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4. Arcanjo


Fic: Lady Ginevra


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 4


 


Na tarde seguinte se casaram. MacBain aceitou dar tempo ao padre MacKechnie para que se preparasse para a cerimônia.


Mas era o único em que estava disposto a ceder. Gina queria retornar ao acampamento para passar a noite ali, em sua própria tenda, com o irmão, o sacerdote e os homens leais a eles, mas lorde MacBain não quis saber de nada. Ordenou-lhe que dormisse em uma das cabanas recém construídas sobre a colina, uma moradia pequena de uma só habitação com uma única janela e lareira de pedra.


Gina não voltou a ver o lorde até o momento da cerimônia e tampouco viu o irmão até que foi buscá-la. MacBain tinha colocado dois guardas junto à porta e a moça temeu perguntar se estavam ali para impedir que os intrusos entrassem ou que ela saísse.


Não dormiu muito. Sua mente divagava de uma preocupação a outra: e se MacBain fosse como Draco? Deus bendito! Não poderia sobreviver novamente a semelhante purgatório! A perspectiva de casar-se com outro monstro a fez chorar de autopiedade. Mas imediatamente envergonhou-se de si mesma. Acaso seria na verdade uma covarde? Draco tinha tido razão em debochar dela?


"Não, não, sou uma mulher forte. — pensou Gina — Posso enfrentar qualquer coisa que o destino me reserve. Não me deixarei dominar pelo medo nem alimentarei pensamentos tão baixos a meu respeito. Maldição! Tenho ou não tenho coragem?"


Gina acreditava ter recuperado a confiança em si mesma depois da morte de Draco. Pela primeira vez em mais de três anos, vivia sem medo e seus dias transcorriam aprazíveis. Inclusive quando o rei John a obrigou a ir à corte, deixou-a tranqüila em seus próprios aposentos privados. Ninguém a incomodou. Do outro lado da porta havia um jardim e Gina passou a maior parte do tempo nele.


Mas esse período aprazível tinha terminado e agora a obrigava a contrair um novo casamento. Sem dúvida, decepcionaria o lorde. E então, o que ele faria? Tentaria fazê-la sentir-se ignorante e insignificante? "Por Deus, não permitirei que isso aconteça!" Os ataques de Draco eram ardilosos e dissimulados e, naquele tempo, Gina era tão jovem, infantil e ingênua que não compreendeu o que o marido fazia até que era muito tarde. Era um ataque astuto, persistente à sua maneira, e continuou até fazê-la sentir que esse indivíduo tinha apagado toda a luz que havia nela.


Gina resistiu e foi então que as surras começaram.


Tentou enterrar as lembranças e dormiu desejando um milagre.


Ronald foi buscá-la ao meio-dia. Observou a palidez no rosto da irmã e moveu a cabeça.


— Acaso tem tão pouca fé no julgamento de seu irmão? Disse a você que MacBain é um homem honrado. — lembrou — Não tem motivos para temer.


Gina apoiou a mão sobre o braço do irmão e caminhou com ele.


— Tenho fé em seu julgamento — murmurou.


Ainda que faltasse convicção à voz de Gina, Ronald não se sentiu ofendido. Imediatamente, a lembrança do rosto machucado de Gina quando foi visitá-la e Draco não teve tempo de ocultá-la voltou a enchê-lo de fúria.


— Por favor, Ronald, não se aborreça. Estou dominando o medo, ficarei bem.


Ronald sorriu. Parecia-lhe incrível que nesse momento a irmã tentasse consolá-lo.


— Sim, seu casamento se realizará. — disse — Se olhar ao redor, verá sinais do temperamento de seu futuro esposo, sabe? Onde dormiu ontem à noite?


— Você sabe bem onde dormi.


— É uma cabana recém construída, não é?


Não lhe deu tempo de responder.


— Daqui vejo outras três, todas recém construídas. A madeira ainda não sofreu a passagem do tempo.


— Que está tentando me dizer?


— Um sujeito egoísta pensaria primeiro em seu próprio conforto, não é mesmo?


— Sim.


— Vê acaso outra moradia nova?


— Não.


— Gina, Sirius é o comandante dos guerreiros de MacBain e ele me disse que as cabanas são para os mais velhos do clã. Eles têm prioridade, pois são os que mais necessitam o calor do fogo e um teto que os proteja. MacBain deixou a si mesmo por último. Pense nisso, Gina. Descobri que na ala leste do castelo há dois dormitórios no piso superior que não foram danificados pelo fogo. Entretanto, MacBain não passou uma só noite neles: dorme fora, com outros soldados. Acaso isso não te diz nada sobre o modo de ser desse homem?


