N/L: Eu decididamente não queria que ele fosse expontâneo assim, mas enfim, não consegui ;/ A correção do capítulo tá já na metade, mas ainda não consegui por pra frente, enfim, enquanto isso fica essa versão aqui, para que eu possa ir postando o resto! Beijo!
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“I'll be trouble, you're so nice… And if I chose to listen I wouldn't take your advice, I'm really sorry. Feeling sorry for myself again… But this isn't working, I wish I could talk to you…”
Ela virou as costas pra mim, mais uma vez, quem ela pensava que era? Merlin, Morgana, minha Tia Belatrix? – que Merlim a tenha. Só pode, porque ela realmente pensava que podia dar as costas à um Malfoy, mas não, ela não podia dar as costas, não a mim.
Não era ela quem dizia que eu era sua vida? Bom saber que ela costuma virar as costas para a vida dela, deve ser por isso que ela vive em meio a bagunças, confusões e escândalos. Isso sem contar nas suas idéias sem noção, que não costumam ajudar em nada a nossa vida, eu não sei porque, como eu consegui olhar pra’quela praga sem tamanho!
Talvez por ela era linda... Mesmo com as costas viradas pra mim – e eu sabia que os olhos castanho-esverdeados dela estavam marejados – mesmo com toda aquela mágoa, e os cabelos lisos esvoaçados e desalinhados porque estava dançando como uma louca, ela ainda era tão linda que eu não podia evitar. Eu estava mais uma vez parado, a observando ir embora sentindo um aperto no coração por ser tão imbecil.
Mas eu era um Malfoy, eu tinha toda uma reputação a zelar, e ela era uma Weasley – como gostava de me lembrar a cada milésimo de segundo que passávamos juntos – e ela esteve sempre certa, não devíamos e não fomos feitos pra ficar um com o outro ponto.
Fazer isso, eram outros quinhentos.
Rose era o tipo de garota que você nota desde que percebe que é algo natural de sua espécie e raça notar as garotas ao seu redor, admito que eu adoraria que ela tivesse os cabelos vermelhos como os da Lilly, – curto ruivas, qual é o problema? – mas ela ainda sim é uma peça rara, não só por ser uma Weasley não-ruiva, mas por ser o tipo de pessoa que você detesta por muito tempo mesmo achando que ela é o máximo, e você se acostuma com o fato de que ela fala o tempo todo e enquanto isso te incomodava horrores aos onze anos, você passa a pedir intimamente que alguém a incomode para que ela tenha motivos para tagarelar o tempo todo novamente – pra que você possa ouvir a voz dela sem precisar arriscar ela saber que é o que você deseja. Seus hábitos perfeccionistas que antes eram motivos de crítica, hoje são manias que você não consegue deixar de notar, e até acha bonito quando ela coloca a pena ao lado esquerdo da mão esquerda, o pergaminho ao lado poucos centimetros abaixo e o tinteiro do lado direito – exatamente na mesma posição, sempre.
Ela é o tipo de garota que finge não ser CDF, mas que você adora pegar de surpresa na biblioteca dizendo que está lá para provar que ela não passa de uma sabichona como sua mãe insuportável, só para vê-la mentir dizendo que não sabe sequer sobre o que a matéria fala – pensando que você realmente vai se admirar ao ver como ela é boa com um feitiço redutor sem que ela sequer soubesse o que dizer pra fazê-lo.
Rose era hilária, era cativante e eu não sabia mais como seriam os meus dias sem ela, estava tão acostumado a tê-la por perto, mesmo que às escondidas, e ainda sim eu não era homem o suficiente para encarar todo mundo como eu viva repetindo que faria, eu não era homem o suficiente de não levar uma imbecil pra cama só pra contar vantagem e esperar por ela – porque era ela quem eu queria.
E eu também não era homem de puxá-la pelas alças daquele vestido minúsculo e lhe contar – mesmo que sussurrando no seu ouvido – que na verdade eu só havia dado alguns beijos em Leslie e a pedido para contar pra todomundo que haviamos transado porque senão eu contaria a todos que ela e Jennifer Parkinson andavam se pegando as escondidas.
Funcionou, aliás, funcionou bem demais que ela usou minhas próprias armas contra mim, me afastando da Weasleyzinha que eu tanto prezava, porque ela sabia do meu segredo.
