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4. Capítulo 4


Fic: Êxtase Mortal - Concluída


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 4


 


Gina acordou com o gato esticado sobre seu tórax e o bip do tele-link soando ao lado da cama. O alvorecer estava apenas se insinuando. A luminosidade do céu que atravessava a janela era discreta e acinzentada, como uma manha de chuva. Com os olhos parcialmente fechados ela se esforçou para deixar a voz sair.


- Bloqueie o sinal de vídeo. - requisitou, cancelando o sono de sua voz - Weasley.


- Mensagem, tenente Weasley. Morte suspeita. Avenida Madisson, cinco dois. Unidade centro e trinta e oito. Residência Arthur Foxx. Código quatro.


- Mensagem recebida. Contate Granger, oficial Hermione, para auxílio. Minha autorização. - confirmou. - Transmissão encerrada.


- Código quatro?


Harry tinha tirado o gato de cima dela e estava sentado sobre a cama afagando preguiçosamente Galahad para total êxtase do felino.


- Significa que eu tenho tempo para uma chuveirada e um café. - Gina não achou um robe acessível, assim andou nua até o banheiro. - Há um oficial na cena do crime. - ela disse. Pisou na unidade do chuveiro, esfregando os olhos. - Força total, todos os jatos, 60 graus.


- Você vai ferver.


- Gosto de ferver. - ela deixou escapar um gemido de prazer quando sentiu os jatos de água ardente golpeando-a por todos os lados.


Bateu na placa de vidro e despejou o sabão verde escuro espalhando-o pelo corpo. Tempo depois quando saiu do box ela estava acordada. Suas sobrancelhas arquearam quando viu Harry recostado no umbral da porta, segurando um copo de café.


- Para mim?


- Faz parte do serviço.


- Obrigada.


Ela pegou o copo entrando no tubo de secagem, bebericou enquanto sentia o ar morno flutuando em sua volta.


- Por que fica ai, me olhando tomar banho?


- Eu gosto de observá-la. Alguma coisa sobre mulheres esbeltas e magras quando estão molhadas e nuas.


Ele entrou no chuveiro e ordenou 30 graus. Que fez Gina se perguntar, por que um homem que tinha todo o luxo do mundo na ponta de seus dedos escolheria banhar-se com água fria. Abriu o tubo de secagem e passou os dedos através das mechas de seus cabelos. Usou um creme qualquer que Luna estava sempre empurrando em sua direção e escovou os dentes.


- Você não tem que se levantar, por que eu me levantei.


- Eu estou de pé. - ele disse simplesmente e escolheu uma toalha aquecida em preferência ao tubo de secagem. - Você tem tempo para o café da manhã?


Gina observou seu reflexo no espelho do banheiro. Cabelos e pele brilhavam.


- Eu comerei algo mais tarde.


Ele enganchou a toalha em torno de sua cintura e agitou para trás seus cabelos gotejantes, inclinando a cabeça e encarando-a através do espelho.


- Que foi?


- Eu acho que gosto de olhar você também. - ela murmurou enquanto voltava para o quarto, tinha que se vestir para a morte.


 


O tráfico na rua estava rápido. O Airbus rugia sobre sua cabeça através da chuva que caia, carregado de trabalhadores do turno da noite voltando para casa e do turno do dia indo para o serviço. Os quadros de avisos estavam quietos e camelôs e carrinhos que ofereciam bebidas e alimentos já estavam a postos. A fumaça saia através dos respiradouros vinda das ruas e passarelas do mundo subterrâneo do transporte e varejo.


O ar estava úmido e quente.


Gina cruzou a cidade, no tempo previsto.


A seção da Madison onde o corpo a esperava era coberto de boutiques exclusivas e imensos edifícios prateados construídos para abrigar aqueles que tinham recursos para morar lá. As passarelas áreas tinham paredes feitas de material refletor que separava a clientela selecionada dos elementos e do ruídos que começariam a aumentar dentro de uma ou duas horas. Um táxi passou por Gina com um passageiro solitário. Uma loira elegante exibindo sua brilhante jaqueta, um cintilante arco-íris de cores em meio à escuridão. Uma acompanhante licenciada, concluiu. Voltando para a casa depois do trabalho noturno. Os ricos podiam ter recursos para comprar sexo extravagante junto com suas roupas extravagantes.


