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2. Capítulo 1


Fic: Secundum of Nightfall - HHr - Capítulo 6 ON!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Secundum of Nightfall
...Capítulo 1...


Seus olhos encheram-se de um brilho incomum, quando se encontraram com o policial que acabara de entrar pelas portas de vidro escuro. Nunca imaginara que trabalhar numa delegacia fosse ser tão proveitoso daquela maneira.

O homem caminhava ao lado de outro, não menos belo, mas seu porte encantava-a, assim como seus olhos extremamente verdes, e seus cabelos negros. Os quais se encontravam molhados, e bagunçados. O uniforme caía bem a todos, mas naquele corpo único e viril, era de tirar o fôlego.

Ele sorriu a ela, quando passou pelo corredor. Seu coração já acelerado sentiu-se derreter, com aquele gesto.

- Ainda vai matá-la qualquer dia desses. – brincou o homem ruivo, e alto, ao lado de Harry.
- Esta não é minha intenção, posso garantir. Meu dever é salvar vidas, não tirar vidas. – completou no mesmo tom do amigo.

Rony rira junto a ele, e ambos andavam sem preocupações, até a sala que lhes era destinada. Sua divisão possuía certa liberdade, e independência dentro da corporação. Os S.T.A.R.S. (Serviço de Táticas Especiais e Resgate.) de Warrigton, possuíam fama por suas missões bem sucedidas, e por sua competência.

Chegaram então, neste clima de descontração, a seu ambiente de trabalho. A sala era discreta e comum, sem muitos detalhes cruciais. Tinha tudo que precisavam, computadores, mesas individuais, e algumas máquinas de refrigerante e chocolate. As “graçinhas” de Rony, que adorava tantas guloseimas a seu menor alcance. 

- Não duvido que ela tente se afogar no banheiro só para que você faça uma respiração boca a boca nela. – zombou Rony, se jogando em uma cadeira.

Harry revirou os olhos, caminhando em direção a mesinha onde estava o café.

- Estou com fome. – Passou a mão na barriga. – Deveria ter uma daquelas máquinas de comida pronta, aqui.
- Deus, Rony. Você comeu há uma hora. – Disse um Harry incrédulo.
- Preciso me alimentar bem para conservar meu físico, Potter. Esses músculos aqui. – Apontou para o braço. – Precisam mais do que exercícios, precisam de comida e se eu...
- Se você continuar comendo desse jeito vai ficar com um físico de bola, Weasley. – Comentou Draco Malfoy, entrando na sala.

O moreno reprimiu um riso e Rony revirou os olhos se mexendo na cadeira.

- Ninguém perguntou sua opinião, Malfoy. – Retrucou zangado.
- Calminha Weasley. Não se altere muito, pode ter um ataque cardíaco se não fizer nenhum exercício e continuar comendo desse jeito. – Apontou para a barrinha de chocolate que Rony tirava do bolso.
- Cale a boca, doninha loira. – Disse Rony levantando-se da cadeira.
- O que vai fazer? Atacar-me com chocolates? – Desafiou saindo da sala. Rony bufou. – Uh, que medinho, o ataque dos chocolates assassinos...
- Você vai ver onde esse chocolate vai parar. – Berrou ele, indo atrás de Malfoy.

Harry riu e balançou a cabeça.

- Draco trocou de alvo, hoje? – Perguntou Neville, entrando na sala com seu Notebook embaixo do braço.
- Pelo jeito sim. Ele cansou de me irritar já que quando faz isso sempre sai perdendo. – Disse Harry com ar superior.

Neville riu, colocando o Notebook em cima da mesa.

- Hum... Harry. Você lembra de certo site? – perguntou Neville, malicioso. Harry sorriu e arqueou as sobrancelhas, aproximando-se. – Acabei de desbloqueá-lo. Quer dar uma olhada?
- Hum, o que é hein? – perguntou Rony, curioso.
- Bolinhos de chocolate é que não é! – comentou Draco, gargalhando. – Neville não consegue nenhuma mulher de verdade, por isso precisa recorrer aos meios cibernéticos. Você é uma vergonha para nossa corporação, Longbottom!
- Olha só quem fala... – replicou Harry.

