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70. A verdade é ambígua


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


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CAPITULO 70


 


 


A verdade é ambígua


 


 


 


 


-Eu não sei por que estou aqui! – Mary disse irritada, e nervosa.


Estava sentada na sala de interrogatório do ministério londrino olhando para Harry e outros autores. Rony estava no fundo da sala e ela olhou para ele em busca de ajuda.


-Rony, amor,  o que está havendo? – havia um traço de desespero em sua voz.


-Hermione foi envenenada dentro da nossa casa.  – ele disse seco.


-Como assim? Ela anda por todos os lados! Pode ter sido envenenada em qualquer lugar! Aquela lá não tem paragem!  -ela disse acida.


-Foi encontrado em seu sangue a mesma substância que foi encontrada em Sara.  – ele alertou notando sua surpresa – Desde que eram pequenas, as meninas estão sempre no hospital, apresentando os mesmos sintomas! E agora, Hermione também está doente! Acha mesmo que é coincidência?


-Acha que alguém está envenenando as pessoas na  nossa casa? – ela perguntou aturdida e Rony se perguntou como era possível alguém representar tão bem!!!


-Eu acho que somos as únicas pessoas que tem acesso a nossa casa por tempo suficiente para poder envenenar alguém. Mary, é você quem cozinha.


-Eu... – ela ficou sem palavras, encarnando-o como se ele estivesse louco – Acha que fui eu? Que fui eu quem envenenou essa...mulher? – sua expressão de horror era comovente – Eu envenenaria minhas filhas????


-É o que estamos querendo descobrir, sra.Wesley – o auror responsável por aquela investigação disse paciente. Era um homem de meia idade, calvo e simpático. Seu nome era Andrew MacGont, mas ele gostava apenas de ser chamado de A.G. – O procedimento padrão é conduzir uma investigação completa em sua residência e  mantê-la  sob a guarda do ministério até esclarecermos tudo. Mas em respeito ao nosso colega – ele olhou para Rony – podemos quebrar o protocolo e ir diretamente ao ponto, se nos autorizar.


-Como assim?  -ela perguntou com a voz tremula, as mãos se torcendo sob as pernas.


-Poção da verdade – AG disse pausadamente – Um gole. Algumas perguntas, e a senhora vai para casa rapidamente.


Mary olhou para Rony com magoa. Pensou um instante.


-Qual seria a pergunta? – ela quis saber antes de decidir.


-A senhora saberá assim que tiver bebido a poção – ele esclareceu, fazendo segredo e fazendo aparecer sobre a mesa o vidrinho de poção.


-Rony também mora na casa. Ele também tem acesso a todo conhecimento necessário para fazer isso. Não seria certo ele beber também?  -ela perguntou olhando para AG.


-Claro, a senhora tem razão – ele olhou para Rony – Por favor, Ronald – ele apontou a cadeira ao lado de Mary e contrariado Rony sentou-se.


Estendendo a mão, ele apanhou o vidro e bebeu rapidamente.


-Ronald Wesley, preciso que responda sim ou não. Envenenou a Srta.Granger?


-Não –ele respondeu firmemente, sem hesitação.


-Acaso sabe quem poderia tê-la envenenado? – AG insistiu.


-Tenho suspeitas, mas não tenho certeza – ele foi obrigado a confessar.


-Acha que suas filhas  foram envenenadas pela mesma pessoa?


-Estou inclinado a achar isso – ele contou.


AG olhou para o casal pensando em como duas pessoas podem chegar ao mais profundo dos buracos. Eram um casal, mas não pareciam nada além de dois estranhos com raiva um do outro!


-Sra.Mary Wesley vou lhe perguntar a mesma coisa: a senhora envenenou a Srta. Granger?


Mary demorou um pouco para responder, mas por fim sua voz saiu mansa e decidida:


-Não.  Nunca envenenei ou atentei contra a vida de quem quer que seja! E antes que pergunte, não, eu não tentei matar minhas filhas e não tenho nem idéia de quem faria isso!!!! – ela estava exasperada, seu olhar sempre calmo, transformado em algo totalmente diferente.


