Draco Malfoy tinha cada pedaço do corpo tenso, mas ao mesmo tempo relaxado, se é que isso era possível, acontece que para ele era simplesmente... era irreal aquela sensação de liberdade que voar o causava. Mas como nada em sua vida tende a ser 100% perfeito, ele apenas não podia admitir uma coisa que acontecia naquele momento, Grifinória e Sonserina jogando quadribol pela milésima vez, odiava admitir mas a Grifinória estava ganhando mais uma vez, grande novidade sonserina nunca ganhava mesmo... Não que ele gostasse de sonhar com esse fato, e não que acontecesse, mas ele nunca gostou de perder em nada, durante toda sua infância ganhar era sempre o ponto, mas perder para Harry Potter, lhe era demasiado insuportável. Aquele ar de Menino que não morre... Era para Draco o pesar de toda uma vida.
“E Grifinória fica à frente com um belíssimo gol de Angelina Johnson, o placar do momento é Sonserina 80 e Grifinória com 180 pontos. O jogo está acirrado mas nem por isso as arquibancadas deixam de se divertir.”
À cada vez que escutava o placar Draco esmurrava o ar, se culpava por ainda não ter sido capaz de achar o pomo, mas a culpa era do resto do time que não conseguia fazer os gols inúteis...
Foi quando algo terrivelmente rápido passou por ele como um trovão, depois do primeiro abalo ele fixou o alvo... Era Potter. Parecia ter avistado o pomo e estava em busca da minúscula bolinha brilhante.
Não perdendo tempo, Draco guina sua vassoura e sai no encalço do moreno, fazendo com que todas arquibancadas prestem atenção nos dois... Para variar mais uma disputa acirrada entre Harry Potter e Draco Malfoy.
Harry por sua vez, parecia não ver, nem ouvir nada. Pensando apenas no pomo, no vento batendo em seu rosto e em massacrar a Sonserina...
Draco se posiciona muito próximo do moreno o que fez com que suas vestes diversas vezes se esbarrassem pelo ar, eles estavam se aproximando à uma velocidade vertiginosa do chão. Quando algo extremamente excepcional ocorreu. Os olhos de Potter fixaram-se nos de Draco, naquele instante a eternidade pareceu se congelar na intensidade daquele breve olhar e o loiro quis nadar naquela maravilhosa superfície esverdeada.
No segundo seguinte, o inusitado incidiu. Draco esticou a mão e num esforço sobre-humano pegou o pomo e o agarrou firmemente. Mas era tarde demais e ele perdeu o controle da vassoura o que fez com que ele escorregasse dela. Algo pesado “caiu” sobre seu corpo e ele apenas teve nota da inconsciência.
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Deitado, com certeza na enfermaria do castelo, nenhum lugar na escola cheirava tanto à mistura de tantas poções de cura e medicamentosas, Draco parecia ter tido o corpo todo mutilado por trasgos montanheses e eles pareciam estar extremamente enfurecidos para a mente embaralhada de um confuso Sonserino além do fato de que se mover era algo completamente fora de cogitação, além da dor, outra coisa o afligia...
Porque raios não enxergava um palmo à frente do nariz mesmo com os olhos abertos?
HPDMHPDM
“Draco abriu os olhos, finalmente os abriu!”
Foi o que o diretor de Hogwarts disse assim que colocou os olhos sobre o jovem. Já estava fazendo quatro dias que o Malfoy não acordava, e por esse fato, lhe surgiu uma debilidade física.
“Como se sente?”
Dumbledore percebeu que algo de errado havia com o garoto. Ele não parecia estar em seu estado normal, havia algo de diferente o menino nunca permitira a proximidade do diretor, e não teria deixado que o diretor se referisse à ele como Draco e não Malfoy como estava acostumado. E porque Merlin os olhos daquele lindo garoto pareciam sem foco?
“Me sinto bem, mas acredito que não vejo nada, à não ser que estejamos sem velas acesas!”
“Oh! Merlin, garoto Malfoy o que diz? Então não me vês?! Como isso será possível? O que acontece? Sente algo lhe doer?”
“Como tenho dito não! Não vejo nada além do vazio e do negro à minha frente.”
O diretor saiu correndo de perto do garoto, o que o deixou claramente desconfortável, além de estar num lugar estranho ele ainda estava completamente só?
O que foi respondido momentos depois, assim que Madame Pomfrey foi trazida para junto do menino.
