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14. A Acusação


Fic: The Seven Gates - Capitulo NOVO - O Céu Iluminado


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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- Harry está lá! – Rony disse. – Eu não posso deixá-lo lutando sozinho!

Hermione mordeu o lábio inferior, ela encarou um dilema inesperado: Harry estava em risco no meio do combate, mas para ajudá-lo, teria de colocar Rony junto ao amigo... Entre as inúmeras maldiçoes.

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- Sectunsempra! – A voz de Draco ecoou pela noite sombria. Com um esguicho de sangue e um grito de agonia um dos atacantes caiu da vassoura, cerca de três metros antes de atingir o chão. Por um momento Harry achou que Draco havia sido atingido e havia caído da vassoura, mas percebeu que o loiro havia se atirado, ele caiu pesadamente sobre a vassoura do bruxo que havia derrubado; com uma guinada ele subiu quase que verticalmente disparando maldições sobre os bruxos que passavam por ele.


Lá embaixo, no jardim, os Weasleys aproveitavam a distração criada por Harry e Draco e se abrigavam dentro da casa.


- Todos para dentro da casa! – O senhor Weasley berrou, se fazendo audível entre as explosões causadas pelas maldições. – Usem a lareira e vão para um lugar seguro!


Na confusão um dos bruxos das trevas desceu de maneira vertiginosa sobre a cabeça de Harry, os reflexos adquiridos nos anos de quadribol o fizeram desviar, mas o bruxo tinha outro alvo: Ele girou a varinha por cima da cabeça e um labareda de fogo percorreu o ar. Um grito de dor e um clarão, Harry teve de impelir a vassoura o mais depressa que pode e estuporar o bruxo, mas já era tarde demais.
Carlinhos estava no chão desmaiado, uma vivida queimadura avermelhada no peito do ruivo. Lentamente as paredes da toca iam ardendo em chamas.
Harry jamais havia visto uma cena tão terrível. Um incêndio começava a se espalhar, ele podia ver do lado de dentro os Weasleys fazendo o possível para se proteger e apagar as chamas. Harry estava petrificado de medo. Não era com a própria vida que Harry estava se importando, os Weasleys, sua única família estava em perigo, e mais ainda, Gina estava lá presa nas chamas. Ele viu Hagrid jogando um desacordado Carlinhos em cima do ombro e correndo para a segurança das colinas.


- O que você está fazendo Potter? – Draco gritou ao passar veloz. O sonserino teve de estuporar um bruxo que se preparava para atacar Harry. – Não fique ai parado e me ajude!


Draco fazia o possível, mas eram muitos atacantes. Agora que os Weasleys estavam dentro d’A Toca, os bruxos concentravam os ataques em Harry e Draco.


O sonserino teve de manobrar de maneira perigosa a vassoura para desviar-se das maldições que lampejavam em todas as direções, ele claramente precisava de ajuda. Mas a batalha já não importava mais para Harry.


Ele acelerou mais e formando círculos baixos sobre A Toca ele berrou a plenos pulmões. – Aguementti! – o jorro de água saiu da ponta da varinha, fazendo o possível para respirar e enxergar na fumaça negra que as chamas expeliam Harry tentava apagar o incêndio.


- Cuidado Potter! – Draco berrou a distancia, mas era tarde demais. Dois dos bruxos voaram em alta velocidade na direção de Harry, que teve de manobrar a vassoura de qualquer maneira para sair do caminho e evitar os feitiços e o impacto eminente. Pelo descuido Harry perdeu o equilíbrio, ele sentiu a vassoura escorregando debaixo do corpo, estava pendurado apenas pela mão, bem em cima das chamas que saiam lentamente das janelas d’A Toca. A fumaça começava a encher as narinas de Harry, ele ia aos poucos perdendo os sentidos, parecia certo que ele cairia sobre a casa incendiada, mas um aperto na cintura o trouxe de volta a realidade.


Rony estava lá no meio da fumaça, montado numa vassoura. Com um braço ele protegia o rosto da fumaça, com o outro agarrava firmemente a cintura de Harry e tentava colocá-lo na vassoura.


- Não é hora de desmaiar companheiro. – Rony recolocou Harry na vassoura e o afastou da fumaça.

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Rony olhou para trás por um momento, ele viu Harry descendo lentamente tossindo em direção ao gramado do jardim, lá Astória e Hermione, que esperavam na orla dos terrenos, próximas as arvores correram para socorrê-lo.


