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74. Valentina Dagoberti


Fic: Primavera em Flor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Virgínia Gentili acordou, como de costume, antes dos demais membros da família.  Tinha ficado o dia anterior inteiro aguardando para dar seu testemunho no tribunal, mas ainda não havia sido chamada.  Portanto, deduziu que teria que esperar o depoimento da ex-esposa de Vittorio, para só então ser convocada para falar.


Desceu as escadas e foi até a cozinha onde o café já havia sido preparado pelos elfos domésticos que serviam a casa.  Limitou-se então a ajudá-los a por a mesa e aguardou que o resto da família também viesse para fazer a refeição matinal.


Não precisou esperar muito pois todos desceram para a refeição uns cinco minutos depois.


“- Estou faminto !”, disse o Dr. Gentili, que mal havia se sentado à mesa.


Virgínia limitou-se a sorrir, enquanto pegava um pedaço de pão.


“- O que foi mamma ?”, perguntou Maria.


“- Nada, figlia.”


“- Você não está me parecendo muito bem.”, disse Dumbledore.


“- Bom, é que eu esperava ter sido chamada para depor ontem.  Mas aparentemente meu depoimento não pareceu de grande interesse e vou ter que esperar Valentina terminar suas revelações bombásticas para só então depor.”


“- Mamma, tenho certeza de que a promotoria teve algum motivo para agir assim.”


“- Eu sei, figlio.  Mas é muito aborrecido ficar esperando ...”


Marco já ia responder, tentando consolar a mãe, quando Gigio, o elfo que havia sido mandado a Hogwarts como mensageiro, chegou e dirigiu-se a Maria.


“- Minha ama, professor Snape mandou bilhete.”


“- Ah Gigio, obrigada.”, agradeceu ela.


“- E como foi lá em Hogwarts ?”, perguntou Ângelo Gentili.  “- Você deu o recado conforme lhe pedi.”


“- Sim, mestre.  Gigio deu o recado.”


“- E a poção da invisibilidade ?  Funcionou bem ?”


“- Sim, mestre.  Ninguém ver Gigio entrar e sair.”


“- Ótimo !  Você tem os frascos que lhe dei aí consigo ?”


O elfo assentiu com a cabeça e tirou do bolso os dois frascos, entregando-se ao seu amo.


Enquanto isso, Maria levantou-se da mesa e foi para um canto a fim de ler o que estava escrito no bilhete que Severus lhe enviara.


“Minha querida, fico muito feliz em saber que você está bem.  Preciso dizer-lhe que sinto demais a sua falta e que não vejo a hora de tê-la de novo em meus braços.  Espero ansioso pelo seu retorno.  Já não sei mais viver sem você.  Daquele que a ama devotadamente, Severus.”


Maria fechou os olhos e controlou com dificuldade toda as emoções que lhe vieram ao ler o bilhete.  Então discretamente o dobrou, guardando-o em um bolso interno de seu vestido.  Voltou depois para a mesa, onde a família já terminava a refeição.


Vendo que a hora de apresentar-se ao tribunal já chegava, os Gentili despediram-se de Albus Dumbledore que ficaria com Ancilla, Loumenise e a crianças, e partiram rumo a seu destino.


Como a tribuna ficara vazia por ordem do juiz, Gino Mazzetti conseguiu permissão especial do magistrado para que Maria, Jean Pierre, Ângelo e Marco ocupassem cadeiras na primeira fileira.  Lá também estavam sentados os pais de Vittorio e os pais de Valentina.  Gioconda di Trevi parecia hoje ainda mais fragilizada e abalada do que no dia anterior, fazendo com que Maria sentisse muita pena da mulher que quase fora sua sogra.


“- Mas ... e eu ?”, perguntou Virgínia, vendo que a família ficaria na tribuna.  “- Vou ter que esperar sozinha na sala das testemunhas ?”


“- Não, minha cara.  Você pode ficar aqui com sua família.  Talvez seu depoimento não seja necessário porque todos os fatos relevantes já foram informados pelos outros depoentes.”


“- Gino, você está dizendo que esperei este tempo todo para nada ?”.  A matriarca dos Gentili estava visivelmente indignada.


“- Sinto muito, minha cara.  Mas julgamentos são assim mesmo.  Se a promotoria e a defesa concordarem que o depoimento de determinada testemunha não é relevante para o caso, então dispensam a mesma sem que necessitem prestar declarações.”


“- Só não entendo o motivo de ser dispensada, se Marco e Jean Pierre, que nem estavam em casa quando Vittorio nos atacou, tiveram que dar seus depoimentos.”


“- É que os dois tinham que testemunhar para que a vileza do delito não pudesse ser contestada pois Vittorio os afastou de casa a fim de cometer seus desmandos com maior liberdade.  Isto denota premeditação, o que é agravante para qualquer crime.”


“- Está bem.”, disse Virgínia, ainda com ar desconsolado.


“- Ah minha querida, não fique chateada.”, falou o Dr. Gentili.  “- Acredite-me, não é nada agradável ficar sentado naquela cadeira respondendo às perguntas da acusação.  E ainda tem o fato de que a defesa pode querer colocar o júri contra você.”


