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3. Capítulo 2


Fic: Secundum of Nightfall - HHr - Capítulo 6 ON!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Secundum of Nigthfall


...Capítulo 2...


 


A mesa de mogno no amplo escritório, fora o refúgio que Gina encontrou para se esconder. A ruiva estava encolhida embaixo da mesa, os nós de seus dedos estavam brancos devido à tamanha força que segurava os dois pés da cadeira a sua frente. Tentava não pensar na horripilante cena que havia vivenciado mais cedo, mas seus pensamentos teimavam em voltar naquela sala escura; um arrepio cruzou sua espinha, ao se lembrar dos olhos daquela coisa.


A lembrança do jeito que “aquilo” a encarou, a fez tremer e balançar a cadeira. A última coisa que viu antes da escuridão total, foi um par de olhos sem vida, depois a lanterna de Jack se apagou e ela correu em direção a Hermione.


Olhou para o casaco dos paramédicos rasgado no braço, para mancha de sangue no joelho e choramingou.


Aconteceu muito rápido, e em um segundo estava agarrada a Hermione, já no outro ela havia escapado de suas mãos firmes. Ouviu um corpo caindo e gemidos ficando cada vez mais altos, Jack gritou por Hermione, mas só havia os malditos gemidos. Apavorada Gina tapou os ouvidos e saiu correndo até que...


Ela tremeu mais uma vez e se encolheu.


Alguma coisa havia agarrado seu ombro direito, ela gritou e tentou escapar, mas cada vez que se mexia o aperto ficava mais forte. O cheiro de fruta podre tornou-se insuportável, lágrimas corriam pelo seu rosto, em um movimento brusco conseguiu se soltar, mas antes de começar a correr um gemido alto foi proferido e junto dele um barulho de tecido rasgado.


E naquele momento, Gina sabia que o tecido rasgado era o de sua roupa.


Começou a correr tateando a parede em busca da porta, ouviu uma espécie de grito de mulher atrás de si, e correu mais rápido; ela tropeçou em alguma coisa e caiu no chão, não se deu conta do tamanho do ferimento no joelho e nem a terrível dor. Levantou-se mancando, seguiu reto com a esperança de encontrar a parede e quando estendeu a mão encontrou a porta.


O corredor estava tão escuro quanto à sala que tinha acabado de sair. Tentou andar mais rápido, mas seu joelho machucado não deixava. Continuou andando perto da parede, tentava segurar seus soluços para não chamar a atenção, mas não conseguiu... O pesadelo que estava vivendo era muito real.


Ouviu uma porta ao longe bater, seu coração disparou e as lágrimas não paravam de escorrer. Soltou o ar quando encontrou uma outra porta, empurrou com força e entrou no cômodo. Havia uma vela acesa iluminado precariamente à sala vazia em que estava. Foi até ela e iluminou o local, parecia um escritório, havia livros em uma estante, um grande armário ao extremo oposto da sala, uma mesa comprida e várias cadeiras. Um gemido alto e barulho de passos arrastados a fizeram congelar de medo, e correu para baixo da mesa.


Gina balançou a cabeça para afastar tais pensamentos. A vela que lhe parecia lhe fornecer alguma segurança já havia se apagado fazia tempo e ali permanecia ela, embaixo da mesa, agarrada a cadeira, como se fosse um escudo. Não tinha coragem de pegar o celular no bolso da calça para usar como lanterna, não adiantaria usa-lo para outra coisa, pois não havia sinal. Então permanecia quieta, não podia fazer barulho senão a encontrariam.


Mesmo com toda a escuridão sabia que a porta estava aberta, quando entrou na sala ouviu barulho e em pânico escondeu-se embaixo da mesa esquecendo-se da porta. O medo que a consumia agora não a permitia sair para fechá-la, mudar de posição ou de esconderijo. Não sabia quanto tempo agüentaria ficar ali, todos os seus músculos protestavam e seu joelho implorava por cuidados médicos, além disso, o cheiro de podridão misturado com sangue estava deixando-a enjoada. Sabia que o cheiro de sangue não vinha de seu joelho, tinha que haver muito mais para ter esse cheiro forte.


