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75. Veritasserum


Fic: Primavera em Flor


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Assim que Valentina se retirou, o juiz pediu que fosse chamada a próxima testemunha de acusação.  Como já esperado, em comum acordo entre defesa e acusação, o testemunho de Virgínia foi dispensado pois não traria mais qualquer novidade ao caso.


“- Muito bem.”, assentiu o magistrado.  “- A defesa tem a palavra.”


Os advogados de Vittorio se levantaram e as testemunhas de defesa começaram a ser convocadas.  Eram cinco ao todo.  Entretanto, todas tratavam-se de elfos que trabalhavam na cada da família di Trevi e que obviamente haviam sido obrigados a comparecer para falar do bom-caráter que seu amo sempre tivera.  A virtudes do réu foram enumeradas como se ele fora o mais honesto e bondoso dos homens.  Enquanto depunham, os pobres elfos estavam visivelmente aterrorizados e constantemente olhavam para Vittorio como que para pedir aprovação para cada palavra que diziam.


“- Isto é patético.”, sussurrou Jean Pierre.  “- É obvio que os elfos estão sob coação.”


“- É patético sim, Gianino.  Mas que outras testemunhas a defesa poderia chamar ?”


“- O senhor tem razão padrino.  Não queria estar na pele dos advogados de Vittorio, condenados a defender uma causa perdida.”


Os depoimentos das testemunhas de defesa foram muito breves.  A promotoria nem mesmo se deu ao trabalho de fazer perguntas aos pobre elfos.


Foi então a vez de Vittorio dar seu testemunho.  Ele jurou inocência das acusações que Valentina lhe fizera.  Disse que jamais havia feito parte da organização do Lorde das Trevas e protestou contra as provas apresentadas.  Colocou em dúvida a competência dos peritos forenses e tentou usar a importância de sua família dentro da comunidade bruxa para convencer os jurados.  Declarou-se culpado apenas pelo ataque que fizera contra a família Gentili.  Contudo, mais uma vez disse que tudo fizera por amor.  Que não era sua intenção ferir ninguém, muito menos fazer mal à mulher que ainda amava de todo coração.”


“- O senhor se declara inocente ?”, perguntou o promotor de maneira meramente retórica.


“- Sim.  Sou inocente destas acusações pérfidas que são feitas contra mim.  Sou apenas culpado por amar demais e por ter perdido a cabeça em nome deste amor.”


Gino Mazzetti, que até aquele momento mantivera-se quieto em seu posto de assistente da promotoria, pediu licença ao juiz e chamou o advogado de acusação.


“- Ele não vai confessar e pode influenciar os jurados.”, sussurrou Gino.


“- Temos que correr o risco.”, respondeu o promotor.


“- Não podemos deixar que este biltre tenha uma pena leve.  As cartas apresentadas por Valentina, apesar de terem sido atestadas pelos peritos, são antigas.  Além disso, sabemos que há vários feitiços das trevas que podem ser usados para falsificação e que não deixariam qualquer vestígio.  É isto o que a defesa vai alegar quando for sua vez de falar diante do júri.  Precisamos de uma confissão do réu.  Algo que seja absolutamente irrefutável para condená-lo sem sombra de dúvida.”


O promotor pareceu surpreso ao ouvir aquelas palavras. “- E o que você sugere ?”, perguntou ele ao velho Gino.


“- Veritasserum.”


“- Mas não poderemos usar o soro da verdade no tribunal.  Isto não é permitido.”, retrucou o promotor.


“- Não seria permitido se as circunstâncias fossem diferentes.  Mas, neste caso, poderá ser usado para conseguirmos a confissão do réu.”


“- A defesa jamais aceitará.”


“- Isso mesmo.”, disse Gino, com um sorriso nos lábios.  “- E, se não aceitar, selará o destino de Vittorio pois será praticamente uma confissão de culpa.”


O rosto do promotor se iluminou.  “- É claro !  Você é brilhante, Gino !”


“- A promotoria tem alguma coisa a dizer ?”, arguiu o juiz, visivelmente impaciente.


“- Sim, meretíssimo.”, assentiu o promotor, enquanto Gino Mazzetti voltava para seu lugar.  “- A acusação pede permissão para utilizar Veritasserum.”


Ao ouvir estas palavras, Vittorio levantou-se e pôs-se a esbravejar.


“- Não vou permitir isso !”, gritou ele.


“- Ordem no tribunal !”, exclamou o juiz.  “- O réu não tem permissão para manifestar-se !  Senhores advogados de defesa, contenham o seu cliente !”


