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20. Perdas


Fic: "Foi assim..." Capítulo 21 On LIne (*E que venham as pedras...*)


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Três dias.
Três malditos e vagarosos dias se passaram e nada havia mudado. Nem a dor, nem o cansaço, nem a sensação de impotência...absolutamente nada, continuava ali, ao lado dela, velando seu sono que a cada dia que passava ele implorava para que ele não fosse eterno. Nem mesmo as notícias estavam mudando, sempre as mesmas, sempre carregadas de desesperança, tragédia. E ali ele continuava, lutando inutilmente contra o sono, contra as imagens recentes que o assombravam e assombrariam pelo resto de sua vida.




Fechou os olhos. Abriu-os lentamente e pôde ver, o exato local onde vira seu próprio pai, a varinha estendida, apontada diretamente para ele, o exato local onde ela se colocara entre eles, o local em que a perdera. Ainda atônito ele a viu, sabe-se lá com quais forças mas lá estava ela, de pé, a varinha igualmente estendida, pronta, exposta. E então aquele grito, grito que jamais se apagaria de sua memória, um grito de dor, sofrimento, seguido por um estrondo ensurdecedor.




__ SEU BASTARDO!!!




O grito fora dado por Snape. Seu rosto transformara-se numa máscara de puro ódio, ódio que se misturava com a poderosa aura que rodeava seu corpo naquele momento.
Fora empurrado por ele com tanta força que chegara a cair aos pés da escada que estava a poucos metros diante de si, mal recuperara-se do choque, seus olhos encontraram-se com a figura cínica e sonsa, ensangüentada dos pés a cabeça, fitando-o sem nenhum vestígio de surpresa. Sangue, exatamente como em seu sonho. Sentiu o coração falhar um batimento ao mesmo tempo em que o chão parecia sumir sob seus pés.




__ E aqui está o salvador, o menino que sobreviveu!- zombou Nicolai enquanto seus olhos ainda mantinham-se fixos em Malfoy, totalmente consciente da presença de Harry mais ao fundo do aposento onde Lúcio e Snape travavam um furioso duelo.- tentando salvar a mãe do inimigo? Essa é nova pra mim...




Não dissera nada, apenas acenara a varinha com tamanha fúria que antes que o loiro no topo da escada rolasse por ela, ele fora jogado a uma altura impressionante, tanto que seu corpo de fato chocara-se com o teto antes de enfim cair, inerte, e rolar escada abaixo, parando aos pés de seu atacante. Mas não havia tempo de se preocupar se matara o primo ou não, precisava correr, precisava ajudá-la, precisava ajudá-lo, mas era apenas um só.




__ Eu subo- interveio Harry que se esquivava dos feitiços disparados por Lúcio, tentando trazer consigo o corpo de Narcisa.- Tente acordá-la ou controlar o seu pai, temos que sair daqui!




E no segundo seguinte Harry já havia galgado os degraus da enorme escada e começava a chamar por Gina. Seus gritos foram abafados pelos de seu pai que voltava a investir contra Snape, louco, completamente transtornado, gritando frases desconexas, feitiços, azarações deixando um rastro de destruição significante para apenas um homem; Até que um deles enfim atingiu Snape, em cheio. Sentindo que o mundo estava em câmera lenta naquele instante, ele começou a correr, o máximo que suas pernas podiam para poder acudi-lo. Ele não podia cair. Não ele, não aquele que fora seu companheiro, amigo e pai. Não podia.




___ PAI!!!




Sua voz pareceu ecoar por um longo momento, momento em que o tempo pareceu parar, instantes antes do corpo de Snape enfim encontrar-se com o chão, num baque surdo, seco. Não podia ser real, simplesmente não podia...
Mas lá estava ele, caído, imóvel, o sangue escorrendo por sua boca, os olhos arregalados, desfocados, sem luz. Sentindo-se completamente indefeso ele dera um passo, mais um único passo para aproximar-se dele, foi quando seus olhos negros e graves se fecharam, levando consigo todo resquício de sanidade que havia em si naquele momento. Só restara a fúria.