Ouviu passos ao longe e seu corpo enrijeceu, seu coração disparou. Era um alvo fácil ali e sabia disso. Com o pouco de coragem que ainda lhe restava, Gina saiu debaixo da mesa em direção ao armário do outro lado da sala. Havia memorizado onde estava os móveis com a pouca luz que a vela lhe oferecia.


Correu então em direção ao armário puxou com força a maçaneta e quando a porta se abriu o cheiro forte de sangue encheu-lhe as narinas e algo pesado caiu em suas pernas. Segurando o grito Gina afastou-se e com as mãos trêmulas pegou o celular em seu bolso e iluminou o local.


Um grito agudo saiu de sua garganta, seu coração pareceu parar e seu corpo inteiro tremeu. Havia um corpo totalmente ensangüentado encostado em suas pernas. Ela ouviu o gemido, seu grito havia chamado atenção, seu celular foi ao chão e ela voltou para debaixo da mesa.


Ela o ouviu entrando, os gemidos baixos e o arrastar dos pés lhe causavam pânico. Ele se distanciava, estava indo para o armário. A criatura gemeu alto, Gina se encolheu abraçando as pernas e encostando a testa nos joelhos.


Ela nunca havia ouvido algo mais repugnante. Seu estômago embrulhava a cada som que aquela criatura fazia. E mesmo não querendo ouvir, o som era alto demais, perto demais. O barulho da roupa rasgando contrastava com o de pele sendo arrancada e o estalo dos ossos se quebrando. Isso era insuportável, sem falar no cheiro de sangue e o cheiro podre da criatura.


A cada osso que era quebrado seu corpo se retraía, a cada pedaço de carne e de pele que eram arrancados seu pânico aumentava. Até que um último gemido foi ouvido, o som dos passos foi diminuindo e o silêncio, voltou a reinar.


Ela respirava com dificuldade, não ouvia nada a sua volta, apenas recordava dos terríveis barulhos que a criatura fazia enquanto se alimentava do corpo. Levantou a cabeça devagar, seu corpo todo tremia em pânico, tinha que sair dali o quanto antes, o cheiro de sangue os atrairia. Tentou se mexer e com a mão esbarrou em seu celular, agarrando-o com força. Um vento quente bateu em seu rosto trazendo para si o cheiro repulsivo. Virou a cabeça para a direita vagarosamente e ergueu o celular. Seus olhos se arregalaram e o grito ficou preso em sua garganta. O celular iluminava dois enormes olhos sem vida e uma boca cheia de sangue que diante a luz soltou seu gemido.



 *****



Hermione caminhava em silêncio atrás do policial, que de certa forma lhe trazia um pouco mais de conforto, tanto por sua presença, - ninguém, nem mesmo o mais corajoso dos homens, iria gostar de ficar ali sozinho, - quanto pela segurança com que se portava. Seus gestos eram disciplinados e precisos, e ela tentava imita-lo. Só vira aquilo nos filmes, no entanto, tudo que achava que era somente ficção tinha se tornado realidade.


A pouca luz que entrava por onde passavam, era detida pelo homem de estatura alta. Mas que se danasse a luz, sentia-se segura, atrás dele. Olhando para os ombros largos, ela se distraía, ou melhor, tentava se distrair. Mas nada fazia com que o medo instalado em seu peito se dissipasse.


Tropeçou numa ponta solta do carpete, e quase fora de encontro a Harry. Ele por sinal também tentava distrair sua mente, estudando a moça, e provavelmente não suspeitara de seu descuido, até que o fizera notório.


- Mas que droga! – praguejou Hermione, endireitando-se. O moreno a olhara por cima dos ombros, e sorrira discreto.
- Problemas? – indagou, sem parar de caminhar, ou virar-se para ela. Seus olhos tinham ponto certo, o vasto corredor.
- Tudo sob controle. – respondeu levemente irritada.


