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67. De lá, de cá...


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 67


 


 


 


De lá, de cá...


 


 


 


 


Gina não podia negar que o dinheiro podia fazer maravilhas. Mesmo não sendo apegada a ele, não pode deixar de lembrar como fora difícil decorar seu apartamento, quando fora morar com Greg. Ambos tinham bons salários, mas moveis são caros e a decoração ficou razoavelmente vazia nos primeiros tempos.


Olhando em volta, para a sala que começava a ser montada, ela admirou o trabalho rápido e eficiente, os moveis indo parar em seus devidos lugares através de magia. Felicity estava no carrinho e ela empurrou-o para fora, para que não atrapalhassem  os funcionários e o decorador, que esbravejava ordens por todos os cantos.


Era um bruxo baixinho e roliço,  com longas barbas negras, que lhe tocavam a barriga por sobre as vestes marrom escuro. Quem o visse suporia milhares de profissionais, e jamais acertaria a decoração como opção!


Mas era o melhor em sua área e Gina não hesitara em aceitar suas dicas.  Estava tentando ignorar aquela voz insistente que dizia em sua mente, que para alguém que não esperava morar ali, ela se preocupava muito com cada cômodo!


Empurrando  o carrinho para fora da propriedade, que estava sendo revirada pelo avesso por mais de vinte bruxos especializados em colocação de moveis e decoração, ela passeou com Felicity em volta da gigantesca piscina, que naquele momento estava vazia.


Um grande exagero de Harry, mas que ela entendera.  Ele nunca tivera família, ou um espaço só seu. Agora, ele queria muito espaço. Principalmente para formar uma grande família.


Ela ficava contente com esse pensamento de terem uma grande família, mas teriam que conversar sobre como enfeitiçar aquela piscina para ser segura, não podiam esperar que algo acontece, para lembrar disso!


Tirando Felicity do carrinho, ela sentou-se em uma espreguiçadeira que estava disposta em volta da área da piscina. Toda a área externa já estava praticamente toda pronta e Gina sentou-se para admirar as montanhas e o som alto no poente. Era manhã, e logo seria meio dia.


A cozinha estava instalada e Dobby estava preparando o almoço improvisado. Seria a primeira refeição que teriam naquela casa, e Gina estava ansiosa.


Segurando Felicity contra ela, de frente para o horizonte ela avistou Harry adentrando o jardim e sorriu, cochichando com a filha:


-Veja, Felicity, o tio Harry está aqui! Vamos ter um sorrisinho para ele hoje, vamos? – ela beijou a filha, lembrando-se que na noite anterior ela dera seu primeiro sorriso e Harry estava ansioso para ganhar um sorriso só seu, já que o outro fora para Gina.


Levantando-se, ela esperou por ele. De longe ainda, Harry observou-as pensando em como a vida pode ser perfeita. Perdera seus pais, perdera dez anos de sua vida, e agora, quando era para estar destruído, estava feliz.


Sim, feliz.


 


 


 


 


Hermione chegou para almoçar com o coração aquecido. Rony passara no jornal só para buscá-la e irem juntos para casa. Ou melhor, para a casa de Mary.


Às vezes era difícil lembrar que aquele lar não era seu. E que Rony não era todo dela.  Não ousara contar a ele que revelar o segredo das noites de sono intenso de Mary, mas ele sabia da última discussão.  Os dois soltaram as mãos quando a lareira os deixou na sala de estar. Ajudando-a, Rony saiu e a trouxe consigo. Ambos sorriram um para o outro, e olharam em volta atraídos pelas vozes.


Era som de risos e vinham da cozinha. Hermione sentiu o coração disparar imaginando se não seria o tal amante. Mas obviamente, ela não seria tão ousada, pensou.


-Hei – Rony chamou os cochichos, segurando sua mão para que esperasse.


-O que foi? – ela respondeu no mesmo tom.


-Eu te amo – ele disse acariciando seu rosto, e ela sorriu, lascando um beijo rápido nele. Rony segurou sua cabeça para aprofundar o beijo e ela o empurrou, rindo e se contendo para não rir alto.


-Não disse que me ama – ele continuou segurando-a e Hermione mordeu o lábios dividida entre a obrigação de atiçar Mary até revelá-la e o desejo de arrastá-lo para o segundo andar e para seu quarto!


-Não fez por merecer...ainda – disse com uma pontada de sensualidade que o fez engolir em seco e solta-la.


Hermione e  Rony entraram na cozinha rindo, mas o sorriso de Hermione morreu ao ver quem era a companhia de Mary. Antenor levantou-se com um lindo sorriso de boas vidas e imediatamente segurou sua mão. Ele fazia muito isso, pensou.