“- Assim como fizeram com Jean Pierre, não é ?”, perguntou a matriarca dos Gentili, agora demonstrando alívio por não ter sido convocada a depor.


“- Exatamente.”, concordou Gino Mazzetti.


“- Está bem.  Vocês estão com a razão.  Fico feliz por ficar quietinha aqui e apenas assistir ao desenrolar dos fatos.  Vamos ver se toda a verdade vem à tona.”


“- Falando nisso ...”, disse Jean Pierre, aparentemente lembrando-se de algo muito importante.  “- Padrino, o senhor trouxe o frasco de Veritasserum ?”


“- Ah Gianino !  Eu o pegaria no laboratório logo após o café da manhã, mas a com a chegada de Gigio, acabei me esquecendo dele !”


“- Veritasserum ?”, perguntou Gino Mazzetti, com ar curioso.


“- Sim, Gianino vem me pedindo para trazer a poção desde o primeiro dia do julgamento.  Assim o tenho feito, mas hoje simplesmente me esqueci.”


“- Jean Pierre, por que você acha que precisaremos disso no tribunal ?”, perguntou Gino.


“- Não sei lhe dar um motivo palpável, é apenas uma impressão que tenho.  Há algo que me diz que Veritasserum nos será útil.”


“- Hum ... interessante.”, falou Mazzetti. “- De qualquer maneira, mesmo que você tivesse trazido a poção consigo, seu uso não seria permitido porque o Veritasserum teria sua origem em uma das partes interessadas na condenação do réu.  A defesa poderia alegar que a fonte não era segura e a utilização do soro da verdade seria negada.”


“- Eu não pensei nisso.”, disse Jean Pierre.  “- Sinto-me um completo idiota.  É claro que a corte não permitiria o uso da poção sabendo ter ela vindo dos estoques do padrino.”


“- Não se culpe.  Você não é obrigado a pensar sobre estas burocracias e trâmites legais.  Mas saiba que me deu uma excelente idéia.”


“- O que é ?”, perguntou Virgínia.


“- Não posso dizer ainda.  Mas garanto-lhes que vocês ficarão sabendo no momento certo.  Bom ... agora preciso retirar-me.  O julgamento vai recomeçar daqui a pouco.”


Os Gentili assentiram e Gino desceu a tribuna, dirigindo-se a seu lugar, que ficava próximo à cadeira do promotor.


Alguns minutos depois, o réu entrou no tribunal acompanhado por seus advogados e pelos dois guardas que, como no dia anterior, o seguravam pelo braço.  O entrada do juiz foi anunciada logo em seguida e o julgamento foi reiniciado com a reconvocação de Valentina para depor.


“- Srta. Dagoberti,” – disse o promotor, assim que a bela mulher sentou-se na cadeira para prestar depoimento – “pode nos informar seu nome de casada.”


“- Valentina Dagoberti di Trevi.”


“- Então a srta foi casada com o réu.”


“- Ainda o sou.  Nosso divórcio está em andamento. Espero que a separação legal seja declarada em breve.”


“- Mas mesmo assim, a srta já assina apenas seu nome de solteira.”


“- Orgulho-me de meu nome de família.”


“- E a srta não se orgulha de seu nome de casada ?”


“- Já me orgulhei.  Hoje apenas causa-me vergonha.”


“- E o que a fez sentir vergonha ?”


“- Meu futuro ex-marido é um homem de caráter distorcido.  Não posso orgulhar-me de ter me casado com ele.”


“- Srta. Dagoberti, pode nos dizer o motivo pelo qual nos diz que o Sr. Vittorio di Trevi tem caráter não confiável ?”


Valentina levantou seu belo rosto e começou a falar.  Ela era muito bonita, tinha olhos verdes, pela muito clara e lindos e ondulados cabelos ruivos que lhe chegavam à linha da cintura.


“- Descobri que o Sr. di Trevi foi um Comensal da Morte.”


“- A srta já sabia deste fato quando casou-se com ele ?”, perguntou o promotor


“- Não !”, exclamou Velentina.  “- Jamais teria me casado com Vittorio se soubesse de seu passado negro !”


“- E como foi exatamente que a srta. ficou sabendo sobre o envolvimento do Sr. di Trevi com aquele-cujo-nome-não-deve-ser-dito ?”


“- Por mero acaso.  Estava sozinha em casa e resolvi arrumar um armário que continha objetos pessoais de meu ex-marido – Vittorio sempre foi muito desorganizado e deixava tudo fora do lugar – acabei topando com uma caixa que nunca havia visto.  Ao ver a caixa, resolvi abri-la a fim de arrumá-la.  Foi lá que encontrei várias cartas de antigos Comensais da Morte que agora encontram-se presos em Azkaban.”


“- Srta. Dagoberti, esta caixa não estava trancada ?”


“- Ah sim, estava.  Mas eu a abri assim mesmo.”