Ainda sobressaltada, ela ofegou. Tinha uma sensação ruim. Muito pior do que aquela de outrora. Já haviam percorrido uma pequena distância, depois que saíram do escritório. Hermione olhou para trás, e ainda pudera ver a porta aberta. Fitando-a, continuou a caminhar, e nem notou que Harry havia parado.


- Ah, me desculpe. – retratou-se, envergonhada, após bater-se nele.
- Tome cuidado, me parece distraída.
- É essa casa, ela me dá arrepios. E odeio o escuro! – confidenciou, olhando ao seu redor. Aquela parte onde estavam pouco tinha o cheiro fétido, mas ainda sim podia senti-lo.
- Certo. – disse ele que retirou de seu bolso um pequeno fone que colocou na orelha. Ele limpou a garganta, enquanto pressionava o aparelho – Falcão vermelho, na escuta?
- É assim que brincam de polícia? – indagou divertida, e ele nada falara.


Hermione rira brevemente, e o policial, corara, chamando ainda pelo companheiro. Enquanto isso, a morena, deixara sua descontração fugir rapidamente, pois sua consciência a todo o momento a lembrava de onde estava. Virou-se de costas para o homem, e mantinha seu olhar preso na escuridão além. 


- Falcão vermelho? – ainda chamava Harry. – Que droga Ron, responde essa merda de rádio! – resmungou.

Nada além do chiado, lhe viera como resposta. Isso o impacientava. Relanceou seus olhos para a mulher que se mantinha concentrada, talvez, tentando focalizar algo no negrume da casa.


- Ron?! Está na escuta? – insistia, mais uma vez. Desistir não fazia parte de seu lema.
Comando1, aqui é o Falcão Vermelho!” – falou a voz do amigo, entremeando a um ruído, pelo rádio.
- Achei que tivesse morrido. – falou risonho, e aliviado. – Que barulheira é essa?
Meu camarada, isso é casa dos horrores, acabei de matar um cara”.
- Matou um homem? – indagou automático, e Hermione, virara-se para ele, curiosa.
Legítima defesa, o maluco queria me jantar. Pensei que fosse alguém necessitando de ajuda, mas parecia que ele precisava era do meu couro! E da minha carne...” – disse e riu nervoso. – “Não sei o que era isso, mas ele não parecia racional, atirei em sua perna e ele caiu, mas ainda sim continuou rastejando na minha direção. Foi aí que me lembrei dos filmes de terror, e atirei na cabeça. Então a coisa morreu!”


Harry encarou Hermione, e tentava assimilar a narração do ruivo. Fora praticamente o que ela lhe contara, mas mesmo com toda a veemência que usara, ainda lhe soara irreal. No entanto, conhecia a Rony, e por mais imaginativo que ele fosse não seria capaz de inventar tal coisa.


Ou seria?


Pelo menos queria que sim.


- Rony, o que está dizendo? Por acaso, comeu algo estragado?
Estou falando sério, meu chapa. Era um morto-vivo!”
- Escute, estou no terceiro andar ainda. Achei uma das paramédicas. Que tal se nos encontrarmos no térreo? Vamos sair logo daqui. Tente fazer contato com Draco. E me avise qualquer coisa.
Você manda chefe!” – exclamou o ruivo.
- E Ron, toma cuidado, cara. – desligou e guardou novamente, a escuta no colete.
- Agora acredita em mim, ou ainda não? Precisa topar com algum deles para deixar seu ceticismo de lado? – retorquiu, virando-se para o outro lado subitamente. – Escutou isso?

Harry umedeceu os lábios, sua garganta estava seca. Era muita informação a qual tinha que absorver em pouco tempo. Passou por Hermione, protegendo-a instintivamente, tomando a frente.


Ambos respiravam pesado.


O policial iluminou o fim do corredor, muito além da porta que deixaram aberta. A lanterna permanecia em cima da arma, a qual ele apertava seguramente. A passos lentos, ele caminhava de volta, com Hermione em seu encalço. Ela tremia, dificilmente poderia usar a beretta para se defender caso precisasse. Então confiaria na habilidade e sangue frio de Harry.


