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2. Atrevido


Fic: Lady Ginevra


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capitulo 2


 


As montanhas de Escócia. 1207


 


Era evidente que o barão queria morrer e o lorde lhe daria o gosto.


Através de uma intrincada selva de rumores lorde MacBain ouviu dizer que o barão Ronald Weasley estava cobrindo o último lance das colinas do feudo MacLaurin. O inglês não era um estranho: de fato, tinha lutado junto com MacBain durante a última batalha feroz contra os infiéis ingleses que se apoderaram das terras MacLaurin. Depois da batalha, MacBain se converteu em lorde, chefe tanto de seus próprios seguidores como dos do clã MacLaurin; nesse caráter, decidiu permitir que Ronald ficasse o tempo suficiente para recuperar-se dos ferimentos graves que sofreu. MacBain observou que tinha sido muito atencioso, muito generoso e por boas razões. Por mais que o barão Ronald o exasperasse, reconhecia que durante a batalha lhe salvou a vida. O lorde era um homem orgulhoso: era difícil, quase impossível agradecer com palavras e, em conseqüência, para demonstrar o quanto valorizava que o tivesse salvado de uma espada inglesa apontada a suas costas, MacBain não deixou que Ronald sangrasse até morrer. Não havia entre eles ninguém com experiência na arte de curar e o próprio MacBain limpou e enfaixou as feridas do barão. A generosidade do lorde não terminou ali, ainda que sentisse que tinha saldado a dívida com juros. Quando Ronald estava forte o bastante para viajar, MacBain lhe devolveu seu magnífico cavalo e lhe deu um de seus próprios mantos escoceses de lã com as cores do clã MacBain: usando-o teria caminho livre em sua volta para a Inglaterra. Nenhum outro clã se atreveria a tocar num MacBain, de modo que na verdade o objeto constituía uma proteção melhor que uma armadura.


Sim, certamente que tinha sido hospitaleiro e pelo jeito o barão estava decidido a aproveitar-se de sua generosidade.


Maldição, teria que matar esse homem!


Somente uma idéia brilhante impedia que seu ânimo se azedasse completamente: desta vez, ficaria com o cavalo de Ronald.


— MacBain, se alimentar um lobo uma vez, voltará cada vez que sinta o cheiro da comida.


O braço direito de MacBain, um guerreiro de cabelos escuros de ombros largos chamado Sirius, foi quem fez o comentário em tom desdenhoso. Mas o brilho de seus olhos mostrava que a chegada do barão o divertia.


— O matará?


MacBain pensou um momento antes de responder.


— Talvez. — Imprimiu a sua voz um tom deliberadamente despreocupado.


Sirius riu.


— O barão Ronald deve ser valente para vir aqui.


— Valente não — corrigiu MacBain — Tolo.


— MacBain, efetivamente, ele está subindo a última colina e está usando seu manto. — anunciou aos berros Remus, o maior dos guerreiros MacLaurin enquanto entrava pavoneando-se pela porta.


— Quer que o traga para dentro? — perguntou Sirius.


— Dentro? — soprou Remus — Sirius, estamos mais fora que dentro. O teto se incendiou, e só estão em pé três das quatro paredes. Eu diria que já estamos fora.


— Os ingleses fizeram isto. — recordou Sirius a seu lorde — Ronald...


— Ele veio aqui para livrar o feudo MacLaurin dos infiéis. — recordou MacBain a seu soldado — Ronald não participou da destruição.


— Mesmo assim, é inglês.


— Não me esqueci disso. — afastou-se do suporte da chaminé onde estava apoiado, murmurou um palavrão quando um pedaço de madeira caiu com estrépito sobre o chão e saiu. Sirius e Remus o seguiram e se postaram de ambos os lados do líder, ao pé da escada.


MacBain ultrapassava a seus soldados. Era um homem gigantesco, de aspecto e temperamento ferozes, cabelo preto e olhos verdes. Parecia rude e até sua postura era agressiva: as pernas separadas, os braços cruzados sobre o peito sólido, o semblante sombrio. Assim que seu cavalo chegou ao topo da colina, o barão Ronald divisou o lorde: MacBain parecia furioso. Ronald recordou que isso era habitual nele, mas desta vez o semblante era tão hostil para fazer o barão vacilar. "Devo estar louco", murmurou para si. Inspirou profundamente e soltou um assobio agudo como saudação. Por via das dúvidas, sorriu e elevou o punho no ar.