- O que você está fazendo aqui Weasley? – Draco gritou enquanto tentava abater o maior numero de bruxos que conseguia.


- Você acha que eu deixaria você ficar com toda a glória Draco? – Rony debochou atirando feitiços. – Até onde eu me lembro, coragem é uma característica da Grifinória!


Juntos, Draco e Rony pareciam estar vencendo. Eles pilotavam com muito mais habilidade que os atacantes, aos poucos os bruxos eram contidos, e alguns já recuavam.


- Esqueçam deles! – gritou a voz rouca de um dos bruxos. – A caixa está com a garota!


Hermione havia deixado a cobertura das arvores para ajudar Harry, estava desprotegida, Vários bruxos avançaram contra ela, atirando todas as maldições que podiam, Astória lançou um feitiço escudo sobre Hermione, as maldições que deveriam ter atingido a garota apenas ricochetearam e seguiram em diversas direções.


Aquele momento de distração foi crucial para Rony. Ele havia parado um instante para vê-los tentando atacar Mione, ele baixou a guarda por um segundo, e nesse segundo um feitiço o atingiu direto no rosto. Rodopiando ele foi atirado para fora da vassoura. Estava muito alto, cerca de quinze metros do chão, ele viu o céu estrelado girando diante dele, o chão se aproximava mais e mais a cada segundo. Por um instante ele jurou que viu, sobrevoando a batalha, um par de asas esqueléticas e negras, como as de um grande morcego, depois tudo escureceu.

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Rony estava no grande salão de mármore, estatuetas douradas com diversas formas estavam por toda parte. Ele se sentia leve, não estava caminhando, ele flutuava lentamente pelo local desconhecido, mas inexplicavelmente, ele sabia exatamente onde devia ir, era como se algo o chamasse.


Ele seguiu pelo salão, achando um corredor atrás de uma de uma estatua particularmente grande e brilhante. Ele flutuou pelo corredor, fazendo diversas curvas, chegando a uma escada em espiral que subia. De maneira estranha demoraram só alguns instantes para chegar ao topo, deparando-se com um gigantesco portão feito de ouro maciço. Quando Rony se aproximou o portão foi se abrindo revelando em seu interior um brilho dourado.

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Rony abriu os olhos lentamente, viu uma superfície coberta de panos coloridos. Estava deitado numa cama confortável, havia um inconfundível som de mar soando por perto. Ele tentou se levantar, imediatamente se arrependeu da idéia, uma dor aguda percorreu a lateral do corpo.


- Rony? – A voz de Harry soou quando ele surgiu diante de Rony. – Astória! Ele acordou!


A loira veio ofegante e parou derrapando ao lado da cama onde se encontrava Rony, ela carregava um frasco com um liquido vermelho vivo. Ela retirou a rolha e ofereceu o liquido para o ruivo.


- Onde eu estou? – Rony perguntou tentando reconhecer o lugar.


- Antes de qualquer coisa beba isso... – Astória voltou a oferecer o frasco.


- O que é isso? – Rony perguntou desconfiado.


- Poção para reanimar. – Astória disse. – Hermione me fez prometer que lhe daria assim que você acordasse... Isso vai fazer você se recuperar mais rápido.


Rony virou a poção num único gole, desceu pela garganta proporcionando a estranha sensação de calor no corpo inteiro de Rony.


- O que aconteceu? – Rony perguntou devolvendo o frasco vazio para Astória.


- Você caiu companheiro. – Harry disse. – Uma maldição paralisante te acertou em cheio e te derrubou...


- Você deve ter caído de uns quinze metros... – Astória falou meio impressionada meio aterrorizada.


Rony deu uma boa olhada para si mesmo, seu dorso, braço e perna esquerdos estavam enfaixados e imobilizados.


- Você quebrou duas costelas, quebrou o braço em dois pontos, e sofreu uma fratura feia na perna... – Harry disse notando que Rony olhava atento os curativos.


- Vocês conseguiram apagar o incêndio? – Rony falou ainda olhando os curativos. – Todos os Weasleys estão bem? – Rony ergueu os olhos a tempo de ver Astória e Harry trocando um olhar significativo. – O que foi? O que houve? – O ruivo perguntou preocupado.


- Nós não sabemos o que houve com os Weasleys. – Harry disse muito rápido.


- O que? – Rony exclamou sentindo novamente uma pontada incomoda na lateral do dorso.