O sorriso de Gina foi resposta suficiente.


As cores voltaram ao rosto da jovem e Ronald fez um gesto de satisfação.


Tinham chegado quase ao limite do pátio e se detiveram para contemplar os numerosos homens e mulheres que trabalhavam preparando a cerimônia. Como a capela se incendiou, o casamento se realizaria no pátio, dentro do recinto amuralhado. O altar caseiro consistia em uma tábua lisa de madeira apoiada sobre dois barris vazios de cerveja. Uma mulher estendeu um tecido de linho branco sobre a tábua. O padre MacKechnie esperou até que a toalha estivesse colocada e apoiou no centro um belo cálice de ouro e um prato. Outras duas mulheres estavam ajoelhadas no chão, junto aos barris, colocando galhos de flores diante do altar improvisado.


Gina começou a caminhar outra vez. Ronald segurou sua mão e a deteve.


— Há uma coisa que tem que saber — disse.


— O que é?


— Vê o menino sentado sobre o último degrau?


Voltou-se para olhá-lo. Um menininho de não mais que quatro ou cinco verões estava sentado sozinho sobre o degrau superior. Apoiava os cotovelos sobre os joelhos e a cabeça sobre as mãos. Observava os preparativos e parecia muito infeliz.


— Vejo. — disse Gina — Parece abandonado, não, Ronald?


O irmão sorriu.


— Sim.


— Quem é?


— O filho de MacBain.


A jovem quase tropeçou.


— Como?


— Gina, baixe a voz. Não quero que ninguém escute nossa conversa. O menino é de MacBain. Claro que correm rumores de que poderia não ser filho de MacBain, mas o lorde assegura que o reconheceu.


Gina estava muito surpresa para falar.


— Chama-se Alex. — disse Ronald, pois não sabia que outra coisa dizer — Gina, acho que está impressionada.


— Por que não me disse isso antes? — Não lhe deu tempo de responder — Quanto tempo MacBain ficou casado?


— Ele não...


— Não compreendo.


— Sim, compreende: Alex é ilegítimo.


— Oh!


Gina não soube o que pensar a respeito.


— A mãe do menino morreu ao dar a luz. — acrescentou Ronald — Irmã, será melhor que saiba tudo. A mulher era uma acompanhante de soldados. Existem ao menos outros três homens que poderiam reclamar a paternidade do menino.


O coração de Gina se comoveu pelo pequeno e voltou-se para olhá-lo outra vez. Era um menino adorável, de cabelo escuro e encaracolado. Daquela distância não se distinguia a cor dos olhos e Gina apostou que seriam verdes, como os do pai.


— Gina, é importante que saiba que MacBain reconhece o menino como seu filho.


Gina voltou-se para o irmão.


— Escutei as duas vezes que disse.


— E?


A jovem sorriu.


— E o que, Ronald?


— O aceitará?


— Oh, Ronald! Como pode me perguntar algo assim? Claro que o aceitarei. Acaso acredita que poderia não fazê-lo?


Ronald exalou um suspiro: a irmã não entendia as coisas que aconteciam neste mundo tão duro.


— Entre os MacLaurin, é a maçã da discórdia. — lhe explicou — O pai de MacBain foi lorde MacLaurin e morreu sem reconhecer o filho.


— Portanto, o homem com quem me casarei também é ilegítimo?


— Sim.


— Entretanto os MacLaurin o nomearam lorde?


Ronald assentiu.


— É complexo. — admitiu — Precisavam da força dele. Leva o sangue do pai e, por conveniência, esqueceram que é bastardo. De qualquer maneira, o menino...


Interrompeu-se; deixaria que Gina tirasse as conclusões. Gina sacudiu a cabeça.


— Acha que o pequeno pode estar aflito por causa do casamento?


— Parece que há algo que o preocupa.


O padre MacKechnie lhes chamou a atenção com um gesto. Ronald conduziu Gina pelo cotovelo e avançou, mas a jovem não podia afastar o olhar do menino. Senhor, ele parecia triste e perdido!


— Estão prontos. — anunciou Ronald — Aí vem MacBain.


O lorde atravessou o pátio e posicionou-se em seu lugar, diante do altar, com as mãos ao lado do corpo. O sacerdote se aproximou, posicionou-se junto a ele e voltou a fazer gestos para que Gina se aproximasse.


— Não posso, não posso fazê-lo sem...


— Tudo sairá bem.


— Não entende. — sussurrou Gina, sorrindo — Espere-me aqui, Ronald. Volto em seguida.