__ Lacero!- bradou Draco, lançando a azaração contra Lúcio.
__ Um esforço válido- caçoou Lúcio após desviar-se facilmente do ataque de draco.- O que mais você tem?
__ Minuo!- Rosnou Draco, enfim atingindo o loiro a sua frente, vendo-o sangrar pelo ouvido e nariz, ainda exibindo um terrível sorriso torto.
__ Excorio!- disse Lúcio em meio ao riso, com uma enorme precisão.
__ Fractus! - bradou Draco, instintivamente.




E então o raio que vinha em sua direção também partia do outro lado da varinha de Lúcio, atingindo-o com estrondosa força, diretamente em seu peito. Antes mesmo que se desse conta do que havia acontecido, Lúcio, que já tinha uma assustadora quantidade se sangue escorrendo por sua boca, indo de encontro as suas vestes, soltou o que parecia ser um rosnado de dor e fúria, seus olhos injetados, fixos de forma maníaca em Draco, que assistia aterrorizado a razão daqueles berros.
Toda a pele do rosto de Lúcio tinha começado a se soltar, expondo sua carne viva, como se seu rosto fosse apenas uma máscara prestes a ser removida.




__ Harry?




Seus olhos se abriram rapidamente enquanto as imagens sumiam, sendo substituídas pelo branco do quarto de hospital em que estava. St Mungos. E pela primeira vez em três dias ele pudera ouvir sua voz novamente, exatamente como ouvira momentos antes de vê-la fechar os olhos, tensa, preocupação e ansiedade impregnando cada letra do nome que ela chamava. E por mais que o nó que apertava em seu peito se afrouxara-se um pouco, junto ao alívio por saber que ela estava “bem”, o nó voltava a se apertar impiedosamente, não somente em seu peito mas também em sua garganta. Não era o seu nome. Ela chamava por ele.




Mas que depressa ele se levantou, cambaleando um pouco, e se dirigiu para a porta, sob o olhar surpreso da Sra Weasley que junto com ele, ficara cada Segundo dentro daquele quarto, aguardando algum sinal, sinal que finalmente chegara, dilacerando seu coração. Com uma última olhada para ela ele pode ver, seu rosto pálido e doentio, as sobrancelhas franzidas numa expressão de dor, e os olhos firmemente fechados, seus lábios se abrindo lentamente, deixando escapar mais uma vez o nome dele. Respirou fundo, segurou a maçaneta e por fim saiu do quarto. Mal colocara a cabeça para fora do quarto, viu-se sob o olhar questionador de todos os Weasley e mais algumas pessoas da ordem que ali estavam.




__ Potter.- sua voz saiu estranhamente baixa, mais parecia um rosnado. Engolindo com força o estranho bolo que ainda estava em sua garganta Draco se obrigou a dizer às palavras que com certeza faziam parte daquele bolo.- Ela precisa de você. Ela está te chamando.




Enquanto um vazio se apossava de todo seu ser, ele assistiu um Harry nervoso correr para o lugar onde ele ainda estava, passar por ele dando um breve aceno e enfim entrar quarto adentro, colocando-se ao lado dela, sem hesitar ao segurar em suas mãos.
Não precisava de mais nada. Queria sair dali o mais rápido possível. Na verdade, queria sua mãe, sentia-se perdido, mais do que nunca precisava de colo. Seus olhos arderam intensamente e o olhar de preocupação que recebera de Ronald Weasley fora bastante para que suas pernas enfim voltassem a funcionar, guiando-o corredor acima em direção a enfermaria onde encontraria sua mãe e Snape. Sua mente trabalhando furiosamente, tentando afastar o som da voz de gina que ainda ecoavam em seus ouvidos.




__ Harry?
__ Gina! Gina, não, não feche os olhos, por favor. Gina!...
__ Harry?- perguntou mais uma vez, dividida entre o desespero e o alívio.
__ Eu estou aqui- ele respondeu.