“- Estava mecanicamente trancada por fechadura, ou havia algum feitiço para impedir que fosse aberta ?”


“- Estava fechada por feitiço.  Mas não tive qualquer dificuldade para abri-la pois o encantamento que a mantinha cerrada era muito simples, quase infantil, sendo facilmente anulado.  Na verdade, acho que Vittorio sempre subestimou minha inteligência.  Acredito que jamais lhe passou pela cabeça que eu fosse capaz de abrir a caixa.”, disse Valentina, com voz triunfante.


“- Ela está se vingando.”, cochichou Marco no ouvido da irmã.


Maria apenas fez que sim, balançando a cabeça.


“- E a srta. tem alguma prova do que diz ?”, perguntou o promotor.


“- Sim, trago aqui comigo várias das cartas que encontrei nesta caixa.”, respondeu ela, abrindo a bolsa e retirando de lá um maço de papéis que imediatamente entregou às mãos do advogado de acusação.  “- Vittorio foi tão descuidado que jamais sentiu falta delas.  Para dizer a verdade, acredito que ele simplesmente tenha se esquecido da existência da caixa, deixando-a displicentemente em um lugar de muito fácil acesso.”


Neste momento, Maria ouviu um profundo suspiro e que logo percebeu ter vindo da mão de Vittorio.


“- Que as presentes correspondências sirvam de provas incontestáveis contra o réu.”, disse o promotor, entregando todas as cartas ao juiz para que este pudesse examiná-las.


Imediatamente os advogados de acusação foram convocados à mesa do magistrado para que também eles pudessem averiguar as novas provas.


“- Os ilustres colegas da acusação já foram avisados sobre este material e receberam cópia de tudo.”, informou o promotor.


“- Os senhores confirmam esta informação ?”, perguntou o juiz.


“- Sim, meretíssimo.”, responderem os dois advogados em uníssono.


“- Muito bem.” – continuou o juiz – “- Sr. promotor, pode continuar a arguir a testemunha.”


“- Obrigado, meretíssimo.  Srta. Dagoberti, há alguma outra prova que a srta. tenha contra o réu além das aqui apresentadas ?”


“- Não senhor.  Mas acredito que não necessite de qualquer outra.  Há aí cartas de autoria de Igor Karkaroff, Maximo di Maggio, Marcelo Capresi, Antonella Belmonte, Teresa Albertoni, Alfredo Piazza, entre vários outros conhecidos Comensais da Morte.  Todos eles, com exceção de Karkaroff, devidamente aprisionados em Azkaban desde a capitulação do Lorde das Trevas. Se o senhor ler atentamente a todas elas, verá que são prova mais do que irrefutável de que Vittorio foi parte atuante da organização de você-sabe-quem.”


“- Certo.”, disse o promotor.


“- E a acusação tem provas de que estas cartas são verdadeiras ?”, perguntou o juiz.


“- Sim, meretíssimo.  As caligrafias foram devidamente analisadas por nossos especialistas forenses.  Nossos técnicos estão de posse dos depoimentos que todos os Comensais da Morte em questão assinaram de próprio punho na época em que foram julgados.  Portanto, todas as cartas são verídicas.”


“- Todas as caligrafias, sem exceção.”


“- Sim, meretíssimo.  Todas elas.”


“- A defesa tem alguma coisa a dizer ?”, perguntou o juiz.


“- Não, meretíssimo.  Nada a declarar.”, disse um dos advogados de Vittorio.  Era visível que ele via-se vencido diante de evidências tão retumbantes.


“- A promotoria pode continuar.”- disse o juiz.


“- Não temos mais perguntas.  A testemunha está dispensada pela acusação.”


“- E a defesa ?  Algum questionamento à testemunha ?”


“- Sim, senhor juiz.  A defesa gostaria de saber há quanto tempo a srta. Dagoberti tem conhecimento destes fatos.”


“- Há alguns meses.”, respondeu Valentina.


“- E por qual motivo não revelou tudo isso antes ?”


“- Porque Vittorio era meu marido.  Eu tinha obrigação de manter segredo.”


“- Será esse mesmo o motivo ?  Ou será porque a srta. agora quer vingar-se do Sr. di Trevi por tê-la deixado e pedido o divórcio.”


“- E que mal haveria em querer vingança ?”, perguntou Valentina com um sorriso nos lábios.  “- Isto não tira o mérito e nem a veracidade das provas que apresentei.” – finalizou ela, olhando triunfantemente para os jurados, que a tudo assistiam embasbacados.


O advogado de defesa não teve outro jeito a não ser dispensar a testemunha.  O silêncio no tribunal agora era absoluto e perdurou por vários segundos. Todos os presentes pareciam chocados diante das irrefutáveis provas apresentadas.


Valentina levantou-se e já preparava-se sair do tribunal quando parou diante de Vittorio e sussurrou algo que só ele, seus advogados e Maria, com sua extraordinária audição, puderam ouvir:


“- Aí está a paga por toda a humilhação que passei.”, disse ela, logo em seguida retirando-se sem mais nada falar.

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