Gina manobrou para dentro da garagem subterrânea da cena do crime e mostrou seu emblema para o posto segurança que o escaneou e depois a ela, para em seguida a luz mudar de vermelha para verde e brilhar seu número de vaga atribuído. Era, como esperado, na extremidade final da garagem, distante da comodidade do elevador. Policiais, pensou com resignação, como ela, raramente ganhavam as melhores vagas.


Gina disse em voz alta o número do andar e o elevador a levou até lá. Em outro tempo, não muito distante, teria ficado impressionada com a suntuosidade do salão do trigésimo oitavo andar, com o seu lago de hibiscos e com o santuário de bronze. Isto fora antes de ela entrar no mundo de Harry.


Ela observou as pequenas e titilantes fontes que ladeavam a entrada e percebeu que era altamente possível que seu marido fosse proprietário daquele edifício.


Ela reconheceu o policial uniformizado que guardava a porta 3800, mostrou seu distintivo.


- Tenente.


O policial moveu-se quase imperceptivelmente, empertigando-se e murchando o abdômen.


- Meu parceiro está lá dentro com o colega de quarto, Mr. Foxx, que descobriu o corpo de seu companheiro, chamando em seguida a ambulância. Nós nos deslocamos imediatamente, como manda o procedimento. A ambulância está esperando até que libere a cena, tenente.


- Está conseguindo manter o local protegido?


- Até agora. – lançou um olhar para a porta - Nós não conseguimos muita coisa com Mr. Foxx. Ele está um tanto histérico. Não estou certo do que pode tê-lo perturbado, além do corpo.


- Ele moveu o corpo?


- Não senhora. Isto é, ainda está na banheira, mas ele tentou... ãh, ressuscitar o morto. Devia estar em estado de choque para tentar. Há bastante sangue ali para se nadar. Os pulsos cortados. - ele explicou – Pela verificação visual ele devia ter morrido no mínimo à uma hora antes do companheiro encontrar o corpo.


Gina segurou firmemente seu kit de campo.


- Notificou a forense?


- A caminho senhora.


- Certo. Desobstrua a oficial Hermione quando ela chegar e permaneça aqui. Abra a porta. – ela adicionou e esperou que o policial uniformizado deslizasse sua chave mestra pela abertura da fechadura. A porta deslizou abrindo a parede; Gina imediatamente escutou os gritos lamentosos que deixavam transparecer profunda tristeza.


- Ele está assim desde que chegamos. - a policial murmurou - Espero que você possa tranqüilizá-lo e logo.


Sem nenhum comentário, Gina entrou, deixando a porta deslizar e fechar atrás dela. O assoalho era elaborado em preto e branco. As colunas espiraladas eram drapejadas com algumas flores de videira. No alto um lustre de cristal negro com cinco extensões. Através do pórtico, o living seguia o mesmo tema. Os sofás de couro negros, as flores brancas, mesas de madeira em ébano, luzes brancas. Drapejados de branco e preto fechavam o desenho, luzes derramavam-se do teto projetando-se acima do assoalho.


Uma tela de divertimento fora usada, mas não tinha sido recolhida. As escadas brancas lustrosas subiam para o segundo andar, e foram ornadas com corrimões brancos, a estilo do átrio. Exuberantes samambaias verdes estavam penduradas em potes esmaltado no teto. O dinheiro pode gotejar, ela pensou, mas a morte não tem respeito por isso. Era um clube sem sistema de classes.