Mal conseguia respirar. Sentiu as cordas que prendiam seus pulsos sendo soltas, e logo em seguida seu corpo sendo erguido com uma certa dificuldade. Ele estava ali, com ela, viera em seu socorro e tudo o que queria naquele momento era gritar e ralhar com o moreno a sua frente. Ele estava louco?! A qualquer momento aquela casa estaria cheia de comensais e o próprio Você-sabe-quem! Todos atrás dele! E ele arriscando tudo, a própria vida, o bem do mundo mágico por ela?! Era loucura! Insanidade. Precisava tirar ele dali, o mas rápido possível, berrava a voz em sua mente. Mesmo assim, não havia forças. A exaustão e a dor predominavam naquele momento.




__ Você precisa sair daqui.- balbuciou ela enquanto Harry tentava em vão estancar o sangue em seus pulsos.
__ Nós vamos sair daqui- garantiu ele, firmemente observando-a atentamente enquanto suas mãos enrolavam um pedaço de sua camisa num dos pulsos esfolados dela.
__ Agora Harry.- implorou ela, o pânico voltando a crescer em seu peito.- Por favor...
__ Gina, está tudo bem agora...
__ OH! E aqui está o casal!




A voz sibilante chegara aos seus ouvidos somada aos estampidos e berros que vinham do andar de baixo, sobrepondo-se sem maior esforço. Parado a porta, as retinas vermelhas ardendo em ódio e triunfo, a capa negra agitando-se com a onda de energia que se desprendia de seu corpo, a mão esquelética e anormalmente branca brincando distraidamente com a varinha e nos lábios algo que mais esgar, jamais um sorriso, mas ainda assim terrivelmente familiar. O último traço reconhecível do jovem de dezesseis anos que tentara roubar sua vida. O ar que já não encontravam o caminho certo para seus pulmões definitivamente deixara de existir naquele momento em que enfim entrara no aposento.




__ E aqui teremos o seu fim, Harry.- disse ele casualmente, como que comentando o tempo.- Mas não se preocupe, como o lord misericordioso que sou, permitirei que você se despeça de seu grande...amor?
__ Não.- disse Harry decidido, deixando Gina amparada pelos restos da cadeira em que estivera presa, afastando-se o máximo possível dela.
__ Não?- debochou Voldemort.- Não você não quer se despedir? Tudo bem.




Um raio. Um único raio, prata, o atingiu impiedosamente, exatamente no local de sua cicatriz, fazendo-o curvar-se de dor. Sua cabeça racharia a qualquer minuto, não tinha dúvidas, se não fosse pela dor, seria pelos gritos, gritos seus que se misturavam aos de sua...
Tudo parara. Abruptamente. Tinha total consciência de que ainda estava de pé, sabe-se lá como, a visão turva, uma sensação nauseante, o suor frio escorrendo por seu rosto e o gosto de sangue chegando a seus lábios.
Com mãos trêmulas, tentou inutilmente levantar a varinha, buscando o seu atacante às cegas, ainda consciente de que Gina estava a suas costas, podia ouvir a respiração rascante e assustada que ela produzia, juntamente com o seu choro, fraco, quase inaudível.




__ Crucio.




A voz chegara a seus ouvidos descansadamente, entediada de fato, trazendo consigo um flash branco de pura dor. Dessa vez não tivera forças para agüentar a dor insuportável que dominava seu corpo, cada músculo, cada osso, cada milímetro de sua pele irradiava um sofrimento indescritível por todo seu ser. Seus pulmões estavam se fechando quando em meio ao seu desespero ele ouviu. Seu nome. Um borrão vermelho invadiu seu campo, já distorcido, de visão, arrancando de sua mão a varinha que ali estivera, presa firmemente entre seus dedos.




__ NÃO!




Berraram em uníssono. Ele e ela.
Ambos podiam ouvir a risada sem emoção de Voldemort, risada que antecedeu o que ambos mais temiam naquela noite.
A morte. E não era ele que iria encará-la. Gina estava em seu lugar, bloqueando o raio verde que vinha em sua direção, e ele não conseguia se mexer, havia algo que o mantinha imóvel, pregado ao chão, limitado a berrar em dor e agonia, assistindo impotentemente a morte se aproximando, pronta para levar a mulher que amava, para sempre.