Eu ainda estava parado como um palhaço a admirando, e fingindo que não sentia meus olhos começarem a marejar também, ignorando meus próprios impulsos de puxá-la e dizer o quanto eu gostava dela e o quanto eu queria que todas aquelas pessoas se ferrassem se tinham realmente alguma coisa contra, porque ela era a minha garota, afinal de contas, se algum dia conseguissemos ultrapassar essa barreira absurda, ela seria uma Malfoy e ninguém teria mais motivos de zoá-la por ser uma Weasley – e porque sua família era pobretona e traidora de sangue, como se eu realmente me importasse.
Eu disse Malfoy? Jamais. Talvez continuassemos nos pegando depois com o tempo, mas casar jamais, eu não entrego minha vida de solteiro.
Eu preciso saber que ainda estou no ponto. É simples.
Como se não fosse o suficiente eu estar ali, pensando que não parecia estar deprimido com minhas atitudes, Lilly Potter e sua linda cabeleira ruiva se apossaram da minha Rose, a puxando para longe de mim e a fazendo caminhar ainda mais rápido na direção oposta, os olhos verdes de Lills faíscavam pra mim, e eu sabia que assim que ela tivesse alguns cinco minutos de folga da Cenoura Weasley e sua irmã, ela viria comer o meu fígado. Mas tudo bem, se era guerra que ela queria, era guerra que ela teria.
Lá fui eu denovo procurar sarna pra me coçar, porque era isso que todas as sonserinas pareciam ter em relação a mim, SARNAS PARA EU ME COÇAR.
Elas eram um tanto fáceis, eu chegava, sorria de ladinho, e elas já estavam enrolando seus cabelos nas mãos e dando passos a frente, ah, eu sei, tudo isso tinha haver com como eu era um cara irresistível com o passar dos anos, a tendência é só melhorar.
- Scorp, pensei que não andasse com a ralé. – Jennifer falou cruzando os braços e me encarando com o seu olhar de “oi venha me comer”.
- Não é da sua conta quem eu ando, porque você anda bem gostando de pegar minhas rebabas não é mesmo Parkinson? – oh como eu era simpático quando pisavam no meu calo.
- Ou o contrário Malfoy – ela provocou levando uma mão no meu peito, ela se achava dona do pedaço, so cool.
- Ou o contrário, como quiser Jenn – levei uma mão nos seus cabelos pretos e sedosos, e posso admitir, ela tinha a mesma cara de buldogue de sua querida mãe quando pegava o meu pai, e é claro, eu precisava manter o ciclo não é mesmo?
- Se for como eu quiser, sua Weasleyzinha vai capar você. – ela sussurrou mordendo a pontinha da minha orelha, ah como eu gostava quando era provocado... as amiguinhas dela davam risinhos, e eu pude me lembrar com clareza de todas as vezes que Rose as chamou de ‘hienas sonserinas’, e mais uma vez ela estava certa. Eu sorri.
- Ela não toca o que eu não permito, ou você acha que eu levaria alguém como ela pra minha suíte? – ah, sim eu levaria se ela quisesse, o que não era o caso – Ela eu levo pra casinha do Whitie.
- Se é que ela merece tudo isso não é mesmo? – Leslie chegou me abraçando pela cintura – Teremos uma noite interessante dessa vez Scorpius? – então ela se curvou até minha outra orelha – Ou você vai sair como um cachorrinho com o rabo entre as patas porque você tem um certo tesão em sangue-ruim?
- Não seja ridícula – respondi no mesmo tom e puxando uma mexa dos seus cabelos loiros – Você não sabe com quem está brincando.
- Sabe, eu sinto falta dos velhos tempos, você era magricela, um pouco estranho, mas não gostava de ralé. – ela continuou – E eu sei que você gosta dela, não venha mentir pra mim.
- Eu não gosto dela! – respondi, talvez querendo negar a verdade a mim mesmo.
- Então ótimo, vai adorar saber quem está a beijando nesse exato instante. – e então ela virou minha cabeça para a esquerda.
“You think I don't care but I do, yeah I do, when you leave me… You think I don't care but I do, wish you knew… But I`m too scared to tell you how I really feel. Got to do this sometime, might as well do it now.”
Eu não sei o que aconteceu, derrepente eu pareço ter ficado cego, eu não conseguia mais ver o que acontecia ao meu redor.