Rony largou seu petisco em cima de sua mesa, e partiu até o colega. Draco seguiu-o no mesmo intento, não podia deixar sua curiosidade de lado.

Quando o ruivo chegara mais perto, soltara um muxoxo. Ao invés de tudo que sua mente imaginara, havia na tela, um fundo preto com uma águia no centro, e as cores vermelho e azul, rodeando-a.

- Invadiu o sistema do pentágono? – indagou Draco, perplexo.
- E eu que pensei que fosse ver uma loira gostosa, agora sim, você é uma vergonha! – resmungou Rony, voltando para seu chocolate.

Logo que ele se sentara novamente, a porta da sala se abrira bruscamente. Por ela entrara o capitão do Alpha Team, Sírius Black. Sua face era preocupada, e não havia nenhum sorriso em seus lábios. Nenhum de seus agentes deixara o que faziam por conta de sua chegada. Rony continuava a comer, e os outros três se revezavam em brincadeiras.

Sírius sentou em uma cadeira perto e suspirou. Os quatro agentes olharam para o semblante preocupado do capitão.

- Recebemos um comunicado urgente. – Sírius levantou o rosto encarando cada um deles. - Parece que está acontecendo coisas estranhas, numa mansão abandonada na área florestal de Warrington.
- Não me diga que é por causa daquelas festas de adolescentes bêbados que se perdem...
- Não Malfoy, é bem mais sério que isso. – Levantou e andou até a cafeteira. – Nove paramédicos desapareceram após atenderem um chamado a essa mansão, e isso pode estar ligado com os assassinatos que investigamos.

O silêncio tomou conta da sala, cada um dos agentes encarava Sírius sem acreditar no que ouviam.

- Paramédicos? – Perguntou Rony incrédulo. – Quem faria mal a paramédicos? E os que eles têm a ver com nossa investigação?
- É isso o que vocês vão descobrir. – Sirius voltou-se para Harry. – Tome as providências, Harry. Vocês irão para a Mansão Spencer, em alguns minutos.

...

Uma rápida olhada e meus companheiros já sabiam o que fazer.

Neville foi preparar o helicóptero, Draco as armas e Rony os mantimentos necessários. Em menos de 15 minutos já estávamos prontos e indo em direção ao helicóptero onde Neville nos esperava. Não demoraria nossa chegada à mansão. Mas algo dentro de mim gostaria que essa viagem nunca chegasse a seu destino, talvez porque não fosse dar certo e conseqüentemente não conseguiríamos encontrar nada nem ninguém.

Um arrepio cruzou em minha espinha, olhei para baixo, já sobrevoávamos a floresta que rodeava a mansão. As cordas foram jogadas e descemos por elas, em direção ao desconhecido.

- Preparados? – Perguntei quando chegamos ao chão.

Todos assentiram.

Caminhamos em direção ao grande portão de ferro, o cadeado estava aberto, havia pegadas que em direção a porta e marcas de pneu.

Estava no começo da noite, mas eu rezava para que acabacemos com tudo isso antes do início da manhã. Nunca tinha me sentido assim antes, mas essa mansão escondia alguma coisa e eu era o responsável por descobrir.

Cautelosos, e em silêncio nos deslocamos até a entrada principal da mansão. Gestualmente nos comunicamos, e entrei primeiro, empunhando minha desert eagle*. O local estava parcialmente no escuro. Logo depois de mim, Rony, e Draco entraram.

O hall principal era enorme, parecia-se do tamanho de um campo de futebol. Os móveis estavam intactos, e bem conservados. Mas Sírius dissera que a mansão estava abandonada. Contudo a julgar pelo que via, não era exatamente assim. Pelo visto estava enganado. Só esperava que não tivesse nos mandado para uma furada.

O térreo parecia vazio, não escutávamos nada além de nossas respirações. Cada qual foi para um canto, sem precisar de algum comando. Rony seguiu para, ao que parecia uma sala de jantar, e Draco para o outro extremo, um jardim de inverno. Enquanto eu permaneci a observar os pormenores.