Gina manteve-se de pé, os olhos pregados nas retinas flamejantes que a encaravam com total divertimento. Não sentia medo. Aquele ser que aterrorizava seus sonhos desde seus onze anos já não o fazia, não naquele momento. Não havia espaço para aquilo. Havia uma necessidade maior: Protegê-lo. Não importava o que custaria, desde que ele estivesse vivo, e tivesse uma chance. Uma chance.
Ergueu a varinha, sem a menor idéia da utilidade daquele gesto naquele momento, mas ergueu, sentindo seu coração despedaçando-se ao ouvir os gritos de pura agonia de Harry, caído a seus pés, atrás de si, imobilizado por ela. Sabia que ele jamais permitiria que ela ficasse naquela situação, mas ela sentia que era assim que as coisas deveriam ser.




E bem diante de seus olhos, o raio que trazia consigo a morte certa aproximava-se cada vez mais, como em câmera lenta. Um arrepio passou por ela mas ainda assim ela não se mexeu. Era isso.
Centelhas verdes estouraram a sua volta enquanto Gina sentiu a maldição atingi-la, fazendo-a cair de joelhos tamanha a dor que sentira naquele impacto. Ainda assim, ela encontrou um maio de abrir os olhos uma vez mais. E então ela viu. Branca, pura e intensa, em volta de seu corpo, irradiando-se dele, uma energia que se misturava a sua, poderosa, incontrolável. E então uma mão, quente e acolhedora em seu ombro, e outra ajudando-a a manter a varinha que apesar de tudo continuava erguida, direcionada para onde estaria o coração de Voldemort, se é que ela ainda o tinha.




__ O Harry não, o Harry não...- a voz. Conhecia aquela voz. Conhecia aquelas palavras.- Harry não!




A aura ao seu redor intensificarar-se de tal forma que seu corpo fora arremessado para trás, colidindo com a parede que estava a metros de distância. Um clarão. Um clarão que iluminou todo aposento, ofuscando sua visão. Não havia mais som, não havia mas dor, cansaço, desespero, nada. Apenas um branco, um intenso branco, interminável, infinito, reluzente.
Sua cabeça caiu pesadamente contra o chão. Seu corpo acabara de escorregar pela parede, aparentemente amparado pela poderosa energia que tomava conta de cada pedacinho daquele lugar.




__ Gina! Gina, não! Não feche os olhos, por favor. Fique acordada!




Quem a chamava? Remus? Seu pai? Não fazia a menor idéia. Sentiu que braços estavam se posicionando ao seu redor, levantando-a logo em seguida. Sentiu toda a dor, por todo o seu corpo mas sua mente apenas implorava por uma única coisa.




__ Harry?
__ Ele está vivo, Gina... ele ficará bem- a voz respondeu prontamente.




Alívio. Foi o que tomou conta de si naquele momento. E por fim, mais uma vez, ela se permitiu afundar na escuridão, inconsciente. Não sabia ao certo quanto tempo estivera ali, em meio ao vazio sombrio que tomava conta de sua mente, mas já Não Queria estar ali, precisava sair da escuridão mais uma vez. Estava sufocando-lhe, aprisionando-lhe. Precisava de ajuda. Não conseguiria sair sozinha dali.




__ HARRY!?




O grito saíra de sua boca com tamanha força que sua garganta ardera. Sentara-se tão de repente que sua cabeça latejou fortemente, fazendo sua visão tornar-se turva e distorcida, suas mãos tremiam freneticamente e sua respiração saia ruidosa, como se tivesse corrido milhas e milhas para chegar ali. Piscou algumas vezes vendo um misto de imagens confusas, reais, recentes, a claridade, o cheiro de sangue misturado ao cheiro de poção asséptica, uma sensação de que a qualquer momento iria vomitar até que sentiu o coração falhar um batimento.




