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3. O gigante atraente


Fic: Lady Ginevra


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Capítulo 3


 


— Não o quero, Ronald. Deve estar louco se imagina que posso sequer pensar em me tornar sua esposa.


— Gina, as aparências enganam. — replicou o irmão — Espere até que estejamos mais perto e sem dúvida perceberá a bondade em seus olhos. MacBain a tratará bem.


Gina negou com a cabeça. As mãos tremiam tanto que quase deixou escapar as rédeas do cavalo. Segurou-as com força e tratou de não soltar uma exclamação ao ver o enorme guerreiro... e o animal de aspecto monstruoso que estava deitado junto ao homem.


Aproximavam-se do perímetro do desolado castelo. O lorde estava de pé nas escadarias de entrada da propriedade em ruínas e não parecia muito satisfeito em vê-la.


Gina, por sua vez, estava aterrorizada. Inspirou profundamente tratando de acalmar-se e murmurou:


— Ronald, de que cor são os olhos?


O irmão não soube lhe responder.


— Viu a bondade em seus olhos, mas não notou a cor?


Tinha-o apanhado: ambos sabiam.


— Nós homens não prestamos atenção nessas bobagens — se defendeu o barão.


— Disse-me que era um homem gentil de voz suave e sorriso fácil. Neste momento não sorri, não é, Ronald?


— Vamos, Gina.


— Mentiu-me.


— Não menti. — replicou o barão — MacBain salvou minha vida em duas ocasiões durante a batalha contra Goyle e seus homens, e até se nega a reconhecê-lo. É um homem orgulhoso, mas honrado. Tem que confiar em mim. Eu não proporia que se casasse com ele se não acreditasse que é uma boa união.


Gina não respondeu, pois o pânico a invadiu. Seguiu alternando o olhar do enorme guerreiro ao feroz animal.


Ronald achou que estava a ponto de desmaiar e buscou na mente alguma frase para acalmá-la.


— Gina, MacBain é o da esquerda.


A brincadeira não divertiu a jovem.


— É um homem muito grande, não?


O irmão deu-lhe palmadinhas na mão.


— Não é maior que eu — replicou.


Gina afastou a mão: não queria que a consolasse. Tampouco queria que a sentisse tremer de medo e covardia.


— Muitas mulheres desejariam ter um marido forte, capaz de defendê-las. O tamanho de MacBain deveria ser uma tranqüilidade para ti e um ponto a seu favor.


Gina moveu a cabeça.


— É um ponto contra ele — afirmou.


Seguiu olhando fixamente o lorde, que parecia crescer perante seus próprios olhos. Quanto mais se aproximava, maior lhe parecia.


— É charmoso.


O comentário soou como uma acusação.


— Se você acha... — disse Ronald, decidido a não contradizê-la.


— Esse é outro ponto contra. Não quero me casar com um homem charmoso.


— Isso não tem sentido.


— Não precisa ter sentido, pois já decidi: não o aceitarei. Ronald, me leve para casa, já.


Ronald soltou as rédeas para deter o cavalo de Gina e em seguida a obrigou a olhá-lo. O temor que viu nos olhos da irmã lhe apertou o coração. Só ele sabia o purgatório que Gina sofreu enquanto esteve casada com Draco e, embora ela não o dissesse, sabia quais eram seus temores. Disse-lhe em voz baixa e fervorosa:


— Me escute, Gina: MacBain nunca a machucará.


Gina não soube se acreditava ou não.


— Jamais permitiria que o fizesse.


A veemência da resposta fez o barão sorrir: Draco não tinha conseguido abater o espírito de Gina e Ronald considerou isso uma bênção.


— Pensa em todos os motivos que tem para casar com ele. — disse — Estará a salvo do rei John e de seus seguidores, e já não lhe perseguirão. Aqui estará em segurança.


— Isso é importante.


— MacBain odeia a Inglaterra e a nosso rei.


Gina mordeu o lábio inferior.


— Esse é outro ponto importante a favor de MacBain — admitiu.


— Embora agora este lugar pareça horrível, algum dia será um paraíso, e você ajudará a reconstruí-lo. É necessária aqui.


