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26. O Começo do Fim


Fic: Desencontros


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 26 - O Começo do Fim.


Sirius olhou mais uma vez para o relógio, constatando que o trem que traria Remus, Nymphadora e Lily estava realmente atrasado. Passou mais quinze minutos até que o barulho crescente indicasse a chegada da locomotiva, e ele respirasse aliviado. Não eram muitas as pessoas a desembarcar naquela cidade a noroeste de Londres, então foi com facilidade que Sirius avistou Remus quando este saltou para a plataforma seguido da esposa, alcançando-os rapidamente.


- Remus!


- Meu amigo, - o recém chegado puxou Sirius para um abraço forte, que surpreendeu-o mais até que o largo sorriso que exibia.


- Como você está? - Remus aumentou ainda mais o sorriso em vez de responder. - E você prima? Esse senhor tem lhe tratado bem?


- Nós estamos muito bem, obrigada. - Nymphadora respondeu sorrindo e abraçando Sirius em seguida.


- Remus, Remus... Quem diria, hein? - Sirius perguntou sorrindo ao ver o brilho nos olhos do amigo quando este olhava Nymphadora. - Mas... Onde está a Lily? Ela não vinha com vocês?


- Sirius, - Remus segurou no ombro do amigo, chamando sua atenção. - Nós temos uma surpresa para você.


Sirius olhou intrigado de Remus para Nymphadora, que exibiam sorrisos radiantes idênticos.


- Surpresa? Mas o que...


- Quer dizer que você vai se casar e nem me avisou. Quanta consideração!


Os olhos de Sirius se arregalaram e ele ficou estático à medida que percebia o que era a surpresa. Virou-se lentamente e se deparou com James e Lily parados às suas costas.


- James? JAMES!


O abraço entre eles foi forte e emocionante. Sirius e James eram mais que grandes amigos, eram como irmãos e todos viam isso.


- Mas como...? - Sirius perguntou, segurando James pelos ombros e encarando-o. - Quando?


- Alguns dias atrás. Eu escapei... Depois eu te conto todos os detalhes, agora acho que é melhor irmos para algum lugar onde essas jovens senhoras possam descansar.


- Claro, - soltando o amigo, Sirius abraçou Lily e perguntou. - E você Lily, como está?


- Bem. Como está a Patrícia?


- Nervosa. E me deixando nervoso. Vocês foram convidados para jantar na casa dos pais dela hoje.


- Nós não queremos dar trabalho - Nymphadora comentou. - Sabemos muito bem a quantidade de coisas que se tem para fazer na véspera de um casamento.


- Os pais dela fazem questão. Acho que eles tem alguma esperança de descobrir algo que impeça o casamento por intermédio de vocês.


O riso do grupo cortou o silêncio da estação, agora que o trem já havia partido. Para Sirius, a volta de James era sem nenhuma dúvida o melhor presente de casamento que poderia ganhar.


A igreja da pequena cidade estava decorada singelamente com algumas flores da estação e uma organista tocava a marcha nupcial enquanto Patrícia deslizava pela nave da igreja. Seus olhos estavam fixos nos de Sirius, em pé no altar, ao lado de Remus - o padrinho.


Desde o momento em que entrara na igreja não havia mais nada além de seu noivo. Nem música, nem convidados, nem guerra. No mundo somente existiam ela e Sirius, e o amor que compartilhavam.


Sirius a recebeu com um brilho diferente nos olhos prateados. Patrícia estava ainda mais bela do que imaginara.


As palavras do padre que celebrava a cerimônia, passaram despercebidas pelo casal que olhava fixamente um para o outro, obrigando Remus a cutucar Sirius para avisá-lo que chegara o momento dos votos que foram ditos com suavidade e paixão, o que muitos consideravam algo impossível vindo de Sirius, mas que foi feito com maestria.


O restante da cerimônia, a festa, tudo passou muito rápido na opinião de todos. Durante tempos tão difíceis e incertos, aquela aura de amor verdadeiro era demasiadamente ansiada.


--xx--


Março de 1944


Aquela deveria ser uma manhã de final de inverno como outra qualquer. Deveria, mas a dor insistente que Nymphadora sentia nas costas desde a madrugada não ajudava. E pensar que apesar de todo peso e volume extra em seu ventre, ela tinha se sentido bastante disposta no dia anterior.