Avançaram, e pararam quando escutaram um ruído abafado. A morena já ouvira aquele som, e se encolhera quando seus olhos pousaram sobre a criatura junto à parede. Tampara a boca, para não gritar, mas o medo assaltou outra vez seu coração.


Além da paramédica, o homem assustara-se com o que via. A pessoa, ou que quer que fosse, andava vacilante, sem pressa. Suas faces eram terrivelmente pálidas, e seus olhos ferozes, mas sem vitalidade. A veste branca que o envolvia estava rasgada, e manchada de sangue seco e marrom. 


A criatura que não os tinha notado ainda, virou-se para eles, e continuava sua caminhada lenta, e de lamúria. Somente quando a luz, o envolveu por completo, é que Harry pudera notar que lhe faltava um lado do couro cabeludo, deixando exposto boa parte do crânio.


- Se afaste! – disse para a morena, que o atendeu sem pestanejar.


O policial não se fizera de rogado, e mirou em sua “desagradável surpresa”. Preciso, atirou na cabeça, pouco acima de onde deveria estar uma sobrancelha. A criatura caiu, e não mais andou ou gemeu.



                                                            *****


Já haviam se passado algumas horas desde que mandara suas equipes até a Mansão Spencer. Conseguira antes de irem – com seu tom de voz, e sua expressão carregada – passar a eles toda a seriedade da situação que encontrariam por lá. No entanto, ocultara certas coisas essenciais. As quais, qualquer um julgaria ser totalmente insano. No mais, era um acontecimento verdadeiro.


De fato, não entendera o propósito do chamado de socorro. Ele próprio havia sido informado do que ocorria nas instalações da StonePharma, e segundo suas fontes, tudo corria bem.


As experiências eram proveitosas, os cientistas capazes.


O que poderia ter dado errado?


Sabia, porém, que ao menor descuido tudo que faziam seria descoberto, e os negócios ilícitos de Hans Stone, viriam à tona. Ao invés dos cosméticos inofensivos, e sem suspeitas, todos iriam descobrir o arsenal de armas virais, que ele possuía.


Mas o que mais inquietava sua consciência, era o fato de que possivelmente mandara seus jovens subordinados para a morte certa. Se conseguissem sair de lá, certamente os agentes do Sr. Stone, varreriam tudo a fim de limpar seus rastros. Talvez nem eles, os cidadãos de Warrigton, estariam a salvo longe da Mansão.


Conhecia quase tudo sobre o projeto Tyrant, criado por Quantin, um velho amigo. O T-Virus era tão letal, quanto sutil. Sua forma inicial de contágio feita pelo ar, era silenciosa. Praticamente não se podia prever, até que as vítimas começassem a apresentar os sintomas.


Uma arma taciturna, e mortal.


Sentado em sua cadeira, no escritório dentro do hospital, pensava numa maneira de escapar antes que fosse tarde demais. Ser acusado de mandar seus paramédicos ao desconhecido perigo, não seria nada agradável. Como também o fato de ser declarado um covarde não traria o reconhecimento que desejava perante aos poderosos com quem se relacionava. Isso incluía o próprio, Stone.


Olhou de sua janela, o estacionamento iluminado. O movimento dos carros era grande àquela hora da noite, muito ideal para não ser notado quando fosse embora. Suspirou passando a mão pelo cabelo. Se quisesse escapar tinha que sair o quanto antes. A passos rápidos pegou sua pasta, seu notebook e dirigiu-se a um pequeno armário e de lá tirou vários papéis.


Bahamas, Escócia... Estados Unidos, quem sabe. Um desses países seria seu refúgio por algum tempo. Há mais de um ano não tirava férias, e se as pessoas do hospital achassem estranha, - sua súbita partida -, usaria as tais férias como desculpa.


Olhou em volta para se certificar de que não esquecera nada. Virou-se para porta, mas antes de sair, seu celular tocou. Ele ficou parado e seu coração acelerou. O celular com a irritante musiquinha que não parava de tocar, só era usado para emergência. Procurou o aparelho dentro da pasta, e seu corpo ficou tenso ao ver o número de quem estava ligando.