As lamurias ecoavam e a atraíram para o interior de um cômodo pequeno, com paredes cobertas de livros antigos e confortáveis cadeiras de um tonalidade de Borgonha. Afundado em uma delas estava um homem. Seu rosto elegante era de um ouro pálido e cheio de lágrimas. Seus cabelos também eram dourados e brilhavam como uma moeda nova, e um tufo escapava entre seus dedos. Ele vestia um delicado robe branco que estava manchado com sangue seco. Seus pés estavam descalços e suas mãos estavam ornadas com anéis que cintilavam enquanto seus dedos tremiam. Havia uma tatuagem de cisne preto em seu tornozelo esquerdo. O policial uniformizado que estava sentado miseravelmente ao lado do homem olhou de relance para Gina, começando a falar. Gina balançou a cabeça rápida, mantendo o distintivo a vista. Gesticulou para cima movendo a cabeça em uma pergunta.


Ele assentiu movendo o polegar para cima.


Gina voltou a sair. Ela queria ver o corpo, ver a cena do crime, antes de ter com a testemunha.


Havia diversos quartos no segundo piso. Ainda assim, foi bastante simples encontrar o caminho. Ela apenas seguiu a trilha do sangue. Entrou no quarto. Ali o esquema era verde e azul, de modo que se sentiu flutuando debaixo d'água. A cama era um retângulo forrado com um lençol azul e montanhas de almofadas. Havia estátuas ali também, típicas variedades de nudez clássica.


As gavetas tinham sido embutidas nas paredes, camuflando e – para Gina - desvitalizando o ambiente. O oceano azul do carpete era macio como uma nuvem e manchado com sangue. Seguiu a trilha para dentro do banheiro principal. A morte não a chocava, o que a aterrorizava, e ela sabia que sempre o faria, era o desperdício, a violência e crueldade desta. Mas ela vivera com isso também, muito, para ficar chocada, mesmo com aquilo.


O sangue tinha jorrado, regando e fluindo nos brilhosos azulejos de marfim com nuances verdes. Tinha escorrido por cima do vidro da banheira, e se espalhado sobre o assoalho espelhado partindo da ferida aberta no pulso da mão que se dependurava frouxamente, sobre a borda da gigantesca banheira de laterais transparentes. O interior da água estava escuro, um tom cor de vermelho, e o cheiro metálico de sangue impregnava o ar. Uma música estava tocando, algo com cordas, talvez uma harpa. Grossas velas brancas tinham sido acessas e ainda queimavam em torno da grande banheira oval.


O corpo que estava na água avermelhada tinha sua cabeça pousada contra uma almofada dourada, o olhar elevado e fixo nas folhas da samambaia pendurada no teto. Ele estava sorrindo, como se tivesse se divertido desesperadamente para prestar atenção na própria morte.


Aquilo não a chocava, mas a fazia pensar, enquanto revestia suas mãos e pés com protetores, enganchada em seu recordação, e levava seu kit para dentro posicionando sob o corpo. Gina o tinha reconhecido. Nu, e sorrindo em sua própria reflexão, estava o renomeado advogado de defesa. S. T. Fitzhugh.


- Salvatori vai ficar muito despontado com você, advogado. - ela murmurou enquanto começava a trabalhar.


Gina já tinha pegado uma amostra do banho de sangue, feito sua verificação inicial para saber o tempo da morte, cobertos as mãos do corpo e gravado a cena, quando Hermioneapareceu, com a respiração ofegante na entrada do banheiro.


- Sinto muito, senhora. Tive problemas para entrar na cidade alta.


- Está certo. - ela passou para Hermione a faca de marfim que segurava dentro do saco de evidências. - Veja o que consegue com isso. É antigo, suponho. Artigo de colecionador. Nós analisaremos em busca de provas.


Hermione guardou a faca em seu estojo de evidências, em seguida estreitou os olhos.


- Tenente, ele não é...


- Sim, Fitzhugh.


- Por que ele iria se matar?