- Nós usamos a chave de portal para fugir... – Astória falou. – Nós não sabemos o que houve n’A Toca...


Rony tentou assimilar a informação. – Estamos na Escócia?


Astória confirmou com um aceno de cabeça. – O Circulo de Fazel começou a nos atacar com violência depois que você foi derrubado, tivemos de fugir... Então usamos a chave de portal para sair de lá com segurança.


A expressão de Rony ficou imediatamente preocupada.


- Não podemos nos comunicar por patrono, por que estamos muito longe... E não conseguimos achar nenhuma lareira que possamos usar... – Harry disse. – Então Hermione enviou uma coruja pedindo por noticias... Ainda deve demorar alguns dias até que a coruja chegue... Mas não se preocupe, tenho certeza de que os Weasleys saíram de lá a tempo.


- E por falar em Hermione... – Rony deu uma olhada ao redor. – Onde está ela? – O ruivo sentia-se um pouco irritado que ela não estivesse ali com ele no momento em que ele acordou.


- Ela e o Draco saíram para conhecer os arredores... – Astória falou. – Ela não queria ir, queria ficar aqui cuidando de você, mas nos últimos dias ela só ficava chorando...


- Como assim últimos dias? – Rony olhou confuso para a loira.


Harry e Astória voltaram a trocar os olhares preocupados. – Você está desmaiado há três dias...


- Foi uma queda e tanto a sua... – Harry disse quando viu a cara de espanto do amigo. – Teria sido muito pior, mas no ultimo instante Hermione conjurou uma bruta pilha de almofadas que te apararam...


Rony encarava o amigo perplexo. Estavam a três dias na Escócia, não havia noticias sobre a situação dos Weasleys, e o fato que parecia estar incomodando mais: Hermione e Draco haviam saído juntos.


- Isso é uma barraca de acampamento? – Rony perguntou notando finalmente onde estava.


- É... – Harry sentou-se numa cadeira próxima a cama, na qual Rony desconfiava Hermione estivera sentada fazendo vigília. – tivemos que usar a barraca por que chamaria muita atenção no povoado... É inteiramente trouxa...


- Caçando objetos mágicos... Escondidos numa barraca... – Rony soltou uma risadinha abafada. – Por algum motivo estou tendo uma desconfortável sensação familiar...


- É diferente da caça as Horcruxes... – Harry falou entendendo o que o ruivo queria dizer. – Dessa vez nós não estamos escondidos... O ministério não está contra nós...


- Por algum motivo isso não me faz sentir mais seguro. – Rony debochou. – Falando em sensações familiares... Isso não é irônico?


- O que? – Harry perguntou.


- Acho que é a primeira vez que sou eu e não você, deitado numa cama todo remendado depois de subir numa vassoura.


Harry deu uma gargalhada, Rony apenas uma risada fraca, por que ele ainda sentia pontadas fortes no dorso.


Varias horas se passaram desde que Rony havia acordado, Astória preparava comida, e o cheiro já enchia as narinas de Rony. Harry organizava os objetos de combate as artes das trevas por toda a barraca, e não demorou muito para que Rony fosse capaz de se levantar com a ajuda de muletas que Harry conjurou. A barraca era constituída de um pequeno banheiro, um misto de sala e cozinha, e três quartos, cada um com duas camas. Astória ocupava sozinha um quarto, Harry e Draco dividiam um, e pelo que Astória falava, Hermione havia passado todas as noites ao lado de Rony no ultimo aposento.


Durante todo o tempo acordado diversos pensamentos afloravam na mente de Rony. Qual era a situação dos Weasley? Como o Circulo de Fazel sabia o local e a hora em que chave de portal seria usada? Quanto tempo duraria a caça as chaves? Quanto mais Rony pensava, mais um pensamento venenoso se formava na cabeça dele.


Era noite quando Hermione e Draco retornaram a barraca.


- Procuramos por todo o cemitério e não achamos nada... – Ela disse atirando o casaco sobre um cabide que ficava próximo a porta, ela esfregava os olhos cansada. – Já são três dias procurando... Tenho que admitir isso está sendo mais difícil do que imaginei...


Ela viu Rony de pé com a ajuda das muletas, os olhos dela arregalaram como se ela estivesse vendo algo incrível, ela correu e se atirou sobre o ruivo, era um abraço forte e desesperado.