A MacBain não impressionaram os modos do barão. Esperou até que Ronald chegasse ao centro do pátio deserto e elevou a mão indicando que se detivesse.


— Barão, acreditei ter sido muito claro: disse que não voltasse aqui.


— Sim, certamente, disse-me que não retornasse. — admitiu Ronald — Lembro-me.


— Também lembra que disse que se voltasse a pôr os pés em minhas terras te mataria?


Ronald assentiu.


— Tenho boa memória para detalhes, MacBain, lembro dessa ameaça.


— Então, isto é um franco desafio.


— A conclusão é por sua conta — respondeu Ronald com um encolhimento de ombros.


MacBain ficou confuso diante do sorriso de Ronald: acaso pensaria que estavam brincando? Seria imbecil?


Deixou escapar um longo suspiro.


— Ronald, tire meu manto.


— Por quê?


— Não quero que o manche com seu sangue.


A voz tremia de fúria e Ronald desejou que fosse somente uma bravata. Considerava-se tão forte e musculoso quanto o lorde e igualmente alto, mas não queria brigar com esse homem. Se o matasse, o plano fracassaria, e se o lorde o matasse, jamais poderia demonstrar o efetivo desse plano até que fosse tarde demais. Além disso, MacBain era muito mais rápido na batalha e também não brigava limpo, coisa que impressionava a Ronald.


— Sim, o manto é teu. — gritou ao bárbaro — Entretanto, MacBain, agora estas terras pertencem a minha irmã.


A carranca de MacBain se aprofundou: não lhe agradou ouvir a verdade. Deu um passo adiante e tirou a espada da bainha que levava na cintura.


— Demônios! — murmurou Ronald, passando uma perna por cima do cavalo desmontando — MacBain, com você nada é fácil! Não é?


Não esperava uma resposta e não a obteve. Tirou a túnica que usava dobrada sobre um ombro como uma bandeira, jogou-a sobre a sela do cavalo e pegou sua própria espada. Um dos guerreiros MacLaurin se apressou a afastar o cavalo. Ronald não lhe deu atenção e tampouco às pessoas que começaram a agrupar-se em um círculo em volta do pátio. Estava completamente concentrado no adversário.


— Foi seu cunhado que destruiu este feudo e a metade do clã MacLaurin! —vociferou MacBain — E já estou farto da sua presença.


Os dois gigantes se mediram com o olhar. Ronald sacudiu a cabeça.


— Coloquemos as coisas em seu lugar, MacBain: quem enviou o infiel Goyle e a seus seguidores para apropriar-se deste lugar foi o marido de minha irmã, o barão Draco; mas quando Draco morreu e minha irmã ficou livre de seu controle, enviou-me aqui para que livrasse estas terras dos vassalos traidores. Minha irmã é proprietária deste feudo, MacBain. Seu rei, William, o Leão, esqueceu de recuperá-lo das mãos de Ricardo quando esse bom homem foi rei da Inglaterra e precisava com urgência recursos para as cruzadas, mas John nunca esqueceu o acontecido. Outorgou estas terras a Draco, seu fiel servo, e agora que está morto, Gina herdou-as. Goste você ou não, estas terras são de minha irmã.


Os dois guerreiros ficaram furiosos ao remexer antigas ofensas. Lançaram-se um sobre o outro como touros: o choque das duas poderosas espadas fez saltar faíscas azuis e o ruido foi ensurdecedor. O eco se propagou pelas colinas, abafando as exclamações de aprovação da multidão.


Nenhum dos dois guerreiros disse uma palavra por pelo menos vinte minutos, pois a briga lhes consumia toda a energia e a concentração que possuíam. Nesta briga, o agressor era MacBain e Ronald se defendia, detendo as estocadas mortais do adversário.


Tanto os guerreiros MacBain quanto os soldados MacLaurin estavam entusiasmados com o espetáculo. Alguns murmuravam elogios pelos rápidos movimentos do inglês, pois para eles, Ronald já tinha demonstrado uma destreza incomparável somente pelo feito de manter-se vivo tanto tempo.


De repente, MacBain girou e fez o barão tropeçar. Ronald caiu para trás, girou e se levantou com a velocidade de um gato, antes que o lorde pudesse aproveitar a vantagem.


— Não é muito hospitaleiro — ofegou Ronald.


MacBain sorriu. Poderia ter finalizado quando Ronald caiu para trás, mas na verdade, admitiu para si mesmo, não estava com o coração na briga.