O sacerdote agitou a mão e Gina devolveu a suposta saudação, sorrindo. Então girou e se afastou.


— Gina, pelo amor de Deus...!


Ronald falava sozinho. Viu como a irmã abria passagem entre as pessoas. Quando se encaminhou para as escadas finalmente compreendeu o que pretendia.


Ronald voltou o olhar para MacBain, mas a expressão deste era inescrutável.


O clérigo esticou o pescoço para observar Gina e em seguida, voltando-se para MacBain, deu-lhe uma leve cotovelada.


Ao aproximar-se dos degraus, Gina diminuiu o passo, pois não queria que o pequeno fugisse antes que o alcançasse.


Ao saber que MacBain tinha um filho a alegria e o alívio a invadiram. Por fim tinha a resposta para a pergunta que a tinha atormentado: MacBain não se importava que fosse estéril porque já tinha um herdeiro, embora fosse ilegítimo.


A culpa que tinha carregado caiu de seus ombros como uma pesada capa.


MacBain não pôde ocultar a expressão. Maldição, não queria que soubesse do filho até que estivessem casados e não pudesse voltar atrás! Sabia que as mulheres tinham estranhas reações e estava convencido de que nunca compreenderia como raciocinavam. Pelo jeito, faziam alvoroço pelas questões mais singulares. Conforme sabia, muitas delas não aceitavam às amantes e algumas das esposas de guerreiros que conhecia tampouco aceitavam os filhos bastardos. MacBain tinha a intenção de obrigar Gina a aceitar seu filho, mas esperava tê-la antes em seu poder.


Quando Alex a viu aproximar-se, ocultou o rosto entre as mãos. Tinha os joelhos fracos e cobertos de barro seco. Quando ergueu o rosto para espiá-la, Gina viu que não tinha os olhos cinza, e sim azuis.


Gina se deteve no último degrau e falou com o menino. MacBain deu um passo para a noiva, mas logo mudou de idéia: limitou-se a cruzar os braços sobre o peito e a esperar os acontecimentos. Não era o único que observava. Todos os MacBain e os MacLaurin se voltaram para olhar e se fez silêncio.


— O menino entende inglês? — perguntou o padre MacKechnie.


— Um pouco. — respondeu MacBain — Gina me disse que você estava lhe ensinando o gaélico. Aprendeu o suficiente para conversar um pouco com Alex?


O sacerdote encolheu os ombros.


— Pode ser.


Gina falou com o menino uns minutos e logo estendeu a mão. Alex se levantou de um salto, desceu tropeçando os degraus e lhe deu a mão. A moça se inclinou, afastou-lhe o cabelo do rosto, arrumou a túnica que deslizava pelo ombro e o aproximou de si.


— O menino pode compreender isso — disse MacKechnie.


— O que é que compreende? — perguntou Sirius.


O sacerdote sorriu:


— A aceitação.


MacBain assentiu. Gina se aproximou de Ronald e voltou a tomá-lo pelo braço.


— Agora estou pronta. — anunciou — Alex, vá para junto de seu pai. — indicou — Meu dever é me unir aos dois.


O pequeno assentiu. Correu pelo caminho e se posicionou à esquerda do pai. MacBain olhou o filho com expressão contida, e Gina não soube se estava contente ou zangado. Fixou o olhar nela, mas quando a moça avançou para ele descruzou os braços e posou a mão sobre a cabeça do menino.


Ronald a entregou em casamento e Gina não resistiu quando o barão pôs a mão dela na de MacBain. Ronald se orgulhou de sua irmã. Compreendeu que estava assustada, mas mesmo assim não tentou retê-lo junto a ela. Estava posicionada entre dois guerreiros: o futuro esposo à direita e o irmão à esquerda. Manteve-se ereta, com a cabeça erguida e olhando para frente.


Estava vestida com uma túnica branca que chegava aos tornozelos e outro objeto da mesma cor até os joelhos. O decote quadrado de seu vestido de noiva estava bordado com fios rosa pálido e verde que desenhavam diminutos casulos de rosa.


Também cheirava a rosas, e apesar do perfume ser suave, encantou MacBain. O padre MacKechnie tomou um pequeno buquê de flores de um canto do altar, o entregou a Gina e se apressou a posicionar-se do outro lado do altar para começar a missa.