Andei até uma lareira inutilizada, e notei resquícios de sangue seco, no carpete de cor clara. Virei-me, caminhando lentamente, seguindo a trilha, até que ela parara nas escadas. Voltei para o centro da sala, encontrando meus amigos.

- Não encontrei nada, além de poeira. – dissera Ron.
- Idem, sem contar que esse cheiro, é terrível. – Draco reclamou fazendo uma careta.
- Pare de ser mulherzinha, eu encontrei sangue bem ali, mas está velho demais para que seja de algum dos paramédicos. Vamos nos dividir e cobrir o perímetro.

Peguei o palmtop em meu bolso, e guardei minha arma. Liguei-o, iluminando nossos rostos com a luz branca, a tela se iniciou mostrando o mapa da mansão.

- Há três andares superiores. Draco, você fica com o primeiro. Ron cobre o segundo e eu fico com o terceiro.
- Porque você sempre quer ficar no topo?! – resmungou Rony.
- Está me questionando? Esqueceu que sou o líder desta missão? Não é hora pra suas infantilidades! – exclamei impaciente. Ele apenas revirou os olhos, e fez um gesto para que eu continuasse. – Nos comunicaremos via rádio, a qualquer sinal de problema, ou se acharem alguém, façam contato. Verifiquem tudo, e o mais rápido que puderem, o quanto mais velozes e precisos formos, melhor para todos. Alguma pergunta?
- Não senhor, você foi bastante claro. “Procurem os desaparecidos, e caíam fora”. – Draco comentou, e soltei um riso nervoso.

Guardei o palm no bolso outra vez, e nos dispersamos.

Aquela casa me intrigava. Nunca ninguém soubera o que de fato faziam nela. Muitos diziam que era apenas um luxo do magnata dono da StonePharma. Outros suspeitavam se tratar de uma fachada para seus negócios sujos. Mas a questão não era essa no momento, tínhamos que resgatar os paramédicos, e sair dali, sem investigações mais profundas, sobre Hans Stone.

Segui com os dois, escada acima, até que Draco sumira por um corredor no primeiro andar. Logo depois fora a vez de Rony, e eu fiquei sozinho. O terceiro andar era bem maior, e amplo. Seu longo corredor era iluminado pela lua. No mais, aquela casa não se parecia com um lar, era como se fosse um prédio, pois as escadas não iam diretamente aos cômodos. Era tudo muito convencional.

Corredores.

A mansão parecia ser feita apenas de corredores. Os quais não levavam a lugar algum. Nenhuma porta ou janela, aquilo era realmente muito estranho. Com a lanterna em uma mão, eu iluminava o caminho a procura de qualquer vestígio de que alguém pudesse ter passado por ali. Mas não via nada além de pó e escuridão. Segui pelo mesmo corredor por uns cinco metros até encontrar uma bifurcação. No corredor da direita havia três portas, e sem pensar duas vezes segui por ele.

Com passos lentos e decididos parei em frente a primeira porta de madeira, segurei com mais força minha arma, o trinco girou e a porta facilmente se abriu. Iluminei o local, vazio como tudo ali em volta. Dentro dele havia uma mesa e vários balcões com gavetas, sem falar na grossa camada de pó intocada. Virei de costas caminhando até a porta seguinte. Dessa vez estava trancada, sorri. Quem sabe nessa... 

Com um chute a porta foi aberta e minha lanterna e arma percorreram o ambiente inteiro e nada encontrei. A sala era idêntica à outra e nada havia ali também. Fui para a última porta já estava ficando irritado com tudo aquilo. A porta estava encostada empurrei com força a fazendo bater na parede e causando barulho. E pela terceira vez estava vazia, a passos firmes entrei e comecei a abrir todas as gavetas, encontrei frascos vazios nas duas ultimas. Peguei um deles e joguei com força na parede.

- Tem alguém aqui? – Berrei para encontrar somente o silêncio como resposta.

