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61. Controlando a própria vida


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 61


 


 


Controlando a própria vida


 


 


 


 


-A vigem foi incrível! A entrevista foi fantástica e a produção da matéria foi excelente! Nem nas minhas mais ousadas expectativas poderia suporte que tudo correria tão bem!!! É inacreditável como o texto fluiu na minha mente! Antenor London é sem duvidas o melhor editor que já ouvi falar! Sua fama é conhecida em tantos países e me apresentou aos mais importantes redatores de todo o mundo bruxo!  Gostaria tanto de ter trazido nossa fonte para uma noite de autógrafos em seu livro, mas ele se recusou. É um eremita e não gosta de ser visto!


Hermione falou empolgada, enquanto segurava à pequena Felicity em seu colo, e andava pela sala do apartamento agitada.


-Trouxe muitos livros para Felicity! Quando for maiorzinha poderá colori-los!  Por enquanto teremos que ler para ela. Mas são livrinhos tão fofos!


-Tia Mione – Sara levantou do sofá e aproximou-se, mexendo com o bebê –Sabia que ela não fala?


A menina olhava para ela com expectativa e Hermione olhou-a com naturalidade.


-Sim, eu já sei. Mas isso não muda o que sentimos por ela não é? – disse sorrindo, pois era exatamente assim que se sentia.


-Não sei. Mamãe disse para não ficarmos perto dela! – Sara disse como se esperasse que Hermione dissesse o contrario.


Que ela lhe explicasse porque sua mãe não dizia o mesmo que o resto da família.


Hermione engoliu em seco, contendo uma resposta amarga.  Havia voltado da viagem pela manhã e para sua surpresa, Rony trouxera as meninas para passarem a tarde com Gina e agora, era ela quem tomava conta delas, para que Gina pudesse dormir um pouco.


Estava muito cansada das noites mal dormidas com tantas mamadas e fraudas. Harry ajudava em tudo, mas havia coisas que somente a mãe pode fazer, como alimentá-la.


-E porque sua mãe disse isso? – perguntou dando palmadinhas gentis no traseirinho do bebê para que ele se aquietasse e voltasse a dormir. O movimento rítmico de pés e mãos logo acalmou Felicity e ela voltou atenção para Sara.


-Ela acha que a neném é diferente – Hermy falou pela irmã olhando para as próprias mãos, sentida – Mamãe está sentida com tia Gina que não a convidou para jantar com a gente, é só isso...


Sara olhou incerta para a irmã como se não concordasse muito com ela.


-Mamãe disse que Felicity é nojenta – ela confessou olhando para Hermione ainda com aquele olhar de quem quer uma explicação para isso.


Hermione sentiu o impulso de colocar o bebê no berço, pegar sua varinha e procurar Mary e calar aquela língua venenosa para sempre! Quanta audácia!


Com afeição ela fez carinhos nos poucos cabelos ruivos clarinhos, e beijou a testa do bebê sentindo um aperto de raiva e indignação.


-O que você acha do que sua mãe disse, Sara? – Hermione perguntou tentando entender até onde ia a influência de Mary sobre as filhas.


-Eu gosto dela – ela disse  pensativa – na minha escola tenho uma colega que não anda, e mamãe nunca deixou convidá-la para ir lá em casa! Mesmo assim, a gente brinca com ela na escola! Ela é legal!


-Sara, não posso falar pela sua mãe, pois não tenho direito de falar bem ou mal da sua mãe para você. Da minha parte, acho que uma pessoa não ser igual a outra é apenas um fato do destino e não muda quem somos. Felicity é uma menina como você, ou sua irmã – olhou para Hermy com carinho – A única diferença é que terão que aprender outra linguagem se quiserem conversar com ela.


-Mamãe disse que é culpa da tia Gina ela ser assim. – Hermy contou, soltando a língua agora que notava que Hermione pensava como elas. – Que isso acontece quando não somos boas mães!