— Sim, poderia ajudar a reconstruí-lo. — disse a jovem — E anseio por um clima temperado. Para falar a verdade, só aceitei vir porque me convenceu de que estas terras estão muito mais perto do sol. Não sei por que não entendi antes. Confesso que é uma grande tentação não ter que usar uma capa protetora mais de um mês ao ano. Disse que era estranho que o tempo estivesse tão fresco nesta época.


Bom Deus! Ronald tinha esquecido essa pequena mentira. Gina odiava o frio, não conhecia nada das Highlands e decidiu enganá-la com o propósito de tirá-la da Inglaterra para pô-la a salvo, mas nesse momento se sentiu muito culpado. Também tinha corrompido um homem do clero, pois pediu ao padre MacKechnie que o ajudasse na mentira.


O clérigo tinha seus próprios motivos para querer que Gina se casasse com lorde MacBain, e guardava silêncio cada vez que Gina mencionava o agradável clima morno e ensolarado. Contudo, cada vez que surgia o tema, olhava com severidade para Ronald.


Ronald soltou um suspiro. Imaginou que quando Gina estivesse afundada na neve até os joelhos compreenderia que lhe tinha mentido e esperava que até lá a opinião da irmã a respeito de MacBain tivesse melhorado.


— Ronald, me deixará tranqüila?


— Sim.


— Não contou nada a respeito de meu casamento com Draco, não é?


— Não, claro que não. Dou minha palavra.


Gina assentiu.


— E tem certeza de que sabe que não poderei lhe dar filhos?


Tinham falado neste assunto pelo menos uma dúzia de vezes durante o trajeto até as colinas. Ronald não sabia que mais podia fazer para tranqüilizá-la.


— Ele sabe, Gina.


— E por que não lhe importa?


— Queria as terras. Agora é lorde e sua principal preocupação é o clã. O casamento com você só constitui para ele um modo simples de obter seu propósito.


Era uma resposta fria, mas sincera e Gina a aceitou.


— O conhecerei. — disse por fim — Mas não prometo que me casarei com ele, de modo que deixe de sorrir, Ronald.


MacBain estava impacientando-se e começou a descer os degraus ao mesmo tempo em que Gina avançava com seu cavalo. Ainda não a tinha visto bem, pois estava completamente coberta por uma capa negra com capuz. Entretanto, surpreendeu-o a pequenez da moça: dada à estatura de Ronald, esperava uma mulher muito maior.


A aparência da jovem não lhe importava muito: o casamento não era outra coisa além de um acordo prático. Entretanto, imaginou que por ser irmã de Ronald teria a mesma cor de tez e de cabelo.


Estava enganado. Ronald apeou primeiro, entregou as rédeas a um dos soldados e se aproximou de Gina para ajudá-la a desmontar.


Era uma jovem miúda: a cabeça apenas alcançava o ombro do irmão. Ronald, com as mãos nos braços da irmã, sorria-lhe. Era evidente que a amava muito, embora para o gosto de MacBain esse carinho fraternal fosse um pouco exagerado.


Enquanto Gina desatava o cordão da capa, os soldados começaram a alinhar-se atrás do chefe. Os homens MacLaurin se agruparam detrás de seu próprio lorde enquanto os guerreiros MacBain se colocavam à direita do chefe. Em poucos segundos, os seis degraus ficaram cheios de curiosos: todos queriam ver a noiva do lorde.


Um instante depois de Gina tirar a capa e a entregar ao irmão, MacBain ouviu os murmúrios de aprovação. Ele mesmo não estava certo de não ter soltado uma exclamação: a imagem da jovem lhe tirou o fôlego.


Ronald não disse uma palavra sobre o aspecto de Gina, e MacBain não teve interesse em perguntar. Nesse momento olhou para o barão e viu que seus olhos tinham uma expressão risonha. "Sabe que estou impressionado", pensou. MacBain ocultou sua surpresa e concentrou a atenção na bela mulher que se aproximava dele.


Por Deus, era uma bela moça! Os cachos vermelhos que lhe chegavam até a cintura balançavam a cada passo. Pelo jeito, não tinha defeitos. Tinha um punhado de sardas sobre o nariz e isso o agradou. Os olhos eram de um azul intenso, a cútis pura e a boca... Deus querido, essa boca poderia suscitar pensamentos lascivos a um santo! Isso também o agradou.