- Nós não determinamos que ele se matou ainda. Nunca faça suposições, Oficial. - disse suavemente - Primeira regra. Chame a equipe para recolher as provas, Hermione. E vamos etiquetar a cena. Podemos deixar o corpo para o forense. Eu já acabei com ele por agora. - Gina recuou com a luvas sujas de sangue. - Eu quero fazer uma preliminar com os policias que responderam o chamado antes de conversar com Foxx. - Gina lançou um olhar para o corpo e balançou a cabeça - Isso parece o modo que ele sorria na corte quando estava representando. O bastardo. - Ainda estudando o corpo, usou um líquido para limpar o sangue de seu material, dobrou e colocou dentro de uma saco também. - Diga que eu quero a toxologia O MAIS CEDO POSSÍVEL. - deixou Hermione e seguiu a trilha do sangue de volta. Foxx choramingava baixo agora, o policial uniformizado a olhou ridiculamente aliviado quando Gina apareceu.


- Espere-me com minha ajudante, lá fora. Oficial. De a oficial Hermione seu depoimento. Eu falarei com Mrs. Foxx, agora.


- Sim senhora. - com quase inadequado prazer ele saiu do quarto.


- Mr. Foxx. Eu sou a tenente Weasley. Sinto muito por sua perda. - Gina encontrou o botão que abria a cortina e o apertou deixando a luz aquosa penetrar no interior do quarto. - Preciso falar com você. Deve me dizer o que encontrou aqui.


- Ele está morto. - a voz de Foxx era levemente musical, acentuada. Encantadora. - Fitz está morto. Eu não sei como ele pode estar morto. Eu não sei como ele pode simplesmente ir.


Todos vão. Gina pensou. Há pouca escolha. Sentou-se e pôs seu gravador sobre a mesa bem a vista.


- Mrs. Foxx, eu posso ajudar. É apenas parte do procedimento. Será melhor para ambos se você falar agora. Eu o porei a par de seus direitos.


Ela recitou o Miranda revisado enquanto as lágrimas escorriam. Ele ergueu a cabeça, e a fitou com seus inchados e vermelhos olhos.


- Você acha que o matei? Pensa que eu posso tê-lo matado?


- Mr. Foxx...


- Eu o amava! Estávamos há doze anos juntos. Ele era toda a minha vida!


Você ainda tem a sua vida, ela pensou. Você apenas não sabe ainda.


- Então você vai querer ajudar em meu trabalho. Diga-me o que aconteceu.


- Ele estava tendo problemas para dormir ultimamente. Mas não gosta de usar tranqüilizantes. Ele podia usualmente ler, ouvir música, gastar uma hora com realidade virtual ou alguns jogos, o que quer que seja, para relaxar. O caso que estava trabalhando o preocupava.


- O caso Salvatori.


- Sim. Acredito que sim. - Foxx limpava os olhos com a manga úmida do casaco. - Nós não discutíamos seus casos com profundidade. Era uma vantagem, eu não ser advogado. Eu sou nutricionista. Foi assim que nos encontramos. Fitz veio há doze anos atrás para eu ajudá-lo em uma dieta. Nós nos tornamos amigos, nos tornamos amantes, então simplesmente nos tornamos.


Gina iria precisar de todas as informações, mas por enquanto ela só queria saber os eventos que o conduziram ao último banho.


- Ele tem tido problemas para dormir. - ela frisou.


- Sim. Era acometido freqüentemente por insônia. Ele se entregava a seus clientes. Parasitavam sua mente. Eu estou acostumado a acordar no meio da noite e encontra-lo programando um jogo ou sentado a frente da televisão. Às vezes tomava um banho morno. - O rosto de Foxx ficou pálido - Oh Deus.


As lágrimas começaram a escorrer novamente fluindo mornas por debaixo do queixo. Gina examinou a sala e foi até um andróide pequeno de serviço de quarto - Traga água para o senhor Foxx. - requisitou. E pouco depois o andróide trazia um copo de água. - E o que aconteceu? - continuou. - Ele levantou no meio da noite?


- Eu não me lembro. Não me recordo mesmo. - Foxx levantou as mãos e as deixou cair. - Eu durmo muito bem. Não tenho este tipo de problemas. Nós fomos dormir imediatamente depois da meia noite, olhando as últimas notícias, bebemos conhaque. Eu acordei cedo.


