Olá... primeiro um aviso.. esse cap ta sem betagem tb... minha beta ainda naum conseguiu olhar nem o sétimo nem esse, por isso se encontrarem erros e essas coisas por favor, relevem... assim q possivel vou colocar o betado.. mas enquanto isso estou colocando assim mesmo pra vcs naum ficarem sem fic... eu sei o qt é chato ficar sem saber a história... rss...
Bom, acho q é isso por enquanto..espero que gostem....
Bru Black
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- Por Merlin, querido o que aconteceu com você? Está imundo. – Falava Katherine com sua voz arrastada enquanto limpava um pouco de farinha dos cabelos de Malfoy.
- Ah nada.
- Quem é essa mulher?- O tom de Katherine era depreciativo.
- Essa é a auror Granger, Kath.
- Granger? Essa ai não é a sangue-ruim que estudou com você em Hogwarts?- Ela falava como se Hermione não estivesse na sala.
- É ela mesma, vai ter que ficar aqui por uns tempos.
- Porque?
- Porque sim.
- Porque?
-Já disse, porque sim.- Disse Draco já se irritando.
- Você não esta me traindo com ela está Draco?- Katherine fez questão de enfatizar o “ela”.
- Claro que não.
- Espero que não mesmo, para seu próprio bem, mesmo porque seria muito mau gosto. Ela é horrível.- Katherine dizia enquanto olhava para Hermione com desprezo.
- Olha aqui sua vaca, horrível é a sua mãe.- Enfurecia-se Hermione.
- Como se atreve a falar mal da minha mãe com essa boca imunda, sua sangue-ruim nojenta.
- Eu falo de quem eu quiser sua vagabunda de beira de estrada...
- Como é que é?
-VAGABUNDA!- Hermione não entendia porque estava com tanta raiva daquela mulherzinha.
- Chega!- Gritou Malfoy quando viu que Kath ameaçava responder para Hermione, pegou Kath pelo braço e a arrastou para um canto da sala para falarem com mais privacidade.
- O que você está fazendo aqui Kath? Você não disse que iria ficar com seu pai?
- Eu vou ficar, mas passei só pra fazer isso.- E dizendo isso beijou avidamente Malfoy, mas não sem antes olhar para rosto de desagrado de Hermione.
Hermione assistia a cena silenciosamente, mas por dentro seu peito gritava... Aquela mulher despertava os seus piores instintos, pensava em várias maneiras de causar dor naquela mulherzinha oferecida, esse pensamento a assustou, seria isso ciúmes?
Após vários beijos Katherine de despediu de Malfoy e aparatou de volta. Hermione já havia se retirado da sala havia um tempo, mas ainda estava bufando de raiva, ela não entendia o porque disso. Malfoy a encontrou apoiada na pia da cozinha com uma faca nas mãos, com um ar quase assassino. Hermione percebeu quando ele entrou na cozinha.
- Ela já foi embora. – Disse Malfoy timidamente.
Não houve resposta.
- Ela só veio me desejar um Feliz Ano Novo. – Malfoy tentava puxar assunto.
Novamente nenhuma resposta.
- Da pra você falar alguma coisa?
- Falar o que?- Perguntou Hermione enfurecida.
- Porque esta tão brava?
- Porque aquela vaca me xingou.
- E você está fazendo o que agora? E não chame ela de Vaca.
- A chamo do que eu quiser!
- Não quero que fale assim da minha namorada enquanto estiver aqui.
- Ohh sua namorada.. quanta honra... – Disse Hermione debochada.
- È uma honra sim. – Disse Malfoy, Hermione explodiu numa gargalhada.
- Namorar você? Uma honra? – Outra gargalhada..
- Bem que você queria. – As risadas cessaram imediatamente.
- Nem sonhando Malfoy eu namoraria você, o único sentimento que tenho por você é asco.
- Não foi o que pareceu quando nos beijamos ontem.