“Diga-me Papoula, por Melin, o que há de errado com o jovem Draco?”
A medi bruxa de Hogwarts fez inúmeros exames em Draco, e mais diversas perguntas. Sem nada encontrar a decepção em seus olhos apenas confirmavam o que ela teimava negar, uma lágrima solitária rolou por sua face.
“Eu... Não sei!”
Draco com seus movimentos e palavras sempre contidos e frios assim como era necessário para um Malfoy verdadeiro, Dumbledore sempre achou que eram atitudes polidas e pesadas demais para um garoto da idade dele. Malfoy disse apenas “Acha que verei novamente, algum dia?”
Lágrimas e mais lágrimas de Madame Pomfrey se sucederam, e ela entre soluços o abraçou, com o carinho materno e a vontade de dar o melhor de si.
O diretor jamais havia visto Papuola agir tanto por impulso, depois de tantos anos cuidando daquela crianças doentes... Porque havia agido daquela forma com Malfoy?
“Querido, eu não sei mas farei o meu melhor.”
Papoula examinou Draco o quanto pôde, mas por mais que fizesse nada que tentasse surtia efeito.
“Querido, a única coisa que posso dizer é que você deixou de enxergar por opção.”
“Como assim por opção?”
“Algo em você, optou por não ver mais.”
Dois dias depois do diagnóstico da Medi bruxa, Draco sai da enfermaria com negros óculos escuros, uma capa branca como sua pele, e com a varinha em mãos.
Dumbledore criou uma espécie de mapa para Draco. Toda vez que ele quisesse ir à qualquer parte do castelo, ele deveria dizer à varinha que ela o levaria. Era desconfortável. Ele andara treinando apenas dentro da enfermaria, mas viu que não é nada fácil, quando durante toda a vida se aprendeu a ver e farejar o perigo à distância.
Ainda bem que seu o faro sempre fora bom.
Desceu da enfermaria. Foi diretamente para as masmorras e não deu muita importância aos comentários que ouviu nos corredores do castelo enquanto passava. Era um Malfoy, para ele não fazia diferença os comentários de alguns parvos nojentos com fezes no lugar do cérebro, e lama no lugar do sangue. Ele claramente não se importava.
Chegando nas masmorras o cheiro mais tradicional do bom sangue do mundo bruxo. Como ele suspeitou, nenhum comentário sobre seu limitado estado atual. Apenas os olhares para os Sonserinos significavam tudo o que queriam dizer. O que ele poderia dizer, ele era o mestre dos olhares significativos.
“Não mais!”
Uma voz inconveniente sussurrou em seu ouvido. E sua mente foi obrigada a admitir que era verdade. O rei dos olhares significativos estava “temporariamente” fora da área.
Subiu para seu próprio dormitório e agradeceu à Lucius por tê-lo.
Seria um longo 5º ano.
HPDMHPDM
A vida dele nunca tende a ser 100% perfeita, mas às vezes, é muito complicada!!!
Levantou no outro dia com o humor nada melhor vai ver era o fato de que ele ainda estava cansado demais para se levantar de bom humor ou que ele ainda quisesse mais cinco minutos na cama, o que não melhorou em nada seu humor foi constatar que ainda não podia ver nada.
Paciência, ele já estava quase se acostumando com o fato inegável de que ele, Draco Malfoy seria o primeiro de sua família a não conseguir ver. Lucius ficaria furioso, mas teria de aceitar, ou então faria o que faz normalmente... torturaria, pisaria, esmagaria, machucaria e novamente torturaria Draco até que ele não pudesse mais levantar. Talvez assim ele se acalmasse um pouco e deixasse o garoto em paz.
Enterrou os dedos fortemente nos cabelos platinados pensar no pai não fazia com que ele se sentisse melhor, levantou-se calma e tranquilamente da cama, e tentou focalizar a visão em algo. Mas nada aparecia diante de seus olhos.
Após tomar um banho frio, se lembrou que naquele dia voltava a utilizar seus horários normais.
Mirou-se assim em ir à aula de poções o mais rápido que podia, ao consultar o relógio, viu que de fato estava atrasado. O que nunca havia acontecido durante toda sua vida estudantil.
Aquele com certeza seria outro motivo para Lucius culpá-lo e torturá-lo novamente.