- A que horas?


- Eu acho que era umas cinco e quinze. Nós começamos o dia cedo, eu tenho hábito de programar a refeição da manhã pessoalmente. Eu vi que Fitz não estava na cama, supus que ele tinha tido uma noite ruim e que eu o encontraria em uma outra cama ou no andar de baixo. Então entrei no banheiro, e o vi. Deus. Oh Deus, Fitz. Todo aquele sangue era como um pesadelo.


Sua mão pressionava de encontro à boca, sua pele brilhava de suor e ele tremia.


- Eu me joguei sobre ele. Bati em seu tórax, tentando reanima-lo. Eu suponho que fui um pouco louco. Ele estava morto. Eu podia ver que ele estava morto. Tentei puxá-lo da água, mas ele é um homem muito grande, e eu estava agitado e nauseado. - Ele pressionou sua mão na boca do estômago. - Chamei uma ambulância.


Ela estaria perdida se eles tivessem chegado antes. Tranqüiliza-lo foi uma opção até ela ter os fatos.


- Eu sei que isto é difícil para você, Sr. Foxx. Estou triste que tenhamos que fazer isso agora, mas é mais fácil, acredite, se nós o fazermos.


- Tudo bem. - ele alcançou o copo de água sobre o andróide - Eu quero fazer isso!


- Pode me dizer o que passava por sua mente na última noite? Você me disse que ele estava preocupado com o caso.


- Preocupado sim, mas não deprimido. Havia um policial que não conseguia dobrar do tribunal e isso o irritava. - bebericou um gole de água e depois outro.


Gina decidiu que era melhor não mencionar que a policial que o irritava era ela.


- E havia alguns casos pendentes que ele estava traçando defesa. Veja que a mente dele era ocupada demais para dormir.


- Recebeu chamadas? Fez chamadas?


- Certamente, ambos. Trazia freqüentemente trabalho para casa. Na última noite ele ficou algumas horas em seu escritório no andar de cima. Chegou em casa aproximadamente as cinco e trinta, trabalhando até quase oito horas. Então jantamos.


- Ele mencionou qualquer coisa que o incomodava a não ser o caso Salvatori?


- Sim. Seu peso. - Foxx sorriu um pouco - Fitz odiou o quilo a mais que ganhou. Nós falamos sobre incrementar o programa de exercícios, talvez trabalhasse no ajuste do corpo quando tivesse algum tempo. Nós assistíamos a uma comédia na televisão do quarto, em seguida fomos dormir.


- Vocês discutiram?


- Discutir?


- Você tem marcas em seus braços, Sr. Foxx. Você teve alguma desavença com Mrs. Fitzhugh na última noite?


- Não. - mais pálido ainda seus olhos brilharam ameaçando outra crise de choro - Nós nunca lutamos fisicamente. Certamente discutíamos o tempo todo. Pessoas fazem isso. Eu suponho que posso ter me machucado quando eu estava... quando eu tentei...


- Sr. Fitzhugh tinha algum outro relacionamento além de você?


Repentinamente os olhos úmidos e secaram.


- Se você está perguntando se ele tem outros amantes, não. Estávamos comprometidos.


- Este apartamento está em nome de quem?


O rosto de Foxx ficou rígido.


- Foi posto em nosso nome há dez anos atrás. Pertenceu a Fitz.


E agora lhe pertence, pensou Gina.


- Suponho que Fitz era um homem rico. Você sabe quem herdará?


- Com exceção das doações a caridade, eu herdarei. Você acha que eu o mataria por dinheiro? - havia aversão em seu tom agora, quase um horror. - Que direito você tem de me fazer essas perguntas horríveis neste momento?


- Eu preciso saber as respostas, Sr. Foxx. Se eu não o fizer aqui terei que fazê-lo na delegacia. Eu acredito que é mais confortável para o senhor. - Pausa - Fitzhugh coleciona facas?