-Aquilo foi um erro.
- Um erro que você gostou.
- Quem disse?
- Eu disse, seu corpo diz Granger, quem você quer enganar? Você me deseja.- Enquanto Malfoy dizia isso Hermione percebia que era absolutamente verdade.
- É lógico que não.- Disse Hermione enquanto se afastava de Malfoy.
- Se não sente nada por mim , então porque esta se afastando.
- Já disse , porque você me dá asco... –Suas palavras saíram sem força, sem convicção e percebendo isso, Malfoy foi se aproximando cada vez mais, ate que estavam com os rostos colados novamente.
- Eu percebi como me olhava enquanto a Kath estava perto de mim.- Sussurrou Malfoy ao ouvido de Hermione..
- Malfoy, cala a boca!.- O perfume de Malfoy era inebriante, era impossível ter coerência nos pensamentos com o Malfoy tão perto dela assim.
Não conseguindo se conter Hermione colou seus lábios nos dele. Mas no instante que percebeu o que tinha feito se afastou rapidamente.
Hermione decidiu tomar um banho para se acalmar. Foi o banho mais longo da vida de Hermione, a água quente trazia a tona tudo aquilo que ela havia empurrado para o fundo de seu coração. Como ele poderia mexer tanto com ela mesmo depois de tento tempo?
Terminou o banho e arrumou-se cuidadosamente, como se quisesse prolongar o momento de rever Malfoy. Ele não havia saído de sua cabeça um segundo sequer e ela estava se forçando a lembrar que era uma mulher casada, mas não estava funcionando.
Ao sair do banheiro deparou com Malfoy que estava a sua espera.
- Hermione, precisamos conversar.
- Que você quer falar? Estou um pouco cansada.
- Sobre várias coisas, acho que já adiamos tempo demais certos assuntos.
- Não sei do que você ta falando Malfoy.
- Sabe sim, não adianta negar, você acha que eu não percebi como você me olhou lá na loja quando me encontrou, e o nosso beijo? Não finja que você não sentiu o que eu senti.
- E o que importa o que eu senti? Você nunca ligou pra isso antes mesmo?
- Quem disse? - Perguntou Malfoy.
- Eu estou dizendo, você acha justo fazer o que você fez comigo?
- Foi você que começou com isso. - Acusou Malfoy.
- O que? Eu comecei com isso? Eu? - O descontrole começando a tomar conta novamente de Hermione. - Se fui eu que comecei, com certeza não fui eu que terminei, ou isso você também não lembra?
Hogwarts – Sala Precisa
- Que você está fazendo aqui Malfoy?
- Eu que te perguntou isso Granger? Como entrou aqui? _ Ambos estavam tão nervosos que nem perceberam que a resposta estava na cara deles.
- Do mesmo jeito que você, idiota. – Disse Hermione, na mesma hora os dois perceberam o que tinha acontecido.
- NÃO!- gritou Hermione
- NÃO! - Gritou Malfoy.
- Você não pode ser... - Balbuciava Hermione.
- Era você? Não pode ser. Por Merlin, uma sangue-ruim.- Você está feliz não é sua sangue-ruim nojenta?
- O que?- Perguntava Hermione perplexa
- Ta feliz né? Descobriu que eu respondi aquele seu bilhetinho patético e quis me zoar, brincar com a minha cara, como eu fui idiota, ta feliz né sua imbecil, ou melhor, eu fui imbecil, deve ter se divertido muito né? Só em seus sonhos que um Sangue-puro como eu, vindo de um das famílias mais tradicionais bruxas iria me relacionar com uma trouxa como você.
- Eu não sou trouxa, sou bruxa.- Respondeu Hermione revoltada.
- Tanto faz, é indigna de qualquer jeito.
- Indigna de que? De você? – Perguntou Hermione com um misto de humor e ódio na voz.
