FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

63. Esbravejando


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

CAPITULO 63


 


 


Esbravejando


 


 


 


 


O som da televisão ligada não conseguia encobrir o  pesado som do silêncio. Exatamente isso, quando um silêncio pode ser tão gritante a ponto de parecer real e barulhento. Era assim que aquela sala parecia.


Hermione assistia  o jogo com a garra de uma mulher decidida a não largar o osso, e em parte, até gostava, pois quando pequena muitas vezes assistia basquete na televisão com seu pai, e era uma forma carinhosa de lembrar dele e de sua mãe.


Mary por sua vez parecia prestes a explodir a qualquer momento olhando para os dois como quem olha para uma cena horripilante de um filme de terror.


Hermione apostava como ela estivera o dia todo preparando uma noite de amor. Que coisa nojenta, pensou! Que tipo de mulher precisa armar um circo para ter sexo com o marido, namorado, ou amante? Que tipo de desejo era esse que a contentava, que exigia toda uma encenação?


Para ela era tudo muito simples, ou queria, ou não queria. Nunca em seus meses de namoro com Rony houve meio termo. Eles se amavam, se desejavam, e só não consumaram o ato, pois estavam em meio a uma guerra e não saberiam lidar com possíveis conseqüências e também porque lá no fundo de sua alma de menina, virando mulher, ela conservava um sonho bobo de casar virgem.


Mas era coisa de criança, e se não fosse uma guerra, com certeza teria cedido!


Rony parecia tão desconfortável naquele sofá entre as duas que dava pena. Era como estar em meio a um ringue, tentando descobrir de onde viria o primeiro soco. Quase podia se imaginar em meio aos gritos histéricos que estavam presos na mente das duas. Mary estava de ingênua se pensava que Hermione fosse ceder primeiro.


Era mais fácil ele desistir, do que ela.


-Hermione não nos contou como foi a viagem com seu namorado – Mary deu a primeira cartada.


Rony moveu-se desconfortável no sofá querendo xingá-la, mas se conteve.


-Foi uma viagem ótima – ela respondeu polidamente, sempre sorrindo.


-Uma viagem romântica para o Egito é sempre algo inesquecível! – Mary continuou – Quem sabe Rony e eu não façamos a mesma viagem em breve? O que me diz, meu amor?


Ele sorriu e isso o absteve de responder.


-Conheci o  Cairo, vi as pirâmides! Não tive tempo de fazer turismo, e gostaria muito de voltar lá um dia.  Tivemos uma manhã para fazer as fotos em alguns pontos turísticos e depois tivemos que voltar rapidamente ao hotel, pois nossa fonte não gosta muito de estar entre as pessoas! – ela contou, sempre olhando para Rony.


-Porque sempre o chama de “fonte”? – Mary perguntou petulante.


-Porque é seu codinome.  Ele viveu muito tempo desmemoriado, mais de vinte anos e ninguém sabia seu verdadeiro nome então o chamavam de Fonte, pois ele vivia perto de uma grande fonte de água. Foi graças ao seu alienamento, que teve idéias tão incríveis! De uma forma estranha seu cérebro o levou a desenvolver uma teoria sobre a própria incapacidade de lembrar e levou anos para desenvolver uma poção capaz de curá-lo! – ficava empolgada quando falava disso, afinal, era um assunto fascinante – Tenho pensando muito em Neville desde que Harry esteve com ele! Sobre a desmemoriarão de seus pais. – contou a Rony.


-Acha que poderiam ser curados? – Rony moveu-se, apoiando os braços nos joelhos e olhando para ela com a mesma expressão de encanto.


-Sempre há a possibilidade – afirmou.


-Merlin, que absurdo! – Mary disse querendo que eles parassem de se olhar e olhassem para ela – tantos anos, eles nem se conhecem! Será melhor para Neville continuar sem o peso de pais velhos e desconhecidos! Ele já tem uma vida triste em Hogwarts!


-Neville tem uma vida triste? – Hermione olhou para Rony procurando uma resposta, pois afinal, fazia muitos anos que não convivia com o ex-colega. Rony deu de ombros e Mary suspirou.


-É obvio não é? Quase trinta anos, sem mulher, sem filhos, com um trabalho medíocre de professor de Herbologia. Nem tão bonito, sem uma casa própria, sem investimentos que garantam algumas regalias para uma namorada...o que lhe sobra? Pais problemáticos, velhos e subitamente conscientes de que seu filho bebê agora é um homem feito?


Por incrível que parecesse ela realmente pensava assim. Sem maldade gratuita ou falsidade. Era torpe e leviano, mas era sua verdade.