- Bruce falando. - Atendeu.

Uma voz fria falava rapidamente e Bruce ficava mais pálido a cada palavra dita.

“Não deu certo Bruce, algumas cobaias escaparam e o vírus se espalhou pela mansão, não conseguimos evacuar a tempo.”
- Acione a segurança da mansão, então.
“Há um grupo de paramédicos lá dentro. Alguém deu o sinal de emergência.”
- Paramédicos? — Perguntou engolindo seco.
“Sim, Bruce.” Disse rindo. “Seus paramédicos.”
- Nã... Não... Não são os meus. - Suas mãos tremiam e sua boca ficava cada vez mais seca.
“Não me faça de idiota, Garner. Seu hospital é o único que possui paramédicos, na realidade, é o único da cidade.”
- Droga, Chuck. Sim são os meus... ok! — Bufou irritado.
“Bem meu caro, agora não faz mais diferença, todos devem estar mortos. Quão idiota você foi por mandá-los para a morte, não é mesmo. Não esperava que fosse tão patético.”
- Mortos? Mas... Deve ter algum jeito. Nem todos já devem estar... — Passou a mão na testa úmida.
“Se não estiverem mortos estarão infectados. Você sabe como eles têm fome, não é. E também sabe como é saciada esta fome.” Chuck estalou a língua. “Só vou avisar que mesmo sem seu consentimento a mansão será trancada e o modo de segurança ligado, nada poderá entrar... e nem sair, Bruce. Nada poderá escapar daquele laboratório” Disse desligando.
- Sim, tem minha permissão para acionar as medidas de segurança. — Disse fracamente para o nada, e logo em seguida fechou o flip do aparelho.


Olhou da pasta para o casaco em seu braço e dirigiu-se novamente a cadeira. Apoiou os cotovelos na mesa e segurou a cabeça com as mãos.


- Deus. - Ele soltou um gemido. - Essa vai ser uma péssima noite.



 *****



Mais cauteloso do que nunca, Harry movimentava-se pelos corredores do terceiro andar. Às vezes se permitia mudar o foco, e seu olhar fixava-se na jovem ao seu lado. Hermione estava branca, como papel, suponha que seu coração batia tão forte quanto o seu - depois que ambos presenciaram aquela terrível cena de mais cedo.


Balançou a cabeça a esmo, o odor ainda lhe empertigava as narinas, e a imagem horripilante do “monstro”, habitavam sua mente em turbilhão. A morena, assim como ele mesmo, decidira manter a boca fechada. Mas Harry concluiu que seria bem melhor se mantivessem uma conversa, assim possivelmente esqueceriam mais rápido do acontecido, embora sua razão lhe dissesse que tudo isso não passava de um conforto que ele arranjava para aquela situação crítica.


Poderia se deparar com mais criaturas a qualquer momento, e isso deixava a adrenalina pulsar frenética em seu corpo.


Hermione por sua vez, tentava encontrar uma explicação para tal coisa. Mas tudo que pensava era escabroso demais. No entanto, achava que não deveria dar essa nomenclatura ao momento, nunca pensaria estar numa mansão cheia de criaturas canibais, mais estava.


Então o que mais poderia ser tão horrível?


Tentavam agir o mais silenciosamente possível, se houvessem mais daqueles monstros por perto certamente os atacariam. Mas o silêncio que sobrevoava o local era cada vez mais aterrorizante.


Harry observava o lugar minuciosamente, não queria admitir para si mesmo que estavam perdidos ali dentro, mas seus sentidos indicavam que estavam andando em círculos há algum tempo. Desde que tentara visualizar o mapa e não conseguira.


Os corredores e as portas eram iguais e a única coisa que quebrava a contraste do branco das paredes, era a total escuridão que encontravam nas salas em que as portas estavam abertas.