- Sim, indigna de mim. – Malfoy falou como se isso fosse a coisa mais clara do mundo, como quem fala com uma criança.
- Você é patético sabia? Ou melhor, não sabe, sempre te trataram como um “rei” ou superior, deixo te falar uma coisa, você não é superior, de todas as pessoas que eu conheço, bruxas ou não você é pior que eu já tive o desprazer de conhecer, você age como se fizesse um favor ao mundo por estar presente, mas não é, o mundo, as pessoas que fazem um favor em te aturar, você é arrogante, prepotente, não em compaixão por ninguém, não conhece o significo de afeto, e sabe porque? Porque ninguém gosta de você, ninguém, nem seus pais e você sabe disso, mas também como pode ser possível gostar de alguém que maltrata, agredi tudo que passa por ele? Todos que te rodeiam só fazem isso por interesse, porque sabem a influência que sua família tem, o respeito por alguém não se compra, as pessoas podem até fingir que gostam, que te respeitam, mas riem pelas suas costas, você é patético, se acha o maior mas não é, se acha a pessoa mais bonita e mais rica do mundo,mas não é, e mesmo que fosse isso não resolveria nada se você continua sendo essa pessoa ridícula que você é. Você pensa que eu tive a intenção de me relacionar com você? Se eu soubesse por um instante que era você que escreveu aquele bilhete eu nunca, nunca mesmo,teria respondido. Eu que pergunto, foi divertido rir de mim? Fingir que era além sensível só pra eu cair na sua brincadeira ridícula? Nunca ninguém me magoou e zombou de meus sentimentos como você fez Malfoy , eu nunca vou te perdoar e sinceramente espero que nada de bom aconteça na sua vida, porque você é um bosta, nada mais que isso. – Hermione terminou chorando seu discurso inflamado e saiu correndo da sala precisa.
Tempo atual.- Casa do Malfoy
- Me diz Malfoy, eu que comecei com isso? Fui eu que fingi ser alguém que eu não era?- Perguntou Hermione.
- Eu não fingi ser nada.
- Não imagina, você com certeza é uma pessoa sensível. – Falou Hermione com sarcasmo.
- Quem disse que eu fingi ser alguma coisa?
- VOCÊ ME USOU, ZOMBOU DE MIM SEU IDIOTA. – Disse Hermione descontrolada.- FINGIU NÃO SABER QUE ERA EU QUE ESCREVIA, FINGIU SER ALGUÉM SENSÍVEL.
- PARA DE GRITAR! – Gritou Malfoy.
- PARA VOCÊ! – Gritou Hermione.
-PARA DE SER TÃO IRRIANTE HERMIONE.
-PARA DE GRITAR!!!!!!
.... ( Silêncio)
- Ta bom, eu paro. Porque você ta gritando se foi você que estragou tudo fingindo que não sabia que era eu que estava escrevendo?- Indagou Malfoy.
- Mas eu não sabia seu retardado. – Disse Hermione.
- Não? – Perguntou Malfoy confuso.
- Não? Você é que sabia e por isso quis me irritar, me magoar. – Disse Hermione.
- Eu não sabia de nada, fiquei sabendo naquele dia, na sala precisa quando você entrou, até aquele momento eu não tinha idéia de quem eu tava falando.
- É sério isso Malfoy? – Hermione estava incrédula.
- Claro que é sério, é verdade que você não sabia que era eu que tava escrevendo?
- Sim. – Respondeu Hermione e ambos perceberam que era verdade.
Estavam em silêncio agora, remoendo e revisando acusações que agora se revelaram infundadas.
- Isso não muda nada as palavras que você disse pra mim naquela sala. – Disse Hermione.
- Nem pra mim, ou você se esqueceu do me falou também? Disse Draco. – Apesar de saber que a maioria daquilo era ou ainda é verdade tem certas coisas que você não tinha o direito de dizer.
- Mas era verdade. – Disse Hermione.