- Eu deveria ter escutado o conselho de seu pai e deixado que ele mudasse o berço de lugar - Nymphadora resmungou para Jéssica enquanto lhe preparava um pouco de mingau.


- Que?


A menina se acomodou sobre a cadeira e ficou observando a madrasta que relanceou os olhos sobre ela antes de suspirar e responder:


- Nada não, querida.


As dores continuaram por toda a manhã e Nymphadora agradeceu quando sua mãe apareceu para uma visita logo após o almoço.


- Que bom que você veio, mamãe.


- O que houve? Você não parece bem - Andrômeda perguntou à filha após cumprimentá-la.


- Não é nada, só estou cansada... - Nymphadora acomodou-se no sofá ao lado de sua mãe e explicou. - Ontem resolvi mudar o berço de lugar novamente e hoje estou pagando por isso. Minhas costas estão me matando.


- Você está sentindo dores?


- E como! A senhora poderia olhar a Jéssica para mim um pouco enquanto eu descanso?


- Claro... - Nymphadora começou o movimento para se levantar - com toda a dificuldade que uma mulher grávida de nove meses tem -, mas sua mãe impediu, segurando-a pelo braço. - Meu bem, quando começaram essas dores?


- Não sei. Ao amanhecer, eu acho. Foram elas que me acordaram e desde então só pioraram, mas eu acredito que seu eu conseguir descansar um...


- O Remus sabe que você está com essas dores? - Andrômeda interrompeu, preocupada.


- Claro que não mamãe! Eu não vou incomodar o meu marido com uma coisa dessas.


- Mas deveria.


- Não vejo o porquê...


- Porque você está prestes a ter o bebê!


Nymphadora olhou para a sua mãe com a expressão assustada. Sua boca abriu, mas nada coerente saiu, por mais que ela se esforçasse.


- Ter... Eu? Mas...


- Não me olhe assim Nymphadora. Você por acaso achou que ele ia ficar aí para sempre?


- Claro que não, mamãe, mas é que...


Levantando-se, Andrômeda encarou Nymphadora e com calma perguntou:


- Suas dores são aqui, na base da coluna?


- Sã-são sim... mas...


- E estão acontecendo cada vez mais próximas umas das outras? - Depois do assentimento de sua filha completou: - E mais fortes?


Ao ver os olhos brilhantes de sua mãe e o sorriso bobo que enfeitava seu rosto, Nymphadora se deu conta do que estava para acontecer. Sabia que esse momento chegaria, mas agora, quando este se mostrava inevitável, ela não sabia afirmar se realmente estava preparada para ser mãe. E isso a fazia sentir um frio na espinha pior que as dores que sentia.


- Ai Senhor! E-eu vou ter o bebê?!


- Com a graça de Deus!


- Ma-mas e agora? O que... o que eu faço?


- Primeiro de tudo, vamos ficar calmas. Você fica aí quietinha enquanto eu vou chamar o doutor Granger...


- E o Remus!


- Claro, querida. No caminho eu passo no jornal e aviso o seu marido.


- Não demore.


- Pode deixar... Quem diria, minha princesa vai ter um bebê.


Levou um pouco mais de tempo do que Nymphadora gostaria até que sua mãe retornasse junto com Remus, o doutor Granger e Lílian Potter. Tempo suficiente para Jéssica acordar de seu cochilo e ficar perguntando por que ela parecia tão assustada.


Contudo levou ainda mais tempo para que a sua bolsa d'água rompesse, as dores ficassem insuportáveis e ela tivesse seu primeiro filho. Ted Remus Lupin nasceu forte e saudável. E com pulmões perfeitos, como todos puderam constatar durante vários minutos logo após vir ao mundo.


---xxx---


O velho Ford dos Weasley seguia, perseverante, pelo caminho de terra que levava até a casa, após a visita que fizeram aos Lupin para conhecerem o pequeno Ted. Com o caminho já parcialmente escondido pelas sombras do início da noite, Arthur Weasley precisou frear de repente para não atropelar o homem que caminhava devagar à sua frente. Abriu a porta e saltou do carro ainda ligado, antes mesmo que Molly, Ginny e Fleur percebessem o que havia ocorrido.