- Não que eu não esteja gostando do abraço Mione... – Rony falou com a voz rouca. – Mas minhas costelas ainda estão doendo um bocado...


Hermione se afastou veloz, como se tivesse tomado um choque. – Me desculpe! – Ela falou numa voz estranhamente aguda e chorosa. – Te machuquei?


- De maneira nenhuma... – O ruivo estendeu um das mãos, Hermione aceitou, e ele a puxou devagar, dando um beijo estalado nos lábios dela.


- Eu fiquei tão preocupada... – Hermione disse quando os lábios se separaram. – Achei que eu ia te perder... E ia ser tudo culpa minha...


- Pelo que o Harry me contou eu teria morrido se não fosse por você! – Ele disse sorrindo e acariciando o rosto dela com o polegar. – Alem disso, como raios poderia ter sido culpa sua?


- Eu lhe dei a vassoura Rony! – Ela exclamou na mesma voz estranhamente aguda e chorosa. – Fui eu quem deixou você ir para o perigo!


- Besteira! – Rony falou. – Fui eu quem quis ajudar o Harry! Você fez o que era certo... Não teve culpa nenhuma da minha queda!


Ao falar sobre a queda uma estranha lembrança surgiu na cabeça de Rony, uma grande figura alada, algo que lembrava irresistivelmente um morcego. Por um momento Rony pensou se teria realmente visto aquilo, ou apenas imaginado no momento da queda.


- Pelo visto você também não teve sorte com a chave. – Harry disse interrompendo os pensamentos de Rony.


- Não... – Hermione falou numa voz que misturava raiva e descontentamento. – Draco e eu procuramos no cemitério inteiro, mas não encontramos nada.


- Cemitério? – Rony indagou.


- É onde o espelho do Draco aponta que a chave está. – Hermione explicou. – Draco e Harry têm saído nas ultimas noites a procura da chave, mas eles não encontram em lugar nenhum...


- Achei que seria bom pra ela sair um pouco... – Harry falou. – Ela passou todo o tempo com você, achei que ela precisasse dar uma volta pra se acalmar, por isso dessa vez sugeri que Mione fosse procurar a chave com o Draco.


- Sei... – O rosto de Rony se fechou numa expressão indecifrável. – E por que você foi com o Draco e não com o Harry? – O ruivo perguntou com uma voz que tentava ao máximo ser carinhosa e impassível.


- Por que precisamos do espelho dele para procurar no cemitério... – Hermione disse abraçando com cuidado o namorado.


- E dói um bocado tentar olhar naquela coisa... – Harry falou sentando-se em uma das poltronas que ficavam espalhadas na barraca. – Eu tentei, mas não consegui ver muita coisa, a dor confunde as coisas, e demora um tempo para conseguir ver com clareza.


- E eu... – Falou a voz arrastada de Draco entrando sorrateiramente na barraca e atirando o casaco sobre o mesmo cabide que Hermione. – Já me acostumei com a dor. A cada vez que uso o espelho, doi um pouco menos. Estou ficando imune a ele.


Rony lançou um olhar frio em direção a Draco. Astória e Hermione pareceram notar que algo estava errado com Rony, parecia que ele estava prestes a atacar o rival sonserino. Harry por outro lado, apenas abaixou a cabeça e ignorou a situação.


- Algum problema em eu sair para procurar as chaves com a sua namoradinha Weasley? – Draco disse num tom ameaçador. Ele olhava fundo nos olhos de Rony, os olhos azuis e os olhos cinzentos não perdiam contato.


- Sim eu tenho. – Rony afastou Hermione para o lado de qualquer jeito.


- E qual seria? – Draco perguntou dando um passo adiante.


- Rony do que você está falando? – Hermione tentou intervir, mas Rony estava impassível, ele ainda encarava Draco com a expressão dura e o olhar penetrante. Harry continuava calado, tentando ignorar a cena.


- Por quanto tempo você pretendia nos manter aqui perdendo tempo Malfoy? – Rony praticamente cuspiu as palavras.


- O que? – Draco indagou.


- Vai ficar nos levando a esse tal cemitério a procura da chave até seus amigos do Circulo de Fazel aparecerem?


- Você enlouqueceu Weasley? – Draco parecia enjoado. – A queda da vassoura afetou seu cérebro?


- Você nos entregou ao Circulo de Fazel! – Rony berrou dando um passo manco a frente. Harry não pode ignorar aquilo, ele se levantou e se colocou entre os dois. Draco já havia sacado a varinha, Hermione tentava em vão puxar Rony para longe de Draco, Astória assistia a tudo apavorada.