HPDM
Draco saía da sala de Poções, mais incomodado e irritado que de costume, não que nos últimos dias ele não estivesse incomodado com sua presente situação, ele havia se acostumado, mesmo que não quisesse admitir. Mas esse não era o motivo de ele estar aborrecido...
Ele havia esquecido como era deprimente ter aula com um bando de curiosos e impertinentes Grifinórios, aquela raça deprimente de desbravadores destemidos. Os queridinhos de Dumbledore.
Mas o pior foi ter ouvido da boca de Potter que era para deixarem o ‘pobre Malfoy’ em paz. Mas pior que isso foi não ter sentido nas palavras dele nenhum toque sequer de desdém. Harry não o desdenhava realmente, ele apenas sentia pena, e isso para Draco era pior do que sua atual condição.
Inconscientemente, pediu que pudesse estar onde ninguém o achasse e que mesmo que ele quisesse não conseguiria falar com ninguém e que nesse lugar tivesse no máximo uma pessoa além dele e que de preferência ela fosse inanimada. Ele queria apenas um lugar calmo e tranqüilo onde pudesse se sentar e pintar à vontade...
Foi levado à Sala Precisa, e ao entrar, tropeçou em vários cavaletes, ao tocar nas telas percebeu que estavam nuas, e ao colocar as mãos nas diversas aquarelas, ele não saberia explicar, mas sabia exatamente quais cores eram.
O branco, o preto, o azul, amarelo, vermelho e o verde...
Cada cor tem sua energia e Draco aprendeu a dominar, a entender e assimilar a energia delas. E, portanto, sabia exatamente o que fazer. Ele não pintava nem uma figura desde que sua vida havia sido dirigida à escola, o que era uma pena, ele realmente amava pintar, era como uma terapia no mundo onde havia crescido e era a desculpa perfeita para se trancar num quarto sozinho e apenas pensar em si.
Ficou ali por horas. Ao notar que precisava se retirar, sentiu que parte de sua paz ficava trancada dentro daquele quarto, até que ele pudesse voltar e reestabelecê-la. E esse sentimento lhe trouxe uma grande sensação de perda, como quando se quer mas não se pode fazer algo.
Dirigiu-se à Ala Norte do castelo, fazia um tempo razoavelmente agradável. Ele andava pelo castelo, e felizmente para seu contentamento, notou que os cochichos pelo castelo havia diminuído consideravelmente. Se encaminhava mais precisamente à estufa. Infelizmente teria outra aula com a Grifinória ainda naquele dia, como dito, nada em sua vida tende a ser 100% perfeito.
HPDMHPDM
Nada que Draco fizesse conseguia suprimir a vontade etérea que ele tinha de voltar a ver, mas após exaustivos exames, Madame Pomfrey constatou novamente que nada poderia faze-lo voltar à ver, pelo menos nada que não fosse a vontade própria dele. Draco apresentava um trauma psicológico e não um trauma físico.
“Meu querido Dragão, porque não me conta o que está havendo?” – pedia Narcisa que após muita insistência conseguia passar um tempo considerável no castelo para poder acompanhar Draco a cada passo que dava.
“Porque simplesmente não há nada de errado, o único problema é que a droga dos meus olhos não querem funcionar corretamente e isso está me enlouquecendo!” – era a resposta que Draco era capaz de dar, a única que ele conseguia ‘enxergar’.
“Madame Pomfrey, tem certeza de que está fazendo tudo o que pode?” – Narcisa ficava aflita com a resposta do filho, ele era o seu tesouro e ela não permitiria que ele sofresse...
À cada resposta negativa de Pomfrey, Narcisa se desesperava mais e mais. Era como se o tesouro de sua vida estivesse esvaindo por entre seus dedos.
Draco não mais se importava, estava se habituando à vida nas sombras...
‘Como se eu não tivesse vivido lá, nas trevas durante toda a vida!’
Os únicos pensamentos do Sonserino eram que ele deveria continuar, parar e seguir.
Continuar, porque até mesmo os outros alunos estavam se acostumando com sua condição de vida.
Parar de se lamentar como sua mãe porque se ele se lamentasse durante o resto da vida, ia ficar com rugas enormes.
E seguir em frente sem medo do que o mundo pudesse pensar dele.
Afinal de contas ele era um Malfoy e para os Black Malfoys o mundo podia mais era se explodir. Eles eram o ‘creme chantilly’ do mundo bruxo, não se abalariam por nada vezes coisa nenhuma...