Eu só podia ver aquele maldito Thomas Finnegan, corvinal imbecil. Lá estava ele, em todos os lados que eu podia enxergar da minha Rose, suas mãos pareciam estar em todos os lugares, os cabelos dela estavam ainda mais despenteados, ele beijava ela como se o mundo fosse acabar ali, – tudo o que ele queria não é mesmo? – ele puxava ela contra ele, a apertava, e aquilo estava me dando náuseas.
Eu não me sentia bem ao ver ele beijar ela, tocar ela, falar no ouvido dela. Eu sentia meu corpo se fincar, meu coração se apertar a cada risadinha que ela soltava, completamente alheia à minha posição de camarote, assistindo toda a sua diversão ao lado de outro cara, – como se não tivesse sido bom o suficiente que eu tivesse que assisti-la aos amassos com James Potter enquanto estávamos supostamente juntos. – ver como ela parecia estar gostando.
Eu estava incapaz de dizer qualquer coisa à Leslie, mas eu podia sentir suas mãos no meu rosto, o segurando para que eu não perdesse um só segundo da diversão dela, me vendo ser torturado e preferindo o meu orgulho.
- Pobre coitado. – dei de ombros – Nunca beijei alguém que beijasse tão mal em toda a minha vida.
- Não seja mentiroso, como você mente mal! – Jennifer passou a mão no meu queixo levantando meu rosto pra cima – Você agora está a pura tristeza e desgosto, e ainda sim se finge de forte. Sabe Malfoy, você não deveria ter sido um Corvinal, não é inteligente o suficiente. Não poderia ter sido um Grifinório, é medroso como seu pai. Não deveria ser Sonserino, você não tem sede de poder, não tem orgulho próprio.
- Você é um perfeito Lufano, você e aquela barata-tonta Potter que se acha a pegadora da nação. – Leslie completou, com um sorriso.
Eu adoraria dizer a ela como ela foi corneada por Paul Carlson quando namorava com ele, e como ele e Lilly costumavam se pegar nos armários de vassouras, no vestiário após o treino, no dormitório Sonserino... Mas não, eu não ia procurar mais uma encrenca, eu prometi que deixaria a casa intacta, e se o nome de Lilly Potter vazasse em uma situação de pornografia, ela jogava a casa na minha cabeça.
- Que otário. – Jennifer sussurrou – Perdedor.
- Obrigada Jennifer, eu sei como você gosta desse perdedor quando ele está na sua cama.
- Pensei que finalmente fossemos tentar o Menagè... – Leslie descia a mão pela minha perna.
- Não tô afim.
Não tô afim? Como assim eu não tô afim de traçar duas, duas meninas ao mesmo tempo, vendo elas se pegarem? Era o sonho de vários sonserinos naquela sala, mas não o meu. E afinal de contas, que cara conseguiria dar uma sabendo que a garota que ele realmente gosta provavelmente ia usar um quarto de sua casa para dar uma em outro cara? Não, não podia ficar assim.
Quando me dei por mim, eu estava há apenas alguns passos de puxar Finnegan pelo braço e afastá-lo de Rose, então eu diria a ela umas boas verdades, teríamos a mais nova discussão do século e eu a jogaria na parede e estaria tudo resolvido. Eu disse estava, porque antes que eu pudesse estender minha mão, Lilly Potter me puxou pelas calças.
- Quer pegar na minha bunda, é só pedir Potter.
- Não seja ridículo e nojento, eu não gosto de Sonserinos. – ela falou alto, pomposa. Provavelmente tentando ganhar pontos com o Cenoura Weasley o qual eu sempre soube ser o amor de sua vida. Tosco.
- Não é o que Paul costuma dizer... – falei abaixando a cabeça para ficarmos na mesma altura – Pronto Pigmeu, agora eu posso te ouvir perfeitamente.
- Some daqui.
- Essa é a minha casa, eu não vou sumir daqui. – retruquei. Quem ela pensava que era?
- Suma de perto da Rose, deixe ela viver em paz. – sua voz era quase uma deplorável forma de me implorar – Eu pensei que você ia fazer alguma coisa, mas se for pra piorar as coisas, por favor fique na sua. – então eu pude ver, vermelho e brilhante, um copo de Firewhiskey nas mãos de Rose enquanto se atracava com o maldito.