Voltei pelo o mesmo corredor, dessa vez entrei no da esquerda. Não havia nada ali, apenas parede, até que a luz de minha lanterna parou em uma porta ao final do corredor. Segui a passos rápidos e girei a maçaneta, estava vazia, mas não era como as outras salas, além de bem maior parecia um escritório, comecei a vasculhar o local com minha lanterna, nada. Soltei um suspiro, pelo jeito não havia nada ali e nem em lugar algum. Guardei a arma e baixei a lanterna, comecei a andar em direção a porta, mas de repente ouvi passos lentos atrás de mim, antes que pudesse me virar senti algo batendo fortemente em meu braço e me amaldiçoei por ter guardado a arma...

...

Quando Draco se separara dos colegas, sua atenção se redobrara. Sempre fora concentrado em suas missões, contudo, seu instinto o instigava a ser mais cauteloso, naquela situação. Andava devagar, vasculhando cada canto com seus olhos; e segurando seu rifle em mãos, explorou o início do corredor vasto.

Caminhou pela direita, atento a qualquer ruído. O corredor parecia ser em forma de T, tanto pela direção em que caminhava, quanto na contrária. Havia muitas portas, notou. Demoraria muito tempo vasculhando o interior de todos os cômodos.

Praguejou, e continuou andando.

A iluminação dos abajures nas paredes era falha. Tremeluzia, assustadoramente. O loiro suspirara fundo, inalando logo em seguida aquele odor fétido. Passo, por passo, continuava sem sucesso em sua busca.

A maioria das portas, pelas quais já havia passado, estavam trancadas. E ele com nenhuma vontade de arrombá-las, passava por elas. No entanto, não lhe apetecera dar leves batidinhas a procura de alguém.

Iluminou a plaqueta presa à porta em que parara a frente. Havia duas iniciais: “T.N”. Jogara a luz da lanterna, sob a outra porta, e ele notou que em todas haviam as tais plaquetas de ferro, com iniciais. “Poderiam ali ser alojamentos”, pensou ele.

- Certo, vamos ver o que o Senhor “T.N” guarda em seus aposentos... – murmurou, abrindo a porta, que estava apenas encostada.

Entrou, e revistou todo o cômodo, rapidamente. Era mesmo um alojamento, havia uma pequena cama de ferro, e um armário também de mesmo material. Além de uma mesa cheia de papeis e pastas, forrando-a. Pelo visto o ocupante do quarto, saíra as pressas e nem pudera recolher seus pertences, já que tudo permanecia no lugar.

Andou lentamente até o meio do cômodo, e averiguou se havia alguma coisa dentro do pequeno banheiro de azulejos. Mas, não tinha nada. Nenhuma vítima a quem buscava.

Fora até a mesa, e dera uma olhada nos papéis. Inútil. Pois não entendia praticamente nada de seu conteúdo. Sabia que eram algumas fórmulas químicas, mas para que elas serviam, aí já não tinha a mínima idéia.

Voltou-se então para sair, mas parara de súbito quando vira uma sombra se mover rapidamente do lado de fora do quarto. Um leve arrepio lhe trespassou. Estava preso em seu pior pesadelo, odiava a casa do horror, e viera justamente parar em uma.

Recobrado do susto, saíra do quarto. Mas não avistara o dono da tal sombra. Iluminara o corredor por onde supostamente ele poderia ter corrido, e não vira nada outra vez.

Estranho.

Muito estranho...

...

O piso era branco e frio como todo o segundo andar, as grandes janelas estavam trancadas e muito bem escondidas atrás das longas cortinas de veludo. O segundo andar era tão ou mais espaçoso que o primeiro. E para a infelicidade dele havia o triplo de portas, o que o obrigaria a ficar um bom tempo vasculhando.

Aquela mansão nunca seria um lugar onde alguém em sã consciência moraria: nada de sofás, quadros, quartos, apenas portas e mais portas a maioria trancada, mas facilmente arrombáveis o que lhe facilitaria muito.

Não havia nada dentro das duas últimas portas. Todas as salas do corredor eram numeradas. Um grande número branco na porta indicava que o agente estava em frente à sala 8B. Ergueu a mão para a maçaneta que girou facilmente, mas teve que piscar os olhos quando entrou, pois ao contrário das outras e do corredor, a sala era a única em que havia alguma iluminação.