Narcisa ainda tinha mania de ficar regulando Draco e em tudo o que ele fazia, ele simplesmente ignorava diversas das tentativas da mãe de continuar em seu encalço, ele apenas queria continuar sendo livre...
O que Draco não entendia era que independentemente de onde fosse havia sempre um par de olhos o seguindo, tirando-o de perigos e o guiando pela escola. Ele estava sendo muito bem vigiado... E nem sequer desconfiava.
Como uma bomba, chegou o meio do semestre, graças à Merlin todas as previsões de Trelawney ao se realizaram... Fora a parte em que Parkison perdeu 30 pontos da Sonserina por azarar Gina, e que Rony teria problemas com o dente ciso, e que Hermione pela primeira vez tiraria um B por não descrever corretamente os estágios de vida de um Trasgo Montanhês... Pensando bem, ela até que acertou tudo... Fora a parte de Potter morrer claro!
Draco já estava se habituando ao seu novo modo de vida, ele conseguira decorar alguns caminhos por um método que Dumbledore disse ser ‘memória muscular’, e estava se habituando bem ao novo mundo. Apesar de que trombar de 10 em 10 minutos em Potter estava se tornando irritante.
A única coisa da qual ele realmente sentia falta era de voar, de sentir o vento atrapalhando seus cabelos e da sensação de liberdade incomparável...
Draco queria voar, e quando Draco Malfoy quer uma coisa, ele a tem!
HPDMHPDM
Até nessas atitudes era discriminável, Draco era um legítimo Malfoy e como tal, ter os desejos satisfeitos era apenas a ponta do iceberg. Subiu rapidamente ao dormitório e pegou sua vassoura, diminuiu-a e colocou no bolso. Pediu à sua varinha que o levasse ao campo de quadribol e assim em menos de 10 minutos, lá estava ele... No campo de quadribol.
Cautelosamente retirando sua varinha do bolso, ele a volta para seu tamanho original e a coloca entre as pernas. Levemente sentiu que o peso sob os pés se aliviavam vez por vez até que ele não mais pudesse sentir o chão por baixo destes. Ele não ia realmente voar, ele ia apenas sentir a liberdade novamente... Ele queria ser livre como era na sua sala de pintura, e como era ao preparar uma poção.
Antes que sua vassoura conseguisse levanta-lo completamente do chão, algo forte o puxou novamente na direção do campo. E alguém ainda mais forte o puxou pelas vestes e o fez deitar-se, e colando o corpo próprio ao dele. Tomando também o cuidado de retirar a varinha de suas mãos. Agora Draco se sentia muito mais acuado do que esteve durante todo o período de sua ‘cegueira temporária’.
“Você é louco? O que está pensando em fazer com a sua vida? Quer cair novamente? Quer se estatelar no chão? Quer perder o que te resta?”
Aquela voz raivosamente familiar atacou todos os seus sentidos como se ele tivesse sido realmente golpeado por um Trasgo, e esse tom extremamente exasperado fazia com que ela soasse ainda mais familiar.
“Ah droga, o que você quer Potter? O velho amante de trouxas pediu pra você me vigiar?”
Sei que reagir daquela forma à alguém que provavelmente te salvou a vida não é nada correto, por fim de tudo ele estava tentando proteger a vida de Draco, mas ele era o Potter raios, era apenas o costume, afinal, ele era um Malfoy.
“Pode ter certeza que não é te ver morrer Draco!”
Draco ficou atônito, ele poderia jurar que Potter estava sem qualquer intenção de zombar dele, e quem raios permitiu que ele o chamasse Malfoy? Ele sentiu até mesmo um certo tom de piedade no tom daquele grifinório impertinente... O que era vergonhoso admitir, mas apaixonante!
-Draco, eu tentei salvar você! Quando pulei na sua vassoura foi para impedir que você batesse desprotegido no chão, era pra te proteger. E quando você descobriu a Sala Precisa, bom, fui eu que te intui a ir lá. E eu tenho te visto, acompanhado e tenho velado por você durante todos os dias do ano, simplesmente porque sinto que metade disso que você está passando não deixa de ser minha culpa, se eu tivesse sido mais competente em te proteger naquele momento... Eu queria tanto ter contato com você que não importava se eu estava enlouquecendo ou enlouquecendo todos ao meu redor.