- Já passamos por aqui. - Sussurrou Hermione perto de Harry.
- Continue andando. - Ordenou o homem sem olhar para trás.
- É sério, estamos andando em círculos.
- Tudo é igual nesse andar, você não tem como saber onde já passamos. - Estava começando a se irritar. Ele parecia um daqueles aspirantes no começo do treinamento que mal conseguiam achar seus dormitórios.
- E você sabe se estamos ou não no caminho certo? - Esbravejou Hermione.
- Temos de vasculhar esse andar, pode haver mais sobreviventes. Depois desceremos ao encontro de meus homens.
- Isso não responde minha pergunta. Na verdade só mostra que você também não tem idéia de onde estamos e nem como sair daqui. - Acusou.
- Sou treinado para enfrentar esse tipo de situação. Se achar que tem mais experiência que eu - Ele parou e virou-se para ela. -, vá em frente. - Disse com o braço estendido. Hermione bateu o pé e bufou.
- Não, eu não tenho sua experiência, mas pelo menos admito que esteja perdida. Já passamos por aqui. Está vendo aquilo. - Apontou para uma porta. - É a única que não tem trinco. E aquela a esquerda é a única porta que está com a chave.


Harry a encarou. Sim, sabia disso; ele também tinha reparado nesses detalhes. Mas não podia admitir estar perdido, não na frente dela.


- Você deve estar enganada. Já vi várias portas sem trinco e com a chave. E certamente é a primeira vez que passamos por aqui. - Começou a andar.

Hermione ficou parada, incrédula, olhando a figura masculina se afastar.


- Então como eu sei que se a gente virar no próximo corredor à direita vamos encontrar aquela criatura que você matou? - Disse em voz alta, ele continuou andando. - Tantos policiais disponíveis, e eu tenho justamente que seguir com esse traste teimoso. - Praguejou baixinho.
- O que disse? - Perguntou um Harry irritado, virando-se para encarar a figura pequena. Ela riu-se sem jeito.
- Eu não disse nada. – alegou inocência. – Só quero que enxergue que estamos perdidos, admita oficial Potter. – provocou. – Por acaso tem algum mapa com você? Como eu disse não tenho sua experiência, mas vejo muita TV.
- Por acaso eu tenho, mas... – sorriu forçado. – O maldito palm não funciona! Parece que tudo tende a dar errado nessa mansão.

Hermione vira suas únicas esperanças se esfumaçarem. Realmente ele tinha razão, tudo tendia a dar errado naquela mansão, não obstante, seu dia já começara totalmente errado. Ela suspirou fundo, um pouco envergonhada por sua atitude histérica e infantil.


- Me desculpe, é que estou nervosa. E quando fico assim, não a quem me faça parar de praguejar e de falar... Desculpe-me mesmo. – disse, e ele sorriu brevemente. Hermione parecia uma caixinha de surpresas, ora amável, ora detestável. E isso, de alguma forma atraía ao moreno, já que odiava coisas previsíveis.
- Somos dois então. – confessou, ao mesmo tempo em que a fitava, observava as coisas ao seu redor. – Apesar de minha experiência, eu nunca estive diante de algo assim, totalmente ilógico.
- Entendo, eu também nunca me imaginei sendo protagonista de um filme de terror... – brincou, e sorriu. – Mas a questão, é o que faremos agora. Não podemos continuar nos cansando sem sair do mesmo ponto.
- Não, não podemos. – Concordou Harry, passando a mão pelo cabelo. – Eu... Eu realmente... – Respirou fundo e voltou a encarar a morena. – Eu estou... Não sei como aconteceu, tenho muito treinamento, mas... – Desviou os olhos e baixou a cabeça em silêncio.
- Mas... – Incentivou Hermione, em um tom divertido.


O agente a olhou novamente e um calor percorreu seu corpo.


- Mas... Eu não. – Ela ainda o encarava. – Não tenho certeza absoluta de onde estam... – Seu corpo novamente ardeu. – Quer para de me olhar desse jeito?! - Esbravejou. Hermione o olhou, espantada.
- Você está falando comigo. Quer que eu olhe para onde? Para a parede?