Alguns dos soldados MacLaurin não controlavam tão bem suas reações quanto MacBain. Os dois homens que estavam detrás de seu lorde soltaram prolongados assobios de aprovação. Mas MacBain não admitiu essa grosseria. Voltou-se, agarrou os homens pelo pescoço e os mandou voando como se fossem os troncos do jogo escocês, para o início da escada. Outros soldados se afastaram do caminho.


Gina se deteve, olhou para os soldados atirados sobre o chão e em seguida, para o líder. O lorde não parecia sequer ter se movido.


— Esse é um homem gentil? — murmurou a Ronald — Foi uma mentira, não é?


— Gina, dê-lhe uma chance. Deve isso a ele, e a mim também.


Gina olhou com severidade para o irmão e logo se voltou para o lorde.


MacBain se adiantou. O cão caminhou junto com ele e logo se apoiou outra vez contra o amo.


Gina rogou ter coragem para seguir caminhando. Quando estava a menos de um metro do guerreiro se deteve e executou uma perfeita reverência.


Os joelhos tremiam de tal maneira que se considerou afortunada de não cair de boca no chão.


Enquanto tinha a cabeça inclinada, ouviu um resfolegar e vários rosnados abafados e não soube se significavam aprovação ou rejeição.


O lorde usava capa. Tinha pernas muito musculosas e a moça tratou de não as olhar fixamente.


— Bom dia, lorde MacBain.


A voz lhe tremeu: tinha medo. MacBain não se surpreendeu. Seu aspecto tinha feito mais de uma jovem correr e refugiar-se junto de seu pai. Nunca pensou em mudar essas reações porque não lhe importava.


Mas nesse momento se importou. Se não fizesse algo para acalmar o temor da moça, jamais conseguiria casar-se com ela: Gina continuava lançando olhares inquietos a ele e ao cão e MacBain imaginou que também temia o galgo.


Ronald não ajudava muito: limitava-se a ficar ali, sorrindo como um tolo.


MacBain pediu ajuda com o olhar e compreendeu que não devia te-lo feito ao ver que Gina se apressava a adiantar um passo.


— Fala Galês?


A pergunta de MacBain se dirigiu ao Ronald, mas a própria Gina respondeu:


— Estive estudando seu idioma.


Não respondeu em gaélico. Tinha as mãos unidas diante de si e os nódulos estavam brancos pela força com que as apertava.


Ocorreu a MacBain que uma conversa amena a tranqüilizaria.


— Quanto tempo estudou nosso idioma?


A mente de Gina ficou em branco. Claro que era por culpa do guerreiro: o olhar de MacBain era tão intenso e fixo que a jovem não pôde elaborar um só pensamento. Deus querido, nem sequer recordava do que estavam falando!


Com suma paciência, MacBain voltou a perguntar.


— Quase quatro semanas — resmungou Gina.


O homem não riu. Um dos soldados soltou um bufo de brincadeira, mas o lorde o deteve com um olhar severo.


Ronald olhava carrancudo à irmã e se perguntou por que não disse a verdade ao lorde: fazia quase quatro meses que o padre MacKechnie estava lhe ensinando o idioma gaélico. Mas ao ver a expressão de pânico nos olhos da irmã, compreendeu: estava muito nervosa para pensar com clareza.


MacBain não quis prosseguir diante de testemunhas essa importante conversa.


— Ronald, espere aqui. Sua irmã e eu iremos conversar lá dentro.


Logo, MacBain se aproximou para pegar Gina pelo braço e o cão se aproximou. De maneira instintiva, Gina retrocedeu, mas ao dar-se conta do que tinha feito e de quão covarde o lorde devia considerá-la, adiantou-se outra vez.


O enorme animal grunhiu e MacBain deu uma ordem cortante. Imediatamente, o galgo interrompeu esse grunhido rouco e ameaçador.


Gina parecia outra vez a ponto de desfalecer. Ronald soube que precisava de tempo para recobrar a coragem, adiantou-se:


— Por que não permitiu que meus homens e o padre MacKechnie passassem de Rush Creek? — perguntou.


— Acredito que sua irmã e eu entraremos num acordo antes que o padre tenha permissão para chegar aqui. Ronald, não permitirei que seus homens entrem aqui. Esqueceu minhas condições? A última vez que esteve aqui concordamos a respeito dos detalhes.