Bom, essa declaração com certeza não era nada do que Draco esperava, de Harry na realidade ele não esperava nada... O que não deixou de assusta-lo, ele na realidade nunca alimentara ódio real por Harry, era apenas uma espécie de recalque. Mas com essa estranha declaração de Harry... tudo se tornava mais confuso. Ter o hálito quente do grifinório em sua face e entorpecendo seus sentidos também não ajudou muito.
E à esse grifinório cabeça oca, quem resistiria? Não perguntem para Draco, pois ele definitivamente não resistiu e além de não resistir, beijou Harry naquele momento.
HPDMHPDM
Depois de o término daquele semestre, agora chegava o Natal, como Harry ficava no castelo, Draco quis ficar também. Pediu permissão ao diretor e depois aos pais. Tendo conseguido convence-los, ficou no castelo, e foi cercado de tantos carinhos por Harry que mal sabia como responder à altura. Na realidade, ele praticamente não respondia... Ele era o passivo do relacionamento afetivo.
Numa noite especial, Harry veio trazer um presente à Draco, era um lindo anel que ele havia encomendado especialmente para o loiro. Esse anel era todo em ouro branco com uma linda esmeralda no meio, e para segura-la, haviam os dentes de uma serpente.
“Draco, lhe trouxe um presente.”
“O que é?”
“Abra-o!”
Draco obedeceu e abriu o presente, tocando-o sentiu primeiramente que se tratava de algo frio. E segundamente que era uma jóia.
“É um anel?”
“Sim! Coloque-o quero ver como fica!”
Ele colocou no dedo anular da mão direita e ficou perfeito. Naquela noite se amaram como nunca haviam feito, Draco se sentia agora, mais completo do que nunca era como se tudo o que ele quisesse estivesse sendo satisfeito pela presença de Harry ao seu lado...
E Harry definitivamente estava ao seu lado. Num êxtase de paixão ele adormeceu se sentindo completamente feliz, em paz e completo.
-Draco, amor vim trazer o seu café da manhã.
Draco mal se movia, ainda não havia aberto os olhos mas desconfiava que Harry havia aberto as cortinas naquele momento..
“Tudo bem Harry, não tinha problema, eu poderia toma-lo no Grande Salão.”
“De forma alguma. Você toma café aqui. O que houve Draco? Porque choras?”
“Hoje, meu Harry quero te mostrar uma coisa.”
“O que seria Draco?”
“O Amor! Aquele puro, simples e sublime.”
“Não te entendo.”
Ao ver Draco se locomovendo sem o uso normal de sua varinha, Harry espantou-se mas constatou que Draco já conhecia o aposento muito bem. E não questionou a segurança do loiro ao andar.
Draco aproximou-se de Harry, retirou seus óculos, vendou-o com uma faixa preta e tocou-o em seus pontos mais sensíveis.
Deitaram-se e Harry possuiu Draco da forma mais altiva que conseguiria jamais imaginar um dia.
Ao acordar na manha seguinte, Draco abre os olhos, e murmura para que Harry feche as cortinas, pois seus olhos doíam com a claridade.
Harry apenas obedece, levantando-se da cama preguiçosamente, indo até as janelas e fechando as cortinas.
Ao virar-se para a cama, encontra os orbes cinza o fitando. Não o vazio como normalmente mas sim um olhar direcionado.
Sentando-se na cama e abrindo os olhos, algo mágico aconteceu e a euforia foi tão grande que ele por alguns segundos ficou sem falar. E uma lágrima solitária de compreensão rolou por seus olhos
“Eu posso ver!”
“Como assim posso ver?”
“Simples assim, posso ver! Posso te ver, posso ver suas roupas no chão, a chama daquela vela, tudo... Posso ver tudo!”
Harry foi ao encontro de Draco, e o pegou no colo, fazendo com que ele se sentisse protegido e amado. O que intimamente funcionou.
Passadas as primeiras emoções, ocorreu um choque entre orbes verdes e cinzas. Uma descarga de energia parecia passar por eles. Era como se de alguma forma eles se completassem e o primeiro passo fosse os olhares apaixonados.
“Eu ainda não estendi...”
“Foi o seu amor Harry, apenas o seu amor me curou de mim mesmo.”
Well´s, Minha primeira fic aqui, acho que dá pra perceber pela falha formatação, pelos "erros" escabrosos e por tudo o mais, bem... paciência, vivendo e aprendendo.
Beijos carinhosos
Allyh!