- Do que você está falando Weasley? Eu estava lá e fui atacado tanto quanto você! – O loiro apertava a varinha com tanta força que as dobras dos dedos dele estavam perdendo a cor.


- Na manhã daquele dia A Toca foi encantada com o Feitiço Fidelis! – Rony falou cheio de raiva. – Somente Harry e a família Weasley poderiam achar A Toca! Foi por isso que Harry lhe enviou uma coruja dizendo como chegar lá, para que você também se tornasse um fiel do segredo!


Draco pareceu confuso com a informação.


- Você nos traiu! Você revelou o segredo ao Circulo de Fazel!


- Não foi o Draco. – Astória disse com determinação fazendo com que todos olhassem para ela. – Naquele dia ele esteve comigo o tempo todo... Ele não teria tido tempo de informar o Circulo de Fazel.


- Tem que ter sido ele! – Rony gritou. – Ninguém mais teria revelado o segredo!


- Isso é perda de tempo... – Draco guardou a varinha e foi caminhando calmamente até um dos quartos. – Me avisem quando o Weasley se acalmar.


Quando o sonserino passou próximo o suficiente, Rony o agarrou pelo colarinho e o encarou cheio de ódio. Harry lançou um feitiço escudo que fez com que os dois se separassem.


- Rony se acalme! – Harry finalmente havia perdido a paciência.


- Você não entende! – O ruivo grunhiu. – Foi minha família que foi colocada em perigo!


- É a minha família também Rony! – Harry respondeu. – Minha mulher e meu filho estavam lá! E eu nem pude me despedir deles!


Rony respirou fundo deu as costas e voltou ao quarto onde ele havia acordado horas antes, Hermione seguiu vacilante atrás dele. Draco ajeitou a roupa que Rony havia amassado e se dirigiu ao quarto deixando Astória e Harry sozinhos.

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Rony desabou sobre a cama e encarou o vazio, Hermione sentou-se timidamente ao lado dele, e por minutos eles não disseram nada. Hermione acariciava gentilmente a mão do ruivo, sem saber ao certo o que dizer.


- Você acredita que tenha sido o Malfoy? – Ele perguntou cortando o silêncio.


- Nem havia pensado na possibilidade. – Hermione falou calmamente. – Estive preocupada demais com você para pensar em qualquer coisa...


Rony não sorriu. Continuou a encarar o vazio de maneira impassível.


- Mas se você quer minha sincera opinião... – Hermione arriscou se aproximar um pouco mais. – Nós já desconfiamos do Malfoy em outras situações, e na maioria das vezes estávamos errados.


Rony soltou um suspiro ruidoso e significativo. – Não sei o que é pior... – O ruivo falou serio. – ficar aqui sem noticias da minha família, ficar aqui encarando a fuça nojenta do Malfoy... Ou ouvir você defendendo ele.


- A situação já está ruim o bastante sem que nós comecemos a nos atacar... – Hermione tomou fôlego, e depois falou lentamente. – Além disso, eu preciso da ajuda do Malfoy.


Rony olhou confuso. – Pra que você precisa da ajuda “dele”? – Ele fez questão de deixar o ódio bastante claro na palavra “dele”.


- É um tipo de projeto meu... – Hermione subitamente corou, e pareceu bastante nervosa. – Algo que eu não posso te contar ainda.


Rony bufou áspero e deitou-se na cama de qualquer jeito.


- Rony... Você pode confiar em mim. – Hermione disse em tom de suplica. – Eu sei o que estou fazendo... Eu tenho um bom motivo para precisar da ajuda do Malfoy.


- Eu confio em você. – Ele falou rouco. – É no Malfoy que eu não consigo confiar.

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- Por que você mentiu? – Harry perguntou passados alguns momentos após a discussão.


Astória olhou ao redor, talvez esperando que ele estivesse perguntando a outra pessoa, quando contatou que era a única pessoa no aposento, limitou-se a encarar Harry, com uma expressão confusa.


- Você mentiu. – Harry foi caminhando para a entrada da barraca. – Você e Malfoy não passaram o dia juntos. Eu o encontrei em Godric’s Hollow na manhã daquele dia.


- Isso deve ser algum engano...


- Eu sei que você e ele tem se dado bem... – Harry falou sem encará-la. – Mas não minta para protegê-lo.