— Ronald, minha curiosidade salvou tua vida — afirmou MacBain, com o fôlego agitado. Tinha a testa coberta de suor e riscou com a espada um amplo arco para baixo.


Ronald saiu ao encontro do vigoroso golpe com sua própria espada.


— MacBain, você goste ou não, estaremos aparentados.


O lorde levou um momento para compreender esta última afirmação.


— Barão, como pode ser? — perguntou, sem interromper o ataque.


— Seremos cunhados.


MacBain não tratou de ocultar o assombro que lhe provocou a absurda e louca afirmação. Retrocedeu um passo e baixou lentamente a espada.


— Ronald, ficou completamente louco?


O barão riu e colocou a espada de lado.


— MacBain, parece que engoliu a espada.


Depois deste comentário, jogou-se de cabeça contra o peito do lorde e sentiu como se tivesse se chocado contra uma parede de pedra. O golpe doeu, mas resultou efetivo. MacBain deixou escapar um grunhido surdo e os dois guerreiros caíram para trás. MacBain soltou a espada. Ronald caiu escarrapachado sobre o lorde. Estava tão exausto que não podia mover-se e muito dolorido. MacBain o afastou, ficou de joelhos e quando ia voltar a empunhar a espada mudou de idéia e voltou-se com lentidão para Ronald.


— Casar-me com uma inglesa?


Pareceu horrorizado. Além disso, estava sem fôlego. Isto agradou sobremaneira a Ronald: assim que ele mesmo recuperasse o fôlego, se gabaria de ter cansado o lorde.


MacBain se levantou e fez Ronald levantar. Deu-lhe um empurrão para que não acreditasse que tinha tido um gesto amável; cruzou os braços sobre o peito e se dispôs a esperar uma explicação.


— E com quem supõe que me casarei?


— Com minha irmã.


— Está louco.


Ronald negou com a cabeça.


— Se não casar com ela, o rei John a dará ao barão Williams. É um filho da mãe. — adicionou em tom alegre — E se isso acontecer, que Deus o ajude, MacBain. Se Williams se casar com minha irmã, os homens que ele enviar farão com que os de Goyle pareçam cordeiros.


O lorde não se alterou. Ronald esfregou a nuca para aliviar a ardência antes de continuar.


— É provável que mate a qualquer um que Williams envie.


— Certamente o farei — afirmou MacBain.


— E então, Williams se vingará enviando cada vez mais homens. Pode enfrentar uma guerra permanente contra a Inglaterra? Quantos MacLaurin mais morreriam antes que isto terminasse? Olhe ao redor, MacBain: Goyle e seus homens destruíram quase todas as edificações. Os MacLaurin recorreram a você e lhe fizeram seu lorde, dependem de você. Se casar com Gina, a terra será sua propriedade legal e o rei John o deixará em paz.


— O rei aprova esta união?


— Sim — respondeu Ronald, com ênfase.


— Por quê?


Ronald se encolheu de ombros.


— Não sei. Tudo o que sei é que quer que Gina saia da Inglaterra: disse em repetidas ocasiões. Está impaciente para que se realize este casamento e aceitou lhe dar as terras MacLaurin no dia do casamento. Eu receberei o título de propriedade de minha irmã na Inglaterra.


— Por quê? — voltou a perguntar MacBain.


Ronald suspirou.


— Acredito que minha irmã sabe por que John deseja que saia do país: o rei diz que este lugar é o fim do mundo. Mas Gina não me contou o motivo.


— De modo que você também se beneficiaria com o casamento.


— Eu não desejo as terras da Inglaterra. — respondeu o barão — Só representariam mais impostos a cada ano, e já tenho bastante reconstruindo minhas propriedades.


— Então, por que pede que sua irmã?


Ronald não o deixou terminar:


— John entende a cobiça. — o interrompeu — Se o rei acreditasse que eu só queria proteger minha irmã do barão Williams, rechaçaria minha sugestão de casá-la com você. É obvio que exigiu uma enorme compensação, mas eu já paguei.


— Barão, se contradiz. Se o rei John não quer que Gina fique na Inglaterra, por que ia querer casá-la com o barão Williams?


— Porque Williams lhe é muito fiel: é seu cão mulherengo. Teria minha irmã sob controle. — Ronald sacudiu a cabeça e murmurou—: Minha irmã está inteirada de certa informação secreta, e John não deseja que seus antigos pecados o ameacem. É verdade que Gina não poderia testemunhar perante uma corte contra nenhum homem, nem sequer contra o rei porque é mulher e, portanto, nenhum juiz a escutaria. Mas há barões dispostos a rebelar-se contra o rei e seria provável que Gina acendesse a chama da rebelião se dissesse o que sabe. É um enigma, MacBain, mas quanto mais penso, mais me convenço de que o rei na verdade teme essa informação que Gina possui.