Desligou a lanterna, guardando-a no bolso, olhou em volta e suspirou, a sala nada tinha de diferente das outras a não ser o cheiro de podridão mais forte. Andou vagarosamente, seus olhos esquadrinharam os mesmos microscópios, as mesmas bancadas, os mesmos vidrinhos, os mesmos frascos, as mesmas coisas que havia em todas as salas que havia entrado naquele corredor.

Seus olhos pararam na pouca iluminação da sala que vinha de trás de um biombo, seguiu a passos firmes até lá e antes que pudesse das à volta para ver o que havia ali, sua barriga roncou e ele parou praguejando baixinho.

Tateou seu colete em busca de uma das suas inseparáveis barrinhas de chocolate e sorriu aliviado ao encontrá-la. Abrindo com os dentes a embalagem, deu a volta no biombo e viu uma luminária acesa em cima de uma mesinha, a luz estava direcionada a vários papéis, chegou mais perto.

Segurou o doce com os dentes e passou sua arma para a mão direita, para pegar com a esquerda uma das folhas. Olhou atentamente o documento, parecia um relatório, estava escrito a mão e pelo jeito com pressa, mas não estava concluído, referia-se a algum experimento que não havia dado certo. Dando de ombros, deixou o papel em cima da mesa e dirigiu-se a um armário de duas portas logo ao lado.

Ouviu o ronco fraco novamente e levou a mão à barriga. Franziu o cenho, as barrinhas de chocolate normalmente abrandavam o estomago faminto. Ignorou o barulho e dirigiu-se ao armário.

- Deus, nessa sala tem alguma coisa podre, e não sou eu. – Reclamou divertido com a mão em cima do nariz.

O ronco se tornou mais forte e ele se amaldiçoou por não ter comido antes de sair.

Virou-se para a porta da sala e decidiu procurar uma cozinha, quando ouviu o mesmo ronco, só que agora mais forte e perto. Virou-se bruscamente quando seus sentidos o alertaram sobre algum perigo ao seu lado, mas no movimento mal calculado, sua arma, uma M870, esbarrou na luminária. Ela foi ao chão, quebrando-se, e antes que a escuridão engolisse a sala, ele vislumbrou as formas de uma pessoa, estava curvada, gemendo e roncando, os olhos estavam desfocados, havia sangue em seu rosto e vestes, parecia que estava morta há tempos, pois o cheiro de podridão que exalava era insuportável.

Diante de tal visão seus olhos arregalaram, seus pés automaticamente se afastaram e seu coração disparou.

Voltou no tempo, estava na chácara que brincava quando criança. Estava correndo de seus primos que usavam máscaras e gritavam para assustá-lo. Só que dessa vez não haveria primos ruivos embaixo das máscaras e os gritos não virariam sorrisos alegres quando o pegassem durante a sua fuga, pois os gritos eram os roncos e os gemidos agonizantemente reais que vinham daquela coisa e instalavam-se em sua cabeça. As máscaras... Deus, as máscaras eram realmente verdadeiras. Ele... ele não teria chance de fuga... Já havia sido pego.

...

Harry sentira o forte baque em seu braço esquerdo, e praguejando, voltou-se para seu agressor. Sustos a parte, puxou a arma e apontou para a figura pequena escondida nas sombras de uma pilastra. O moreno estreitara os olhos, e apontou a lanterna para a direção do que quer que tenha sido que o atingira.

- Você... Você não é uma daquelas coisas. – Disse Hermione esperançosa.
- Abaixe, isso moça, não queremos que ninguém se machuque. – falou ele, estranhamente, gentil.
- Até que enfim ajuda. Onde está a sua equipe? – Perguntou olhando em direção a porta. – A mansão está infestada de criaturas. Onde... Onde está o Jack? Por favor, diga que o encontraram. Eu fiquei com tanto medo daquelas coisas...

O moreno suspirou fundo, e baixou a arma, retirando a luz de cima de Hermione. A intensidade com que a luminosidade chegava até ela, estava de certo modo cegando-a.