- Não. - Foxx piscou em seguida surpreso – Eu coleciono. Tenho uma coleção de facas antigas. Registradas. - ele adicionou rápido - Registradas devidamente.


- Você tem uma faca marfim, lâmina reta, seis centímetros há muito tempo em sua coleção?


- Sim. Do século IXX, da Inglaterra. – sua respiração começou a ficar ofegante. - Ele a usou? Usou uma de minhas facas? Eu não vi. Vi somente ele.


- Eu tenho uma faca como evidência, Mr. Foxx. Nós estaremos fazendo alguns testes. Eu darei a você um recibo por ela.


- Eu não quero. Eu não quero vê-la. - Ele enterrou a face entre suas mãos - Fitz. Como pode usar uma de minhas facas? - ele caiu em prantos novamente.


Gina ouviu o rumor de vozes no quarto ao lado e soube que a equipe forense tinham chegado.


- Mr. Foxx. - levantou-se - Eu estou indo ter com os oficiais e lhe trarei alguma roupa. Eu terei que pedir a você que permaneça aqui por um pouco mais de tempo. Há alguém que queira que eu chame?


- Não. Nenhuma pessoa. Ninguém.


 


- Eu não estou gostando disso, Hermione. - Gina murmurou quando entraram em seu carro - Fitzhugh levanta no meio de uma noite ruim, pega uma faca antiga, prepara-se para o banho. Ilumina o ambiente com as velas, coloca uma música suave e então corta seus pulsos. Por nenhuma razão particular. Esta aqui um homem no auge de sua carreira, com uma conta cheia da merda do dinheiro que escava dos clientes que vinham bater na sua porta e decide-se apenas “que inferno, eu acho que vou morrer?”


- Eu não entendo o suicídio. Acho que eu não tenho uma personalidade de muitos altos e baixos.


Gina compreendia. Ela mesma o considerara momentaneamente durante o tempo que ficara em casas em poder do estado - e antes, naquele tempo de escuridão, quando a morte parecia uma libertação do inferno. Era por isso que não podia aceitar que Fitzhugh o tivesse feito.


- Não há nenhuma motivação aqui, pelo menos nenhuma que tenha sido demonstrado até o momento. Mas nós temos um amante que coleciona facas, que estava coberto com sangue e que vai herdar uma fortuna miserável!


- Você está pensando que talvez Mr. Foxx o tenha matado? - Hermione diminuiu a macha de seus passos quando alcançaram o nível da garagem. - O tamanho de Fitzhugh é quase duas vezes o dele. Ele não iria sem lutar, e não havia nenhum sinal de esforço.


- Os sinais podem ser apagados. - Gina murmurou.


- Teria marcas.


- E se Fitzhugh fosse drogado, não seria um esforço demasiado. Nós veremos no relatório de toxicologia.


- Por que você quer que seja um homicídio?


- Eu não quero. Quero apenas que faça sentido. Um homicídio não se encaixa aqui. Talvez Fitzhugh não conseguisse dormir, talvez tenha se levantado. Alguém estava usando o quarto de relaxamento, ou, pelo menos, foi feito para parecer assim.


- Eu nunca vi qualquer coisa semelhante. - Hermione admitiu - Todos aqueles brinquedos em um lugar. Aquela imensa cadeira com todos aqueles controles, a tela de parede, o Autobar, a estação de Realidade virtual, e uma alterador de ânimos. Usa sempre um alterador de ânimos, tenente?


- Harry tem um. Eu não gosto. Prefiro que minha personalidade venha naturalmente a programado. - Gina observou a figura que se sentava na capota de seu carro e silvou - Como agora, por exemplo. Eu posso sentir minha personalidade se modificando. Imagino que eu esteja a ponto de ficar muito aborrecida.


- Bem Weasley e Hermione, juntas outra vez! – Nymphadora Tonks, repórter âncora do canal 75, deslizou graciosa do capô do carro para o chão - Como foi a lua de mel?


