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65. Em Pratos Limpos


Fic: Primavera em Flor


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O dia seguinte amanheceu agradavelmente fresco, apesar de muito ensolarado.  A manhã transcorreu normalmente, sem nenhum percalço.  Os alunos aproveitaram o domingo para realizar as mais diversas atividades e, para alegria de todos os professores, Lucius Malfoy enviou uma mensagem ao Mestre de Poções dizendo que não iria a Hogwarts naquele dia.


Com a certeza de que não seriam brindados com a presença inoportuna de Lucius a rondar pelo colégio, Maria e Severus finalmente conseguiram passar a tarde juntos.  Logo após o almoço, aproveitando-se da calma que reinava em Hogwarts, os dois se dirigiram para o quarto dela onde puderam ficar várias horas a sós sem serem incomodados. 


O fato de ficar muito tempo sem maior intimidade fez com que o casal aproveitasse muito bem cada minuto.  A tarde já quase findava quando Maria levantou-se da cama, vestiu um roupão e entregou a ele um outro para que também se vestisse.  Depois disso, ela foi até a janela para admirar o sol que se punha.  As últimas luzes da tarde raiavam o céu de laranja e de vermelho vivo.


“- Finalmente um pouco de paz e tranquilidade.”, disse ela, enquanto seus olhos fitavam o lindo espetáculo de luzes e cores que se precedia o ocaso.


Severus também levantou-se, vestiu-se o roupão que lhe havia sido oferecido e foi até ela, abraçando-a pela costas e beijando-lhe o pescoço.  “- Você é tudo o que eu quero.  O resto é apenas o resto.”


“- Ah meu amor, seria tão bom se pudéssemos ficar juntos sempre que desejássemos.  Não gosto do fato de termos que nos esconder como se estivéssemos fazendo algo de errado.”


“- Eu sei que não estamos fazendo nada de errado e que deveríamos ter o direito de ficar a sós sempre que nos desse vontade, mas no momento isto não é possível.”, disse Severus, agora virando-a para si e fitando-a com intensidade.


Ela passou seus dedos levemente pelo rosto dele e Severus fechou os olhos, aproveitando ao máximo o terno carinho que lhe era oferecido.  “- Meu amor, minha querida Maria, só agora que a conheço é que sei como a vida pode ser boa e bela.”, sussurrou ele.


“- E só agora que o conheço é que sei o que é o verdadeiro amor.”


Severus abriu novamente os olhos e sorriu ao ouvir aquelas palavras doces que saiam dos lábios de sua amada.


“- Eu já lhe disse que você fica lindo quando sorri ?”, perguntou ela.


“- Sim, você já me disse isso.  Mas eu a perdôo por mentir porque eu a amo.”, respondeu ele, sorrindo novamente.


“- E eu o perdôo por não acreditar em mim.”, insistiu Maria, recostando a cabeça no peito dele.


Os dois ficaram ali abraçados em silêncio por alguns minutos até que ela pareceu dar-se conta de alguma coisa.


“- Severus, estou morrendo de fome !  Vamos pedir algo para comer ?”


“- A hora do jantar se aproxima.  Você não prefere esperar um pouco ?”


“- Mas eu gostaria de jantar aqui com você.”, respondeu Maria.


“- É melhor nós fazermos a refeição no salão principal junto com os outros. Você sabe que ainda não podemos levantar suspeitas sobre o nosso relacionamento.”


“- Eu sei e já estou cansada disso.”


“- Maria, você tem toda a razão de estar farta desta situação.  Desculpe-me por ser um homem tão complicado.  Eu sei que você merece coisa muito melhor do que eu.”


“- Não fale assim que eu não gosto !”, exclamou ela.  “- Você é um homem bom e não deve fazer juízo tão baixo de si próprio.”


“- Fico muito feliz que você pense assim, mas tenho um passado sombrio e preciso lidar com isso até que possa deixar tudo para tras.”


“- E Lucius Malfoy faz parte deste passado, não é ?”, questionou ela.


“- Sim, mas infelizmente não posso ignorá-lo, assim como não posso ignorar as coisas ruins que fiz.”