-Hermione,que bom vê-la!


-Como vai, Antenor? – perguntou polidamente, sem tirar os olhos da expressão de satisfação de Mary.


-ótimo! Esplêndido desde que recebi seu convite! – ele disse esbanjando felicidade.


-Meu convite? – perguntou sem entender, olhando para Rony. Ele estava bem contrariado, observando as mãos unidas.


-Sim, eu fiquei deliciado quando recebi sua coruja me convidando para almoçar aqui. Sabe, é importante para mim ser incluído na sua vida, Hermione, não apenas na vida profissional.


Hermione olhou em seu olhos e ficou sem jeito. Antenor não era um homem de se jogar fora, era muito atraente e sabia seduzir muito bem, mas estava apaixonada por outro e esse outro estava ali, ao seu lado.


Não podia simplesmente dizer a ele que não o convidara e que estava sendo envolvido naquele jogo doentio que os três protagonizavam. Nessa, Mary vencera.


Um a um. O jogo estava empatado. Mas por essa Mary iria pagar! Ah, se iria!


-O almoço vai esfriar – Rony disse sério, o tom muito distante que não a enganava.


Sentada entre Mary e Antenor, Hermione sentiu o apetite ir embora. Seria um almoço tortura, e a satisfação de Mary lhe dava nos nervos.


Cobra peçonhenta pensou malvada. Se ela queria guerra, ela teria! Quem sabe vendo o marido enciumado por outra, ela finalmente entendesse que perdera?


-Antenor, se prepare, está prestes a provar o melhor almoço de sua vida! Mary é impecável na cozinha! – seu elogiou soava mais como uma ofensa, pois ela sabia que tinha algo por trás de tanta gentileza.


-Tenho certeza que qualquer comida será divina na sua companhia – ele elogiou e seu sorriso malicioso a fez corar, mesmo que não quisesse.


-Irá agradecer a Merlin não ter sido eu a cozinhar! – ela brincou sorridente demais, atirada demais – Ovo queimado e café fraco são minhas especialidades!


-Que é isso, Hermione, uma mulher com suas qualidades não precisa se preocupar com saber cozinhar!  -ele galanteou e ela ergueu uma sobrancelha ironia em direção a Mary que parecia um pouco azeda ao ser menosprezada indiretamente.


-Mas eu gostaria de aprender – ela disse pensativa, enquanto bebia um gole de suco de abobora que estava no colo reluzente – aprender a cuidar do homem que me quiser...


-Tenho certeza que esse homem de sorte não se importará de comer mal – ele disse apanhando sua mão sobre a mesa e beijando a palma num carinho intimo.


Hermione disse a si mesma que não era ousadia, visto que para Antenor fora ela quem dera o primeiro passo. Sem jeito, ela puxou a mão delicadamente, para não ofende-lo.


Mary parecia imensamente feliz com a situação até o momento em que Rony colocou seu copo sobre a mesa com mais força que o necessário. Para ela que conhecia cada gesto de raiva do marido, era o sinal que ele estava irritado. E a razão era desconcertante.


Sua idéia era provocar quanto Hermione era volúvel e fácil, e lembrá-lo que uma família é mais importante que mulheres desse tipo! Não queria vê-lo com ciúmes! Não mesmo!


-Porque não nos contam sobre as reportagens que Hermione tem escrito? – Mary sugeriu, servindo o prato de Rony, como sempre fazia.


Ele não gostava disso, mas não adiantava reclamar.


-Não faço reportagens, Mary – ela respondeu, mesmo porque a outra já sabia! – Sou colunista. Conto fatos relevantes e novidades, debato assuntos de interesse publico, mas não reportagens. – havia um tom azedo em sua voz.


-Bem, eu prefiro as reportagens – ela disse olhando para Antenor – Pessoalmente, sinto falta das matérias com personalidades da nossa sociedade bruxa.a última vez em que li uma delas no Profeta diário já faz anos!


-Harry e Hermione deram uma super entrevista a poucas semanas – Rony lembrou-a e Mary olhou-o com ressentimento.


-É claro, como pude me esquecer disso? – seu falso entusiasmo era notável.


-Hum, Mary tem razão, faz tempo que não temos entrevistas regulares e com personalidades importantes do nosso mundo bruxo.  Rita era a melhor entrevistadora que tínhamos, mas ela perdeu o jeito com os anos. – ele confidenciou – muitas intrigas e queixas, então, suspendemos as entrevistas. Mas agora, com uma presença como Hermione, quem sabe não alastramos seu trabalho para uma área mais especifica?