- Ela está bêbada! – berrei, assim quem sabe ela não escutaria que o amor da vida dela estava logo atrás e era hora de parar com a baboseira.
- Bêbado deve estar você pra ser tão burro! – Domique atropelou Lilly – Eu te encubro, te ajudo, te apoio, e você come a Leslie Nott? Você não tem vergonha na cara Scorpius!
- É sério, ela está bêbada – eu insisti, tentando não demonstrar o desespero na voz – Me solta, eu faço ela largar ele em um minuto, antes que ele se aproveite dela, vão me agradecer por isso um dia.
- Tom nunca faria isso com a minha irmã. – Cenoura Weasley resolveu falar com sua voz de taquara rachada – Você faria. Some da minha frente, esquece minha irmã, deixa ela viver em paz.
- Olha quem fala – resmunguei o ignorando e partindo pra outra tentativa, quem sabe se eu a chamasse ela não olharia? – Rose!
- Larga a Ros, Scorpius! – Lilly me puxou para alguns bons metros de distância – Você tá bêbado? Como eu não percebi isso antes? Nique, ele tá bêbado, ele realmente tá bêbado.
- Esse pudim de pinga está bebendo desde as três da tarde esperando a resposta se Ros viria ou não! – Nique explicou – É lógico que ele tá bêbado.
Eu bêbado? Até parece. Scorpius Malfoy nunca fica bêbado!
“I want you close, but give me just a little room… I'll leave the engine running, that is what I do. Putting on a front, you might like that. But will you like me when I`m real? It seems like a long way, a long way to go from here…”
Eu nunca estive tão sóbrio em toda minha vida! Eu estava tão sóbrio que eu só queria empurrar aquele cara maldito de cima da minha garota, e dizer umas boas verdades na cara dele, eu era Scorpius Malfoy, o que as pessoas achavam de mim não importava, o que importava era o que eu achava de mim, eu era a razão. E nenhum deles pagava minhas contas, ou sequer limpou minha bunda quando bebê. E se a minha mãe disse que Rose Weasley era uma boa garota, fosse Potter ou Parkinson, ou Nott ou o diabo a quatro, então eles teríam que engolir não é mesmo?
É, mas as coisas na verdade são muito mais práticas no pensamento, eu sabia que não adiantava abrir a boca, as palavras nunca sairiam, não ali, não diante daquelas pessoas, eu ainda não estava pronto pra assumir que eu era um fracasso.
Eu deveria ter ganho uma única batalha, e foi a que eu perdi.
Eu perdi meu coração para uma Weasley, é vergonhoso.
- Scorpius, me escuta! – Lilly me balançava, seu rosto estava púrpura – Você está bêbado, ela está alterada, não é hora de resolver. Vocês já foderam tudo, ela está com o Tom, deixa ela respirar, e vai respirar também.
- Desde que não respire o perfume barato daquelas hienas malditas – Dominique completou afagando os meus cabelos enquanto eu a abraçava pelas costas.
- Mas ela tá com ele. – eu falei baixo – Ela não devia tá com ele, ela devia tá comigo.
- A verdade é que ela nunca deveria ter estado com você, seu imbecil – a Cenoura veio me atacar novamente.
- Vá beijar a sua namorada de fogo, e me erra Hugo.
Eu chamei a Cenoura de Hugo? Eu realmente estava com problemas.
Eu via o meu problema na minha frente, sendo descabelado, tendo sua saia levantada discretamente milimetros acima, vendo que ela estava gostando, e eu me sentia impotente, eu me sentia ninguém ao ver que ela poderia ser feliz longe de mim. O pior era admitir que era isso que deveria estar acontecendo.
- Viu só? Ela fica bem melhor sem você.
- Rose, Rose. – eu avancei alguns metros a frente ignorando Hugo, Lilly e Dominique que vinham no meu encalço – Rose, ROSE! – eu puxei o braço dela e a balancei até que ela largou Thomas Finnegan – Você precisa me ouvir.
- Eu não preciso de nada. – a voz dela estava ainda mais arrastada do que a minha – Eu preciso do Tom... – então aquela risadinha que ela sempre dava quando estava bêbada e cheia de más intenções. E eu não podia deixar ela se amassar naquele imbecil.