__ Eu estou aqui.




Aquela voz chegara a seus ouvidos como um bálsamo. Ele estava ali. Com ela. Vivo. Com ela. Não se atrevendo a acreditar, seus olhos buscaram o par de olhos verdes, prontamente encontrando-os, banhados em lágrimas, preocupação e conforto. E confirmando o que seus olhos viam, pode sentir as mãos dele, buscando as suas, transmitindo-lhe toda segurança que ela desejara poder transmitir ara ele, todo esse tempo. Felicidade. Inundando cada poro, cada molécula de todo seu ser, transformando-se em lágrimas e no impulso de abraçá-lo, e Gina não lutou contra nenhum dos dois.




__ Eu pensei que você estava...-começaram os dois, ao mesmo tempo.
__ No que você estava pensando?!- perguntou Harry apertando ainda mais o abraço.- Aquilo foi insano!
__ Eu não podia deixar... foi mais forte que eu...- explicou ela escondendo o sorriso choroso em seus lábios na curva do pescoço dele.- Eu jamais poderia...
__ Mas...
__ Você está bem.- disse ela afastando-se, segurando o rosto dele entre as mãos, maravilhada pelo fato dele estar ali.- Você...




As palavras foram abafadas por um soluço trêmulo, vindo do lado direito de onde estava, atraindo o seu fofo de visão e fazendo-a perceber que não estavam sozinhos. Sua mãe. Os olhos igualmente castanhos encontravam-se inundados por lágrimas que desciam rapidamente por seu rosto cansado, dividido entre o choro e o riso e a inegável preocupação. Provavelmente todos da família deveriam estar assim, preocupados. Se é que eles não estavam em situação parecida ou igual à dela. Não era melhor não pensar, não agora. Queria apenas...




__ Mãe...- começou ela.
__ Tudo bem querida. Eu vou avisar os outros que você está bem- sorriu Molly, ainda trêmula, aproximando-se para acariciar os cabelos da filha. Deu-lhe um beijo rápido e se dirigiu à porta.
__ Mas...
__ Eu já volto.- assegurou a Sra Weasley tentando secar as lágrimas que banhavam seu rosto com as costas das mãos.- Vocês precisam conversar.




Gina apenas acenou positivamente. Precisava daquele momento, mesmo sem saber o motivou ou por onde começar, mas o fato das mãos dele estarem segurando a sua, quase que possessivamente a tranqüilizaram. Mas ainda havia uma sensação de dúvidas, como se faltasse alguma parte da história, como num grande quebra cabeças que está quase pronto. As imagens ainda eram vividas em sua mente mas, não fazia idéia de quanto tempo se passara desde que...




__ Há quanto tempo estou aqui?- a pergunta saltou de sua boca, sobressaltando Harry que olhava fixamente para suas mãos entrelaçadas.
__ Três dias.- respondeu ele num tom de voz rouco. Quase que amargo.
__ Você se lembra...?- Começou Gina após alguns minutos em que se entretera fazendo o mesmo que harry.- Daquela noite, no segundo ano... meu segundo ano, seu terceiro... dos dementadores... no trem?
__ S-sim.- respondeu Harry confuso.
__ Você perguntou quem estava gritando...- continuou ela, mais para si que para ele ouvir.
__ Gina...
__ Quem era a mulher que estava gritando Harry?- perguntou ela de uma vez só, um nó se formando em sua garganta.
__ Como você...?
__ Era a sua mãe.- Afirmou ela, as lágrimas voltando a descer por seu rosto ao vê-lo engolir em seco e acenar positivamente.
__ Como você soube disso?- perguntou ele num tom quase inaudível, a dor estampada em seus olhos.
__ Eu ouvi também... naquela mesma noite.- ela respondeu baixando o olhar.- E algumas outras vezes, em sonhos eu acho.
__ Você ouviu?- estranhou ele.
__ E hoje.- cortou ela encarando-o.- Você também ouviu não foi? As mesmas palavras, só que ela não estava implorando... era mais uma sentença, uma certeza.
__ Mas foi você, a sua voz.- murmurou Harry.
__ Você não sentiu?- perguntou ela.
__ Era ela.- disse Harry, lembrando-se claramente dos momentos em que a poderosa aura se somara com a de Gina.- Bem atrás de você...
__ Me ajudando.- assentiu Gina.- Ou agindo através de mim... faz sentido. Nós duas sentimos o mesmo por você...