- Certo, uma coisa de cada vez. Você está bem, está ferida? – perguntou, esperando que a mulher não recomeçasse sua ladainha nervosa, da qual não entendera praticamente nada.
- Eu... Eu estou bem. Mas o Jack, ele o agarrou e eu não o encontrei. Vamos sair daqui, temos que sair daqui. — Dizia ela nervosa. — Onde está o resto de sua equipe? Há muito deles soltos por aí. — Por que ele não se mexia? Não percebia o perigo que estavam correndo? E a equipe dele? Será que todos se foram... Ela precisava sair daquele lugar.
- Meus companheiros estão nos andares de baixo, mas não se preocupe sou tudo que você precisa, moça... – disse, num meio sorriso. – Mas do que diabos, está falando?

Hermione bufou, e notara que a porta estava aberta. Ignorando totalmente ao policial, correra até lá e a fechara. Harry estranhara o comportamento dela, seria mais uma maluca?

- Quer por gentileza me dizer o que aconteceu por aqui? – perguntou agora mais direto, e irritado.    
- O que aconteceu? — Perguntou debochando. — Olhe essa mansão, olhe em volta, ouça e sinta o cheiro.  — Disse abrindo os braços. — Não é possível que não os tenha encontrado ainda. Eles estão em todo o lugar. Aquelas... Coisas sem vida nos atacaram. Eu não sei o que são e não vou ficar para descobrir. Eu consegui fugir, não encontrei meus amigos e me escondi na primeira sala que achei. — Ela suspirou. — Agora, por favor, vamos sair daqui. Um homem apenas não vai conseguir fazer nada contra eles.
- Um homem armado, poderia fazer um belo estrago nessas “coisas”, não? – retrucou irônico. Fitou-a mais uma vez, ela estava apavorada. - Se acalme, e me diga com precisão... O... – ele se calou ouvindo um grito ecoar.

Hermione recuou até a parede, após ouvir novamente o grito de mulher.

- Deus, Deus, é a Gina. Eles devem ter achado ela. — A paramédica olhou para o policial a sua frente, segurando com força o taco de golfe. — Eu preciso achar o Jack e sair daqui. Não tem como eu ajudá-los. Eles não podem ser ajudados.
- Raios, eles quem?! – indagou Harry praticamente num berro. 
- Eu não sei o que são. — Suspirou. — Escute. — Disse chegando perto dele. — Nós somos paramédicos, recebemos um chamado e quando entramos, a mansão estava vazia, pelo menos não parecia ter ninguém. Em trios saímos para procurar alguém, até que eu, Gina e Jack entramos num tipo de biblioteca. Mas já tinha alguém lá, era grande, movia-se devagar e gemia, pensamos que pudesse ser alguém machucado, mas não era. E a coisa agarrou o Jack, estava tudo escuro, Gina estava agarrada em mim, mas eu tinha que ajudar o meu amigo, eu tentei chegar perto dele, mas alguma coisa me puxou, não conseguia ver nada só ouvia gritos, gemidos e um forte cheiro de algo podre. A coisa me jogou no chão eu caí em cima disso. — Apontou para o taco de golfe. — Eu ouvi o gemido dele perto de mim e bati várias vezes com força em sua cabeça... Eu acho que eu o matei porque ele não se mexeu mais. Depois disso saí correndo, não via Gina nem Jack, e entrei na primeira porta que encontrei. Pensei que você fosse uma dessas coisas, por isso usei o taco em você.
- Historinha interessante, hum? – comentou não acreditando no que ouvia.
- Olhe, eu não sou louca. É verdade tudo que eu digo. Eu já disse não sei o que aconteceu, mas há algo que faz com que as pessoas percam a razão. E elas... Elas... Parecem mortas, mas... De algum jeito não estão.
- É meio difícil de acreditar, mas se diz mesmo a verdade, vamos precisar ter cuidado.
- A verdade é muito pior quando se olha de perto. — Falou com raiva. — Se não quiser me ajudar ou acreditar no que digo, ótimo. Mas não atrapalhe. — Ela o encarou. — Não vou ficar parada aqui, com um policial que não vê o que está em baixo de seu nariz. — Começou a se afastar. — Aquele grito é só a primeira parte do terror que está acontecendo aqui.
- E pretende se defender com o taco de golfe? – perguntou se adiantando até ela. Seus olhos se encontraram e mesmo na penumbra Harry pudera apreciá-los. Eram bonitos olhos, profundos e enigmáticos. Mas aquele momento não era o ideal para flertes, repreendeu-se.

