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1. Capitulo Um.


Fic: Leiloada


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- Capitulo Um: Boneca.

Luna Lovegood penteou os longos cabelos loiros, que desciam até sua cintura, desceu as escadas, acordara cedo.


Trajou seu vestido azul, que era pouco abaixo dos joelhos e calçou uma espécie de sapatilha, desceu as escadas sorridente, tinha tudo o que queria, o pai sempre fora um homem de sorte, Xenophilius Lovegood jogava, ele sabia como jogar as cartas de maneira certa, fora com as cartas que conseguira aquela fortuna, fora com as cartas que conseguira tudo o que Luna tinha, aquela manhã Luna esperava encontrar o pai com um presente, afinal ele fora jogar na noite passada.


Encontrou o pai com uma expressão vaga, ao seu lado um homem gordo que fitava seu rosto com uma expressão de certa forma doentia, Luna sorriu nervosamente, perguntou ao pai quem era aquele homem.


-Que bom que você acordou. Sente-se, Luna. –ele olhou para a filha, um olhar frio, como se não se importasse com nada, como se não ligasse para ela.


-O que aconteceu, pai? –ela olhou o homem gordo e sentiu um arrepio na nuca.


-Você sabe, que eu jogo. Não sabe Luna? Eu jogo bem, mas, às vezes eu perco. –Luna engoliu em seco, seu pai continuou. –Eu perdi a casa, perdi tudo na noite passada, Luna. –a loira abaixou a cabeça, por um segundo viu todo o luxo indo embora. –Mas eu fiz um acordo, querida. –ele acariciou o queixo da filha. –Eu troquei por você, você irá com o senhor Dolohov, Luna. –ela ficou algum tempo sem acreditar, as lágrimas corriam por seus olhos, pendendo em seu queixo, seu lábio inferior tremia, um ódio repentino do pai.


-Pai, não pode. Ficaremos sem a casa! Mas juntos, daremos um jeito! –ela gritou e empurrou Dolohov com força que quase caíra para trás, o pai lhe deu um tapa, ela calou-se.


-Eu ficarei com a casa, Luna. Você irá com Dolohov, agora ele é o responsável por você. –Um silencio constrangedor tomou conta do ambiente, Dolohov riu, e aproximou-se da garota e disse:


-Venha. –ela abaixou a cabeça, e subiu as escadas, anunciando que arrumaria as malas.


-Não, esqueça tudo o que conquistou aqui, agora você terá uma vida nova, bebê. –ele falou agarrando seu braço com força, praticamente arrastando-a para fora da casa.


O carro de Dolohov fedia a cigarro, Luna ficara calada o tempo todo, não sabia para onde ia, estava apenas com a roupa do corpo, sem malas, bolsa ou algo para carregar e guardar, Dolohov fumava um cigarro, Luna estava ao seu lado, no banco da frente.


-Quantos anos você tem? –Dolohov perguntou.


-Quinze


-Você é bonita. Você já beijou alguém? –Luna corou, seu rosto antes pálido agora estava da cor de um pimentão.


-Não, nunca. –Dolohov sorriu, Luna por um momento quis saber o que ele pensava.


-Presumo que seja virgem também. –Luna não respondeu, mas era verdade.


-Para onde está me levando? –perguntou Luna ansiosa, a viagem parecia nunca acabar, a resposta foi o carro estacionar, em frente a uma luxuosa casa, maior do que a antiga, onde a loira morava.


-Venha. –ele agarrou seu braço com força, e a levou até a casa.


A casa parecia fantástica, quadros enfeitavam as paredes e vasos com flores, os corredores, entrou em um quarto, que parecia ter saído de contos de fadas.


-Sente-se aí. –ele apontou para uma cadeira, Luna obedeceu, estava com medo.


Dolohov abriu um armário, e de lá tirou um vestido branco, rodado com detalhes em dourado, em seguida puxou uma gaveta e de lá tirou um embrulho dourado, abriu.


Havia apenas um sutiã preto com detalhes em azul, Luna começou a tremer. Dolohov apontou para a garota e disse sorrindo:


-Tire o vestido. –Luna ficou imóvel, Dolohov bateu com força na escrivaninha e aumentou seu tom de voz. –TIRE O VESTIDO.


Luna soluçou, Dolohov aproximou-se da garota e arrancou o vestido de seu corpo, praticamente rasgando-o, a garota chorava.


-Como você é bonita, Luna. –ele falou passando as mãos quentes por suas pernas.


-Não faça nada comigo, por favor. –ela praticamente implorou, Dolohov riu com escárnio.


-Fique tranqüila, estava apenas colocando a roupa em você. Dolohov sentou-se na cama e apontou para Luna que estava trajando apenas uma calcinha branca e um sutiã de renda bege. –Tire a o sutiã e troque por esse. –ele jogou o sutiã preto para a garota, que começara a chorar, Dolohov revirou os olhos, estava acostumado com tudo aquilo. –Ande, eu não tenho o dia todo.


Luna virou-se de costas, impedindo Dolohov de visualizar seus seios, ele ficou um tanto irritado, mas respeitou a vontade da garota, em seguida ordenou:


-Tire a calcinha. –Luna parou, com lágrimas nos olhos tirou a calcinha. –Vire-se para mim. –ela ficou parada, cinco minutos depois Dolohov gritou: -AGORA! –ela virou-se, Dolohov mordeu o lábio inferior e falou alguns palavrões, em seguida deu o vestido para a garota. –Pode vestir.


Ela vestiu o mais rápido possível, Dolohov aproximou-se dela e segurou seu queixo com força:


-Preste atenção, a partir de agora, enquanto estiver perto de mim, não quero uma lagrima, uma lamuria, e você irá obedecer todas as ordens que lhe forem ditas, se alguma coisa não sair bem, acredite você irá se arrepender.


Naquele instante, a loira engoliu todo o choro, as lágrimas se foram, dando lugar ao medo.


Não sabia o que aconteceria dali pra frente, estava temendo, a cada segundo.


-Dentro daquela cômoda a algumas maquiagens, fique o mais bela possível. –ele falou, deitando-se na cama. –Quando acabar me avise, não tenho o dia todo.


Luna estava bonita, parecia uma boneca de porcelana, uma boneca amedrontada, Dolohov em um curto momento de delicadeza levou á uma porta, Luna observou por alguns instantes, haviam varias mesas no grande salão que ali estava, haviam muitos homens, alguns novos e até mesmo velhotes.


Ela subiu a uma pequena escada, e ficou em cima de uma espécie de pedestal.


Então, naquele momento Luna Lovegood se tornara uma boneca, uma boneca vendida.


 FIM DO CAPITULO.

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