqueci que era pra mim ir na casa dela. – eu disse batendo a mão na testa. – Vou ir la agora mesmo, ela deve estar doida comigo.


-Vai lá ruivinha, mas antes dá um beijo no seu Jayzito.


-Caçamba Sirius! Hoje você ta o cão hem. – disse James olhando irritado pro amigo.


-Hey, eu to tentando te ajudar... você deveria ficar agradecido.


-Oh Sirius, que fofo, você é um amigo muito dedicado e a gente te ama – comecei fazendo carinho no cabelo dele, então fui até James e dei-lhe um beijo no rosto. – Agora eu preciso ir rapazes, não se matem ai.


E eu saí dali rapidamente, não querendo que o Sirius me obrigasse a beijar James ali mesmo, meu coração estava a mil e eu tinha certeza que não ia me recuperar do susto tão cedo, com certeza o Sirius iria me pagar, mas antes eu tinha que descobrir o que a Lucy tinha.


Cheguei rapidamente na sala, mas nem tive tempo que falar com Lucy, na hora em que eu entrei Lene rapidamente entrou pela porta, agarrou meu braço desesperada e disse:


-Eu estou colapsando, preciso falar com você agora.


 


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N/a - AMOORES DA MINHA VIDA! Esse capitulo foi dividido em duas partes, era pra ele ter o dobro de tamanho, mas eu nao dei conta de terminar a tempo, então decidi dividir ele em duas partes, a segunda eu espero postar em breve, e gente, se nao fossem os comentários de vocês eu juro que abandonaria a fic, grazadeus eu tenho vocês pra me incentivarem.. e a musica que toca qdo a Lucy dança no sonho é a Meneater da Nelly Furtado :D e gente, valeu mesmo viu, amei todos os comentários e desculpem  a demora.. beeijos;*


 


n/manuh: oooooooi leitores, zuzobem? Como vão? :) é, vocês não me conhecem, mas eu estou caroçando nesse capítulo da fic (lindona, por sinal) da Vah e vim escrever putaria aqui! Huhu. Espero, do fundo do meu coração juvenil, que vocês tenham gostado da cena e que tenha ficado tuudo bem escritinho! Que não tenha sido viajado demais! E nem cafona demais! É, eu tenho complexos com essas coisas, mas enfim, CONTINUEM LENDO a fic da cabeçuda aí, virão capítulos muito melhores, com lindas ceninhas J/L, e mesmo que ela tenha bloqueios e fique sem escrever por um tempo (ai tadinha, ela tem passado por crises) ela vai entregar tudo, pro bel-prazer de vocês! E eu estou por dentro de todas as novas idéias! Hihi =) e só pra esclarecer, a Lucy-safadona é MINHA personagem, e a bandidinha ai roubou ela de mim pra colocar na fic. (por isso EU tive que escrever esse capítulo, senão ele não saía.) maaaaas, acho que é só! Beijo pra todo mundo, e continuem lendo meeeeeeeeesmo, se a fic perder audiência por causa desse capítulo random ela me mata. HÁ. Vou aproveitar pra fazer meu jabá aqui ó: www.fanfiction.net/~manuhmalfoy (: agora tchau! Fiquem com a importante N/A da Vanessa, ela vai falar de coisas decentes e sérias nessa fic! :D :*


 


N/b- Oieee...gente como eu toh feliz de finalmente ver um novo cap!!!aaaiii eh sério...eu tenho certeza que vcs ficaram igualmente felizes...^^.. eu tenho que parabeniza Manuh (pela parte da Lucy) e a Vanessa (por todo o resto)...cara o cap tah simplesmente MARAVILHOSSO!!!EU AMEI!!!sério...quem num disser que gostou eu mato...¬¬’...bem parabéns!!!esse cap tah PEFEITOOO!!!!eu realmente espero que vc num demore mais para att viu dona Vanessaaa!!!eu cheguei a pensar que vc ia nos abandonar...bom saber que num!!!^^..oaksoakoskaoskoaks...então eu voh ficando por aki...


Beijãooo!!!


Lethicya Black

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