- Sim, mas magoa do mesmo jeito, você acha que eu gosto que joguem na minha cara que meu pai não gosta de mim?
- Você disse que eu era uma sangue-ruim-nojenta.
- Eu sei o que eu disse e não vou fingir que não falei, nem vou dizer que ainda não penso em você como uma sangue-ruim. – Hermione fez uma cara de incrédula e de raiva. – Por favor, me deixe continuar, eu penso em você como uma sangue-ruim porque fui criado pra isso, minha vida toda eu fui treinado a pensar assim e desprezar pessoas como você. Faz parte de mim, por mais que eu tenha consciência, hoje, de que isso não é certo, ainda acabo pensando e diferenciando as pessoas pelo sue tipo de sangue, mais hoje eu consigo perceber que apesar de existir essa diferença há coisas muito mais importantes, o caráter, a índole, a lealdade, a coragem e isso, por mais que me custe admitir, eu sei que você tem de sobra Hermione.
Hermione foi pega de surpresa, não esperava elogios vindos dele, mesmo sem perceber começou a chorar; estava chorando por tudo, pelo que ele disse, por ela, por sua falta de sorte no amor, por sua vontade reprimida de abraçar, de beijar Malfoy, por tudo. Malfoy ficou desesperado em vê-la chorando, imaginando ser por sua culpa.
- Me desculpa Hermione, não chora, por favor, por favor. _ Disse Malfoy enquanto secava com as costas da mão uma lágrima do rosto de Hermione.
Mas Hermione não parou.
- Por favor, não chora, me fala por que você ta chorando?É por minha causa? Eu vou embora...
- Não! Fica aqui, não vai embora não.
- Então me diz, porque você está chorando?- Implorou Malfoy.
- Por tudo, por esse engano no passado que mudou todo o nosso presente, pelo meu azar na vida, por não ter conseguido nada, por ser isso. – Respondeu Hermione, fazendo um gesto de desaprovação enquanto mostrava seu corpo.
- O Que você ta falando? Você é incrível Hermione, é uma auror de sucesso, é bonita, ta casada com alguém que gosta, tem uma casa, uma família, dinheiro, e eu? Olha pra mim, eu não sou nada, moro num casebre, perdi toda minha fortuna, namoro alguém que nem gosta de mim, meu trabalho é uma droga, não tenho amigos, família e nem dinheiro, sou um ex-prisioneiro, e magoei única pessoa que um dia acho que gostou de mim de verdade.
- Você não sabe de nada sobre mim. Acho que a única verdade que você disse foi que eu sou uma auror de sucesso, porque o resto nada é verdade. Apesar de ainda gostar do Rony, ele foi o maior engano da minha vida, ele se revelou alguém rancoroso, imaturo e que sente não amor por mim e sim inveja, ser uma auror de sucesso só me trouxe coisas ruins, nenhuma boa. Família eu não tenho já que meus pais morreram e o Rony não quer filhos, e pra que me serve o dinheiro se não sou feliz?
- Não sabia que seus pais haviam morrido. – Disse Malfoy.
- Morreram a dois anos, acidente de carro.
- Também não sabia que você se sentia assim em relação a sua vida, pra quem vê de fora, parecia que sua vida era perfeita Hermione.
- Porque ta me chamando pelo meu nome agora?
- Depois disso tudo, acho estranho chamá-la de Granger, mas se você preferir.
- Pode me chamar de Hermione, e eu te chamo de Draco, combinado?
-OK.
- Eu nunca imaginei que você seria capaz de escrever coisas sensíveis. – Disse Hermione enquanto olhava para seus próprios pés.
- Nunca imaginei que seria você que estava escrevendo aquilo, na verdade era surreal demais acreditar que alguém estava gostando de mim.
- Por que?