Ele tinha o olhar brilhante e Hermione conteve a resposta mal criada que tinha para dar a Mary. Claro, ela queria saturá-la de trabalho!


-Não acho prudente, eu estou atarefada com o curso de auror – ela esclareceu sorrindo amarelo. Também sabia das fofocas do jornal, sobre Antenor costumar ter casos tórridos com suas jornalistas e com certeza, Rita  fora uma delas e se Hermione bobeasse ela seria a próxima!


-Rony poderia... – Mary começou a falar, mas a expressão do marido a fez engolir as palavras - ...Vai ter que escolher Hermione o que quer da vida. Ser repórter ou auror. Uma mulher precisa saber o que quer!


-Mas eu sei o que quero, Mary  -ela disse sorrindo maliciosa. – E você sabe o que quer?


-Tenho tudo que sempre desejei, Hermione. Algo que deveria providenciar para você também! Um marido apaixonado, filhos e uma estabilidade profissional. Tem vinte e seis anos não é mais uma garotinha!


Mary acordara afinada, pensou, engolindo essa a seco.


-Bem, eu terminei – Rony disse terminando aquele almoço em tempo recorde.  – Hermione, preciso de você no ministério hoje a tarde por causa do curso. Seria possível?  -ele disse com voz seca.


-É claro, eu já entreguei a coluna dessa semana. – sorriu para Antenor – Nos falamos no jornal, ok? – ela levantou-se seguindo-o pela cozinha após um rápido tchau.


Sabia que seu ‘convidado’ estava decepcionado, mas tinha problemas maiores para resolver.  Os dois enfiaram-se na lareira e sumiram nas chamas verdes, mas como esperava, não foram para o ministério, mas sim para o apartamento de Gina que por sorte estava vazio.


Um segundo após saírem da lareira, ele estava encarando-a com raiva.


-Não está achando que eu o convidei, está? – perguntou incrédula.


-E não convidou? – havia veneno e ciúme em sua voz – O cara te manda flores e você está cheia de sorrisos para ele, e não o convidou?


-Achei que estivesse subentendido que essas duas semanas em sua casa seriam um inferno!  - ela respondeu enraivecida – que Mary  e eu iríamos nos digladiar até o nível do insuportável para descobrir quem fica com o premio final! – havia muito, mas muita ironia na sua voz – e pelo que sei, faz parte disso convidar homens para comprometer sua rival! Ou não faz?


Ele ficou mudo por alguns segundos, o ciúme indo embora e deixando sua mente clarear o suficiente para pensar.


-Hermione...eu sinto muito – ele disse por fim, ao chegar a conclusão obvia. – Fiquei cedo quando te vi flertar com ele.


-Eu quero que Mary fique com ódio de mim, e não você – ela disse suspirando – Deveríamos estar juntos nisso...


-E estamos – ele puxou-a pelos braços para perto de si, e ela foi um pouco contrariada em perdoá-lo tão cedo – Me desculpe, eu fui um bobo.


-Estava com ciúmes de mim- ela disse sorrindo, e ele avermelhou  - Com muito ciúmes? Achei que fosse brigar com Antenor ali mesmo, na mesa do almoço! – ela riu.


-Não exagera, Hermione, não foi nada tão serio assim... – ele tentou desmerecer e acabou rindo com ela, enquanto se abraçavam.  – O que vamos fazer, essa situação está ficando insuportável.


-Tenho uma idéia para deixar Mary nervosa – ela disse maquiavélica – Suas meninas estão sempre no dr.Taylor, certo? Desde pequenas?


-Sim, isso mesmo – ele disse sem entender.


-Bem, ele é o medibruxo responsável por vários setores de envenenamento e pediatria do St.Mungos e isso é muito coisa! Talvez Mary tenha razão sobre voltar a entrevistar personalidades importantes do mundo bruxo...acha que ela se sentiria atingida em ver que estou fuçando na vida medica de suas filhas?


-Se ela tiver culpa no cartório, sim, vai ficar muito assustada  -ele concordou admirando sua inteligência.


-Então, me deixei ir para por esse  plano em ação! – ela disse empolgada, mas ele não a soltou – Rony, preciso ir!


-Ainda não – ele disse sensual, puxando seu rosto para um beijo.


Perdida em seus braços, Hermione não saberia dizer o próprio nome e se ele não quebrasse o carinho, eles ficariam ali o resto do dia...


 


 


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Estou tentando atualizar sempre, mas ainda não dá. Desculpe se estão sentindo falta dos cap mas só semana que vem vai normalizar.


 


 


Beijos!!!1


 


 


 

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