Ronald assentiu com um gesto e não lhe ocorreu outra coisa que perguntar.


— O padre MacKechnie se afligiu muito com sua ordem de esperar lá embaixo — disse Gina.


MacBain não pareceu se preocupar muito com a idéia de manter afastado um homem de Deus: encolheu os ombros. Gina abriu os olhos de surpresa. Durante os três anos de casamento com Draco aprendeu a temer os sacerdotes. Os que ela tinha conhecido eram homens poderosos e carentes de piedade. Mas MacKechnie não era como eles. Era um indivíduo de bom coração que tinha arriscado a vida ao ir a Inglaterra suplicar pelos MacLaurin.


Gina não tolerava que o ofendesse:


— O padre MacKechnie está cansado pela longa viagem, milorde, e sem dúvida precisa comer e beber. Rogo-lhe que lhe demonstre sua hospitalidade.


MacBain assentiu e se voltou para Sirius:


— Cuide disso — lhe ordenou.


Pensou que atender ao pedido de Gina diminuiria o temor da jovem. Afinal de contas, tinha demonstrado ser um homem complacente, mas mesmo assim, Gina parecia a ponto de correr. Caramba, que moça tão tímida! Continuava lançando olhares assustados ao cão e cada vez que o fazia o galgo rosnava.


MacBain pensou em agarrá-la, colocá-la sobre os ombros e levá-la para dentro, mas mudou de idéia. E embora a idéia o divertisse, não riu. Demonstrando paciência, ofereceu-lhe a mão e se limitou a esperar o que faria.


Pela expressão do lorde, Gina compreendeu que o homem sabia que o temia e que seu acanhamento o divertia. Inspirou profundamente e apoiou a mão sobre a do guerreiro.


Tudo nele era grande. A mão era o dobro do tamanho da de Gina e sem dúvida a sentiria tremer. Apesar disso, era um lorde e jamais teria chegado a essa posição sem adquirir certos modos cavalheirescos e, em conseqüência, não chamaria atenção de Gina para o lamentável de sua condição.


— Por que treme?


A jovem tentou retirar a mão, mas Harry impediu. Agora que a tinha não a deixaria ir.


Antes que Gina tivesse chance de oferecer uma explicação razoável à pergunta, o homem se voltou e a levou escada acima, ao interior do castelo.


— Este clima é tão pouco habitual — gaguejou a jovem.


— O quê? — Harry parecia confuso.


— Não importa, lorde.


— Me explique o que quis dizer — exigiu.


Gina suspirou.


— Ronald me explicou que aqui o clima é ameno durante todo o ano... Pensei que havia lhe dito... — Começou a esboçar uma mentira, mas logo desistiu. Talvez o lorde não compreendesse o quanto Gina tinha achado divertida a absurda invenção do irmão sobre o clima das Highlands.


— Quem disse o quê? — perguntou MacBain, perguntando o porquê do repentino rubor da moça.


— Disse-me que não era habitual que nesta região soprasse um vento tão frio — disse.


MacBain esteve a ponto de romper em gargalhadas, mas se conteve a tempo: o clima era surpreendentemente quente para essa época do ano.


Não sorriu, sequer. A moça demonstrava ser sensível e compreendeu que não conseguiria incliná-la a seu favor se zombasse da ingenuidade de Gina.


— E você acredita em tudo o que seu irmão diz? — perguntou.


— Certamente — respondeu a jovem, para que soubesse que era decididamente leal ao irmão.


— Compreendo.


— É o frio o que me faz tremer — disse Gina, a falta de uma mentira mais adequada.


— Não, não é.


— Não?


— Tem medo de mim.


Esperou que voltasse a mentir, mas Gina o surpreendeu com a verdade:


— Sim. — afirmou — Temo a ti. E também seu cão.


— Sua resposta me satisfaz.


Por fim, Harry a soltou. O comentário do homem surpreendeu tanto a Gina que se esqueceu de soltar a mão.


— Satisfaz saber que o temo?


MacBain sorriu.


— Gina, eu já sabia que tinha medo de mim. O que me agrada é que tenha admitido: poderia ter mentido.


— Você se daria conta de que mentia.


— Sim.