- Por que, como você disse naquela tarde na sala precisa, as pessoas não gostam de mim, aproximavam-se por causa da grana de meus pais, e não por mim, nunca fui um galã exatamente e ainda mais com a minha fama, não esperava que alguém gostasse de mim sem saber que era eu.
- Não queria ter dito aquelas coisas a você naquela tarde. Me desculpe.
- Me desculpe também Hermione, você é uma pessoa incrível. – Malfoy nunca havia sentido nada tão forte por alguém, ele não sabia exatamente o que era, mais ele sentia algo.
Os corpos dos dois estavam próximos, e o desejo de um pelo outro nunca foi tão forte. Por impulso Malfoy aproximou-se ainda mais de Hermione e em movimento rápido passou uma das mãos pela nuca de Hermione aproximando seus lábios dos dela. O beijo era doce, mais urgente, preenchia cada espaço de suas bocas, era quente e avassalador, inebriante. Hermione recobrou a consciência e com outro movimento rápido posicionou a mão no peito de Malfoy e se afastou de seus lábios.
- Isso é errado Draco, você tem namorada e eu sou casada. Não podemos mudar, tentar apagar e compensar o que aconteceu no passado. Não posso fazer isso.
Hermione se trancou novamente no banheiro e passou os dedos sobre os lábios enquanto relembrava o melhor beijo de sua vida.
Já haviam passado mais de duas horas e Hermione ainda não havia saído do banheiro, ela continuava chorando, não havia sentido de se sentir feliz pelo que eles haviam acabado de descobrir, a vida foi injusta com ambos, apesar de terem sua parcela de culpa, ambos acabaram julgando e desprezando um amor puro e hoje não tinha mais volta. Hermione tentava se convencer de que foi melhor assim, mais não conseguia, o único modo era se apegar no trabalho, seu dever por responsabilidade chamou mais alto e ela se lembrou que afinal estava em uma missão e que para tanto devia se portar como uma auror, e além de tudo o Malfoy ainda era o Malfoy, apesar dele ter escrito aquelas cartas doces e tudo mais ele continuava sendo um ex-prisioneiro, continuava sendo o que ele sempre foi, e ele não mudaria por ela, Hermione sabia disso.
- Hermione você está bem?- perguntou Draco preocupado.
- Estou, me de 5 minutos que já vou sair daqui.
- Malfoy, precisamos conversar.- Hermione estava séria.
- Pode falar Hermione.
- O melhor a fazer é esquecermos tudo que aconteceu, hoje, em Hogwarts, enfim, tudo, e se não se incomodar, por favor, me chame de Auror Granger, ainda estamos em uma missão.- Cada palavra que Hermione dizia parecia rasgar seu peito, era uma dor indescritível, tudo aquilo era mentira, ela estava tentando mentir para si mesma, queria por um ponto final nessa história com o Malfoy, mas isso a estava destruindo.
Aquilo pegou Malfoy desprevenido, ele nunca havia se mostrado tanto a alguém como havia feito a Hermione aquela tarde. Um rancor brotou em seu coração.
- Sem problemas Sra. Auror Granger. – o rancor era latente enquanto ele falava.- Quando podemos começar a missão? Afinal não quero perder muito do meu tempo ficando aqui com você.
Essa era nova tática de ambos, magoar para não ser magoado.
- Amanha começamos, preciso ver alguns detalhes ainda e em seguida podemos ir, assim você não perderá seu tempo comigo.
- Ótimo.- falou Malfoy.
- Ótimo.- Rosnou Hermione.
Hermione foi para a cozinha terminar o jantar, afinal ainda era Ano Novo, parecia que aquele dia não teria mais fim. Enquanto Hermione cozinhava relembrava o que tinha acontecido, e um calor foi subindo pelo seu peito, tudo que ela tinha sonhado por muito tempo tinha acontecido, Malfoy realmente tinha escrito tudo aquilo, ele realmente era uma pessoa doce afinal, mas por outro lado o que ela poderia fazer agora a essa altura da vida? Ela já havia casado, Malfoy havia ido para o lado de Voldemort, por mais que ele tenha sido uma pessoa boa, não era mais, e ainda por cima era casada com Rony, não era justo com ele.