— Se o que supõe é certo, estranho que o rei não a tenha assassinado. Seu rei é muito capaz de semelhante baixeza.


Ronald compreendeu que nunca obteria a cooperação de MacBain se não fosse completamente sincero com ele. Voltou a assentir.


— É capaz de matar. Eu estava com Gina quando recebeu a ordem de ir a Londres e vi a reação de minha irmã. Acho que pensou que se dirigia a sua própria execução.


— Não entanto, ainda vive.


— O rei a tem sob vigilância. Tem aposentos privados e não lhe permite receber visitas. Vive em constante temor. Quero tirá-la da Inglaterra e minha solução é casá-la com você.


A sinceridade do barão satisfez o lorde. Indicou-lhe com um gesto que se aproximasse e caminharam juntos até as ruínas que agora chamava seu lar. MacBain assinalou em tom baixo:


— De modo que este ardiloso plano é seu.


— Sim. — respondeu Ronald — E me ocorreu bem a tempo. John estava decidido a casá-la com Williams há seis meses, mas minha irmã se atreveu a resistir.


— Como?


Ronald riu:


— Exigiu que primeiro se fizesse uma anulação.


A surpresa de MacBain foi evidente.


— Por que pediu uma anulação? O marido está morto.


— Foi uma tática de adiamento muito ardilosa. — explicou Ronald — Apesar de que houve uma testemunha da morte do marido, o corpo nunca foi encontrado. Minha irmã disse ao rei que não se casaria com ninguém enquanto houvesse uma mínima esperança de que Draco estivesse vivo. Não morreu na Inglaterra, sabe? Quando aconteceu o acidente, estava em uma cidade construída sobre a água, atuando como enviado de John. Claro que não podia rechaçar um pedido do rei, mas, como John tem dificuldades com a Igreja nestes tempos, decidiu seguir as vias corretas. Gina acaba de receber os documentos de anulação.


— Quem foi testemunha da morte do marido?


— Por que pergunta?


— Só por curiosidade. — respondeu MacBain — Sabe?


— Sim. — respondeu Ronald — A testemunha foi Williams.


Harry guardou essa informação.


— Por que prefere a mim ao barão inglês?


— Porque Williams é um monstro, e não posso suportar a idéia de que minha irmã esteja em suas garras. Você foi o menor de dois males. Eu sei que a tratará bem... se ela o aceitar.


— Que tolice é essa? A decisão não está nas mãos de sua irmã.


— Temo que sim — respondeu Ronald — Primeiro, Gina tem que conhecê-lo, e logo decidirá. Era o melhor que eu podia fazer. Na verdade, se Gina pudesse continuar entregando ao rei as moedas que exige para deixá-la permanecer solteira, o faria. Ao menos, é o que ela acredita, mas eu sei que não é assim. De qualquer modo, o rei a obrigaria a casar-se.


— Seu rei é um homem ambicioso. — disse MacBain — Ou acaso este é um castigo destinado a forçar a aceitação de sua irmã?


— O imposto? — perguntou Ronald.


MacBain assentiu.


— Não. — disse Ronald — John pode obrigar às viúvas de seus latifundiários a voltar a casar-se. Se decidirem permanecer livres ou escolher elas mesmas seus maridos, têm que pagar uma soma adequada todos os anos.


— Disse que já tinha pago o imposto. Isso significa que pensa que Gina me aceitará?


Ronald assentiu.


— Minha irmã não sabe que paguei, e pediria que quando a vir não o diga.


MacBain pôs as mãos às costas e entrou. Ronald o seguiu.


— Tenho que pensar em sua proposta. —anunciou o lorde — A idéia de me casar com uma inglesa é difícil de digerir e, somado ao fato de ser sua irmã, parece-me quase inimaginável.


Ronald compreendeu que era uma ofensa, mas não se importou. MacBain tinha dado mostras de seu caráter durante a batalha contra Goyle e seus seguidores. Talvez o lorde fosse um homem de maneiras bruscas, mas era valente e honrado.


— Antes de decidir, há outra coisa que tem que levar em conta — disse Ronald.


— Do que se trata?


— Gina é estéril.