A resposta soou extremamente arrogante, mas não incomodou Gina: esperava que um homem tão grande e de aspecto tão feroz como este guerreiro fosse arrogante. Nesse momento observou que continuava de mãos dadas com o homem e soltou. Logo girou para olhar em torno da entrada. À direita havia uma ampla escada com um corrimão de madeira esculpida. Um corredor conduzia a parte de trás da escada e à esquerda da entrada estava o imenso salão. Estava completamente em ruínas. Gina se deteve na soleira e contemplou os destroços. As paredes estavam enegrecidas pelo fogo e o pouco que restava do teto pendia em largas faixas, apoiado sobre os cantos também enegrecidos. Ainda se percebia o cheiro de fumaça no ambiente.


Gina desceu os degraus e atravessou o salão. Abateu-a de tal maneira o aspecto desolado do ambiente que sentiu vontade de chorar.


MacBain observou a mudança que se operava na expressão da jovem enquanto observava o ambiente.


— Os homens de meu marido fizeram isto, não é mesmo?


— Sim.


Gina se voltou para olhá-lo. A tristeza de sua expressão quase alegrou Harry: essa mulher tinha consciência.


— Aqui se cometeu uma tremenda injustiça.


— É verdade. — admitiu o lorde — Mas você não é responsável.


— Poderia tentar persuadir meu marido...


— Não acredito que tivesse escutado. — afirmou Harry — Me Diga uma coisa, Gina. Seu marido sabia que seu vassalo estava causando semelhante devastação ou ignorava?


— Sabia das coisas que Goyle era capaz — respondeu a jovem.


MacBain assentiu. Cruzou as mãos às costas e continuou contemplando Gina.


— Tentou reparar a injustiça. — assinalou — Depois do ataque de Goyle, enviou seu irmão aqui.


— Esse vassalo de meu marido se transformou em um semideus. Não quis ser informado de que Draco tinha morrido e de que já não era necessário aqui.


— Nunca foi — disse MacBain, com um matiz áspero na voz.


Gina fez um gesto de assentimento.


— Sim: nunca foi necessário.


Harry deixou escapar um suspiro.


— Goyle teve poder e há poucos homens que possam resistir a isso.


— Você poderia?


A pergunta surpreendeu MacBain. Ia responder que sim, que é obvio poderia, mas a posição de lorde era nova para ele e para ser sincero, não sabia se poderia deixá-la de lado.


— Ainda não passei por essa prova. — admitiu — Pelo bem do clã espero poder fazer tudo o que for necessário, mas não tenho certeza até me encontrar diante de semelhante desafio.


A sinceridade do homem impressionou Gina e a fez sorrir.


— Ronald estava zangado com você porque Goyle escapou e você não permitiu que meu irmão o perseguisse. Contou-me que os dois discutiram, que você o golpeou e que, quando abriu os olhos, Goyle estava deitado a seus pés.


MacBain sorriu. Não havia dúvidas de que Ronald tinha suavizado a história.


— Gina, se casará comigo.


Disse com ênfase e sem sorrir. Gina reuniu coragem para enfrentar a fúria do guerreiro e negou lentamente com a cabeça.


— Me explique os motivos de sua hesitação — exigiu.


Gina voltou a negar com a cabeça. MacBain não estava habituado a ser contrariado, mas tratou de ocultar a impaciência. Sabia que não tinha muita habilidade para conversar com mulheres. Certamente, ignorava como cortejar uma mulher e compreendia que estava complicando a situação.


Em nome de Deus! Em primeiro lugar, por que Gina tinha a possibilidade de decidir? Ronald tinha que ter se limitado a dizer que se casaria, e isso seria tudo. Esta discussão era desnecessária. Maldição, já poderia estar preparando a cerimônia nupcial e ambos estariam trocando os votos conjugais!


— Não me agradam as mulheres tímidas.


Gina ergueu os ombros.


— Não sou tímida. — afirmou — Aprendi a ser cautelosa, milorde, mas jamais fui tímida.


— Entendo — disse Harry, mas não acreditou.


— Eu não gosto de homens grandes, embora sejam atraentes.


— Considera-me atraente?


Como manipulou as palavras da jovem para transformar em um elogio? MacBain também pareceu surpreso, como se nunca tivesse tido consciência de seu próprio atrativo.