- Você não precisa de Tom nenhum – eu dei um cutucão no cara – Se manca, sai fora.
- Sai fora você Scorpius! Quem você pensa que é? – ele retrucou, a cabeça levantando um pouco.
- BRIGAAAA! – Rose gritou dando pulinhos e batendo palmas como uma criança que vê palhaços no circo.
- Rose, pelamorde Merlim, contenha-se – Lilly a puxava tentando segurar o riso, eu realmente queria ver qual era a graça em toda essa situação.
- Precisando de mim amor? – Nick chegou, falando pra Nique e me dando um soco leve no ombro – Malfoy, precisa de ajuda?
- Eu sei me virar sozinho! – respondi antes de realmente perceber o que eu falava – Sai daqui Rose, eu resolvo com ele.
- Resolve o que Scorpius? Me conta porque eu não tô sabendo... – e denovo a risadinha. Merlim como ela ficava irritante.
- Eu não sei quem está mais bêbado, se é ele ou ela. – Nick cochichou pra Nique e Lilly incapaz de manter o tom de voz baixo, como se eu não tivesse ouvido seus absurdos, e se eu não estivesse tão preocupado com o fato de ter que tirar Rose de perto daquele imbecil, eu provavelmente teria lhe dito umas boas.
- Larga ele! – Rose me empurrou – Sai daqui, some da minha vida, mas que inferno, resolve o que você quer afinal de contas! Quer vagabundar, VAGABUNDE, coma quem quiser, DURMA FORA DE CASA, vai pro clube de Strip, mas não vem de lenga lenga pra cima de mim Scorpius Malfoy, eu não sou seu brinquedo. Eu sou uma Weasley, SIM, com muito orgulho, OBRIGADA. Agora resolva o seu problema, se é pra ficar comigo, FIQUE COMIGO, na cara de todo mundo, já que você diz ai que eu quem tenho medo de te assumir, então se quer ficar comigo, ME ASSUMA! – ela berrava descontrolada, e eu podia sentir meu rosto corar – EI PESSOAL, TODOS PRESTEM ATENÇÃO AQUI, BANDO DE HIENAS SONSERINAS, é vocês mesmas... – ela apontou para o canto onde Leslie e Jennifer riam, e elas se calaram no mesmo instante – Gostosões sonserinos, é, todos vocês, Malfoy tem algo importante a dizer...
- Você tá doida Weasley? – foi tudo o que eu consegui falar.
”You think I don't care but I do, yeah I do. When you leave me… You think I don't care but I do, wish you knew. But I`m too scared to tell you how I really feel, got to do this sometime, when it comes rushing out. Is it just too little too late? I messed it up, I think I messed it up… And I think I messed it up with you.”
Ela me encarou, e eu nunca a vi tão furiosa, seu rosto começou a ficar vermelho como um pimentão, ela respirou profundamente abaixando a cabeça, e finalmente a levantando, me encarando nos olhos.
- Se é isso o que você pensa, então me deixe viver seu imbecil! – ela berrou nos meus ouvidos – Não morra de ciúmes quando você que existem pessoas que tem orgulho de andar comigo por ai, sua anta, seu Escorpião Albino, seu...
- Você é uma Weasleyzinha, uma mestiça, acha mesmo que eu ia te levar a sério? – Lilly, Dominique, Hugo e Rose escancararam suas bocas, e eu só percebi o que havia dito quando as palavras escaparam.
Eu estava novamente dando à minha platéia o que ela queria ouvir, sem pensar. Novamente negando tudo o que eu sentia, me contrariando e acabando com a minha vida, e eu estava ficando bom nisso, na verdade eu acho que seria um ótimo, como vocês trouxas chamam...? Apor? É deve ser isso.
- Eu tenho nojo de você seu estúpido!
E então ela bateu no meu rosto. O tapa estralou nos meus ouvidos, e o rosto queimava – eu tinha certeza que estava tão vermelho quanto os cabelos de Lilly Potter.
Ok, eu mereci essa. E antes que eu pudesse raciocinar friamente e lhe dar uma resposta à altura, meu corpo falou primeiro. Eu me coloquei entre ela e Thomas, a empurrando indelicado contra a parede, uma das mãos de cada lado do corpo dela, ela me encarava mortificada como se eu fosse retribuir outro tapa – eu bem que poderia, mas eu nunca faria isso a ela. – Hugo estava pronto para vir para cima de mim, sendo mantido por Nique e Nick de avançar em frente e quebrar o meu lindo nariz.