-Sara esteve doente, não esteve? E isso quer dizer que sua mãe não é uma boa mãe? – perguntou a Hermy perdendo a vontade de manter a postura diante das meninas – Sua mãe está equivocada, e sinto dizer isso. Não há culpados.  E Mary deveria pensar antes de dizer uma coisa dessas! – irritada, sentou-se no sofá com Felicity.


Olhando para  as meninas notou que elas estava um pouco chocadas e sentiu-se culpada.


-Sinto muito, não deveria falar desse jeito de sua mãe. – desculpou-se sentindo-se mal.


Era dever de Rony e Mary educá-las, e não deveria se meter nisso, embora achasse um absurdo.


-É verdade que você é namorada do papai? – Hermy perguntou de repente e Hermione quase enfartou.


-Seu pai e eu fomos namorados no passado, Hermy – preferiu sair pela tangente.


-Ouvi mamãe dizer ao Dr.Taylor, quando ele esteve lá em casa, que você e o papai estão juntos, pelas costas dela!


Não havia acusação em sua voz, mas para Hermione era terrível do mesmo modo.


Então era assim ser amante. A culpa veio a tona e Hermione desejou desaparecer da face da terra! Onde colocaria sua cara agora?


Em seu colo Felicity se mexeu inquieta e Hermione olhou para ela, e para seus sons desencontrados, e pensou que era seu jeito de chamar atenção. Suas fraudas haviam sido trocadas há poucos minutos, sendo assim ela queria Gina.


-O que ela quer? – Sara perguntou de olhos arregalados e Hermione sorriu triste.


-Ela quer a  mamãe dela.


-Vou chamar a Tia Gina! –ela gritou empolgada e Hermione desejou pedir qu ela não fosse.


Sozinha com Hermy, a gêmea com quem mais tivera afinidade até então, ela sentiu-se péssima.


-Hermy... – tentou achar as palavras certas.


-Você gosta do meu pai?


-Eu...amei muito seu pai – resolveu não esconder toda a verdade, mas também não ser tão clara, pois ela era apenas uma menina – somos amigos. E essa amizade é muito importante para mim. Assim como sua amizade também é.


Hermy não pareceu muito convencida, mas também não insistiu no assunto.


-Se um dia meus pais se separarem, eu não me importo se namorar o papai –ela disse convicta e Hermione ficou surpresa.


Rony lhe contara que uma vez ela dissera que sua mãe era agressiva. Pensando que as investigações de Harry deram em nada, olhou bem para Hermy sondando o território antes de perguntar:


-Hermy, tem alguma coisa sobre sua mãe que gostaria de me contar? – vendo a menina arregalar os olhos ela complementou – algo que não se sinta a vontade para contar ao seu pai, ou a sua irmã? Algo que preferisse contar a uma amiga? Porque se ouvir, eu vou ouvir e vou te ajudar.


Hermy era transparente e estava na sua fronte que ela tinha algo a dizer, mas estava com medo.


-Tudo bem, Hermy, eu estarei aqui quando estiver pronta para falar.


Hermy olhou para trás como se esperasse estar sendo observada e disse baixo:


-Acho que a mamãe também tem um namorado.


Antes que Hermione pudesse perguntar ela suplicou vendo a tia e a irmã saírem do quarto:


-Por favor, não conte para ninguém!


Havia pavor em sua voz e Hermione concordou:


-Será nosso segredo, Hermy. Nosso segredo!


Gina tinha o rosto amassado de quem acabou de acordar, e jogou –se no sofá sorrindo ao apanhar Felicity e colocá-la para mamar com uma pratica que somente uma mãe poderia ter.


-quem quer me ajudar a preparar um leite morno para Gina, heim? – ela perguntou abraçando Hermy para que ela soubesse que estava tudo bem.


As meninas correram para ajudá-la e Gina sorriu observando sua princesinha mamar. Agora só faltava Harry chegar para eles ficarem juntos, os três, como uma linda família! Sorrindo desse pensamento besta, ela sussurrou, só para a filha ouvir:


-O que você acha, Felicity? Vamos ou não morar com o Tio Harry? Heim? Me diz, bonequinha, você quer um papai novo?


 

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