“- Não estou lhe pedindo isso e nem jamais lhe pediria que deixasse de ser o que você é.  Só não consigo aceitar  sua “amizade” com a familia Malfoy.  Não conheço a esposa de Lucius, mas pelo que vejo de seu marido e filho, ela não deve ser muito melhor do que eles.”


“- Narcissa Malfoy nasceu na família Black.  Os Black e os Malfoy são todos bruxos de sangue puro que têm orgulho de não ter qualquer ascendência trouxa em seus genes.  Ela e Lucius estudaram comigo aqui em Hogwarts.  Foram eles que me apresentaram ao Lorde das Trevas.”


“- Eu já imaginava.”, disse ela com olhar inquisitivo.  “- Entretanto, tenho a impressão de que há fatos que você não mencionou.”


“- Maria, minha querida, eu já lhe contei tudo o que havia para ser dito.  Lucius foi Comensal da Morte e ainda vê em mim um aliado.  Não posso relegar a atenção que ele me dá a segundo plano ou ele vai acabar desconfiando de mim.”


“- Eu entendo e aceito isso.  Só não consigo entender o motivo pelo qual você se aproximou de Lucius a ponto de ele considerá-lo como amigo.”


“- Está bem, vou contar a você toda a história para que não haja entre nós qualquer ponto obscuro.  Venha, sente-se aqui comigo.”, disse ele, voltando para a cama e fazendo-a sentar-se em seu colo.


Enquanto Maria olhava fixamente para ele, Severus voltou a mencionar os fatos que o levaram a tornar-se um Comensal da Morte e explicou a ela o motivo pelo qual aceitava a amizade da família Malfoy. 


“- Lucius me acolheu quando ninguém mais me aceitava.  Considerou-me como um igual, mesmo sabendo que meu pai era trouxa.  Confiou em mim, apesar de eu não ser rico e de não ter sangue puro.  Ele foi o único apoio que tive e não posso desconsiderar isso.”, completou ele.


“- Mas Severus, Malfoy jamais teria se aproximado se não tivesse certeza das capacidades extraordinárias que você tem.  Ele é um homem interesseiro e de coração mau.”


“- Eu sei que ele não é flor que se cheire.  Mas não sou ingrato e não posso simplesmente me esquecer do apoio que recebi Lucius em um momento muito difícil de minha vida.”


“- Meu querido, eu não estou condenando seu sentimento de gratidão.  Longe de mim fazer isso !  Apenas peço a você que tente afastar-se aos poucos deste homem.  Ontem não pude deixar de ouvir a conversa de vocês dois durante o almoço e percebi claramente que ele quer usá-lo para chegar-se à minha família.”


“- Eu também percebi isso.  Saiba que jamais colocarei você ou qualquer pessoa de sua família em perigo.  Por isso, fiz o máximo possível para demovê-lo desta idéia.”


“- Eu ouvi quando você pediu-lhe que fosse mais discreto.  Mas ele está ávido para amealhar mais seguidores para o que chama de “nossa causa”.  Escutei bem quando ele disse que há sinais claros de que a volta do “Lorde” está próxima.  Eu tenho cá minhas desconfianças quanto a isso.”, disse ela levantando-se.


“- E do quê você desconfia.”, perguntou ele, também levantando-se, puxando-a para si e segurando levemente o queixo dela de maneira que pudesse olhá-la nos olhos.


“- Eu acho que Lucius Malfoy está envolvido até o pescoço com os eventos que têm acorrido aqui em Hogwarts.”


“- Você quer dizer que ele é o Herdeiro de Sonserina ?”


“- Não.  Eu não acho que seja isso.  Seria óbvio demais.  Mas acredito que ele saiba de quem se trata o tal Herdeiro e que o esteja apoiando.”


“- Pode ser, mas penso que ele teria me falado sobre isso.  Lucius quer que eu seja diretor de Hogwarts e eu tenho tentado a todo custo fazer com que ele mude de idéia.  Seria muito estranho se ele me visse como aliado e não mencionasse seu envolvimento com a abertura da Câmara Secreta.”