Harry saiu da barraca deixando para trás uma Astória estática.

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Rony tocou gentilmente o rosto de Hermione. Ela havia se deitado com ele tentado confortá-lo, mas dormiu quase que instantaneamente. Rony concluiu que passar a tarde procurando pela chave no cemitério a havia cansado, ou talvez, alguma outra coisa, o tal “projeto” que Mione havia mencionado.


Hermione sorriu serenamente com o toque do ruivo, depois rolou de um jeito desengonçado para o outro lado. Rony abafou uma risada ao admirar o sono tranqüilo da garota, levantou-se com cuidado, lançou um ultimo olhar para ela antes de sair do quarto. Apenas Astória estava a vista, ele presumiu que Draco e Harry estavam nos outros quartos.


- O jantar está pronto. – Astória falou com frieza.


- Que bom... Eu estou faminto. – Rony disse cordialmente, tentando de certa maneira, se desculpar pela cena que Astória teve de presenciar.


- Você poderia chamar a Mione e o Harry? – A loira continuou com o tom frio.


- Mione está dormindo... – Rony falou. – Acho que vou deixá-la dormindo um pouco mais... Onde está o Harry?


- Lá fora. – Astória caminhou depressa em direção do quarto em que Draco havia entrado.


- Eu vou lá chamá-lo... – Rony se aproximou da loira o mais depressa que as muletas permitiram, e falou num tom de voz um pouco mais baixo. – Astória, eu queria me desculpar, você não precisava ter me visto discutindo com o Malfoy...


Foi rápido demais para que Rony reagisse. Astória havia lhe dado um tapa, Rony ficara sem reação, apenas levou a mão até a área atingida.


- Eu achei que você fosse uma boa pessoa Ronald. – Astória desse com o maior desprezo possível. – Mas você julgou o Draco... E agora vem se desculpar comigo! Se você quer se desculpar com alguém... Desculpe-se com ele!


Ela entrou veloz no quarto de Draco, Rony encarou a entrada do quarto por alguns instantes antes de dar as costas e seguir para fora da barraca atrás de Harry.

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 Quando Astória entrou no quarto a primeira coisa que ela notou foi a garrafa, o malão de Draco estava aberto de qualquer maneira, ele estava sentado na cama, uma garrafa de liquido âmbar estava na mesinha de cabeceira, e nas mãos do loiro um copo pequeno.


- É só uísque de fogo. – Draco falou, notando o olhar dela sobre a garrafa. – Eu sempre tomo um drinque quando fico nervoso, não é nada de mais, só uma maneira de me acalmar. – Ele virou o liquido em um só gole.


Ela se sentou na cama que Harry estivera ocupando nos últimos dias, e ficou defronte com Draco.


- A comida está pronta... – Ela foi dizendo carinhosamente. – Quando você quiser sair e comer alguma coisa...


- Por que você me defendeu? – Draco perguntou interrompendo Astória.


- Eu... Eu não sei...


- Nós não passamos o dia juntos. – Ele disse serio, encarando ela firmemente. – Por que você mentiu para me defender?


- Porque eu confio em você. – Astória respondeu. – Eu sei que você não nos trairia. – A loira lançou seu sorriso mais arrebatador. – Eu mentiria por você... E essa é a verdade.


Por instantes, Draco não falou e nem fez nada. Apenas encarava a garota, com aquele olhar firme e penetrante. Essa foi a primeira vez que Astória percebeu que os olhos cinzentos de Draco eram indecifráveis, que por mais que ela contemplasse aquele olhar, ela jamais saberia o que ele estava pensando.


Para o espanto de Astória, ele sacou a varinha, e com um gesto simples ele conjurou outro copo pequeno e largo na mesinha de cabeceira. Ele encheu o copo até a metade com o conteúdo da garrafa, depois preencheu o próprio copo até a metade.


- Você já bebeu uísque de fogo alguma vez? – Draco perguntou oferecendo o copo que conjurara.


- Não... – Astória disse aceitando o copo. – Meus pais nunca me deixaram beber nada desse tipo...


Draco deu um pequeno sorriso antes de virar mais uma vez o conteúdo do copo em um só gole. Astória achou que poderia imitá-lo, mas imediatamente percebeu que dói uma péssima idéia. O liquido desceu queimando pela garganta dela, irradiando uma sensação de calor pelo corpo inteiro dela, ela engasgou e tossiu.