Harry bufou, não gostava muito daquele joguinho infantil.


- É claro que não. Só não me encare desse jeito... Com esse seu sorrisinho. –Apontou para seu rosto.
- Como quer que eu te encare, então? Fazendo careta? – Ela mostrou a língua.
- Você só pode ser louca. – Teve que virar de costas e começar a andar novamente para esconder seu sorriso.
- Hei, hei. Desculpa, ok. – Disse chegando ao lado do agente. – Mas é que tudo isso. – Abriu os braços. – É muito surreal. Momentos atrás eu estava presa em uma sala já me conformando que mais cedo ou mais tarde uma daquelas coisas iria me atacar. – Ergueu o rosto encarando-o. – E agora estou aqui. E mesmo você não querendo admitir que estamos totalmente perdidos, eu... Bem, eu me sinto muito mais segura ao seu lado. – Harry parou e chegou mais perto, ficando de frente para ela.
- Ótimo. – Sorriu e aproximou seu rosto.
- O que você está...? - Ele chegou mais perto. - Harry... Er, agente Potter. – Disse confusa.
- Fique em silêncio. – Pediu sussurrando.

Hermione ficou quieta observando os profundos olhos verdes, suas pernas tremeram quando ele a puxou pelos braços, seus corpos estavam muito perto. Sentiu o hálito de menta quando o agente abriu a boca.


- Está sentindo essa brisa?
- O que? – Perguntou aturdida.
- Brisa. Não está sentindo?
- Mas aqui não tem...
- Não tem janela, exatamente. – Ele girou o corpo ainda segurando-a. - Está sentindo agora?
- Sim... Sim, agora estou. – E realmente estava. Um vento fraco batia em suas costas.
- Há alguma passagem por aqui. – Disse olhando atenciosamente a parede.
- Um tipo... De passagem secreta? – perguntou e Harry assentiu, soltando seus braços.

Um leve sentimento de frustração invadiu a paramédica. Por breves segundos imaginou como seria se ele a beijasse. Poderia até arriscar que adoraria ser beijada, sim adoraria, e conseguinte, imaginava que sabor teria os lábios do oficial. No entanto, quando se notou “rejeitada” por um ventinho idiota, tratou de esconder suas emoções, e estas eram estranhas, quando pensava em Harry Potter.


Ele por sua vez, estudava compenetrado; uma pequena fenda existente na parede de madeira, a sua frente.


- O que está fazendo? Não podemos ficar aqui! – reclamou quando notou que estava sendo ignorada.
- Eu sei, mas há alguma coisa ali dentro, talvez possa ser um atalho para a saída. – falou sem olhá-la, tateando a parede, fria.
- Ou um atalho para nossa perdição. – provocou e ele a olhou sério. - Certo, e como vamos abri-la?
-Provavelmente uma alavanca... – falou mexendo sem nenhuma esperança em tudo que encontrava.


O silêncio se contrastava com os ruídos que ela fazia, e com seus resmungos. E Harry se divertia com eles.


De repente, algo que Hermione fizera, abrira uma espécie de compartimento. O quadro de um lorde empunhando uma espada de ouro se levantara para dar lugar a um painel, e um teclado.


O moreno sorrira, era tão óbvio. Mas não fácil, isto fora a opinião de Hermione.


- A menos que o senhor seja um vidente, e saiba a senha, não poderemos entrar aí, então sugiro que voltemos pelo corredor, e... – falava ela, se virando para o corredor escuro.
- Não precisaremos de senha, o sistema está desligado... – respondeu triunfante, quando empurrara com um gesto simples a porta de vidro esfumaçado.
- Quer mesmo entrar aí? Porque eu não estou com um bom pressentimento. E se ficarmos mais perdidos, e nunca encontrarmos a saída?
- É tão ruim a perspectiva de ficar a eternidade vagando junto a mim? – indagou maroto.
- Está flertando comigo? – perguntou num meio sorriso.