MacBain assentiu, indicando que tinha ouvido, mas não fez nenhum comentário durante uns momentos.


Logo se encolheu de ombros.


— Eu já tenho um filho.


— Refere a Alex?


— Sim.


— Ouvi dizer que havia ao menos três homens que poderiam ser o pai.


— É verdade. — respondeu MacBain — A mãe era uma acompanhante de acampamento e não pôde dizer quem era o pai de Alex. Morreu ao dar a luz ao menino e eu o reconheci como meu.


— Algum dos outros homens o reclamou?


— Não.


— Gina não pode te dar filhos. No futuro terá importância que Alex seja ilegítimo?


— Não importará. — afirmou MacBain em tom inflexível — Eu também sou ilegítimo.


Ronald riu.


— Isso é o que quis dizer quando eu, no calor da batalha contra Goyle, o chamei de bastardo e me respondeu que embora fosse um insulto, era verdade?


MacBain assentiu.


— Ronald, matei outros homens por me chamar assim: pode se considerar afortunado.


— Você será afortunado se Gina decidir casar-se com você.


MacBain moveu a cabeça.


— Eu quero o que por direito me pertence. Se apoderar-se das terras significa me casar com essa víbora, o farei.


— Por que acredita que é uma víbora? —perguntou Ronald, confuso pela conclusão de MacBain.


— Deu-me vários indícios do caráter de sua irmã. — respondeu MacBain — É óbvio que é uma mulher obstinada, pois se negou a confiar em seu irmão quando lhe perguntou que informação tinha contra o rei. Precisa de um homem que a controle: Ronald, não se surpreenda, pois essas foram suas próprias palavras. E, finalmente, é estéril. Que atraente, não?


— Sim, é atraente.


MacBain zombou:


— Não me regozija meu futuro como marido, mas tem razão: tratarei-a com gentileza. Suponho que encontraremos uma maneira de não incomodar um ao outro. O lorde serviu vinho em duas taças de prata e deu uma a Ronald. Ambos elevaram as taças em um brinde e esvaziaram o conteúdo. Ronald compreendia os costumes das Highlands e apressou-se a arrotar. MacBain fez um gesto de aprovação.


— Imagino que isto significa que voltará aqui cada vez que desejar.


Ronald riu, MacBain parecia aborrecido com essa perspectiva.


— Precisarei levar vários mantos. — disse logo — Não irá querer que aconteça nada a sua prometida, não é?


— Darei-te muitos, Ronald. —replicou MacBain — Quero que conte com um apoio de trinta homens a cavalo, pelo menos. Ao chegar a Rush Creek os dispensará. Só a você e a sua irmã será permitido entrar nesta terra. Está claro?


— Lorde, estava brincando com relação aos mantos. Posso proteger minha irmã.


— Fará o que ordenei — disse MacBain.


Ronald se rendeu. Então, o lorde mudou de assunto.


— Quanto tempo Gina esteve casada?


— Pouco mais de três anos. Minha irmã preferia permanecer solteira. — disse Ronald — Mas as preferências de Gina não importam ao rei John. Em Londres a tem cativa. Só me permitiram uma breve visita e John esteve presente o tempo todo. Como disse antes, MacBain, Gina representa um fio solto para o rei e quer livrar-se dela.


MacBain franziu o semblante. De repente, Ronald sorriu.


— O que sente ao ser a resposta às preces do rei John?


A pergunta não divertiu o lorde.


— Consegui as terras. — comentou — Isso é o único que importa.


O gigantesco galgo russo de MacBain fez sua aparição prendendo a atenção de Ronald. Era um animal de aspecto feroz, de pelagem acastanhada e olhos escuros. Ronald calculou que devia pesar tanto quanto ele mesmo. O cão o viu quando fazia a curva e descia as escadas e soltou um grunhido baixo e ameaçador que fez arrepiar os cabelos do barão.


MacBain deu uma ordem brusca em gaélico e a enorme mascote postou-se imediatamente junto ao amo.


— MacBain, uma advertência. Esconda este monstro quando eu trouxer Gina aqui. Do contrário, ao primeiro olhar para ti e para o animal, dará meia-volta e retornará a Inglaterra.


MacBain riu.


— Ronald, recorda o que digo: não me rejeitará. Gina me aceitará.


 


 


Na.: Bom...so vou continuar a postar quando tiver comentarios...por que senao nao sei se estao lendo  ou nao, caso nao houver comentarios, vou excluir a fic...


 


bjs

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