No sofá Malfoy olhava para o céu que agora estava crepuscular, as estrelas já começavam a aparecer e seu olhar vagava pela sala a procurando de uma esperança para a sua vida miserável, não achou nenhuma. Em um rompante de fúria pegou um copo que estava em cima da mesa e tacou na parede, arrependeu-se imediatamente, não tinha mais elfos domésticos para fazer seu trabalho, levantando-se foi recolher os cacos espalhados pela sala imunda.
Hermione estava na cozinha quando ouviu um grito amaldiçoando.
- Que inferno! Que droga!
Correndo para sala Hermione encontrou Draco com as mãos sangrando profusamente.
- O que aconteceu?- Perguntou Hermione horrorizada.
- E isso importa? - Perguntou Malfoy enfurecido, ainda não havia esquecido a recusa de Hermione.
- O que aconteceu? - Hermione estava fugindo da pergunta de Malfoy, se fosse responder verdadeiramente, responderia sim, ela se importava, mas não poderia dizer isso.
- Cortei minha mão no caco de vidro do copo, e não sei o feitiço para curar.
- Me de aqui sua mão.
- Me deixa em paz. - Enfureceu-se Malfoy.
- Para de ser teimoso Draco.- Aproximando-se de Malfoy, pegou sua mão e olhou para feio corte que estava lá, não passou despercebido para Malfoy que Hermione usou o seu nome novamente. - Nossa, mas ta muito fundo esse corte.
- Eu sei. Será que você pode curar pra mim. - Falou Malfoy em tom de ordem. - Por favor.- Acrescentou querendo ser educado.
- Tudo bem, me de aqui sua mão. - E com movimentos da varinha e encantamentos murmurados, os cortes começaram a cicatrizar.
- Obrigado. - O corte já estava sarado, mas as mãos continuavam juntas.
Quanto tempo eles permaneceram com as mãos unidas ninguém soube porém elas se separaram bruscamente quando um estampido ecoou pela sala.
Parado junto a porta se encontrava Rony Weasley.
- Rony! - Exclamou Hermione surpresa, retirando o mais rápido possível as mãos de perto de Malfoy.
- Interrompendo algo? - Perguntou Rony enfurecido.
- Não nada, nada - Hermione alisava nervosa a barra da saia enquanto falava.
- Pois não era o que parecia. O que você estava fazendo de mãos dadas e com ele?- Perguntou Rony enraivecido e dando ênfase a palavra ele. Malfoy se manifestou pela primeira vez.
- O que você quer dizer “com ele”, por acaso eu sou algo nocivo, contagioso para você falar desse jeito?
Rony não respondeu, continuava olhar para a mulher com um olhara indignado.
- O Draco cortou a mão e eu vim ajudá-lo, só isso.
- Agora é Draco que você o chama?- Rony estava transtornado. - Quer que eu deixe você e o Draquinho em paz?
- Você não entendo nada Ron...- mas a frase se perdeu, Rony já se levantava e vinha enfurecido em direção a Hermione.
- Cala a boca sua vadia! Você acha que eu sou retardado, cala a boca.
- Não fala assim com ela. - Gritava Malfoy indignado.
- Ohh, agora o amante esta protegendo a vadia?!
- Estupefaça!- Um jorro de luz vermelha saiu da varinha de Malfoy e atingiu Rony bem no meio do peito.
Rony ainda estava tonto com o feitiço que tinha sido atingido, levantou cambaleando e foi novamente em direção a Hermione.
- Você é uma vaca Hermione, se eu soubesse disso jamais teria armado pra te mandar pra essa missão!
- VOCÊ O QUE? -Perguntaram Malfoy e Hermione juntos.