 Ele se calara, isso também era óbvio. E Hermione encarara seu silêncio como uma afirmativa. Desde a primeira vez que colocara seus olhos sobre a moça, se sentira imensamente atraído. Tanto pela sua beleza, e posteriormente por sua personalidade imprevisível. Uma pena que não a tivesse conhecido antes desse tormento.


- A perspectiva de vagar a eternidade com você, não me assusta, nem é ruim, mas... A perspectiva de encontrar aquelas coisas vagando, isso sim é terrível.
- Então vem comigo...


 


  ***********


 


N/A Jessy: Nossa, que feliz com tantos comentários. É muito gratificante ver que o seu "trabalho" é reconhecido por alguém. E isso tem sido muito bom por aqui KKKK. Sério, quando pensei em escrever essa fic com a Mah, eu não imaginei que muitos iriam gostar, mas vejo que me enganei (que bom! hehe). Fico feliz que tenham curtido o capt um e que comentaram devidamente para que a atualização chegasse.

Eu adorei esse segundo capt, foi melhor, menos explicativo eu acho. Fugindo muito da introdução KKKK. Claro com muitas pitadas de comédia, que eu acho que é um contrapeso legal para a tensão da história. Então aguardem mais disso, principalmente do Rony, ele está impagavel nessa fic. KKKKK. Apareceram mais zumbis. *-* De agora em diante, eles apareceram as pencas pra atazanar nossos herois.

Comentando os comentarios (essa foi boa! kiki)

Sim a fic é mais em torno do primeiro jogo, pelo fato da mansão mesmo. Eu particularmente gostei mais dessa temática, até tinha cogitado a ideia de começar pela perspectiva do segundo jogo, mas achamos melhor enfocar desse modo.


Nao se preocupem, nosso trio de policiais, vai permanecer intocaveis. nenhum zumbi será doido para ataca-los. Embora eu sabia de uma coisa (SEGREDO) que vai acontecer, mas nada demais que cause morte ou mutação. Só pra ter um drama.

Também achamos super eles ficarem presos na Mansão, se aliando para buscar uma saída e lutando por sua sobrevivencia, coisas bombasticas vem por aí. Um personagem vai aparecer... Melhor, reaparecer... Causará umas intriguinhas, mas nada grave também kkkkk. Ops, estou falando demais! kikiki. Ele pelo que pude notar, tem até fã clube KKKK. E a Mansão nao é igual, igual, algumas coisas agente vai se espelhar e escrever, mas no resto é tudo nossa imaginação! ;D

E só posso dizer que no capt 3, vai rolar muito mais que um flerte... Como diz minha amiga Betina, em seus subnicks's no msn: FICA A DICA kkkkk

Então pessoal, comentem muitooooooo! Porque já sabem, O ministerio da saude adverte: em caso de sintomas de falta de criatividade, comentem mais!
É isso aí, aguardo seus comentários!
Beijos.


 
N/A Mah: Olha que pessoa MARA que eu sou. Comentei para chegar nos 47 comentários... hehe. Mas não se acostumem viiiu!! Essa é a primeira e a última vez que faço isso. Na próxima, esse “trabalho” ficará por conta e risco de vocês!! Então mãos a obra... ou melhor, no teclado!! :D


Bem, esse capítulo é um dos meus preferidos.. hsuahs. Adoreeei escrever. E adorei a parte de Gina. Na verdade não achei que ficou lá essas coisas, mas ainda assim eu adorei.
E como a Jess já falou, entre o Harry e a Mione vai rolar muito mais que um flerte... Muito mais mesmo. O que posso dizer é: O próximo capítulo promete. Hoho.


O Ron, além de esfomeado promete nos arrancar boas risadas.
E como vocês acabaram de ver a Gina está de volta. E bem, ela não vai ter muita sorte, creio que nenhuma na verdade.


E agora chega de contar o que está por vir. Vou deixá-los na expectativa. :P


Obrigada pelos comentários, gente. É maravilhoso saber que estão gostando da fic.^^
Até a próxima atualização, Xuxus!!
Beijoneeees ;)

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