- Confidencial. - disse apenas.


- Hey, eu pensei éramos amigas. - Tonks piscou para Hermione.


- Você não perdeu tempo em colocar nosso pequeno ocorrido, no ar, amiga.


- Weasley. - Tonks esticou suas lindas mãos - Você pega um assassino em um lugar público em sua própria festa de despedida de solteiro, que eu fui convidada, é notícia. O público não apenas tem direito de saber, eles se alimentam disso. Os índices de audiência subiram rapidamente. Olhe isso agora, você está voltando e certamente em meio de algo maior. Qual é o negócio com Fitzhugh?


- É um homem morto. Eu tenho trabalho a fazer Tonks.


- Vamos lá Gina. - ela puxava a barra da camisa de Gina - Depois de tudo que passamos juntas? Dê-me apenas uma informação.


- Os clientes de Fitzhugh terão que procurar outro advogado. Isso eu posso dizer a você.


- Vamos lá. Acidente? Homicídio, o que?


- Nós estamos investigando. - Gina disse curta e codificou abrindo o carro.


- Hermione?


Mas Hermione apenas sorriu e deu os ombros.


- Você sabe Weasley, é de conhecimento comum que você e o querido do departamento não eram fãs um do outro. Um pequeno exemplo foi o que ocorreu na corte ontem. Ele descreveu você como uma policial violenta, que usa seu distintivo como instrumento sem corte.


- É uma vergonha que não possa dar a seu publico tais citações.


Por que Gina tinha entrado e batido a porta Tonks teve que se inclinar na janela.


- Então me dê uma!


- S. T. Fitzhugh está morto. A polícia irá investigar. Fim de papo. - Gina ligou o motor e acelerou saindo de modo que Tonks teve que pular para trás para conservar os dedos do pé.


A risada de Hermione, Gina deslizou um olhar glacial em sua direção.


- Algo engraçado?


- Eu gosto dela. - Hermione não pode resistir a olhar para trás e notou que Tonks estava sorrindo. - E você também.


Gina deixou escapulir uma risada.


- Gosto não se discute. - disse e dirigiu-se para fora na manhã chuvosa.


 


Tinha sido perfeito. Absolutamente perfeito. Saber que era ele que movia as alavancas lhe dava uma excitante sensação de poder. Todos os relatórios que chegavam das várias agências de notícia eram devidamente registrados e gravados. Tais matérias requereram uma organização cuidadosa e foram adicionadas à pilha pequena, mas satisfatoriamente crescente de discos de dados. Era tão divertido, e aquilo era uma surpresa. Não tinha sido o divertimento o motivador principal da operação. Mas era um efeito colateral delicioso. Quem sucumbiria em seguida?


No apertar de uma tecla, o rosto de Gina piscou em um monitor, todos os dados pertinentes selecionados ao lado dela. Uma mulher fascinante. Lugar de nascimento e pais desconhecidos. A criança abusada descoberta escondida em um beco de Dallas, Texas, corpo ferido, mente anulada. Uma mulher que não recordava os anos passados de sua própria vida. Os anos que deu forma a sua alma. Os anos que tinha sido espancada, violentada e atormentada. Como esse tipo de vida tinha afetado a sua mente? Seu coração? Sua pessoa? A menina tinha se convertido primeiro em uma assistente social e a seguir se transformando em Gina Weasley, uma guerreira. A policial com a reputação de escavar profundamente, e que tinha tido alguma notoriedade inverno passado durante uma investigação de um caso delicado e feio. Fora quando se encontrara com Potter. O computador rugiu e a face de Harry Potter apareceu na tela. Um par tão intrigante. Seu passado não era mais bonito do que o da policial. Mas tinha escolhido, ao menos inicialmente, o outro lado da lei para deixar sua marca. E sua fortuna. Agora eram uma equipe. Uma equipe que poderia ser destruída em um apertar de tecla. Mas ainda não. Não ainda, por algumas horas. Apesar de tudo, o jogo apenas tinha começado.


 


 


 

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