“- Seu raciocínio parece estar correto.”, concordou Maria, “- Mas Malfoy pode querer apenas usá-lo como um marionete e estar escondendo suas verdadeiras intenções para depois apresentar sua suposta superioridade sobre você como vantagem quando o “Lorde” voltar.  Se eu entendi bem, você era o Comensal da Morte preferido do “Lorde” e Lucius certamente sentiu-se relegado a segundo plano na ocasião.  Outra coisa que não me sai da cabeça é a maneira como ele afirmou categoricamente que a volta de Voldemort estaria próxima e que os sinais eram claros como água.”


Severus balançou a cabeça em negativa e colocou o dedo indicador sobre os lábios dela, impedindo-a de continuar a falar.  “- Maria, por favor, peço-lhe encarecidamente que evite mencionar o nome do Lorde das Trevas.  Mesmo estando ele muito fraco, a mera menção de seu nome pode ser deveras perigosa.”


“- Está bem, me perdôe.  Eu me empolguei.  Mas você não acha que minha teoria faz sentido ?”


“- Aprendi com a experiência que tudo o que você fala e faz tem total sentido.  Jamais subestimaria sua inteligência privilegiada.  Mas não se preocupe pois já tenho por hábito ser cauteloso quando se trata da familia Malfoy.  Lucius talvez tenha mesmo a intenção que você suspeita.  Se ele não tem, sei muito bem de uma pessoa que adoraria me ver em desgraça.”


“- E quem é essa pessoa ?”, perguntou Maria com ar preocupado.


“- Bellatrix Lestrange.  Ela é cunhada de Lucius, irmã de Narcissa.  Foi presa quando o Lorde das Trevas capitulou e está em Azkaban desde então.  Bellatrix me odeia porque nunca conseguiu a preferência do Lorde, mesmo sendo totalmente subsenviente a ele.”


“- Por Merlin, Severus ! Você definitivamente precisa tomar cuidado com essa gente !”


“- Pode deixar, minha querida, eu sei muito bem como lidar com os Malfoy e com os Black.  Não se preocupe comigo.  A única coisa que não quero é que você fique pensando que estou lhe omitindo qualquer detalhe sobre minha vida pregressa.  Não posso permitir que dúvidas sobre meu passado afetem nosso relacionamento.”


“- Pois saiba que eu jamais deixaria que isso acontecesse.”, disse Maria.


“- Fico contente que você sempre me dê um voto de crédito.”, falou Severus, visivelmente aliviado.  “- Agora … preciso voltar para meu quarto e tomar um banho antes do jantar.”


“- Você tem certeza de que não quer ficar comigo ?  Minha banheira é bastante espaçosa, nós dois caberemos nela sem dificuldades”, disse ela, com olhar convidativo.


“- Seu convite é muito tentador, mas infelizmente não posso.”, respondeu Severus, abraçando-a novamente. 


“- Está bem, está bem, eu tomo banho sozinha.  Vai ser uma pena, mas não tenho do que reclamar.  A tarde de hoje foi maravilhosa e inesquecível.”


“- Minha querida Maria, você é tão compreensiva, doce e terna.  Tão suave e graciosa, parece uma flor do campo.”


“- Engraçado, essa é a segunda vez em pouco tempo que me chamam de flor.  Ontem Minerva me disse que eu era “uma flor em meio à charneca infértil e nua” e agora você me chama de “flor do campo”.  Vocês devem estar conspirando juntos contra mim.”


“- Só se estivermos conspirando para elevar seu ego às alturas.”, disse ele, com um sorriso aberto.


“- Talvez seja isso mesmo.  Talvez vocês dois estejam querendo que eu me ache muito importante, muito cheia de predicados, para depois me acusarem de ser convencida.”, retrucou ela sorrindo, enquanto Severus se distanciou para pegar sua roupas que estavam displicentemente jogadas em um canto do quarto.  Ele vestiu-se rapidamente e assim que terminou foi até ela.


“- Venha cá, deixe de bobagem,” – disse ele – “você não é e nunca foi convencida.  É por isso mesmo que todos a admiram tanto.  E agora me dê um beijo que eu preciso mesmo ir.”


“- Sim, meu mestre e senhor.”, disse ela, em tom de troça. 


Dito isso, fez o que ele lhe pediu e o beijou.  Depois levou-o até a porta, onde se despediram com um longo abraço.

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