Capítulo 1
As luzes na árvore do Natal piscavam e reluziam, refletindo sobre os poucos e enfeitados pacotes embrulhados embaixo de seus ramos fragrantes. O fogo agonizante lançava um brilho suave sobre a formal sala de jantar da pequena cabana, deixando a decoração de Natal em uma sombra silenciosa. O odor de um assado bem temperado se misturava com o cheiro amadeirado das folhas frescas decorando o mantel.
Hermione Granger assistiu as caras velas de cera de abelha na sua mesa de jantar perfeitamente organizada, reluzirem e morrerem enquanto, uma a uma, elas queimavam.
Da mesma forma como seus planos para a noite.
Enfrente… assim como meus planos para o resto de minha vida.
Um suave tinido perturbou o silêncio, quando a garrafa de champanhe se ajustou entre os cubos de gelo que derretiam. Ela pegou a garrafa. Não havia sentido em desperdiçar um bom champanhe gelado.
Rony era um caipira. Ele nunca teria apreciado a porcelana chinesa da avó dela com seus detalhes dourados, ou o bonito serviço de prata de sua tia-avó Audrey - uma reservada só para as ocasiões mais especiais.
Ele não notaria a cara marca de champanhe, ou reconheceria o fato de que Hermione se preparou para uma noite memorável.
Rony não tinha culpa de ser culturalmente, emocionalmente e intelectualmente desfavorecido. Ela honestamente pensava que ele era atraente o suficiente para compensar o ocasional lapso de… bem, de quase tudo.
- Como eu pude ser tão estúpida? - Ela descansou sua dolorida cabeça em suas mãos e lutou contra as lágrimas. Ele não valia as lágrimas. Ele certamente não valia o esforço que ela havia feito esta noite.
Ela nunca antes havia usado a porcelana, as taças de cristal, a prataria magnífica. Nunca havia aberto seu coração e sua casa com tanta expectativa.
Só para ocasiões especiais…
Uma proposta de casamento na véspera de Natal definitivamente seria uma ocasião especial. Rony tinha insinuado algo grande, algo especial, algo só para Mione, durante toda a semana. Não só pequenas sugestões, também.
Claro, ela tinha estado tão certa de que ele estava planejando propor casamento. Ela não esperava que ele montasse o cenário perfeito, então ela mesma criou o cenário. Eles namoraram por meses. Ela não era alta e esbelta, mas possuía curvas amplas em todos os lugares certos e seus cabelos castanhos avermelhados ondulavam e caíam em um esplendor de brilho até quase sua cintura. O sexo tinha sido bom. Não espetacular, mas ok. Aos trinta e dois, Mione achava que ela estava disposta a conformar-se com ok.
Ela não estava, entretanto, disposta a conformar-se com um namorado que achava que uma antena parabólica para sua TV era o presente de Natal perfeito para ela.
Especialmente não quando ela estava esperando um anel de diamante.
Ela se sentiu estranhamente quente e fria, ao mesmo tempo, por toda parte, lembrando o quão estúpida ela se sentiu, lá de pé na neve, vestida com seu sedutor vestido Borgonha escuro aveludado, perguntando a Rony o que ele estava fazendo em seu telhado.
- Não é ótimo, doçura? Feliz Natal! Eu comprei uma antena parabólica de TV para você. Você pode ver o Canal de esportes, a Playboy TV, imagine que você pode ver quase duzentos canais com esta coisa!
Ela abriu sua boca, mas não saiu nada. Ela abriu novamente, engoliu, piscou.
- Esta é minha grande surpresa de Natal? Uma antena parabólica?
- Sim. Maneiro, né?
- Não, Rony. Definitivamente não é maneiro. Leve isto embora. Eu nem assisto TV. Por que eu gostaria de uma antena parabólica?
- Hum, para que quando assista TV fique mais divertido? Eu realmente sinto falta de ver os jogos quando eu estou aqui. E pense em toda a diversão que nós poderíamos ter com o Canal Playboy.
De repente, Mione percebeu que sua relação inteira estava lá, encapsulada dentro daquelas poucas palavras. Rony não tinha nem pista de quem ela era, não se importava com o quê ela queria. Ela realmente queria se casar com aquele troglodita? Criar mais pequenos trogloditas?
Clara como a neve caída, tão fresco quanto um cristal de gelo e nem tão doloroso quanto Mione teria imaginado, isso tudo se fundiu em uma única e surpreendente descoberta.
Este não era o homem com quem ela queria se casar. Ainda bem que ele não a pediu em casamento realmente, porque ela teria dito sim.
Não seria uma atitude esperta. Nem um pouco esperta mesmo. Acordar com o Sr. Canal de esportes toda manhã?