Por outro lado, a moça também o analisava.

“Como é alto e lindo.” Pensou Hermione, quando o moreno chegou mais perto. “E que olhos são esses... Mas, o que estou pensando? Ele é apenas um policial de meia tigela que não acredita em uma palavra do que falo.” Corrigiu-se em pensamento.

- Posso muito bem me defender com um taco, “Senhor-eu–tenho-a-razão”. — Zombou. — Já usei uma vez e me saí bem, posso usar uma segunda. — O olhou furiosa.

Harry pensou em provocar mais um pouco, dizendo para que da próxima vez ela batesse com mais força, mas resolvera se calar. Poderia ser tudo uma loucura o que ela dizia estar acontecendo, mas uma coisa dentro de si, alertava-o para a verdade. A verdade daquela moça.

- Bem, então acho que vai precisar de uma arma de verdade. – pegou então, uma beretta de uso especial dos S.T.A.R.S. e estendeu a ela. – Sabe usar uma arma?

Ela, porém não dissera nada, pegou a pistola, e a manejou com habilidade. Verificando se havia balas no clip, e sorriu forçadamente a ele.

- Se ficar alguns metros de mim, posso provar como tenho uma boa mira. — Sorriu, olhando para o botão do uniforme azul marinho.
- Prefiro não arriscar... – disse olhando-a fixamente. – Sou Harry Potter. – apresentou-se, sorrindo torto.
- Hermione Granger. — Sorriu com malícia, chegando perto. — Mas para você é apenas Granger. — Disse dando um tapinha em seu ombro.


 






 AVISINHO: Rony e Gina, não são irmãos, ok's? Só isso... KKKK.


N/A Jessy: Well, nossa que surpresa boa, 30 coments! *-* brilha os olhinhos da autora carente de comentários. KKKKK. Não posso deixar de dizer que estou feliz, por tantos leitores lindos que comentam... E não é só porque eu ameacei soltar meus zombies para ir atrás de vocês... (Será?). KKKK.

Bem, capítulo 1 cheio de aparições ilustres. A começar pelo nosso trio de policiais super MARAS e gatíssimos (autora fica horas imaginando-os de uniforme *-*). Harry principalmente, ele será uma mistura da Chris Redfield e Leon Kennedy (My Love!), só poderia sair coisa boa dessa miscelânea, não meninas? Aiai... *suspira* KKKK.

E o que acharam do encontro dos dois morenos hum? Uma coisa bem normal, e casual. Mas as coisas não ficarão assim por muito tempo. *MOMENTO SEGREDO ON* “Alguém me contou que vem coisa HOT por aí (Né sócia? Hehehe)”. *MOMENTO SEGREDO OFF* Mas claro, isso só nos próximos capítulos. *Risada do mal*.

Ah, respondendo a uma pergunta dos comentários, a fic será mais baseada nos jogos e na série de livros que complementam a historia dos games, quase nada terá dos filmes. Espero que tenham curtido esse capítulo, e comentem muitoooooo, minha ameaça ainda está de pé, e como o Harry está na mansão, não tem como ele defender ninguém, só a sortuda da Mione. KKKKK.

Beijos, amados.


N/A Mah: Oooooooooooooooie!! Então pessoas. Aí está o primeiro capítulo da fic.\o/ Eu fiquei muito contente quando vi a quantidade de comentários. É maravilhoso saber que estão gostando da fic. *-* Bem, nesse capítulo mostramos rapidamente a rotina do Harry e dos outros agentes. E meu Merlin, que tentação esses homens de uniforme... Ah, eu com um desses!! * Babando*

E genteee, podem esperar por fortes emoções. O próximo capítulo está MARA... o outro então, meu Merlin, promete cada coisa. Mas não vou falar mais nada só para deixá-los curiosos. Na verdade a Jess já deu uma dica, né. Esperem coisas muito... Hum, boas desse casal! Huhu. Fico por aqui e agradeço de coração pelos comentários!! Beijooooooooooooooo ;)

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