- Ronald? - O tom de dúvida se dissipou quando a pessoa ouviu o chamado e se virou. - Ron!


Os dois anos que passara longe de casa, lutando na guerra, deixara marcas profundas no jovem Ronald Weasley. Mais do que algumas inevitáveis cicatrizes em seu corpo. A guerra lhe tirou o viço, fazendo desaparecer qualquer traço de meninice que porventura ainda existisse nele.


Sentado à mesa da cozinha, deliciando-se com a comida de sua mãe enquanto ouvia o relato - mais detalhado do que ele gostaria - de todas as novidades ocorridas no tempo em que ficara fora, Ron pouco falava. Seu sorriso, outrora largo, raramente surgia no rosto taciturno, e suas respostas eram curtas e vagas. Mas para Arthur e Molly, o que mais importava naquele momento era que seu filho estava em casa. Aquela seria uma páscoa feliz.


Ginny tinha se recolhido mais tarde que o normal. Na verdade todos haviam, mas mesmo sentindo-se cansada, não conseguia dormir. Estava agitada demais. Um barulho no jardim chamou a sua atenção, fazendo-a ir até a janela verificar. O céu estava com poucas nuvens, deixando que o jardim fosse iluminado pela claridade da lua e evidenciando a figura sentada no banco de madeira logo abaixo de sua janela.


Achando que talvez aquele fosse um bom momento para conversar sossegada com Ron, vestiu o robe e desceu cuidadosamente as escadas para não acordar mais ninguém. Tinha muitas perguntas a fazer ao irmão, mas por um momento todas elas sumiram ao vê-lo tragando calmamente um cigarro. Seus passos alertaram Ron sobre sua aproximação e ele a olhou. Soltou a fumaça devagar pela boca antes de perguntar:


- Insônia?


Ginny sentou ao lado dele, sentindo-se estranhamente hesitante em começar uma conversa. Ron parecia tão diferente daquele rapaz que crescera ao seu lado, que não sabia ao certo como começar. Após alguns segundos de um desconfortável silêncio, ela apontou para o cigarro que descansava entre os dedos do irmão e falou, intrigada.


- Fumando?


Ronald apenas encarou o cigarro em sua mão e deu de ombros, antes de tragá-lo mais uma vez antes de responder:


- A gente aprende a fazer muitas coisas na guerra...


Percebendo que o novo hábito de seu irmão não seria assunto suficiente para iniciar qualquer diálogo entre eles, Ginny decidiu tentar mais uma vez. Olhou para a lateral do rosto de Ron e disse:


- Você também não conseguiu dormir.


- Acho que me desacostumei com tanto silêncio...


Sem saber como continuar, Ginny quase desistiu de perguntar o que tanto queria. Já pensava em se despedir e entrar, quando Ron apagou o resto do cigarro com a sola do sapato, apanhou um pedaço de papel dobrado no bolso de sua camisa e estendeu para ela.


- Harry pediu para entregar.


Ginny pegou o papel com o coração aos pulos. Olhou incerta, dele para seu irmão que a encarava com um sorriso triste e perguntou sem conseguir mais se conter:


- Co-como ele... Como o Harry está?


Aumentando ainda mais sua agonia, Ron desviou seus olhos novamente para a escuridão à frente, antes de responder num murmúrio.


- O que você quer saber Ginny? - Ron fechou os olhos enquanto encostava a cabeça na parede de casa e antes mesmo que sua irmã pensasse no que responder, ele continuou. - Ele está vivo, que é o mais importante. E é um excelente soldado pra desgosto daqueles nazistas filhos da mãe...


- E... E como é...?


- A guerra? - ele perguntou olhando rapidamente para o rosto pálido da irmã e em seguida apoiando a cabeça nas mãos. - Muito pior do que a gente alguma vez imaginou... O Harry costuma dizer que...


Ron interrompeu-se e suspirou. E isso foi o suficiente para Ginny saber que era alguma coisa que não gostaria, mas não conseguiu evitar insistir.


- Que...?


- Não é nada, Ginny. A gente fala muita besteira nas nossas noites de folga...


- Ron, por favor. Eu não sou mais uma criança que precisa ser poupada.


- Eu sei... - Ron suspirou pesadamente. Como ele poderia dizer à sua irmã que Harry, como tantos outros, dizia preferir morrer a ter que aguentar mais um ano naquele inferno? - Você não vai ler a carta que ele mandou? - Perguntou apontando para o papel que ela segurava com força.