MacBain manteve o olhar fixo sobre a noiva. Era uma mulher extremamente feminina e, para ser sincero, não sabia o que faria com ela. O que mais o preocupava era que não fosse forte o bastante para resistir a essa vida tão dura, mas tratou de deixar de lado essa preocupação. A partir desse momento, assumia o dever de assegurar-se de que sobrevivesse. A protegeria do perigo e se precisasse que a mimassem... Por Deus, que o faria! Não tinha a menor idéia de como faria, mas era um homem inteligente e acharia um modo. Não permitiria que sujasse as mãos nem que fizesse nenhuma tarefa pesada e exigiria que descansasse todos os dias. Em agradecimento pelas terras que Gina lhe tinha outorgado o mínimo que podia fazer era cuidar dela e sem dúvida esse era o único motivo para que se preocupasse com o conforto da noiva.


O vento fez voar uma mecha de cabelo sobre o rosto de Gina e a moça lhe soltou a mão para afastá-lo sobre o ombro em um gesto muito feminino. A massa de cachos vermelhos parecia flutuar sobre as costas da jovem. A mão tremia tanto que o ramalhete começava a desfolhar-se.


Como não voltou a pegar na sua mão, Harry se incomodou tanto que ele mesmo agarrou a mão de Gina e a aproximou de seu corpo. Ronald observou o gesto possessivo e sorriu.


A cerimônia transcorria com fluidez até que o padre MacKechnie pediu a jovem que prometesse amar, honrar e obedecer ao marido. Gina pensou um longo momento e logo sacudiu a cabeça e se voltou para o noivo.


Pediu-lhe com um gesto que se inclinasse e ficou nas pontas dos pés para lhe murmurar ao ouvido:


— Milorde, tentarei amá-lo e certamente o honrarei como marido, mas não acredito que o obedeça muito. Descobri que a submissão total não me agrada.


Enquanto lhe explicava sua opinião, arrancava as pétalas das flores. Não podia olhá-lo nos olhos e sim no queixo enquanto esperava a reação de MacBain.


— Está zombando de mim?


Disse-o em voz alta. Se o lorde não se preocupava que as pessoas ouvissem a discussão, Gina tampouco se importaria. Quando lhe respondeu, o fez em voz tão alta quanto MacBain.


— Zombar de você em meio aos votos conjugais? Não, milorde. Falo sério. Estas são as minhas condições. Aceita-as?


Harry riu: não pôde conter-se. A demonstração de coragem de Gina teve vida curta. Sentiu-se desconfortável e humilhada, mas a questão era muito importante para deixar passar.


Só restava uma alternativa. Endireitou os ombros, afastou a mão da de Harry com um puxão e arremessou o buquê de flores. Logo, fez uma reverência ao sacerdote, voltou-se e começou a afastar-se.


A mensagem era clara, mas alguns dos soldados MacLaurin demoraram a compreender.


— A garota vai embora? — Remus, o comandante dos soldados MacLaurin murmurou alto o bastante para que todos o ouvissem.


— MacBain, vai embora.  — exclamou outro.


— Parece que está indo. — interveio o padre MacKechnie — Disse algo que a aborreceu?


Ronald começou a segui-la, mas MacBain o agarrou pelo braço e negou com a cabeça. Arremessou o ramalhete para o barão, murmurou algo baixinho e foi atrás da noiva.


Tinha quase chegado aos arredores da Hermioneira antes que MacBain a alcançasse. Pegou-a pelos ombros e a fez voltar-se. Gina não o olhou, mas MacBain a pegou pelo queixo e a obrigou a olhá-lo.


Gina se preparou para enfrentar a cólera do homem. Sem dúvida, a castigaria. "Mas eu sou uma mulher forte. — lembrou — Suportarei a fúria de MacBain."


— Tentará obedecer?


Parecia irritado e Gina ficou tão atônita diante da reação do homem que sorriu. "Apesar de tudo, — pensou — não sou tão fracote. Enfrentei o lorde e o obriguei a negociar. Não sei se ganhei muito, mas sem dúvida não perdi nada."


— Sim, tentarei. — prometeu — Às vezes. — se apressou a acrescentar.


Harry revirou os olhos e decidiu que já tinha perdido muito tempo com esse assunto. Agarrou-a pela mão e a arrastou de novo até o altar. Gina teve que correr para acompanhá-lo.


Quando viu o sorriso da irmã, o semblante de Ronald serenou. Tinha muita curiosidade para saber no que consistiu a discussão, mas pensou que teria que esperar até que acabasse a cerimônia para saber.


Afinal de contas, não teve que esperar. Gina aceitou o buquê que o irmão lhe entregou e se voltou outra vez para o sacerdote.


— Padre, desculpe a interrupção — murmurou.


O clérigo assentiu. Voltou a pedir que amasse, honrasse e obedecesse ao marido, desta vez acrescentando "por favor".


— Amarei, honrarei e tentarei obedecer a meu marido... ocasionalmente — respondeu.