Naquele momento, após aquelas palavras Harry soube exatamente o que havia perdido. Talvez, ele já soubesse há bastante tempo e apenas não queria encarar a realidade, preferia se agarrar àquela possibilidade que ignorara por tanto tempo. Mas ela havia se perdido, pelo menos para ele. Era inevitável a dor que se instalara em seu peito naquele instante, a sensação de perda era quase insuportável. O único alento era a certeza de que pelo menos a mulher que amava ainda o amava, mesmo que fosse um amor maternal como ela mesma insinuara. Mas... ainda assim... não haviam palavras para explicar o que se passava consigo.




__ E você duas salvaram minha vida.- disse ele num riso choroso desviando o olhar que até agora estava preso no dela.
__ Harry...- começou ela estendendo uma das mãos para acariciar-lhe o rosto. Ficaram algum tempo em silêncio algum tempo até que Gina voltou a falar.- Quem nos encontrou? Eu digo... lá na mansão.
__ Seu irmão Gui e Remus.- respondeu Harry.- os pessoal da ordem chegou logo depois junto com o Malfoy... ele esteve o tempo todo aqui com você.
__ Draco.- murmurou ela sentindo-se meio atordoada.
__ Eu posso ir chamá-lo- falou Harry levantando-se prontamente- Só um segundo.



Mas o segundo trasnformou-se em horas. Toda sua família, ou pelo menos aqueles que não estavam na enfermaria ao lado ou do andar de baixo, estiveram com ela, perguntando como ela estava, implicando com ela, fazendo-a sorrir... enfim, fazendo-se presentes para ela. Mas ninguém o encontrou. Nem mesmo na enfermaria onde Snape continuava inconsciente sob a guarda constante de Narcisa, que encontrava-se numa situação delicada mas recusara-se a deixá-lo. Ele simplesmente havia sumido.
Deixando um vazio e a preocupação para preenchê-lo, quando ele é quem deveria estar lá, pensou Gina um tanto aborrecida já ao cair da noite.
O que raios ele estava pensando? O que o impedira de estar ali agora, junto dela, já que ele estivera todo esse tempo, segundo todas as pessoas que a visitaram ao longo do dia...?





CONTINUA




NA/: Nuoooooooooohhhh...
sim sim, podem me bater, eu mereço... e muito...
adivinhem onde estou ? SALVADOR BAHIA!!! sim sim, visitando a família ^^ Sabem como eh neam...fim de ano, dae meu pai me "sequestrou" pra k, dae eu tive q mandar a crica invadir meu pc, achar o cpt, me mandar preu poder atualizar ¬¬ Mas, sim, estou atualizando XD (*ouvindo pessoas cantando aleluia*)

um porém: SIM EU SOU H/G MAS ESSA FIC EH D/G OWS!
hauihaiuahiuahiauhaiuhaiua... quase morri aki qdo li os coments de v6... mtu engraçado... espero q com esse cpt v6 tem esclarecido suas dúvidas tah?
uhaiuahiuahiuahiahiauhaiuhaiuhaihaiaha...^^`

Enton... antes de tudo, feliz ano novo *ATRASADO* e feliz cpt atrasado ^^`
Desjo a geral q lê essa fic mta sucesso, saúde, paz e tudo de bom e mais um kdim pq a gnt merece non? ah! e paciência...pra aturar as minhas atualizações demoradas (*autora corando*)

Enfim... tae u cpt, um kdim sujo de areia mas tah aih... espero q v6 consigam comentar e possam...
não posso dizer qdo vou atualizar de novo com certeza pq...férias! Bahia! sabem como eh neh?
Mas farei o melhor de mim (*pra roubar o pc da minha prima e continuar a escrever nem q seja de madrugada*)


Bjus pra todos
by Nani



made in Bahia

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