-Acredito que Neville pensará diferente – Hermione disse  - Ter a companhia de seus pais, conhecê-los pela primeira vez. Será o começo de uma época de muita felicidade.


-Tolice! Pensa isso, pois é uma idealista! – Mary quase riu – no fim o que prevalece serão os transtornos que lhes causaram!


-E se fosse conosco? – Rony interrompeu-as – E se estivéssemos na mesma situação? Gostaria que suas filhas preferissem deixá-la desmemoriada apenas para não terem trabalho? – havia um tom repressivo em sua voz.


-Sabe que não é isso que estou dizendo, Rony  -ela disse sem se abalar – Apenas penso que não gostaria de ver minhas filhas passando por destemperos. Depois de tantos anos, tanto sofrimento superado vir a tona...não faria isso com elas!


-É um jeito de pensar – Hermione não conteve a ironia e Mary sorriu um sorriso falso.


-Suponho que você ache que sou muito fria ou cruel. Mas deixe-me dizer algo, Hermione: a vida real não é baseada em fantasias. Existem pessoas que não viajam no tempo, que não vivem aventuras fascinantes! Existem pessoas que tem os pés no chão, pois depende delas a felicidade de outras pessoas!


-E por ser pé no chão lhe dá direto de dizer as suas filhas para se afastarem de Felicity porque ela é ‘nojenta’? – Hermione explodiu fitando sua expressão surpresa ao ser apanhada.


-Disse isso, Mary? – Rony olhou para ela com estranheza.


-Não com essas palavras! Pense, Rony, duas meninas maiores brincando com um bebê doente! Elas poderiam machucá-la sem querer...


-Está brincando com a nossa cara, não é? – Hermione acusou – Ou você acha que somos idiotas de acreditar nisso, ou está assumindo que é ignorante demais para entender a situação de Gina! – Mary abriu a boca para protestar, mas Hermione continuou fazendo-a ouvir a marra – Felicity  não é doente! Ela tem um problema na fala e será tratada, porém, pode ser irreversível. Mas isso não faz dela uma invalida! Isso não faz dela alguém para ser excluído!


-E faz dela alguém como nós? Por favor, Hermione, você não entende nada sobre educar uma criança! Como vou manter minhas filhas protegidas se elas lidam com todo o tipo de gente?


-Realmente, a única pessoa doente que vejo, é você – Hermione acusou.


Mary não respondeu nada imediatamente. Estava atingida em seu ego, Hermione notou. Olhando para Rony ela disse seca:


-Doente é você, Hermione. Só uma mulher doente pode correr atrás de um homem casado, pai de duas filhas a ponto de se enfiar dentro da casa deles! – ela afirmou.


-Acontece, que fui convidada-ela disse para provocá-la.


-Por pena! – Mary afirmou.


-Será mesmo? – Hermione instigou.


Mary engoliu as acusações, olhando para Hermione com nojo. Sua vontade real foi escondida por sua postura de sempre. Hermione era a única pessoa que conseguia com a sua simples presença, quebrar sua mascara de indiferença.


-É tarde demais para discutirmos isso – Mary levantou-se, alisando a saia do vestido – Rony tomou a decisão certa. Fique quantos dias quiser, pois sua presença não mudará nosso casamento, apenas reforçará sua decisão!


Mary não esperou resposta. Subiu para o segundo andar, para preparar-se para dormir. Esse gesto mostrava que não se importava que ela ficasse perto dele!


Hermione olhou para Rony incrédula.


-Como pode se casar com ela? – perguntou para desabafar.


-Acredite ela  nunca agiu assim antes – ele parecia verdadeiramente surpreso.


-Talvez a verdadeira Mary esteja aparecendo afinal! – ela rebateu com raiva – Hermy deixou escapar que ela tem um amante. Sabia disso?


-Hermy disse isso? – seus olhos estavam arregalados.


-Ela acha que a mãe tem um namorado. – Rony corou de indignação. – O que acha disso?


-Acho pouco provável. – ele deu de ombros – Mary sempre quer sexo e nunca notei nada estranho nela.  Além disso, Mary sempre se esforçou para manter nosso casamento.


Diante de sua incredulidade ela não argumentou. Havia momentos que Rony se recusava a crer que Mary não fosse a mãe amorosa e doce que ele conhecia, ou melhor, que ele fingia conhecer.


 


 


 


 


 


 


AUTORA: Esse capitulo existe graças a ajuda da amiga da minha cunhada Patrícia Lorezon, que está vermelha até agora de ter digitado o próximo capítulo (ainda não concluído). Passei para mp3 e ela ficou digitando em casa.  Capitulo vem quando estiver pronto!


Beijos!


 

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.