Os dois advogados foram imediatamente até Vittorio, implorando que ele se acalmasse.  Quando viu que o réu havia desistido de apresentar protestos, o juiz dirigiu-se à acusação:


“- A promotoria sabe que o uso de Veritasserum é expressamente proibido, a não ser que haja um motivo muito forte para fazê-lo.  Sob qual alegação o promotor requer a utilização do soro da verdade ?”


“- Senhor juiz, a acusação quer apenas que seja feita justiça.  O réu protesta inocência quanto às acusações mais pesadas que lhe são feitas.  As provas aqui apresentadas contra o Sr. di Trevi parecem ser refutadas por ele como ilegítimas.  Se o Sr. di Trevi é realmente inocente da acusação de ter sido Comensal da Morte, não seria justo e nem correto deixá-lo ser condenado por isso.  Por este motivo, a promotoria acredita que a utilização de Veritasserum seja necessária a fim de dirimir quaisquer dúvidas sobre a culpa ou inocência do réu em relação às graves acusações que lhe são feitas.”


O juiz ficou em silêncio por um momento, parecendo refletir sobre o que acabara de ouvir.  “- Muito bem, disse ele.  Este magistrado aceita os argumentos da promotoria e permite o uso do soro da verdade neste julgamento.  Mas é necessário que a defesa também esteja de acordo com a utilização deste expediente.”


Os advogados de Vittorio obviamente aperceberam-se de toda a trama que agora os enredava.  Se negassem o pedido da promotoria, Vittorio estaria assinando, mesmo que indiretamente, sua confissão de culpa.  Se o aceitassem, ele certamente confessaria todos os crimes dos quais era acusado e talvez ainda confessasse outros mais que até então fossem desconhecidos.


“- Antes de responder, a defesa gostaria de saber de onde virá o Veritasserum a ser usado neste julgamento.”


“- Dos estoques do Tribunal de Justiça.”, disse Gino Mazzetti.  “- Não é de conhecimento público, mas este tribunal tem sempre em mãos uma pequena quantidade desta poção disponível para situações especiais.”


Os advogados de defesa olharam para o juiz, como que implorando por socorro.  Aparentemente, eles havia se esquecido deste pormenor e sua estratégia era refutar a qualidade e procedência do Veritasserum a ser usado.


“- O auxiliar da promotoria está certo.”, disse o juiz, jogando assim todas as esperanças da defesa por água abaixo.  “- Esta casa tem sempre disponível uma certa quantidade de Veritasserum para ser usada em casos extremos.  Não há como refutar ou questionar a procedência ou eficácia de nosso soro da verdade pois, assim como todas as outras poções que utilizamos, é produzidos sob intenso controle de qualidade.  Cabe à defesa aceitar ou não o uso deste expediente.”


Os advogados de Vittorio ficaram olhando um para o outro, em total desespero, enquanto o resto do tribunal aguardava por uma decisão.


Vários minutos se passaram e a defesa apenas confabulava, sem dar resposta.  Jean Pierre olhou para o grande relógio que pendia acima do portal de entrada do tribunal e viu que ele já marcava 2 horas da tarde.


“- Estou morrendo de fome !”, sussurrou o Dr. Gentili.  “- Até quando os advogados de Vittorio vão nos prender aqui ?”


“- Talvez a decisão final fique para amanhã.”, especulou Marco.


“- Ah, será que o fim deste pesadelo será adiado por mais um dia ?”, retrucou Maria.


“- Vamos manter a calma.  Só nos resta esperar para ver o que a defesa decide.”, apaziguou o haitiano.


“- Você tem razão.”, concordou o Dr. Gentili.  “- Mas, Gianino, cá entre nós, sua idéia de que Veritasserum seria importante no julgamento provou-se muito útil.  Acabou dando ao velho Gino um caminho a seguir.  A defesa agora está em “um mato sem cachorro” e agora não tem por onde correr.”


“- Gino Mazzetti é mesmo uma raposa !  Não é à toa que nunca perdeu uma causa sequer.”, falou Marco com um sorriso.


“- Shhhhh.”, sussurrou Maria.  “- Parece que a defesa chegou a uma conclusão.”


“- Meretíssimo,” – finalmente a os advogados de Vittorio voltaram a se pronunciar – “gostaríamos de pedir recesso para podermos tomar uma decisão.  Por isso requeremos que o julgamento seja suspenso por hoje e recomece amanhã, pela manhã.”


“- O pedido será parcialmente atendido !”, disse o juiz.  “- Vou decretar recesso agora para que todos possam almoçar.  Entretanto, voltaremos novamente ao tribunal impreterivelmente às 20 horas.  Acredito que as próximas 6 horas sejam mais do que o bastante para a defesa confabular e tomar uma decisão.” – terminou ele, batendo o martelo na mesa, levantando-se e retirando-se.

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