-Mas a senhora tinha motivos para desgostar da Srta. Granger, não tinha? – ele insistiu.


-Ela é uma vadia tendo um caso com meu marido. Não gostar dela não faz de mim uma assassina! – explodiu. – Eu não a ajudei quando caiu da escada! Para ser franca eu achei bem feito! Achei que ela estivesse passando mal, não que fosse algo tão sério! E bem, fiquei feliz em ver a mulher que esta destruindo minha família cair como uma jaca pobre no meio da minha sala! E tem mais, eu desejei que ela morresse! Eu tive vontade de cantar, de dançar e de rir! Mas isso não é crime, é?


Sua explosão deixou todos constrangidos e AG olhou de um para o outro antes de responder:


-Não, não é crime, sra.Wesley


-Eu posso ir? – ela perguntou nervosa como nunca Rony vira antes.


-O efeito da poção deve passar em alguns minutos. – AG informou.


Harry e AG saíram da sala e os deixaram a sós para esperarem o efeito passar e poderem ir embora. Mary olhava para frente com raiva.


-Achou mesmo que eu machucaria as meninas?  -ela perguntou sem olhar para ele, encarando a parede.


-Eu sinto muito – ele desculpou-se profundamente arrependido de ter pensando isso dela.


-Nunca me amou, não é? – ela perguntou perto das lágrimas, mas se contendo.


-Sabia disso desde o dia que nos casamos.


-Seis anos...em seis anos nunca pode me amar? – ela insistiu, olhando para ele finalmente.


-Você colocou algo no meu copo de bebida naquela noite?  -ele mudou o assunto, querendo aproveitar os últimos resquícios da poção da verdade.


-Eu era uma menina. Não fiz por maldade – ela realmente acreditava nisso.


-E agora? Àquela noite...?


-Foi desespero.  –ela respondeu arrependida – só desespero em te perder....


-É por isso que acreditei que pudesse fazer coisas piores – ele confessou. – Vai me dar o divorcio?


-Vai ficar com ela? – perguntou a queima roupas.


-Sim, vou ficar com Hermione. Nós estamos jutos, nunca houve sexo, se é o que está pensando, não quero que seja assim, ela não é apenas uma amante, é a mulher que eu amo. Vai me dar o divorcio? – insistiu.


-Não – ela disse decidida.


-Porque não? – estava incrédulo.


-Porque o fato de não me amar, não apaga o amor que eu sinto. Hermione...ela é um vento forte na sua vida, e como no passado, ela vai te deixar. Eu só preciso esperar.


-Não pode acreditar nisso de verdade!  -ele levantou-se revoltado.


-E porque não? –ela sorriu segurando o choro – Se ela aceita essa situação, vai ter que aceitar até o fim! Não vou dar o divorcio!


-Mas eu vou pedi-lo de qualquer forma  -ele informou.


-Faça como quiser.  – ela deu de ombros.


Os dois ficaram em silencio, e Mary apesar de conter o pranto, não suportou mais, deixando-o escapar.


-Podemos ser felizes com outras pessoas, Mary  -ele barganhou.


-Diz isso porque é você quem quer ir embora – ela disse entre as lagrimas. – Eu estava lá para te apoiar quando você estava no chão, e onde estava Hermione? Heim? Eu te ergui! Eu te fiz voltar a ser o homem que deveria ser! Eu!


-Não – ele disse em tom de aviso – você não fez nada disso. Eu teria me erguido e recuperado sozinho, como alias, eu fiz quando as meninas nasceram. Nunca foi por sua causa!


-Rony, eu... – ela levantou-se também, mas a discussão foi interrompida por Har avisando que o efeito da poção havia acabado.


E acabado a sinceridade, aquela conversa não interessava mais a Rony.

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