— Você me interpreta mal, senhor. — disse Gina — Sua audácia é um ponto contra. — Não deu importância a expressão cética do homem e repetiu: — E sinto especial aversão pelos homens grandes.


Soube que o que dizia era ridículo, mas não se importou. Não retrocederia. Olhou-o nos olhos, cruzou os braços sobre a cintura e franziu o semblante. Começava a ter cãibras no pescoço de olhá-lo no rosto.


— Milorde, o que pensa de minha opinião?


A postura e o olhar de Gina era todo desafio: demonstrando coragem, Gina o enfrentava. De repente, MacBain sentiu vontade de rir.


Em troca, suspirou.


— São opiniões tolas — disse, no tom mais seco possível.


— Talvez. — admitiu a jovem — Mas é isso o que penso.


MacBain decidiu que já tinha perdido muito tempo nesta discussão. Já era hora dessa moça entender o que aconteceria.


— De fato, não irá embora daqui. Ficará comigo, Gina. Amanhã nos casaremos. E de passagem, isso não é uma opinião: é um fato.


— Casará comigo contra minha vontade?


— Sim, o farei.


Demônios, outra vez parecia aterrorizada! Essa reação não lhe agradou e tratou de argumentar com ela para obter sua cooperação. Afinal, não era um ogro, podia ser razoável.


— Por acaso mudou de idéia neste momento e quer retornar a Inglaterra? Ronald me disse que queria deixar a Inglaterra.


— Não, não mudei de idéia, mas...


— Pode custear o imposto que exige o rei por permanecer solteira?


— Não.


— Trata-se do barão Williams? Ronald me disse que esse inglês queria casar com você. — Não lhe deu tempo de responder — Não importa. Não te deixarei partir: nenhum outro homem a terá.


— Não quero o barão Williams.


— Por seu tom de desgosto, deduzo que esse barão também é um gigante atraente.


— Milorde, esse homem seria atraente só se porcos fossem atraentes, além disso, é um indivíduo pequeno tanto de estatura quanto de mentalidade. É completamente inaceitável.


— Compreendo. — disse MacBain destacando as palavras — De modo que lhe desagradam tanto os homens grandes quanto os pequenos. Acertei?


— Está zombando de mim.


— Não, zombo de suas estúpidas afirmações. Ronald é tão grande quanto eu — lembrou.


— Sim, mas meu irmão jamais me machucaria.


A verdade tinha vindo à tona: Gina soltou as palavras sem poder conter-se e MacBain elevou uma sobrancelha ao ouvir a significativa afirmação.


Gina se apressou a baixar o olhar, mas antes MacBain viu que se ruborizou.


— Por favor, lorde, tente compreender. Se um cachorrinho me mordesse, eu teria possibilidades de sobreviver, mas se me mordesse um lobo acredito que não teria a menor chance.


Gina fazia um esforço comovente para mostrar-se valente, mas não conseguia. MacBain pensou que o terror da moça era real e devia originar-se em experiências passadas.


Passaram alguns minutos de silêncio. MacBain contemplava a jovem e esta mantinha o olhar fixo no chão.


— Acaso seu marido...?


— Não quero falar dele.


Já tinha a resposta. Deu um passo para ela e Gina não retrocedeu. Harry pôs as mãos sobre seus ombros e a obrigou a olhá-lo. Gina demorou a obedecer.


MacBain falou em um murmúrio rouco:


— Gina?


— Sim, milorde.


— Eu não mordo.


 


 


Na.: Até que enfim vocês apareceram neh... Bom, eu não iria continuar a fic sem leitores, mas ja que vocês voltaram...


 


Nina: Pois é, não resisto e só coloco livros da Julie...por mais que ate tenho outros prontos de outras autoras...


 


Convido todos que ainda não entraram, a entrar na comunidade das minha fics, esta, Lady Ginevra, será a última adapt que ou postar na F&B, em diante só colocarei no orkut...


Vou retirar da F&B as fics, Doce resgate e a princesa e o leão, vou reposta-las no ORKUT com as outras duas sequencias...


 


Bom espero mais comentarios, ja estava com saudades da F&B, pretendo voltar com as outras fics quando estiver de férias da faculdade...


 


beijao


 


 


 

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