- Vo-vou... depois.


- Ok. Eu vou tentar dormir um pouco... - Ronald avisou levantando-se. - Amanhã eu quero levantar cedo para esperar a Hermione na estação.


- Como você... - Ginevra começou a perguntar, mas Ron a interrompeu com o primeiro sorriso genuíno desde que chegara.


- Eu passei na casa dela quando cheguei na cidade, e a senhora Granger me avisou.


- Está certo. E-eu também vou entrar.


Mas Ginny ainda levou algum tempo até se levantar do banco e voltar ao seu quarto. E ainda mais tempo até ter coragem para ler a carta que Harry lhe enviara. Sentou-se na cama e acendeu um resto de vela que havia na mesinha ao lado de sua cama, e com as mãos trêmulas, abriu-a.


"Ginny,


Eu prometi a mim mesmo que não iria mais lhe escrever, mas não consegui evitar. Só de saber que você vai estar lendo essas palavras e pensando em mim, me ajuda a superar mais algum tempo desse inferno.
Queria arrumar um modo de afastar toda essa saudade. Eu sinto muito a sua falta... Mas a verdade é que eu procuro não pensar muito em nós dois, pois qualquer distração pode ser fatal, na condição em que estou.
Sei que não era bem isso que você queria ler. Talvez um dia eu possa lhe dizer as palavras certas pessoalmente.


Harry."


Ginny releu a pequena carta inúmeras vezes até conseguir compreendê-la realmente. Nas primeiras vezes acreditou que era o cansaço que estava atrapalhando, mas aos poucos seu cérebro fora aceitando o que seu coração recusava. Harry estava cada vez mais distante. E não era a distância física que preocupava, era a emocional. Tentou dormir, mas o sono demorou a vir. E quando conseguiu adormecer seu sono foi inquieto e cortado.


Mesmo após lavar o rosto com água fria e se arrumar impecavelmente, a aparência de Ginny não era a das melhores. A noite passada quase toda em claro estava cobrando seu preço, na forma de duas evidentes olheiras.


Sua mãe olhou sorridente quando Ginny entrou na cozinha para tomar o café, passando-lhe uma caneca generosa da bebida quente assim que ela se sentou.


- Bom dia - resmungou desanimada antes de ciscar o pedaço de bolo que sua mãe havia posto na frente dela e de Ron, que já estava ali quando ela entrou.


- Dia - seu irmão respondeu, após tomar um gole do café. - Vai sair?


- Hum-hum. Consegui um emprego na farmácia dos Longbotton.


Ron ergueu uma sobrancelha e engoliu mais um pedaço do bolo antes de continuar.


- Como vai o Neville?


- Bem, eu acho. Não o vejo desde o feriado de Natal. Ele está estudando em Liverpool.


- Você vai sair agora? - Ginny assentiu enquanto terminava de comer e se levantava. - Vou com você.


- Mas você já vai sair meu filho?


- Hermione vai chegar no trem da manhã. Quero estar na estação para esperá-la.


Ronald e Ginevra seguiram até a cidade quase em silêncio, mas ao contrário da noite anterior, Ron parecia mais ansioso do que taciturno, o que fez o coração de Ginny desapertar um pouco. Ao chegarem na ponte, ela se despediu e rumou para o seu trabalho na farmácia, enquanto Ron foi para a estação onde ficou conversando com seu pai até o trem apitou anunciando sua chegada.


Hermione demorou para conseguir alcançar a saída do compartimento do trem em que estava. Por mais que prometesse a si mesma que não iria carregar tantos livros, não conseguira evitar, ainda mais quando tinha a pretensão de adiantar o maior número de disciplinas que pudesse.


Para coroar sua viagem, uma das alças de sua bolsa ficou presa na porta e para conseguir soltá-la teve que puxar com tanta força que acabou se desequilibrando ao pisar na plataforma e derrubando os livros que levava nas mãos.


Reprimindo uma imprecação, Hermione apanhou os livros do chão e ajeitou-os nos braços o melhor que pode, junto com a sacola e o chapéu que carregava. Mas nada desse esforço adiantou quando, ao erguer o rosto, percebeu o rapaz que a observava sorrindo de canto, parado à sua frente.