- Vá para casa, Ronald. Vá para casa e leve sua antena parabólica com você. Tenha um feliz Natal. Assista o Canal Playboy na sua própria TV porque você certamente não assistirá na minha. - Com sua dignidade intacta e com sua cabeça levantada, Mione voltou quietamente para dentro de casa e fechou a porta.
Ela se serviu outra taça de champanhe da garrafa meio vazia. Um pouco espirrou na toalha de mesa de linho, mas ela se debruçou e lambeu com sua língua. A mesma língua que podia estar lambendo Rony. O idiota. Ela focou sua atenção na pequena pilha de presentes abertos descansando na frente dela, presentes de suas amigas do escritório.
O pacote de Gina era realmente interessante, nada além de um pequeno ovo com um controle remoto. Claro, uma vez que Mione compreendeu onde o ovo era usado, ela percebeu que uma outra pessoa realmente precisava usar o controle remoto para conseguir o efeito completo. Ela deu uma risadinha, pensando sobre as possibilidades. O presente de Luna era mais óbvio, um pênis arroxeado natural, em conjunto com baterias extras.
Ela olhou longa e fixamente para o pênis, comparando com o de Rony. O dele não era nada comparado à este monstro! Ela ligou o interruptor e ele pulsou e cobrou vida, pulsando em sua mão como algo vivo.
Ela sentiu os músculos entre suas pernas se contraírem com as possibilidades. Ela nunca usou um vibrador antes, mas desde que Tina do marketing convidou sua amiga Dot para dar aquela festa de brinquedos sexuais, todas as garotas estavam dando eles como presentes.
Mione se perguntou se alguém já haveria realmente usado as malditas coisas.
Enchendo sua taça com o resto do champanhe, ela cambaleou através do tapete de pelúcia com o pênis purpúreo zumbindo em sua mão. Parecia vivo, a superfície morna, macia e lustrosa. Tirando suas calcinhas, ela levantou sua longa saia e se deitou nas almofadas na frente do fogo, as mesmas almofadas onde ela tinha intenção de seduzir Rony.
Provando seu champanhe, Mione olhou fixamente para o suave pênis zumbindo, então deu uma batidinha experimental com a ponta vibratória contra seu clitóris.
Ela pulou e deu uma risadinha. O champanhe espirrou na frente de seu vestido aveludado cor de vinho, então ela deslizou o vestido por cima de sua cabeça e o lançou de lado. Seu sutiã foi o próximo.
Mione decidiu que existia algo maravilhosamente decadente em deitar nua numa pilha de almofadas na frente de um fogo crepitante, bebendo um bom champanhe e se satisfazendo com um enorme pênis vibratório purpúreo. Ela golpeou entre suas pernas, abrindo suas dobras molhadas com a cabeça pulsante. A coisa praticamente rastejou mais fundo sozinho.
Quem ela era para lutar contra o poder de duas pilhas D-cell?
Inferno e como aquilo era bom. Ela abriu amplamente suas pernas e introduziu o pênis vibratório por todo o seu interior. Ela estava molhada e pronta, algo que normalmente demorava uma eternidade quando ela fazia sexo com Rony. As vibrações pulsantes a atingiam até os ossos.
Ela deslizou o pênis para dentro e para fora, suspirando com o puro prazer de estar completamente cheia de algo quente e quase vivo. Ela deixou aquilo tocar seu clitóris a cada passada, então percebeu que ela estava gastando mais tempo naquele pedacinho de carne necessitado do que em qualquer outro lugar. Ela pensou em beliscar seus seios, mas ela estava segurando o champanhe com uma mão e o pênis de plástico com a outra, e ela estava sem mãos para isso.
Não importava. Não um pouquinho, porque de repente ela atingiu seu orgasmo, uma intensa e pulsante sensação se abatendo em seus nervos e músculos. Ofegando, suspirando, Mione diminuiu a velocidade do seu novo brinquedo favorito para um ritmo fixo, absorvendo cada tremor e contração minúscula, prolongando seu clímax até o último estremecer. Finalmente, com um longo e estremecido suspiro, ela desligou o aparelho.
Ela deitou lá um momento, olhando fixamente para o enorme monstro purpúreo ainda profundamente mergulhado entre suas coxas. Era uma sensação boa, preenchendo ela completamente enquanto seu centro dava espasmos e se contraía contra a superfície nervurada. Olhando sonhadoramente para o vibrador, Mione terminou seu o último gole em seu champanhe e colocou a taça de lado.
Depois de alguns minutos, ela deu uma risadinha. Elas todas faziam piadas tolas sobre mulheres precisando de brinquedos para o sexo, envergonhadas em admitir que elas simplesmente sabiam sobre as amaldiçoadas coisas, mas este foi o melhor orgasmo que ela teve em sua vida.
Ótimo sexo sem as complicações. Pilhas D-cell e um pênis de plástico purpúreo eram certamente muito mais baratos e mais fáceis de lidar que um ex-namorado egoísta e tapado.
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