Ronald rompeu a rir: já compreendia qual tinha sido a discussão. Os MacLaurin e os MacBain lançaram em uníssono uma exclamação horrorizada.


O lorde percorreu os presentes com olhar severo, pedindo para manter silêncio. Em seguida voltou-se carrancudo para a noiva.


— A obediência e a submissão não são a mesma coisa — exclamou.


— Me ensinaram que era — se defendeu Gina.


— Ensinaram-lhe errado.


O semblante de Harry era tão sombrio que Gina começou a assustar-se outra vez. Deus querido, na verdade não poderia suportar! Não teria forças.


Arremessou outra vez o buquê para MacBain e se voltou para partir. O lorde atirou o ramalhete na mão estendida de Ronald e agarrou Gina antes que pudesse ir.


— Oh, não, não o fará. — murmurou — Não passaremos por isso outra vez.


Para demonstrar-lhe passou o braço pelos ombros da jovem e a reteve a seu lado.


— Gina, vamos terminar esta cerimônia antes do anoitecer.


A jovem se sentiu uma tola. O sacerdote a olhava como se estivesse louca. Tomou fôlego, voltou a receber as flores do irmão e disse:


— Por favor, padre, me perdoe por interromper outra vez. Rogo-lhe que continue.


O padre enxugou a testa com um lenço e concentrou a atenção no noivo. Gina quase não prestou atenção ao sermão do sacerdote a respeito dos méritos de ser um bom marido. Tentava superar o desconforto e compreendeu que estava farta de preocupar-se. A decisão estava tomada e isso era tudo. Pronunciou uma rápida prece e deixou seus temores nas mãos de Deus. Que Ele se preocupasse!


Sabia que era um plano sensato, mas, mesmo assim, desejou que Lhe desse algum sinal de que na realidade tudo sairia bem. A idéia a fez sorrir: era uma fantasia. Afinal de contas, era uma mulher e, em conseqüência, a última no amor de Deus: ao menos foi isso o que lhe disse o bispo Hallwick até a exaustão. Certamente, Deus não tinha tempo de escutar suas insignificantes preocupações e talvez Gina estivesse pecando por vaidade por esperar algum sinal.


Deixou escapar um breve suspiro. MacBain a ouviu, voltou-se para ela e Gina lhe sorriu sem convicção. Era a vez de MacBain responder às perguntas do sacerdote. Começou enunciando seu nome e seu título.


Chamava-se Harry Gabriel.


Deus lhe enviava o sinal. O assombro arregalou os olhos de Gina e a deixou com a boca aberta.


Apressou-se a controlar as emoções, mas não obteve o mesmo com os pensamentos. Sua mente se inundou de perguntas. Acaso a mãe lhe teria posto esse nome pelo mais elevado dos anjos, o mais amado por Deus? Era conhecido como o protetor das mulheres e dos meninos. Recordou as histórias maravilhosas sobre o mais esplêndido dos anjos, que tinham passado de geração em geração, de mães para filhos. Sua própria mãe lhe disse que “Gabriel” sempre a guardaria. Era seu próprio arcanjo e teria que invocá-lo em sua ajuda no meio da noite, quando os pesadelos se arrastassem para dentro dos sonhos. O arcanjo era o defensor dos inocentes e o vingador das maldades.


Moveu a cabeça: o que acontecia era que se deixava levar por um romantismo exagerado. Não havia nada simbólico no nome do marido. Talvez, quando nasceu, a mãe de Harry estava dominada pelas fantasias. Ou talvez lhe colocaram o nome em homenagem a algum parente.


Mas não pôde convencer-se. Imaginou que a falta de sono a inclinava a esse tipo de idéias tolas. Na noite anterior rogou que acontecesse um milagre, e alguns momentos atrás tinha desejado que um sinal lhe assegurasse que tudo sairia bem.


Gina tinha visto um retrato de “Gabriel” feito em carvão por um homem santo. Ainda recordava o desenho em todos os detalhes. O arcanjo estava representado como um guerreiro gigante com uma espada resplandecente na mão e tinha asas.


O homem de pé junto à Gina não tinha asas, mas sem dúvida era um guerreiro gigante com uma espada na cintura.


E se chamava Harry Gabriel. Acaso Deus teria respondido à prece de Gina?


 


Na.: desculpem, mas nao deu...tava muito ocupada com a faculdade por isso demorou um pouquinho, mas ta ai, agoea sao so mais uns dias de aula e ferias!!! Dai vou tentar terminar o CAP novo de ultimo dragao!!


 


beijokas


 


 

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