Hermione estancou no lugar, atrapalhando ainda mais a passagem das pessoas que ainda saiam do trem, e deixou todas as coisas que trazia nas mãos caírem no chão com estrépito.


Suas pernas tremeram e voltaram à vida no mesmo instante que Ronald se desencostou da parede da estação e retirou o boné que usava, deixando à mostra os cabelos vermelhos agora cortados muito curtos.


Foi questão de segundos até que Hermione o alcançasse e se jogasse em seus braços, envolvendo-o pelo pescoço, e beijasse-o sem reservas.


Algumas pessoas que passavam por eles reclamaram baixinho da cena que testemunhavam, mas Arthur Weasley se limitou a recolher a bagagem que Hermione havia deixado caída na plataforma. Nada no mundo seria capaz de fazer com que ele separasse seu filho e a namorada naquele instante.


- Ron! Eu não... Quando...? - Hermione segurou o rosto do rapaz entre as mãos e perguntou, perdendo-se no fundo dos olhos azuis.


- Quando eu cheguei? - Ele perguntou, e quando ela anuiu, completou. - Ontem.


- Mas como...


- Como eu sabia que você chegava hoje? - Ron riu quando Hermione franziu o cenho, intrigada. - Sua mãe me contou quando eu fui até a sua casa ontem.


- Quer deixar eu completar uma frase! - Hermione ralhou com um sorriso, batendo levemente no braço de Ronald que a envolvia. - Eu senti muitas saudades.


- Eu também.


A expressão séria e a voz grave e rouca de Ronald fez com que sua pele formigasse. Ela sabia, sentia, que ele não estava mentindo. Que ele realmente havia sentido sua falta, tanto quanto ela sentira a dele, e isso fez seu coração bater descompassado. Foi como um choque, ouvir a voz de Arthur Weasley atrás de si.


- Eu não queria interromper mas... Aqui está a sua bagagem Hermione.


- Obrigada senhor Weasley.


- Deixe comigo, pai - Ronald declarou, pegando a sacola e a bolsa enquanto Hermione apanhava o chapéu e os livros que Arthur que entregava. - Eu vou levar Hermione para casa.


Os dias passados com Ronald, durante o recesso de páscoa, foram tão maravilhosos que Hermione fez o que pode para adiar ao máximo seu retorno para a universidade. Ron nunca fora tão amável, nem tão atencioso. E na verdade, isso a incomodou um pouco mais do que poderia ter imaginado em outras circunstâncias.


Ela tinha sonhado que, ao se reencontrarem, ela teria problemas para frear seus instintos, e até mesmo se acostumara com a ideia de, em algum momento, se deixar levar por eles. Mas Ron, mesmo se mostrando carinhoso e apaixonado, não testou os seus limites, deixando-a confusa. Nas primeiras vezes que Hermione tentou questioná-lo sobre o que estava acontecendo, Ronald mudou de assunto com uma maestria que ela não se lembrava que ele possuia. Aos poucos ela foi deixando os receios de lado para poder aproveitar ao máximo o pouco tempo que tinham juntos.


Seu coração relaxou quando, já na estação onde Hermione estava prestes a embarcar de volta para a universidade, Ronald confessou ter muitos planos para os dois quando a guerra acabasse. E que neles estavam incluídos vê-la entrando na igreja num vestido branco, uma casa simples e algumas crianças ruivas de cabelos cacheados. E nada, nem ninguém, seria capaz de acabar com o amor que ele sentia por ela.


---xxx---


Ginny ignorou o frio que sentia enquanto andava a esmo pelas trilhas formadas entre as árvores. Na verdade ela sabia exatamente aonde seus pés a levariam. Ao local onde inevitavelmente se lembrava de Harry. Onde haviam se conhecido e onde haviam se beijado pela primeira vez. Seus pés ignoravam os conselhos de seu cérebro que a avisava que isso a faria ficar ainda mais triste e a levavam para a beira do lago.


A superfície quase congelada da água refletia a brancura do céu, e a visão da linda paisagem fez seu coração apertar. Procurava não pensar em Harry e o que faria quando ele voltasse. E principalmente tentava não pensar no que faria se ele NÃO voltasse.