- Demora um pouco a se acostumar. – Draco falou.


Draco voltou a encher o copo dele, para a surpresa do sonserino, Astória ofereceu o copo dela para que fosse cheio também. Ele hesitou, mas a serviu com uma dose consideravelmente menor que a anterior.


- Por que você confia tanto em mim? – Ele perguntou depois de virar em um só gole a bebida.


- Não sei... – Astória respondeu após um pequeno gole. – Você não tem feito nada a não ser cuidar de mim desde que... – Ela parou por um instante.


- Desde o ataque a sua mansão. – Draco falou depressa para fugir do assunto dos pais dela.


- Exato. Acho que você é mais do que aparenta ser. – Astória disse calmamente. – Então acho que a pergunta na verdade seja, por que você cuida tanto de mim?


Draco parou um instante, refletindo sobre a pergunta, admirando o olhar penetrante que Astória lhe lançava.


- Gosto de você... Quero dizer... – Ele se apressou em dizer. – Você é uma boa pessoa, uma pessoa gentil, eu gosto da sua presença.


Astória sorriu lisonjeada.


- Às vezes me sinto responsável por você. – Draco falou sem pensar.


- Besteira! – Astória exclamou alto, talvez por efeito do uísque de fogo. – Você não tem nenhuma responsabilidade sobre mim!


As palavras dela fizeram com que Draco se perguntasse pela primeira vez, como Astória reagiria se soubesse que havia sido ele quem indicara ao Circulo de Fazel onde ela morava. Ela ainda confiaria nele se soubesse que os pais dela haviam morrido por culpa da covardia dele?

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Rony avistou Harry sentado sobre uma pedra do lado de fora, ele havia feito uma fogueira, Rony deu uma boa olhada na paisagem; Apesar da escuridão da noite, era fácil notar que estavam acampados sobre um gramado muito verde, uma colina com vista para o mar, que batia ferozmente contra rochas da encosta. Não muito longe ele viu as luzes de um vilarejo, e a distancia, no meio de uma ilhota no mar, um farol iluminava o mar escuro. Ele caminhou em direção a Harry da melhor maneira que pode com as muletas, castigado por um vento gélido e forte.


- A comida está pronta... – Rony disse quando se aproximou o suficiente do amigo.


- Eu vou num instante. – Harry disse contemplando as chamas trêmulas da fogueira.


O ruivo conhecia Harry bem o suficiente para saber que ele tinha algo na cabeça, Rony sentou-se na grama ao lado do amigo. – Sei que você está preocupado com a Gina... Mas fique calmo... – Ele fez uma pausa. – Me desculpe pela cena que eu fiz lá dentro...


- Não é nisso que eu estou pensando. – Ele disse sem encarar o ruivo. – Eu também desconfiava do Malfoy. Nos últimos dias tenho pensado a mesma coisa a qual você acusou.


- E por que você não ficou do meu lado lá dentro? – Rony perguntou com um pouco de indignação na voz.


- Por que não faz sentido! – Harry falou irritado. – Você não entende Rony... Depois que você foi derrubado da vassoura, Malfoy ficou fora de controle... Ele quase matou dois dos atacantes! Só parou por que Astória implorou!


- Talvez ele estivesse tentando disfarçar a culpa para roubar a chave... – Rony disse sombrio.


- Acho que não. – Harry falou. – Ele realmente estava empenhado em nos defender... E... Eu não sei, toda vez que eu penso no assunto eu sinto que tem algo errado!


- Como assim? – O ruivo perguntou se entender.


- Eu tenho essa estranha sensação de que estamos ignorando algum detalhe importante. – Ele sacou a varinha para aumentar as chamas da fogueira.


Rony estava prestes a responder, mas a resposta foi interrompida por um grito vindo de dentro da barraca, um grito familiar: Hermione.


- Fique aqui! – Harry disse levantando-se em um salto e correndo para a barraca com a varinha erguida.


Rony também se ergueu o mais depressa que pode. Nada o deixaria ali parado se Hermione estivesse em perigo. Mancando ele se dirigiu para a barraca.

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Enviado por Sheilinha Araujo em 03/06/2013

Astoria dando um tapa no Rony, que raiva dela, tudo bem que ela acredite que o Malfoy mudos (ela não conhecia o "Antigo" Malfoy), mas quem tem que provar que mudou é ele, o Ron tem todo o direito de desconfiar dele.

Nota: 3

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