Eu aproximei o rosto do dela com violência, encostando nossos lábios antes que eu pudesse me arrepender, e lá estava ele, o fogo que contrastava com o meu frio, a parte que faltava de mim se juntando ao meu corpo que respondia com agrado à sua volta. Eu estava tão assustado com minha própria reação que não podia evitar não beijá-la desesperadamente, como se o mundo fosse acabar ali, eu passava minha lingua na dela diversas vezes, mordia seus lábios com um pouco de força, sentia os lábios dela pressionarem contra os meus, sugava sua lingua na minha, descia uma mão pela lateral do corpo dela, sem medo de que todos vissem o que eu estava fazendo, e minha mão parou na curva de sua cintura, meu corpo pressionava o dela se encaixando entre as suas pernas, eu não conseguia e nem podia parar de beijá-la.
- Malfoy! – ela tentou falar, mas eu a impedi, novamente.
Eu não queria que ela abrisse a boca e estragasse um beijo tão bom, um momento sensual e gostoso que estávamos partilhando fosse na frente de todas aquelas pessoas ou não, eu estava – com a ajuda do Firewhiskey – com ela, na frente de todos, esse era o meu jeito de mostrar que eu a queria, que eu tinha orgulho dela, infelizmente ela foi incapaz de notar.
- Qual é o seu problema? Quem você pensa que é? Me agarra, me pede pra vir a sua festa, diz que me quer, que gosta de mim, me faz sentir culpada por tentar esconder o que a gente vive das pessoas, e quando eu chego aqui você está saindo do quarto com aquela imbecil da Leslie, e então você vem como um furacão me tirando dos braços do Tom, como se fosse meu dono – como se fosse não, eu era. Eu queria ter dito enquanto ela pausava para respirar, mas não tive tempo. – O que você acha que está fazendo? É a minha vida, são os meus sentimentos, você não pode brincar com eles assim!
- O que você quer que eu faça? – falei baixo, sem coragem de encarar os olhos dela, cheio de dúvidas.
- O que você acha que deve fazer? – Lilly se entrometeu, mas vai ser intrometida assim lá longe...
Eu respirei fundo, e antes que pudesse pensar o suficiente na questão para voltar atrás, levantei o rosto, sustentei seu olhar de dúvidas, sem me mover um centímetro pra longe dela, e sem querer saber o que as pessoas as minhas costas realmente iam pensar dessa insanidade, eu abri a minha boca.
- Eu te amo, ok? É isso o que você quer? Saber se eu gosto de você o suficiente, então a resposta é sim. Eu penso em você todas as noites quando coloco a cabeça no travesseiro, eu sinto o seu cheiro por todos os cantos daquele maldito castelo, a sua risada parece ecoar eternamente na minha cabeça e se eu pudesse escolher não ter isso tudo comigo, eu escolheria, porque é um fardo maior do que eu acho que posso carregar. Eu sei que eu sou um estúpido, eu sempre fui, na maior parte do tempo, e você me fez ser uma pessoa melhor, porém o meu lado mesquinho e egoísta me impede de querer que todas as pessoas percebam que eu não sou a pessoa que elas imaginam, que na verdade eu não ligo porra nenhuma pra essa coisa de status de sangue, e que um sobrenome não significa nada pra mim, você pode ser Weasley, Potter, Parkinson, o caralho a quatro e eu ainda vou gostar de você Rose, porque você me faz sorrir, você me faz bem, você... – essa era a pior parte do meu discurso ensaiado há anos – você me completa.
Eu abaixei a cabeça, eu podia sentir o silêncio na casa tomando conta, e logo em seguida os murmurinhos.
- Eu tô disposto a por tudo isso pra fora, eu quero ficar com você. Você, pode... me aceitar de volta?
Ela me olhou, e os olhos dela cintilaram. Mordia o lábio inferior como se estivesse realmente com dúvida sobre o que me responder, mas conhecendo ela como eu conhecia, eu sabia que tudo o que ela queria era pular nos meus braços, me chamar de panaca, dar alguns tapas e me agarrar pro resto da noite.
Eu estava feliz porque eu podia ceder tranquilamente.
”You think I don’t care, but I do.”