Harry cumprira a promessa dessa vez e não voltara a escrever. Nem mesmo mandara alguma notícia nas cartas que Ron enviava. As poucas informações que Ginny conseguia vinham de Lílian Potter que parecia compadecida com a pobre garota e lhe contava as novidades, quase sempre encerrando-as com um "vocês vão se acertar quando isso tudo acabar, você vai ver."


Uma rajada mais forte do vento gelado fez com que Ginny decidisse que era preferível aturar o clima natalino de sua casa - e os arrulhos entre seu irmão Bill, que conseguira obter a dispensa de Natal, e a esposa - do que permanecer ali, afogada nas lembranças que aquele lugar trazia. Contudo, ao se virar, encontrou Draco Malfoy encostado numa das árvores, encarando-a com seus olhos prateados.


Ginny decidiu ignorá-lo, afinal estavam em um lugar público e ele tinha todo o direito de estar ali. Porém Draco não parecia pensar o mesmo e colocou-se à sua frente, impedindo sua passagem.


- O que você quer Malfoy?


- Hummm... "O que você quer"... Essa é uma pergunta que eu realmente aprecio... - Draco ergueu uma das mãos o suficiente para tocar numa mecha dos longos cabelos vermelhos. - Ela dá margem a muitas possibilidades...


- Me dê licença, eu não vou ficar aqui ouvindo essas tolices!


Ginevra empurrou o braço do rapaz e tentou passar por ele, para seguir para casa, mas ele novamente a impediu, segurando em seu braço.


- Ei, espere... Sabe, já tem algum tempo que eu venho prestando atenção e acho que consigo perceber porque Blás se interessou tanto por você...


- Me solte, por favor.


- Por quê? - Draco forçou-a a ficar de frente para si, segurando seus dois braços. Depois com o rosto quase colado ao dela, sussurrou - Você está com medo de mim?


- O que eu sinto por você, Draco, não é medo. É asco!


Ignorando as palavras repletas de raiva, ditas pela garota, Draco Malfoy sorriu perigosamente enquanto empurrava-a de encontro com a árvore onde estivera a espiando.


- Pois quando eu olho para você, fico querendo saber se a sua pele é tão macia quanto parece... - Com o corpo preso pelo peso do de Draco, Ginny não pode escapar quando ele começou a deslizar os dedos longos pelo seu braço até alcançar seu pescoço. - E se você é tão quente quanto o fogo de seus cabelos...


Afastando todo o pavor que começou a sentir quando sentiu a outra mão de Draco deslizar por sua perna a baixo, Ginny tentou afastá-lo e gritou:


- Tire suas mãos de cima de mim!


- Você ouviu o que ela falou, Malfoy. Tire essas patas imundas de cima dela. Agora!


Ginny estremeceu e parou de lutar, olhando chocada para o dono daquela voz, no tempo em que Draco ainda captava o sentido das palavras gritadas para ele.


Seus sentidos provavelmente haviam ficado abalados, pois foi em camera-lenta que ela percebeu o olhar surpreso de Draco e a forma brusca que ele a soltou enquanto era praticamente arrancado de sua frente e arremessado para longe pelo recém-chegado.


NB/ Sonia: Me diga por que eu tenho a impressão que esse fim não é o que parece. Ou melhor, me diga QUE É O QUE PARECE! E que meu medo de você estar aprontando uma surpresa cruel para os seus leitores é apenas um pavor irracional e injustificado da minha parte... ;D – Uau! Cheio de momentos ‘cute’ e de tristezas profundas esse capítulo! Fiquei me sentindo como se tivesse comprado umas vinte entradas pro parquinho e gasto todas no barco viking! Lá em cima... James de volta! Sirius e Paty amarrando os barbantinhos, e o Ted!!! - Lá em baixo... O Ron tão mudado, tão sofrido, e a distância do Harry.... – Lá em cima, o Ron e a Hermione, tão bem juntinhos, apesar dos solavancos.- Lá em baixo...Esse fim, esse fim...BICHO, que você escreveu! AAAAHHHHH!!! Eu quero tanto que seja e sei que não é... –Ui! ^^ - Mana amada, estupendo! APLAUDO MUITO!!! – Vá escrever bem assim lá na minha editora, caramba!!!! D - Te adoro! Até o próximo! ... P.s.: sem fim malvado dessa vez!!!! Rsrsrsrsrsrsrsrs...


NB/Pam: Ele é nosso herói! Harryzinho sempre aparecendo nas horas certas! Eu sei que é para ter um medinho desse capítulo, mas eu amei! A volta do Ron, ele todo fofo com a Mione, o casamento do Sirius, o bebe da Tonks...ah, tantas coisas boas... Mas eu sei que a Pri pode ser tão má, quanto é boa, então, tenho medo! rs Amei Pri, e sim, achei que eu era uma ex beta! Uhuhuhu Amo mto, beijo!


N/B Paty - ACABOU? COMO ASSIM? ai meu Merlim Amado me segure!!!!! Mana o MEU casamento foi tudo!!! O SIRIUS É TUDO!!! Ai obrigada, obrigada, obrigada!!! To louca pra betar o outro cap. O que foi esse final heim?


N/A: Amores eu não pretendia demorar tanto pra postar os últimos capítulos. Eu juro. Mas esse ano o trabalho está me consumindo!!!!!!!!!!!!! E surgiram outras questões que precisaram de minha atenção nos últimos dias.


Obrigada a todos que estão acompanhando essa fic. Um beijo estalado em todos.


Evelyn: Não querida. O Harry e o Rony estão servindo no Exército Britânico. Sim eles estiveram no norte da África (Lá aconteceram batalhas importantes realmente). Obrigada pelo comentário, bjks


Pedro Henrique Freitas: Eu também amei cena da Gina. Se a Paty gostou? Ela ficou exultante, alguém tinha alguma dúvida... Bjks querido.


Patty Carvalho: Espere e verá. Bjks


Lanni Lu: Você realmente conseguiu captar o que eu pretendia. A Gina ficou assim mesmo. E teve razão em outros palpites também, mas não digo quais são hihihi. A fic deve ter uns 30 capítulos no máximo, ou seja, estamos no fim. Bjks


Lady Aredhel Anarion: Obrigada, bjks.


Danda jabur: Bem que eu queria mandar o Colin pra guerra, mas ele não quis hihihihi. Bjks


Livinha: Ainda bem que você me perdoou. Eu não saberia o que fazer se isso não acontecesse. Te amo, beijos


Maria Lua: Pode deixar que o Remus vai sossegar, kkkkk. Bjks


Kellysds: Você sempre tem bons palpites. Você sabe disso, hihihi. Te amo, bjks


Cassandra Melissa Wisney: Nem me lembre que eu sou Assistente Social por formação, Cassie. Por favor! kkkkkkk Beijos


Lady Eldar: Coo eu também prefiro os ruivos, eu te entendo hihihi. Viu, o Ron apareceu!!!! E a Hermione também. Beijos


Bernardo Cardoso: Moço, cadê você????? O Ron já apareceu hihihi E o Harry... (assovia e sai de fininho) bjks


Daniella Granger: Infelizmente eu não vou poder colocar tudo que aconteceu na guerra dentro da história, já que a guerra é apenas pano de fundo do enredo. Mas eu também adoro essa fase da história mundial. Obrigada pelo comentário, bjks


Tati Black Malfoy: Desculpe a demora. Bjks


Anthrax: Viu, Priscila também é cultura. Bjks


Claudio Souza: Amore, você leu!!! Que bom que está gostando. Espero que continue. Aguardo comentários, bjks.


Rachel: Obrigada pelo comentário. Relamente, uma fic emocionante era a minha intenção. Bjks


Tonks Butterfly: Amore como vai o Ted? Ele já está deixando você voltar a ler???? Manda um beijo gostoso na barriga dele por mim, ok. Obrigada pelo comentário. Bjks


Um beijo enorme às minhas irmãs/betas/amigas: Pamela (você nunca vai ser ex, entendeu bem!!!! Amo mais! Bj) Paty Black (Eu queria ter tido um pouquinho mais de tempo com vc naquele dia... Te amo, bj), Sonia Sag (Adorei te conhecer pessoalmente. Você é tão fantástica ao vivo quanto pela net. Te amo bjs) e Sally Owens (comadre, te amo demais. Pena que só pudemos ficar ai 4 dias... Buáááá. Mas janeiro chega logo, e aí eu vou poder curtir mais o meu afilhado. Te amo, bjs)

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